Páginas

Mostrando postagens com marcador Renda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Renda. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de março de 2013

Botafogo lança maquete oficial do Engenhão em rede social


Miniatura do estádio chegará em breve às lojas



RIO - O departamento de marketing do Botafogo inovou ao lançar uma réplica fiel do Engenhão em escala miniatura. Via Facebook, o clube anunciou que o produto estará disponível nas prateleiras das lojas oficiais em breve. A repercussão entre os torcedores na rede social foi positiva.
Inaugurado no dia 30 de junho de 2007, o Estádio Olímpico Municipal João Havelange é considerado o mais moderno da América Latina e o quinto mais moderno do mundo, com capacidade para 46 mil pessoas. Apesar disso, é alvo constante de críticas por parte dos torcedores cariocas. A acústica vazada do estádio e a estrutura no entorno são as principais reclamações.
Desde 2009, o Botafogo conta com o auxílio de uma empresa terceirizada para a gestão do Engenhão, que passou a receber o nome de Stadium Rio. Além do campo oficial, o estádio possui pista de atletismo, dois setores para salto triplo e em distância, um para salto com vara, outro para salto em altura e uma pista de dardo. Há ainda um campo anexo destinado a treinamentos e uma pista de atletismo interna para aquecimento.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carioca-2013/botafogo-lanca-maquete-oficial-do-engenhao-em-rede-social-7772518#ixzz2Mt0iWBwz 



terça-feira, 24 de julho de 2012

Direitos de transmissão reforçam caixa do COI, diz presidente


KAROLOS GROHMANN - Reuters

A renda da venda dos direitos de transmissão da Olimpíada entre 2014 e 2016 deve ultrapassar 4 bilhões de dólares, informou o Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta terça-feira, e a renda de patrocinadores também está em alta.

O presidente do COI, Jacques Rogge, disse que as finanças da organização estão fortes e seguras, com reservas que mais que triplicaram desde 2001.

"Para o período 2014-16 já temos 3,6 bilhões de dólares, e o total deve alcançar e passar de 4 bilhões. Os direitos de TV totalizaram 2,2 bilhões de dólares no período 2002-4", disse Rogge em uma sessão do COI dias antes do início da Olimpíada de Londres.

O valor para o período 2010-2012 foi de 3,9 bilhões de dólares.

Rogge disse que a organização já gerou 2,6 bilhões de dólares em direitos de transmissão para o período 2018-2020, e as negociações mal começaram.

O COI assinou seu maior contrato individual no ano passado, concordando em vender à rede NBC os direitos de transmissão até 2020 por 4,38 bilhões de dólares.

"A situação financeira é forte e segura", afirmou Rogge, que deixa o cargo em 2013 após 12 anos na função.

"Desde 31 de dezembro de 2001, nossas reservas cresceram de 105 milhões para 558 milhões de dólares, um aumento de 453 milhões. Esta solidez financeira se deve ao sucesso da propaganda e dos direitos de transmissão".

O COI também viu um crescimento na renda oriunda de patrocinadores, e se estima que o programa de 2013-2016 com grandes patrocinadores irá gerar 1 bilhão de dólares pela primeira vez.

O programa de 2017-2020 já recebeu 722 milhões de dólares com sete patrocinadores, declarou Rogge.

O mesmo programa valia 663 milhões de dólares para o período 2001-4.

"Ainda que nossa situação financeira seja sólida... devemos permanecer realistas. O COI deve garantir a continuidade e intensificação da política de controle de gastos e complexidade dos Jogos".

O organismo tem tentando reduzir o tamanho da Olimpíada, delimitando em 10 mil o número de atletas e em 28 as modalidades esportivas, para manter seu produto atraente para cidades-sede em potencial.

Sochi, na Rússia, irá sediar os Jogos de Inverno de 2014, enquanto o Rio de Janeiro será a primeira cidade sul-americana a receber a Olimpíada, em 2016. A sede dos Jogos de 2020 será decidida no ano que vem. 

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,direitos-de-transmissao-reforcam-caixa-do-coi-diz-presidente,904723,0.htm

quinta-feira, 19 de julho de 2012

TV suíça adquire direitos do Brasileirão


A emissora suíça de televisão Teleclub adquiriu os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro até 2014. 

O novo acordo inclui jogos ao vivo, melhores momentos, além de um programa semanal de 30 minutos com os destaques da rodada.

O campeonato estará disponível na Suíça via cabo, e a transmissão já inicia no próximo sábado, 21, com a partida entre Vasco e Santos. 

Será a primeira vez que o Campeonato Brasileiro será transmitido para o país. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26041/TV-suica-adquire-direitos-do-Brasileirao/index.php

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Dono do Morumbi: são-paulino pode comandar o clube em jogo virtual


Tricolor é o primeiro time brasileiro a lançar um 'fantasy game'

O torcedor do São Paulo agora pode ser presidente e técnico do time do Morumbi. Pelo menos virtualmente. O Tricolor lançou, na última semana, um fantasy game em que a torcida são-paulina pode mostrar que sabe guiar a equipe.
No novo jogo, para Facebook e IPhone, o torcedor montará seu Tricolor ideal, com os jogadores do elenco real do São Paulo ou selecionar reforços para o time. O internauta pode também treinar os jogadores e mantê-los em boas condições físicas, além de poder ter a experiência de "administrar" as finanças do clube. Os resultados reais do São Paulo renderão pontos no fantasy game.
O Tricolor é o primeiro clube brasileiro a lançar o jogo, que teve sucesso na Europa. Times como Real Madrid, Barcelona, Milan e Liverpool já possuem o fantasy game.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2012/07/dono-do-morumbi-sao-paulino-pode-comandar-o-clube-em-jogo-virtual.html

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Flamengo quita dívida e voltará a lucrar com bilheteria


Clube havia pedido dois empréstimos há mais de dois anos para BWA

Por Miguel Caballero

RIO — O Flamengo terminou nesta terça-feira de quitar uma dívida de R$ 12,4 milhões com a BWA, parceira na venda de ingressos e a quem o clube havia pedido socorro financeiro com dois empréstimos. Segundo a diretoria, desde o início da atual administração, em janeiro de 2010, toda a arrecadação líquida das bilheterias foi destinada ao pagamento desta dívida. Assim, a partir do jogo da próxima quarta-feira, contra o Corinthians, no Engenhão, o Flamengo voltará a lucrar com venda de ingressos, o que não aconteceu nos últimos anos.
A análise dos valores, porém, mostra que não são números tão animadores. Segundo os balanços do clube, o Flamengo recolheu nas bilheterias R$ 17,3 milhões em 2010 e R$ 14,4 milhões em 2011. Somando ao que foi arrecadado no primeiro semestre deste ano, o clube chegou a um total bruto de mais de R$ 35 milhões. Deste montante, descontando-se penhoras, pagamento de quadro móvel e impostos, sobraram para o Flamengo, em dois anos e meio, apenas os R$ 12,4 milhões destinados a saldar o débito com a BWA.
Como comparação, o Corinthians, adversário do jogo em que o Flamengo festeja voltar a fazer receita com bilheteria, arrecadou, só em 2011, R$ 27,2 milhões brutos em ingressos. Este ano, o valor deverá ser ainda mais alto pela campanha do título na Libertadores.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-flamengo/flamengo-quita-divida-voltara-lucrar-com-bilheteria-5443799#ixzz20JnIOa1b 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Copa como possibilidade de negócios


Por Itamar Ciríaco

A Copa do Mundo é uma oportunidade histórica de acelerar o desenvolvimento econômico e uma chance de antecipar investimentos e consolidar legados sustentáveis para as cidades-sede. Essa foi a tônica de um painel realizado na tarde desta sexta-feira (22.06), no Rio de Janeiro, com representantes do Ministério do Esporte, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da FIFA, durante as atividades da Rio+20.

Com expectativa de mais de três bilhões de espectadores (cerca de 3,2 bilhões na África do Sul, em 2010), sendo que quase três milhões nos estádios, o Mundial foi analisado como mais do que um megaevento esportivo. Segundo o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, é uma chance de garantir que o Brasil projete para o mundo a imagem de eficiência e capacidade de encantar, mobilizar e emocionar o mundo. “Teremos bilhões de olhos voltados para cá. É a chance de aproveitar isso para promover a inovação, a criatividade, o empreendedorismo nacional”, disse.

Segundo ele, há três dimensões de planejamento que conduzem o país a um novo patamar. “A primeira é garantir que as obras, empreendimentos e serviços essenciais para a Copa fiquem prontos. Vários desses projetos, como os de mobilidade urbana, infraestrutura, telecomunicações e energia ficam de legado para o país. Os estrangeiros podem levar daqui, no máximo, a taça. E esperamos que não. O restante fica para o país”, afirmou.

As outras duas dimensões, segundo Fernandes, são a possibilidade de intensificar e acelerar a promoção de políticas públicas e as oportunidades de negócios que se abrem. “Um estudo do Itaú indicou que, para além dos investimentos da Matriz de Responsabilidade, da ordem de R$ 30 bilhões, há uma previsão de que isso seja quintuplicado em investimentos na economia como um todo. São cerca de R$ 150 bilhões de investimentos alavancados pela Copa do Mundo”, afirmou Luis Fernandes


Sustentabilidade
O secretário executivo reforçou, ainda, cinco pontos específicos da preparação do evento que têm a sustentabilidade como prioridade. São eles:

1. Certificação e gestão sustentável das arenas
Não era uma obrigação no acordo com a FIFA, mas foi uma decisão governamental atrelar os financiamentos do BNDES (R$ 400 milhões por arena) à certificação ambiental das obras.

2. Copa orgânica e sustentável
A ideia é apostar no fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis, com alimentos orgânicos para abastecer as cidades-sede. Trata-se de um exemplo de aproveitamento da oportunidade para estruturar uma cadeia produtiva nacional que ficará como legado.


3. Parques da Copa
Aproveitar o fato de o Brasil ter sedes em cada um dos biomas nacionais para fomentar o ecoturismo.


4. Resíduos e reciclagem
Esforços articulados com a política nacional de tratamento, reciclagem e coleta voltada para os eventos da Copa como uma dimensão social. Nesse contexto, há um papel importante das cooperativas de catadores e uma materialização no reaproveitamento da demolição dos estádios, em alguns casos para construção de habitações populares.


5. Mudanças climáticas
Inventário das emissões de efeito estufa e iniciativas de mitigação e compensação pelas emissões associadas à preparação para a Copa ficam como legado para o desenvolvimento sustentável do brasil pós Copa.

Fonte: http://blog.tribunadonorte.com.br/blogdociriaco/a-copa-como-possibilidade-de-negocios/3899

Greves fazem Londres ferver a cinco semanas das Olimpíadas


Sede dos Jogos sofre com paralisações de médicos, motoristas de ônibus e bombeiros

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES. Enquanto a tocha olímpica completava quinta-feira o 34º de seus 70 dias de percurso pelo Reino Unido rumo a Londres, a Grã-Bretanha fervia com a primeira greve de médicos do serviço público de saúde desde 1975. A temperatura promete subir ainda mais nesta sexta, quando 20 mil motoristas de 17 empresas de ônibus da capital inglesa vão desafiar uma decisão judicial, com uma greve de 24 horas, exigindo o pagamento de um bônus de 500 libras (R$ 1,6 mil) livres de impostos pelo aumento de trabalho durante as Olimpíadas. São os efeitos da recessão aliados à proximidade dos Jogos, de 27 de julho a 12 de agosto, que vão atrair mais de 881 mil visitantes à cidade.
A greve dos motoristas – a primeira na capital desde 1982 - tem potencial para criar o caos em Londres, tanto que a Justiça concedeu quinta-feira uma decisão favorável a três das empresas, contra a paralisação. Funcionários das companhias Aviva, Go Ahead e Metroline foram avisados para não aderirem ao movimento.
No entanto, funcionários de outras empresas prometem aderir nesta sexta à paralisação decidida pelo Sindicato da Categoria. Na véspera, houve uma reunião entre patrões e empregados, num órgão mediador, mas o acordo fracassou novamente. A ODA (equivalente à Autoridade Pública Olímpica da Rio-2016) ofereceu à prefeitura 8,3 milhões de libras (R$ 26,6 milhões) para ajudar a pagar os bônus exigidos. No entanto, ainda seriam necessários outros 14 milhões de libras (R$ 44,9 milhões), que sairiam dos cofres públicos ou de um fundo de 91 milhões de libras (R$ 292,1) para pagamentos de despesas extras com os Jogos.
– A greve é tremendamente frustrante – afirmou o prefeito Boris Johnson. – Temos o dinheiro para negociar o pagamento dos bônus, mas é preciso que os motoristas não paralisem os serviços. É desapontador que motoristas e empresas não tenham chegado a um acordo, mesmo com a oferta de 8,3 milhões de libras da ODA. Presidente do sindicato dos motoristas, Peter Kavanagh diz que há uma oferta da ODA, mas não boa vontade dos patrões e de outros órgãos.
– Estamos tratando desse assunto há dez meses e não houve evolução – justificou o sindicalista.
A companhia de Transportes de Londres, que regula os sistemas de metrô, trem e ônibus da cidade, enviou avisos por SMS aos usuários sobre a possibilidade de greve afetar os outros sistemas e informou que os passes para ônibus serão aceitos no metrô, nos trens de superfície e no trem elétrico. A empresa pediu que as pessoas também usem bicicletas ou caminhadas para os deslocamentos, mas a previsão de chuva para esta sexta-feira não colabora com a sugestão.
Nesta quinta, Londres também foi afetada pela greve dos médicos dos serviços de saúde. Apesar de o governo ter informado que somente 20% deles aderiram ao movimento, os hospitais da cidade cancelaram 520 cirurgias não emergenciais e 3.900 consultas por causa da greve. O Serviço National de Saúde (NHS) informou que os serviços de emergência funcionaram normalmente.
Membros da Associação Médica Britânica (BMA) em todo o país se recusam a atender casos não emergenciais, num boicote contra cortes de benefícios de aposentadorias. Também nesta quinta, bombeiros da região de Essex, na Grande Londres, anunciaram cinco paralisações por cortes de pessoal e melhores condições de serviço. A União das Brigadas de Incêndio informou que as paralisações acontecerão nos dias 28 de junho, 7 e 18 de julho, 18 de agosto e 18 de outubro. O sindicato diz que Essex terá perdido um a cada cinco bombeiros desde 2008 se os cortes continuarem. A pergunta que os britânicos estão se fazendo é: quantas graves mais poderão acontecer nas cinco semanas que restam até o início das Olimpíadas?

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/greves-fazem-londres-ferver-cinco-semanas-das-olimpiadas-5281288#ixzz1yWuqJ0iO 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Transformando o Torcedor em Consumidor

Por Marcelo Paciello


Nessa semana que passou mais uma vez houve vários debates e opiniões referentes ao caminho que o produto futebol está tomando no Brasil e qual deve ser o melhor caminho a ser seguido.
Esse tema recorrente é um grande desafio para futuro do Futebol Brasileiro, em sua forma mais ampla possível. Quando me refiro ao produto Futebol, eu o imagino como um produto sendo consumido em suas várias possibilidades como:
- Estádio / Bilheteria: ingressos (jogos de futebol, shows, espaço de convenções), lojas de conveniência, camarotes, lojas de produtos oficiais, restaurantes, estacionamento;
- Mídia: direitos televisivos em TV aberta  e pay per view, internet, celular, redes sociais;
- Merchandising: licenciamento de produtos, programa de sócio torcedor, lojas oficiais (virtuais e físicas), associação da marca do time com grandes marcas do mercado;
Para se maximizar as receitas,  baseando-se nos 03 pilares acima, os times de futebol deveriam ter:
- equipes competitivas, sempre em condições de disputar títulos;
- ídolos capazes de atrair público para o estádio e criar produtos do clube associando o jogador à marca;
- revelar jogadores nas categorias de base, pois os mesmos automaticamente já terão uma identidade com o clube;
- gestão profissional no departamento de futebol

Como primeira reflexão sobre os pilares acima citados, quais clubes brasileiros estão trabalhando de forma profissional e com resultados que comprovem uma boa gestão do produto Futebol no Brasil?
Uma resposta muito difícil de responder mas, devido aos resultados dentro e fora de campo nos últimos 03 anos, eu considero que o Santos e o Internacional são os que melhor estão conseguindo ter resultados, ainda mais devido ao tamanho de suas torcidas em comparação aos 5 principais times do Brasil ( Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco).
Convido você a avaliar juntamente comigo os valores e as fontes de receita das 5 principais equipes da Europa e do Brasil e fazer uma análise das principais causas ou consequências.
Primeiro vamos a relação Top 5 europeus ano base 2010/2011 :

1)      Real Madrid  * € 479 milhões ( 30% Bilheteria / 36% Mídia / 34% Merchandising )
** 31 milhões de torcedores na Europa

2)      Barcelona * € 451 milhões ( 25% Bilheteria / 44% Mídia / 31% Merchandising )
** 58 milhões de torcedores na Europa

3)      M. United * € 367 milhões ( 35% Bilheteria / 37% Mídia / 28% Merchandising )
** 31 milhões de torcedores na Europa

4)      Bayern  * € 321 milhões ( 21% Bilheteria / 26% Mídia / 53% Merchandising )
** 21 milhões de torcedores na Europa

5)      Arsenal   * € 251 milhões ( 42% Bilheteria / 38% Mídia / 20% Merchandising )
** 20 milhões de torcedores na Europa
Fonte:   *Deloitte 
           **Sport Markt

Vamos comparar as receitas  Top 5 brasileiros em 2011. Como não tenho dados de renda detalhados como os dos clubes europeus, seguem os principais motivos dos incrementos de receita:

1)      Corinthians * € 120 milhões ( TV e venda de jogadores )
** 25 milhões de torcedores

2)      São Paulo  * €   94 milhões ( TV, patrocínio, licenciamento,  estádio, clube social )
** 16 milhões de torcedores

3)      Internacional  * €   82 milhões ( TV, bilheteria, patrocínio, sócio torcedor, licenciamento)
**06 milhões de torcedores

4)      Santos  * €   79 milhões (TV, bilheteria, patrocínio, venda de jogador, cotas )
** 05 milhões de torcedores

5)      Flamengo * €   77 milhões ( TV e venda de jogadores, clube social, esportes amadores )
** 29 milhões de torcedores

Fonte:  *BDO 
          **Pluri Consultoria

Avaliando os dados acima é possível comprovar o quanto os clubes brasileiros estão distantes das arrecadações dos clubes europeus. Sabemos que o poder aquisitivo e os valores de cotas de TV, bilheterias e produtos licenciados são maiores na Europa em comparação ao Brasil. Também é  importante ressaltar que  existe um potencial enorme a ser explorado no Brasil,  caso os clubes profissionalizem o departamento de futebol visando uma revolução na gestão esportiva dos mesmos.
Baseado nos números acima, o Corinthians seria o único time brasileiro a integrar o Top 20 dos clubes europeus, mas somente na posição 19, apenas na frente do Valência da Espanha ( € 117 milhões ) e do Nápoli ( € 115 milhões ). Muito pouco para o país que se vangloria de se autointitular “O País do Futebol”. Eu costumo mencionar que o Brasil é “ O País do Jogador de Futebol” pois saindo das 4 linhas o Produto Futebol no Brasil é muito mal explorado.
Precisamos transformar o torcedor em cliente consumidor no Brasil, não somente cobrando por ingressos , pay per view e camisas dos times com valores de nível Europeu mas sim, explorando de forma profissional, todas as possíveis e inexploradas fontes de receita nos 03 pilares citados no início deste post.
Para que esses potenciais se transformem em realidade é preciso que os clubes se profissionalizem de verdade, transformando-se em empresas, com profissionais competentes na gestão do futebol em todos os seus produtos e serviços como:
- transformar os estádios em arenas multi-uso :  cadeiras demarcadas e confortáveis, camarotes, estacionamento, restaurante, conveniência, podendo competir com outros entretenimentos da cidade ( cinema, teatro, shows)
- melhorar a gestão financeira: rever dívidas de curto prazo, melhorar fluxo de caixa, administrar a dívida de acordo com a receita.
- aumentar fontes de receita: sócio- torcedor, licenciamento de produtos, jogar em outros centros consumidores de futebol para expor e internacionalizar a marca, vender produtos via internet, transmissão de jogos para outros centros.
Acredito que com a profissionalização, as ligas sejam o primeiro caminho para se adequar as receitas com o número de jogos e torneios a serem disputados que realmente gerem receitas significativas para os clubes, fugindo da atual situação de refém das TVs e das federações que exigem que seus interesses sejam atendidos em detrimento da qualidade do espetáculo a ser oferecido ao torcedor/ consumidor, exemplo: calendário diferente dos europeu, campeonatos estaduais cada vez desinteressantes, desvalorização do Campeonato Brasileiro ao se iniciar com os principais times focando em outras competições ( Copa Libertadores / Copa do Brasil ).
Creio que a Copa do Mundo no Brasil pode iniciar de forma mais concreta essa mudança de atitude e comportamento na gestão esportiva no Brasil e que esta não deve ser a única esperança para esta mudança de patamar. Espero que todos os apaixonados por futebol, que são profissionais de alta qualidade mas ainda não trabalham no segmento, possam conseguir em conjunto com os atuais profissionais do segmento esportivo essa mudança de patamar e realmente transforme os clubes de futebol em verdadeiras fontes de entretenimento e consequentemente, de receitas, para todos os envolvidos nesse verdadeira paixão nacional que é consumir futebol.

Fonte: http://futebolearte-paciello.blogspot.com.br/2012/05/transformando-o-torcedor-em-consumidor.html