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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Fluminense inclui garotos na folha do patrocinador


Revelações de Xerém têm salário pago pelo parceiro, que poderá até comprá-las

Por Gian Amato

RIO — No Fluminense, a divisão era na base. Os profissionais ficavam com o salário por inteiro, em sua maioria pago pelo rico patrocinador, enquanto as revelações de Xerém recebiam só a metade do clube. Quando recebiam. Destaques dentro de campo nesta temporada, os garotos começaram a aparecer e, antes de gerar receita e já valorizados, foram incluídos na folha de pagamento da empresa de planos de saúde.
A permanência de jogadores como Wellington Nem e Marcos Júnior, que recebem propostas a toda hora, tem sido possível até agora devido ao auxílio financeiro do patrocinador, que também levará a sua parte em uma futura negociação. Ou poderá até mesmo adquirir os direitos econômicos, operação inédita em 13 anos de parceria.
— O patrocinador auxilia agora (no salário das revelações) e não há mais descompassos dentro do elenco. Paramos de fatiar os jogadores em virtude de uma emergência financeira. E, se houver necessidade, poderemos ofertá-los ao nosso patrocinador. Meu papel é realmente fazer este elo (entre clube e patrocinador) e os garotos estão aqui porque a Unimed ajuda — disse o diretor executivo Rodrigo Caetano, que completou seis meses no cargo.
Ao lado dos demais dirigentes e do técnico Abel Braga, Caetano foi um dos responsáveis pelo novo “boom” de Xerém. De um elenco de 30 jogadores, 12 foram formados pelo Fluminense. Ao abrir espaço para os jovens, o clube indica uma mudança de filosofia e o investimento a médio e longo prazo na base, como em outros anos, mas, agora, com a tentativa de venda programada para depois do retorno técnico.
— Nossa mão de obra é jovem e o trabalho vai além de contratar e dispensar jogadores. Ninguém é contra a venda, mas estes jovens precisam cumprir metas e entender que podem ser bem sucedidos no clube que os revelou — explicou Caetano.
Sem saídas pela janela
Wallace, Samuel, Marcos Júnior e Wellington Nem estão na vitrine e têm propostas de outros clubes — nenhuma que fizesse o clube balançar. A janela de transferências fecha no próximo dia 20 e Caetano trabalha com a diretoria e comissão técnica para tentar manter todos dentro do elenco:
— Queremos passar esta janela sem baixas, principalmente dos garotos.
Em meio a um balanço dos seus seis meses no clube (em que tentou minimizar problemas sem aparecer, como um juiz), Caetano contou que o dinheiro economizado com as saídas de Souza, Araújo, Martinuccio e Lanzini (já de volta ao River Plate) será investido em reajustes nas renovações dos contratos do próprio Samuel, do zagueiro Gum, de Valencia e Deco. Todos os quatros renovam agora. A pendência continua a ser a prorrogação do empréstimo de Rafael Sóbis.
— Vamos renovar esta semana, sim. E isto se tornou possível porque ter 12 jogadores da base viabiliza o investimento nos 18 restantes. O desafio é mantê-los e rejuvenescer o elenco. O Fluminense já trouxe estrelas e tem seu time pronto, enquanto os demais estão se reforçando na 9 rodada — disse Caetano.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/topico-fluminense/fluminense-inclui-garotos-na-folha-do-patrocinador-5443740#ixzz20Jnu9NjL 

terça-feira, 3 de julho de 2012

No Brasil, gastos com salários sobem menos


Além das remunerações, despesas com direitos de imagem também tiveram peso reduzido no orçamento

Por Marcelo Damato



No ano em que os gastos dos clubes mais cresceram, por conta do dinheiro novo da TV, os gastos com salários e direitos de imagem desaceleraram. Os clubes do Brasil gastaram em 2011 cerca de 55% com esses itens, abaixo do limite defendido pela Associação Europeia de Clubes, que é de 60%. Em 2010, o índice foi de 58%.
Mas, dos 14 maiores clubes do país, oito ultrapassam esse limite. Os paulistas Palmeiras, Santos e São Paulo, os cariocas Flamengo, Fluminense e Vasco, mais Atlético-MG e Internacional ultrapassam essa barreira e chegam a 68,3%, no caso do Fluminense. E não se pode esquecer que o grosso do que os principais jogadores do Tricolor, como Fred e Deco, recebem é pago pela Unimed, a patrocinadora-mecenas do clube.
O Corinthians, ao contrário, só comprometeu 37,1% dos seus gastos com essa rubrica, e até enxugou a folha em 8% em relação ao ano passado – em grande parte devido à aposentadoria de Ronaldo e à ida do lateral Roberto Carlos para a Rússia.
O São Paulo, mesmo com vários jogadores da base no elenco, foi disparado quem mais gastou com salários e direitos de imagem no ano passado. Passou de R$ 95 milhões.
Em relação a 2010, os clubes aumentaram os gastos em 19% e os gastos com pessoal em 13%.

Falta de detalhes
A pedido do LANCE!, a Mazars auditores destrinchou os gastos dos grandes clubes brasileiros em 2011. Destrinchou onde foi possível. O Coritiba, por exemplo, não publica nenhum detalhamento de seus gastos, apenas o total (veja quadro).
Só Grêmio, Corinthians e Botafogo detalharam gastos nas cinco colunas adotadas pela Mazars – que poderiam ser muitas mais, se a transparência dos balanços fosse maior. Mas essa é outra questão.
Carlos Aragaki, sócio da Mazars auditores: 'Desafio é título com gastos controlados'
Tradicionalmente as despesas com salários são as mais relevantes para os custos do futebol. Alguns clubes, todavia não destacam as despesas com imagem como, por exemplo: Corinthians, Cruzeiro e Atlético-MG. É provável que as despesas com a imagem estejam registradas como serviços de terceiros (conta usada por muitos clubes). Assim, pode-se dizer que São Paulo, Corinthians, Inter e Santos foram os que gastaram mais com salários e imagem em 2011.
Os clubes têm grande dificuldade para conciliar gestão financeira e resultado do futebol. Por um lado, o Corinthians com o maior custo dos clubes se sagrou campeão brasileiro em 2011 e o Vasco, 10 em custos totais, foi campeão da Copa do Brasil e vice Brasileiro. Por outro, o Atlético-PR, com custos baixos e finanças controladas foi rebaixado para a série B.
Um entrave para o entendimento dessa questão pelos leitores é a falta de harmonização dos registros pelos clubes.

‘Imagem’ ainda afeta balanço
Segundo o auditor Carlos Aragaki uma ação judicial em curso poderá ter impacto significativo no balanço dos clubes. O meia Ronaldinho Gaúcho pede R$ 40 milhões ao Flamengo. Na ação cita como valores de natureza salarial o seu contrato de direito de imagem, que correspondia a 62% do seu salário. Apesar de a nova versão da Lei do Esporte (Lei do Clube Formador) ter estabelecido que esse contrato não tem natureza salarial, a jurisprudência ainda é dúbia na questão.
Se prevalecer a ação movida pelo meia do Atlético-MG, os clubes, em tese poderiam ter que mudar seus balanços e colocar os pagamentos na rubrica de natureza salarial e ter que fazer provisões para os encargos trabalhistas não pagos sobre os direitos de imagem.


Fonte: http://www.lancenet.com.br/minuto/clubes-brasileiros-gastos-salarios-sobem_0_729527221.html#ixzz1zYzwcWm0

quarta-feira, 27 de junho de 2012

CBF compra prédios no Rio por R$ 70 milhões e anuncia mudança de sede


Complexo de edifícios terá também um museu do futebol brasileiro a partir de 2013. Entidade diz que novo CT começará a ser construído em breve

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta quarta-feira que mudará de endereço a partir de 2013: a entidade comprou um complexo de prédios na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, com recursos próprios, a 3,5 quilômetros da sede atual, que ocupa um andar alugado de um condomínio no mesmo bairro. O valor total pago pela entidade foi de R$ 70 milhões.
Os novos prédios da CBF já estão construídos e ficam na Avenida Luís Carlos Prestes, perto do Barrashopping. O local também terá um museu do futebol brasileiro. Segundo o presidente José Maria Marin, a mudança de sede foi seu primeiro compromisso quando assumiu o lugar de Ricardo Teixeira em março.
- A sede da CBF e o seu museu estarão no Rio de Janeiro, como sempre foi minha intenção e promessa. Estamos cumprindo o que traçamos e o que foi transmitido ao prefeito Eduardo Paes, que demostrou naquele dia a sua satisfação em ver a sede da entidade permanecer na cidade - disse Marin ao site da entidade, lembrando o encontro com o prefeito carioca em 12 de março.
Em um comunicado, a CBF afirmou ainda que a construção do novo centro de treinamentos da Seleção começará em breve em um terreno no bairro do Recreio dos Bandeirantes. O novo prédio da entidade na Barra fica na mesma rua da sede da Nike, fornecedora de material esportivo do time canarinho.
Segundo a CBF, a sede e o museu "serão instalados em um prédio moderno, com o conceito de prédio verde, obedecendo ao padrão de sustentabilidade, com captação da água da chuva, telhado verde, economia de energia, sistema de iluminação com lâmpadas LED e ar condicionado VRF". O edifício tem 5.560m² de área construída e 1.008 m² de "mais valerá" e o piso ao redor será de solo permeável, o que não sobrecarregará as paredes fluviais.
- Na nossa sede, que terá toda a estrutura montada dentro dos padrões e conceitos os mais modernos, os funcionários terão maior conforto para trabalhar em instalações mais adequadas - completou José Maria Marin.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/2012/06/cbf-compra-predio-no-rio-e-anuncia-mudanca-de-sede-em-2013.html

terça-feira, 17 de abril de 2012

Fala, Patrícia

Prezado Renato, acompanho, sempre com muita atenção, os relatos e as observações críticas de sua coluna. Delas, com respeito e sem agressões, aproveito para tirar lições. Haverá, entretanto, o ilustre jornalista de entender que certas críticas não podem ser vistas por uma simples ótica, razão pela qual lhe presto os seguintes importantes esclarecimentos. Fui eleita com a responsabilidade de administrar um clube social e esportivo com mais de 10 mil associados, centenas de meninos em escolinhas de vários esportes e não somente um departamento de futebol. A rica história do Flamengo está escrita também em letras de ouro por grandes campeões nos esportes olímpicos, como basquete, remo, natação e ginástica. E hoje temos os principais brasileiros campeões mundiais nestas modalidades. Posso lhe afirmar que quem fosse o eleito para esta gestão estaria atônito ante o caótico quadro administrativo/financeiro deixado pelos Srs. Marcio Braga e Delair Dumbrosck. Encontramos mais de R$ 400 milhões em dívidas, cerca de 500 processos trabalhistas e centenas de processos cíveis. O passivo subiu de R$ 165 milhões, em 2004, para R$ 265 milhões, em 2009, segundo os balanços oficiais. O prejuízo acumulado em 2009 atingiu R$ 135 milhões. Em 5 anos, o CRF pagou R$ 125 milhões de juros e o rombo nos orçamentos superaram os R$ 100 milhões. E o Fla ainda responde a quatro processos de dívidas junto a FIFA. Atrasos salariais e das cestas básicas, dos vales transportes e de refeições e do 13 salário dos funcionários e atletas eram constantes. Hoje, tudo está sendo religiosamente pago em dia. Nunca mais houve Natal de fome no Flamengo. Pasme, encontramos toda a bilheteria dos jogos, até 2014, cedida à empresa BWA por conta de empréstimos realizados com taxas de 40% ao ano!!! Agora, a dívida deixada de R$ 12 milhões se encontra 95% quitada.
A sede da Gávea estava em estado de abandono. O prédio do Morro da Viúva destruído, com mais de
50% dos apartamentos sem geração de rendas e a maioria penhorada em razão de dívida ativa de R$16 milhões de IPTU — que cobravam dos inquilinos e não repassavam para a Prefeitura! No futebol, após 23 anos de quase abandono, o CT George Helal vem recebendo constantes investimentos a ponto de termos o setor dos profissionais pronto até o final deste ano. Há um extenso trabalho na base, com incentivo ao "Craque o Flamengo faz em casa" e a manutenção dos direitos de jovens como Cezar, Adrian, Muralha, Luiz Antônio, Tomás, Lucas e Negueba. E tivemos 10 convocados para as seleções do Brasil. Entre os profissionais recuperamos quase 100% dos direitos econômicos e federativos alienados a empresários, representando imenso crescimento patrimonial. E fomos campeões invictos em 2011 e nos classificamos para a Libertadores. Ante ao caos encontrado procurei juntar na diretoria grande parte de pessoas sem raízes com o passado a alguns poucos mais experientes, que já deram muito ao Flamengo. O cartão corporativo atende às mínimas despesas de representação dos Vices Presidentes que, por razão estatutária, não são remunerados. A Locanty prestou trabalho na Gávea e no CT da mesma forma que outras empresas prestaram e prestam serviços ao clube. Nos dois primeiros anos deste mandato foram pagos mais de R$ 70 milhões de dívidas deixadas pela gestão Braga/Dumbrosck. E, bem ao contrário do triste depoimento público do primeiro, decretando a falência do Fla (e que pode ser visto no You Tube), aumentamos de R$ 500 milhões para R$ 800 milhões a dotação orçamentária 2012/2015. O CRF perdeu seu patrocinador de duas décadas (Petrobras) por inadimplementos fiscais que o impossibilitam, até hoje, de obter o CND. A dívida da Timemania, apesar de estarmos fazendo os pagamentos, ultrapassa R$ 250 milhões. O passivo junto à Procuradoria da Fazenda amonta mais de R$ 100 milhões. Junte-se a ela, R$ 60 milhões à Receita e mais R$ 90 milhões ao INSS e FGTS... A reconstrução social e esportiva do clube vem sendo uma árdua tarefa. À sede da Gávea voltou a ter frequência familiar com as atuais condições sadias de suas instalações. O prédio Hilton Santos (no Morro da Viúva), patrimônio rubro negro, será recuperado através da construção de um hotel com 400 quartos gerando receita de cerca de R$ 5 milhões anuais além de quitação do passivo de R$ 16 milhões de IPTU e a garantia de investimentos de R$ 17 milhões no CT George Helal. Renato, muito mais que estar presidenta, sou
mulher, mãe e dona de casa o que me dá a sensibilidade de olhar e tratar a família rubro-negra e a juventude que frequenta a Gávea bem diferentemente dos últimos gestores. Esta é a resposta de uma administração que vem promovendo um salto qualitativo na vida do clube. Nossa ousadia tem o seu preço, mas, no médio prazo, ele será pago pela luta e pelo empreendedorismo de quem bem conhece o que foi disputar competições defendendo as cores rubro- negras. Meu lamento vai para os imediatistas e para os que lá estiveram e nada fizeram. Cordialmente, saudações rubro negras, Patrícia Amorim".