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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A guardiã de todos os segredos


Executiva responsável pela escolha do mascote dos Jogos se prepara para driblar o assédio de curiosos em nova maratona na busca do personagem ideal que represente a Rio 2016

RIO - A diretora de Marcas do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2016, Beth Lula, é uma mulher cheia de segredos. Durante meses, ela coordena a equipe que acompanha o desenvolvimento de símbolos do evento, cujos lançamentos seguem um calendário ditado por estratégias de marketing do qual a palavra vazamento não faz parte do dicionário — ao menos, até agora.
Beth foi uma das primeiras a conhecer a concepção final das logomarcas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, por exemplo. O próximo desafio é a seleção, entre escritórios de design, daquele que será responsável pelo desenvolvimento das mascotes do evento. Mas há muitas outras coisas a fazer que precisam da aprovação do Comitê Olímpico Internacional (COI) e, em alguns casos, das confederações esportivas. Nessa lista, estão, por exemplo, o design das medalhas, as tochas e os pictogramas que identificam os esportes, só para citar alguns.
— A escolha das mascotes tem um papel importante nos preparativos para as Olimpíadas. Pelo lado comercial, porque são responsáveis, em média, por 25% das receitas das vendas de produtos alusivos aos Jogos. Mas também são os personagens olímpicos que mais vão interagir com os espectadores em eventos públicos antes ainda dos Jogos — explica Beth.
Os personagens brasileiros só serão conhecidos no segundo semestre de 2014, provavelmente após o término da Copa do Mundo. Tempo suficiente para desenvolver os produtos e registrá-los em escritórios de patentes de alcance mundial, num esforço para evitar a pirataria. As mascotes serão apresentadas ao público, simultaneamente, na forma de souvenires, desenhos animados, aplicativos para a internet e brinquedos. Se as mascotes brasileiras farão tanto sucesso quanto o ursinho Misha dos Jogos Olímpicos de Moscou (1980), lembrado até hoje, só o tempo dirá.

Mascote poderá falar
Mas, se conseguir se tornar popular como o solzinho Cauê, mascote dos Jogos Pan-Americanos de 2007, ganhará, como ele, direito a mordomias. No Pan, Cauê tinha até secretária particular para cuidar de sua agenda de compromissos.
O Comitê Organizador ainda não decidiu se os personagens olímpicos e paraolímpicos apenas farão coreografias e mímicas ou também dialogarão com o público. Geralmente, as mascotes olímpicas são úteis para preservar a fantasia dos espectadores. Por isso, normalmente, os organizadores evitam apresentar os atores que os representam. Formada em produção editoral pela UFRJ, com mestrado em publicidade em Strathclyde (Glasgow), Beth conta que sua experiência com Olimpíadas começou em Sidney, no ano 2000:
— Foi por acaso. Trabalhava para uma das patrocinadoras dos Jogos Olímpicos e me interessei pelo tema. Acabei recebendo um convite para desenvolver o departamento de marketing do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) — recorda-se.

Anima Mundi dá consultoria
No caso das logomarcas, o Rio inovou ao apresentar a primeira versão em 3D da história dos Jogos. Portanto, tentar algo novo no universo das mascotes será um dos maiores desafios do concurso, do qual só poderão participar empresas brasileiras, uma forma de estimular a indústria criativa nacional. Podem se inscrever produtoras de animação, cinematográficas, agências de design, publicidade e estúdios de ilustração com experiência anterior na criação e desenvolvimento de personagens voltados para publicidade. Exige-se também que apresentem de três a 10 trabalhos já realizados na última década, institucionais, educacionais ou de entretenimento, preferencialmente para animação. Beth Lula afirma que o processo seletivo contou com a consultoria da empresa Anima Mundi e acontecerá por etapas, obedecendo as regras que foram divulgadas no mês passado.

Personagem deve ser ‘atleta’
Na primeira fase, os interessados devem apresentar, até 7 de janeiro de 2013, uma série de documentos com informações sobre as empresas, principalmente, experiências anteriores. No dia 21 de janeiro, sai o resultado da pré-seleção com as 30 empresas que vão continuar no processo. Os semifinalistas terão até 14 de março de 2013 para apresentarem os personagens conceituais. Desses, dez serão selecionados para um pré-desenvolvimento de marca, inclusive com ilustrações, nas quais os personagens deverão estar praticando esportes. Os melhores trabalhos passam para a fase final, que começa em 24 de maio. Até a divulgação do resultado, Beth Lula estará às voltas com segredos que todos querem saber, mas que ela, mais uma vez, protegerá até o final.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/a-guardia-de-todos-os-segredos-6831571#ixzz2E0wTNQTM 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Corinthians e Barcelona lideram redes sociais


O Barcelona e o Corinthians lideram o ranking de clubes mais populares no Facebook e Twitter, maiores redes sociais.  Quando a pesquisa engloba o mundo todo o clube espanhol lidera. Levando em conta apenas os latino-americanos o campeão da Copa Santander Libertadores assume a ponta.

No Twitter, foram contabilizados todos seguidores de cada clube. Já no Facebook fizeram parte da contagem aqueles que clicaram no botão “curtir”. Somente os perfis oficiais foram utilizados na pesquisa.

O Barcelona soma 33.882.493 fãs no Facebook e 6.174.243 no Twitter, totalizando 40.056.736. Em segundo lugar esta o Real Madrid com um total de 35. 900. 324 e completando o pódio figura o Manchester United (26.782.095).

O Corinthians aparece só em 13° lugar na classificação geral. Mas, considerando apenas os países latino-americanos, ele lidera com 2.766.940 torcedores no Facebook e 1.165.084 no Twitter, um total de 3.932.024. Na sequência aparecem Boca Juniors (3.887.461) e Flamengo (3.487.643).

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26195/Corinthians-e-Barcelona-lideram-redes-sociais/index.php

domingo, 1 de julho de 2012

As mídias sociais e o esporte: a era da comunicação digital


Por Rodrigo Ribeiro

Hoje em dia é quase impossível viver sem estar conectado ao menos a uma rede social. Estas são fontes de notícias, entretenimento, interação com determinado grupo e, comercialmente, a grande “mina de ouro” para atingir e fidelizar milhares de consumidores. E, neste contexto, o esporte está pra lá de engajado.

Tempos atrás, era preciso esperar o dia seguinte – ou pelo menos longas horas – para se ter notícias e comentários com relação a resultados e estatísticas no esporte. Hoje a interação começa antes do evento em si, com atualizações em tempo real. Veja esse interessante vídeo, comparando as mídias convencionais com as redes sociais, nos mais diversos segmentos.

Não é segredo para ninguém que o segmento esportivo é o que gera maior número de tweets por segundo – ainda mais em um grande evento como Super Bowl, Final de Copa do Mundo e Champions League, por exemplo -  de acordo com dados do próprio Twitter. Falando de audiência, 50% das pessoas que estão acompanhando uma partida – seja pela TV, internet, rádio e etc. – também estão conectados às redes sociais: as marcas têm milhares de consumidores sedentos por interações e, de acordo com a pertinência, propensos à fidelização. Nessa linha, para promover ações inovadoras com potencial de grande repercussão, o desenvolvimento de aplicativos é quase uma regra. Eles aumentam a qualidade do engajamento. Ter muitos seguidores não é o mais importante, é preciso conversar e engajar os clientes e fazer com que as ações conversem com o público das mais diversas maneiras: promoções e sorteios nas fanpages das marcas, fotos com maior pertinência em determinado assunto no Instagram ou Flickr, plugs no Foursquare e divulgação por meio do Youtube. Enfim, os meios são diversos, o fim é chegar ao consumidor.

Falando das “correntes” que são formadas, o sinal # mostra o quanto ativações geram curiosidade e audiência. É quase um slogan, um ideal a ser seguido. E isso gera buzz.

Vamos a alguns exemplos muito interessantes: a NBA já lançou camisetas de estrelas da Liga com seus respectivos perfis do Twitter. A ideia, claro, é um sucesso. No último final de semana, durante a final da Uefa Champions League, em praticamente os 120 minutos de jogo, algum assunto relacionado à disputa estava nos Trending Topics Wordwide no Twitter. O infográfico abaixo, divulgado pelo site Mashable Entertainment,  mostra quão comentada foi a grande final.



E o Brasil?

É sabido que o Brasil tem um potencial enorme em matéria de redes sociais. Para exemplificar, o país é onde o Facebook tem maior alcance entre os internautas, de acordo com um estudo feito pela Nielsen. O perfil de Kaká no Twitter, o @KAKA, possui mais de 10.500.000 seguidores, número maior que grandes empresas multinacionais. Por falar em grandes atletas, nada melhor do que ter brasileiros com grande alcance mundial e alto valor comercial para interagir e se trabalhar no mundo digital. Nesta semana o site SportsPro Media divulgou que Neymar, Lucas e Anderson Silva estão entre os 50 atletas com maior potencial de marketing no mundo, sendo que o craque santista lidera a lista. Definitivamente temos boas perspectivas comerciais. A chave é interagir, engajar e fidelizar.

Fonte: http://negocioesporte.wordpress.com/2012/05/23/as-midias-sociais-e-o-esporte-a-era-da-comunicacao-digital/

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Curitiba será palco de debate sobre gestão do futebol


Depois de sediar a primeira edição do Fórum Internacional de Futebol – Footecon – fora do Rio de Janeiro, Curitiba irá oferecer mais um encontro com o futebol ganhando atenção especial. Nos próximos dias 16, 17 e 18, a capital paraense será palco da segunda edição do Simpósio de Futebol, onde entrarão em discussão questões acerca da gestão profissional nos clubes.
O evento faz parte da preparação da cidade para receber a Copa do Mundo de 2014, e tem o objetivo de capacitar profissionais envolvidos no esporte. Entre os conferencistas, estão o treinador do Paraná, Ricardinho, o consultor motivacional Evandro Mota, o sociólogo Maurício Murad e o superintendente de futebol do Coritiba, Felipe Ximenes.
O Simpósio de Futebol ocorrerá na Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR), e será o segundo de quatro grande projetos visando o Mundial de 2014 a acontecer na capital do estado.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ouro pelos trilhos


Por Jorge Luiz Rodrigues

Com 149 anos de existência, o metrô de Londres está se preparando para ver seu fluxo de pessoas transportadas aumentar significativamente nas Olimpíadas

LONDRES - Antes mesmo de se tornar a capital olímpica de 2012, o uso do transporte público é a medalha de ouro no dia a dia dos cidadãos londrinos, que fazem cerca de 3,5 milhões de viagens diárias só de metrô. Mas a chegada de 10.500 atletas, 21 mil integrantes da mídia e cerca de 881 mil visitantes extras durante as Olimpíadas — de 25 de julho a 12 de agosto — fez com que a capital inglesa tomasse medidas não menos dispendiosas na tentativa de evitar que a festa do esporte signifique o caos na rotina de uma das metrópoles mais importantes do mundo.
Se algum turista ou cidadão londrino preferir não ficar imprensado num dos trens do metrô que levam ao Parque Olímpico com o aumento do fluxo de passageiros, é bom se planejar. A campanha "Get ahead of the Games" ("Chegue à frente dos Jogos") usa histórias curiosas e cartazes criativos, como o de dois brutamontes da luta greco-romana saindo de um vagão, para incentivar a população e as empresas a planejar e a priorizar os deslocamentos durante o período do megaevento.
Mesmo com 13 linhas de metrô e outras sete de superfície, além de variados ramais de trens urbanos, Londres lançou, no fim do ano passado, a campanha nacional para encorajar os usuários do sistema a assegurar que não só a capital inglesa, mas outras cidades britânicas, não sejam prejudicadas pelo programa das Olimpíadas. Segundo números do London Partners e da Associação Britânica de Hospedagem, a capital inglesa recebe a expressiva média de 1,5 milhão de visitantes a cada mês de agosto. Porém, com os Jogos, terá 294 mil turistas estrangeiros adicionais e outros 587 mil vindos de todas as partes do Reino Unido.
Outdoors nas ruas, pôsteres bem-humorados nas estações de trem, de metrô e nos ônibus, além de anúncios nas rádios, nas TVs e nos jornais, juntamente com $nas redes sociais, buscam a comunicação direta com os usuários de transportes públicos. No site (www.getaheadofthegames.com) e nas mídias sociais, como o Twitter (@gaotg), a campanha mostra quais estações, dias e horários haverá demanda acima do normal, incentivando os passageiros normais a buscar rotas alternativas e linhas menos congestionadas.
No site e no Twitter, os usuários recebem as últimas informações e sugestões de como se planejar para o período dos Jogos e evitar as áreas de tensão e de maior demanda, como as estações Stratford, Westminster, London Bridge, Bank, Canary Wharf, Liverpool Street e West End, entre outras.

PROGRAMA EM TRÊS FASES
A campanha "Chegue à Frente dos Jogos" é coordenada pela Olympic Delivery Authority (ODA), equivalente à Autoridade Pública Olímpica dos Jogos Rio-2016, e pelo TfL (Transporte para Londres), es$écie de secretaria de transportes. Os dois órgãos calculam que só os portadores de ingressos farão 20 milhões de viagens durante os 19 dias das Olimpíadas — sendo três milhões no dia com maior número de eventos (4 de agosto). Por isso, a ODA e o TfL têm trabalhado com empresários, comerciantes e empresas para que a cidade possa lucrar com a estimativa de uma injeção de 750 milhões de libras na economia só com os gastos dos visitantes.
— A campanha tem três fases: a primeira foi focada em aumentar o conhecimento sobre onde e como o transporte público será afetado no período dos Jogos — explica, ao GLOBO, Nancy Ryder, porta-voz do TFL.
A fase dois da campanha está em andamento e mostra as alternativas disponíveis para evitar congestionamentos e superlotação, como trabalhar em diferentes horários e locais, trocar as reuniões por teleconferências, e até alternativas de transporte, como o uso de bicicletas e $caminhadas onde é possível.
— A terceira e última fase começará em junho e vai encorajar cada usuário a adotar essas medidas, assegurando que ele "Chegue à frente dos Jogos" — acrescenta Ryder.
Empresas que, durante o período dos Jogos, permitirem aos seus funcionários executar tarefas em casa, também são incentivadas e citadas na campanha. Mais de 180 já assinaram um protocolo e respondem por 350 mil funcionários.
— Por sorte, vou poder trabalhar três ou quatro dias da semana de casa, mas seria melhor estar de férias durante os Jogos — brinca a analista de sistemas Sue Maddison, passageira diária da Central Line, a linha vermelha do metrô, normalmente uma das mais procuradas do sistema e que liga o Centro ao Parque Olímpico, vizinho da estação Stratford.
Sue mora em Leyton, apenas uma estação acima do epicentro dos Jogos, e trabalha no Centro. Nos dias em que não puder fazer suas tarefas de seu apartamen$, terá de fazer uma maratona de metrô, ônibus e trem urbano para evitar a Central Line.
— Serão duas semanas. Não vai ser tão mal assim. Só espero que estejamos realmente preparados para isso — diz ela.
Para os Jogos, a cidade colocou 8,8 milhões de ingressos à disposição dos espectadores e 200 mil pessoas trabalhando na organização, entre funcionários, voluntários, staff de segurança e de empresas prestadoras de serviços. Cada portador de ingresso terá direito a viagem gratuita de ida e volta no transporte público no dia do evento que adquiriu.

NOVO TREM FUNCIONARÁ 24 HORAS
O orçamento da campanha é de £ 8,8 milhões (R$ 27,7 milhões), com 100% do investimento custeados pela ODA. As atividades irão até o fim dos Jogos Paralímpicos, que começarão pouco mais de duas semanas após o encerramento das Olimpíadas e acontecerão de 29 de agosto a 9 de setembro, com mais 4.200 atletas, 6.500 profissionais de im$e 2,2 milhões de ingressos.
Apesar da infraestrutura de transporte público, que faz o Rio imaginar o tamanho do desafio que terá pela frente, daqui a quatro anos, Londres ainda investe bilhões de libras em novos trens, plataformas e linhas. Como a do metrô de superfície que também passa em Stratford, estação vizinha ao Parque Olímpico; e a do trem de alta velocidade, que liga a estação Saint Pancras, parada do Euro Star, a nova estação de Stratford Internacional em apenas sete minutos, de olho nos turistas estrangeiros.
O novo trem desta última, batizado de Javelin (dardo), funcionará 24 horas por dia no período dos Jogos e servirá também aos jornalistas internacionais, que dormirão em hotéis na região de Euston, a 600m da estação Saint Pancras, e trabalharão no Centro Internacional de Rádio e TV e no Centro Principal de Imprensa, ambos no Parque Olímpico, distante cerca de 20km.
Tudo para ninguém chegar atrasado aos Jogos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/ouro-pelos-trilhos-5020875#ixzz1vuaedsjW 

Opinião: Enquanto isso, em competições menores no município que sediará os Jogos Olímpicos de 2016, o "sistema" de trens extras não funciona como anunciado pela empresa. Deixando uma espera de 30 minutos após o horário anunciado. Pode-se verificar no planejamento de Londres um real esforço para que o transporte funcione, sem grandes reinventar a roda.