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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Rio 2016: licitação para velódromo olímpico deve acontecer até outubro


Maria Silvia diz que edital abrirá possibilidade para construção ou reforma geral

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES - Maria Silvia Bastos Marques completará, no próximo dia 5, um ano à frente da Empresa Olímpica Municipal. E encara um desafio: o de comandar a instituição responsável pela construção do Parque Olímpico da Rio 2016, uma tarefa cercada de complexidade e também de polêmica, que não se resume às quadras, piscinas e ginásios. Em visita a Londres até o próximo domingo, para observar o início dos Jogos-2012, Maria Silvia falou ao GLOBO sobre os próximos passos do projeto carioca.

FÉRIAS ESCOLARES: “Eu entrei faltando exatamente 5 anos para o início dos Jogos Olímpicos; agora, faltam só quatro. O tempo voa. Os Jogos são algo muito complexo. O Rio vai sediar uma megafesta esportiva, mas continuará sendo cidade. As pessoas vão trabalhar. Imagina, vamos ter de mudar o calendário de férias escolares em 2016 (as Olimpíadas serão de 8 a 24 de agosto). Isso ainda está sendo discutido com as secretarias e o ministério da Educação.”

NOVAS LICITAÇÕES: “Até outubro, vamos ter a do IBC (Centro Internacional de Radiodifusão), do velódromo, do centro de tênis, da arena de handebol e do parque aquático. Com essas, esperamos que, pelo menos, metade dos investimentos venha da iniciativa privada. Queremos reduzir o volume de recursos públicos, maximizando os privados.”

CRISE DO VELÓDROMO: “Laudos oficiais mostram que a pista atual não permite a quebra de recordes. E ainda há duas pilastras atrapalhando a visão geral. A capacidade é bem menor do que a exigida (1.500 contra cinco mil lugares). O edital de licitação abre duas possibilidades: tanto para a reforma abrangente quanto para a construção de um novo velódromo. O governo federal estuda também remontar o velódromo atual em outra cidade.”

NÍVEL OLÍMPICO: “Não posso saber. Sou economista. Se disseram que o nível do velódromo era olímpico, seria melhor perguntar a quem disse que era, a quem construiu. Lidar com dinheiro público é muito sério. Como cidadã, digo sempre que é o meu dinheiro. O valor presente de um equipamento é 20% da construção e 80% de manutenção. Não adianta construir uma instalação gigantesca para, depois dos Jogos, virar um elefante branco.”

ARENAS TEMPORÁRIAS: “A de handebol terá 12 mil lugares nos Jogos. Depois, uma parte se transformará em quatro escolas e em áreas esportivas. São projetos públicos integrados. Por isso, quem contratar a obra fará também o projeto futuro de funcionamento, a partir de 2017, para evitar novas obras e refazer algo que não ficou bom. O centro de tênis terá metade fixa, metade temporária. Estamos procurando nos aprofundar para entender por que uma instalação é para cinco mil, outra para seis mil ou para 6.500 lugares.”

BASQUETE E POLO AQUÁTICO: “Os britânicos nos ofereceram (as arenas), mas não vamos levar a arena de basquete deles para o Rio. Eles estão vendendo a estrutura e o envelope. Não se comprometem em desmontar tudo e levar até o Rio. Querem pôr em cima de um caminhão no Parque, e nós que nos viremos. Não faz sentido. E o polo aquático será no Maria Lenk.”

NOVO AUTÓDROMO: “Há um acordo com a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) para um novo autódromo (em Deodoro). Já temos um cronograma de demolição. Tudo está acontecendo. Mas sempre vai existir alguma polêmica. Se não incomodar (alguém), não há mudança.”

INFRAESTRUTURA: “As Olimpíadas envolvem planejamentos de segurança, de saúde, de acomodação, para que os sistemas de transporte funcionem. Ninguém projeta uma Olimpíada para caber toda numa cidade. O Rio está construindo 150km de BRTs para atender não só às Olimpíadas, mas à cidade, porque o Rio precisa. Haverá a expansão do metrô. Estamos com planejamento em processo para que ciclovias sejam integradas aos hubs de transporte, criando mais uma opção de deslocamento.”

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/rio-2016-licitacao-para-velodromo-olimpico-deve-acontecer-ate-outubro-5591592#ixzz21jjiqJto 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Nada de instalações de Londres no Rio


Por Michel Castellar

A Dama de Aço, a mulher de US$ 1 bilhão ou a prefeita olímpica, como o próprio alcaide Eduardo Paes a chamou, Maria Silvia Bastos Marques, tratou de colocar um freio nas pretensões do foguet…, ops, do político em trazer instalações temporárias de Londres-2012 para os Jogos Olímpcos e Paralímpicos de 2016.

- Está parecendo que não vai ser viável, trazer a Arena de Basquete para o Rio, porque o custo de transporte, de refazer, o armazenamento… São boas ideias (trazer a arena), mas quando você vai para o detalhe é que vemos a viabilidade. (É uma ideia) praticamente descartada mas não totalmente -disse a presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM).

De acordo com Maria Silvia a intenção de reaproveitar as instalações de Londres no Rio só não foi descartada porque ainda faltam a análise de alguns números relativos a custos. Mas ela foi pessimista quanto a possibilidade de ocorrer uma reviravolta no caso e a “herança” londrina vir parar no Rio.

Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/rio2016/2012/06/26/nada-de-instalacoes-de-londres-no-rio/

Rio cria instalações com CPF, RG e GPS


Por Michel Castellar

Na segunda parte da conversa com a presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques, ela contou que o Rio pretende inovar na criação das instalações temporárias para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. A intenção é a de que as instalações já sejam projetadas tanto para as competições quanto para a sua destinação ao fim do evento.

- Trabalhamos para que os equipamentos temporários do Parque Olímpico já sejam desenhados aliando o seu uso para os Jogos e o que ele vai ser  e onde ele vai ficar posteriormente. É mais do que dizer: isso vai virar uma escola. É dizer: isso vai virar uma escola e vai ficar em tal lugar, em tal bairro – explicou Maria Silvia.

Desta maneira, a presidente da EOM acredita que, independentemente das forças políticas que estiverem no poder em 2017, o legado das instalações temporárias, seu uso posterior aos Jogos, estará assegurado. A prefeitura do Rio trabalha com várias ideias sobre a utilização dos equipamentos.

- Biblioteca, ginásio, creche, escola, anfiteatro são algumas opções. Mas vamos limitar cada projeto a uma dessas opções – frisou a presidente da EOM.

Outra decisão a respeito das instalações do Parque Olímpico é a de que o concurso público para o design das instalações não deverá ocorrer. A tendência é a de que seja feita uma concorrência técnica.

Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/rio2016/2012/06/27/rio-cria-instalacoes-com-cpf-rg-e-gps/