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domingo, 20 de janeiro de 2013

PIB da Espanha baliza projeto a clubes no Brasil


Por Eich Beting e Mauro Zafalon

A conta feita pela Ambev para traçar as metas de faturamento do projeto “Movimento por um futebol melhor” não foi baseada em pesquisas sobre o perfil de consumo do torcedor brasileiro, mas sim no PIB do futebol espanhol.

Apresentado na última segunda-feira, o movimento que reúne os programas de sócios-torcedores dos 34 clubes patrocinados pela Ambev tem como meta ampliar de 350 mil para 3,5 milhões o número de cadastrados nos programas. E, a partir disso, a meta é fazer com que o PIB do futebol nacional cresça a ponto de representar cerca de 1% do PIB do país.

“A gente fez benchmarking com outros países e identificou que, na Espanha, o tamanho da indústria do futebol é proporcionalmente seis vezes maior que no Brasil. Mas a nossa economia é maior que a da Espanha em termos absolutos. Ou seja, se a gente conseguir fazer com que a indústria do futebol cresça, a gente pode multiplicar por seis as receitas do futebol hoje em dia”, afirmou Ricardo Tadeu, vice-presidente de vendas da Ambev, em entrevista à Máquina do Esporte.

Na visão da Ambev, os clubes precisam multiplicar por dez o número existente hoje de sócios-torcedores. Atualmente, os 34 clubes patrocinados pela empresa possuem uma base de 350 mil fãs afiliados aos diferentes programas oferecidos. A ideia é fazer esse número saltar para 3,5 milhões de pessoas.

Se tal meta for cumprida, a Ambev calcula que o faturamento mensal com os programas de sócio-torcedor no país pode chegar a R$ 1 bilhão. Os clubes, para tanto, precisam angariar novos associados, enquanto as empresas participantes do programa oferecem desconto na aquisição de produtos e serviços.

Atualmente, Ambev, Bradesco, Burger King, Danone, Netshoes, Seara, Pepsico, Unillever e Sky fazem parte do grupo de empresas que vão conceder os descontos para os torcedores. Na visão de Tadeu, um dos mentores do projeto ao lado de Marcel Marcondes, diretor de futebol da Brahma, o segredo para o sucesso é a fórmula “ganha-ganha-ganha” implementada.

“Ganhamos nós, a empresa, que podemos ter o aumento de nossas vendas, ganha o torcedor, porque ele vai ajudar o seu clube praticamente sem precisar fazer investimento, e ganham os clubes, que aumentam o faturamento”, disse o executivo.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/28/28141/PIB-da-Espanha-baliza-projeto-a-clubes-no-Brasil/index.php

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Novo contrato reduz custo de prova de motociclismo


O novo contrato assinado com a Dorna Sports, detentora dos direitos comerciais da MotoGP, prevê uma redução nos custos do Grande Prêmio Iveco de Aragón, na Espanha. O documento assegura realização da prova até 2016.

O motivo para a redução não foi explicado, mas trata-se de um acordo entre o governo local, o Ministério da Indústria, a Dorna Sports e o Motorland, complexo em que a prova é realizada.

Segundo o site “Managinsport”, o custo previsto para as corridas que serão realizadas entre 2012 e 2016 é de 32.048.661 euros. Anteriormente, a estimativa era de 38.679.418 euros pelos cinco eventos (a redução, portanto, foi superior a 17%).

O circuito de Aragón foi construído em 2009, e a estreia da prova na MotoGP aconteceu no ano seguinte. A corrida recebeu logo no primeiro ano o título de melhor evento da IRTA.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/26/26928/Novo-contrato-reduz-custo-de-prova-de-motociclismo/index.php

sábado, 22 de setembro de 2012

“Curtida” no Facebook dá dinheiro a time espanhol


A companhia de seguros espanhola Meridiano decidiu criar um incentivo inovador para os torcedores do Lucentum Alicante, time da liga espanhola de basquete (ACB).

A partir da última terça, para cada “curtir” que a página da seguradora recebe no Facebook, a empresa somará 60 euros ao valor de seu acordo de patrocínio com o clube.

“Lembro que quando começamos nossa relação com o Lucentum decidimos apoiar o clube somando nosso grão de areia. Neste ano decidimos fazer algo diferente. Mudamos a forma tradicional do patrocínio esportivo e fazemos um convite aos torcedores para que colaborem diretamente no patrocínio do clube”, afirmou Víctor Humanes, diretor de marketing da Meridiano.

Na temporada 2011 da Liga ACB, o Lucentum Alicante terminou na oitava posição, sendo relegado para a Liga LEB Oro, espécie de segunda divisão do basquete espanhol.  O clube estreia na competição no dia 7 de outubro, contra o KNET.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26871/%E2%80%9CCurtida%E2%80%9D-no-Facebook-da-dinheiro-a-time-espanhol/index.php

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Rádios espanholas pagam por transmissão futebolística


As rádios espanholas vão passar a pagar 98 euros por cada jogo que transmitam em direto na próxima temporada futebolística. A decisão, provisória, foi tomada pela Comissão de Mercado das Telecomunicações (CMT) a título de compensação económica. 
 Em comunicado, a CMT especifica que este valor é válido para as competições da Liga BBVA (primeira divisão), da Liga Adelante (segunda divisão) e da Taça do Rei, exceto para a final.
 O comunicado explica que esta é uma medida cautelar que visa garantir o direito de acesso das rádios aos estádios, já que a Liga BBVA começará a 18 de agosto e não houve até agora acordo entre as partes sobre a compensação económica.

 A compensação agora definida equivale a 89.474 euros por rádio, no pressuposto de que cada rádio transmite todos os jogos das três taças. A Liga de Futebol havia estabelecido um valor superior, de 708 mil euros.

Fonte: http://gestao-desportiva.blogspot.com.br/2012/08/radios-espanholas-vao-passar-pagar-98.html

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Herbalife fecha com time da Liga ACB espanhola


Após três temporadas sem um main sponsor, o Gran Canaria 2014, que atualmente milita na Liga ACB, elite do basquete espanhol, será patrocinado pela companhia de produtos nutricionais Herbalife.

O último patrocinador máster do clube havia sido a empresa de sorvetes Kalise, em 2009, cujo acordo com o Gran Canaria chegava a cerca de 800 mil euros por temporada. O novo acordo, gerenciado pela agência americana U1st, trará cerca de 550 mil euros por ano aos cofres da equipe, valor considerado alto em meio à crise econômica vivida atualmente pelo país ibérico.

No fim da última temporada, a Herbalife negociava com a equipe do Lucentum Alicante para este mesmo acordo. Mas após o rebaixamento do clube, a companhia norte-americana decidiu decantar-se pela equipe das Ilhas Canarias.

Na Espanha, a Herbalife é patrocinadora de importantes clubes, como FC Barcelona e Valencia CF. Fora do país, o principal contrato da marca é com o Los Angeles Galaxy, do astro inglês David Beckham.

Além da verba da Herbalife, o Gran Canaria 2014 ainda planeja arrecadar cerca de 600 mil euros com outros patrocinadores nesta temporada.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26287/Herbalife-fecha-com-time-da-Liga-ACB-espanhola/index.php

domingo, 15 de julho de 2012

TV espanhola garante que Barça comprou Neymar


Equipe espanhola ainda não teria definido se quer o jogador para essa temporada ou na próxima

As especulações da saída de Neymar para o Barcelona seguem ganhando força. Desta vez, o programa "Punto Pelota", da TV Intereconomía da Espanha, garante que o jogador já foi vendido para os culés.

O preço que teria sido pago para o Barça mostra bem que o brasileiro é um dos jogadores mais importantes do futebol mundial: 60 milhões de euros (praticamente R$ 150 milhões).
Ainda de acordo com o programa, a única dúvida no negócio é quando Neymar será incorporado ao elenco principal do Barça. Os espanhóis estão considerando a possibilidade de levá-lo para a Espanha já nesta temporada, após as Olimpíadas, contrariando o plano inicial, que previa a Joia chegando aos culés apenas para a disputa da temporada 2013-14, a última antes da Copa do Mundo do Brasil.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/santos/TV-espanhola-garante-Barca-Neymar_0_737326336.html#ixzz20jw0NSr5 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Penalty acerta com time espanhol de futsal


O futsal espanhol é a grande aposta da Penalty para internacionalizar a marca. A confecção de material esportivo fechou nesta semana um contrato de três anos com o ElPozo Murcia, que disputa a liga nacional do país europeu.

A Penalty fará todo o material esportivo do Murcia nesse período. Além disso, produzirá linha casual e artigos de viagem para o clube. O valor investido pela empresa não foi revelado.

O acordo entre Murcia e Penalty foi oficializado em nota publicada no site da equipe espanhola. A confecção já começou a desenhar as peças.

Disposta a ganhar mercado nos futesportes, denominação da marca para modalidades esportivas jogadas com bola nos pés, a Penalty patrocina todas as principais competições de futsal da Espanha. Os torneios usam bolas do modelo Max 1000.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/25/25976/Penalty-acerta-com-time-espanhol-de-futsal/index.php

quinta-feira, 12 de julho de 2012

EA Sports vai patrocinar Valencia até 2014


A desenvolvedora de jogos eletrônicos EA Sports e o Valencia serão parceiros até 2014. O negócio foi concretizado nesta semana, e o acordo foi anunciado em nota publicada no site oficial do clube.

Até o momento, detalhes sobre o patrocínio ainda são mantidos em sigilo. A EA Sports não divulga quanto investirá no Valencia ou o que terá como contrapartida.

É certo, contudo, que a parceria envolverá uma série de ações de ativação em jogos e eventos do Valencia. A EA Sports também terá conteúdo exclusivo sobre o clube – os atletas da equipe espanhola, por exemplo, terão o rosto digitalizado em 360 graus para o game Fifa Soccer.

O negócio é o segundo de grande porte que a EA Sports fecha nos últimos meses. Em junho, a empresa havia assinado uma parceria com o circuito de artes marciais mistas (MMA) UFC. O acordo envolve cessão de marca e criação de conteúdos exclusivos.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/25/25958/EA-Sports-vai-patrocinar-Valencia-ate-2014/index.php

domingo, 1 de julho de 2012

Executivo espanhol analisa o mercado de venda de mídia no esporte

Por Guilherme Costa


Poucos segmentos mudaram tanto nos últimos anos como a comunicação. Seja por adventos tecnológicos, seja pela popularização de novas plataformas, o fato é que o modo de consumo de informações sofreu transformação radical. E o esporte não ficou incólume.

Recursos como mídias sociais transformaram o público em criador de conteúdo. A informação passou a ser apresentada em um número maior de meios, e isso acabou com o consumo em mão única.

“É algo bidirecional. Antigamente, havia apenas uma direção que podia ser percorrida por diversos canais. Isso mudou”, avalia o espanhol Javier Tola, diretor-executivo da agência Simply Sport.

Tola esteve no Brasil nesta semana para dar uma aula em um curso de MBA da Universidade Anhembi Morumbi. Além do trabalho na Simply Sport, o executivo foi convidado para falar sobre a experiência como diretor de esportes da TVE.

Nos dois cargos, Tola acompanhou a evolução e as mudanças do mercado. Em entrevista exclusiva à Máquina do Esporte, o executivo conta um pouco sobre como isso afetou a venda de direitos de mídia.

O bate-papo também permeia assuntos como venda coletiva de mídia, necessidade de foco no público consumidor e como a crise econômica da Espanha tem influenciado a audiência de eventos esportivos.

Leia a seguir a íntegra da entrevista:

Máquina do Esporte: Você veio para falar sobre venda de mídia. Existe um modelo ideal para esse tipo de venda ou é possível fazer de diferentes maneiras?
Javier Tola: Não existe um modelo certo. Não há nada fechado nem mesmo para cada esporte. Cada evento tem um modelo próprio. Agora mesmo, como o mundo e a tecnologia estão em transformação, os modelos precisam ser adaptados a essa nova realidade. Não existe apenas uma realidade, e por isso é absolutamente impossível pensar em um modelo único.

ME: O futebol brasileiro mudou o modelo de venda...
JT: Sim. Na Espanha, o futebol trabalha com venda individual.

ME: E os clubes ganham menos do que os da Premier League...
JT: O problema é: se eu visto a camisa dos clubes principais, que são Real Madrid e Barcelona, o modelo é interessante. Logicamente, eles são times que atraem público, audiência e patrocinadores. Então, o faturamento deles com a venda dos direitos é alto. Mas se eu visto a camisa das equipes pequenas, existe um problema. A diferença é muito grande, cada vez maior, entre os dois clubes principais e o restante. Isso implica em uma perda de competitividade para a liga, que está virando uma liga de duas equipes. Até certo ponto, isso vai sendo notado nas audiências, que passam a se interessar apenas pelas partidas de Real Madrid e Barcelona. Se a liga acaba em maio, em fevereiro você já sabe que vai dar um dos dois times. Os outros estão muito longe.

Até certo ponto, essa perda de competitividade se reflete na venda de direitos internacionais. Nesse quesito, a Premier League está muito mais avançada. Não deveria ser assim se levarmos em conta a importância esportiva, já que o nível dos dois campeonatos é bastante similar, mas a Premier League está em outra realidade econômica.

ME: Com os anos, é possível que essa diferença cause perda de patrocínios e consequente perda técnica?
JT: Não creio que em patrocínios se notará essa diferença. Minha opinião é que um sistema mais centralizado é mais justo, mas eu entendo que Real Madrid e Barcelona defendam o modelo atual.

Não obstante, os times restantes estão se mobilizando mais. Já há declarações do ministro dos Esportes da Espanha dizendo que esse modelo tem de mudar. Até certo ponto, existe até uma boa vontade de Real Madrid e Barcelona.

ME: E a venda de novas mídias? Os clubes devem fazer isso individualmente, de acordo com estratégias isoladas, ou precisam buscar um modelo coletivo?
JT: O que está claro sobre as novas mídias é que mudou radicalmente a forma de relação entre os meios e os proprietários dos direitos. Sobretudo, mudou muito a forma de se relacionar com as audiências jovens. Esse público vê conteúdo no celular e na internet, e esse conteúdo tem perfis bem diferentes. Basicamente, é isso que os clubes precisam fazer.

O clube precisa usar mídias sociais para manter contato com sócios e torcedores. Mas sobre exploração de direitos de transmissão nessas plataformas, não creio que seja algo para os clubes. É mais do dono dos direitos, que é capaz de oferecer conteúdos adaptados aos jovens, um público que quer ver o esporte a qualquer momento.

O esporte é tão grande que torna difícil competir com os direitos, mas você precisa ser capaz de dar valor agregado à transmissão. É preciso criar conteúdos específicos e novas formas de aumentar o interesse. Claramente, a tendência para os novos meios é essa.

ME: Com os novos meios, o público passou a ser também criador de conteúdo...
JT: A tendência não é oferecer algo, mas manter uma relação e uma conversação com o usuário final. É algo bidirecional. Antigamente, havia apenas uma direção que podia ser percorrida por diversos canais. Isso mudou.

ME: E como isso muda o modelo de transmissão do esporte na TV?
JT: O que a televisão precisa fazer é não ver seus conteúdos como um único canal. É necessário ser multimídia, e lançar os mesmos conteúdos em canais diferentes, como internet, tablet, celular, televisores...

ME: Mas com a mesma linguagem?
JT: Enquanto conteúdo, a linguagem e a transmissão puras não são tão importantes. A linguagem precisa se adaptar em todos os conteúdos específicos que você pode criar para cada plataforma. Aí sim é fundamental ter uma linguagem própria. Isso não acontece tanto na transmissão pura do evento.

Quando falamos de novos meios, o caminho tem de ser a criação de conteúdos específicos. Essa é a chave. Não podemos nos limitar ao mesmo que é emitido por outro canal, mas devemos desenvolver coisas especiais.

ME: Existe algum caminho para o esporte como produto de mídia? É possível evoluir em relação ao modelo que temos atualmente?
JT: Há duas coisas aí. Você se refere aos comentários ou à questão técnica?

ME: Ambos.
JT: Sobre os comentários, é necessário que algo fique extremamente claro. Se olharmos para os esportes, a faixa etária que acompanha alguns, como os X-Games, é de 25 anos ou menos na Espanha. O ciclismo interessa à audiência de 40 anos ou mais. A Fórmula 1, curiosamente, é mais jovem e atinge quem tem 35 para baixo. A MotoGP, de 45 para cima.

Tudo isso precisa ser considerado quando você vai montar uma transmissão. É importante saber para qual público você se dirige e utilizar uma linguagem condizente com isso.

Quanto ao tema técnico, o caminho é cada vez mais pensar em quem está do outro lado. Sobretudo explorando novos meios disponíveis, mas sempre pensando em dar mais qualidade. Mais câmeras, mais recursos e coisas que gerem mais interesse.

Mas o mais importante é pensar como um diretor. Você não precisa gostar do que está sendo transmitido ali, mas precisa atingir uma audiência específica e fazer algo que eles gostem.

ME: Os adventos tecnológicos e o foco no público mudam também a forma de vender direitos de mídia?
JT: Totalmente. Nós distribuímos conteúdo, e quando vamos a uma televisão precisamos saber exatamente o público-alvo dessa televisão. É totalmente diferente vender algo para um canal que busca o público de 25 a 40 anos ou para um canal para pessoas com 45 ou mais. O mesmo para a condição social.

ME: Portanto, podemos dizer que a venda de direitos esportivos não é apenas uma questão de dinheiro?
JT: Certamente. Você precisa otimizar o produto, e isso só é possível se ele estiver exposto em um canal cujo target tenha relação direta com o do produto. Dependendo do seu produto, há até a opção de novos canais. Se for ciclismo, por exemplo, há uma popularidade maior entre os mais velhos. Então, não há uma necessidade tão grande de uma campanha de internet ou a criação de um canal no Youtube. Mas isso é fundamental para os X-Games.

ME: Em competições universais como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, que abrangem uma fatia muito grande da população, como direcionar esse foco?
JT: Há certos eventos que são tão grandes e tão importantes que não faz tanta diferença o perfil do canal. Na Copa do Mundo, por exemplo, sabe-se que independentemente do perfil do canal a audiência vai ser muito boa. Há eventos que superam o canal.

A Copa do Mundo e a Eurocopa, por exemplo, mudaram de emissoras na Espanha. Algumas têm mais dinheiro no momento, outras não. O que tem acontecido é que os resultados são positivos. O futebol é muito grande, e está muito acima de questões técnicas.

ME: O futebol espanhol tem feito jogos em horários adequados para a venda de direitos de mídia a mercados emergentes. Essa relação entre venda de mídia e parte técnica é positiva ou a venda de mídia precisa se adaptar?
JT: Se você pagou muito pelos direitos de um evento, deve ser capaz de explorá-los da melhor forma possível. Claramente, colocar as partidas em horários diferentes, que preencham mais grade e não sejam concorrentes, é uma vantagem.

Por exemplo: a TV pública espanhola comprava direitos de torneios de tênis, mas exigia que Nadal jogasse às 20h. Era a hora que nos interessava, que tinha mais gente. Poder mudar isso é fundamental.

ME: Mas quem vende os direitos não pode brigar para ter um horário melhor na televisão? Os responsáveis pelo torneio de tênis podiam considerar mais interessante a faixa das 21h, por exemplo...
JT: Os donos dos direitos também querem que o conteúdo seja mais visto. Esse é um objetivo comum. O problema aqui não é tanto com a televisão, mas com os clubes. Durante muitos anos, todas as partidas na Espanha eram às 17h. Depois, algumas passaram a começar às 19h.

ME: No Brasil, em vários esportes há lutas entre clubes e TVs por espaços na grade. Os clubes brigam por faixas mais nobres. Quem deve ter prioridade nessa decisão?
JT: As televisões. São elas que colocam o dinheiro. Os clubes estão bem, e eu entendo que eles reclamem por ter menos gente no estádio ou na TV. Mas o esporte precisa se associar, e deve ser um privilégio das televisões decidir o horário.

ME: Com a crise, como tem sido a relação entre esporte e TV na Espanha? O número de telespectadores cresceu?
JT: A audiência está aumentando. Menos gente sai de casa, e o consumo diário de TV está aumentando.

ME: Isso pode acabar inflacionando o valor de venda dos direitos de mídia? O número de consumidores é maior...
JT: Em teoria sim. O problema é que o mercado publicitário diminuiu 30%. O bolo é menor. Você pode até gerar mais audiência, mas tem menos dinheiro a repartir.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/entrevistas/view/0/310/Javier-Tola/index.php

domingo, 24 de junho de 2012

Brasil e Espanha se reúnem e falam sobre aeroportos e TAV


Para ministra espanhola, Brasil ainda precisa aprimorar infraestrutura pra receber Copa e Olimpíada

A ministra de Desenvolvimento da Espanha, Ana Pastor, reuniu-se nesta quarta-feira (20) com representantes do governo brasileiro durante a Rio+20 para oferecer a experiência de seu país em grandes projetos de infraestrutura, em especial os de trens de alta velocidade (TAV) e do setor aeroportuário.

"Apresentamos os conhecimentos de um país como a Espanha, moderno, com grandes técnicos e muita experiência", declarou Ana à "Agência Efe" logo após o encontro com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt.

Ana Pastor integra a delegação do presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, que chegou hoje ao Rio de Janeiro para participar da Rio+20. Amanhã, Rajoy deverá seguir para São Paulo, onde vai se reunir com empresários dos dois países.

Segundo a ministra espanhola, o encontro com Miriam Belchior e Wagner Bittencourt foi marcado pelas conversas sobre projetos de infraestrutura que o Brasil deverá desenvolver nos próximos anos, como um trem de alta velocidade entre Rio e São Paulo.

Ana também ressaltou que a Espanha, com 2.900 quilômetros de malha ferroviária, possui uma das maiores rede de trens de alta velocidade do mundo, que conta com tecnologia própria e com "um grande capital humano", representado por engenheiros e técnicos.

A Espanha é reconhecida neste setor pelo desenvolvimento de um sistema de gestão integral de operações ferroviárias, batizado de DaVinci, que já foi incorporado em países como Reino Unido, Marrocos, Lituânia, Hungria e Bulgária.

A ministra espanhola indicou que a modernização dos aeroportos foi um dos assuntos mais discutidos neste encontro, já que o Brasil precisa aprimorar sua infraestrutura para receber a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Em matéria aeroportuária, Ana fez questão de exaltar a vasta experiência da companhia Aena, considerada a maior operadora do mundo neste segmento e responsável pela gestão de 47 aeroportos na Espanha e de outros 26 no exterior.

A ministra afirmou que se sente "muito esperançosa" em relação ao futuro das relações com o Brasil, que "são excelentes e têm tudo para ser ainda melhores", e sobre os horizontes que se abrem na área de infraestrutura neste país, onde o total de investimentos espanhol já alcançou os US$ 85 bilhões.

"O Brasil tem muita confiança na Espanha", afirmou a ministra, que nas reuniões com as autoridades brasileiras esteve acompanhada pelos presidentes da Ineco, Pablo Vázquez, e da Renfe, Julio Gómez Pomar.

Antes dos encontros, a ministra apresentou um detalhado panorama da experiência espanhola na área de infraestrutura durante um seminário sobre investimento público realizado na Rio+20.

Este seminário também contou com a participação da ministra Miriam Belchior, do presidente do Banco de Desenvolvimento da América Latina, Enrique García, e da secretária-executiva da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), Alicia Bárcena.

Enrique García, por sua vez, explicou que 60% dos créditos oferecidos por essa instituição são dirigidos ao setor de infraestrutura, uma área na qual, segundo suas palavras, "a América Latina precisa duplicar seus investimentos", atualmente situados em uma média de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

Já Alicia Bárcena, que avaliou os projetos que serão desenvolvidos no Brasil, citou que o investimento em infraestrutura é "uma das melhores receitas" contra a crise financeira global.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10173/BRASIL+E+ESPANHA+SE+REUNEM+E+FALAM+SOBRE+AEROPORTOS+E+TAV.html