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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Rio forma policiais militares em segurança de eventos esportivos


Ação tem como objetivo preparar os policiais para atuar em eventos como a Copa e as Olimpíadas

O Grupo de Policiamento em Estádios (Gepe) da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro deu início ontem (10) à etapa teórica do primeiro curso de Policiamento em Praças Desportivas, feito em parceria com a Federação de Futebol do Rio.

A ação tem como objetivo preparar os policiais para atuar nos campeonatos regionais e também nos grandes eventos esportivos, como a Copa das Confederações, Copa do Mundo e as Olimpíadas.

O programa tem duração de cinco semanas, e a previsão é que 80 policiais militares sejam formados até fevereiro de 2013. Nas aulas teóricas serão abordados temas como riscos de segurança, gerenciamento de crise, planejamento operacional para campeonatos internacionais, entre outros.

As disciplinas teóricas são ministradas na sede da Federação de Futebol e, eventualmente, no Batalhão de Choque da PM, como informou o comandante do Gepe, tenente-coronel João Fiorentini.

“O Gepe tem uma doutrina muito forte, bem sucedida, de atuação em eventos de uma forma geral, só não tínhamos ainda essa doutrina no campo teórico. Algumas matérias do curso eram apresentadas ao policial de forma espaçada. Então nós condensamos todos esses ensinamentos e outros já aplicados para os grandes eventos que a nossa cidade vai sediar, para que o policial esteja cada mais capacitado a atuar em todas as situações. O objetivo é simples, trazer a paz para o futebol”, disse o comandante.

Segundo o coordenador do curso, capitão Fabiano Gomes da Costa, todos os dias são oferecidas aulas expositivas e práticas. “Nós vamos passar para eles [os policiais] onde estão fundamentadas legalmente as ações do Gepe. Vamos trabalhar o comportamento social em estádio, para que possam conhecer o comportamento da massa e agir antecipadamente. Trabalhamos mais ou menos com a proporção de um homem para cada 250 torcedores. Se as ações não forem pautadas na técnica, você pode comprometer todo o trabalho da sua equipe”, disse o capitão.

As aulas práticas sobre utilização de armamento químico, munição controlada e método de defesa policial, entre outros tópicos, começaram na última segunda-feira (3). A formação será continuada e todos os 206 policiais do Gepe farão o curso.

Na ação, estão trabalhando conjuntamente as polícias Militar e Civil, além da Guarda Municipal. “Durante anos, nós tentamos resolver os problemas do futebol no Rio sozinhos, e é impressionante como este ano, só de nos juntarmos com a Polícia Civil, trabalhando de modo integrado, as coisas estão andando em uma velocidade muito maior, então a gente viu que o caminho é mesmo a integração”, avaliou Costa.

De acordo com a Polícia Militar, recentemente o Gepe foi apontado como a melhor unidade brasileira de policiamento em estádios. A premiação foi concedida no 3º Seminário de Torcidas Organizadas e Uniformizadas, promovido pelo Ministério do Esporte em junho em São Paulo. A indicação foi feita por representantes das torcidas organizadas de futebol de todo o país.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11169/RIO+FORMA+POLICIAIS+MILITARES+EM+SEGURANCA+DE+EVENTOS+ESPORTIVOS.html

sábado, 8 de setembro de 2012

Coca-Cola lança plano de capacitação para Copa de 2014


A Coca-Cola vai iniciar em 2013 um projeto de capacitação de profissionais para eventos esportivos. As primeiras competições que a empresa vai focar no projeto são a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014, que serão realizadas no Brasil.

A ideia da empresa é aproveitar jovens que estejam no primeiro emprego e prepará-los para funções como promoção em estádios e eventos paralelos aos jogos.

A ideia da Coca-Cola é ter 120 jovens formados para a Copa das Confederações, dobrar esse número para a Copa do Mundo e posteriormente fazer um projeto específico para os Jogos Olímpicos de 2016.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/26/26688/Coca-Cola-lanca-plano-de-capacitacao-para-Copa-de-2014/index.php

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O esporte pode peitar a TV?


Por Erich Beting

O jogo entre Estados Unidos e Brasil foi o segundo com maior audiência da Globo nas noites de quarta-feira (leia a matéria completa aqui). O resultado é reflexo direto do horário de início do jogo na telinha. A partida às 21h fez com que a seleção tivesse, num jogo mediano, audiência equivalente à partida de despedida de Ronaldo ou aos confrontos pela Copa do Mundo de 2010.

Os números servem para corroborar a tese de que, se fosse exibido mais cedo na TV, o futebol com certeza daria mais audiência e, assim, geraria ainda mais valor na hora em que os clubes fossem negociar os seus contratos. Do outro lado, porém, a Globo perde audiência com o futebol. A novela que antecede a transmissão, desde sempre, tem mais audiência, o que faz com que a emissora prefira não perder tanto público no horário nobre, que vai até cerca de 22h.

Mas aí entra a grande questão. Nos EUA, o jogo do Brasil foi marcado para 20h07 (horário de Washington) para atender à exigência da ESPN, detentora dos direitos sobre a partida amistosa. Os sete minutos após as 20h foram propositais para a emissora fazer parte de sua entrega comercial antes do jogo.

O fato é que é impossível conceber o esporte atualmente sem a presença da televisão. Ela prolonga o alcance do evento, permite que mais receita seja gerada a partir da exibição mundial de uma competição e, também, mobiliza as pessoas em torno da disputa. Por isso mesmo, muitas vezes a TV manda mais do que obedece no relacionamento com as entidades esportivas. Basta lembrar que, na última edição dos Jogos Olímpicos, as competições da natação foram modificadas para atender às exigências da TV americana, que paga mais da metade dos US$ 2 bilhões em direitos de transmissão das Olimpíadas.

Por aqui, a força da TV aberta muda um pouco a relação. Isso, do ponto de vista do esporte, é ruim. Enfraquece ainda mais o lado da corda na disputa por espaço em horário nobre na telinha. Prova disso é o futebol, que não consegue mudar de forma alguma o horário imposto pela TV, especialmente nas noites de quarta-feira.

Para reflexão, sem qualquer conclusão a ser tirada. O esporte pode peitar a TV? Um jogo de futebol às 21h de quarta-feira ficou claramente provado que consegue ter mais audiência do que de costume. Mas, mesmo assim, ele não é suficiente para bater a programação regular da emissora. O cenário se complica ainda mais num país como o Brasil, que tem a Globo concentrando sempre mais da metade da audiência na televisão. A saída é o esporte se fortalecer para, a partir disso, conseguir debater uma alteração de horário para as emissoras. Enquanto não chegar a esse patamar, a balança sempre vai pender para quem tem mais dinheiro.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/06/01/o-esporte-pode-peitar-a-tv/

domingo, 10 de junho de 2012

Preço de ingressos sobe mais que inflação

Enquanto IPCA aumentou 0,36% me maio, o valor dos bilhetes cresceu 1,64%

Os preços dos ingressos para jogos tem aumentado mais do que a inflação brasileira. Em maio, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial de inflação, teve alta de 0,36%, o valor dos ingressos subiu 1,64%. No acumulado em 12 meses, o ingresso teve alta de 7,25% e o IPCA de 4,99%.
Esse não é um fenômeno recente. De 2007 (ano em que o Brasil foi escolhido como sede da Copa do Mundo de 2014) até mês passado, os preços dos tickets esportivos aumentaram 127%.
"A melhora da condição econômica da classe média e do desejo em gastar com o entretenimento faz com que um jogo de futebol, por exemplo, esteja junto de outras atividades", diz Amir Somoggi, diretor da área de consultoria esportiva da BDO Brazil.
Como exemplo, os times Corinthians e Santos comercializam ingressos de até 300 reais para os jogos da semifinal da Libertadores. Há pacotes hoje que chegam a 800 reais. "Os clubes também aproveitam esse tipo de momento para subir os preços", afirma Clarisse Setyon, coordenadora do curso de Pós-Graduação em Gestão e Marketing do Esporte da ESPM.
Segundo especialistas, a tendência é que o preço dos ingressos continue a subir nos próximos anos, com a melhora da infraestrutura dos estádios para a Copa do Mundo, em 2014. "A tendência é de alta. O que também deve acontecer é que os estádios terão mais áreas para um público corporativo", afirma Ricardo Hinrichsen, diretor de novos negócios da Brunoro Sport Business.
Em 2011, a maior receita de bilheteria do País foi do Corinthians, com R$ 27 milhões. Hoje, segundo Clarisse, da ESPM, a participação da bilheteria na renda dos clubes não chega a 9% - no passado, era de 12%.
O mercado global de gestão de arena movimenta cerca de US$ 50 bilhões por ano, mas, no Brasil, esse valor não chega a R$ 500 milhões.

(com Agência Estado)
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/preco-de-ingressos-sobem-mais-que-inflacao

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A concorrência com conglomerados internacionais

Por Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos em 31/01/2012 na edição 679


Os canais pagos dedicados aos esportes ganharão um concorrente de peso a partir de 5 de fevereiro de 2012. A Fox Sports, do conglomerado News Corporation, de Rupert Murdoch, monta base no Rio de Janeiro e imediatamente passa a transmitir com exclusividade na TV por assinatura brasileira o principal torneio de futebol do continente: a Copa Santander Libertadores.
Com promessa de cinco narradores e mais de 70 profissionais em sua estrutura, a Fox Sports ocupará oficialmente o espaço do Speed, que não está no pacote básico da TV por assinatura, começando com um público estimado de 3,5 milhões de espectadores. Já que a pretensão é exibir todos os jogos do torneio, o canal FX, também pertencente ao grupo, será utilizado para transmissões todas as vezes que no mesmo horário ocorrerem duas partidas.
A Fox Sports também obteve o direito de transmitir com exclusividade a Copa Bridgestone Sul-Americana no segundo semestre, retirando os dois campeonatos da SporTV, empresa ligada às Organizações Globo. Como os torneios europeus, com destaque para a Liga dos Campeões da Europa, estão há anos com os canais ESPN (Disney) – que terá que dividir a transmissão da Premier League (Campeonato inglês) na temporada 2012-1013 com o novo concorrente no Brasil –, a SporTV só poderá transmitir jogos de futebol organizados no país, aproveitando-se dos privilégios político-institucionais da Rede Globo de Televisão.
Exclusividade do Canal Combate
Além disso, apesar de apresentar dificuldades em tirar profissionais de outras emissoras, inclusive de TV aberta, a maioria dos contratados anunciados pela Fox Sports é ex-funcionária das Organizações Globo, casos do comentarista José Ilan (Globoesporte.com e ex-repórter da Rede Globo), do repórter Victorino Chermont (SporTV) e dos narradores João Guilherme e Marco de Vargas (SporTV). Já o vice-presidente do novo canal é Eduardo Zebini, que trabalhou por mais de uma década como diretor de esportes da Rede Record e participou das primeiras disputas travadas por direitos de transmissão esportiva, na segunda metade da década passada.
Cogitou-se até que a transmissão da Libertadores em TV aberta pela Rede Globo ficaria restrita a um jogo por semana para toda a rede, ao contrário do que tem acontecido, quando a emissora coloca uma partida diferente para cada núcleo (São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Nordeste). Em nota oficial, nos últimos dias de 2011, a Globo afirmou que transmitirá os dois jogos com brasileiros na Pré-Libertadores (Flamengo e Internacional) e, a partir da fase de grupos, duas partidas por rodada, reafirmando a posse exclusiva dos direitos de transmissão do torneio em TV aberta até 2018.
A SporTV ganha mais uma concorrente de peso. Além dos torneios sul-americanos de clubes de futebol, a Fox Sports já começa com 11 campeonatos de tênis, cerca de oito competições de automobilismo – dentre elas a Nascar, principal categoria estadunidense – e um pacote de lutas. Mesmo com a parceria com o UltimateFightingChampionship (UFC) nos Estados Unidos, onde transmitiu o evento pela primeira vez em TV aberta para todo o território, em novembro de 2011, o canal ainda não se posicionou se tirará a exclusividade do Canal Combate (pay-per-view do SporTV) sobre a atração esportiva que mais cresce no Brasil nos últimos anos.
Transmissão esportiva
A curiosidade sobre esta disputa é que se presumia que existisse um acordo tácito das Organizações Globo com a News Corp. em que não haveria concorrência por pacotes de conteúdos até então pertencentes à empresa brasileira. Afinal, os dois conglomerados comunicacionais foram parceiros por muito tempo na posse da Sky (hoje Sky/Directv), na segunda onda globalizante do audiovisual brasileiro, que tem como marcas a privatização do setor de telecomunicações e sua aproximação com empresas tradicionais que operavam na televisão paga, numa associação entre oligarcas regionais e grandes empresas globais.
Além disso, os canais Globosat e a Fox são sócios nos canais Telecine que, dentre outros produtos e serviços, coproduz filmes com a Globo Filmes e demais produtoras do país, como são os casos de Assalto ao Banco Central (Marcos Paulo, 2011) e O Palhaço (Selton Mello, 2011).
Essa mudança de paradigma já é um reflexo das alterações oriundas da Lei do Audiovisual (12.485/2010), que exige 30% de produção nacional nos canais de TV por assinatura e permite maior participação das grandes empresas mundiais no setor, especialmente no que concerne à posse de operadoras, agora sem limite para o capital estrangeiro. Lembra-se que os grandes conglomerados empresariais atuam tanto nas telecomunicações quanto na produção e distribuição do conteúdo. Este caso reflete também a importância da transmissão esportiva enquanto mercadoria, a ponto de superar antigas alianças.
Filão da TV aberta
A concorrência direta de dois grandes conglomerados, no que tange aos esportes na TV por assinatura – representados pelos canais Fox Sports e ESPN –, pode representar um risco ainda maior para as Organizações Globo nas próximas negociações dos direitos de transmissão de campeonatos nacionais de futebol. Isto pode mudar o estágio atual, de monopólio do direito de transmitir na maioria das mídias, confirmado, por exemplo, no último contrato assinado com os clubes para o Campeonato Brasileiro de Futebol, válido até 2015.
Se as barreiras impostas pela Globo na televisão aberta, por conta de seu padrão tecno-estético e de suas relações político-institucionais, foram, e ainda são, difíceis de serem rompidas, elas são bem mais frágeis na TV paga, onde o confronto envolve organizações com larga experiência internacional, em termos de produção e distribuição de audiovisual, com capitais muito superiores aos dos radiodifusores nacionais.
As novas barreiras que passam a ser construídas pelos conglomerados globais podem ser intransponíveis para os tradicionais oligarcas do mercado audiovisual brasileiro. Por isso a aversão – apresentada já em 2002, quando da necessidade de se fixar em 30% a quantidade de capital estrangeiro nas empresas de comunicação mais tradicionais (TV, rádio e jornal) – em permitir a entrada desses grupos num filão como o é a televisão aberta, já que 63% dos recursos publicitários do mercado nacional vão para este meio de comunicação.
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[Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos são, respectivamente, professor titular no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos e mestrando no mesmo programa]

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Gasto com publicidade e patrocínio em eventos esportivos dobra

Dados da IFM Sports Marketing Events apresentados pelo especialista alemão, Bernd Proske, durante palestra em São Paulo revelam que o setor movimentou US$ 25 bilhões em 2002, saltando em 2011 para aproximadamente US$ 50 bilhões.

De acordo com Proske, um dos fundadores da Proske Sports, 90% dos gastos com publicidade e patrocínio em 2010 foram vinculados a eventos esportivos e envolveram questões como hospitalidade, logística, merchandising, mídias sociais, relações públicas e comunidade em geral.

O especialista explica que eventos esportivos chamam a atenção das grandes companhias porque mexem com a emoção e podem ser explorados por meio da hospitalidade. Estandes, restaurantes, eventos para clientes e tudo que está ligado ao patrocínio é capaz de tornar a ação ainda mais efetiva.