Páginas

Mostrando postagens com marcador Retorno Financeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Retorno Financeiro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Marketing da Copa supera Olimpíada



Por SIMON ZEKARIA de Londres

A Olimpíada pode ser o maior evento esportivo para milhões de atletas ao redor do mundo, mas para patrocinadores até o sucesso dos Jogos mais recentes, em Londres, perde brilho em comparação com a contínua supremacia do futebol.

A alemã Adidas AG, a segunda maior fabricante de roupas esportivas do mundo, atrás da americana Nike Inc., foi parceira exclusiva da Olimpíada num contrato de 100 milhões de libras (US$ 162,2 milhões), vestindo funcionários e 80.000 voluntários, além de 3.000 atletas. O acordo fez as vendas de produtos Adidas mais que triplicar em comparação com os Jogos de 2008, em Pequim, fazendo assim o faturamento total da Adidas no Reino Unido subir 24% no primeiro semestre.

Mas a empresa admite que os retornos financeiros derivados de sua associação com a Olimpíada não chegam nem perto dos que vêm do futebol. Ela pôs muito dinheiro nos dois maiores torneios internacionais do esporte, a Copa do Mundo da Fifa e o Campeonato Europeu, da Uefa. Gigantes do mercado consumidor como a McDonald's Corp., a Canon Inc. e a Continental AG também pagaram grandes somas para patrocinar o Campeonato Europeu, tendo suas logomarcas transmitidas para bilhões de telespectadores ao redor do mundo, assim como para o público de estádios.

"Um evento de futebol tem claramente um efeito positivo sobre as vendas porque você pode vender milhões de bolas do jogo. Os torcedores também compram as camisetas do time", disse o diretor de comunicações corporativas da Adidas, Jan Runau, observando também que a companhia vendeu 7 milhões de bolas "Tango 12" e um milhão de réplicas da camiseta da Alemanha antes e durante a Eurocopa 2012. A Adidas prevê que seu faturamento mundial com futebol ultrapasse 1,6 bilhão de euros (US$ 2,1 bilhões) em 2012, 23% maior que a versão anterior do evento, em 2008.

No caso da Olimpíada, "o impacto imediato sobre as vendas não é tão grande porque a maioria dos esportes não é tão comercial. Vamos ser honestos, ninguém compra uma camiseta de um corredor de maratona só porque ele ganhou uma medalha de ouro."

O Comitê Olímpico Internacional gerou uma média de US$ 85 milhões a US$ 90 milhões de faturamento por parceiro empresarial no ciclo 2009-2012, sem contar dinheiro extra com patrocínio levantado pelos organizadores de Londres para executar o evento, segundo dados da Deloitte's Sports Business Group. Isso se compara com US$ 351 milhões para um único contrato assinado entre a Fifa e a Adidas em 2005 para cobrir o período até a Copa de 2014, no Brasil. O contrato com a Adidas, que junto com a Coca-Cola Co. e a Sony Corp. é um dos seis maiores parceiros da Fifa, inclui fornecer bolas e equipamentos para os juízes para todos os eventos da Fifa.

Além dos patrocínios de alto nível, uma Copa do Mundo atrai fundos adicionais, inclusive de oito patrocinadores mundiais, o que leva o faturamento projetado pela Deloitte para a Fifa entre 2010 e 2014 a mais de US$ 1,2 bilhão. Juntamente com patrocínios de times, as receitas podem crescer ainda mais.

Há diferenças claras na amplitude e valor de patrocínios de Jogos Olímpicos versus futebol. Enquanto mais de 50 patrocinadores se associaram aos Jogos, onde publicidade periférica não é permitida, o financiamento da Fifa se apoia numa seleção mais estreita de cerca de 20 companhias.

Empresas esperam que a exposição ampliada vá ajudar a aumentar o reconhecimento da marca e melhorar a lealdade dos consumidores, engordando assim os lucros no longo prazo. Além disso, o impacto da crise de crédito e consequente queda do consumo no mundo desenvolvido sobre as vendas de roupas esportivas consolidou a importância de acordos de patrocínio.

"Conforme os cintos se apertam na Europa Ocidental, há sinais de que os bens de consumo médios estão sendo espremidos, com marcas econômicas de um lado e luxo acessível de outro. Uma grande parte do portfólio [dos fabricantes de roupas esportivas] está dentro dessa faixa média", disse Rob Walker, da Euromonitor International.

Uma estratégia bem-sucedida de publicidade de marca em um evento esportivo internacional pode gerar uma alta nas vendas e fazer diferença nos resultados. Para as duas marcas mais visíveis, a Nike e a Adidas, os interesses comerciais são altos, à medida que elas tentam compensar a possível fraqueza das vendas na Europa, disse Walker.

Fonte: http://online.wsj.com/article/SB10000872396390443816804578000852362815258.html

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Fisk vê patrocínio ao esporte como aposta certeira


Por Lucas Turco

A Fisk, escola de idiomas, está satisfeita com seu envolvimento com o mercado esportivo. A empresa considera o investimento nessa área como ponto fundamental para associar a companhia à qualidade de vida.

“Temos orgulho em sermos a primeira escola de idiomas a patrocinar o esporte brasileiro. Desde os anos 70, com o futebol de areia, nós estamos envolvidos nessa área”, disse Christian Ambros, diretor da Fisk.

O diretor explicou que o patrocínio ao esporte mira a visibilidade e minimizou o retorno financeiro.

“Queremos ser observados. Não podemos associar o esporte ao retorno no varejo, mas à mídia que existe com ele. Por trás, é necessário uma campanha publicitária de auto padrão para que a divulgação da marca seja efetiva”, comentou.

Além de patrocinar o uniforme do Corinthians, a Fisk possui projetos com a categoria de base do clube paulista. A empresa cuida de um curso de mídias sociais e aulas de inglês para os jovens. O contrato com o clube do Parque São Jorge termina em dezembro de 2012. As conversas sobre renovação estão em andamento.

A Fisk patrocina também Helena Lima, 28, nadadora paralímpica. A atleta busca melhorar suas marcas para participar da Paralimpíadas do Rio-2012.

“Helena é nossa aluna e nós precisávamos ajudá-la a realizar seus sonhos. Nem tudo na vida é resultado, nós acreditamos no esporte como um bem maior. A Helena trás lucros para nós? Sim, trás exemplos de superação moral e isso vale muito”, concluiu Christian Ambros.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26403/Fisk-ve-patrocinio-ao-esporte-como-aposta-certeira/index.php

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Governo: Olimpíada deixará legado gigantesco


Secretário Luis Fernandes disse que a realização dos Jogos do Rio e da Copa trarão retorno financeiro e esportivo ao Brasil

Os Jogos de Londres terminaram com sucesso e teve início um novo ciclo olímpico visando às competições do Rio de janeiro, em 2016. Nesta segunda-feira, o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, disse que a realização tanto da Copa do Mundo de 2014 quanto das Olimpíadas de 2016 trarão um retorno financeiro “gigantesco” ao Brasil, além do legado imaterial que, segundo ele, deve melhorar as condições de vida da população e elevar o patamar esportivo do país.

Ao comparar os legados das competições no Reino Unido e no Brasil, Fernandes afirmou que uma grande diferença é que, enquanto um foi o berço da Revolução Industrial no mundo, o outro é um país em desenvolvimento. Segundo ele, sediar esses eventos é uma oportunidade para investir de forma massiva em obras de infraestrutura que poderiam demorar até 20 anos para ser construídas. 

“O retorno econômico para o país é gigantesco. O que estamos montando são infraestruturas que vão alavancar o desenvolvimento do país por mais de uma geração, ou várias gerações”, disse. 

Quanto ao legado imaterial, o secretário destacou os investimentos feitos em segurança nas cidades-sede, que serão permanentes, a promoção da saúde por meio do estímulo à prática esportiva, e a melhor estruturação do esporte nas escolas. 

“As deficiências do nosso esporte de base se referem, sobretudo, às deficiências do esporte no sistema educacional brasileiro”, acrescentou Fernandes, em coletiva na Embaixada do Brasil em Londres.

Luis Fernandes destacou que faz parte da agenda olímpica “a massificação da prática esportiva” nas escolas, com investimento em infraestruturas esportivas. Segundo ele, um projeto de escolas olímpicas está sendo construído em conjunto com o Ministério da Educação, com um novo desenho das Olimpíadas escolares. 

“Há uma perspectiva de promoção do desenvolvimento nacional a partir desses dois megaeventos esportivos que é a verdadeira razão pela qual nós lutamos tão duramente para sediá-los no Brasil”, encerrou. 

Fonte: http://bandsports.band.com.br/olimpiadas/noticia.asp?id=100000524638

terça-feira, 24 de julho de 2012

Jogos de Londres já trazem benefícios aos patrocinadores, diz estudo


Os Jogos Olímpicos de Londres já trouxeram fortalecimento de marca e benefícios comerciais para os seus patrocinadores. É o que aponta o Olympic Sponsorship Study, pesquisa coordenada pela Havas Sports (HS&E), que mostra um aumento entre 20% e 50% na percepção positiva dos consumidores em relação aos patrocinadores.

De acordo com a análise, entre os impactados pelas ações, há cerca de 50% mais probabilidade de considerar uma marca "inspiradora" e "confiável" e 25% maior propensão a avaliar os patrocinadores como "admiráveis". Do total, 50% dos entrevistados estão mais tendenciosos a realizarem uma compra de um produto do patrocinador oficial.

Os dados serão apresentados na HS&E House em Londres, entre os dias 27 de julho e 12 de agosto, durante uma série de seminários que reunirá especialistas do esporte e órgãos governamentais. Entre os palestrantes estarão representantes das empresas Coca-Cola, Visa, Heineken, P&G, YouTube, Twitter e NBA.

O estudo será concluído no próximo ano e abrangerá nove etapas até agosto de 2013. O método de pesquisa envolve questionários online com uma amostra com mil adultos do Reino Unido em cada fase e medirá a percepção das pessoas com relação às marcas e os programas de ativação dos patrocinadores oficiais dos jogos. Serão avaliadas percepção da marca, imagem da empresa, retribuição de compra e propriedade do produto. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/26/26079/Jogos-de-Londres-ja-trazem-beneficios-aos-patrocinadores-diz-estudo/index.php

sábado, 14 de julho de 2012

Chelsea faturou quase 60 milhões de euros na Liga dos Campeões


Valor inclui participação na competição, direitos televisivos e prêmio pelo título

Vencedor da última Liga dos Campeões, o Chelsea dos brasileiros David Luiz e Ramires foi o clube que mais faturou na edição do torneio continental: pouco mais de 59 milhões de euros (mais de 147 milhões de reais). Os valores do Chelsea são divididos pela sua participação na competição (29,9 milhões de euros), pelos direitos televisivos (30 milhões de euros) e pelo título (9 milhões de euros).

Em seguida está o vice-campeão, o Bayern de Munique, com cerca de 41 milhões de euros (aproximadamente 104 milhões de reais) de receita. Logo atrás, ficaram Barcelona, com mais de 40 milhões de euros (cerca de 101 milhões de reais), e Real Madrid, com cerca de 38 milhões de euros (mais de 95 milhões de reais).

No total, 754,1 milhões de euros (mais de 1,8 bilhão de reais) foram distribuídos pela Uefa entre os 32 participantes da fase de grupos da Liga dos Campeões. Deste valor, 413 milhões euros foram repassados pelas suas atuações e outros 341,1 pela venda dos direitos de TV. 

(Com agência EFE)

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/chelsea-faturou-quase-60-milhoes-de-euros-durante-a-liga-dos-campeoes-passada

Sedes prometem que estádios darão lucro após Copa


Por Lauriberto Braga

Fortaleza - As arenas terão até futebol. Com esta declaração do secretário especial da Copa 2014 no Ceará, Ferruccio Feitosa, foi encerrado nesta quinta-feira, em Fortaleza, o Seminário de Operações de Estádios da Copa 2014, promovido pelo Comitê Organizador Local (COL). Os operadores das arenas que estão sendo construídas para a Copa dizem prometem que elas não vão se tornar elefantes branco após o Mundial. "Temos condições de torná-las multiuso com realização até de futebol, passando por grandes eventos, como congressos, shows musicais, apresentações culturais e prática de outros esportes", disse Ferruccio Feitosa, que inaugura ainda neste mês de junho, um cinema dentro da Arena Castelão, em Fortaleza.

Outra preocupação dos representantes das 12 sedes do Mundial de 2014 é quanto a regulamentação do comércio de rua com normatização de venda de bebidas e o direto à meia-entrada nos eventos. Eles deliberaram que vão regulamentar todo isso de acordo com as normas de cada cidade, mas que o disciplinamento será a prática para evitar confusão com a Fifa, organizadora do Mundial.

As parcerias público-privado (PPP), que estão construindo, por exemplo, a arena Castelão e o novo Mineirão, foram destacadas no seminário. O coordenador de Operações Esportivas da Secretaria da Copa de Minas Gerais, Rodrigo Reis, salientou como positiva a gestão compartilhada do novo Mineirão para dar sustentabilidade e rentabilidade ao estádio. O novo Mineirão tem uma PPP que vai administrar o estádio pelos próximos 25 anos.

Para Rodrigo Reis o novo cenário das arenas esportivas se apresenta como desafio. "Há uma exigência de práticas econômicas sustentáveis", disse ele citando três aspectos fundamentais para que as arenas sejam rentáveis: conforto, segurança e tecnologia.

Durante o seminário foram apresentadas experiências internacionais de estádios sustentáveis. Uma é da Amsterdam Arena, na Holanda, que fatura cerca de 5 milhões de euros por evento. A Amsterdam Arena tem 350 espaços comerciais atualmente. A experiência holandesa será adotada pela Arena Fonte Nova, em Salvador, e pela Arena do Grêmio, em Porto Alegre, que não será usada na Copa do Mundo.

No encerramento do seminário foi apresentado um estudo realizado por uma multinacional francesa de pesquisa, a Ipsos, que traçou o perfil do torcedor brasileiro. O levantamento feito em 2006 aponta que 78% dos frequentadores de estádios no Brasil têm renda de até três salários mínimo, que 13% têm formação universitária, 45% são com mais de 35 amos de idade e que 71% são homens. Mas um número da pesquisa acendeu o sinal amarelo para os estádios: 46% dos entrevistados iam com frequência aos estádios com possibilidade de queda.

E o seminário serviu exatamente para montar estratégias de não só evitar esta queda, mas reanimar os torcedores a frequentarem mais os estádios. A principal estratégia deliberada no seminário é tratamento privilegiado ao torcedor. Para Rodrigo Reis "o torcedor será um cliente dessa nova estrutura, exigindo qualidade não só dos serviços, mas, também, estimulando uma cadeia em busca de profissionalização de todos os produtos ofertados, inclusive do futebol".

Agência Estado - Uma empresa do Grupo Estado - Copyright © 2012 - Todos os direitos reservados.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/sedes-prometem-que-estadios-darao-lucro-apos-copa