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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Polônia testa jogo com placar até 15 pontos


A Polônia pretende testar uma novidade no próximo dia 16, data do amistoso entre o Skra Belchatow e a seleção de Andrea Anastasi. O confronto vai ser disputado em melhor de nove sets, com pontuação máxima de 15, como se fosse um tie-break. Em caso de empate, a parcial termina assim que uma das equipes fizer o 16º tento, sem a necessidade de abrir dois pontos de diferença.  

Para o presidente da Federação Polaca de Voleibol, Miroslaw Przedpelski, o novo sistema deve deixar o jogo mais interessante, melhor para o público e mais atrativo para a mídia. “A proposta é interessante e revolucionária. Pode mudar drasticamente o nosso esporte”, defendeu o dirigente. As informações são do portal Volleyball.it. 

Fonte: http://www.saqueviagem.com.br/noticias_detalhe.php?idPost=8230434

sábado, 1 de dezembro de 2012

Atlético-PR espera citação de naming right por TVs


Por Lucas Turco e Mauro Zafalon

O Atlético Paranaense divulgou que a AEG Facilities será a gestora da Arena da Baixada. A empresa ficará responsável por viabilizar um parceiro para adquirir o naming right do estádio. Para facilitar as negociações, o clube conta com a transmissão do naming right pelas emissoras de televisão.

“Esperamos que as emissoras de televisão citem a empresa que se tornar detentora do naming right do nosso estádio.  Contamos com isso principalmente por parte da Globo, que gera mais visibilidade. Se isso acontecer será com todos os estádios, não só com nossa Arena”,  declarou Mauro Holzmann, diretor-executivo de marketing do Atlético Paranaense.

O assunto é tema recorrente nos debates sobre comportamentos da mídia em relação ao esporte. A Globo realizava, desde o ano passado, uma pesquisa interna sobre a possibilidade de citar os parceiros comercias das arenas.

Em setembro, foi divulgado pelo portal “UOL” que a Globo divulgará o naming rights dos estádios em suas transmissões a partir de 2013, mas em troca receberá uma remuneração.

A forma de pagamento ainda não foi definida, mas a Globo poderá receber a quantia de duas maneiras: ficando com uma pequena parcela dos contratos entre o clube e a empresa parceira das arenas ou cobrando dos patrocinadores um valor para citar o nome deles nas transmissões.

A AEG Facilities, empresa especialista da capitação da naming rights, está certa de que conseguirá uma companhia interessada em associar seu nome ao estádio do Atlético Paranaense, apesar prática não ser muito comum no Brasil.

“A AEG tem toda a segurança de que pode trazer uma empresa para isso”, disse Charles Steedman, diretor da AEG Facilities.

O próprio Atlético Paranaense foi um dos primeiros clubes a ter o naming right de seu estádio vendido para uma empresa. A Kyocera associou sua marca à Arena da Baixada entre 2005 e 2008.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/27/27726/Atletico-PR-espera-citacao-de-naming-right-por-TVs/index.php

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Grêmio negocia com TV transmissão de jogo de abertura de nova Arena


O Grêmio continua negociando com uma TV para a transmissão do jogo de abertura da sua nova arena, dia 8, contra o Hamburgo, da Alemanha. De acordo com a Canal 1 , por Flávio Ricco, tudo está sendo conduzido diretamente pela Arena Porto Alegrense e Grêmio Empreendimentos. Consultada, a RBS, afiliada da TV Globo no Rio Grande do Sul, disse que está fora.

Fonte: http://www.esporteemidia.com/2012/11/gremio-negocia-com-tv-transmissao-de.html

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Unilever terá programa exclusivo na TV EI


O Unilever, time de vôlei feminino baseado no Rio de Janeiro, terá um programa exclusivo na televisão brasileira. A equipe carioca fechou um acordo com a TV Esporte Interativo para a criação da atração.

O programa será semanal e terá meia hora de duração. O “Tie Beak Unilever” será veiculado entre 10h e 10h30, sempre aos domingos.

“A parceria é importante para divulgar ainda mais o vôlei no Brasil. Cada conquista desse esporte nos orgulha, já que, de certa forma, fazemos parte de tudo isso”, disse Fábio Medeiros, diretor de conteúdo do Esporte Interativo.

A ideia do programa da Unilever é mostrar histórias, bastidores e informações sobre os jogos do time. “Os fãs poderão acompanhar mais de perto o nosso dia, além de saber o que acontece nos treinamentos”, explicou o técnico Bernardinho.

A parceria entre Unilever e Esporte Interativo também envolve um espaço no programa Boletim de Ouro, exibido entre 16h30 e 17h de quarta-feira. A equipe usará essa atração para divulgar a campanha institucional “Se você tem orgulho do Rio, vai sentir orgulho desse time”.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/27/27557/Unilever-tera-programa-exclusivo-na-TV-EI/index.php

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A TV tem “matado” a ida das pessoas aos eventos esportivos


Por Erich Beting

O alerta foi dado recentemente pelo vice-presidente de novos negócios da NFL, Eric Grubman. Segundo ele, a queda de público presente nos estádios da liga de futebol americano tem, entre outros motivos, a melhoria da transmissão pela TV. A lógica, segundo o executivo, é a de que há tantos recursos hoje para quem está em casa assistindo a uma partida que a experiência de ver o jogo ao vivo pela telinha é melhor do que aquela de quem vai ao estádio.

O raciocínio é interessante e levanta um alerta para o esporte em geral.

Com a melhoria da qualidade das imagens, com o uso de dezenas de câmeras e com o barateamento do acesso à alta tecnologia, a televisão, que é uma das principais fontes de financiamento da atividade esportiva profissional, também tem sido responsável, em parte, pela fuga do torcedor do local do evento.

No mercado americano, em que a NFL, por exemplo, tem também transmissão de jogos em 3D, acaba sendo mais barato e de maior qualidade para o torcedor assistir a um jogo em sua casa. Num momento de crise como agora, então, é ainda mais lógico para o consumidor dos EUA ficar confortável na sala de casa equipada com home theater e uma TV LED com 3D. Isso sem falar do aconchego do sofá, da pipoca, da cerveja e do que mais quiser no colo.

No Brasil castigado pela falta de infraestrutura de transporte e também de esporte, a diferença é ainda mais gritante. E isso que ainda não entramos na era em que as transmissões sejam todas em HD e com o pay-per-view acessível a todos. Além disso, ao contrário do mercado americano, a abundância de renda em solo tupiniquim faz com que o torcedor não veja tanto problema em gastar mais dinheiro indo ao estádio.

Só que, nos EUA, o esporte já começa a se mobilizar para fazer com que o torcedor seja “incentivado” a ir para o estádio. Promoções com desconto em lojas para a aquisição de produtos, instalação de rede wifi gratuita em toda a arena, aluguel de TV portátil e outros “mimos” têm sido cada vez mais frequentes nos estádios e ginásios das principais ligas esportivas dos EUA.

Por aqui, ainda está muito distante esse debate.

Mas com um mercado cada vez mais dependente do dinheiro da televisão, é cada vez mais assustador o futuro dos eventos esportivos. Pode ser que a melhoria das arenas esportivas por conta de Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, associada à manutenção da renda em alta do brasileiro, ajude a mantermos os estádios e ginásios cheios. Mas teremos de caminhar, muito, no sentido de entender a importância de fazer da experiência de ir a um evento esportivo um momento de diversão, e não de aventura para o consumidor.

Não há lógica que faça, hoje, o torcedor deixar o conforto e a qualidade da TV para ir a um evento esportivo ao vivo.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/09/21/a-tv-tem-matado-a-ida-das-pessoas-aos-eventos-esportivos/

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Corinthians busca parceiro para TV na China


Por Guilherme Costa

O Corinthians disputará em dezembro deste ano o Mundial de clubes da Fifa, que será realizado no Japão. No entanto, o principal foco do clube alvinegro no mercado asiático é outro país. Depois da contratação de Zizao, escolhido pela comissão técnica após uma iniciativa do departamento de marketing, a diretoria busca parceiros para viabilizar a criação de um programa de TV sobre a equipe na China.

A ideia é fazer um programa semanal de meia hora, dividido em três blocos. A primeira porção mostrará gols e detalhes sobre o desempenho do Corinthians na semana, a segunda será focada em Zizao e a terceira apresentará um pouco sobre a história do clube.

O Corinthians já tem horário na TV Guandong para exibir o programa. Para viabilizar a iniciativa, contudo, o time alvinegro precisa encontrar investidores – o custo mensal gira em torno de R$ 150 mil, conta que será paga pela equipe.

“Estamos em busca de empresas chinesas que estão no Brasil para que elas patrocinem o programa”, confirmou Luiz Paulo Rosenberg, vice-presidente do Corinthians, que fala em lançar o programa na China ainda em 2012.

O país asiático, aliás, tornou-se a maior aposta de Rosenberg. O dirigente foi um dos palestrantes do Brasil Sport Market, realizado em São Paulo na última segunda-feira. Ele apareceu trajando paletó preto, e na lapela havia um broche com as bandeiras de Brasil e China.

Rosenberg também citou a China em uma série de respostas. O país apareceu quando o dirigente falou, por exemplo, sobre os planos para aproveitar Zizao. Contratado no início do ano, o jogador sofreu uma série de lesões e ainda não estreou.

“Fisicamente falando, eles são muito fracos. Os chineses não têm preparo para o futebol, e é claro que isso é um assunto em que nós podemos contribuir”, explicou o executivo alvinegro.

O programa de TV é apenas mais uma etapa na aproximação entre Corinthians e China. O time alvinegro contabiliza ter recebido oito eventos dos asiáticos em 2012. Além disso, Zizao foi convidado pelo governo para duas viagens à nação de origem.

Na próxima semana, uma comitiva chinesa vai visitar as instalações do Corinthians. “Precisamos pensar que estamos falando de um país extremamente fechado, que aos poucos está se abrindo para nós”, pontou Caio Campos, gerente de marketing da equipe paulista.

Outra ideia do Corinthians é estabelecer um intercâmbio esportivo com os chineses. Em troca de expertise e profissionais para o futebol, os asiáticos podem enviar, por exemplo, metodologias e treinadores para o tênis de mesa.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26829/Corinthians-busca-parceiro-para-TV-na-China/index.php

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Bundesliga fecha com TV da Coréia do Norte


A Bundesliga assinou um novo acordo de transmissão com a Korean Central Television (KCTV), emissora da Coréia do Norte. O contrato foi intermediado pela agência Evolution e os termos financeiros não foram divulgados. A KCTV adquiriu os direitos para transmitir uma partida por semana. 

De acordo com o diretor-executivo da DFL Sports Enterprises, Jörg Daubitzer, o acordo, que entrará em vigor a partir de setembro, não terá nenhum valor econômico. "Nosso objetivo é promover o nosso produto na Coréia do Norte, de modo que a Bundesliga se torne mais popular nesse mercado". 

"Há apenas duas opções no mercado norte-coreano, ou não há cobertura, ou de um tipo de cobertura que é vendido abaixo do valor", completou Daubitzer.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26710/Bundesliga-fecha-com-TV-da-Coreia-do-Norte/index.php

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O problema está na TV ou nos clubes?


Por Erich Beting

O esporte brasileiro só vai melhorar quando acabar o monopólio da Globo nas transmissões. Essa máxima é repetida sempre que vem à tona o debate “divulgação do esporte pela mídia”. Mas será que realmente o problema está na TV ou em quem é o detentor desses direitos?

Sábado a tabela do Brasileirão reserva dois clássicos para o horário das 18h30, que é aquele programado para a transmissão da TV fechada da rodada da competição: Palmeiras x Santos e Fluminense x Vasco. Em São Paulo, o torcedor tem à disposição apenas o VT de São Paulo x Ponte Preta da semana passada para acompanhar na TV fechada (no Rio o torcedor ficou com o clássico paulista ao vivo).

Quem monta a tabela do campeonato é a CBF, e quem vende a transmissão para a TV são os clubes. Logo, são eles que têm condições para exigir da televisão exibir essa ou aquela partida. Mas qual é a preocupação que os clubes têm com a boa divulgação de seu produto?

Para o povo paulista, a alternativa para ver o clássico estadual é comprar o jogo no pay-per-view. A convidativos R$ 85 pela partida ou então R$ 40 de mensalidade. Logicamente os clubes são sócios da Globo na venda do PPV. Mas até nisso a visão é totalmente deturpada.

Na Europa e nos Estados Unidos, o esporte se apoia no PPV para exatamente ampliar os ganhos com transmissão, que já são altíssimos. Um jogo pela TV comprada não sai por mais do que US$ 30 dólares, e isso aqueles de maior demanda. A lógica é simples. Quanto mais gente comprar, maior será o meu faturamento.

Considerando que atualmente o Brasil tem cerca de 15 milhões de lares com TV a cabo, imagine o que seria mais eficiente. Achar alguns abnegados dispostos a pagar R$ 85 para ver uma mísera partida ou então ganhar no volume? Essa é uma lógica muito usada no mercado esportivo americano, em que os clubes exploram o consumo de massa em detrimento do produto para poucos.

Com o preço já abusivo da TV a cabo no Brasil, o PPV hoje, que já dá lucro para os clubes, poderia ser muito mais rentável para o futebol. Para isso acontecer, porém, não é preciso acabar com o monopólio da Globo, mas sim entender um pouco mais o potencial de geração de riqueza que existe na transmissão do futebol.

Um exemplo simples.

Quando os clubes assinam individualmente com a TV, perdem a condição de fazer um canal próprio de geração de imagens e faturar diretamente com a venda da transmissão pela internet. E isso para todo o mundo! Hoje, no Brasil, o torcedor fã da NFL, da NBA ou até do Campeonato Escocês de futebol pode comprar, por cerca de US$ 10 ao mês, um passe para assistir a todos os jogos do campeonato.

Definitivamente o problema do esporte no Brasil não é o monopólio da Globo, mas a falta de visão do esporte.

Afinal, na era da mídia fragmentada, os produtores de conteúdo não são as empresas de mídia, mas sim os detentores do bom conteúdo. E o esporte, nesse quesito, é um dos maiores produtores de conteúdo do ramo do entretenimento. Mas, é claro, é bem mais fácil jogar o problema na “exigência do detentor dos direitos de transmissão”…

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/08/25/o-problema-esta-na-tv-ou-nos-clubes/

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Helio Ferraz nega que o contrato com a Globo esteja assinado


Por Marcelo Damatto

O vice-presidente do Flamengo Hélio Ferraz nega que o contrato do Flamengo com a Globo esteja assinado, ao contrário do que alguns vice-presidentes do clube já confirmaram ao LANCE!

- Eu garanto que não está assinado. Falo como presidente do Flamengo em exercício. Não seria moleque em mentir num assunto desses  – disse. Ferraz ocupa o cargo durante a viagem de Patrícia Amorim a Londres. Ela estará de volta na segunda-feira. Ferraz negou também que o clube tenha recebido as luvas pagas pela Globo. Disse até mesmo que durante sua interinidade se reuniu duas vezes com a Globo para discutir o contrato.

Desde meados de julho, o LANCE! e depois outros órgao de comunicação vêm noticiando que o Flamengo está entre os clubes que  assinaram o contrato que prorroga a cessão dos direitos do Campeonato Brasileiro até 2018 – e até já recebeu as luvas. Até a sexta-feira, essa notícia não havia sido contestada por nenhum diretor do clube, apesar de ter sido publicada várias vezes pelo LANCE! e por outas mídias.

O fato mudou de figura na sexta-feira no final da tarde quando o presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro, foi questionado pela coluna De Prima de por que esse contrato não havia sido analisado pelo Conselho. Ribeiro disse que não sabia da assinatura e que telefonaria para Ferraz para se informar.

Minutos depois, Ribeiro ligou de volta para a coluna dizendo que o contrato não estava assinado e que seria examinado pelo Conselho Fiscal na terça-feira e no Deliberativo na quinta. É a primeira vez na história recente do clube um contrato que já havia sido acertado havia mais de 15 dias foi examinado com tamanha rapidez pelos Conselhos do clube.

Ferraz diz que não foi o telefonema de Ribeiro que o fez convocar os conselhos. Segundo o presidente em exercício, ele já havia encaminhado o pedido minutos antes do telefonema, como o último ato de sua interinidade na presidência.

A questão de o contrato estar assinado ou não é crucial no Flamengo. Um presidente não pode assinar um contrato nesse valor sem passar pelos Conselhos do clube. O desrespeito a esse item do estatuto poderia ensejar o impeachent do presidente. Se quem o assinou foi Patrícia Amorim, ganharia força o pedido de impeachment protocolado contra ela.

Os Conselhos Fiscal e Deliberativo, encabeçados por aliados de Hélio Ferraz, tem promovido uma blindagem da presidente. O Conselho Deliberativo decidiu até processar o ex-presidente Marcio Braga, de oposição, por um ponto reprovado no balanço de 2008. Curiosamente, Braga é o autor do pedido de impeachment contra Amorim.

Por trás dessa questão está a eleição presidencial de dezembro. Amorim é muito popularentre os sócios e muito rejeitada entre os torcedores. Mas são os primeiros que votam. Convencidos de que têm chances muito pequenas de impedir a reeleição da presidente, até mesmo porque não conseguem se unir, grupos de oposição partiram para pedir o impeachment de Amorim.

O contrato com a Globo pode pôrlenha na fogueira.

Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/deprima/2012/08/04/so-agora-flamengo-nega-que-o-contrato-com-a-globo-esteja-assinado/

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O que a TV nos ensina sobre a cultura esportiva no Brasil


Por Erich Beting

No primeiro dia de transmissão olímpica, a Record ficou atrás da Globo na audiência do Ibope. O resultado não chega a impressionar. Afinal, pelos próximos dias os índices da TV nas Olimpíadas vão nos mostrar, muito, da cultura esportiva no Brasil. Ou melhor, da monocultura esportiva. O futebol continua a ser o esporte número 1 e provará isso de forma clara. Por mais interessante que seja a transmissão de uma edição de Jogos Olímpicos, ela não é tão popular quanto à de uma Copa do Mundo.

Para piorar, vamos acompanhar o evento em TV aberta sem o padrão que foi criado nas últimas décadas. Sim, pode falar o que quiser, mas não há empresa de mídia hoje no país que saiba planejar tão bem uma grande cobertura quanto a Globo. Muito daquilo que o consumidor reclama por ser “privilégio” da Globo faz parte de um planejamento de longo prazo dos grandes eventos. E isso passa por, durante a competição, a emissora falar ao máximo sobre ela mesma.

Essa, aliás, é uma cultura na grade de programação da Globo, com o “Vídeo Show” sendo talvez a melhor prova disso. Tudo o que é feito é “transmitido” ao telespectador. O jornal da manhã faz referência à programação, assim como a novela, a transmissão esportiva, o programa de entrevistas, etc. Toda hora a Globo lembra a pessoa de manter-se ligada a ela.

E talvez esse seja, agora, o maior problema que a Record terá para exibir os Jogos. Só para termos uma ideia, na quarta-feira, o “Record Notícias”, programa anterior a Brasil x Camarões, ficou passando uma reportagem sobre a vida de John Travolta dez minutos antes de a transmissão ser iniciada. O noticiário esportivo, que dominou o programa inteiro, foi completamente ignorado na hora de “entregar” para o evento.

Outro ponto básico que deve dificultar a ida do torcedor para a Record é o próprio entrave que a emissora coloca para os profissionais de outros veículos de TV cobrirem o evento e da própria mídia em geral divulgar a competição. Para as rádios, está vetado o uso das expressões Olimpíadas, Jogos Olímpicos e similares, além de os anúncios de resultados durante a programação terem de respeitar um determinado tempo para serem feitos.

O público das outras mídias só ajuda a levar o torcedor para a mídia principal que transmite o evento. Isso é uma regra básica e que, quem tem experiência em transmissão esportiva sabe bem, tanto que a Globo não anuncia a programação do dia nas Olimpíadas, apenas esperando para relatar o que aconteceu.

Pelos próximos 15 dias a TV vai nos ensinar, e muito, sobre a cultura esportiva no Brasil. Mas é óbvio, também, que apenas um evento “perdido” no meio de uma programação que não tem a cultura do esporte, como é o caso da Record, é muito pouco para determinar o fracasso ou o sucesso de um produto esportivo para uma emissora de TV.

Alternativa para a Globo pode até existir, mas será que há experiência, competência e continuidade de projeto para se fazer algo melhor do que a emissora do Plim-Plim nos oferece? Posso, e espero, queimar a língua. Até o momento, a Record mostrou que está longe de conseguir isso. Pelo menos na TV aberta brasileira o que a Globo faz é melhor do que as outras. E por isso mesmo só vamos reforçar a monocultura do futebol pelos próximos 15 dias e nos dois anos seguintes.

Que cheguemos rapidamente em 2015.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/07/26/o-que-a-tv-nos-ensina-sobre-a-cultura-esportiva-no-brasil/

quinta-feira, 19 de julho de 2012

TV suíça adquire direitos do Brasileirão


A emissora suíça de televisão Teleclub adquiriu os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro até 2014. 

O novo acordo inclui jogos ao vivo, melhores momentos, além de um programa semanal de 30 minutos com os destaques da rodada.

O campeonato estará disponível na Suíça via cabo, e a transmissão já inicia no próximo sábado, 21, com a partida entre Vasco e Santos. 

Será a primeira vez que o Campeonato Brasileiro será transmitido para o país. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26041/TV-suica-adquire-direitos-do-Brasileirao/index.php

quarta-feira, 18 de julho de 2012

SPFC deve lançar webTV até o final do ano


Por Daniel Zalaf

O São Paulo FC está modernizando seu marketing e o principal foco está nas novas tecnologias. Nos últimos dias, o clube do Morumbi lançou um jogo para Facebook e IPhone onde o torcedor poderá controlar o elenco e os bastidores do time. Agora, o clube promete seguir inovando em busca de atrair cada vez mais torcedores e internautas.

A diretora adjunta de comunicações do SPFC, Juliana Carvalho, declarou em entrevista à Máquina do Esporte na última sexta-feira, 13 de julho, que o clube paulista deve lançar até o final do ano seu próprio canal de televisão: a TV São Paulo FC.

O canal um projeto de web TV nos moldes das transmissões da rival Santos TV. O conteúdo será produzido por uma produtora terceirizada e contará com cerca de uma hora de material semanal dividido em “pílulas”, programas com cerca de cinco minutos cada.

 “Agente vêm trabalhando nesse projeto há um bom tempo. Nosso principal desafio foi buscar que o canal tivesse uma linguagem moderna que se adapte ao nosso público”, disse Juliana.

Toda a programação será transmitida pelo site do clube (www.saopaulofc.net). O canal trará bastidores da equipe tricolor, incluindo imagens de treinos e vestiários, além de programas contando a história do clube.

Atualmente, o “saopaulofctv” é um canal no YouTube onde a assessoria do clube divulga vídeos e campanhas relacionadas ao tricolor do Morumbi. Os cerca de 450 vídeos postados no site tem cerca de 5,5 milhões de visualizações, além de mais de 21 mil assinantes. O perfil existe desde 2008.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26023/SPFC-deve-lancar-webTV-ate-o-final-do-ano/index.php

domingo, 15 de julho de 2012

TV espanhola garante que Barça comprou Neymar


Equipe espanhola ainda não teria definido se quer o jogador para essa temporada ou na próxima

As especulações da saída de Neymar para o Barcelona seguem ganhando força. Desta vez, o programa "Punto Pelota", da TV Intereconomía da Espanha, garante que o jogador já foi vendido para os culés.

O preço que teria sido pago para o Barça mostra bem que o brasileiro é um dos jogadores mais importantes do futebol mundial: 60 milhões de euros (praticamente R$ 150 milhões).
Ainda de acordo com o programa, a única dúvida no negócio é quando Neymar será incorporado ao elenco principal do Barça. Os espanhóis estão considerando a possibilidade de levá-lo para a Espanha já nesta temporada, após as Olimpíadas, contrariando o plano inicial, que previa a Joia chegando aos culés apenas para a disputa da temporada 2013-14, a última antes da Copa do Mundo do Brasil.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/santos/TV-espanhola-garante-Barca-Neymar_0_737326336.html#ixzz20jw0NSr5 

sábado, 14 de julho de 2012

Chelsea faturou quase 60 milhões de euros na Liga dos Campeões


Valor inclui participação na competição, direitos televisivos e prêmio pelo título

Vencedor da última Liga dos Campeões, o Chelsea dos brasileiros David Luiz e Ramires foi o clube que mais faturou na edição do torneio continental: pouco mais de 59 milhões de euros (mais de 147 milhões de reais). Os valores do Chelsea são divididos pela sua participação na competição (29,9 milhões de euros), pelos direitos televisivos (30 milhões de euros) e pelo título (9 milhões de euros).

Em seguida está o vice-campeão, o Bayern de Munique, com cerca de 41 milhões de euros (aproximadamente 104 milhões de reais) de receita. Logo atrás, ficaram Barcelona, com mais de 40 milhões de euros (cerca de 101 milhões de reais), e Real Madrid, com cerca de 38 milhões de euros (mais de 95 milhões de reais).

No total, 754,1 milhões de euros (mais de 1,8 bilhão de reais) foram distribuídos pela Uefa entre os 32 participantes da fase de grupos da Liga dos Campeões. Deste valor, 413 milhões euros foram repassados pelas suas atuações e outros 341,1 pela venda dos direitos de TV. 

(Com agência EFE)

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/chelsea-faturou-quase-60-milhoes-de-euros-durante-a-liga-dos-campeoes-passada

domingo, 1 de julho de 2012

As mídias sociais e o esporte: a era da comunicação digital


Por Rodrigo Ribeiro

Hoje em dia é quase impossível viver sem estar conectado ao menos a uma rede social. Estas são fontes de notícias, entretenimento, interação com determinado grupo e, comercialmente, a grande “mina de ouro” para atingir e fidelizar milhares de consumidores. E, neste contexto, o esporte está pra lá de engajado.

Tempos atrás, era preciso esperar o dia seguinte – ou pelo menos longas horas – para se ter notícias e comentários com relação a resultados e estatísticas no esporte. Hoje a interação começa antes do evento em si, com atualizações em tempo real. Veja esse interessante vídeo, comparando as mídias convencionais com as redes sociais, nos mais diversos segmentos.

Não é segredo para ninguém que o segmento esportivo é o que gera maior número de tweets por segundo – ainda mais em um grande evento como Super Bowl, Final de Copa do Mundo e Champions League, por exemplo -  de acordo com dados do próprio Twitter. Falando de audiência, 50% das pessoas que estão acompanhando uma partida – seja pela TV, internet, rádio e etc. – também estão conectados às redes sociais: as marcas têm milhares de consumidores sedentos por interações e, de acordo com a pertinência, propensos à fidelização. Nessa linha, para promover ações inovadoras com potencial de grande repercussão, o desenvolvimento de aplicativos é quase uma regra. Eles aumentam a qualidade do engajamento. Ter muitos seguidores não é o mais importante, é preciso conversar e engajar os clientes e fazer com que as ações conversem com o público das mais diversas maneiras: promoções e sorteios nas fanpages das marcas, fotos com maior pertinência em determinado assunto no Instagram ou Flickr, plugs no Foursquare e divulgação por meio do Youtube. Enfim, os meios são diversos, o fim é chegar ao consumidor.

Falando das “correntes” que são formadas, o sinal # mostra o quanto ativações geram curiosidade e audiência. É quase um slogan, um ideal a ser seguido. E isso gera buzz.

Vamos a alguns exemplos muito interessantes: a NBA já lançou camisetas de estrelas da Liga com seus respectivos perfis do Twitter. A ideia, claro, é um sucesso. No último final de semana, durante a final da Uefa Champions League, em praticamente os 120 minutos de jogo, algum assunto relacionado à disputa estava nos Trending Topics Wordwide no Twitter. O infográfico abaixo, divulgado pelo site Mashable Entertainment,  mostra quão comentada foi a grande final.



E o Brasil?

É sabido que o Brasil tem um potencial enorme em matéria de redes sociais. Para exemplificar, o país é onde o Facebook tem maior alcance entre os internautas, de acordo com um estudo feito pela Nielsen. O perfil de Kaká no Twitter, o @KAKA, possui mais de 10.500.000 seguidores, número maior que grandes empresas multinacionais. Por falar em grandes atletas, nada melhor do que ter brasileiros com grande alcance mundial e alto valor comercial para interagir e se trabalhar no mundo digital. Nesta semana o site SportsPro Media divulgou que Neymar, Lucas e Anderson Silva estão entre os 50 atletas com maior potencial de marketing no mundo, sendo que o craque santista lidera a lista. Definitivamente temos boas perspectivas comerciais. A chave é interagir, engajar e fidelizar.

Fonte: http://negocioesporte.wordpress.com/2012/05/23/as-midias-sociais-e-o-esporte-a-era-da-comunicacao-digital/

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O esporte pode peitar a TV?


Por Erich Beting

O jogo entre Estados Unidos e Brasil foi o segundo com maior audiência da Globo nas noites de quarta-feira (leia a matéria completa aqui). O resultado é reflexo direto do horário de início do jogo na telinha. A partida às 21h fez com que a seleção tivesse, num jogo mediano, audiência equivalente à partida de despedida de Ronaldo ou aos confrontos pela Copa do Mundo de 2010.

Os números servem para corroborar a tese de que, se fosse exibido mais cedo na TV, o futebol com certeza daria mais audiência e, assim, geraria ainda mais valor na hora em que os clubes fossem negociar os seus contratos. Do outro lado, porém, a Globo perde audiência com o futebol. A novela que antecede a transmissão, desde sempre, tem mais audiência, o que faz com que a emissora prefira não perder tanto público no horário nobre, que vai até cerca de 22h.

Mas aí entra a grande questão. Nos EUA, o jogo do Brasil foi marcado para 20h07 (horário de Washington) para atender à exigência da ESPN, detentora dos direitos sobre a partida amistosa. Os sete minutos após as 20h foram propositais para a emissora fazer parte de sua entrega comercial antes do jogo.

O fato é que é impossível conceber o esporte atualmente sem a presença da televisão. Ela prolonga o alcance do evento, permite que mais receita seja gerada a partir da exibição mundial de uma competição e, também, mobiliza as pessoas em torno da disputa. Por isso mesmo, muitas vezes a TV manda mais do que obedece no relacionamento com as entidades esportivas. Basta lembrar que, na última edição dos Jogos Olímpicos, as competições da natação foram modificadas para atender às exigências da TV americana, que paga mais da metade dos US$ 2 bilhões em direitos de transmissão das Olimpíadas.

Por aqui, a força da TV aberta muda um pouco a relação. Isso, do ponto de vista do esporte, é ruim. Enfraquece ainda mais o lado da corda na disputa por espaço em horário nobre na telinha. Prova disso é o futebol, que não consegue mudar de forma alguma o horário imposto pela TV, especialmente nas noites de quarta-feira.

Para reflexão, sem qualquer conclusão a ser tirada. O esporte pode peitar a TV? Um jogo de futebol às 21h de quarta-feira ficou claramente provado que consegue ter mais audiência do que de costume. Mas, mesmo assim, ele não é suficiente para bater a programação regular da emissora. O cenário se complica ainda mais num país como o Brasil, que tem a Globo concentrando sempre mais da metade da audiência na televisão. A saída é o esporte se fortalecer para, a partir disso, conseguir debater uma alteração de horário para as emissoras. Enquanto não chegar a esse patamar, a balança sempre vai pender para quem tem mais dinheiro.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/06/01/o-esporte-pode-peitar-a-tv/

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Rede Globo garante transmissões das Copas do Mundo de 2018 e 2022


Emissora prorroga contrato com a Fifa e garante com exclusividade o direito de exibir as edições que serão realizadas na Rússia e no Qatar

Em comunicado oficial divulgado no site da Fifa nesta terça-feira à tarde, a entidade confirmou que a Rede Globo garantiu com exclusividade os direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e de 2022, no Qatar. O contrato dá à Globo o direito de exibir o evento em território brasileiro com distribuição para todas as plataformas: TV aberta, TV fechada, internet e telefones celulares. A emissora já possui os direitos para a transmissão do Mundial de 2014, que será realizado no Brasil.

Segundo o secretário geral da FIFA, Jérôme Valcke, “a força e o poder de distribuição da Globo garantem que a competição será acompanhada pelo maior número possível de pessoas no território brasileiro”. Ele acrescentou que este foi um fator determinante para prolongar o acordo com a Globo.

O presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, também manifestou seu entusiasmo.
- Por mais de 40 anos, a Globo e a Fifa desenvolveram uma parceria muito frutífera, que trouxe ótimos resultados para ambas as partes. Durante todos estes anos, a Fifa conseguiu fazer do futebol o esporte mais popular, com um grande público em todo o mundo, e a Globo se sente orgulhosa de ser parte desta história. O mais importante para a Globo é permitir que os espectadores sintam-se participando da competição, como se eles próprios estivessem dentro do campo de jogo. Por esta razão, nós estamos orgulhosos de prolongar esta parceria - disse o presidente das Organizações Globo Roberto Irineu Marinho.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2012/02/rede-globo-garante-transmissoes-das-copas-do-mundo-de-2018-e-2022.htmlhttp://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2012/02/rede-globo-garante-transmissoes-das-copas-do-mundo-de-2018-e-2022.html


A FIFA tem o prazer de anunciar a prorrogação de seu acordo de direitos de transmissão com a Rede Globo para a Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018™ e a Copa do Mundo da FIFA Qatar 2022™. O acordo com a maior empresa midiática do Brasil abrange a transmissão via cabo, satélite, terrestre, móvel e por internet de banda larga em todo o país.

“A força de distribuição da Globo em um território tão vasto como o Brasil garante que a competição possa ser seguida pelo maior número de pessoas possível e esse foi o fator determinante na nossa decisão em prorrogar o acordo com a Globo”, disse Jérôme Valcke, Secretário-geral da FIFA.

“Durante mais de 40 anos, a Globo e a FIFA desenvolveram uma parceria muito frutífera, o que proporcionou recompensas significativas para ambos. Durante todos esses anos, a FIFA obteve êxito na tarefa de tornar o futebol o esporte mais popular com uma enorme audiência em todo mundo e tem muito orgulho de fazer parte disso. O mais importante para a Globo é possibilitar que os telespectadores façam parte das competições, como se estivessem eles próprios no gramado. Por essa razão, nós estamos orgulhosos por prorrogar essa parceria", disse o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho.

A Globo, parceira de transmissão da FIFA desde 1970, comprometeu-se com uma cobertura e uma presença sem precedentes da Copa do Mundo da FIFA Brasil™ e em diante, incluindo uma cobertura em TV aberta, como acordado entre as duas partes e conforme as políticas de distribuição da FIFA.

A Globo está entre as maiores emissoras do mundo e é uma inovadora na produção futebolística que proporciona aos torcedores, de forma consistente, as melhores imagens e coberturas possíveis.

Fonte: http://pt.fifa.com/aboutfifa/organisation/news/newsid=1591135/index.html

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A concorrência com conglomerados internacionais

Por Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos em 31/01/2012 na edição 679


Os canais pagos dedicados aos esportes ganharão um concorrente de peso a partir de 5 de fevereiro de 2012. A Fox Sports, do conglomerado News Corporation, de Rupert Murdoch, monta base no Rio de Janeiro e imediatamente passa a transmitir com exclusividade na TV por assinatura brasileira o principal torneio de futebol do continente: a Copa Santander Libertadores.
Com promessa de cinco narradores e mais de 70 profissionais em sua estrutura, a Fox Sports ocupará oficialmente o espaço do Speed, que não está no pacote básico da TV por assinatura, começando com um público estimado de 3,5 milhões de espectadores. Já que a pretensão é exibir todos os jogos do torneio, o canal FX, também pertencente ao grupo, será utilizado para transmissões todas as vezes que no mesmo horário ocorrerem duas partidas.
A Fox Sports também obteve o direito de transmitir com exclusividade a Copa Bridgestone Sul-Americana no segundo semestre, retirando os dois campeonatos da SporTV, empresa ligada às Organizações Globo. Como os torneios europeus, com destaque para a Liga dos Campeões da Europa, estão há anos com os canais ESPN (Disney) – que terá que dividir a transmissão da Premier League (Campeonato inglês) na temporada 2012-1013 com o novo concorrente no Brasil –, a SporTV só poderá transmitir jogos de futebol organizados no país, aproveitando-se dos privilégios político-institucionais da Rede Globo de Televisão.
Exclusividade do Canal Combate
Além disso, apesar de apresentar dificuldades em tirar profissionais de outras emissoras, inclusive de TV aberta, a maioria dos contratados anunciados pela Fox Sports é ex-funcionária das Organizações Globo, casos do comentarista José Ilan (Globoesporte.com e ex-repórter da Rede Globo), do repórter Victorino Chermont (SporTV) e dos narradores João Guilherme e Marco de Vargas (SporTV). Já o vice-presidente do novo canal é Eduardo Zebini, que trabalhou por mais de uma década como diretor de esportes da Rede Record e participou das primeiras disputas travadas por direitos de transmissão esportiva, na segunda metade da década passada.
Cogitou-se até que a transmissão da Libertadores em TV aberta pela Rede Globo ficaria restrita a um jogo por semana para toda a rede, ao contrário do que tem acontecido, quando a emissora coloca uma partida diferente para cada núcleo (São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Nordeste). Em nota oficial, nos últimos dias de 2011, a Globo afirmou que transmitirá os dois jogos com brasileiros na Pré-Libertadores (Flamengo e Internacional) e, a partir da fase de grupos, duas partidas por rodada, reafirmando a posse exclusiva dos direitos de transmissão do torneio em TV aberta até 2018.
A SporTV ganha mais uma concorrente de peso. Além dos torneios sul-americanos de clubes de futebol, a Fox Sports já começa com 11 campeonatos de tênis, cerca de oito competições de automobilismo – dentre elas a Nascar, principal categoria estadunidense – e um pacote de lutas. Mesmo com a parceria com o UltimateFightingChampionship (UFC) nos Estados Unidos, onde transmitiu o evento pela primeira vez em TV aberta para todo o território, em novembro de 2011, o canal ainda não se posicionou se tirará a exclusividade do Canal Combate (pay-per-view do SporTV) sobre a atração esportiva que mais cresce no Brasil nos últimos anos.
Transmissão esportiva
A curiosidade sobre esta disputa é que se presumia que existisse um acordo tácito das Organizações Globo com a News Corp. em que não haveria concorrência por pacotes de conteúdos até então pertencentes à empresa brasileira. Afinal, os dois conglomerados comunicacionais foram parceiros por muito tempo na posse da Sky (hoje Sky/Directv), na segunda onda globalizante do audiovisual brasileiro, que tem como marcas a privatização do setor de telecomunicações e sua aproximação com empresas tradicionais que operavam na televisão paga, numa associação entre oligarcas regionais e grandes empresas globais.
Além disso, os canais Globosat e a Fox são sócios nos canais Telecine que, dentre outros produtos e serviços, coproduz filmes com a Globo Filmes e demais produtoras do país, como são os casos de Assalto ao Banco Central (Marcos Paulo, 2011) e O Palhaço (Selton Mello, 2011).
Essa mudança de paradigma já é um reflexo das alterações oriundas da Lei do Audiovisual (12.485/2010), que exige 30% de produção nacional nos canais de TV por assinatura e permite maior participação das grandes empresas mundiais no setor, especialmente no que concerne à posse de operadoras, agora sem limite para o capital estrangeiro. Lembra-se que os grandes conglomerados empresariais atuam tanto nas telecomunicações quanto na produção e distribuição do conteúdo. Este caso reflete também a importância da transmissão esportiva enquanto mercadoria, a ponto de superar antigas alianças.
Filão da TV aberta
A concorrência direta de dois grandes conglomerados, no que tange aos esportes na TV por assinatura – representados pelos canais Fox Sports e ESPN –, pode representar um risco ainda maior para as Organizações Globo nas próximas negociações dos direitos de transmissão de campeonatos nacionais de futebol. Isto pode mudar o estágio atual, de monopólio do direito de transmitir na maioria das mídias, confirmado, por exemplo, no último contrato assinado com os clubes para o Campeonato Brasileiro de Futebol, válido até 2015.
Se as barreiras impostas pela Globo na televisão aberta, por conta de seu padrão tecno-estético e de suas relações político-institucionais, foram, e ainda são, difíceis de serem rompidas, elas são bem mais frágeis na TV paga, onde o confronto envolve organizações com larga experiência internacional, em termos de produção e distribuição de audiovisual, com capitais muito superiores aos dos radiodifusores nacionais.
As novas barreiras que passam a ser construídas pelos conglomerados globais podem ser intransponíveis para os tradicionais oligarcas do mercado audiovisual brasileiro. Por isso a aversão – apresentada já em 2002, quando da necessidade de se fixar em 30% a quantidade de capital estrangeiro nas empresas de comunicação mais tradicionais (TV, rádio e jornal) – em permitir a entrada desses grupos num filão como o é a televisão aberta, já que 63% dos recursos publicitários do mercado nacional vão para este meio de comunicação.
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[Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos são, respectivamente, professor titular no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos e mestrando no mesmo programa]

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Forte disputa no mercado oligopólico


Por Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos em 10/01/2012 na edição 676

Aprovação da lei que permite a entrada das empresas de telecomunicações na TV fechada e várias disputas em torno de direitos de transmissão de eventos esportivos: se 2011 ainda não apresentou mudanças significativas para derrubar as barreiras do mercado estabelecidas pelas empresas das Organizações Globo, combates importantes foram estabelecidos, prometendo um 2012 com novas disputas entre operadores e, como sempre, uma agenda pró-regulamentação midiática cheia, mas com forte resistência empresarial.
A Lei 12.485, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em setembro, promete alterar as relações de mercado no que tange à transmissão paga televisiva. Neste ano que se inicia, as empresas de telecomunicações entrarão finalmente no mercado enquanto distribuidoras de conteúdo, rompendo um dos elos da concentração vertical das Organizações Globo no setor. Apesar disso, a ampliação da obrigatoriedade de conteúdos nacionais tende a beneficiar as empresas do grupo, que é o maior produtor brasileiro.
No caso da TV Globo, cuja liderança do mercado oligopólio generalista é mais evidente, por se tratar de um meio de comunicação presente na maioria dos lares do Brasil, as esferas econômicas das indústrias culturais ficaram muito expostas ao longo do ano que passou, com o esporte sendo protagonista dos confrontos estabelecidos e, por conta disso, recebendo maior atenção destes autores. Já nos primeiros meses do ano, a disputa mais esperada por todos: após a assinatura do Termo de Ajuste de Conduta entre a emissora e o Clube dos 13, entidade que representa os principais clubes do país, em outubro de 2010, por conta da decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de determinar as relações anteriores como formação de cartel, esperava-se que o edital de licitação seguinte pudesse apresentar uma efetiva disputa em torno dos direitos de transmissão em TV aberta do Campeonato Brasileiro de Futebol. A expectativa era de que a Rede Record ofereceria um valor “absurdo” para o mercado brasileiro se confirmasse, restando saber o quanto a Globo poderia colocar em termos de valores.
Batalhas no setor esportivo
Com processo de licitação para as edições de 2012 a 2014 anunciado, a única emissora a apresentar proposta foi a Rede TV!, de porte médio, que ofereceu R$ 516 milhões por temporada. A Globo desistiu um dia depois de apresentado o edital de licitação, ao acreditar que R$ 500 milhões por temporada, valor mínimo para lance, representava uma quantia impossível para que o mercado publicitário brasileiro pudesse repor. A Record desistiu no dia do anúncio das propostas, por saber que a maioria dos clubes já havia negociado com a emissora da família Marinho em separado.
As disputas, que se tornaram públicas por meio de notas da Rede Record e de comentários de membros do próprio Clube dos 13, geraram uma audiência pública sobre o assunto, em abril, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, no mesmo dia que a Globo enviou ao Cade os contratos assinados de forma individual com os clubes. Semanas depois, o C13 anunciava o acordo com a Rede Globo, que mal precisou participar do processo de licitação, mas que gastará, cogita-se, cerca de R$ 800 milhões por temporada.
As concorrentes envolvidas no processo também reagiram a ele. A Rede Record passou a realizar reportagens em seus programas jornalísticos não só sobre o assunto, como também sobre possíveis problemas criminais do presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, e dos dirigentes e empresários próximos a ele. A Rede TV! perdeu o direito de transmitir a Segunda Divisão nacional, que foi cedido pela Globo à Band, atual parceira no pacote Futebol. Mas se o Brasileirão foi alvo da principal disputa, até mesmo pelo patamar dos valores envolvidos e da guerra estabelecida, outras batalhas entre os membros do setor foram realizadas ao longo do ano.
A “luta do século”
Ainda no futebol, o principal torneio de clubes do mundo, a Liga dos Campeões da Europa, que até meados do século 21 não recebia muita atenção das emissoras de TV aberta brasileiras, teve a negociação dos direitos de transmissão para o triênio 2012, 2013 e 2014 sendo alvo de disputas por dois blocos de empresas distintos. De um lado, Rede Record, portal Terra (Telefonica de Espanha) e Fox Sports; do outro, Rede Globo, Esporte Interativo e ESPN. O último grupo venceu o processo de licitação por apresentar, cada um em seu setor de atuação (televisão aberta, UHF/internet e TV fechada), a exploração dos jogos num valor que representa quatro vezes mais o que foi pago três anos antes.
Além disso, todas essas empresas ampliaram a possibilidade de transmissões. A Globo, que repassa a maior parte dos jogos do torneio para a Band, exibirá cinco jogos por temporada – não só os três, como na temporada 2011/2012; e tanto TV Esporte Interativo quanto ESPN transmitirão também via internet e plataformas móveis, o que representa as novas possibilidades de veiculação de audiovisual – que não refletem, necessariamente, uma maior efetividade de participação de atores sociais no processo, por mais brechas que se tenha.
Já nos últimos meses do ano, o alvo de disputa foi os direitos de transmissão para o torneio de Artes Marciais Mistas (MMA, sigla em inglês) Ultimate Fighting Championship (UFC), evento que foi a grande novidade na mídia brasileira, com um grande crescimento de visibilidade ao longo de 2011. Em fevereiro, dois dos mais conhecidos lutadores brasileiros, Vitor Belfort e Anderson Silva, fizeram a “luta do século”, na categoria peso médio (84 kg). A vitória de Silva deu uma grande visibilidade nos meios de comunicação, mesmo que a luta só tenha sido transmitida no canal Combate, da GloboSat, via pay per view. Mas o grande refletor do sucesso do UFC no Brasil foi a realização do evento de número 134, no Rio de Janeiro, que representou a volta ao país após 13 anos – quando ainda pertencia à família de lutadores Gracie, que vendera a marca por US$ 8 milhões em 2001. A Rede TV!, que transmitia aos sábados reprises de lutas, pode fazer a transmissão oficial em TV aberta, algo inédito para o Brasil. A emissora conseguiu alcançar a liderança no Ibope durante a luta de Anderson Silva contra o japonês Yushin Okami, com pico de 12,8 pontos de audiência.
The Ultimate Fighter
Os resultados expressivos do UFC 134 no Rio de Janeiro fez não só que os proprietários da marca – agora avaliadas na casa do bilhão de dólares – garantissem mais edições do evento no Brasil para 2012, com a volta à cidade já em janeiro, como uma grande disputa pelos direitos de transmissão em TV aberta, envolvendo Globo, Record, SBT, Band e Rede TV! A Band esteve bem próxima de fechar o contrato, com direito a três reuniões com representantes da marca UFC, mas a intenção da empresa líder de audiência no país acabou sendo decisiva para que o acordo não fosse fechado. De olho nos negócios, a opção foi pela difusão da marca pela Rede Globo. Se o grupo já transmitia há anos em TV fechada, com principais lutas via pay per view, a direção de esportes acreditava até então que o evento era muito violento para a televisão aberta. Porém, o estrondoso e rápido sucesso fez com que os diretores da emissora se atentassem para as possibilidades de um programa que possibilita uma mercadoria audiência em rápido crescimento, não visto em outros esportes.
A Rede Globo terá exclusividade na transmissão de todos os eventos realizados no Brasil, provavelmente três em 2012, mais três edições realizadas no exterior e de ser parceira na primeira edição brasileira doreality show The Ultimate Fighter, que abre espaço para que um lutador seja alçado ao UFC, sem passar por outros eventos apropriados pelos donos da marca e de menor porte.
A primeira transmissão ocorreu em novembro de 2011, com direito à narração do principal locutor esportivo da empresa, Galvão Bueno, marcada pela conquista do cinturão dos pesos pesados (120 kg) pelo brasileiro Júnior “Cigano” dos Santos e 22 pontos de audiência. No mesmo dia, o evento estreava em cadeia aberta para os Estados Unidos através da gigante Fox. O número da edição do evento, tradicionalmente utilizado no nome oficial, acabou sendo trocado por “UFConFox”.
Jogos Olímpicos sem Rede Globo
O saldo de 2011 só não foi altamente positivo para a Rede Globo. Primeiro porque a emissora precisou gastar bem mais com eventos esportivos que anteriormente e, além disso, foi o ano em que a Rede Record transmitiu o primeiro grande torneio de caráter poliesportivo, os Jogos Panamericanos. Por mais críticas que se tenham feito à transmissão da emissora – por exemplo, que não transmitiu os jogos em importantes horários do fim de semana, mantendo O Melhor do Brasil (sábado) e Programa do Gugu(domingo) –, as dúvidas ficaram sobre a cobertura do evento pela Globo, com direito a imagens extraídas de provas cujos direitos era da concorrente. Além disso, ficou também a pressão dos patrocinadores de alguns atletas para que eles dessem entrevista para a emissora carioca, que não podia entrar nos espaços pan-americanos.
2012 marca o ano de mais uma edição dos Jogos Olímpicos de Verão, que serão realizados em Londres. Paira a curiosidade sobre como a Rede Globo irá tratar um evento de tamanha magnitude. Independente de tantas vitórias nas disputas mais recentes, ainda permanece como grande derrota a perda dos direitos de transmissão dos principais torneios de caráter olímpico. O novo ano representará uma grande chance de se saber o quão fortes são as suas barreiras de mercado e até que ponto poderão receber arranhões.
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[Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos são, respectivamente, professor titular no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos e mestrando no mesmo programa]