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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Dilma ativa Conselho dos Jogos de 2016 e rascunha política antidoping


Presidente comanda primeira reunião da comissão que discute organização e planejamento das Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio

A presidente Dilma Rousseff comandou nesta quarta-feira a primeira reunião do Conselho dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, órgão consultivo formado por representantes do governo e da iniciativa privada. O encontro, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, reuniu autoridades envolvidas na organização das Olimpíadas e Paralimpíadas que serão disputadas no Brasil. A política antidoping dos eventos esportivos foi um dos assuntos discutidos.
Além de Dilma, o encontro foi acompanhado pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman; o diretor-geral do comitê Rio 2016, Leonardo Gryner; o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes; o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
- A reunião foi importante para instalar o conselho, sob a coordenação da presidente Dilma, e demonstrar a integração entre todos os entes envolvidos com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. A comissão aprecia decisões relacionadas com as três esferas de governo e principalmente com o governo federal que precisem ser adotadas para a realização dos Jogos - explicou o ministro Aldo Rebelo.
Após o intensificação do controle antidoping nos Jogos de Londres, o governo brasileiro apoiará a reforma do Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec), pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O Ladetec é o único laboratório do país credenciado pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), e deve ser ampliado e modernizado para atender à demanda durante as competições. As instalações da UFRJ também serão responsáveis pelos exames antidoping dos jogadores que disputarão a Copa do Mundo de 2014.
Para que o sistema antidoping dos Jogos seja eficaz, o conselho vai estruturar a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Por meio de uma medida provisória enviada ao Congresso Nacional, o governo vai definir as funções e nomear os servidores do órgão, criado em dezembro de 2011. A ABCD foi um dos compromissos firmados pelo plano de candidatura do Rio para sediar os Jogos de 2016, e também atende a uma exigência da Wada. Os países que recebem os eventos esportivos precisam ter um órgão específico para o controle de dopagem.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/09/dilma-ativa-conselho-dos-jogos-de-2016-e-rascunha-politica-antidoping.html

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Custo das Olimpíadas ainda é uma incógnita


Autoridades mudam critérios para calcular quanto será gasto com projetos para os Jogos de 2016

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - A pouco mais de quatro anos das Olimpíadas do Rio (em agosto de 2016) e às vésperas do início dos Jogos em Londres, as autoridades ainda não sabem quanto o evento brasileiro vai custar de fato. O motivo é que muitos projetos previstos para ainda não tiveram o orçamento fechado — seja porque foram apresentados depois da escolha do Rio como sede, seja porque estão sendo revistos. Outro motivo é que os brasileiros decidiram apelar para uma manobra contábil: obras do PAC ou destinadas à Copa do Mundo não entrarão na conta das Olimpíadas.

Oficialmente, segundo a Autoridade Pública Olímpica (APO), o objetivo é só incluir na conta o que é imprescindível para as Olimpíadas. Isso inclui, por exemplo, as instalações esportivas e a Vila Olímpica, na Barra da Tijuca. Algumas obras de mobilidade urbana, segundo a APO, não poderiam entrar no cálculo porque não são necessariamente para as Olimpíadas. Pelo novo critério, os gastos com a ligação Barra-Zona Sul do metrô, por exemplo, só são considerados no trecho entre as estações Ipanema-Leblon. O corredor exclusivo de ônibus Transoeste, que será inaugurado amanhã, só é considerado imprescindível justamente no trecho ainda não construído: o lote zero (entre o Terminal Alvorada e o Jardim Oceânico, na Barra).

O critério nem sempre se mostra aplicável na prática:
— Tecnicamente, a operação do metrô entre as estações de Ipanema e Leblon só é possível com a operação do sistema até a Barra da Tijuca. Tudo será feito para as Olimpíadas — garantiu o secretário-chefe da Casa Civil do estado, Régis Fichtner.

Nos bastidores das equipes envolvidas nos preparativos para as Olimpíadas, comenta-se que a mudança tem o objetivo de evitar o que aconteceu no Pan-Americano de 2007, no Rio: o custo final do evento ficou em R$ 3,5 bilhões, contra os R$ 400 milhões anunciados inicialmente. A conta do Pan aumentou porque o projeto foi revisto para as instalações terem padrões olímpicos, aumentando assim as chances de o Rio sediar uma Olimpíada. Além disso, gastos que não eram necessariamente para o evento entraram na conta, como investimentos para equipar a Força Nacional de Segurança.

Orçamento original é de US$ 14 bilhões
O orçamento original da candidatura do Rio, em 2009, previa investimentos de quase US$ 14 bilhões (R$ 28 bilhões em valores atuais). Ao rever a carteira de projetos do dossiê de candidatura, a APO decidiu apresentar ao COI uma lista de 350 projetos. Cerca de cem foram classificados como essenciais e entrarão na conta olímpica. Os outros 250 são classificados como não essenciais, por serem investimentos para a Copa ou na infraestrutura da cidade.
— É uma classificação. Não ser essencial para as Olimpíadas não significa que não serão executados. Não posso ser pessimista: tudo o que foi prometido estará pronto para 2016 — disse Márcio Fortes.

A indefinição do orçamento foi revelada ontem, na terceira visita da Comissão de Coordenação do COI ao Rio para ver os preparativos do evento. Segundo Márcio, há duas semanas a proposta brasileira foi aprovada no COI. Ele, no entanto, não quis divulgar a lista completa por categoria. O Conselho Público Olímpico terá que referendar o documento antes de torná-lo público.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/custo-das-olimpiadas-ainda-uma-incognita-5113272#ixzz23Qnchkl7 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Estouro olímpico


Com gastos três vezes mais altos do que o estimado, Londres entra na lista das cidades-sede que ultrapassaram o orçamento da Olimpíada.

Por Márcio Orsolini

É uma tradição que quase sempre se renova, desde a primeira Olimpíada da era moderna, em 1896, em Atenas. Naquela ocasião, os jogos estavam prestes a ser cancelados por falta de recursos. Um empresário grego salvou a competição financiando a restauração do Estádio Panathenian. As autoridades esperavam recuperar o investimento com a venda de ingressos, o que não aconteceu. Desde então, a história se repete em menor ou maior grau (com frequência, em maior), especialmente a partir do século 21. Os Jogos Olímpicos se transformaram num dos maiores eventos midiáticos de nossos tempos, ao lado da Copa do Mundo de Futebol. Mas a honra de organizá-lo custa muito, muito dinheiro.

Tome-se como exemplo os Jogos de Londres, que receberão mais de 200 países a partir de 27 de julho. Oficialmente, a autoridade inglesa responsável pela Olimpíada, a ODA, calcula um investimento total de £ 9 bilhões (cerca de US$ 13 bilhões) em infraestrutura, segurança e montagem das arenas, numa economia de £ 476 milhões sobre o orçamento inicial. Mas estimativas mais recentes apontam gastos até três vezes maiores, chegando a £ 24 bilhões, o equivalente a quase US$ 40 bilhões, segundo o National Audit Office, órgão governamental que monitora os investimentos públicos. A iniciativa privada vai contribuir com apenas 2% desse valor. O motivo? A crise de 2008 fez muitos investidores privados deixarem o projeto olímpico londrino. 

Atualmente, 28 empresas estão apoiando a Olimpíada, como o laboratório GlaxoSmithKline, a mineradora Rio Tinto e a rede de hotéis Holiday Inn. Caso as contas realmente estourem, Londres entra para uma lista composta por Pequim, que sediou os Jogos Olímpicos em 2008, e Atenas, em 2004. Na época, o governo grego anunciou custo final de US$ 12 bilhões – o dobro do inicialmente previsto. Pequim, palco da mais cara Olimpíada da era moderna, gastou US$ 43 bilhões. O investimento foi todo bancado pelo governo chinês. “A esfera pública deve ficar apenas com projetos de infraestrutura que melhorarão a cidade”, diz Amir Somoggi, diretor da área esportiva da consultoria BDO RCS. 

É essa receita que está tentando seguir o Brasil com a organização da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. A organização é dividida em dois órgãos: o Comitê Organizador, que fica responsável por toda a estrutura referente às competições, e a Autoridade Pública Olímpica (APO), que gerencia o orçamento para a infraestrutura na capital carioca. O total está estimado em US$ 14,8 bilhões. O Comitê Organizador pretende atingir a meta orçamentária com a venda de cotas de patrocínio para 15 empresas, como o banco Bradesco, a montadora japonesa Nissan e a americana General Electric, além de produtos licenciados e venda de ingressos. O ex-ministro das Cidades, Márcio Fortes, presidente da APO, afirma que ainda não é possível saber se o valor estimado não será ultrapassado. 

“Ainda há obras que estão na fase de projetos”, diz Fortes. Elas foram separadas em dois grupos: as essenciais para a realização dos jogos e as secundárias. Entre as essenciais está o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, que abrigará o Centro de Imprensa e as disputas de diversas modalidades esportivas. Já a construção da linha 4 do Metrô, que ligará a zona sul à Barra da Tijuca, por exemplo, foi classificada como não essencial. “É preciso levar em consideração que muitas obras de infraestrutura já estão nas contas do Programa de Aceleração do Crescimento e também no orçamento da Copa de 2014”, afirma Fortes. “Isso tudo beneficiará a Olimpíada.”

Fonte: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/88591_ESTOURO%20OLIMPICO

terça-feira, 5 de junho de 2012

Governo não reconhece acordo com CBA para novo autódromo


Documento firmado na Justiça em 2007 não tem valor, afirmou o presidente da APO. Mas governo prometeu cumprir o que foi estabelecido

Por Michel Castellar

O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes, não reconhece o acordo judicial celebrado para a construção de um novo autódromo para o Rio e a consequente destruição da Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá, Zona Oeste, para o surgimento do Parque Olímpico dos Jogos de 2016. De acordo com o documento celebrado em 2007, entre a União, o estado, o município e a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), a instalação de Jacarepaguá só pode ser desativada após a nova pista ser concluída no local escolhido: Deodoro, Zona Oeste.
– O acordo judicial, era um acordo de propósitos e nunca foi homologado. Não foi feito em juízo – afirmou Fortes.
Em seguida, o presidente da APO salientou que o mais importante, no momento, é que as obras serão feitas como estão descritas no documento. Sem a necessidade de novos embates jurídicos.
– Estamos tratando, agora, de uma palavra que é confiança. Mais vale uma confiança do que um acordo. Porque, nesse caso, o acordo nem homologado está – considerou o presidente da APO.
Fortes ainda destacou que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, se comprometeu a, após o fechamento de Jacarepaguá, em dezembro, patrocinar as competições regionais do Carioca, em outros estados.
- O que eles querem é fazer as suas corridas. Já vão ter os patrocinadores e vai ser feito em outro autódromo. A palavra, agora, não é acordo judicial mas confiabilidade entre as partes. Vamos cumprir tudo o que combinamos - destacou Fortes.
As obras para a construção do Parque Olímpico Rio-2016 começarão ainda neste primeiro semestre dentro do Autódromo Nelson Piquet. E as primeiras ações não vão prejudicar o andamento do calendário automobilístico deste ano.


Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/rio2016/Governo-reconhece-acordo-CBA-autodromo_0_712128895.html#ixzz1wyFN0NNz 
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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Governos criam classificações para projetos olímpicos


Classificação determinará o que tem que ficar pronto para os Jogos Olímpicos e para cidade

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - A Autoridade Pública Olímpica (APO) resolveu desmembrar em duas partes os projetos de infraestrutura da cidade e aqueles destinados à execução dos Jogos. Cerca de 100 projetos passaram a ser classificados como essenciais e 250 como não essenciais para o evento. O presidente da APO, Márcio Fortes, afirmou que na lista de projetos considerados não essenciais encontram-se por exemplo o trecho da ligação Barra-Zona Sul do Metrô, entre o Jardim Oceânico e Leblon, além da aplicação da oferta de trens da Supervia bem como o BRT Transoeste que será inaugurado na próxima quarta-feira.
— Nós estamos trabalhando para tudo estar pronto para Olimpíada. Essa é uma classificação apenas para determinar o que tem que ficar pronto para os Jogos Olímpicos e o que tem que ser feito para cidade — disse Márcio Fortes.
O presidente da APO, o prefeito Eduardo Paes e o secretário da Casa Civil Régis Fitchner, participam neste momento da terceira reunião da Comissão de Coordenação dos Jogos Olímpicos no Hotel Softel, em Copacabana. O critério de divisão dos projetos já foi previamente aprovado pelo COI mas a reunião está sendo feita sem que tenha sido batido o martelo sobre o custo final do orçamento olímpico.
— Muitos projetos ainda não foram detalhados —explicou Márcio Fortes.
O presidente da APO também não quis antecipar toda a relação de projetos classificados como essenciais e não essenciais porque isso ainda depende de uma apresentação do Conselho Público Olímpico.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/governos-criam-classificacoes-para-projetos-olimpicos-5113272#ixzz1wqdsK5wd 

sábado, 14 de abril de 2012

TCU investiga uso de verba de Jogos Olímpicos



Por Luiz Ernesto Magalhães

Relatório conclui que Ministério do Esporte repassou a cidades de São Paulo dinheiro destinado a preparar o Rio

RIO - O Tribunal de Contas da União (TCU) considerou irregulares convênios do Ministério do Esporte para repassar quase R$ 16 milhões de verbas que deveriam ser usadas para preparar o Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016. Desse total, cerca R$ 13 milhões sequer ficaram na cidade: foram destinados à reforma e construção de instalações esportivas em São Bernardo do Campo (SP) e Lins (SP). Mais R$ 3 milhões foram direcionados para obras que na verdade eram de responsabilidade do Ministério da Defesa para os Jogos Mundiais Militares de 2011, no Rio.
No caso dos Jogos Militares, o relatório do TCU considera agravante o fato de que parte desses recursos acabou sendo usada para pagar despesas de um contrato sob investigação do próprio TCU. O contrato se refere à reformas no Centro Nacional de Tiros que, segundo o TCU, tem indícios de superfaturamento.
Em seu voto, a ministra Ana Arraes também questionou a demora para que a Autoridade Pública Olímpica (APO) divulgue a chamada Matriz de Responsabilidades. No documento devem constar os orçamentos, os prazos e qual ente público — se União, estado e município — será responsável por implantar cada projeto. Há meses, a União estuda repassar à prefeitura e ao Estado recursos para a execução de alguns projetos que de início seriam de sua responsabilidade.
São Bernardo teve repasse de R$ 12 milhões
Os convênios foram firmados em 2010. Em relação às instalações localizadas em municípios de São Paulo, o Ministério do Esporte alegou em sua defesa que os projetos eram importantes para dotar o país da infraestrutura esportiva necessária e preparar atletas para os Jogos Olímpicos. Ana, no entanto, acolheu o entendimento dos auditores do TCU de que o programa de onde saíram os recursos explicitava que o dinheiro só podia ser usado no Rio.
Para São Bernardo, por exemplo, R$ 12 milhões foram destinados para construir o Centro de Desenvolvimento do Handebol Brasileiro. O complexo esportivo contará com alojamentos para atletas e espaços para que as quatro seleções da modalidade possam treinar simultaneamente.
O presidente da Confederação Brasileira de Handebol, Manoel Luiz Oliveira, disse que a previsão inicial era que as obras fossem concluídas no fim do ano passado. Mas os trabalhos não começaram.
— O dinheiro está disponível. O problema é que os projetos das obras ainda estão sob análise da Caixa Econômica Federal. Não vou entrar no mérito da decisão do TCU. Mas, pessoalmente, acho que ações para melhorar a infraestrutura do esporte são investimentos para as Olimpíadas — justificou Manoel Oliveira.

TCU quer que Ministério use verbas do programa no Rio
Para a cidade de Lins (SP), o Ministério do Esporte fechou um convênio de R$ 975 mil para a reforma do estádio municipal. Do total, R$ 358 mil já foram liberados, de acordo com o Portal da Transparência.
No caso das instalações de Deodoro, o Ministério do Esporte argumentou que o Centro de Tiro será usado nas Olimpíadas. O TCU não concordou com o argumento, alegando que o intervalo de cinco anos entre os Jogos Militares e Olimpíadas trará a necessidade de gastos futuros com manutenção, reforma e até novos investimentos para atender a exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI).
Em seu voto, Ana Arraes determinou que o ministério só use as verbas do programa olímpico no Rio. E pede que os técnicos do TCU identifiquem e realizem audiência com os responsáveis pelos repasses.
Procurado, o Ministério do Esporte não localizou ninguém que pudesse comentar o relatório. A Autoridade Olímpica informou que ainda não foi informada sobre a decisão do TCU.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tcu-investiga-uso-de-verba-de-jogos-olimpicos-4645836#ixzz1s35e34Kr 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Obras do novo Autódromo à espera de acordo

  CBA receberá cronograma para construir nova pista

RIO - A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) receberá em dez dias planilhas detalhadas com prazos para a desativação do autódromo Nelson Piquet e a construção de novas pistas em Deodoro. O anúncio foi feito na quarta-feira durante uma reunião de dirigentes da CBA com o Comitê Rio 2016, a Autoridade Pública Olímpica (APO), governo do Estado e prefeitura que tentam um acordo que permita o início das obras do futuro Parque Olímpico. No terreno, ficarão as principais instalação esportiva dos Jogos de 2016.
— Nós temos prazos. E explicamos que não será possível esperar as obras do autódromo de Deodoro ficarem prontas para desativarmos o autódromo atual. O que estamos negociando é uma forma de conciliar a agenda olímpica com o automobilismo — disse o prefeito Eduardo Paes.
Numa tentativa de reduzir as resistências, Paes pretende discutir já na próxima semana com a Federação de Automobilismo do Rio, formas da prefeitura divulgar mais a atividade. Uma das ideias é incluir as corridas no calendário oficial de eventos da cidade.
Calendário prevê realização de corridas até novembro
O diretor jurídico da CBA, Felipe Zeraik, disse que ainda é cedo para dizer se a entidade aceitará o cronograma. Um acordo judicial assinado pela prefeitura antes dos Jogos Pan-Americanos e renovado durante a candidatura às Olimpíadas prevê que o autódromo Nelson Piquet só seja desativado quando houver uma alternativa na cidade:
— Existe um calendário de provas a ser cumprido. Teremos que estudar a proposta — disse o diretor jurídico.
O governo federal decidiu repassar para o estado a verba para a construção do novo autódromo que já tem licença ambiental. A data para a licitação das obras ainda não foi definida. As obras de infraestrutura do Parque Olímpico por sua vez, serão executadas numa parceria público privada com a prefeitura, cuja licitação já foi concluída. O edital prevê que parte das instalações sejam demolidas ainda esse ano. Mas já há provas marcadas no autódromo até novembro.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/obras-do-novo-autodromo-espera-de-acordo-4498163#ixzz1rBubbRDH