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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Futebol ganha audiência, mas perde espaço na TV


Por Daniel Zalaf

Marcado pela tragédia na casa noturna em Santa Maria-RS, o último fim de semana de janeiro mostrou uma queda na participação das transmissões esportivas na televisão aberta de São Paulo. Mais televisores estiveram ligados no último domingo em comparação ao anterior, mas uma parte menor deles assistiu à terceira rodada do Campeonato Paulista.

A partida das 17h entre Mirassol e Corinthians pelo Campeonato Paulista Chevrolet obteve maior audiência, tanto na Rede Bandeirantes quanto na Globo, mas perdeu participação em relação à semana anterior.

Na Band, o jogo teve seis pontos de audiência, 0,4% a mais que no último domingo, mas representou apenas 12% do total de televisores ligados, 0,3% a menos que na rodada anterior, quando foi transmitida a partida entre Paulista e Corinthians.

Já na Globo, a audiência passou de 11,4 pontos para 12,9 nesta rodada. O share, ao contrário da Band, teve um aumento de 0,8%, chegando a 25,8%, mas proporcionalmente menor do que o aumento na audiência, representando, portanto, uma queda em relação ao total de televisores.

Cada ponto de audiência corresponde a 62 mil domicílios na Grande São Paulo.

O aumento na audiência se deve ao crescimento no número de televisores ligados neste domingo, 27, em relação ao domingo 20. A média de domicílios com o televisor ligado passou de 40% para 43,6%.

Por outro lado, a edição deste domingo do “Esporte Espetacular” da Rede Globo, dedicada quase inteiramente à cobertura da tragédia da casa noturna Kiss, marcou dez pontos de audiência, três a mais que na semana anterior.

Série A2

Na manhã de domingo, a RedeTV! transmitiu o jogo entre Portuguesa e Santo André, no Canindé, válido pela segunda rodada da Série A2 do Campeonato Paulista. A partida teve um ponto de audiência, mantendo a média da emissora no horário (10h).

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/28/28296/Futebol-ganha-audiencia-mas-perde-espaco-na-TV/index.php

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Globo perde audiência na estreia do Paulista


Por Rodolfo Gomes

No último domingo, a Rede Globo fez a primeira transmissão do Paulistão Chevrolet. E a volta oficial da temporada de futebol, no entanto, parece não ter empolgado a audiência paulista. Com o empate entre Paulista e os reservas do Corinthians, a emissora teve baixa no Ibope pelo segundo ano consecutivo.

Com 11 pontos de média, a Globo ficou com audiência inferior à apresentada na primeira rodada do ano anterior. Na ocasião, a emissora fez a transmissão de São Paulo e Botafogo-SP. O jogo conseguiu 13 pontos de média no Ibope.

Em 2011, a Globo também havia aberto a temporada com uma partida do São Paulo no Campeonato Paulista. Ainda que o Ibope não tenha sido alto, ele foi superior ao número dos dois últimos anos: foram 15 pontos de média.

Já a Rede Bandeirantes ficou com 5,6 pontos de média com a partida do Corinthians. Resultado ligeiramente superior aos 5,5 pontos apresentados na estreia de 2012.

Devido a variação populacional da Grande São Paulo, o Ibope atualizou a equivalência dos pontos em suas medições de audiência de televisão. Durante 2013, cada ponto domiciliar na capital paulista equivalerá a 61.952 domicílios. No ano passado, cada ponto representava 60.204 casas. O aumento foi de quase 3%.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/28/28197/Globo-perde-audiencia-na-estreia-do-Paulista/index.php

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O que a TV nos ensina sobre a cultura esportiva no Brasil


Por Erich Beting

No primeiro dia de transmissão olímpica, a Record ficou atrás da Globo na audiência do Ibope. O resultado não chega a impressionar. Afinal, pelos próximos dias os índices da TV nas Olimpíadas vão nos mostrar, muito, da cultura esportiva no Brasil. Ou melhor, da monocultura esportiva. O futebol continua a ser o esporte número 1 e provará isso de forma clara. Por mais interessante que seja a transmissão de uma edição de Jogos Olímpicos, ela não é tão popular quanto à de uma Copa do Mundo.

Para piorar, vamos acompanhar o evento em TV aberta sem o padrão que foi criado nas últimas décadas. Sim, pode falar o que quiser, mas não há empresa de mídia hoje no país que saiba planejar tão bem uma grande cobertura quanto a Globo. Muito daquilo que o consumidor reclama por ser “privilégio” da Globo faz parte de um planejamento de longo prazo dos grandes eventos. E isso passa por, durante a competição, a emissora falar ao máximo sobre ela mesma.

Essa, aliás, é uma cultura na grade de programação da Globo, com o “Vídeo Show” sendo talvez a melhor prova disso. Tudo o que é feito é “transmitido” ao telespectador. O jornal da manhã faz referência à programação, assim como a novela, a transmissão esportiva, o programa de entrevistas, etc. Toda hora a Globo lembra a pessoa de manter-se ligada a ela.

E talvez esse seja, agora, o maior problema que a Record terá para exibir os Jogos. Só para termos uma ideia, na quarta-feira, o “Record Notícias”, programa anterior a Brasil x Camarões, ficou passando uma reportagem sobre a vida de John Travolta dez minutos antes de a transmissão ser iniciada. O noticiário esportivo, que dominou o programa inteiro, foi completamente ignorado na hora de “entregar” para o evento.

Outro ponto básico que deve dificultar a ida do torcedor para a Record é o próprio entrave que a emissora coloca para os profissionais de outros veículos de TV cobrirem o evento e da própria mídia em geral divulgar a competição. Para as rádios, está vetado o uso das expressões Olimpíadas, Jogos Olímpicos e similares, além de os anúncios de resultados durante a programação terem de respeitar um determinado tempo para serem feitos.

O público das outras mídias só ajuda a levar o torcedor para a mídia principal que transmite o evento. Isso é uma regra básica e que, quem tem experiência em transmissão esportiva sabe bem, tanto que a Globo não anuncia a programação do dia nas Olimpíadas, apenas esperando para relatar o que aconteceu.

Pelos próximos 15 dias a TV vai nos ensinar, e muito, sobre a cultura esportiva no Brasil. Mas é óbvio, também, que apenas um evento “perdido” no meio de uma programação que não tem a cultura do esporte, como é o caso da Record, é muito pouco para determinar o fracasso ou o sucesso de um produto esportivo para uma emissora de TV.

Alternativa para a Globo pode até existir, mas será que há experiência, competência e continuidade de projeto para se fazer algo melhor do que a emissora do Plim-Plim nos oferece? Posso, e espero, queimar a língua. Até o momento, a Record mostrou que está longe de conseguir isso. Pelo menos na TV aberta brasileira o que a Globo faz é melhor do que as outras. E por isso mesmo só vamos reforçar a monocultura do futebol pelos próximos 15 dias e nos dois anos seguintes.

Que cheguemos rapidamente em 2015.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/07/26/o-que-a-tv-nos-ensina-sobre-a-cultura-esportiva-no-brasil/

terça-feira, 10 de julho de 2012

UFC 148 entra para a história com recordes


Por Fabio Kadow

Modalidade que mais cresce no mundo do esporte nos últimos anos, o MMA provavelmente viveu seu ápice no último final de semana em Las Vegas com a edição 148 do UFC, que teve a esperada revanche entre Chael Sonnen e o brasileiro Anderson Silva como luta principal da noite. 
Os números atingidos pelo evento impressionam pela grandeza e comprovam a força do UFC no mercado norte-americano e brasileiro, além da importância de personagens como Chael Sonnen (que com suas declarações, muitas delas condenáveis, esquentou o clima) e ídolos como Anderson Silva neste processo. 
Abaixo, alguns dados divulgados após a luta que mostram como esta edição entrou para a história. 
- os termos "ufc148", "spider", sonnen" e "anderson silva" estiveram nos trending topics mundiais do Twitter por seis dias consecutivos;
- Dados iniciais do Ibope mostram que a luta na Globo, mesmo com 30 minutos "de atraso" e a 1.30 hs da madrugada, teve média de 19,3 com pico de 20 pontos domiciliares, recorde de audiência desde que começou a emissora passou a transmitir combates de MMA. Anteriormente luta do Cigano teve 11.9 pontos e de Wanderlei Silva 15.5 (está última ao vivo);
- Ainda não sairam os numeros finais de PPV nos EUA e Brasil. Mas tudo indica que recorde anterior nos EUA que era de 1,6 milhao de pacotes (pertencente ao UFC 100) deve ser batido e até chegar a marca de 2 milhões;
- Turistas e fãs geraram US$ 140 milhões para a economia de Las Vegas durante a semana e somente a renda de bilheteria, que teve 15.016 pagantes, passou de US 7 mihões, outro novo recorde batido – desta vez para competições realizadas no estado de Nevada, onde todas as lutas mais importantes do mundo costumam ocorrer. O número anterior era de US$ 5,5 milhões;
- por fim, Anderson Silva aumentou seu recorde de defesas de cinturão, já são dez lutas realizadas durante os últimos seis anos (foram outras cinco até ganhar o título)

Fonte: http://terramagazine.terra.com.br/jogodenegocios/blog/2012/07/10/ufc-148-entra-para-a-historia-com-recordes/