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quinta-feira, 21 de março de 2013

Empreiteira silencia e ameaça parar obra no Itaquerão


Dirigente do Corinthians diz já ter informado a Fifa sobre riscos de o estádio não ficar pronto para a abertura da Copa
'Não é uma situação fácil, mas terá que ser resolvida ainda este mês', diz Aldo
Indefinição fez Fifa adiar anúncio de valores de ingressos do Mundial

Por Jorge Luiz Rodrigues e Carol Knoploch

ZURIQUE E SÃO PAULO - O governo federal, o Comitê Organizador Local (COL-2014) e a Fifa já foram avisados pelo Corinthians que a Odebrecht ameaça paralisar as obras do Itaquerão a partir de 1º de abril se até lá o financiamento de R$ 400 milhões do BNDES, via Banco do Brasil, não for liberado para prosseguir com a construção. Políticos e dirigentes se movimentam nervosamente em Zurique e no Brasil. Tentam, inclusive, a possibilidade de a Caixa Econômica Federal - patrocinadora do Corinthians - substituir o Banco do Brasil como agente financiador. Todos correm contra o tempo para evitar que uma verdade desastrosa para a Copa do Mundo-2014 se confirme naquele que é conhecido como o Dia da Mentira.
- Não é uma situação fácil, mas terá que ser resolvida ainda este mês. O estádio tem que estar pronto até 31 de dezembro. Não pode haver atrasos - disse na quarta-feira o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que deixa Zurique na manhã desta quinta, após mais reuniões com a Fifa.
Escalado como palco do jogo de abertura do Mundial, em 12 de junho de 2014, o Itaquerão vive um impasse que aumentou nos últimos meses por conta do entrave no financiamento. O Banco do Brasil não aceitou o estádio como garantia de pagamento do empréstimo oferecida pelo Consórcio Corinthians-Odebrecht, porque o terreno onde será construída a arena foi cedido em regime de comodato pelo governo militar, na década de 70 e não serve como garantia, conforme revelou O GLOBO ontem. O consórcio ofereceu ainda o Parque São Jorge, recusado por questões de penhoras judiciais, e também a arrecadação de parte de receitas futuras do Itaquerão, oferta que também esbarra na questão do comodato.
A Odebrecht não se pronuncia oficialmente sobre o imbróglio, limitando-se a informar, por sua assessoria, que “a obra é do Corinthians, são eles que têm de falar”.
CIDs devem ser liberados
O Itaquerão será financiamento pelo BNDES (R$ 400 milhões), via Banco do Brasil, e pelos Certificados de Incentivo de Desenvolvimento (CIDs), no valor de R$ 820 milhões. Ontem, a prefeitura de São Paulo prometeu a liberar recursos de incentivo fiscal ainda em março ou início de abril para o Itaquerão. A administração municipal explicou que emitirá lotes de títulos em favor do empreendimento e que não será apenas um lote no valor total de R$ 420 milhões. A obra chegou a 67% do total e pode ser paralisada, segundo o Corinthians, caso os recursos federais previstos não sejam repassados ao consórcio (clube e a empreiteira Odebrecht).
- Paramos mesmo, fazer o quê? - afirmou Andrés Sanchez, responsável no clube pela obra, para quem a liberação dos CIDs não resolvem o problema.
Sanchez disse que há tempos informou ao COL e à Fifa que as “garantias financeiras foram oferecidas” e que estão “travando o negócio”.
Quando receber os CIDs, a Odebrecht terá de negociá-los, com desconto, no mercado. Até agora, a obra tem sido paga com empréstimos de bancos e com recursos da construtora, no total de cerca de R$ 500 milhões. A primeira liberação do CID pode sofrer redução em relação ao valor que o Corinthians e a empreiteira esperavam. O valor é estipulado de acordo com o andamento da obra. Em julho de 2012, quando a Odebrecht e o Corinthians entraram com o pedido da emissão dos títulos, queriam R$ 220 milhões do total de R$ 420 milhões. Pela medição da prefeitura, no ano passado, só foram autorizados R$ 156 milhões.
O problema maior, no entanto, é o financiamento do BNDES, já liberado desde 11 de julho de 2012. Como o banco é proibido de emprestar a clubes de futebol, o Banco do Brasil será o repassador, mas exige que a empreiteira dê garantias, como bens físicos ou cartas bancárias, mas ela se recusou a dar.
O Banco do Brasil alega que essas são as regras bancárias e informa que as garantias têm que ter o modelo tradicional, que dê segurança ao banco. Exige que sejam dadas pela empreiteira, diante dos outros impedimentos. Nenhum dos dois lados cedeu até o momento.
Diante dessa incerteza, a Fifa, que prometera em 2012, anunciar, em março, os preços dos ingressos do Mundial, protelou a divulgação para 1º de julho, sem comunicar quando começarão as vendas. É um outro dado negativo no placar de atrasos na organização do megaevento. O anúncio dos preços, se não for mais uma vez adiado, se dará apenas 11 meses antes de a bola rolar para a competição esportiva mais assistida globalmente.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/empreiteira-silencia-ameaca-parar-obra-no-itaquerao-7901870#ixzz2OBDMpp3j 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Cartaz da Copa do Mundo 2014


Número 2 da Fifa foi consultor do Brasil na candidatura para a Copa


Por SÉRGIO RANGEL

Homem forte da Fifa, entidade que comanda o futebol mundial, o francês Jérôme Valcke assina contratos, estipula prazos e faz cobranças para organizar a Copa que ele mesmo ajudou a conceber.

O atual secretário-geral da entidade atuou como consultor da campanha que permitiu ao país ser escolhido para sediar o Mundial de 2014. Até então, não se sabia de sua conexão com a campanha, chefiada por Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

A participação de Valcke na candidatura ocorreu no primeiro semestre de 2007. No período, ele ficou fora da Fifa por seis meses, depois de a entidade ter sido multada em US$ 90 milhões por uma negociação, comandada por ele, envolvendo a Visa e a MasterCard.

Após formatar a candidatura e fazer lobby pelo Brasil na Fifa, Valcke participou, em 2007, da reunião do Comitê-Executivo que escolheu o país como sede da Copa. Embora não tenha direito a voto, Valcke atuou junto aos integrantes do comitê em favor da candidatura.

Em e-mail obtido pela Folha, intitulado "Proposta de Consultoria da Candidatura" e enviado em 12 de fevereiro de 2007 para o e-mail que Teixeira usava na CBF, Valcke definia as suas funções no comitê de candidatura e apontava 11 temas sobre os quais prestaria consultoria.

Na proposta, ele diz que participaria de apresentação aos membros do Comitê-Executivo. A Folha apurou que o francês cobrou cerca de US$ 100 mil pelo trabalho. Meses depois, ele voltou à Fifa.

A Colômbia também pleiteava receber o Mundial. Em abril de 2007, seis meses antes da decisão da Fifa, o país desistiu da disputa, e o Brasil foi candidato único.

ENTRA E SAI DA FIFA

Em dezembro de 2006, Valcke deixou a Fifa após a Justiça dos EUA tê-lo considerado culpado por uma negociação de patrocínio com a Visa. De acordo com a corte de Nova York, Valcke, o então diretor de marketing e TV da Fifa, teria violado a cláusula de prioridade da MasterCard, parceira da entidade.

Apesar da multa, Valcke retornou em junho de 2007 como secretário-geral. O posto é o mais importante abaixo do presidente na Fifa, Joseph Blatter. Historicamente é o representante da entidade nas organizações dos Mundiais.

A Folha apurou que Teixeira, à época forte nos bastidores da entidade, articulou o retorno do parceiro. Quatro meses depois, o Brasil foi escolhido pelo Comitê-Executivo como anfitrião da Copa de 2014.

E-MAILS

No e-mail, em que Valcke chama Teixeira de "querido", o francês diz que poderia ajudar a criar o comitê nacional e até cuidar dos patrocínios e das finanças do projeto. Em vários pontos, ele afirma que seria o intermediário do Brasil na Fifa e que definiria a estratégia para convencer o governo brasileiro a querer fazer a Copa.

Na mensagem, Valcke afirma que poderia aconselhar os brasileiros nas "apresentações dos documentos da candidatura brasileira e nas apresentações aos membros do Comitê-Executivo nas fases intermediárias ou na apresentação final à Fifa".

Sobre as questões financeiras, o cartola informa que poderia aconselhá-los em cinco pontos, incluindo a preparação do orçamento do Mundial e da Copa das Confederações.

Uma semana antes de encaminhar o e-mail, o francês se reuniu com a cúpula da candidatura brasileira em São Paulo. Ele chegou à capital paulista de manhã e deixou o país no fim da tarde. A proposta do francês foi aceita em seguida.

Em março do ano passado, Valcke irritou o governo brasileiro ao declarar que o Brasil merecia "um chute no traseiro" pelo atraso nas obras do Maracanã. Após dizer que a reação brasileira foi "infantil", ele se desculpou.

O secretário-geral da Fifa, que está no Brasil para vistoriar as obras do Mundial, se reunirá, no Rio, com integrantes do Comitê Organizador Local da Copa.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1222598-numero-2-da-fifa-foi-consultor-do-brasil-na-candidatura-para-a-copa.shtml

É possível provar que o Catar comprou a Copa de 2022?


Por José Antônio Lima

A revista France Football, tradicional publicação esportiva francesa, traz em sua edição desta terça-feira 29 um especial de 15 páginas no qual afirma que o governo do Catar comprou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022. A suspeita não é nova. A novidade é que, segundo, a France Football, estariam envolvidos na suposta conspiração nomes costumeiramente ligados a outras maracutaias, como o do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, além de políticos de envergadura internacional, como o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy e o príncipe-herdeiro do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani. Faltam provas para corroborar as acusações da France Football, mas, triste para o futebol, as denúncias são plausíveis.

A reportagem dá a entender que o governo do Catar montou um imenso esquema para “convencer” os 22 membros do Comitê Executivo da Fifa a escolher a candidatura da nação árabe.

Teixeira e o presidente da Associação Argentina de Futebol (AFA), Julio Grondona, teriam sido cooptados graças a um amistoso entre Brasil e Argentina disputado em novembro de 2010 no Catar. Segundo a revista, a CBF costumava recebe 1,2 milhão de dólares por amistoso, mas naquele partida faturou 7 milhões de dólares. Valor semelhante teria ficado com a AFA e Grondona.

Votos da África teriam sido comprados da mesma forma. Segundo a France Football, o presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), o camaronês Issa Hayatou, e Jacques Anouma, da Costa do Marfim, teriam recebido 1,5 milhão de dólares cada um para votar a favor do Catar. Essa acusação é antiga. Foi feita em 2011 por Phaedra Almajid, ex-integrante da campanha do Catar para a Copa de 2022. Posteriormente, Almajid voltou atrás das acusações e disse ter sido motivada pela raiva que sentiu após perder o emprego. A revista francesa acrescenta, no entanto, que o Catar investiu 1,25 milhão de dólares num congresso da CAF para ter acesso exclusivo aos quatro eleitores do continente.

A cooptação do Catar se deu também na Europa. Para obter o voto de Ángel María Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol, o Catar ofereceu uma troca de votos. O acordo envolveria a colocação do peso dos eleitores do Catar também ao lado da candidatura conjunta de Portugal e Espanha para a Copa do Mundo de 2018, que acabou sendo dada à Rússia.

Para obter o voto do ex-jogador Michel Platini, hoje presidente da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), as apostas teriam sido mais altas. Segundo a France Football, Platini teria recebido diretamente de Sarkozy o pedido para votar no Catar por “questões geopolíticas”. A conversa teria ocorrido no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, e teria incluído o príncipe-herdeiro do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani. Em troca do voto, o Catar faria dois investimentos na França: a compra do Paris Saint-Germain, um clube de futebol, e a abertura da beIN Sport, canal esportivo de televisão. Ambos realmente viraram realidade.

Para corroborar sua tese, a France Football lembra outros fatos curiosos. O principal deles é o e-mail, surgido durante uma investigação de corrupção, no qual o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, dizia que o Catar havia “comprado” o direito de sediar a Copa. Valcke admitiu ter escrito a mensagem, mas afirmou que o fizera em sentido figurado. A France Football entrevistou ainda o ex-funcionário da Fifa Guido Tognoni, segundo quem a entidade é corrupta e o lobby do Catar era tão forte que derrotou até o ímpeto inicial do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de levar a Copa de 2022 para os Estados Unidos.

A reportagem da France Football chama a atenção pois é um apanhado geral, com algumas novidades, de todos os escândalos que circundam a escolha do Catar. Faltam, ainda, provas cabais de que alguns dos 22 membros do executivo da Fifa receberam dinheiro para votar pelo país árabe. A publicação diz que enviará as evidências obtidas para a Fifa, mas é custoso acreditar que a entidade, afundada em denúncias, investigará os seus próprios. Como CartaCapital mostrou nesta reportagem de julho passado, o Catar é um país pronto a percorrer caminhos longos, e caros, para ganhar influência. Seu governo faz isso de modos legais, com investimentos em setores estratégicos como água, energia, mídia e bancos; questionáveis, como armar os rebeldes sírios que lutam contra Bashar al-Assad; e tem meios para fazer de forma ilegal, subornando dirigentes esportivos.

A história do esporte e de seus grandes eventos mostra que não seria propriamente uma inovação por parte do Catar. A monarquia autoritária estaria apenas levando a corrupção a um outro patamar para garantir sua escolha. Se todas as denúncias forem verdadeiras, o esquema talvez jamais seja provado, por mais verossímil que pareça. Enquanto as federações esportivas forem caixas-pretas, sujeitas a todo tipo de influência e nenhum controle externo, e tiveram patrocinadores dispostos a investir e um público feliz em consumir, nada vai mudar. Ou o esporte se torna mais transparente, ou escândalos como esse vão continuar se acumulando.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/e-possivel-provar-que-o-catar-comprou-a-copa-de-2022/

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Rede de hotéis fecha com Copa do Mundo de rúgbi


A Copa do Mundo de rúgbi deste ano, que será realizada em conjunto por Inglaterra e País de Gales, terá um patrocínio da rede de hotéis Marriott. O negócio envolve alojamento para todas as equipes que disputarão o torneio.

“Será um privilégio enorme receber todos os times. Esperamos que muitos fãs também procurem nossos hotéis quando vierem ao Reino Unido para torcer por seus países”, disse Osama Hirzalla, vice-presidente da rede de hotéis para o mercado europeu.

Os hotéis da rede no Reino Unido terão espaços dedicados à Copa do Mundo. Além disso, a Marriott receberá espaços para publicidade estática e promoções em todos os jogos da competição. O valor do aporte não foi revelado.

O início da Copa do Mundo de rúgbi deste ano está previsto para 26 de outubro. A decisão será em 30 de novembro, em Old Trafford.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/28/28281/Rede-de-hoteis-fecha-com-Copa-do-Mundo-de-rugbi/index.php

domingo, 6 de janeiro de 2013

Brasília não terá desapropriações polêmicas por conta da Copa de 2014


As remoções, que são o foco das mobilizações populares da maioria das cidades-sede, não geram grandes embates na capital federal. De acordo com a Secretaria de Estado de Comunicação Social do Distrito Federal, "Brasília se coloca entre as poucas que não precisarão realizar as polêmicas e onerosas desapropriações para a execução de obras do mundial", assinala nota do órgão.

O governo distrital informou ainda que a única obra que faz parte da Matriz de Responsabilidade de Brasília é a readequação da rodovia DF-047, que liga a estação de passageiros do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek à região central da capital. Entre a adequações previstas está a construção de uma via exclusiva para ônibus de passageiros, turistas e delegações.

No Distrito Federal, a proximidade com o centro das decisões políticas fez com que o Comitê Popular da Copa em Brasília assumisse uma posição mais institucional, conforme avaliação do economista Francisco Carneiro, integrante das mobilizações. "Por conta disso, a nossa principal bandeira foi a discussão em torno da Lei Geral da Copa. Coube ao comitê daqui fazer a intervenção no Congresso, conversar com deputados", explicou.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/01/06/interna_cidadesdf,342650/brasilia-nao-tera-desapropriacoes-polemicas-por-conta-da-copa-de-2014.shtml

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Fox Sports assegura direitos por Copas do Mundo e Jogos Rio-2016


Acordo com a Globosat envolve cesssão de direitos das principais competições do futebol brasileiro e sul-americano; Emissoras terão de respeitar exclusividade

Por Leo Burlá

O contrato assinado entre Fox Sports e Globosat, detentora dos canais Sportv, prevê que a primeira sublicenciará da emissora carioca os direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2014 e 2018, além da Olimpíada Rio-2016. 
O novo acordo, que também contempla a cessão mútua de direitos de transmissão do Brasileiro, da Copa do Brasil, da Copa Sul-Americana e da Copa Libertadores terá duração de 2013 a 2018.
Pelo contrato assinado, um jogo da Copa Libertadores será equivalente a duas partidas da Copa do Brasil. Desta forma, a dona original dos direitos de transmissão terá a prerrogativa de escolher que evento colocar na sua grade de programação.
As finais das competições, no entanto, não contemplarão exclusividade.


Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/minuto/Fox-Sports-assegura-Copas-Rio-2016_0_830916987.html#ixzz2FQdgUZNV 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

AS LIÇÕES DE 1950 PARA 2014


O que a Copa de 1950 tem a nos ensinar? Autores do livro “1950: O Preço de Uma Copa” respondem

Por Ciro Barros

Brasil e Uruguai. Final da Copa de 50. O gol de Gighia aos 34 minutos do segundo tempo sacramentou a vitória uruguaia sobre a seleção brasileira na primeira Copa do Mundo realizada no Brasil. Duzentas mil pessoas saíram cabisbaixas e em silêncio do Maracanã, no episódio que, segundo Nelson Rodrigues, inaugurou o “complexo de vira-latas” brasileiro. Foi também nessa Copa, que a camisa da seleção deixou de ser branca para se tornar amarela.

Essas são as lembranças mais comuns sobre aquele torneio. Mas aconteceu muito mais naquela Copa, como descobriram os quatro jornalistas que escreveram “1950: O Preço de Uma Copa”: Beatriz Ferrugia, Diego Salgado, Gustavo Zucchi e Murilo Ximenes.  O livro, que surgiu do Trabalho de Conclusão de Curso da Universidade Metodista, foi feito de forma independente, e ainda não foi publicado, mas já despertou o interesse de duas editoras.

“Quando você assume a responsabilidade de fazer um evento que já foi realizado, você tem que voltar os olhos para aquela experiência para fazer melhor no próximo. Mas as pessoas esqueceram da Copa de 50″ afirma Beatriz ao explicar a motivação da equipe para realizar um levantamento histórico da preparação brasileira para receber a competição.

“O grande legado da Copa de 1950, se você for pensar bem, é só o Maracanã mesmo, que eu acredito que seria construído de qualquer jeito porque o Rio precisava de um estádio grande; fora disso não houve legado nenhum” diz Diego Salgado, que hoje cobre a preparação brasileira para 2014.

Com apenas seis cidades sede o evento exigiu uma preparação muito menor e a construção de apenas dois estádios (o Maracanã e o Independência, em Belo Horizonte), além da reforma de outros quatro. Não havia discussão de obras de mobilidade urbana, capacidade hoteleira ou sobre a condição dos aeroportos. Aliás, o Brasil nem era ainda o país do futebol.

Leia a entrevista com Beatriz Ferrugia e Diego Salgado:

Quais foram as etapas, o passo a passo para escrever esse livro?

Beatriz Farrugia – Foram seis meses de pesquisa aqui em São Paulo, porque eu e os outros três jornalistas somos daqui. Nesse período, pesquisamos dados sobre cada cidade que foi sede da Copa, mas houve uma rejeição ao trabalho por parte da própria universidade e dos orientadores, porque eles achavam que o projeto era muito ambicioso para o tempo que a gente tinha. Depois, viajamos para todas as cidades-sede e ficamos em média três dias em cada uma delas, quando entrevistávamos as fontes, os personagens e as pessoas que tiveram alguma relação com a Copa de 1950, além de pesquisar os arquivos históricos, sedes de jornais, bancos de dados. Tínhamos material para escrever um livro três vezes maior do que esse!

O Brasil ainda tinha uma vocação incipiente para o futebol. Qual foi o motivo da escolha do Brasil para ser sede da Copa de 50?

BF – Houve uma série de acontecimentos que levaram a essa escolha. Aconteceu a Segunda Guerra Mundial e nesse período não foi realizada a Copa. Então o Brasil foi escolhido depois da Segunda Guerra, quando os países da Europa estavam devastados e não tinham como abrigar um evento desse porte. Muitos países europeus sequer participaram da Copa por estarem destruídos, sem verbas ou sem condições de vir ao Brasil. Outros foram punidos por terem se aliado a Hitler e também não participaram. Então a ideia da Fifa para a Copa na época era que ela fosse feita na América do Sul. A comissão da Fifa visitou alguns países e acabou optando pelo Brasil.

Quais eram as exigências da Fifa para que um país sediasse uma Copa naquela época?

BF – Eram bem menores. Não dá para comparar com as exigências que temos hoje. Havia uma vistoria nos estádios. Então eles pediam um determinado tamanho para o campo de futebol, exigiam uma área para jornalistas, um vestiário adequado, nada mais do que isso.

Entrando mais na questão central do livro agora. Diego, você está cobrindo os preparativos para a Copa de 2014. Qual é o paralelo que você traça tendo feito a pesquisa a respeito dos preparativos para a Copa de 1950 com os preparativos da Copa hoje em dia?

Diego Salgado – A começar pelos gastos, os da Copa de 1950 são bem inferiores aos da Copa de 2014. Em 50, apesar do Brasil ter sido escolhido quatro anos antes, no dia 25 de junho de 1946, a preparação foi muito tardia, não foi planejada detalhadamente pelo governo. Em 2014, apesar dos erros, você vê planejamento. Por exemplo, a Matriz de Responsabilidade, apesar de não ser totalmente seguida, é planejamento. E em 1950, por ser apenas a quarta edição da Copa do Mundo, não teve essa preocupação por parte da Fifa. Isso começou a ocorrer na década de 1970, na Copa da Alemanha (1974) e da Argentina (1978). Analisando os jornais e as informações que conseguimos nas cidades-sede, essa preparação por parte do governo brasileiro foi feita praticamente em 1950, a partir do mês de janeiro, com exceção das obras do Maracanã que começaram em 1948.

E como deu tempo?

DS – Dos seis estádios que foram usados na Copa de 1950, apenas dois foram construídos: o Maracanã e o estádio Independência, em Belo Horizonte. Quatro eram estádios que já existiam desde a década de 1930, com exceção de Curitiba cujo estádio ficou pronto em 1947, um pouquinho depois da escolha, e como era quase novo, foi usado para a Copa do Mundo.

Como foi o financiamento da Copa de 1950? Foi basicamente com dinheiro público?

DS – Não dá para você dividir entre investimento público e privado. Na Copa de 1950, foram gastos, passando de cruzeiro para real e de réis para real, 400 milhões de reais. Esse valor é irrisório se você comparar com os gastos da Copa de hoje. Dá 67 vezes menos. A Copa do Mundo hoje no Brasil está estimada em 27 bilhões de reais, segundo a Matriz de Responsabilidade, com obras de mobilidade, nos aeroportos e estádios, que já estão sendo realizadas. Ainda vão entrar as matrizes de segurança e de telecomunicações. Se você pegar hoje esses 27 bi e analisar a questão dos aeroportos, são 31 obras em 13 aeroportos de Copa do Mundo nas doze cidades-sede, mais Viracopos [que fica em Campinas mas também será usado na Copa]. Com a privatização que ocorreu no início do ano, metade dos 7 bilhões que serão gastos em aeroportos virá da iniciativa privada e outra metade da Infraero. Na Copa de 1950 não dá para fazer essa divisão entre dinheiro público e privado. O Maracanã foi construído com dinheiro público, porque é um estádio municipal. As adequações que foram feitas no Pacaembu a partir de 1949 também foram feitas com dinheiro público. Mas, por exemplo, em Curitiba não dá para mensurar quanto custou o estádio porque foram doações. Ele foi construído ao lado de uma linha de trem e todo o material que foi necessário para a construção do estádio foi doado. É certo que o Maracanã foi o estádio mais caro da Copa, custou 215 milhões de reais, se você fizer a conversão, 150 milhões de cruzeiros na época. E esse dinheiro foi totalmente público.

Houve algum tipo de jogo político na escolha das sedes naquela época?

BF – A Copa de 1950 foi organizada de maneira mais amadora. Algumas cidades já estavam definidas como sede um ano antes. Outras foram decididas dois meses antes. E outras ainda foram decididas por questões puramente políticas. Se havia um candidato que queria ganhar notoriedade com os eleitores, fazia um jogo político para conseguir ter jogos da Copa na capital daquele estado.

Vocês poderiam dar um exemplo desse jogo político?

DS – Para a construção do Maracanã, aconteceu uma briga entre dois políticos famosos no Rio de Janeiro na época, Carlos Lacerda e Mendes de Morais. Este era o prefeito à época da construção do Maracanã, na segunda metade da década de 40 [foi prefeito do Rio entre os anos de 1947 e 1951] e o Carlos Lacerda era opositor e queria ser o pai da construção do Maracanã. Lacerda fez de tudo para que o estádio fosse construído sob a sua batuta, ele queria que o ele fosse feito em Jacarepaguá, longe do centro. Aí o Mendes de Morais tomou a frente da situação e, como prefeito do Rio de Janeiro, definiu o local da construção e foi o verdadeiro pai do Maracanã. Tanto que o nome oficial do Maracanã era estádio Mendes de Morais, só depois mudou para o nome atual, Jornalista Mário Filho [irmão de Nelson Rodrigues], na década de 1960. Então a construção do Maracanã mostra bem essa guerra política para ver quem ficaria com os louros da construção do estádio: o Mendes de Morais ou o Carlos Lacerda, que depois veio até a se tornar governador do estado da Guanabara. O Maracanã é um exemplo específico de que a Copa de 1950 teve essa conotação política bem clara.

E vocês viram na Copa do Mundo um esforço em se fazer uma representação política daquele momento histórico no exterior? Há algum paralelo com o momento atual da realização da Copa?

DS – Hoje em dia isso é inegável. O Brasil se preocupa com isso apesar de alguns erros na preparação, como eu disse. Há essa preocupação com a imagem passada ao exterior. Até porque hoje a Copa do Mundo é uma vitrine e o maior evento midiático do planeta. Mas em 1950 não havia tanto essa preocupação. Era muito mais usar a Copa com fins partidários e políticos, como aconteceu no caso do Maracanã, do que ser uma vitrine para o mundo. Naquela época era mais uma motivação de política interna, dentro desse jogo de interesses entre os políticos locais, e hoje é mais uma preocupação de política externa, de representação do Brasil para o mundo.

Entre os estádios reformados, há uma história curiosa que é a do estádio do Sport, no Recife. Vocês poderiam contar esse caso?

DS – No Recife, o estádio era da década de 1930. E para fazer parte da Copa do Mundo, em março e abril de 50, os próprios sócios do Sport Recife resolveram colocar a mão na massa e reformar o estádio. Mas o local recebeu apenas um jogo da Copa, que foi entre Chile e Estados Unidos, vencido por 5 a 2 pelo Chile. A Fifa incluiu Recife e Porto Alegre 50 a 60 dias antes da Copa do Mundo.

Algum outro caso que vocês se lembrem?

BF – Tem também o caso do estádio Indepedência em Belo Horizonte. Tinha um juiz na cidade, um juiz de futebol que também acumulava funções como funcionário público chamado Raimundo Sampaio, que faleceu em 1984, mas dedicou a vida inteira ao estádio. Chegava a tirar dinheiro de casa para pagar as obras. Ele era dirigente de um clube chamado Sete de Setembro, que construiu o estádio, daí o nome do estádio ser Independência. O Independência foi comprado pelo América e a família desse juiz mantém hoje uma briga com o clube porque quer entrar no estádio, participar da renda dos jogos, e o América não deixa. Enfim, uma história bem complicada e diferente envolvendo esse estádio.

Outra história bacana é a do Ferroviários, estádio de Curitiba que foi construído aos poucos porque era um campinho onde funcionários de uma empresa ferroviária jogavam uma pelada no fim do expediente. E eles sempre paravam os trens que passavam levando mercadoria para aquela região para pedir sobras de madeira, ferro etc. para construir o próprio estádio. Foi construído assim! E depois foi reformado e usado na Copa de 50. Até hoje tem um relógio enorme no estádio, que foi doação de uma das empresas naquela época.

Houve problemas de prazo na entrega das obras? Algo foi entregue inacabado?

BF – Há um boato, por exemplo, e nós conseguimos levantar até alguns documentos sobre isso, que o Maracanã foi entregue sem que as obras estivessem totalmente concluídas. Só que a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) negou na época e o próprio governo do Rio também. Nós conseguimos uma foto de um jogo que teria sido um dos primeiros, e nela há alguns alambrados, mostrando que a construção ainda não estava totalmente concluída. Então há indícios de que muita coisa foi entregue sem ter sido finalizada em 50, o que pode se repetir agora em 2014.

DS – Vou te explicar bem o que aconteceu. A gente tinha uma foto que não sabíamos se era do dia 16 de junho de 1950 ou do dia 24 de junho de 1950. 16 de junho foi a data de abertura do Maracanã, com o jogo da Seleção Paulista contra a Seleção Carioca. E no dia 24 de junho foi a abertura da Copa, com o jogo Brasil e México. Se essa foto fosse do dia 24 de junho, seria uma prova de que a Copa começou com o Maracanã em obras. Se essa foto fosse do dia 16, a gente não teria essa prova de que a Copa começou com o Maracanã em obras. Tentamos analisar, puxamos a foto em alta resolução, aproximamos e vimos que tinha uma delegação dando a volta no estádio nessa foto. Só que aí, com as fontes, vimos que essa foto é do dia 16 e não do dia 24. Mas a foto mostra andaimes, na arquibancada, e eles usaram os andaimes pra quê? Para segurar a cobertura do Maracanã, porque ela não estava seca ainda. Com os andaimes eles tinham que esperar secar todo aquele concreto para depois tirar os andaimes e o estádio ficar com a cobertura intata. Mas a foto é do dia 16. Isso não quer dizer que o estádio estivesse totalmente pronto no dia 24. Por exemplo, no dia 24, na abertura da Copa tinha lama, barro, material de construção em volta do estádio. Mas a foto com os andaimes é do dia 16, tirada oito dias antes da Copa do Mundo.

Vocês acham que é possível isso se repetir e termos alguma obra inacabada em 2014? Não falo apenas de estádios, mas obras de mobilidade urbana, aeroportos, etc.

DS – A menor preocupação, pelo menos da gente que acompanha o dia a dia, são os estádios. Todos vão ficar prontos, não sei se na data determinada. Por exemplo, em fevereiro de 2013 o Maracanã tem que estar pronto. Eu não acredito que o Maracanã vai estar pronto nessa data. Ele vai estar pronto em mais ou menos em maio, às vésperas da Copa das Confederações [a competição começa no dia 15 de junho de 2013]. Um estádio da Copa do Mundo, a Arena das Dunas, em Natal, que é o estádio mais atrasado hoje, com 33% de obras concluídas, ele vai estar pronto também, mas não em dezembro de 2013, como estava estipulado. A Copa começa em junho e o estádio vai estar pronto em abril mais ou menos, na minha opinião. Acho que a gente não precisa se preocupar com a execução dos estádios. O grande problema da Copa do Mundo vai ser com os aeroportos e com as obras de mobilidade urbana. Com relação aos aeroportos, mesmo se não tivesse Copa, estaríamos enfrentando problemas de capacidade e demanda. Tem aeroporto que corre o risco de ter obras em andamento na abertura da Copa [em Natal, por exemplo, está prevista a construção de um aeroporto nos arredores da cidade, mas a obra nem começou ainda]. Então os grandes problemas da Copa são aeroportos e mobilidade urbana. Um exemplo: o VLT de Brasília, que estava previsto na Matriz de Responsabilidades, não vai estar pronto para a Copa do Mundo. O próprio governo já disse isso e a obra foi incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas sem o prazo anterior. Em São Paulo também tem o caso do monotrilho que vai ligar estádio do Morumbi ao aeroporto de Congonhas, estava previsto na Matriz porque o Morumbi era o estádio paulista da Copa, o Morumbi saiu e esse projeto continua na Matriz, mesmo sem ter nada a ver com a Copa do Mundo até agora. As obras viárias de Itaquera são muito mais importantes, por exemplo.
Hoje sabemos que a Copa tem certo custo social. Como, por exemplo, as famílias que são removidas para dar lugar a obras da competição. Isso aconteceu na Copa de 1950?

DS – No Maracanã algumas casas tiveram que ser demolidas numa rua próxima, uma rua pequena que era sem saída e tiveram que abrir essa rua para ter saída para o outro lado. E aí removeram algumas famílias dali. E logo depois, apareceu uma favela ali ao lado, é até um caso curioso porque os restos do Maracanã foram usados nas construções. Chamava Favela do Esqueleto. Hoje ela não existe mais porque foi removida no governo do Carlos Lacerda em 1960. E esse pessoal foi levado para a Cidade de Deus, um lugar bem afastado, que era a política do Lacerda na época.
Pesquisando os preparativos para a Copa de 1950, vocês acham que ficou algum aprendizado? Há um esforço para aprender com o passado?

DS – [A Copa de 50] É uma história meio esquecida. Até para a gente que mergulhou de cabeça, teve muito trabalho para conseguir esses números. Acho que o governo brasileiro sabe que a Copa foi aqui, lógico, mas ela é muito mais lembrada por conta da derrota do Brasil para o Uruguai. Acho que o grande legado da Copa de 50 foi o Maracanã mesmo. Maracanã que em 2014 vai também ser palco da final. Portanto a Copa de 50 não teve legado nenhum, porque acho que o Maracanã iria ser erguido de qualquer forma. O Rio de Janeiro pedia um estádio grande. E não vejo nenhuma preocupação do governo em enxergar o passado ou os erros de 50 para não repeti-los. Mas são épocas diferentes. Não sei se o governo tivesse essa preocupação, conseguiria evitar algum tipo de erro em 2014. Mudou muita coisa.

BF – Quando você assume a responsabilidade de fazer um evento que já foi realizado, tem que voltar os olhos para o que aconteceu no passado e fazer melhor no próximo. Mas as pessoas esqueceram a Copa de 1950. Parece que a Copa de 2014 vai ser a primeira a ser realizada no Brasil.

Para fechar: qual foi a importância da Copa do Mundo para o desenvolvimento do futebol brasileiro?

DS – O futebol já movia massas, vou te dar um exemplo: Na estreia do Leônidas da Silva [conhecido como "Diamante Negro", o craque da primeira metade do século XX com passagens vitoriosas por São Paulo e Botafogo, a quem é atribuída a invenção do gol de bicicleta] em 1942, 74 mil pessoas foram ao estádio. Mas a Copa do Mundo não suscitou a ânsia do torcedor de ir ao estádio. A não ser no Maracanã. Somente nos jogos do Brasil os estádios lotavam. O futebol ainda começava a se tornar o esporte número um do Brasil. Se você pegasse o jornal da época, tinha um espaço maior para o turfe do que para o futebol. Então acho que a Copa de 50 deu o pontapé inicial mesmo. E com a derrota na Copa do Mundo, o Brasil começou a ter um gosto maior pelo futebol. Como eu disse, já havia indícios disso na estreia do Leônidas, mas era uma coisa muito incipiente. Especialmente na década de 50 o futebol começou a cair no gosto do público. Dentro de campo muita gente até diz que a derrota de 1950 foi importante para o Brasil mudar a postura. O Brasil entrou com uma soberba absurda contra o Uruguai, achando que já tinha vencido a Copa do Mundo. Tinha vencido por 7 a 1 a Suécia, por 6 a 1 a Espanha, precisava de um empate contra o Uruguai e entrou no Maracanã com 200 mil pessoas, achando que iria ganhar a qualquer momento. A Seleção Brasileira ficou mais humilde a partir daí. Foi um pontapé inicial para o Brasil virar uma potência, o que só começou com o primeiro título, em 1958.

Fonte: http://apublica.org/2012/10/licoes-copa-1950-copa-do-mundo-2014-megaeventos/

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Após terceira fase, mais 75 locais se candidatam a CTS da Copa


Segundo o COL, as visitas irão começar ainda este mês; primeiro catálogo tem 54 locais já escolhidos

Após o fechamento da terceira janela de inscrições, outros 75 locais manifestaram interesse em se tornar um Centro de Treinamento de Seleções (CTS) da Copa do Mundo 2014. Da nova lista, 72 estão localizados fora dos 12 municípios que receberão as partidas.

Segundo o COL, as visitas irão começar ainda este mês. São Paulo é o estado com o maior número de inscritos, com 12. Em seguida estão Bahia (10), Rio Grande do Sul (8), Goiás (5), Pernambuco (5) e Rio de Janeiro (5). Mesmo fora da Copa, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins também têm locais inscritos.

A última janela e a segunda versão do catálogo estão previstos para o primeiro semestre de 2013. Em agosto deste ano, o COL divulgou os primeiros 54 CTs selecionados para a lista que será entregue às seleções da Copa.

Dos 54 locais, 30 ficam na região Sudeste, o que corresponde a 55% do total. São 20 espaços em São Paulo, quatro em Minas Gerais, três no Rio de Janeiro e três no Espírito Santo. Desde 2011, 279 centros de treinamento entraram com pedido de inscrição no COL, dos quais 244 já foram vistoriados.

Vale lembrar que a Fifa e o COL trabalham com o conceito de pareamentos. Isto é, um centro de treinamento (pode ser um campo, um estádio, ou um CT de clube) e um hotel a pelo menos 20 minutos de distância, para acomodação dos atletas e comissão técnica. Para o aeroporto, o tempo máximo de deslocamento deve ser de 60 minutos.

Assim, os contratos são assinados com hotel e centro de treinamento de forma conjunta. O Comitê Local espera entregar a lista final com até 80 locais. O número mínimo exigido pela Fifa é 64.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10839/APOS+TERCEIRA+FASE+MAIS+75+LOCAIS+SE+CANDIDATAM+A+CTS+DA+COPA.html

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Exército confirma 18 mil militares na Copa do Mundo de 2014


Governo apresentou plano que será colocado em prática durante a competição

O Exército brasileiro confirmou nesta terça-feira (2) que utilizará aproximadamente 18 mil militares para reforçar a segurança nas 12 cidades que serão sedes da Copa do Mundo de 2014, segundo informações do Ministério da Defesa.

O número foi divulgado pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, General José Carlos De Nardi, durante uma reunião de dois dias que foi encerrada nesta terça em Brasília, na qual participaram oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que cuidarão da segurança nas cidades.

No encontro, foi apresentado o plano que o governo elaborou para garantir a segurança durante a Copa de 2014, e também dos outros eventos que o país organizará nos próximos anos.

Os eventos são a Copa das Confederações, em 2013, a Jornada Mundial da Juventude, com o papa Bento XVI, também no ano que vem, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Os planos de segurança nos eventos serão coordenados pelo Ministério da Defesa, por decisão da presidente Dilma Rousseff.

O general afirmou que o plano prevê a necessidade de ter pelo menos 1,5 mil militares em cada uma das 12 sedes da Copa do Mundo, com um total de 18 mil uniformizados.

O comandante do Estado-Maior disse que o Governo investirá R$ 709 milhões nas necessidades do Ministério da Defesa para iniciar os planos de segurança. A maior parte desses recursos (R$ 490 milhões), será desembolsada no ano que vem, de acordo com o oficial.

De Nardi acrescentou que o Governo se comprometeu a realizar todos os esforços necessários para que as Forças Armadas possam dispor dos recursos necessários para colocar em prática os planos de segurança.

O general Adriano Pereira Júnior, que foi chefe do Comando Militar do Leste, com sede no Rio de Janeiro, afirmou que o Exército utilizará a experiência que adquiriu como responsável pela segurança nos Jogos Mundiais Militares em 2011 e a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que reuniu neste ano mais de 100 chefes de Estado e de governo na capital fluminense.

Segundo Pereira Júnior, que atualmente é chefe de Logística do Ministério da Defesa, o plano de segurança prevê a montagem de centros de comando e controle em cada uma das sedes do Mundial, assim como medidas para garantir a Defesa.

Também participaram da reunião convocada pelo Ministério da Defesa representantes da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, vinculada ao Ministério da Justiça, e da Gerência Geral de Segurança do Comitê Organizador Local do Mundial (COL).

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10827/EXERCITO+CONFIRMA+18+MIL+MILITARES+NA+COPA+DO+MUNDO+DE+2014.html

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Rússia terá 12 estádios na Copa do Mundo de 2018


Fifa tira da lista Krasnodar e Yaroslavl

MOSCOU - Doze sedes, localizadas em 11 cidades russas, irão hospedar a Copa do Mundo de 2018, afirmaram o presidente da Fifa, Sepp Blatter, e organizadores do torneio durante um programa de TV no sábado.
A entidade mundial do futebol decidiu tirar Krasnodar e Yaroslavl da lista na sexta-feira, mantendo Moscou, São Petersburgo, Kaliningrado, Nizhny Novgorod, Kazan, Samara, Volgogrado, Rostov, Sochi, Saransk and Yekaterinburgo.
Moscou terá duas sedes: o estádio Luzhniki com 90 mil assentos, que receberá a final, e a arena de 45 mil lugares que está sendo erguida pelo Spartak.
- Será a primeira Copa do Mundo disputada no Leste Europeu e na Rússia. Acho que será a melhor Copa da história - disse Blatter mais tarde, esbanjando elogios aos anfitriões.
Saransk, a menor das concorrentes e com pouca tradição no futebol, foi considerada uma escolha duvidosa, junto a Yaroslavl, mas permaneceu na lista com a dispensa de Krasnodar, ao sul do país.
As sedes foram agrupadas por quatro grupos geográficos: central, localizada ao redor de Moscou; norte, com São Petersburgo e Kaliningrado; a região do Volga, com Kazan, Nizhny Novgorod, Samara, Saransk e Volgogrado; e sul, com Sochi e Rostov.
Yekaterinburgo, localizada no pé das montanhas do Ural, próximo à fronteira entre Europa e Ásia, a 1.800 km de Moscou, está em um grupo separado por conta da distância para as outras sedes.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/russia-tera-12-estadios-na-copa-do-mundo-de-2018-6242958#ixzz2834wJNU4 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Câmara fiscaliza obras para Copa do Mundo e Olimpíada


Infraestrutura requerida, a aplicação de dinheiro público e os prazos são alguns temas discutidos

A infraestrutura requerida, a aplicação de dinheiro público, o cumprimento do prazo das obras e sua sustentabilidade, o sistema de transportes, a capacitação de trabalhadores e o aumento no número de turistas durante o mundial foram alguns dos temas discutidos na Câmara. O andamento de algumas obras também foi conferido em visitas de parlamentares às cidades-sede da Copa.

O governo federal garante que o Brasil não fará feio. “O calendário está em dia, não há atraso. Nós acompanhamos as obras semanalmente”, diz o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. “Temos apenas o plano A, que é concluir tudo antes do prazo. Há as obras essenciais para a Fifa [Federação Internacional de Futebol] e as que o governo acrescentou, como a ampliação de aeroportos e a infraestrutura de acesso aos estádios.”

O governo promete entregar até 85% das obras até 2013, mas até abril desse ano só 20% delas haviam sido concluídas. “Temos ciência de que algumas obras estão atrasadas”, admite o assessor especial de Grandes Eventos do Ministério do Esporte, Eugenius Kaszkurewicz.

“Os relatórios do Tribunal de Contas da União são assustadores, eles mostram que há problemas de atraso”, afirma o jornalista esportivo José Cruz. Ele também critica a falta de informações dos órgãos do governo. “A transparência existe, mas com atraso de seis, sete, oito meses. Então, contrariando o discurso do então presidente Lula de que teríamos a Copa mais transparente, isso não está acontecendo.”

Estádios
Os estádios das 12 cidades-sede receberão R$ 6,8 bilhões. O ministro Aldo Rebelo reforça que seis deles – os de Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e Recife – serão entregues até fevereiro de 2013, a tempo da Copa das Confederações, marcada para o próximo ano.

Os outros seis – em Cuiabá, Manaus, São Paulo, Natal, Porto Alegre e Curitiba – têm entrega prevista até o fim de 2013.

Em relação aos estádios, os deputados estão tranquilos. Eles acreditam que as arenas realmente ficarão prontas no prazo “[No Maracanã] já foram concluídos 59% das obras e as irregularidades encontradas pelo TCU [Tribunal de Contas da União] foram corrigidas”, exemplifica o presidente da Subcomissão Permanente da Copa de 2014 e Olímpiadas de 2016, deputado Marcelo Matos (PDT-RJ). O Maracanã, no Rio de Janeiro, foi uma das obras visitadas pelos parlamentares.

A subcomissão presidida por Matos é vinculada à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Até o fim do ano, o grupo deve concluir um relatório sobre a situação dos aeroportos de Guarulhos e de Brasília, que ainda serão visitados.

Os parlamentares também estão tranquilos quanto à ampliação de aeroportos das cidades-sede. Conforme os dados do governo, 85% dos empreendimentos serão concluídos até 2013. Os investimentos no setor somam R$ 7,4 bilhões, sendo R$ 3,6 bilhões do setor privado.

No entanto, um levantamento da Embratur estima que no dia do jogo da abertura da Copa do Mundo, que acontecerá em São Paulo, essa capital vai receber 600 voos a mais do que os programados. "Nós temos aeroportos preparados para receber esses voos?” pergunta o jornalista José Cruz.

Eugenius Kaszkurewicz garante que não haverá problemas. “Vários aeroportos subsidiarão esse movimento durante a Copa, inclusive bases militares que também serão utilizadas.”

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10688/CAMARA+FISCALIZA+OBRAS+PARA+COPA+DO+MUNDO+E+OLIMPIADA.html

sábado, 25 de agosto de 2012

Preparando um País para Grandes Eventos Esportivos: O marketing de emboscada no Projeto de Lei Geral da Copa


Nos próximos anos, serão realizados no Brasil os dois maiores eventos esportivos da atualidade, sendo o primeiro deles a Copa do Mundo de Futebol 2014. Dentre as inúmeras questões jurídicas que ganham relevância à medida que se aproxima essa importante competição, destaca-se a tutela dos direitos de propriedade intelectual de titularidade dos atores envolvidos em sua realização, em especial a entidade organizadora (a FIFA – Fédération Internationale de Football Association) e os seus patrocinadores. 
Um evento desse porte pode implicar, para o país que o sedia, não apenas crescimento temporário de setores de serviços relacionados, por exemplo, a hotelaria, gastronomia e turismo, como também importante legado em infra-estrutura e destaque político no cenário internacional, se realizado um planejamento eficaz pelo Poder Público. Daí a importância que a Copa do Mundo de Futebol 2014 representa para o Brasil e a necessidade de assegurar a sua plena realização. 
E sem os vultosos recursos captados pela FIFA, por meio de contratos de patrocínio, da vinculação entre as marcas de titularidade das partes, a Copa do Mundo de Futebol, se não inviabilizada, estaria longe da magnitude que hoje ostenta. 
Em termos gerais, os contratos de patrocínio permitem aos patrocinadores realizar ações promocionais durante a competição, inclusive no interior dos estádios, bem como vincular as suas marcas, produtos e/ou serviços às marcas, mascotes, emblemas oficiais e demais elementos distintivos relativos ao evento, de titularidade da entidade organizadora, proporcionando destaque e exposição de alcance mundial em veículos de comunicação variados. 
Não menos importante que a tutela dos direitos de propriedade intelectual da entidade organizadora e dos patrocinadores da Copa do Mundo de Futebol 2014 é cuidar para que o seu exercício não avance sobre o domínio da liberdade de iniciativa de terceiros, em prejuízo da livre concorrência, que constitui princípio expresso da ordem econômica brasileira. 
Significa dizer que a tutela dos direitos de propriedade intelectual da entidade organizadora e dos patrocinadores da Copa do Mundo de Futebol 2014 não deve corresponder ao cerceamento do legítimo direito de outras empresas, muitas vezes concorrentes daqueles, desenvolverem e divulgarem licitamente as suas atividades durante o período de realização da competição. 
É exatamente por ocasião de eventos esportivos dessa magnitude que se tornam mais freqüentes os conflitos entre, de um lado, os direitos de propriedade intelectual dos respectivos organizadores e patrocinadores e, de outro lado, a liberdade de iniciativa de terceiros, interessados em divulgar os seus produtos, serviços e/ou marcas. Esses conflitos freqüentemente se dão por meio da pratica conhecida como ambush marketing (que trataremos como sinônimo de marketing de associação, ainda que sua tradução literal pudesse levar à expressão marketing de emboscada). 
A expressão ambush marketing tem origem em estudos de especialistas da área de marketing (ou publicidade e propaganda) e objetiva definir uma determinada conduta ilícita, pela qual, por exemplo, uma empresa que não possui autorização ou licença divulga seus produtos ou serviços de forma vinculada a um determinado evento (desportivo) e de modo a não possibilitar qualquer reação pelos verdadeiros organizadores ou patrocinadores desse evento. 
Conseqüentemente, a expressão ambush marketing vem sendo utilizada como sinônimo de uma conduta ilegal, ilícita, sendo que um dos seus tipos (para quem adota essa classificação), o marketing de emboscada por associação, pode e deve ser considerado ilícito. 
Portanto, a ilicitude da conduta não está exclusivamente na “emboscada”, mas sim na tentativa de associar indevidamente (pois sem autorização ou licença para tanto) um nome, produto ou serviço de uma empresa à realização de um grande evento desportivo de modo de que o público seja levado a crer que existe algum tipo de vínculo, contratual ou comercial, entre a empresa e a entidade organizadora do evento. 
Enfatize-se, finalmente, que o que se tem buscado nas legislações de outros países é vedar a conduta denominada ambush marketing, sendo certo que não se tem notícia da criação de diferentes versões para o significado da expressão ambush marketing, mas sim da definição da conduta assim nominada. Em breves palavras, entendemos que a expressão correta a ser utilizada é marketing de associação, sendo que somente aquele que se revestir de ilicitude é que deve ser vedado pelo regramento legal. 
Na iminência de ser submetido a votação na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 2.330/2011, que visa instituir a Lei Geral da Copa, define como crime o que optou por chamar de marketing de emboscada, por meio de dois tipos penais. 
O primeiro deles, o marketing de emboscada por associação, consiste em “Divulgar marcas, produtos ou serviços, com o fim de alcançar vantagem econômica ou publicitária, por meio de associação direta ou indireta com os Eventos ou Símbolos Oficiais, sem autorização da FIFA ou de pessoa por ela indicada, induzindo terceiros a acreditar que tais marcas, produtos ou serviços são aprovados, autorizados ou endossados pela FIFA” (artigo 18). 
A pena prevista no Projeto de Lei nº 2.330/2011 para esse crime é a “detenção, de três meses a um ano, ou multa”. E, nos termos do parágrafo único do artigo 18, “Na mesma pena incorre quem, sem autorização da FIFA ou de pessoa por ela indicada, vincular o uso de ingressos, convites ou qualquer espécie de autorização de acesso aos Eventos a ações de publicidade ou atividades comerciais, com o intuito de obter vantagem econômica”. 
O outro tipo penal previsto no Projeto de Lei nº 2.330/2011, sujeito à mesma pena, é o marketing de emboscada por intrusão, que consiste em “Expor marcas, negócios, estabelecimentos, produtos, serviços ou praticar atividade promocional não autorizados pela FIFA ou por pessoa por ela indicada, atraindo de qualquer forma a atenção pública nos Locais Oficiais dos Eventos, com o fim de obter vantagem econômica ou publicitária” (artigo 19). 
Além da criminalização do marketing de emboscada, o Projeto de Lei nº 2.330/2011 prevê diversos outros instrumentos destinados à tutela dos direitos de propriedade intelectual da entidade organizadora e/ou dos patrocinadores da Copa do Mundo de Futebol 2014, tais como:

  • a anotação, pelo INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial, do alto renome das marcas que consistam em símbolos oficiais da FIFA, assegurando-lhes, por conseguinte, proteção especial, em todos os ramos de atividade, nos termos do artigo 125 da Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279, de 14.5.1996);
  • a anotação, pelo INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial, das marcas notoriamente conhecidas de titularidade da FIFA, assegurando-lhes, por conseguinte, proteção especial, independentemente de estar previamente depositadas ou registradas no Brasil, nos termos do artigo 126 da Lei da Propriedade Industrial;
  • a autorização para a FIFA e pessoas por ela indicadas para, com exclusividade, divulgar suas marcas, distribuir, vender, dar publicidade ou realizar propaganda de produtos e serviços, bem como outras atividades promocionais ou de comércio de rua, nos Locais Oficiais de Competição, nas suas imediações e principais vias de acesso;
  • criminalização de atos que consistam em reproduzir, imitar ou falsificar indevidamente quaisquer Símbolos Oficiais de titularidade da FIFA, bem como em importar, exportar, vender, oferecer, distribuir ou expor para venda, ocultar ou manter em estoque Símbolos Oficiais ou produtos resultantes da reprodução, falsificação ou modificação não autorizadas de Símbolos Oficiais, para fins comerciais ou de publicidade, salvo o uso destes pela FIFA ou por pessoa autorizada pela FIFA, ou pela imprensa para fins de ilustração de artigos jornalísticos sobre os Eventos; e
  • previsão expressa de diversos atos que, se praticados sem autorização da FIFA ou de pessoa por ela indicada, consideram-se ilícitos, tais como atividades de cunho publicitário ou promocional nos Locais Oficiais de Competição.

O aspecto que maior controvérsia causará na resolução dos conflitos entre, de um lado, os direitos de propriedade intelectual da entidade organizadora e dos patrocinadores da Copa do Mundo de Futebol e, de outro lado, os direitos de terceiros que pretendam desenvolver e divulgar as suas atividades durante a competição, por meio de campanhas publicitárias e estratégias de marketing, provavelmente será o limite geográfico em que estes poderão realizar a divulgação de seus produtos, serviços e/ou marcas.
Isso porque o Projeto de Lei nº 2.330/2011 veda tal prática não apenas nos Locais Oficiais de Competição, como também “nas suas imediações e principais vias de acesso”, ou seja, em locais públicos. Essa restrição, de questionável constitucionalidade face ao instituto da livre iniciativa e seus desdobramentos, certamente será objeto de questionamentos em caso de aprovação do Projeto de Lei nº 2.330/2011 em sua redação original.
A livre iniciativa constitui fundamento expresso da ordem econômica brasileira, conforme previsto no artigo 170 da Constituição Federal, e compreende a liberdade de comércio e indústria, que se consubstancia na faculdade de criação e exploração de uma atividade econômica a título privado e não sujeição dos particulares a qualquer restrição estatal senão em virtude de lei, bem como a liberdade de concorrência, que se manifesta na faculdade de conquistar lealmente a clientela, na proibição de formas de atuação passíveis de deter a concorrência e na neutralidade do Estado diante do fenômeno concorrencial, em igualdade de condições dos concorrentes.
A liberdade de concorrência concebida pela Constituição Federal pressupõe a lealdade: assegura-se aos particulares o direito de atrair a clientela de seus concorrentes, desde que não se valham, para tanto, de práticas desleais. Como afirma José de Oliveira Ascensão, “A concorrência supõe a liberdade; mas a concorrência livre deve ser a concorrência leal. As duas vertentes são complementares: nem a concorrência livre subsiste sem lealdade na concorrência, nem a invocação de deslealdade pode ser pervertida a ponto de pôr em causa a concorrência livre”.
O dever de lealdade, ínsito ao regime da livre concorrência, resulta, nas palavras de Carlos Alberto Bittar, do princípio da honestidade:
“(...) Com efeito, domina o mundo negocial o princípio da honestidade, pressuposto necessário ao regime da livre concorrência, ao qual se associa o da lealdade (ou correção profissional), voltado especialmente para o respeito e a defesa da concorrência, como pilastras mestras na matéria, como, aliás, se entende universalmente, devendo, a par disso, ajustar-se ao regime jurídico de sua atividade. (...)”
Desde que permeada pela lealdade, pela honestidade comercial, respeitando os limites validamente impostos pela lei, pela boa-fé e pelos bons costumes, a concorrência é salutar e encontra amparo na Constituição Federal. É exatamente por isso que não se mostra apropriada qualquer generalização no sentido de que toda forma de associação dos produtos, serviços e/ou marcas de terceiros a eventos desportivos que não patrocinam reputa-se ilícita.
Na ânsia pela criação de uma lei que contemple os interesses da FIFA e dos patrocinadores da Copa do Mundo de Futebol, o legislador, por meio do Projeto de Lei nº 2.330/2011, parece ter – se não desconsiderado – relegado a segundo plano os direitos, em especial aqueles que decorrem da livre iniciativa, assegurados pela Constituição Federal a terceiros interessados em divulgar os seus produtos, serviços e/ou marcas no escopo da competição.
Esse é um fator que, a se confirmar com a aprovação do Projeto de Lei nº 2.330/2011 em sua redação original, certamente implicará maior complexidade nos litígios entre a FIFA, os patrocinadores da Copa do Mundo de Futebol e terceiros interessados em divulgar os seus produtos, serviços e/ou marcas no escopo da competição, tornando mais dificultosa a demonstração e a constatação ou o afastamento da verossimilhança do direito em discussão, imprescindível para a sua tutela com a urgência que o evento, por ser de curta duração, exigirá.
Melhor seria se o legislador optasse por criar um diploma que, inclusive por meio da enumeração de condutas vedadas e permitidas aos patrocinadores do evento e também aos demais anunciantes, conferisse maior efetividade à resolução de conflitos entre os atores envolvidos na realização da competição, reprimindo abusos em ambas as direções, sempre com a observância dos direitos resguardados pela Constituição Federal.
A resposta definitiva do legislador a essa importante demanda será dada por meio do texto final da Lei Geral da Copa, quando de sua aprovação.

André Zonaro Giacchetta
Advogado. Sócio de Pinheiro Neto Advogados. Mestre em Direito Comercial pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Especialista em Direito Processual Civil pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Ciro Torres Freitas
Advogado. Associado Sênior de Pinheiro Neto Advogados. Mestrando em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Fonte: http://www.britcham.com.br/email/resenha_legal_0512.htm

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Copa do Mundo à vista: vamos pensar na otimização da aviação civil?


O crescimento do uso do transporte aéreo é evidente, mas o crescimento da infraestrutura e da capacidade de atendimento não está conseguindo acompanhar a demanda

Por Giovane Cesar

Viajar de avião está se tornando cada vez mais popular. Muitos fatores corroboram com este fato. Passagens mais baratas, maior renda das classes mais baixas, facilidades de pagamento etc. Como o Brasil é um país de grandes distâncias, nada mais natural, pois viagens longas são desgastantes, desagradáveis e não necessariamente baratas. As estatísticas da aviação civil no Brasil são impressionantes: somente em 2011 foram feitas mais de 1,7 milhões de decolagens domésticas transportando mais de 150 milhões de passageiros. O crescimento do movimento em relação a 2010 foi de 9,5%.

Além de passageiros, o transporte aéreo de cargas também está crescendo consideravelmente. Em 2011 foram transportadas mais de 600 mil toneladas de carga, o que representa um crescimento de 14,9% em relação a 2010. Diferentemente do transporte de cargas rodoviário e ferroviário, o transporte aéreo de cargas é muito rápido e voltado para as cargas prioritárias com validade muito curta como, por exemplo, o transporte de jornais e documentos.

O crescimento do uso do transporte aéreo é evidente, mas o crescimento da infraestrutura e da capacidade de atendimento não está conseguindo acompanhar a demanda. Poucos aeroportos, capacidade esgotada, torres de controle insuficientes, planejamento pouco eficiente das rotas de voo e o mau aproveitamento da força de trabalho têm trazido uma grande preocupação para todo brasileiro: "Imagina como será na Copa do Mundo". Com a aproximação dos dois grandes eventos internacionais, que irão acontecer em 2014 e 2016, é necessária uma mudança drástica de cenário. Os governos federais, estaduais e municipais estão fazendo o que podem sobre este assunto, principalmente nos programas PAC e PAC2, mas as empresas aéreas também devem buscar formas de melhorar a eficiência de suas operações.

Como a otimização matemática pode ajudar?
Dentre os benefícios possíveis que uma solução de otimização matemática pode oferecer a uma empresa de viação aérea estão: aumento de eficiência operacional, redução de custos sem prejudicar o conforto e a qualidade de atendimento aos passageiros e, principalmente, um melhor aproveitamento da infraestrutura disponível. É importante ressaltar que, ao conseguir tirar melhor proveito da infraestrutura disponível atualmente no país, as empresas aéreas passam a ser capazes de aumentar o movimento médio em suas aeronaves.

A otimização matemática pode ser usada para montar rotas eficientes que maximizem o uso das aeronaves, por exemplo, definindo quando devem ser usadas as aeronaves de mais capacidade de acordo com a projeção de demanda e os destinos seguintes. Esse tipo de melhoria é importante, pois não adianta uma aeronave com capacidade para 200 passageiros ir lotada para um destino sem que tenha outro uso para esta logo em seguida. Um modelo de otimização e uma boa projeção de demanda podem gerar roteiros e escalas mais eficientes.

Outra possibilidade de aplicação da otimização é em relação ao melhor aproveitamento da equipe de funcionários. A criação de um modelo matemático que leve em conta leis trabalhistas e determinações da ANAC sobre escalas de funcionários possibilitaria a criação de mapas de escala para equipes de solo e de voo mais eficientes, gerando um melhor aproveitamento das equipes disponíveis além da redução de custos. Dessa forma, cada funcionário seria alocado nas rotas de maneira a ficar o tempo correto no exercício de suas funções e, no caso de equipes de voos, de maneira que terminem seus turnos em locais que facilitem o retorno para seus respectivos lares.

Este é apenas mais um cenário onde a otimização matemática pode gerar grandes resultados para as empresas, tanto em aumento de produtividade quanto em redução de custos. Com a crescente necessidade da eficiência operacional, a otimização é uma solução para as empresas preservarem seus mercados.

Giovane Cesar -  Gerente consultor sênior de otimização na eWave do Brasil. Já atuou em grandes empresas como o banco Itaú e a America Latina Logística – ALL. 

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/cotidiano/copa-do-mundo-a-vista-vamos-pensar-na-otimizacao-da-aviacao-civil/58227/

terça-feira, 17 de julho de 2012

Fifa investigará processo de escolha das sedes das Copas 2018 e 2022


Comitê Executivo da entidade irá ouvir os dirigentes que participaram do processo

A Fifa iniciará uma investigação no processo de escolha das sedes da Copa do Mundo de 2018 e 2022, ocorrido em dezembro do ano passado e que pôs Rússia e Catar como países-sede das duas competições. O Comitê Executivo da entidade irá ouvir os dirigentes que participaram do processo.

À época, a Associação de Futebol Argentino (AFA) negou que o Catar tivesse oferecido dinheiro ao presidente da entidade, Julio Grondona, "para melhorar sua relação" com o dirigente, antes da escolha da sede da Copa do Mundo de 2022. Segundo o jornal americano "Wall Street Journal", o valor chegaria a US$ 78,4 milhões. Grondona é membro do Comitê Executivo da Fifa.

O catariano Bin Hammam, ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC), também foi acusado de ter desembolsado uma quantia para garantir votos a favor da candidatura do Catar como sede do Mundial. O dirigente era candidato à presidência da Fifa, mas desistiu da disputa com Joseph Blatter às vésperas do pleito após suspeita de corrupção. Depois, Hammam foi banido pela Fifa.

Já o ex-vice-presidente da Fifa, Jack Warner, também renunciou por acusações de corrupção. Ele seria um dos subornados por Hamman na tentativa de conseguir mais votos para o Catar. Warner, que também era presidente da Concacaf, chegou a ser suspenso por publicar uma mensagem do secretário-geral Jerome Valcke, na qual o dirigente dava a entender que a Copa 2022 foi comprada.

Em maio do ano passado, Joseph Blatter rebateu as acusações de corrupção no processo de escolha das sedes. Segundo o mandatário, o Comitê de Ética confirmou que "não existem elementos para abrir um procedimento" contra quatro dirigentes. Entre eles estavam Jack Warner e Ricardo Teixeira, então presidente da CBF.

Eleição
Na escolha da sede da Copa de 2022, ocorrida no dia 2 de dezembro de 2010, ocorreram quatro rodadas de votações. Na primeira, a Austrália foi eliminada, com apenas um voto. O Japão recebeu três, assim como os Estados Unidos, atrás de Coreia do Sul (quatro) e Catar (11).

Na segunda, foi a vez de os japoneses receberem apenas dois votos e deixarem o pleito. O país asiático ficou atrás dos sul-coreanos e dos americanos, que tiveram cinco votos, e dos catarianos, com dez.

A Coreia do Sul, com cinco votos, foi eliminada na terceira. Estados Unidos, com seis, e Catar, com 11, avançaram à fase final, em que os asiáticos venceram por 14 a 8.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10335/FIFA+INVESTIGARA+PROCESSO+DE+ESCOLHA+DAS+SEDES+DAS+COPAS+2018+E+2022.html

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Fifa investigará escolhas das sedes para as Copas do Mundo de 2018 e 2022


Comitê Executivo da Fifa pretende esclarecer os detalhes dos processos de escolhas para as próximas Copas do Mundo

O Comitê Executivo da Fifa irá investigar os processos de escolha das sedes para as Copas do Mundo de 2018 e 2022. Rússia e Qatar ganharam o direito de receberem os respectivos Mundiais, porém as escolhas foram cercadas de polêmicas por derrotarem candidaturas consideradas mais fortes.
O painel faz parte das reformas anti-corrupção planejadas pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter. O comitê Executivo irá indicar advogados, que terão a responsabilidade de comandar uma investigação independente.
O consultor anti-corrupção da Fifa, Mark Pieth, defende que a investigação é a chave para a modernização do futebol.
- Isso é fundemental neste sentido de modernização. Iremos encontrar com pessoas que participaram das votações, e colocar tudo às claras - disse Pieth ao jornal inglês "The Guardian".
Em dezembro do ano passado, as escolhas das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022 esteve cercada de suspeitas de subornos, e até troca de votos. Como por exemplo, o pacto que teria sido feito para que os delegados do Qatar votassem na candidatura de Portugal e Espanha, em troca de apoio para o seu projeto.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/copa-do-mundo/Fifa-investigara-escolhas-sedes-Copas_0_737926268.html#ixzz20oBqQlSL 

Beckenbauer nega irregularidades para a Alemanha sediar Copa 2006


Ex-jogador disse que as insinuações do presidente da Fifa, Joseph Blatter, são "incompreensíveis"

O principal responsável do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2006, Franz Beckenbauer, rejeitou nesta segunda-feira as insinuações do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de que a Alemanha "comprou" a oportunidade de sediar o torneio, afirmação que despertou um vendaval no meio futebolístico.

"Me soam completamente incompreensíveis as declarações de Sepp Blatter. O que foi decisivo (para a escolha da Alemanha como sede) foi o voto fechado dos europeus a nosso favor", afirmou o "Kaiser" ao jornal "Bild".

Em entrevista divulgada ontem pelo jornal suíço "SonntagsBlick", Blatter insinuou que teriam havido "irregularidades" na eleição que definiu a Alemanha como sede da Copa.

"Mundiais comprados... Lembrança que no momento da eleição alguém saiu. Assim, ao invés de 10 a 10, ficamos em 10 a 9 a favor da Alemanha. Me alegrei, porque não foi preciso um voto de desempate", disse Blatter, citando a fase final da votação, disputada entre as candidaturas alemã e sul-africana.

Ao ser questionado se a ausência de um dos membros da Fifa na reta final da eleição poderia representar um caso de corrupção, o presidente da entidade afirmou: "não, não suponho nada. O constato".

O secretário-geral da Federação Alemã de Futebol (DFB), Helmut Sandrock, qualificou ontem as insinuações como "nebulosas", com propósito de "desviar a atenção" sobre outros assuntos atualmente investigados.

Blatter está sob fortes pressões, especialmente da Alemanha, por não ter atuado com suficiente contundência contra a corrupção dentro da Fifa. O presidente da Liga Alemã, Reinhard Rauball, em uma recente entrevista por telefone, pediu a renúncia de Blatter, enquanto o da Federação Alemã de Futebol (DFB), Wolfgang Niersbach, afirmou que a Fifa está "consternada" pelos supostos casos de subornos.

Blatter, no entanto, manifestou repetidamente sua determinação de não jogar a toalha, apesar das pressões alemãs.

As tensões entre o presidente da Fifa e a Alemanha se acentuaram após as revelações de que João Havelange e Ricardo Teixeira são acusados de recebimento de suborno da empresa ISL em um processo na justiça suíça, e que Blatter teria conhecimento desse caso de corrupção.

O próprio Blatter admitiu, em recente entrevista ao site da Fifa, que ele é o anônimo "P1" que aparece no texto do processo aberto pela promotoria do cantão suíço de Zug por suspeita de fraude e que foi divulgado pela própria entidade.

O esclarecimento sobre a identidade de "P1" por Blatter aconteceu após a resolução do tribunal suíço que autorizou a divulgação do auto de arquivamento do caso ISL.

"P1" (Blatter) aparece citado em três ocasiões no documento tornado público pela Fifa na quarta-feira passada.

O texto revela que Teixeira recebeu da ISL pelo menos 12,74 milhões de francos suíços (US$ 13 milhões no câmbio atual) entre 1992 e 1997, e Havelange, 1,5 milhão de francos suíços (US$ 1,53 milhão) em 1997.

O documento estava sob sigilo desde junho de 2010, pouco depois de a promotoria, a Fifa e os dois dirigentes brasileiros terem feito um acordo para arquivar o caso.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10325/BECKENBAUER+NEGA+IRREGULARIDADES+PARA+A+ALEMANHA+SEDIAR+COPA+2006.html

domingo, 24 de junho de 2012

Olimpíadas e Copa do Mundo estimulam Marketing Esportivo, diz Patrick Nally


Considerado o pai do marketing esportivo, o britânico Patrick Nally conversou com a EXAME.com sobre a profissão e as perspectivas para os brasileiros

Por Amanda Previdelli

São Paulo – O fato de o Brasil ser sede de grandes eventos como os próximos Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de 2014 já movimenta diversos setores no país, especialmente os voltados à engenharia civil e turismo. Uma área que também promete forte crescimento e oportunidades de emprego, porém, é a do marketing esportivo – pouco explorada aqui por terras tupiniquins.

“O profissional do marketing esportivo pode trabalhar em eventos esportivos, federações, times e clubes e ainda em empresas patrocinadoras esportivas”, explica Patrick Nally, CEO e cofundador da West Nally, que já fez parcerias com a FIFA (Federação Internacional de Futebol) e o COI (Comitê Olímpico Internacional), responsáveis, respectivamente, pela Copa do Mundo de futebol e pelas Olimpíadas.

As áreas de trabalho também são muito diversas: pesquisa, promoção, ajuda legal, finanças, hospitalidade, segurança e patrocínio, entre outros. E falta gente no Brasil para todos eles. “Faltam, também, cursos específicos para que os jovens já entendam o mercado esportivo”, diz Nally.

Para quem tem interesse na área, o mercado é bastante promissor. Além da Copa e das Olimpíadas, o Brasil tem espaço para investimentos nos chamados “esportes mentais”, que são a grande aposta de Nally para o país. “Eles consistem em esportes como pôquer e xadrez, por exemplo. Dá para jogar online, as redes sociais ajudam na popularização e falta muito marketing na área”, conta o especialista. Outros esportes, principalmente lutas como o UFC, também se tornam mais populares e abrem espaço para patrocínios e eventos.

O próprio futebol ainda está longe de ter seu mercado saturado no país. Os clubes brasileiros têm problemas estruturais e baixo arrecadamento se comparados aos milionários europeus. “Falta responsabilidade, controle, gerenciamento de recursos e fiscalização. O Brasil tem muito potencial. Falta marketing”, explica Nally. Para ele, esse é o momento para o país alcançar as cifras milionárias europeias.

“O Brasil precisa de estrutura, mas em dois ou três anos é possível elevar o nível do Campeonato Brasileiro para a Premier League (campeonato inglês). E lá, cada clube tem cerca de 15 a 20 profissionais no marketing. Multiplica isso pela quantidade de clubes só da Série A do Brasileirão. Isso é muito emprego sendo criado”, prevê o britânico.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/olimpiadas-e-copa-do-mundo-estimulam-marketing-esportivo-diz-patrick-nally

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Itaú percorre cidades sede da Copa do Mundo da FIFA 2014™ para debater oportunidades de negócios


São Paulo recebeu no dia 21 de junho (quinta-feira), o Seminário Itaú Empresas. Entre os palestrantesJay Neuhaus, diretor de marketing da FIFA no Brasil; e Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, secretário especial de articulação da SECOPA e coordenador do COMCopa. Ilan Goldfaln, economista chefe do Itaú Unibanco, apresentou os impactos econômicos que o maior evento esportivo do mundo deve gerar

São Paulo - Para o Itaú, banco oficial da Copa do Mundo da FIFA 2014™, o jogo já começou. Ao longo do ano, o banco promoverá debates nas 12 cidades sede com o objetivo de mostrar à comunidade empresarial que já é hora de entrar em campo. A iniciativa, denominada Seminário Itaú Empresas, tem como objetivo reunir empresários, autoridades, entidades e academia para discutir os impactos econômicos e as oportunidades de negócios que serão gerados por conta da Copa do Mundo da FIFA 2014™. O evento também aborda como pequenos e médios empresários podem aproveitar a oportunidade para crescer de maneira sustentável e de que maneira devem se preparar.

O Seminário Itaú Empresas já passou pelo Rio de Janeiro, por Porto Alegre, Brasília e, hoje (21), foi a vez de São Paulo receber o evento. A iniciativa contou com a participação de Ilan Goldfaln, economista chefe do Itaú Unibanco; Jay Neuhaus, diretor de marketing da FIFA no Brasil; Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, secretário especial de articulação para a Copa do Mundo da FIFA 2014™ (SECOPA) e Coordenador do Comitê Municipal da Copa (COMCopa); Ricardo Azevedo, autor do livro “O Brasil e a Copa do Mundo”; e Heloisa Prass, diretora de marketing do Panrotas. A mediação ficou por conta do economista Ricardo Amorim. Nos próximos meses, o evento ocorrerá também em Curitiba, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Cuiabá, Salvador, Manaus e Natal.

Segundo dados apurados pelo Itaú Empresas, nos próximos três anos haverá incremento de cerca de três milhões de turistas, sendo dois milhões de estrangeiros e um milhão de brasileiros, no país. Essa população extra incrementará toda a economia. O volume financeiro movimentado por esses turistas deve gerar receitas adicionais de aproximadamente R$ 5 bilhões para as empresas brasileiras, beneficiando especialmente os setores de hotelaria, transporte, comunicações, cultura, lazer e comércio varejista.

Para não perder esse jogo, os empresários precisam estar preparados. Isso tem que se dar de maneira adequada e escalonada para o aumento de demanda, treinando a mão de obra, investindo em equipamentos e aumento de produção, planejando novas contratações e se prevenindo para possíveis ajustes de rota. Primeiramente, os empresários devem avaliar se o setor em que estão inseridos será impactado, mesmo que indiretamente. Depois, precisam estudar profundamente o seu público consumidor, os seus concorrentes e a sua rede de fornecedores. Com essas informações em mãos, o próximo passo é elaborar um plano de negócios bem detalhado que contemple as ações pré, durante e pós evento.

Segundo Marcos Massukado, diretor comercial do Itaú Empresas, a comunidade empresarial deve estar atenta às oportunidades dos próximos anos, pois o país receberá não apenas a Copa do Mundo da FIFA 2014™, mas outros eventos importantes como a Copa das Confederações em 2013, a Copa América em 2015 e os eventos esportivos no Rio de Janeiro em 2016. O executivo ressalta que as oportunidades serão muitas, mas as empresas precisam se preparar desde já. A antecedência e o planejamento cuidadoso serão imprescindíveis, e o alinhamento entre planejamento financeiro, estratégia de marketing e gestão de pessoas será fundamental.

“Temos grandes exemplos de países e cidades que se transformaram com eventos esportivos dessa magnitude. Queremos o mesmo para o Brasil, porque acreditamos no potencial do empresariado brasileiro. Importante que o empresário tenha visão de longo prazo e foque no legado que a Copa do Mundo da FIFA 2014™ pode deixar para o seu negócio. E não falo apenas em relação ao aspecto financeiro, mas também de qualificação de mão de obra, de melhoria na qualidade do serviço e do produto, e na criação de uma relação perene com os seus clientes, que prime pela transparência e pelo bom atendimento. É essa mensagem que queremos passar para a comunidade empresarial”, finaliza Massukado.

Impactos macroeconômicos da Copa do Mundo da FIFA 2014 -Segundo estudo liderado por Ilan Goldfajn, economista chefe do Itaú Unibanco, a Copa do Mundo da FIFA 2014™ deve ampliar o PIB em 1,5 ponto percentual e gerar cerca de 250 mil empregos no Brasil. Além disso, cerca de 165 milhões de potenciais consumidores no país devem gastar de US$ 3 bilhões a US$ 6 bilhões até 2014.

“Boa parte do impacto econômico da Copa do Mundo da FIFA 2014™ virá de grandes obras de infraestrutura. Mas os efeitos multiplicadores deste crescimento inicial, bem como os efeitos da melhor infraestrutura pós-evento espalhará os benefícios para as pequenas e médias empresas”, afirma Ilan. As 12 cidades-sede do torneio devem receber R$ 142 bilhões em investimentos para a preparação do maior torneio mundial de futebol. Somente em infraestrutura devem ser investidos R$ 37 bilhões, na construção de estádios R$ 7,2 bilhões, no setor de telecom R$ 4,2 bilhões e no de segurança R$ 4,1 bilhões. Já o consumo deve receber incremento de R$ 8 bilhões até 2014.

Em paralelo, haverá um forte avanço no consumo da classe média. Em levantamento realizado pelo banco, até 2014 a classe média deve crescer 23%, passando de 114 milhões para 140 milhões de pessoas, fator que também proporcionará aumento de demanda para as pequenas e médias empresas. “Na América Latina em geral, e no Brasil em particular, a alta participação de pequenas e médias empresas na atividade econômica destoa da média mundial. Desta forma, boa parte do crescimento econômico do país nos próximos anos será sustentado por este segmento”, conclui Ilan, economista-chefe do Itaú Unibanco.

Seminário Itaú Empresas – São Paulo, no dia 21 de junho (quinta-feira),das 09 às 12 horas ,no Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, Parque do Ibirapuera - Portão 3)

Mediador -Ricardo Amorim (mediador e palestrante) - Economista formado pela USP, Ricardo Amorim é pós-graduado em Administração e Finanças Internacionais pela ESSEC de Paris. Atua no mercado financeiro desde 1992, trabalhou em Nova York, Paris e São Paulo sempre como economista e estrategista de investimentos.

Palestrantes e debatedores-Jay Neuhaus, diretor de marketing do FIFA Brazil Office - Jay iniciou a sua carreira como gerente de eventos na TEAM Marketing AG, agência de marketing esportivo responsável pela organização da UFEA Champions League, na Suíça. Em 2003, o executivo passa a morar em Lisboa para ocupar a diretoria de instalações do UEFA EURO 2004. Na ocasião, Jay foi responsável pelos preparativos e gerenciamento dos 10 estádios utilizados durante o evento. Em 2005, passou a ocupar a diretoria de marketing da FIFA e teve como desafio definir o direito de uso de imagem pelas afiliadas comerciais da FIFA de todas as competições realizadas pela entidade, incluindo a Copa do Mundo da FIFA™. Em outubro de 2010, o executivo mudou-se para o Rio de Janeiro para liderar os preparativos para a Copa do Mundo da FIFA 2014™ e, desde então, ocupa a diretoria de marketing do FIFA Brazil Office.

. Ilan Goldfajn é economista-chefe do Itaú Unibanco e sócio do Itaú BBA. Atuou como diretor de política econômica do Banco Central (2000-2003) e economista do FMI (1996-1999). Foi sócio-fundador e gestor da Ciano Investimentos (2007-2008) e sócio da Gávea Investimentos (2003-2006), onde atuou como responsável pela pesquisa macroeconômica e análise de risco. Ilan foi diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa em Economia da Casa das Garças (2006-2009), professor do Departamento de Economia da PUC-Rio (1999-2008) e professor assistente na Universidade de Brandeis, em Massachusetts (1995-1996). Foi consultor de organizações internacionais como Banco Mundial, FMI e ONU, do governo brasileiro e do setor privado. É autor de livros, artigos e papers acadêmicos sobre política econômica, além de escrever mensalmente para os jornais O Globo e O Estado de São Paulo. Ilan obteve seu mestrado pela PUC-Rio e o doutorado pelo MIT.

.Gilmar Tadeu Ribeiro Alves - secretário especial de articulação para a Copa do Mundo da FIFA 2014™ (SECOPA) e coordenador do Comitê Municipal da Copa (COMCopa) - órgãos vinculados à Prefeitura da Cidade de São Paulo. Nascido em 1955, é formado em Engenharia Agrônoma pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP). Foi chefe de gabinete na Assembleia Legislativa e assessor parlamentar na Câmara Municipal, além de assessor do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

.Ricardo Azevedo - CEO Alpha Co Brasil. Docente na Universidade Federal da Bahia/Escola de Administração e Universidade Anhembi/Morumbi (SP). Atua em dois projetos associados a Copa do Mundo da FIFA (Arena Castelão em Fortaleza e Arena Independência em Belo Horizonte), além de assessoria especial do comitê da Copa do Mundo da FIFA da cidade de São Paulo. É autor do livro “O Brasil e a Copa do Mundo”, publicado em 2010.

.Heloisa Prass é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Bernardo do Campo em São Paulo. Atua há 20 anos no setor de turismo, nas áreas de hotelaria, eventos e viagens corporativas. É diretora de marketing do PANROTAS, principal veículo de comunicação no setor de turismo. Assina o blog “Além da Cama” com suas experiências e visões sobre viagens.

Calendário dos próximos Seminários Itaú Empresas: .Curitiba - 07 de agosto |.Belo Horizonte - 16 de agosto |.Fortaleza - 27 de agosto|.Natal – 05 de setembro |.Recife - 20 de setembro |.Cuiabá - 10 de outubro |. Salvador - 17 de outubro |.Manaus - 07 de novembro.

O Itaú Unibanco é o maior conglomerado financeiro da América Latina e está entre os maiores bancos do mundo em valor de mercado e, entre eles, é a instituição com maior ROE (retorno sobre o patrimônio). Fruto da fusão entre duas grandes instituições financeiras, o banco consolidou sua liderança como banco especialista no mercado de pequenas e médias empresas, buscando identificar as melhores soluções financeiras para necessidades específicas de seus clientes.

Além disto, o Itaú se estruturou para ser um grande parceiro de negócios de seus clientes, buscando orientá-lo de acordo com as necessidades do dia a dia e abordando temas que agreguem valor e efetivamente contribuam para a melhoria do desempenho financeiro dos negócios. Esse papel se traduz, dentre outras iniciativas, na realização de uma série de eventos voltados ao empresário nos quais são abordados temas como educação e gestão financeira, segurança e agilidade nos processos, tecnologia, gestão de mudanças e cenário macroeconômico.

Somente em 2010, foram realizados 21 encontros desse tipo em 15 cidades, impactando cerca de 20 mil clientes. Em 2011, o Seminário Itaú Empresas passou por Florianópolis, Manaus, Belém, Recife, Curitiba, Brasília, Campo Grande e Vitória, atingindo quase quatro mil pessoas. A realização da série de 12 seminários sobre os impactos econômicos da Copa do Mundo da FIFA 2014 faz parte desse posicionamento.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=207585