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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Kalil reclama da organização do Mineirão sugere especialistas para administrá-lo


Falta de água, higiene e serviços gerou reclamação de torcedores e do presidente atleticano

O presidente Alexandre Kalil não poupou críticas a Minas Arena, empresa responsável por administrar o Mineirão. O mandatário alvinegro afirma que ficou impressionado com a situação que presenciou no estádio, com bares fechados e falta de água para os torcedores. O próprio Kalil garante que ficou sem água, e que teve dificuldades para chegar ao vestiário do Atlético-MG.

"O Mineirão tem que ser tocado por quem é do ramo. Estádio de futebol é um negócio muito complicado, sei por que administro um. Tenho a administração do estádio, comercializo e sei que não é brincadeira. Chamar o povo de Minas para chegar ao meio-dia e não ter água para beber. No meu camarote não tinha água no banheiro, e eu fiquei muito triste. Eu não conseguia chegar ao vestiário do Atlético-MG, ninguém sabia falar onde erra, fiquei impressionadíssimo", disse Kalil em entrevista ao canal  Bandsports.

Kalil garante que o Atlético-MG já não tinha intenções de atuar no Mineirão, e que depois do que ocorreu no clássico, a vontade de continuar no Independência aumentou ainda mais. Kalil entende que alguns transtornos eram comuns de ocorrer em um jogo de estreia, mas que faltar água, é falta de preparo, e não problema técnico.

"O Mineirão não era interessante, e ontem (domingo) foi um negócio que eu recebi muitas manifestações da torcida do Atlético-MG, falando que estava com saudade do Independência. Nossa casa é o Independência, e lá não acontece nada de ruim. Poderia acontecer alguns problemas sim, como aconteceram no Independência, mas tudo tem um limite. Você abrir uma porta e não ter água mineral, isso não é um problema técnico, e um despreparo absoluto", disparou.

Questionado sobre o revés alvinegro, Kalil afirmou que o Atlético-MG perdeu quando podia, e garantiu que o Atlético-MG vai ficar com o título Mineiro. "Perdemos na hora certa, uma hora que podíamos perder, mas vamos ser campeão. Não vai ser invicto, como foi no ano passado, mas seremos campeões novamente. Vamos colocar a cabeça no lugar, pés no chão, porque nome não ganha jogo. Temos ir lá e lutar para procurar as vitórias", encerrou.

Fonte: http://esporte.ig.com.br/futebol/2013-02-04/kalil-reclama-da-organizacao-do-mineirao-sugere-especialistas-para-administra-lo.html

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Co-criação vira meio para marca ativar Copa


Por Erich Beting

Um dos grandes caminhos para a inovação dentro das empresas está na aplicação do conceito de co-criação. Basicamente a ideia é fazer com que os consumidores de uma marca contribuam na produção de novos produtos e soluções para ela, que assim consegue manter-se relevante para o mercado. 

A Sony vai tentar aplicar esse conceito para ativar o seu patrocínio à Copa do Mundo. A empresa lançou um desafio na Campus Party, grande encontro da indústria da tecnologia, que acontece nesta semana em São Paulo. Os campuseiros, como são chamados os participantes, foram incentivados a participar de um desafio para montar um aplicativo para telefones, tablets e televisões da marca que tenham como tema o Mundial.

A primeira etapa do projeto se encerra no próximo dia 3 de fevereiro. Os projetos que forem selecionados ganharão viagens para outras Campus Party ao redor do mundo. A segunda etapa é a criação dos aplicativos, que deve ser entregue até o mês de abril. Os projetos que forem usados pela marca serão premiads em R$ 15 mil.

"Nossa meta é fazer com que todo mundo possa participar da Copa do Mundo. Por isso mesmo fomos à Campus Party e lançamos o desafio de se fazer aplicativos para nossa plataforma", disse Lúcio Pereira, gerente de marketing digital da Sony.

O desenvolvimento de aplicativos é a grande aposta da empresa para engajar os consumidores com o projeto "Campo Sony", site de relacionamento que norteia os investimentos da marca na ativação do patrocínio à Copa do Mundo. O primeiro aplicativo lançado chama-se "Vibraí", e transforma o telefone celular numa espécie de amplificador de um grito de torcida.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/copadomundo/28/28346/Co-criacao-vira-meio-para-marca-ativar-Copa/index.php

Copa vai nortear comunicação da Sony até 2014


Por Erich Beting

O patrocínio à Copa do Mundo de 2014 vai nortear toda a comunicação da Sony no Brasil. O slogan "A Copa da Sua Vida" passará a ser o mote de todas as campanhas publicitárias da marca pelos próximos 18 meses. O conceito tem a ver com o momento único para boa parte da geraçao de consumidores dos produtos da empresa no país, segundo explicou Carlos Paschoal, gerente geral de marketing da Sony no Brasil.

"A tendência é de que outra Copa do Mundo no Brasil só aconteça daqui a 80 anos. Então muito provavelmente essa será a única Copa que veremos. Daí surgiu a ideia de que temos de fazer desse evento o melhor de nossas vidas", disse o executivo durante o lançamento da plataforma de comunicação da marca voltada ao Mundial.

O slogan deve nortear todo anúncio da empresa de eletrônicos na mídia, além de convergir também para o projeto "Campo Sony", plataforma digital para engajar o consumidor à Copa do Mundo. Para Paschoal, esse uso do Mundial pelos próximos meses deverá fazer com que a empresa não abandone o futebol depois que o torneio acabar.

"É muito difícil não usar mais o futebol. Vamos esperar as negociações com a Fifa a partir do ano que vem para saber como vamos nos comportar", disse Paschoal, acrescentando que será possível, no caso de a empresa não renovar com a Fifa o patrocínio à Copa do Mundo, buscar alguma alternativa dentro do futebol brasileiro.

"O futebol é um produto que conversa com todas as classes sociais. É um meio de falarmos com todos os públicos", afirmou o executivo.

Ao todo, a Sony vai investir R$ 500 milhões no Brasil até 2014. Nesse valor, além do investimento em marketing, está o de desenvolvimento de produtos e ampliação de fábricas. A meta, com todos esses investimentos, é manter em cerca de 20% o crescimento anual da empresa no país. Em 2014, inicialmente, a Sony planeja ter 25% de crescimento. Atualmente, o Brasil é o terceiro país com maior faturamento nos negócios da companhia. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/28/28340/Copa-vai-nortear-comunicacao-da-Sony-ate-2014/index.php

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

SANTA MARIA E A COPA

Por Osmar de Oliveira

Era evidente que a tragédia de Santa Maria, ganhasse manchetes em todo o mundo. Pelo que li e ouvi, um caso semelhante na França. Também uma danceteria e com público muito jovem. Faz 10 anos. Todo mundo já foi julgado. Pegaram cana o dono do local, o empresário da banda, a empresa de segurança e até sobrou uma pena menor para uma rádio que sorteou ingressos. Todos cumpriram parte da pena e já estão em liberdade condicional.

Mas parte da imprensa na Inglaterra passou a ver essa tragédia no Brasil de outra forma. Jornalistas lembram que só faltam 500 dias para a Copa do Mundo e perguntam se todos os locais públicos aqui, estão devidamente fiscalizados, com alvarás atualizados, com seguranças treinados e com eficientes brigadas contra o fogo. Na Europa e nos Estados Unidos, muitos locais semelhantes, além das portas de escape ( amplas portas de saída) também tem o que eles chamam de portas de pânico para uma mais rápida evacuação do público.

Exageros ou oportunismos, não interessa. O que importa é que essa tragédia em Santa Maria, sirva de lição . Mas que não sirva por causa da Copa.  E sim como obrigação do setor público em fiscalizar melhor, autorizar o que merece ser autorizado e legislar com mais rigor e mais brevidade.

Temos aqui no Brasil a mania de pensar que nada vai acontecer nestas terras. É um conceito cultural que precisa ser mudado urgentemente. Cultura não se muda tão rápido mesmo com tragédias. Então tem que ser na marra. E marra tem que ser feita com legislação.

A propósito . Todos os estádios brasileiros da Copa estão preparados para um esvaziamento rápido de um público de milhares de pessoas ?  Ou vamos continuar pensando que terroristas trocam uso de armas por uma bela partida de futebol !

Fonte: http://drosmar.com/santa-maria-e-a-copa/

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

SIMPLIFICADA A ENTRADA NO BRASIL DE PRODUTOS DE DELEGAÇÕES CREDENCIADAS PARA MEGAEVENTOS


Norma da Anvisa engloba alimentos, medicamentos, cosméticos, perfumes e materiais médicos que serão dispensados de licença de importação. Substâncias de uso proscrito no Brasil, como drogas e entorpecentes, continuam proibidas de serem importadas

Resolução publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Diário Oficial da União desta terça-feira (08.01) simplifica a entrada, em território nacional, de bens e produtos das comitivas e delegações internacionais durante megaeventos realizados no Brasil. A norma engloba alimentos, medicamentos, cosméticos, perfumes, materiais médicos e outros produtos de interesse à saúde humana.
De acordo com a norma, esses produtos serão dispensados de licença de importação. Entretanto, é preciso que o responsável pela organização do evento apresente à Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados da Anvisa, com antecedência de 30 dias, um termo de responsabilidade com a relação dos produtos sob  vigilância sanitária que serão importados pelas delegações.
A norma é valida para produtos utilizados exclusivamente pelas delegações e comitivas credenciadas para participar do evento. Os produtos liberados deverão retornar ao país de origem em até 30 dias após o término do evento.
Produtos de consumo pessoal ficarão dispensados de controle pela autoridade sanitária. Já as substâncias de uso proscrito no Brasil, caso das drogas e entorpecentes, continuam proibidas de serem importadas.

Fonte: http://www.copa2014.gov.br/pt-br/noticia/simplificada-entrada-no-brasil-de-produtos-de-delegacoes-e-comitivas-credenciadas-para

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Por Copa, Wise Up assina por dois anos com Kaká


A Wise Up irá lançar a sua primeira campanha para promover o patrocínio da Copa do Mundo de 2014. E o jogador escolhido para se juntar ao ator Rodrigo Santoro foi Kaká, que assinou um contrato de dois anos com a escola de idiomas.

"Com o patrocínio da Copa das Confederações e da Copa do Mundo decidimos reforçar o nosso casting. Agora, além do Rodrigo Santoro, que está no time há cinco anos, contratamos o Kaká. Entendemos que essa dupla de craques vai nos trazer muitos resultados positivos. E pelo entrosamento deles, visto durante as filmagens da campanha, temos certeza de que a Wise Up vai dar um show de bola.", disse Sandro Serzedello, diretor de marketing da Wise Up.

A peça foi criada pela agência Yeah!, e teve a produção da Mindset Films. A campanha será veiculada em diversas plataformas, como TV, revistas, mídia exterior e internet.

A agência de marketing esportivo Octagon foi a responsável por gerenciar o contrato entre Wise Up e Kaká. Além disso, a agência foi responsável pelo planejamento estratégico da campanha e pelo conceito "Eu falo inglês. Eu falo futebol." O jogador é cliente da Octagon desde 2011. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/28/28062/Por-Copa-Wise-Up-assina-por-dois-anos-com-Kaka/index.php

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Debate discute investimento em estados que não participarão da Copa


Audiência terá a participação do ministro Aldo Rebelo e do presidente da CBF, José Maria Marin

A Comissão de Turismo e Desporto promove debate nesta terça-feira (11), às 14h30, sobre a situação dos estados que não participarão diretamente da Copa do Mundo de 2014.

O deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA) afirma que solicitou o debate para que esses estados “não sejam esquecidos pelo governo federal”. Ele lembrou que os estados e as cidades envolvidas com a Copa estão recebendo uma série de incentivos do governo, que vão desde construção e reforma nos estádios até melhorias na área de mobilidade urbana.

A audiência terá a participação dos ministros Aldo Rebelo (Esporte), Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) e Gastão Dias Vieira (Turismo), além do presidente da CBF e do COL, José Maria Marin. O encontro reunirá também representantes dos estados do Sergipe, Roraima, Paraíba, Espírito Santo, Amapá, Maranhão, Alagoas, Acre, Pará, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

Onze estados brasileiros, além do Distrito Federal, participarão da Copa 2014: Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Recife, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11163/DEBATE+DISCUTE+INVESTIMENTO+EM+ESTADOS+QUE+NAO+PARTICIPARAO+DA+COPA.html

Arenas da Copa das Confederações estarão prontas em março, diz Rebelo


Segundo o ministro do Esporte, demais obras serão entregues até dezembro de 2013

Em visita ao Uruguai, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, afirmou nesta segunda-feira (10) que seis dos 12 estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de 2014 estarão prontos em março do ano que vem.

O número se refere aos seis estádios que serão utilizados na Copa das Confederações, que será realizada em julho do próximo ano. Os demais estádios, segundo o titular da pasta, serão entregues, no máximo, até dezembro de 2013.

"Saberemos organizar uma grande Copa", afirmou Rebelo, que garantiu que as obras estão em dia. O ministro ainda ressaltou que a estrutura esportiva brasileira está sendo "amplamente renovado, com enormes benefícios sociais para 200 milhões de pessoas".

Aldo Rebelo também lembrou que com a construção e reforma de estádios, ampliação de aeroportos, modernização de telecomunicações e outras obras de infraestrutura "estão sendo gerados 3,6 milhões de postos de trabalho".

Sobre a estrutura aeroviária, o ministro disse que a capacidade dos aeroportos brasileiros "quase duplicará" passando de 140 milhões de passageiros ao ano para 260 milhões, em 2014.

Sobre os voluntários que serão utilizados durante o Mundial, Rebelo explicou que o número "ainda não está definido". Segundo o titular da pasta de Esportes, todos os países da América do Sul serão convidados "para que enviem seus voluntários".

Nesta terça-feira, o Rebelo se encontrará com a ministra uruguaia do Turismo e Esporte, Liliam Kechichian, para oficializar o convite ao envio de voluntários junto ao país vizinho.

Por fim, Aldo Rebelo foi perguntado sobre a escolha de Luiz Felipe Scolari para novo técnico da seleção brasileiro. O ministro elogiou o campeão mundial em 2002, pela sua "grande experiência e personalidade".

Além disso, não faltou conselho para o treinador, sobre como a equipe que será formada para a Copa de 2014 deve se portar. Rebelo afirmou que o Brasil "tem um estilo próprio de excelente técnica e grande improvisação, e quando quis mudar isso não foi bem". 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11165/ARENAS+DA+COPA+DAS+CONFEDERACOES+ESTARAO+PRONTAS+EM+MARCO+DIZ+REBELO.html

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O velho futebol brasileiro não está preparado para os estádios da Copa


Para jornalista, seria necessário conscientizar os torcedores para utilização das modernas arenas

por Fernando Graziani

Jogos de Copa das Confederações e de Copa do Mundo não podem ser usados como parâmetros para absolutamente nenhuma partida dos campeonatos disputados no Brasil. São competições que guardam condições especialíssimas, entre elas a presença de muitos torcedores que não estão habituados a frequentar estádios e um sistema de segurança – dentro e fora do estádio – muito mais rígido. É uma outra realidade, portanto.

Com a proximidade da entrega dos novos estádios (o lindo Castelão, esse aí da imagem que abre o post, será o primeiro, com inauguração no próximo dia 16) não consigo imaginar que o torcedor brasileiro, de uma hora para outra, se torne educado e pacífico apenas por causa dos modernos equipamentos. Não vai acontecer.

Aquele papo de que diante do novo o desejo de preservação aparece não cola de jeito nenhum. São centenas de exemplos de que tal comportamento é uma lenda. O problema é que com os estádios, a necessidade de mudança na atitude de quem vai aos jogos será urgente.

Algumas indagações. O torcedor vai ver o jogo sentado? Vai cumprir a numeração das cadeiras? Não vai mais urinar no chão ou nas pias? Não vai molhar o papel e jogar no chão e nas paredes? Não vai escrever nas portas dos banheiros? As torcidas organizadas vão ter seus locais fixos na arquibancada? Seus integrantes terão que comprar ingressos sequenciais? E como vão torcer? Pulando em cima das cadeiras?

Eu já posso imaginar a festa

Muito preocupante também é a questão da falta de alambrados em todos os estádios. Vão ficar lindos e modernos (e caríssimos), não há dúvida, mas não é difícil lembrar das dezenas de brigas que já presenciamos dentro de estádios brasileiros e, claro, das tentativas e invasões grotescas ao gramado.

Clássicos como Corinthians x São Paulo, Bahia x Vitória, Inter x Grêmio, Atlético-PR x Coritiba, Ceará x Fortaleza, Náutico x Sport, Atlético-MG x Cruzeiro e Flamengo x Fluminense, América-RN x ABC poderão tranquilamente receber multidões sem alambrado?

A partir da liberação dos estádios, qualquer torcedor estará a um passo de invadir o campo de jogo. Um passo, mais nada. E então? Estarão árbitros, jornalistas, técnicos, jogadores e quem mais estiver por ali seguros? Espetáculos de guerra já presenciados não vão mais se repetir, como que por encanto? Ou teremos centenas de policias corredores em volta do gramado, formando alambrados humanos?

Continuo imaginando a festa.

Aliás, já passou da hora dos clubes de futebol do Brasil começarem a se responsabilizar pela segurança dentro dos estádios. A omissão é absolutamente irritante e irresponsável. Por aqui ninguém ao menos discute a situação.

A Policia Militar tem obrigação de ficar na rua, cuidando da segurança pública do entorno do evento (onde certamente mortes provocadas por brigas de torcidas continuarão ocorrendo), que é também da cidade, com presença apenas diminuta e estratégica dentro das arenas. Infelizmente, por populismo também, existe uma conivência geral muito grande com o futebol, como se todo mundo que paga imposto gostasse do esporte.

Os clubes, além de cuidar da segurança interna como locatários ou donos do espaço, também devem providenciar um bom número de orientadores de público, para fazer a recepção dos torcedores, indicar os lugares, verificar o cumprimento da civilidade nas arquibancadas, lanchonetes, banheiros e quaisquer outros lugares, tornando o estádio um lugar agradável. Deveriam ser obrigados a isso. Estamos falando de um evento particular e lucrativo.

Interessa, portanto, aos próprios dirigentes que o torcedor tenha bom comportamento. Além de evitar punições de perda de mando, a preservação do patrimônio será cobrada com muito mais responsabilidade, até porque muitas das novas arenas terão administração privada, como o caso do Castelão.

E aí eu pergunto: alguém por aí tem visto campanhas ou tentativas de conscientização de torcedores? Alguém está preocupado em como o velho futebol brasileiro não tem competência para usar os novos estádios? Há a noção real de que falta educação? Há a noção de que falta punição? E as formas efetivas de combate ao marginais e depredadores nos estádios? A CBF parece interessada? As Federações? Os clubes? O poder público?

Gostaria muito de estar exagerando nas preocupações, mas entre o pessimismo e o otimismo, sempre prefiro optar pelo realismo. E a realidade nos estádios brasileiros é das piores e nada indica melhora, ainda que eu siga imaginando a festa.

*Fernando Graziani é jornalista e coordenador de esporte do Sistema Jangadeiro de Comunicação, um dos mais importantes conglomerados de mídia do Nordeste do país, com sede em Fortaleza. O texto acima foi publicado originalmente no blog Esporte Fino.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11143/O+VELHO+FUTEBOL+BRASILEIRO+NAO+ESTA+PREPARADO+PARA+OS+ESTADIOS+DA+COPA.html

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Aldo vê Copa e Olímpiadas como oportunidade de aperfeiçoar as instituições esportivas


Ministro do Esporte afirma que competições vão gerar 3,6 milhões de empregos

Por MARCELO ALVES

RIO – O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse nesta segunda-feira que a realização de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil são uma oportunidade de o país aperfeiçoar as instituições esportivas. Durante a abertura do seminário “2016 e o salto do esporte brasileiro”, Aldo disse ainda que os Jogos serão importantes para o Brasil “melhorar no que somos bons e superar as deficiências”.
- Temos o desafio de aperfeiçoarmos as nossas instituições no esporte, melhorarmos a gestão, a profissionalização do esporte no Brasil. Criarmos regras estáveis nos clubes e nas entidades de representação do esporte. Em muitas instituições não há limite no número de mandatos que cada dirigente pode ocupar, há insegurança institucional de governança jurídica que afastam patrocinadores, investidores. Algumas instituições vivem ainda sob intervenção, outras têm eleições contestadas na Justiça, outras ainda usam o método de alterar os próprios estatutos para favorecer dirigentes que querem continuar no poder nos clubes ou entidades – disse Aldo.
Durante o painel, “A grande oportunidade de transformação do cenário esportivo nacional”, Aldo disse ainda a Copa e as Olimpíadas vão abrir um horizonte para mudar o panorama da prática esportiva no país.
- Hoje o Brasil é uma potencia no esporte. Ganhou cinco vezes a Copa do Mundo, aqui temos a evidência maior do vôlei, onde o Brasil tem alcançado posições importantes nas competições internacionais como as Olimpíadas dando a esse esporte um ssentido de permanência e continuidade com uma administração que tem se mostrado eficiente e gerando novos talentos. No atletismo precisamos recuperar a fase que o nosso Agberto (Guimarães, presente no seminário), brilhava nas pistas. No boxe conseguimos uma presença com medalhas em Londres, no judô alcançamos um nível compatível com o melhor judô do mundo, mas ainda estamos distantes daquilo que almejamos e temos condições nos esportes olímpicos. E em 2016 esse é também um dos desafios.
Aldo disse ainda que a Copa e as Olimpíadas vão gerar 3,6 milhões de empregos.
- Para cada dólar investido pelo poder público, US$ 3,4 serão investidos pelo setor privado. No que consiste o plano de nacionalização, vão gerar para todo o país a infraestrutura para a prática do esporte. Tanto no futebol quanto nas demais modalidades.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/aldo-ve-copa-olimpiadas-como-oportunidade-de-aperfeicoar-as-instituicoes-esportivas-6907819#ixzz2E0yp0voF 

Brasil deve melhorar gestão de aeroportos para Copa, diz Aldo Rebelo


Ministro acredita que os terminais irão atender "o dobro" da demanda de passageiros após as obras

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou ontem (2) que o "principal desafio" na área de transportes do país em relação à Copa do Mundo de 2014 é a melhoria da gestão dos aeroportos.

Rebelo disse em entrevista coletiva a jornalistas estrangeiros que o governo está "ciente" da necessidade de melhorar as operações nos aeroportos, o que inclui agilizar as filas na alfândega, no embarque e no desembarque de passageiros e na entrega de bagagens.

O ministro afirmou que "a eficiência dos serviços melhorará" com a concessão de vários aeroportos a empresas privadas, o que já aconteceu em São Paulo e Brasília, e se estenderá a outras sedes da Copa, como o Rio de Janeiro.

Por outro lado, Rebelo mostrou confiança que os aeroportos conseguirão atender "o dobro" da demanda de passageiros esperada quando terminarem as obras que estão sendo executadas.

"Evidentemente, a infraestrutura que temos não é equiparável à de Alemanha e Itália, mas o que vamos melhorar será suficiente para a Copa", declarou.

Na mesma linha, Rebelo garantiu que o Brasil terá sucesso na organização do Mundial, já que o país está acostumado a realizar grandes eventos, como o carnaval. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11127/BRASIL+DEVE+MELHORAR+GESTAO+DE+AEROPORTOS+PARA+COPA+DIZ+ALDO+REBELO.html

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Mercado de franchising deve dobrar até a Copa


Franchising deve duplicar de tamanho até a Copa
A combinação de diversos fatores deve fazer o franchising duplicar de tamanho até 2014. Até lá as empresas devem movimentar mais de R$ 150 bilhões, prevê o presidente da rede Bobs e da Associação Brasileira de Franchising, Ricardo Bomeny. Antes o mercado de franchising duplicava de tamanho a cada cinco anos e agora parece encurtar este prazo para apenas três anos. É uma tendência?

Sim, é uma tendência,  como reflexo do excelente desempenho que o franchising tem no Brasil. Nos últimos cinco anos o setor cresceu dois dígitos por período, pelo menos. Fechamos 2010 com um crescimento de quase 20% maior em relação ao ano passado. O faturamento ficou em  R$ 75 bilhões e o número de marcas chegou a 1.774, com  90 mil pontos de venda. A expectativa de crescimento para 2011 é de 15% de aumento no faturamento, 8% em novas redes (1920 marcas) e 12% em número de unidades franqueadas (quase 100 mil pontos de venda). O setor deve gerar 12% a mais de empregos diretos, no total de 890 mil vagas.

Quais as razões do rápido crescimento do setor de franshising?
É uma combinação de diversos fatores positivos. Primeiro, o bom desempenho da economia, do emprego e da renda. O setor de franshising também passou a atrair mais empresas. Atualmente, existem no País 1.643 marcas com 80 mil lojas franqueadas. Outro fator é a grande expansão dos shopping center, em especial no interior do país. Hoje, quase 60% dos lojistas que ocupam os novos shopping são de marcas franqueadoras. Ou seja, temos ótima sinergia com outro segmento que vive boa fase de expansão.

O acesso a crédito em condições mais favoráveis também alavanca o setor. Cinco anos atrás não existiam financiamentos especiais  e o crédito disponibilizado era muito caro. Mas nos últimos cinco anos a ABF fez um trabalho mais agressivo, primeiro junto aos bancos federais como Caixa Econômica, Banco do Brasil, Banco de Nordeste, Bndes,  no sentido de ampliar a oferta de financiamentos ao franchising. O mesmo aconteceu com os bancos privados (Bradesco, Itaú, HSBC). Além de abrir portas junto aos bancos públicos também conquistamos maior oferta de crédito na rede privada. Mostramos o potencial do nosso mercado aos bancos, o crédito aumentou e as taxas estão um pouco mais baixas.

Com os ventos favoráveis, o franchising tende a duplicar de tamanho até a Copa, com faturamento acima de R$ 150 bilhões.

E o número de marcas, cresce na mesma proporção?
O número de marcas de franquias cresce menos, ao redor de 10% ao ano. Neste ano deve chegar a 1.774 ,  com  90 mil pontos de venda. Até a Copa deveremos ter 40% mais de marcas, ou seja perto de 2.500. Outro fenômeno interessante é o forte desejo de investidores virem ao Brasil. Nunca sentimos este interesse de forma tão agressivo como agora.

Um reflexo positivo pôde ser observado durante recente feira de varejo em Nova Iorque. Foi recorde o numero de executivos e empresários brasileiros interessados em conhecer as tendências do varejo mundial para aplicar no Brasil. A delegação brasileira foi majoritária pela primeira vez em cem anos da história deste evento, 32% do total de visitantes estrangeiros. Em todas as palestras o mercado brasileiro foi destacado como o que oferece melhores perspectivas de retorno para o investidor internacional. O que significa dizer que está todo mundo de olho em nosso mercado.

Dá para dimensionar o número de novas franquias que devem ingressar no Brasil em 2011?
Atualmente apenas 8% do total existente são marcas internacionais. Por ser um volume baixo e existir grande interesse das multinacionais virem ao Brasil acredito que o total deva superar 15% até a Copa. Existem inúmeros consultores contratados pelas marcas estrangeiras em busca de boas oportunidades no Brasil em setores como alimentação, luxo, cosméticos, moda e hotelaria, que deverá deslanchar com a Copa e Olimpíadas.

Dentre os setores do franshisisng quais devem crescer mais?
Um dos setores mais promissores é a microfranquia, que não exige grandes investimentos em pontos comerciais, número de funcionários e cria a possibilidade de se prestar serviços a partir da casa do novo empreendedor. Também a área de serviços oferece grande potencial de crescimento, em especial na capacitação como um todo, não apenas escolas de idiomas. Também aqui haverá maior demanda  daqueles que irão estar envolvidos nos negócios da Copa e Olimpíadas.

Observe que diversos setores estão bem há muitos anos, entre eles alimentação, com crescimento bom e constante, como um relógio; cosméticos, acessórios, bijuterias e o de capacitação (computação, educação corporativa e idiomas). São negócios que crescem a taxa de 20% para cima ao ano.

O Brasil é o único país do mundo que tem cursos de MBA em franchising. Nos últimos três anos passaram por nossos programas mais de 180 executivos e empresários.

Quais as prioridades da ABF para o biênio 2011/2012?
Uma frente que daremos prioridade é a melhoria do ambiente nas relações com o governo. Já temos três excelentes vetores que irão se desenvolver mais no futuro, na forma de acordos com o Sebrae, em que já temos vários projetos relevantes, como incubadora de franquias, assim como participação nas feiras de negócios regionais organizadas pela entidade e também projetos de capacitação para o setor de franchising pelo Sebrae.

Vale destacar ainda o convênio, com bons resultados na área governamental, estabelecido com a Apex, já no sexto ano de parceria, para exportar  marcas franqueadoras brasileiras e para a troca de informações ou inteligência comercial para vender nossos produtos em diversos países. Este convênio funciona muito bem. Temos participado de várias feiras de franquias no Exterior e feito missões comerciais.

Atualmente existem 68 marcas brasileiras em 49 países. Portugal concentra o maior número delas: 29. A meta será ampliar mais o número de empresas lá fora. Nossas empresas precisam competir por maior espaço no Exterior, afinal muitas são referência de qualidade. O Boticário, por exemplo, é a maior empresa brasileira franqueadora do mundo na área de cosméticos.

Além do Sebrae e Apex,  temos convênio com o Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio que cria diversas frentes de atuação da ABF com o setor público. Tais acordos colocam o franchising como setor importante da economia na interlocução junto ao governo. Geram ainda pautas para a constante melhoria do setor, com a abertura de portas em todas as esferas oficiais, seja para discutir revisão do sistema tributária, lei da franquia e demais temas de interesse. Agora mesmo a ABF foi acionada para discutir como melhorar a capacitação de pessoal a fim de atender a maior demanda prevista com a Copa e Olimpíadas.

Fonte: http://www.empreendedoronline.net.br/mercado-de-franshising/

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Liberty e Placar exaltam “anônimos” da Copa


Em parceria com a revista “Placar”, a seguradora Liberty desenvolveu uma série de seis vídeos sobre personagens anônimos que fazem parte da preparação do Brasil para receber a Copa do Mundo de 2014. As peças serão lançadas em conjunto com as edições mensais da publicação.

Os vídeos estarão em links na versão da revista para iPad. Na “Placar” impressa, o conteúdo será apresentado como publieditorial.

“A campanha tem como mote a responsabilidade compartilhada, além da paixão dos brasileiros pelo futebol, narrada por histórias de pessoas que fazem o evento acontecer por trás dos holofotes”, disse Adriana Gomes, diretora de marketing da Liberty Seguros.

A Liberty é patrocinadora da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014, que serão realizadas no Brasil. A nova campanha foi desenvolvida pela agência CUBOCC, com vídeos produzidos pela Iceland.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/27/27554/Liberty-e-Placar-exaltam-%E2%80%9Canonimos%E2%80%9D-da-Copa/index.php

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Os Naming Rights com o advento da Copa


por Vinicius Paiva

É de conhecimento público que os Naming Rights compõem uma modalidade de parceria em que se cede ao anunciante o direito sobre o nome de determinada propriedade – seja ela o título de um campeonato, evento ou arena esportiva. Corriqueira em países europeus e nos Estados Unidos, a prática ainda não se difundiu por completo no Brasil – ainda que venha se tornando comum e tenha como exemplos experiências nem tão recentes.

De tão bem sucedida, a parceria do Arsenal (Londres) com a companhia aérea Emirates costuma povoar o imaginário brasileiro com constantes especulações acerca da chegada dos árabes. Pudera: o Emirates Stadium é considerado uma jóia entre as arenas europeias, servindo por diversas vezes de casa da Seleção Brasileira quando se apresenta em solo inglês. Nos EUA a tradição é antiga, com parcerias deste gênero sendo identificadas ainda na metade do século passado. Diversos ginásios famosos da NBA– casos do Delta Center ou Staples Center – completam a lista de exemplos. Dos US$ 4 bilhões que o segmento movimentou em 2010, 70% foram investidos nos EUA.

No Brasil, o primeiro caso amplamente conhecido de Naming Rights data de 2005, com a parceria do Clube Atlético Paranaense com a Kyocera, à época empresa de eletrônicos e celulares. A Arena da Baixada passou a ser conhecida como “Kyocera Arena”, num processo que inicialmente gerou desconfianças pelo pouco renome da companhia – que se utilizou desta prerrogativa justamente como porta de entrada para o mercado brasileiro. Com aportes estimados em US$ 2 milhões anuais, a parceria é considerada um case – ainda que tenha se encerrado em 2008 por conta de alterações no foco comercial da empresa.

Atualmente, verificamos a experiência em diversos eventos esportivos: Brasileirão Petrobras, Gaúchão Coca-Cola 2012 (Campeonato Gaúcho de Futebol), Paulistão Chevrolet 2012 e até mesmo o caso extremo da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé (Fórmula Indy), onde dois anunciantes se canibalizam em busca de um espaço no imaginário dos fãs de esportes a motor. Mas a grande questão é que após a parceria de Curitiba, relacionamentos deste tipo não foram mais anunciados em estádios de futebol. Situação que está para mudar com o advento das modernas arenas para a Copa-2014.


Segundo estudo publicado pela consultoria BDO Brazil há cerca de um ano, este seria o potencial dos 12 estádios da Copa na captação de recursos de Naming Rights:

Os valores se encontram relativamente em linha com o tamanho do mercado brasileiro e o benchmark internacional – ainda que subestimem o potencial de arenas como Beira Rio, Castelão ou a própria Arena da Baixada (que arrecadava valores próximos há meia década). Resta claro que os trens-pagadores deste mercado seriam o Maracanã e a Arena Corinthians – o primeiro por se tratar do estádio mais famoso do mundo e o segundo por conta da concentração do mercado publicitário na capital paulista. Em um segundo escalão viria o Mineirão e mais abaixo a Fonte Nova.

Entretanto, a função balizadora dos valores movimentados no país recairá sobre o Corinthians. Isto porque o Edital que prevê a concessão do Maracanã à iniciativa privada estabeleceu, entre outras coisas, a proibição da venda dos direitos de nome do estádio. Esta condição torna ainda mais imprescindíveis os cuidados tomados pela diretoria corintiana com a não-disseminação de apelidos como “Fielzão” ou “Itaquerão”. A marcante característica brasileira de apelidar seus estádios com adjetivos no aumentativo requer tal preocupação.

Outro desafio do clube reside em realmente angariar os R$ 400 milhões (pelo prazo de 20 anos) pedidos inicialmente. Tal cifra representaria 50% do que foi investido na obra – percentual compatível com o praticado no exterior. Mas após uma série de especulações envolvendo empresas predispostas a fecharem parceria, a verdade é que o alvinegro não parece encontrar justificativas suficientes para uma pedida R$ 100 milhões superior ao estimado.

Um grande abraço e saudações!

E-mail da coluna: teoriadosjogos@globo.com

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/teoria-dos-jogos/2012/11/13/os-naming-rights-com-o-advento-da-copa/

Esporte-Negócios: Portal de negócios para a Copa faz ponte entre empresas no país


Por Lucas Vettorazzo

RIO DE JANEIRO, RJ, 13 de novembro (Folhapress) - Um portal de negócios para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 entrou no ar hoje. O site registra ofertas e demandas de empresas por produtos e serviços de outras companhias principalmente no Estado do Rio. Há também ofertas em Estados que sediarão jogos da Copa do Mundo.

A página funciona da seguinte forma: uma empresa do setor hoteleiro, por exemplo, registra sua intenção de compra de uma quantidade específica de roupa de cama. Na outra ponta, uma empresa nacional que fabrica o produto anuncia sua intenção de venda. O site casa as duas necessidades e faz a ponte entre comprador e vendedor.

A página relaciona 929 atividades em 10 setores, entre os quais construção civil, tecnologia da informação, têxtil e vestuário, turismo, comércio varejista, agronegócios e serviços.

O endereço já está disponível em português. O serviço em inglês entra em funcionamento nos próximos 20 dias. 

A página, inspirada em portal semelhante dos Jogos Olímpicos de Londres, é uma incitava da empresa brasileira WSB (World Sports & Business) e tem o apoio da secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio. 

O serviço é gratuito para empresas nacionais e estrangeiras. A WSB vai operar o portal e dará consultoria gratuita para as empresas que quiserem fechar negócios. 

De acordo com o presidente da WSB, Hélio Viana de Freitas, 1.004 ofertas de produtos e serviços - que somam R$ 1,7 bilhão em negócios em potencial - já estão cadastradas no site (houve um pré-cadastramento). 

PME 

Segundo Freitas, 23% da demanda pelo serviço será de pequenas e médias empresas com até 10 funcionários. "Algumas empresas, de tão enxutas que são, não têm familiaridade nem com a linguagem de editais e precisarão de alguma ajuda para acessar os grandes compradores", disse Freitas, durante o lançamento do portal, no Rio de Janeiro. 

"Um produtor de panela do interior do Rio pode achar que ele nada tem a ver com a Olimpíada, mas pode haver um hotel interessado em comprar seu produto. O portal fará essa ponte", explicou. 

O objetivo é permitir que empresas locais captem fatia maior dos investimentos que serão feitos para os jogos. Segundo dados do comitê da candidatura do Rio à sede das Olimpíadas, apresentados durante o lançamento do portal, somente a cidade do Rio receberá R$ 53 bilhões em investimentos. 

Investimento

De acordo com Freitas, um total de R$ 1 milhão foi investido no desenvolvimento do site. A receita da WSB virá da publicidade veiculada no site. Haverá ainda uma seção do site, paga, em que as empresas poderão fazer anúncios de seus produtos. A WSB não cobrará comissão pelos negócios fechados. 

"A possibilidade de empresas locais serem fornecedoras de produtos e serviços voltados para esses grandes eventos aumenta muito com essa ferramenta", disse o secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio, Júlio Bueno.

Fonte: http://www.jornalacidade.com.br/editorias/economia/2012/11/13/esporte-negocios-portal-de-negocios-para-a-copa-faz-ponte-entre-empresas-no-pais.html

sábado, 10 de novembro de 2012

Copa vai ficar R$ 3,5 bilhões mais cara, aponta relatório do TCU


Aumento é de 14,7% em relação à previsão anterior; aeroportos ficaram mais caros

Passada a euforia da escolha das sedes da Copa das Confederações, o Tribunal de Contas da União (TCU) voltou a identificar aumento de custos em obras da Copa. 

Em relatório divulgado ontem (8), o órgão auditor constatou que o valor dos investimentos para a Copa aumentou cerca de R$ 3,5 bilhões. Em janeiro de 2011, os custos com a realização do Mundial somavam R$ 23,8 bilhões --agora este número subiu para R$ 27,3 bilhões. É um acréscimo de 14,7% em relação aos valores estimados inicialmente.

Os aeroportos são os principais responsáveis pelo resultado preocupante do relatório. Neste setor, o aumento foi R$ 1,78 bilhão, de acordo com o TCU. 

Para o ministro Valmir Campelo, as obras aeroportuárias não correm risco de não ficarem prontas até a Copa. "Mas a atenção quanto ao acompanhamento dos cronogramas aumentou”, alertou.

Os custos dos estádios também aumentaram em R$ 1,13 bilhão em relação à previsão inicial, ao passo que os valores das obras nos portos tiveram um acréscimo de R$ 158 milhões. 

Outra conclusão do TCU é que foram desembolsados apenas 8,33% do total de financiamentos da Caixa Econômica Federal para as obras de mobilidade urbana em diversas sedes da Copa.

O relatório ainda traz dados das obras nos estádios do Mundial, mas as informações datam de julho deste ano e estão, portanto, desatualizadas. Confira o acompanhamento do TCU clicando neste link.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11026/COPA+VAI+FICAR+R+35+BILHOES+MAIS+CARA+APONTA+RELATORIO+DO+TCU.html

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Imagina na Copa!


Por Erich Beting

O bordão já virou prática em qualquer lugar do país. Até mesmo a Ambev brincou com isso no comercial que fez sobre o evento. Mas o fato é que a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos representam só mais um dos problemas atuais do Brasil que cresce a taxas altas mas não tem o seu desenvolvimento acompanhado, especialmente, no setor de infraestrutura.

O anúncio de que Brasília desistiu do projeto de construir um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos ou “Aerotrem”, como prega o Levi Fidélix) é mais um reforço do bordão que começa a ser o fato que mais une o país em torno da Copa.

Precisamos melhorar a infraestrutura das cidades não por causa dos megaeventos esportivos, mas porque, atualmente, não temos mais como comportar o crescimento que vivemos nos últimos 30 anos no país. E aí entra o inevitável “imagina na Copa”.

No final das contas, os megaeventos pagam o pato e canalizam uma sensação de insatisfação do brasileiro com o seu país que independe desses eventos. Na verdade, o anúncio de investimentos bilionários na Copa e na Olimpíada serve de complicador da história. E, com a falta de planejamento da execução dos projetos ligados aos eventos, o clima de insatisfação só aumenta.

Do jeito que estão caminhando as coisas, é mais do que necessário o governo começar uma campanha para mostrar o que foi feito até agora para a população por conta dos megaeventos. Do contrário, imagina depois da Copa como será aguentar a bronca da população ao ver que o evento passou e nada mudou…

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/09/28/imagina-na-copa/

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Europeus têm interesse em investir em portos e aeroportos no Brasil


Segundo a ministra Gleisi Hoffmann, governo consultou a administradora do aeroporto de Frankfurt

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse hoje (21) que operadores europeus demonstraram interesse em investir em portos e aeroportos no Brasil. “O Porto de Roterdã [na Holanda] tem interesse, com um grupo de investidores brasileiros, em fazer investimentos no Espírito Santo. É alentador saber que o Brasil desperta este interesse.”

Durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços, informou disse que o governo brasileiro consultou também a administradora do Aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, na tentativa de formar uma parceria com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

“Para a Infraero poder ser, junto com uma empresa desse porte, uma empresa com capacidade, competência e boa gestão para administrar nossos aeroportos. Eles [operadores alemães] têm interesse. Fizeram uma série de propostas de formas de participar dessa parceria. Estamos estudando isso agora”, explicou.

Segundo a ministra, o governo brasileiro ainda não definiu as linhas a serem adotadas para melhorar a gestão aeroportuária no país. Gleisi garantiu apenas que a Infraero não ficará de fora e terá algum tipo de participação no novo modelo.

“A Infraero sempre terá participação. É nossa empresa, é uma empresa que tem se esforçado e crescido muito na gestão aeroportuária. Qualquer que seja o modelo, a Infraero terá participação”, concluiu.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10755/EUROPEUS+TEM+INTERESSE+EM+INVESTIR+EM+PORTOS+E+AEROPORTOS+NO+BRASIL.html

Segurança da Copa 2014 foi testada no jogo Brasil e Argentina


Plano prevê mobilização de 17,5 mil agentes de empresas privadas; treinamento começará em fevereiro

As Forças Armadas aproveitaram a realização em Goiânia da partida de ida do Superclássico das Américas, entre Brasil e Argentina, na última quarta-feira (19), para fazer um teste do plano de segurança que será realizado durante a Copa do Mundo de 2014.

As autoridades elegeram o torneio amistoso na capital de Goiás para realizar o primeiro preparativo, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Defesa em comunicado.

A segurança dentro do estádio, da mesma forma que acontecerá no Mundial e na Copa das Confederações de 2013, ficou a cargo de uma empresa de segurança privada, enquanto as Forças Armadas e a polícia se encarregarão do restante de tarefas.

O plano de segurança para essas duas competições prevê a mobilização de 17,5 mil agentes de segurança privada, cujo treinamento começará em fevereiro de 2013, segundo a nota. Os detalhes do plano serão divulgados durante um seminário que será realizado em Porto Alegre nos dias 10 e 11 de outubro.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10757/CREA+E+DEFENSORIA+VISTORIAM+PREDIO+HISTORICO+AMEACADO+PELO+MARACANA.html