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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

É possível provar que o Catar comprou a Copa de 2022?


Por José Antônio Lima

A revista France Football, tradicional publicação esportiva francesa, traz em sua edição desta terça-feira 29 um especial de 15 páginas no qual afirma que o governo do Catar comprou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022. A suspeita não é nova. A novidade é que, segundo, a France Football, estariam envolvidos na suposta conspiração nomes costumeiramente ligados a outras maracutaias, como o do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, além de políticos de envergadura internacional, como o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy e o príncipe-herdeiro do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani. Faltam provas para corroborar as acusações da France Football, mas, triste para o futebol, as denúncias são plausíveis.

A reportagem dá a entender que o governo do Catar montou um imenso esquema para “convencer” os 22 membros do Comitê Executivo da Fifa a escolher a candidatura da nação árabe.

Teixeira e o presidente da Associação Argentina de Futebol (AFA), Julio Grondona, teriam sido cooptados graças a um amistoso entre Brasil e Argentina disputado em novembro de 2010 no Catar. Segundo a revista, a CBF costumava recebe 1,2 milhão de dólares por amistoso, mas naquele partida faturou 7 milhões de dólares. Valor semelhante teria ficado com a AFA e Grondona.

Votos da África teriam sido comprados da mesma forma. Segundo a France Football, o presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), o camaronês Issa Hayatou, e Jacques Anouma, da Costa do Marfim, teriam recebido 1,5 milhão de dólares cada um para votar a favor do Catar. Essa acusação é antiga. Foi feita em 2011 por Phaedra Almajid, ex-integrante da campanha do Catar para a Copa de 2022. Posteriormente, Almajid voltou atrás das acusações e disse ter sido motivada pela raiva que sentiu após perder o emprego. A revista francesa acrescenta, no entanto, que o Catar investiu 1,25 milhão de dólares num congresso da CAF para ter acesso exclusivo aos quatro eleitores do continente.

A cooptação do Catar se deu também na Europa. Para obter o voto de Ángel María Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol, o Catar ofereceu uma troca de votos. O acordo envolveria a colocação do peso dos eleitores do Catar também ao lado da candidatura conjunta de Portugal e Espanha para a Copa do Mundo de 2018, que acabou sendo dada à Rússia.

Para obter o voto do ex-jogador Michel Platini, hoje presidente da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), as apostas teriam sido mais altas. Segundo a France Football, Platini teria recebido diretamente de Sarkozy o pedido para votar no Catar por “questões geopolíticas”. A conversa teria ocorrido no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, e teria incluído o príncipe-herdeiro do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani. Em troca do voto, o Catar faria dois investimentos na França: a compra do Paris Saint-Germain, um clube de futebol, e a abertura da beIN Sport, canal esportivo de televisão. Ambos realmente viraram realidade.

Para corroborar sua tese, a France Football lembra outros fatos curiosos. O principal deles é o e-mail, surgido durante uma investigação de corrupção, no qual o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, dizia que o Catar havia “comprado” o direito de sediar a Copa. Valcke admitiu ter escrito a mensagem, mas afirmou que o fizera em sentido figurado. A France Football entrevistou ainda o ex-funcionário da Fifa Guido Tognoni, segundo quem a entidade é corrupta e o lobby do Catar era tão forte que derrotou até o ímpeto inicial do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de levar a Copa de 2022 para os Estados Unidos.

A reportagem da France Football chama a atenção pois é um apanhado geral, com algumas novidades, de todos os escândalos que circundam a escolha do Catar. Faltam, ainda, provas cabais de que alguns dos 22 membros do executivo da Fifa receberam dinheiro para votar pelo país árabe. A publicação diz que enviará as evidências obtidas para a Fifa, mas é custoso acreditar que a entidade, afundada em denúncias, investigará os seus próprios. Como CartaCapital mostrou nesta reportagem de julho passado, o Catar é um país pronto a percorrer caminhos longos, e caros, para ganhar influência. Seu governo faz isso de modos legais, com investimentos em setores estratégicos como água, energia, mídia e bancos; questionáveis, como armar os rebeldes sírios que lutam contra Bashar al-Assad; e tem meios para fazer de forma ilegal, subornando dirigentes esportivos.

A história do esporte e de seus grandes eventos mostra que não seria propriamente uma inovação por parte do Catar. A monarquia autoritária estaria apenas levando a corrupção a um outro patamar para garantir sua escolha. Se todas as denúncias forem verdadeiras, o esquema talvez jamais seja provado, por mais verossímil que pareça. Enquanto as federações esportivas forem caixas-pretas, sujeitas a todo tipo de influência e nenhum controle externo, e tiveram patrocinadores dispostos a investir e um público feliz em consumir, nada vai mudar. Ou o esporte se torna mais transparente, ou escândalos como esse vão continuar se acumulando.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/e-possivel-provar-que-o-catar-comprou-a-copa-de-2022/

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Petroleira do Qatar apoia mundial de clubes de vôlei


A edição 2012 do Mundial de vôlei de clubes, que será realizada no Qatar, tem um novo patrocinador. A competição será apoiada financeiramente pela Qatar Petroleum (QP), que não divulgou o valor investido na iniciativa.

A QP assinou contrato nesta semana com a associação de vôlei do Qatar, que organiza o torneio internacional pelo quarto ano consecutivo. Inicialmente, a parceria abarca apenas a edição 2012 do evento.

“Essa não é a primeira vez em que a QP investe no esporte. Temos uma enorme responsabilidade de ajudar a comunidade, e por isso sempre investimos em áreas como social, cultura e esporte”, relatou Ali Nasser Telfat, gerente de comunicação da petroleira.

A edição deste ano, agendada para acontecer em Doha, será a última de um ciclo do Mundial no Qatar. O Brasil será representado por Sollys∕Nestlé no feminino e pelo Sada∕Cruzeiro no masculino.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26747/Petroleira-do-Qatar-apoia-mundial-de-clubes-de-volei/index.php

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Fifa inicia investigação contra Bin Hammam por suposto desvio de fundo


Comissão de Ética da entidade decidiu instaurar o processo depois de ter excluído o dirigente

A Comissão de Ética da Fifa abriu uma investigação contra o catariano Mohammed Bin Hammam por suposto desvio de fundos quando ocupava a Presidência da Confederação Asiática de Futebol, informou nesta sexta-feira o principal órgão do futebol mundial.

O presidente da Comissão de Ética da Fifa, Michael J. García, decidiu instaurar a investigação duas semanas depois de ter excluído Bin Hamman de maneira provisória - por um prazo de 90 dias - de qualquer atividade relacionada com o futebol, tanto no âmbito nacional como no internacional.

A Fifa responde à decisão do Tribunal de Arbitragem Desportivo (CAS), que anulou a suspensão vitalícia de Bin Hamman por falta de provas.

O ex-mandatário está sendo acusado de subornar membros da Confederação Caribenha de Futebol (Concacaf) para que votassem nele nas próximas eleições presidenciais da Fifa.

A entidade explicou que a intenção da medida foi "prevenir interferências, com o estabelecimento da verdade" sobre o comportamento de Bin Hammam em relação às supostas irregularidades cometidas em seu tempo como principal responsável do futebol asiático.

Uma auditoria, que ficou conhecida no mês passado, apontou que Bin Hamman enriqueceu com fundos da Confederação Asiática e entregou milhares de dólares a amigos e parentes.

A auditoria "Pricewaterhousecoopers" revelou que Bin Hammam gastou US$ 700 mil (R$ 1,4 milhão) das contas bancárias da CAF em seu benefício pessoal, comprando artigos de luxo para seus familiares e amigos.

O catariano seria o único rival do atual presidente da Fifa, Joseph Blatter, nas eleições presidenciais da entidade, mas as denúncias de corrupção fizeram que com que ele fosse excluído da disputa.

Por sua vez, o CAS afirmou, em meados de julho, que não é possível provar que o catariano subornou membros da Concacaf para conseguir votos.

O CAS destacou, no entanto, que "é mais provável do que improvável que Bin Hammam seja a fonte do dinheiro (repartido aos delegados)" e que de nenhuma maneira estabeleceu uma afirmação de inocência em relação com o catariano. "O único papel dos juízes é concluir que as provas são insuficientes", acrescentou.

A Fifa iniciou a investigação sobre o comportamento de Bin Hammam após uma denúncia do secretário-geral da Concacaf, o americano Chuck Blazer, que disse, junto ao presidente da entidade, o trinitino Jack Warner, que foi oferecido US$ 40 mil (R$ 80,7 mil) em troca dos dois votos.

Após suspender o catariano de forma provisória, a Fifa resolveu excluir, em agosto de 2011, Bin Hamman de maneira vitalícia por violação do código ético do organismo. Em setembro, o comitê de apelação da Fifa confirmou a sanção e em novembro, Bin Hamman apelou aos CAS.

Antes de ser suspenso de forma temporária, a Fifa havia expressado sua "preocupação" pela decisão judicial do CAS e lembrou que o catariano tem outras investigações abertas pela Confederação Asiática de futebol por irregularidades.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10513/FIFA+INICIA+INVESTIGACAO+CONTRA+BIN+HAMMAM+POR+SUPOSTO+DESVIO+DE+FUNDO.html

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Rede Globo garante transmissões das Copas do Mundo de 2018 e 2022


Emissora prorroga contrato com a Fifa e garante com exclusividade o direito de exibir as edições que serão realizadas na Rússia e no Qatar

Em comunicado oficial divulgado no site da Fifa nesta terça-feira à tarde, a entidade confirmou que a Rede Globo garantiu com exclusividade os direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e de 2022, no Qatar. O contrato dá à Globo o direito de exibir o evento em território brasileiro com distribuição para todas as plataformas: TV aberta, TV fechada, internet e telefones celulares. A emissora já possui os direitos para a transmissão do Mundial de 2014, que será realizado no Brasil.

Segundo o secretário geral da FIFA, Jérôme Valcke, “a força e o poder de distribuição da Globo garantem que a competição será acompanhada pelo maior número possível de pessoas no território brasileiro”. Ele acrescentou que este foi um fator determinante para prolongar o acordo com a Globo.

O presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, também manifestou seu entusiasmo.
- Por mais de 40 anos, a Globo e a Fifa desenvolveram uma parceria muito frutífera, que trouxe ótimos resultados para ambas as partes. Durante todos estes anos, a Fifa conseguiu fazer do futebol o esporte mais popular, com um grande público em todo o mundo, e a Globo se sente orgulhosa de ser parte desta história. O mais importante para a Globo é permitir que os espectadores sintam-se participando da competição, como se eles próprios estivessem dentro do campo de jogo. Por esta razão, nós estamos orgulhosos de prolongar esta parceria - disse o presidente das Organizações Globo Roberto Irineu Marinho.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2012/02/rede-globo-garante-transmissoes-das-copas-do-mundo-de-2018-e-2022.htmlhttp://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2012/02/rede-globo-garante-transmissoes-das-copas-do-mundo-de-2018-e-2022.html


A FIFA tem o prazer de anunciar a prorrogação de seu acordo de direitos de transmissão com a Rede Globo para a Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018™ e a Copa do Mundo da FIFA Qatar 2022™. O acordo com a maior empresa midiática do Brasil abrange a transmissão via cabo, satélite, terrestre, móvel e por internet de banda larga em todo o país.

“A força de distribuição da Globo em um território tão vasto como o Brasil garante que a competição possa ser seguida pelo maior número de pessoas possível e esse foi o fator determinante na nossa decisão em prorrogar o acordo com a Globo”, disse Jérôme Valcke, Secretário-geral da FIFA.

“Durante mais de 40 anos, a Globo e a FIFA desenvolveram uma parceria muito frutífera, o que proporcionou recompensas significativas para ambos. Durante todos esses anos, a FIFA obteve êxito na tarefa de tornar o futebol o esporte mais popular com uma enorme audiência em todo mundo e tem muito orgulho de fazer parte disso. O mais importante para a Globo é possibilitar que os telespectadores façam parte das competições, como se estivessem eles próprios no gramado. Por essa razão, nós estamos orgulhosos por prorrogar essa parceria", disse o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho.

A Globo, parceira de transmissão da FIFA desde 1970, comprometeu-se com uma cobertura e uma presença sem precedentes da Copa do Mundo da FIFA Brasil™ e em diante, incluindo uma cobertura em TV aberta, como acordado entre as duas partes e conforme as políticas de distribuição da FIFA.

A Globo está entre as maiores emissoras do mundo e é uma inovadora na produção futebolística que proporciona aos torcedores, de forma consistente, as melhores imagens e coberturas possíveis.

Fonte: http://pt.fifa.com/aboutfifa/organisation/news/newsid=1591135/index.html

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A dez anos do Mundial, Catar-2022 já tem gerenciadora de legado


Comitê catariano contrata empresa para supervisionar obras de estádios e infraestrutura

O Comitê Supremo do Catar para a Copa de 2022, órgão que controla os preparativos para o primeiro Mundial de Futebol no Oriente Médio, anunciou a contratação da empresa CH2M Hill para supervisionar a implantação de toda a infraestrutura relacionada ao evento.

O contrato inclui instalações esportivas, como estádios e centros de treinamento, mas também obras de tranporte, como o novo aeroporto internacional da capital Doha e a rede nacional de metrô. A CH2M Hill também faz o gerenciamento das obras da Londres-2012.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/9170/A+DEZ+ANOS+DO+MUNDIAL+CATAR2022+JA+TEM+GERENCIADORA+DE+LEGADO.html