Páginas

Mostrando postagens com marcador Transmissão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Transmissão. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Governo e FIFA definem compromissos para transmissão da Copa


O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, participou junto com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, do ato de assinatura do Memorando de Entendimentos entre a União e Federação Internacional de Futebol visando garantir um serviço "exemplar" de telecomunicações para a Copa.
Segundo Valcke, a telecomunicação é uma "grande peça da organização da Copa", ao que Bernardo completou ressaltando que "sem uma boa comunicação é como se a Copa não existisse".
Paulo Bernardo disse que foram 18 meses de negociações entre governo e FIFA sobre os termos da Garantia nº 11, referente a telecomunicações. O entendimento assinado determina que são de responsabilidade do governo as obras que ficarão de legado para o país. À FIFA caberá o que for utilizado apenas para a realização dos jogos.
O ministro esclareceu que a tecnologia 4G estará operacional a partir de abril nas seis sedes da Copa das Confederações, que ocorrerá de 15 a 30 de junho de 2013: Brasília, Rio, Fortaleza, Recife, Salvador e Belo Horizonte.
Bernardo destacou que o governo, por meio da Telebras, está implantando a infraestrutura de rede de fibra ótica nas 12 sedes, com um orçamento de R$ 200 milhões. A rede de fibra está 100% concluída na região metropolitana de Brasília, Belo Horizonte e Salvador e a previsão de conclusão das demais é março de 2013.
Veja abaixo a síntese dos termos do Memorando de Entendimentos assinado entre a FIFA e o Ministério das Comunicações.
Responsabilidades do Governo Federal (Ministério das Comunicações, por meio da TELEBRÁS):
Disponibilizar infraestrutura nacional de backbone e de redes metropolitanas necessárias para a interconexão entre  os estádios e outros locais definidos pela FIFA e o Centro Nacional de Transmissão (International Broadcaster Center – IBC), bem como o serviço de transporte de vídeo, sem custo para a FIFA ou seus parceiros;
Garantir que a infraestrutura atenda aos requisitos técnicos de qualidade estabelecidos pela FIFA, sobretudo a disponibilidade de 99,99% exigida para as redes que transportarão o serviço de transmissão de vídeo dos jogos;
Implantar a interconexão entre a rede da TELEBRÁS e as redes dos provedores de serviços de TI e de Mídia contratados pela FIFA;
Disponibilizar infraestrutura e soluções de TI (voz e banda larga) tão somente nos locais em que os provedores de serviços de TI e de Mídia contratados pela FIFA não disponham de infraestrutura conforme os requisitos de qualidade exigidos, o que deve ser comprovado por laudos técnicos fornecidos pela FIFA;

Responsabilidades da FIFA:
Desonerar o Governo Federal de prover a infraestrutura nos locais onde os prestadores de serviços de TI e de Mídia possuírem infraestrutura disponível conforme os requisitos de qualidade;
Obter e implementar a Tecnologia de Adaptação de Vídeo (VandA) e arcar com todos os seus custos;
Implementar a solução de rede de back-up por satélite e arcar com todos os seus custos;
Remunerar à TELEBRÁS 50% das receitas provenientes das vendas de serviços de vídeo fornecidos pelo sistema VandA.

Fonte: http://www.copa2014.rs.gov.br/conteudo/2374/governo-e-fifa-definem-compromissos-para-transmissao-da-copa

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Atlético-PR não fecha Estadual com filial da Globo


Por Mauro Zafalon

Os atleticanos paranaenses não assistirão aos jogos do seu time pela televisão no Campeonato Paranaense. Por meio de comunicado oficial, o Atlético-PR anunciou que não acertou com a Rede Paranaense de Comunicação, afiliada da Rede Globo no Paraná.

Devido aos valores oferecidos pelos direitos de transmissão das partidas, considerados baixos pela diretoria rubro-negra, o clube rejeitou a proposta da emissora, que exibirá a competição para todo o estado.

“Temos uma boa relação com a Rede Paranaense de Comunicação, mas negociamos com eles e não chegamos a um acordo. Simples assim”, explicou Mauro Holzmann, diretor de marketing do Atlético-PR.

Embora o time curitibano não divulgue qual foi a quantia oferecida pela afiliada da Rede Globo, a imprensa estima que o valor seria de R$ 1,1 milhão por todo o torneio.

Para compensar a ausência na televisão, a equipe, atual vice-campeã paranaense, informa que seus torcedores podem acompanhá-la por meio de seus canais oficiais de comunicação.  

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/28/28086/Atletico-PR-nao-fecha-Estadual-com-filial-da-Globo/index.php

sábado, 10 de novembro de 2012

O “grande” negócio dos clubes com o contrato de TV


Por Erich Beting

Um dos grandes argumentos usados pelos clubes brasileiros quando assinaram o contrato individual de televisão com a Globo foi o valor recorde alcançado na negociação. Mesmo que os números não sejam divulgados, os clubes praticamente triplicaram o que recebiam da TV no contrato anterior.

Já falei longamente aqui no blog sobre a visão apequenada da negociação individual dos clubes com a TV e, também, de como o mercado de televisão está em mutação no Brasil. Os valores maiores a cada um dos clubes significa, também, disparidades maiores no que um recebe e no que outro recebe. Flamengo e Corinthians, por exemplo, hoje recebem 66% a mais do que o Coritiba da TV. Antes, a diferença era de 50%.

Agora, com os clubes renovando esse vínculo com a Globo até 2018, o problema mostra-se ainda maior. Não apenas pela possibilidade que temos de aumentar o abismo entre os clubes, mas pela visão tacanha sobre o mercado de televisão no Brasil que é demonstrada pelos dirigentes do esporte.

No último dia 24 de outubro, a Anatel publicou o levantamento sobre o número de assinantes da TV paga no país. Setembro registrou um aumento de 1,84% nas assinaturas em relação a agosto e, na comparação anual, tivemos 29,5% de aumento no número de assinantes da TV paga.

Num Brasil que vive a era do pleno emprego e da queda nos preços de produtos tecnológicos e mídia digital, o mercado de TV paga e internet são os que sofrem maior alteração. E isso traz impacto direto, também, na TV aberta. Só para se ter uma ideia, em 2007 eram 5,3 milhões de domicílios com TV paga no Brasil. Hoje, são 15 milhões.

O quanto valorizou o contrato de TV fechada para os clubes? De que forma eles enxergam o futuro das transmissões? A internet não seria uma forma de rentabilizar ainda mais o negócio dos direitos de transmissão, com a venda de pay-per-view para o mundo todo? Essas são apenas algumas questões que vêm à tona numa análise superficial dos números do mercado de televisão no Brasil.

Mas em busca do dinheiro de curto prazo, os clubes comprometem sua receita, sem variação, pelos próximos seis anos. Caso o mercado de TV fechada cresça na proporção que foi desde 2007, teremos pelo menos mais 10 milhões de lares (ou 33 milhões de pessoas, nas contas da Anatel) equipados com TV a cabo.

Isso tudo terá um impacto enorme na forma como as pessoas consomem a mídia, seja ela a TV aberta (cada vez com menor audiência), a fechada (crescendo bastante) ou a internet (o meio em maior expansão). Isso sem falar no impacto que a Copa de 2014 trará para o mercado de consumo de evento ao vivo a partir da melhoria dos estádios.

Talvez somente daqui a três anos os clubes comecem a perceber o “grande” negócio que fizeram com o contrato de TV. E, aí, talvez seja tarde demais para voltarmos ao óbvio…

FontE: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/11/08/o-grande-negocio-dos-clubes-com-o-contrato-de-tv/

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Jungle Fight comemora transmissões de UFC na Globo


Por Lucas Turco

O Jungle Fight, evento brasileiro de MMA, comemora o investimento da TV Globo em transmissões de UFC. Para Wallid Ismail, organizador do torneio, o esporte evoluiu após a entrada da emissora.

“Nós sentimos a influência positiva da atual “onda” MMA a partir do momento em que a Globo passou a transmitir o UFC. Hoje o MMA é visto realmente como um esporte, a modalidade que mais cresce no mundo”, avaliou Wallid Ismail.

“Não sei precisar números, mas o faturamento do Jungle Fight, com certeza, evoluiu muito nos últimos anos. Conseguimos atrair novos patrocinadores que passaram a se interessar pelo esporte”, comentou o organizador.

O Jungle Fight 44, próxima edição do evento que será realizado AABB da Lagoa, no Rio de Janeiro, já definiu três patrocinadores: Guara Mix, Integralmedica e Colchões Ortobom.

As empresas apoiadoras terão direito a publicidades no solo e no poste do octógono, nas camisetas dos lutadores, no telão do ginásio, além de chamadas no rádio e propaganda de 30 segundos na Espn Internacional.

A Espn Internacional transmitirá o evento junto com a Sportv e o Premiere Combate. O Sportv exibirá o VT das lutas, enquanto as outras duas emissoras mostrarão ao vivo.

O Jungle Fight já está negociando com patrocinadores para o próximo ano. Wallid Ismail estima que sejam organizados 18 edições em 2013.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/27/27193/Jungle-Fight-comemora-transmissoes-de-UFC-na-Globo/index.php

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Globo anuncia transmissão ao vivo de UFC Rio III


A TV Globo vai exibir ao vivo no próximo sábado a luta entre Anderson Silva e Stephen Bonnar, principal embate do UFC Rio III (UFC 153), evento de artes marciais mistas (MMA). O duelo será realizado na Arena da Barra, no Rio de Janeiro, com narração de Galvão Bueno e comentários do lutador Júnior Cigano.

Bonnar é vice-campeão da primeira edição norte-americana do reality show “The Ultimate Fighter”. O combate com Anderson Silva será válido pela categoria meio-pesado (até 93 kg) – o brasileiro é o atual campeão dos médios (até 84 kg).

A luta, aliás, não estava prevista no card inicial do UFC Rio III. O evento perdeu José Aldo e Quinton “Rampage” Jackson, ambos lesionados, e corria o risco de não ter nenhuma estrela do circuito. Usar Silva foi a solução encontrada pela organização para esse problema.

Para exibir a luta entre Silva e Bonnar, a Globo deixará de mostrar a sessão de filmes “Supercine”. Além disso, o semanal “Altas Horas” será deslocado para mais cedo.

Neste ano, as transmissões da Globo foram motivos de grande polêmica no UFC. Em maio, por exemplo, a emissora anunciou que mostraria ao vivo o embate entre Júnior Cigano e Frank Mir pelo UFC 146. No momento em que a luta começou, porém, o canal exibia o “Supercine”.

Em julho, Anderson Silva enfrentou Chael Sonnen no UFC 148, em Las Vegas, e a Globo também não mostrou o duelo ao vivo. Na época, a emissora chegou a emitir uma nota oficial para explicar o porquê disso.

“Não transmitimos – e nem transmitiremos mais ao vivo as lutas realizadas no exterior – por não termos direitos para isso. Temos somente o direito de transmissão com atraso mínimo de 30 minutos”, explicou o texto do canal.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/27/27107/Globo-anuncia-transmissao-ao-vivo-de-UFC-Rio-III/index.php

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Gillette patrocina transmissão de futebol no Youtube


A Gillette, marca do grupo Procter & Gamble, vai investir nas transmissões de futebol feitas pelo site de vídeos Youtube. A marca será a principal patrocinadora do conteúdo na Europa, no Oriente Médio e na África.

O pacote envolve a criação de um canal chamado Gillette Football Club. A pasta reunirá vídeos em HD de mais de 50 clubes espalhados pelo mundo, além de imagens de ligas nacionais.

O canal também terá programas especiais com melhores momentos, lances curiosos e estatísticas. A Gillette ainda cogita desenvolver um jogo que reúna os vídeos do Youtube e as redes sociais.

Além de vídeos oficiais dos times e das ligas, a Gillette usará conteúdo produzido pela empresa Big Balls Films. O investimento na iniciativa não foi divulgado.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26807/Gillette-patrocina-transmissao-de-futebol-no-Youtube/index.php

Uefa cede direitos de transmissão para dois países


A Uefa, entidade que controla o futebol na Europa, concedeu direitos de transmissão da Liga Europa, segundo torneio de clubes mais importante do continente, para Hungria e Romênia.

No primeiro país, o pacote foi adquirido pela Sanoma Digital Media, que os repassará para as emissoras Story 4 e Digi Sport. Já no segundo, as exibições serão realizadas pelo canal ProTV.

A fase de grupos da Liga Europa na temporada 2012/2013 terá início na próxima quinta-feira.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26796/Uefa-cede-direitos-de-transmissao-para-dois-paises/index.php

sábado, 15 de setembro de 2012

ESPN e HBO fazem parceria por conteúdo de boxe


O boxe aproximou os canais ESPN e HBO nos Estados Unidos. Os dois grupos de mídia anunciaram nesta semana um acordo voltado à transmissão da modalidade no país.

Detalhes sobre o contrato, como tempo e valores, são mantidos em sigilo. Contudo, trata-se de uma parceria para que a ESPN exiba uma série de conteúdos produzidos e transmitidos pela HBO.

O negócio também inclui promoções conjuntas, pacotes de melhores momentos e conteúdos especiais. A ideia é que a parceria movimente todas as plataformas de mídia dos dois canais.

“A HBO tem um comprometimento muito grande com o desenvolvimento do esporte, e essa parceria com a ESPN vai beneficiar fãs de boxe. Além disso, vai atrair muitos novos adeptos para a modalidade”, disse Mark Taffet, vice-presidente da HBO para operações esportivas e pay-per-view.

O programa Sportscenter, que é exibido pela ESPN, terá acesso a uma série de conteúdos de boxe produzidos pela HBO para o PPV, como entrevistas de lutadores e imagens dos combates.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26787/ESPN-e-HBO-fazem-parceria-por-conteudo-de-boxe/index.php

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Pan de Toronto-2015 vende direitos de mídia no Canadá


Os Jogos Pan-Americanos de 2015, que serão realizados em Toronto (Canadá), já têm um parceiro local de mídia. Os direitos de transmissão da competição no país sede foram vendidos à CBC∕Radio Canada.

O negócio envolve Jogos Pan-americanos e Jogos Parapan-americanos, com exibição em inglês e francês. A despeito de os valores serem protegidos por cláusula de sigilo, trata-se do maior contrato de mídia das competições na história do Canadá.

O negócio envolve mais de 600 horas de transmissão das competições esportivas de Toronto-2015. O grupo CBC também exibirá as próximas edições dos Jogos Olímpicos de inverno (Sochi-2014) e verão (Rio-2016).

“Nós queremos que o Pan de 2015 seja um evento do povo, e esse acordo faz com que a competição seja mais acessível a todos”, disse Ian Troop, diretor-executivo do comitê organizador local do evento esportivo.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26748/Pan-de-Toronto-2015-vende-direitos-de-midia-no-Canada/index.php

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Bundesliga fecha com TV da Coréia do Norte


A Bundesliga assinou um novo acordo de transmissão com a Korean Central Television (KCTV), emissora da Coréia do Norte. O contrato foi intermediado pela agência Evolution e os termos financeiros não foram divulgados. A KCTV adquiriu os direitos para transmitir uma partida por semana. 

De acordo com o diretor-executivo da DFL Sports Enterprises, Jörg Daubitzer, o acordo, que entrará em vigor a partir de setembro, não terá nenhum valor econômico. "Nosso objetivo é promover o nosso produto na Coréia do Norte, de modo que a Bundesliga se torne mais popular nesse mercado". 

"Há apenas duas opções no mercado norte-coreano, ou não há cobertura, ou de um tipo de cobertura que é vendido abaixo do valor", completou Daubitzer.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26710/Bundesliga-fecha-com-TV-da-Coreia-do-Norte/index.php

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Por amistosos, CBF assina com agência


A agência Pitch International assinou um contrato de dez anos com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para os direitos de organizar, promover e comercializar todos os amistosos internacionais da seleção brasileira.

A Pitch Internacional, que substitui a agência Kentaro, comercializará toda a transmissão, patrocínio, sinalização do estádio, ingressos e direitos comerciais dos jogos, a partir de 16 de outubro até a Copa do Mundo de 2022 no Qatar. 

"A CBF está muito satisfeita com a Pitch Internacional. Ficamos impressionados com as suas ideias inovadoras, entusiasmo e extensa rede de contatos comerciais. Estamos ansiosos para uma longa e bem sucedida relação", disse o presidente da CBF, José Maria Marin. 

Jonathan Rogers, diretor da Pitch International, acrescentou: "Esta parceria demonstra a contínua expansão da agência, destaca os nossos direitos de patrocínio e o nosso crescimento no gerenciamento de eventos".

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26393/Por-amistosos-CBF-assina-com-agencia/index.php

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Helio Ferraz nega que o contrato com a Globo esteja assinado


Por Marcelo Damatto

O vice-presidente do Flamengo Hélio Ferraz nega que o contrato do Flamengo com a Globo esteja assinado, ao contrário do que alguns vice-presidentes do clube já confirmaram ao LANCE!

- Eu garanto que não está assinado. Falo como presidente do Flamengo em exercício. Não seria moleque em mentir num assunto desses  – disse. Ferraz ocupa o cargo durante a viagem de Patrícia Amorim a Londres. Ela estará de volta na segunda-feira. Ferraz negou também que o clube tenha recebido as luvas pagas pela Globo. Disse até mesmo que durante sua interinidade se reuniu duas vezes com a Globo para discutir o contrato.

Desde meados de julho, o LANCE! e depois outros órgao de comunicação vêm noticiando que o Flamengo está entre os clubes que  assinaram o contrato que prorroga a cessão dos direitos do Campeonato Brasileiro até 2018 – e até já recebeu as luvas. Até a sexta-feira, essa notícia não havia sido contestada por nenhum diretor do clube, apesar de ter sido publicada várias vezes pelo LANCE! e por outas mídias.

O fato mudou de figura na sexta-feira no final da tarde quando o presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro, foi questionado pela coluna De Prima de por que esse contrato não havia sido analisado pelo Conselho. Ribeiro disse que não sabia da assinatura e que telefonaria para Ferraz para se informar.

Minutos depois, Ribeiro ligou de volta para a coluna dizendo que o contrato não estava assinado e que seria examinado pelo Conselho Fiscal na terça-feira e no Deliberativo na quinta. É a primeira vez na história recente do clube um contrato que já havia sido acertado havia mais de 15 dias foi examinado com tamanha rapidez pelos Conselhos do clube.

Ferraz diz que não foi o telefonema de Ribeiro que o fez convocar os conselhos. Segundo o presidente em exercício, ele já havia encaminhado o pedido minutos antes do telefonema, como o último ato de sua interinidade na presidência.

A questão de o contrato estar assinado ou não é crucial no Flamengo. Um presidente não pode assinar um contrato nesse valor sem passar pelos Conselhos do clube. O desrespeito a esse item do estatuto poderia ensejar o impeachent do presidente. Se quem o assinou foi Patrícia Amorim, ganharia força o pedido de impeachment protocolado contra ela.

Os Conselhos Fiscal e Deliberativo, encabeçados por aliados de Hélio Ferraz, tem promovido uma blindagem da presidente. O Conselho Deliberativo decidiu até processar o ex-presidente Marcio Braga, de oposição, por um ponto reprovado no balanço de 2008. Curiosamente, Braga é o autor do pedido de impeachment contra Amorim.

Por trás dessa questão está a eleição presidencial de dezembro. Amorim é muito popularentre os sócios e muito rejeitada entre os torcedores. Mas são os primeiros que votam. Convencidos de que têm chances muito pequenas de impedir a reeleição da presidente, até mesmo porque não conseguem se unir, grupos de oposição partiram para pedir o impeachment de Amorim.

O contrato com a Globo pode pôrlenha na fogueira.

Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/deprima/2012/08/04/so-agora-flamengo-nega-que-o-contrato-com-a-globo-esteja-assinado/

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Telão que iria transmitir as Olimpíadas na Quinta da Boa Vista é desmontado


Rio-2016 admitiu que não conseguiu receber as imagens, na primeira vez que o COI autorizara evento do tipo fora do país sede

Por Bibiana Maia

RIO - Depois de uma semana de indefinição sobre a transmissão ao vivo dos Jogos Olímpicos de Londres, o Live Site Cidade Olímpica, na Quinta da Boa Vista, foi desmontado neste domingo. Além de um telão, a estrutura abrigava atrações gratuitas, como aulas de recreação, oficinas de esportes, uma tenda com circuito aeróbico para adultos e um cinema, que tinham previsão de funcionar até o fim das Olimpíadas.
Esta foi a primeira vez que o Comitê Olímpico Internacional (COI) autorizou Live Sites fora do país sede dos Jogos. O Comitê Organizador Rio-2016 assumiu, na última sexta-feira, que não conseguiu cumprir os requisitos para receber as imagens oficiais do evento, e por isso a transmissão das competições não aconteceu. A Coca-cola patrocinou o espaço e obteve, através da Lei de Incentivo ao Esporte, isenções de mais de R$ 4 milhões em impostos. A operação do evento era de responsabilidade da empresa SRCOM Promoções Culturais LTDA.
Segundo a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, “o projeto incentivado não se refere apenas à transmissão dos Jogos, há outras atividades envolvidas na valorização do esporte como, por exemplo, a realização de clínicas de modalidades olímpicas”. Porém, neste domingo, toda a estrutura do espaço estava sendo desmontada, e nenhuma das atividades funcionou. No final de semana anterior, o Live Site recebeu 14 mil pessoas.
Ainda de acordo com o órgão, “a empresa beneficiária do projeto incentivado pela lei tem um prazo de 60 dias após o término do evento para apresentar a prestação de contas que vai detalhar a realização, parcial ou total, das atividades previstas na definição de projeto. No caso de não cumprimento do acordo previsto, será avaliado se haverá a devolução parcial ou total dos recursos que seriam destinados às atividades não realizadas”.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/telao-que-iria-transmitir-as-olimpiadas-na-quinta-da-boa-vista-desmontado-5698654#ixzz22nXzV4pw 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Fifa permitirá que jogos da Copa sejam exibidos em vias públicas


Transmissões em telões sem fins comerciais estão liberadas; entidade solicitará relato prévio

A Fifa anunciou nesta quinta-feira que permitirá que as partidas da Copa do Mundo de 2014 sejam exibidas em locais públicos do Brasil, mas ponderou que haverá a necessidade de se pedir antecipadamente permissão no caso de grandes aglomerações.

O secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, disse em entrevista coletiva que a autorização é uma grande inovação a respeito de Copas passadas, em que os jogos eram exibidos apenas nas chamadas Fifa Fan Fest.

Valcke explicou que serão permitidas todas as transmissões em telões sempre que não houver fins comerciais e com a condição de que sejam relatadas aos organizadores do Mundial as aglomerações de mais de 5 mil pessoas. Nesse caso, a entidade cobrará uma pequena taxa que não terá fins de arrecadação, segundo o diretor-executivo da "TV Globo", dona dos direitos de transmissão, Marcelo Campos Pinto.

O ex-atacante Ronaldo, membro do Comitê Organizador Local (COL), classificou a decisão como "uma grande iniciativa" e lembrou que os brasileiros enfeitam as ruas com pinturas e bandeiras em todas as Copas.

A medida afetará, por exemplo, a rua Alzira Brandão, conhecida como Alzirão. A rua localizada no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, a cada quatro anos recebe dezenas de milhares de pessoas que se reúnem para ver as partidas da seleção brasileira.

A tradição de exibir jogos no Alzirão começou durante a Copa de 1978 como uma pequena reunião de bairro e cresceu paulatinamente até concorrer em tamanho e em ambiente com a Fifa Fan Fest instalada na praia de Copacabana durante a Copa de 2010.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10222/FIFA+PERMITIRA+QUE+JOGOS+DA+COPA+SEJAM+EXIBIDOS+EM+VIAS+PUBLICAS.html

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Por que os grandes clubes sofrem para arrumar patrocínios


Flamengo, Corinthians e São Paulo estão em destaque na TV, mas sofrem para encontrar interessados em estampar camisas. E a culpa é dos próprios cartolas

Giancarlo Lepiani, com reportagem de Davi Correia

 duas semanas do início da principal competição do futebol brasileiro, os três clubes mais populares do país têm um problema em comum. Flamengo, Corinthians e São Paulo entrarão na competição sem patrocínio nos espaços nobres de suas camisas, apesar da grande exposição de seus uniformes no Campeonato Brasileiro. As três agremiações somam cerca de 70 milhões de torcedores. Todas têm elencos caros e chances reais de conquistar o título. As partidas serão exibidas ao vivo por duas emissoras de TV aberta e um canal por assinatura, sem contar as transmissões no sistema pay-per-view. Ainda assim, esses três clubes penam para arrumar empresas interessadas em estampar suas marcas nas camisas vestidas por ídolos como Ronaldinho Gaúcho, Lucas e Luís Fabiano. Se não conseguirem fechar novos contratos a tempo, os times vão estrear no Brasileirão com uniformes inusitados - com logotipos pequenos de anunciantes menos conhecidos (como escolas de inglês) nos ombros ou na barra das camisas, mas com espaços em branco no peito e nas costas, espaço reservado às cotas mais caras de patrocínio no futebol. Até poucos anos atrás, só clubes pequenos vendiam esses espaços periféricos. Hoje, essa estratégia virou um paliativo para os grandes clubes que não conseguem encontrar um patrocinador generoso o bastante para custear toda a receita de marketing pretendida por seus cartolas.

"O problema é que os clubes ainda não conseguiram incrementar seu negócio a ponto de aumentar o interesse das marcas", avalia Amir Somoggi, diretor da área de consultoria esportiva da BDO. Para ele, o patrocínio de futebol está ficando caro demais para as empresas - os clubes têm aumentado suas pedidas na hora de negociar, sem oferecer as contrapartidas necessárias para fazer o contrato valer a pena. A começar pelo fato de um patrocinador ter de brigar por destaque com o logotipo de outras empresas num mesmo uniforme. "As empresas já perceberam que não vale pagar 30 milhões de reais na camisa de um clube e dividir espaço com outras marcas", destaca Erich Beting, especialista em marketing esportivo. Na opinião de Amir Somoggi, os clubes brasileiros ainda trabalham o patrocínio num modelo ultrapassado, em que o acordo financeiro com a empresa se resume à exposição do logotipo na camisa e nada mais. "A solução seria melhorar o departamento de marketing dos clubes, oferecer aos patrocinadores mais alternativas", afirma Sommoggi. "Assim, as empresas veriam as grandes equipes como potenciais geradores de negócios, e não apenas de exposição na mídia." O melhor exemplo desse novo enfoque no marketing do futebol é encontrado na Inglaterra, casa do clube mais valioso do planeta. De acordo com ranking divulgado pela Forbes, o Manchester United fechou 2011 valendo nada menos que 2,2 bilhões de dólares. Sua receita total no ano foi de 1 bilhão de reais. Desse montante, 308 milhões vieram de patrocínios, sete vezes mais que o Corinthians, campeão brasileiro nesse quesito (veja na tabela abaixo). No ano passado, o United fechou um novo contrato com a empresa de entregas americana DHL. Pelo acordo, o clube receberá 30 milhões de reais anuais durante quatro anos para estampar o logotipo da DHL, mas apenas nos trajes de treino, nunca nas partidas. Para um clube brasileiro, é um valor espetacular até para um contrato de patrocínio master, com direito a logotipo na camisa de jogo, em placas no estádio e nos panos de fundo das entrevistas coletivas.

Carros e aviões - A Europa é um mercado muito mais rico que o Brasil, evidentemente. Mas não é só isso que explica a diferença de patamar quando se trata de contratos de patrocínio no futebol. As alternativas de negócio citadas por Amir Somoggi como melhor caminho para os clubes brasileiros dispostos a lucrar mais com patrocínios já são adotadas pelos supertimes europeus. Para seguir no exemplo do Manchester United, a Turkish Airlines, uma das companhias aéreas que mais crescem no mundo, fechou recentemente um contrato milionário com os ingleses. Assim como a DHL, ela não tem espaço no uniforme da equipe. A ligação entre as marcas é feita de outras formas - com ações institucionais, por exemplo. Quem embarca num avião da Turkish é pego de surpresa por um vídeo de segurança diferente. Ao invés das aeromoças, ídolos da equipe, como Rooney e Nani, fazem as demonstrações de como agir em caso de emergência (assista no quadro abaixo). No segundo clube mais valioso do planeta, o Real Madrid, os anéis da montadora alemã Audi não aparecem na roupa dos jogadores. Mas a agremiação espanhola fatura todos os anos com ações de marketing conjuntas com o patrocinador - como a entrega de carros zero quilômetro aos jogadores (confira as imagens a seguir). No ano passado, o terceiro na lista da Forbes, o Barcelona, fechou um contrato similar, também com a Audi. A rivalidade acirrada entre os dois clubes não impediu que tanto o Real como o Barça acertassem com os alemães. A montadora espalhou por todo o planeta imagens tanto de Messi como de Cristiano Ronaldo ao lado de seus automóveis novinhos, todos da mesma marca. Enquanto isso, no Brasil, a disputa entre os clubes e a falta de profissionalismo dos dirigentes transformam-se em obstáculos adicionais na missão de fechar um bom patrocínio.

No início do ano, uma oportunidade de ouro apareceu para preencher os espaços vazios nas camisas e salvar as contas de Flamengo, Corinthians e São Paulo. A montadora sul-coreana Hyundai, patrocinadora oficial da Copa do Mundo de 2014 e empresa em ascensão no mercado automotivo brasileiro, ensaiou um contrato simultâneo com os três clubes de maior torcida do país. Não seria a primeira vez que clubes rivais teriam o mesmo patrocínio: na Copa União, em 1987, a Coca-Cola colocou sua marca nas camisas de quase todas as equipes do torneio. No Rio Grande do Sul, Grêmio e Internacional também têm patrocínios em comum. A novidade no caso da Hyundai seria o tamanho do negócio - os valores praticados nos anos 1980 são ínfimos se comparados aos contratos atuais, e a operação costurada pela Hyundai mexeria com os dois principais mercados consumidores do país. Mas, para desespero dos cartolas, a transação esfriou e pouca gente acredita que o acordo ainda vá sair. Os próprios dirigentes, porém, acabaram azedando o negócio. As conversas com os coreanos acabaram sendo dominadas pelas disputas entre os três concorrentes. O Corinthians se dizia próximo de acertar um valor próximo dos 50 milhões de reais por ano. O Flamengo queria receber valor idêntico ou superior ao dos corintianos, já que têm a torcida mais numerosa. Os são-paulinos, por sua vez, brigavam por um contrato próximo dos flamenguistas, pois sustentam ter uma marca valorizada e uma fatia maior dos torcedores jovens. De acordo com informação do Radar on-line de VEJA, o Flamengo acabou se conformando em ganhar menos que o Corinthians, mas nem sequer cogitava ser igualado ao São Paulo. A Hyundai, ao que parece, perdeu a paciência com o trio. E os clubes, já no quinto mês do ano, ainda seguem à procura de anunciantes.

Medo de perder - Enquanto os clubes demoram a entender a nova lógica do mercado e custam a oferecer oportunidades mais completas de negócio, as próprias empresas já tomam a iniciativa de buscar alternativas para ligar suas marcas ao esporte. "Elas já estão percebendo que pode valer mais a pena se posicionar de outra forma, com uma presença mais próxima dos torcedores, ao invés de apenas colocar um logotipo numa camisa", diz Erich Beting. "A Ambev, por exemplo, já faz esse trabalho muito bem. Investiu nas reformas dos centros de treinamento dos clubes do Rio e em outras ações que não envolvem patrocínios no uniforme." É justo dizer, contudo, que a culpa pela escassez de bons negócios no setor não é só dos cartolas e da estrutura pouco profissional dos grandes clubes. "Fechar patrocínio não é uma situação fácil em lugar nenhum. E nem todas as empresas brasileiras têm a visão correta na hora de negociar com as equipes", lembra José Carlos Brunoro, diretor-presidente da Brunoro Sport Business. De acordo com ele, ainda há muitos executivos que têm receio de investir no esporte por um simples motivo: avaliam que o sucesso de um contrato está ligado aos resultados do clube no campo, e não a outras variáveis como fidelização do torcedor e a valorização de uma marca em novos mercados. "Eles acham, em resumo, que é ruim para o produto se o time perde", afirma o especialista. "E esse é outro desafio dos profissionais de marketing esportivo no país. É preciso mostrar que o esporte é uma ferramenta de comunicação completa. Não é só o resultado que justifica o patrocínio. E não é só o clube que é responsável por fazer o negócio ser lucrativo para todos."

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/por-que-os-grandes-clubes-sofrem-para-arrumar-patrocinios

quarta-feira, 4 de abril de 2012

V Encontro de Gestão da Informação e do Conhecimento em Acervos Esportivos no Estado de São Paulo


É com prazer que o Centro de Documentação e Biblioteca – CEDOC, da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação – SEME, da cidade de São Paulo, anuncia que foram iniciados os preparativos para a realização do V Encontro de Gestão da Informação e do Conhecimento em Acervos Esportivos no Estado de São Paulo, previsto para o dia 23 de abril de 2012.
Este evento, inserido no Calendário Oficial de Eventos da SEME está em consonância com a Agenda 2012 da cidade de São Paulo no que se refere à Cidade Criativa ‘O desafio é colocar essa diversidade, os talentos e o conhecimento gerado no espaço urbano a serviço da interação entre as pessoas, incentivando atividades culturais e esportivas, o turismo, a preservação do patrimônio histórico e a recuperação de espaços públicos’ e propõe ao público presente a oportunidade de reciclagem compartilhamento de conhecimentos, valorização dos servidores e profissionais envolvidos.

TEMA: Sociologia do esporte. O esporte estudado pelas ciências sociais, observando sua ação na sociedade e valorização em diferentes culturas sociais. Contribuição e influência do esporte ao modo de vida do homem, ditando ordem no que se refere à saúde, qualidade de vida, vestimenta, cultura pelo movimento, enfim, o esporte como um fato social.
OBJETIVO: promover reflexão, por parte dos profissionais e estudantes de Educação Física, Biblioteconomia, Informação, Comunicação, Ciências Sociais e demais áreas do conhecimento, sobre o tema apresentado, com exposição de estudos, pesquisas e resultados. O CEDOC entende como sua responsabilidade incitar e incentivar a produção e socialização de conhecimento científico na área esportiva.
PÚBLICO ALVO: Profissionais e estudantes das áreas de Educação Física, Esporte, Lazer, Recreação, Biblioteconomia, Informação, Comunicação, Ciências Sociais e demais interessados pelo tema.
LOCAL:  Auditório Prestes Maia
Câmara Municipal de São Paulo - CMSP
Viaduto Jacareí, 100 - 1º andar – Bela Vista
São Paulo - SP – Brasil

TRANSMISSÃO AO VIVO: pelo site da Câmara Municipal de São Paulo no dia e hora marcados.
INSCRIÇÕES: de 23 de fevereiro de 2012 até o encerramento do número de vagas (120 – cento e vinte). 
VALIDAÇÃO: Este evento será validado para pontuação aos funcionários da PMSP, para nível médio e superior.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A concorrência com conglomerados internacionais

Por Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos em 31/01/2012 na edição 679


Os canais pagos dedicados aos esportes ganharão um concorrente de peso a partir de 5 de fevereiro de 2012. A Fox Sports, do conglomerado News Corporation, de Rupert Murdoch, monta base no Rio de Janeiro e imediatamente passa a transmitir com exclusividade na TV por assinatura brasileira o principal torneio de futebol do continente: a Copa Santander Libertadores.
Com promessa de cinco narradores e mais de 70 profissionais em sua estrutura, a Fox Sports ocupará oficialmente o espaço do Speed, que não está no pacote básico da TV por assinatura, começando com um público estimado de 3,5 milhões de espectadores. Já que a pretensão é exibir todos os jogos do torneio, o canal FX, também pertencente ao grupo, será utilizado para transmissões todas as vezes que no mesmo horário ocorrerem duas partidas.
A Fox Sports também obteve o direito de transmitir com exclusividade a Copa Bridgestone Sul-Americana no segundo semestre, retirando os dois campeonatos da SporTV, empresa ligada às Organizações Globo. Como os torneios europeus, com destaque para a Liga dos Campeões da Europa, estão há anos com os canais ESPN (Disney) – que terá que dividir a transmissão da Premier League (Campeonato inglês) na temporada 2012-1013 com o novo concorrente no Brasil –, a SporTV só poderá transmitir jogos de futebol organizados no país, aproveitando-se dos privilégios político-institucionais da Rede Globo de Televisão.
Exclusividade do Canal Combate
Além disso, apesar de apresentar dificuldades em tirar profissionais de outras emissoras, inclusive de TV aberta, a maioria dos contratados anunciados pela Fox Sports é ex-funcionária das Organizações Globo, casos do comentarista José Ilan (Globoesporte.com e ex-repórter da Rede Globo), do repórter Victorino Chermont (SporTV) e dos narradores João Guilherme e Marco de Vargas (SporTV). Já o vice-presidente do novo canal é Eduardo Zebini, que trabalhou por mais de uma década como diretor de esportes da Rede Record e participou das primeiras disputas travadas por direitos de transmissão esportiva, na segunda metade da década passada.
Cogitou-se até que a transmissão da Libertadores em TV aberta pela Rede Globo ficaria restrita a um jogo por semana para toda a rede, ao contrário do que tem acontecido, quando a emissora coloca uma partida diferente para cada núcleo (São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Nordeste). Em nota oficial, nos últimos dias de 2011, a Globo afirmou que transmitirá os dois jogos com brasileiros na Pré-Libertadores (Flamengo e Internacional) e, a partir da fase de grupos, duas partidas por rodada, reafirmando a posse exclusiva dos direitos de transmissão do torneio em TV aberta até 2018.
A SporTV ganha mais uma concorrente de peso. Além dos torneios sul-americanos de clubes de futebol, a Fox Sports já começa com 11 campeonatos de tênis, cerca de oito competições de automobilismo – dentre elas a Nascar, principal categoria estadunidense – e um pacote de lutas. Mesmo com a parceria com o UltimateFightingChampionship (UFC) nos Estados Unidos, onde transmitiu o evento pela primeira vez em TV aberta para todo o território, em novembro de 2011, o canal ainda não se posicionou se tirará a exclusividade do Canal Combate (pay-per-view do SporTV) sobre a atração esportiva que mais cresce no Brasil nos últimos anos.
Transmissão esportiva
A curiosidade sobre esta disputa é que se presumia que existisse um acordo tácito das Organizações Globo com a News Corp. em que não haveria concorrência por pacotes de conteúdos até então pertencentes à empresa brasileira. Afinal, os dois conglomerados comunicacionais foram parceiros por muito tempo na posse da Sky (hoje Sky/Directv), na segunda onda globalizante do audiovisual brasileiro, que tem como marcas a privatização do setor de telecomunicações e sua aproximação com empresas tradicionais que operavam na televisão paga, numa associação entre oligarcas regionais e grandes empresas globais.
Além disso, os canais Globosat e a Fox são sócios nos canais Telecine que, dentre outros produtos e serviços, coproduz filmes com a Globo Filmes e demais produtoras do país, como são os casos de Assalto ao Banco Central (Marcos Paulo, 2011) e O Palhaço (Selton Mello, 2011).
Essa mudança de paradigma já é um reflexo das alterações oriundas da Lei do Audiovisual (12.485/2010), que exige 30% de produção nacional nos canais de TV por assinatura e permite maior participação das grandes empresas mundiais no setor, especialmente no que concerne à posse de operadoras, agora sem limite para o capital estrangeiro. Lembra-se que os grandes conglomerados empresariais atuam tanto nas telecomunicações quanto na produção e distribuição do conteúdo. Este caso reflete também a importância da transmissão esportiva enquanto mercadoria, a ponto de superar antigas alianças.
Filão da TV aberta
A concorrência direta de dois grandes conglomerados, no que tange aos esportes na TV por assinatura – representados pelos canais Fox Sports e ESPN –, pode representar um risco ainda maior para as Organizações Globo nas próximas negociações dos direitos de transmissão de campeonatos nacionais de futebol. Isto pode mudar o estágio atual, de monopólio do direito de transmitir na maioria das mídias, confirmado, por exemplo, no último contrato assinado com os clubes para o Campeonato Brasileiro de Futebol, válido até 2015.
Se as barreiras impostas pela Globo na televisão aberta, por conta de seu padrão tecno-estético e de suas relações político-institucionais, foram, e ainda são, difíceis de serem rompidas, elas são bem mais frágeis na TV paga, onde o confronto envolve organizações com larga experiência internacional, em termos de produção e distribuição de audiovisual, com capitais muito superiores aos dos radiodifusores nacionais.
As novas barreiras que passam a ser construídas pelos conglomerados globais podem ser intransponíveis para os tradicionais oligarcas do mercado audiovisual brasileiro. Por isso a aversão – apresentada já em 2002, quando da necessidade de se fixar em 30% a quantidade de capital estrangeiro nas empresas de comunicação mais tradicionais (TV, rádio e jornal) – em permitir a entrada desses grupos num filão como o é a televisão aberta, já que 63% dos recursos publicitários do mercado nacional vão para este meio de comunicação.
***
[Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos são, respectivamente, professor titular no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos e mestrando no mesmo programa]