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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ministérios brasileiros assistirão ao Super Bowl


A decisão da liga norte-americana de futebol americano não será acompanhada exclusivamente por fãs da modalidade. A convite do governo dos Estados Unidos, membros de ministérios brasileiros estarão presentes para observar as ações de segurança.

Dos oito integrantes, serão: quatro da Secretária Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, vinculada ao Ministério da Justiça; dois da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); e dois do Ministério da Defesa.

Esta edição do Super Bowl, como é conhecido o evento, considerado um dos maiores do esporte mundial, será disputada entre San Francisco 49ers e Baltimore Ravens, em New Orleans, no dia 3 de fevereiro. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/direitoepolitica/28/28318/Ministerios-brasileiros-assistirao-ao-Super-Bowl/index.php

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O que a Stock ensina aos outros esportes


Por Erich Beting

No próximo final de semana a Stock Car realiza a sua “Corrida do Milhão”, um dos mais bem sucedidos projetos de marketing no esporte brasileiro. Criada em 2008, a prova que dá R$ 1 milhão em prêmio para o vencedor mostra alguns aspectos importantes na estratégia que o esporte precisa cada vez mais adotar para construir grandes histórias.

O primeiro deles é a definição de objetivos. A Stock se propôs, há seis anos, tornar-se a principal categoria do automobilismo no país. E, para não oscilar conforme o interesse das empresas, a categoria montou um projeto que prioriza o básico, que é o atleta. O foco da Stock é dar condições aos competidores para que eles consigam fazer carreira na modalidade e, mais do que isso, crie um público fiel à categoria.

Depois de patinar no Ibope e perder a exposição ao vivo da Globo em todas as suas provas, a Stock agora começa a reencontrar um caminho bom de manutenção da categoria. Álbum de figurinhas e produtos licenciados são apenas algumas das ações feitas para levar ao público o dia-a-dia das pistas e, mais do que isso, formar ídolos com os pilotos.

No início da semana, por exemplo, Cacá Bueno, líder do campeonato, participou de uma ação com a equipe num centro comercial em São Paulo. Frase do piloto após o evento: “Tirei tantas fotos aqui com o pessoal, então deu para perceber que eles acompanham a Stock e também senti que são torcedores”.

Cada vez mais procurada pela mídia, a Stock Car mostra aos outros esportes que o caminho para ter sucesso como evento é “simples”: Continuidade, prioridade ao atleta e foco no torcedor são as principais ações a serem tomadas. Com elas, mídia e patrocinador tornam-se uma espécie de consequência natural.

Não dá para achar que um produto sem torcida e atletas competitivos poderá ser um sucesso de mídia e patrocínio. Quem quiser ver um pouco mais como fazer, que tente ir a Interlagos no próximo domingo.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/12/06/o-que-a-stock-ensina-aos-outros-esportes/

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Os exemplos que o Brasil pode mirar para se tornar uma potência olímpica


Por José Antônio Lima

Encerrados os Jogos Olímpicos de Londres, o quadro de medalhas de 2012 mostra uma vitória imponente dos Estados Unidos. São 104 pódios, com 46 ouros, superando com folga a China (88 pódios e 38 ouros), resultado que devolve aos EUA a supremacia olímpica que vinha sendo conquistada desde 1996, quando as ex-repúblicas soviéticas deixaram de competir em conjunto, e foi interrompida em Pequim-2008 – quando a China superou os americanos em ouros (51 a 36), mas não no total de medalhas. Não faltam analistas para dizer que os americanos são o exemplo a ser seguido para o esporte olímpico brasileiro, mas a realidade é um pouco mais complexa. Para isso, precisamos compreender como funciona o esporte de alto rendimento nos EUA e em outras potências.

Os defensores do Estado mínimo adorariam acreditar que a hegemonia norte-americana possa ser entendida como o triunfo de um sistema sem Ministério do Esporte e no qual há pouquíssimo dinheiro do governo federal envolvido, mas as coisas não são bem assim.

Em primeiro lugar, é preciso considerar que os bons resultados esportivos só surgem acompanhados de investimentos bem feitos. No caso do esporte olímpico, a eficiência não é exclusividade do dinheiro privado. Diversas potências olímpicas contam com grandes investimentos estatais. Os casos mais óbvios são os da China e da Rússia, mas não é preciso recorrer aos exemplos extremos do país comunista e da principal herdeira da União Soviética para ver dinheiro público aplicado no esporte. O governo da Coreia do Sul, quinta colocada em Londres (28 medalhas, 13 de ouro), investe pesado no setor. As grandes apostas são três imensos centros de treinamento no qual atletas com mais de 15 anos podem se dedicar em tempo integral ao esporte. Na Alemanha (44 medalhas, 11 de ouro), o esporte de alto nível recebe dinheiro do governo federal, de loterias federais e das Forças Armadas. Na Itália (28 medalhas, 8 de ouro), o Comitê Olímpico recebeu, apenas para o orçamento de 2012, mais de 400 milhões de euros. Na Austrália (35 medalhas, 7 de ouro), os três níveis de governo gastam cerca de 2 bilhões de dólares por ano com esporte, a maior parte construindo e mantendo instalações esportivas públicas, mas também financiando atletas de elite.

Em segundo lugar, cabe ponderar a pequena participação do governo federal dos Estados Unidos no esporte. Isso ocorre porque a Constituição norte-americana é muito clara ao deixar a educação sob a tutela dos governos estaduais. Assim, são os estados (e em menor medida os governos municipais) os responsáveis por construir e manter equipamentos esportivos e, principalmente, subsidiar escolas e universidades públicas. Boa parte desses subsídios é usada para pagar salários de treinadores de alto nível, reduzir as mensalidades e conceder bolsas de estudos para atletas, estratégias usadas para atrair jovens esportistas. Essas instituições públicas, em conjunto com algumas instituições independentes (geralmente ligadas a fundações religiosas) e privadas, são a principal fonte de talentos para o esporte profissional norte-americano. Dos sete campeões olímpicos dos EUA em provas individuais no atletismo em Londres, cinco estudaram em universidades públicas, um em universidade privada e outro em uma instituição independente.

A grande importância do dinheiro público no esporte norte-americano não significa que os investimentos privados são irrelevantes. Tanto pessoas físicas como empresas contribuem muito para o país ser a maior potência olímpica. O esporte e a competição esportiva são conceitos arraigados na sociedade americana. Doadores privados são os responsáveis por sustentar, por exemplo, o Centro Aquático do Norte de Baltimore, onde começou a nadar aos dez anos Michael Phelps, o maior medalhista olímpico de todos os tempos. Mais de 30 empresas são as responsáveis por patrocinar, e sustentar integralmente, o Comitê Olímpico dos EUA.

O que esses exemplos dizem ao Brasil? Como mostrou recente reportagem da revista CartaCapital, o foco do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) hoje em dia são os atletas de elite, aqueles com potencial para subir ao pódio nos Jogos. O COB, e os governos municipais, estaduais e federal, se preocupam muito pouco em estabelecer políticas públicas para popularizar e democratizar a prática esportiva, gerando benefícios para a sociedade e ampliando a base de futuros medalhistas. O  COB pensa a curto prazo. No domingo 12, o superintendente da entidade, Marcus Vinícius Freire, afirmou que um exemplo a ser seguido pelo Brasil é o do Cazaquistão. O governo cazaque investiu, segundo reportagem da Folha de S.Paulo, 20 milhões de dólares no levantamento de peso, no ciclismo e no boxe para tornar o país referência nessas modalidades. Conseguiu 13 medalhas nos Jogos, nove nesses três esportes, sendo seis de ouro. Chegou ao 12º lugar no quadro de medalhas com um investimento rápido, porém sem reflexos positivos para a sociedade.

O Brasil, sede dos Jogos de 2016, tem uma série de bons exemplos para seguir. Pode copiar dos europeus e sul-coreanos a forma correta de tratar os atletas de elite; dos australianos, pode aprender como combinar o investimento no alto rendimento e no esporte como política pública; dos norte-americanos, como atrair a iniciativa privada para o negócio e como engajar a sociedade no incentivo aos jovens atletas. Enquanto o Estado brasileiro, em todos os níveis, continuar negligenciando a educação e, com ela, o esporte, e o COB mantiver seu foco apenas na conquista de medalhas, continuarão abastecendo as críticas daqueles que desejam afastar o Estado de tudo, incluindo do esporte, uma atividade capaz de reduzir a criminalidade, melhorar a saúde da população, unir a sociedade e formar pessoas.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/exemplos-brasil-morar-tornar-potencia-olimpica/

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

As lições deixadas pelos britânicos para o Rio


Segurança, voluntários, metrô e sinalização foram pontos positivos, mas o trânsito, os hotéis e a venda de ingressos deixaram a desejar

RIO - Os Jogos Olímpicos de Londres deixaram boas e más lições para o Rio. Uma das conclusões é que um dos maiores desafios para as Olimpíadas de 2016 é tentar encontrar soluções para o transporte de massa que permitam absorver o público extra que chegará para o evento.

Segurança
Policiais atenciosos e descontraídos
Quase sempre em duplas, os policiais de Londres eram bastante atenciosos com os turistas e conseguiram manter a descontração apesar do trabalho. Teve brasileira que tirou foto com policiais no Parque Olímpico fingindo que era presa. No revezamento da tocha, um policial desceu da moto e dançou break. Foi parar no Youtube como bom exemplo.

Voluntários
Grupos afastaram imagem sisuda dos britânicos
Geralmente bem humorados e atenciosos, os voluntários ajudaram a afastar a imagem sisuda dos britânicos. E haja disposição para trabalhar. A jornada podia chegar a 12 horas e nem sempre eles eram posicionados no mesmo lugar.

Metrô
Até roletas foram abertas para evitar aglomerações
A eficiência do sistema é o grande destaque da cidade. Voluntários nas estações e funcionários do metrô nas entradas para os túneis ajudavam a tirar dúvidas dos usuários. Em caso de problemas nas estações, isso era informado imediatamente em painéis nas estações e pela internet. Para evitar aglomerações, o metrô chegou a abrir as roletas.

Sinalização olímpica
A solução foi usar adesivos coloridos removíveis
Em lugar de placas e substituir a sinalização existente nas ruas, os ingleses resolveram o problema com adesivos coloridos removíveis.

Engarrafamentos
Interdições de faixas agravaram os congestionamentos
O problema se agravou com a interdição de faixas ou de todo o trânsito para a passagem de comitivas e provas de rua. Já vias secundárias ficaram vazias. A situação seria pior se parte das vagas de estacionamento em frente a hotéis oficiais não tivesse sido eliminada. A falta de vagas foi um estímulo para deixar o carro em casa.

Hotéis
Setor, que inflou preços, acabou tendo que fazer promoções
Parte do setor hoteleiro inflou os preços em até 30%. A taxa de ocupação chegou a cerca de 80%. Resultado: os hotéis tiveram que fazer promoções de última hora para ocupar os quartos.
Ingressos

Agências compraram bilhetes em excesso
As agências de viagem ligadas a comitês olímpicos compraram uma carga excessiva de ingressos que não conseguiram repassar aos clientes. Resultado: cadeiras vazias em estádios e torcedores circulando pelas ruas em busca de entradas que só eram obtidas com cambistas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/as-licoes-deixadas-pelos-britanicos-para-rio-5766786#ixzz23QriaLWG 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Projeto do Reino Unido quer incluir jovens nos esportes


Boris Johnson, prefeito de Londres, disse que as escolas do país já contam com duas horas diárias de educação física para incentivar os jovens.

Londres - O ministro da Cultura britânico, Jeremy Hunt, anunciou nesta quinta-feira que o governo implementará um projeto, logo após o final dos Jogos Olímpicos de Londres, para que mais jovens tenham acesso e se dediquem ao esporte.

Em declarações à emissora britânica ''BBC'', o ministro disse que o evento olímpico representa ''um momento mágico para o esporte britânico. Sabemos que os heróis dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos que vemos na televisão estão inspirando jovens por todo o país, e nós, do governo, queremos aproveitar isso'', afirmou.

Boris Johnson, prefeito de Londres, disse, em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, que as escolas do país já contam com duas horas diárias de educação física para incentivar os jovens.

Segundo Johnson, o governo ''compreende totalmente o interesse pelo esporte após os Jogos Olímpicos, assim como as vantagens sociais e econômicas que o evento levou ao país''.

O prefeito londrino antecipou os planos para organizar, no Parque Olímpico, competições de rugby, atletismo, hóquei e mergulho em nível internacional nos próximos anos.

''Além dos planos atuais, também organizaremos incontáveis séries de eventos esportivos globais'', comentou Johnson. 

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/projeto-do-reino-unido-quer-incluir-jovens-nos-esportes

Rio negocia a aquisição do estádio temporário de basquete de Londres


Prefeito da capital britânica, Boris Johnson, afirmou que instalações terão "preços razoáveis"

A organização dos Jogos Olímpicos de 2016 negociam a compra do estádio temporário de basquete usando em Londres, afirmou nesta sexta-feira o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Paes assegurou que o acordo sobre a aquisição da Arena de Basquete está em andamento e disse, em tom de brincadeira, que depende que Londres "faça um desconto" no preço.

A Arena de Basquete é uma estrutura temporária de mil toneladas de aço, com fachada e cobertura de PVC, que mede 20 mil metros quadrados.

O local tem capacidade para 12 mil espectadores, e em Londres, recebeu as partidas da primeira fase do basquete e da segunda fase do handebol.

O prefeito de Londres, Boris Johnson, disse que todas as instalações temporárias do parque olímpico que o Rio deseja e todos os serviços que forem emprestados à cidade brasileira terão "preços razoáveis".

Johnson afirmou que Londres está disposta a emprestar sua experiência ao Rio em diversas áreas, incluindo a gestão de estádios esportivos, a venda de entradas e consultoria.

Nos últimos anos, várias empresas britânicas assinaram contratos com a organização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos que somam um valor de 50 milhões de libras (R$ 157,6 milhões), segundo dados da Prefeitura londrina.

Eduardo Paes disse que um desses contratos assinados entre Brasil e Reino Unido é a construção do Parque Olímpico do Rio, que ficará a cargo de uma empresa britânica.

O prefeito carioca disse que o Rio usará as lições de Londres e seguirá o exemplo da capital da Grã Bretanha para sediar os melhores Jogos Olímpicos da história, apesar das diferenças econômicas entre as duas cidades.

"Londres não desperdiçou dinheiro em coisas loucas. Nós faremos o mais simples possível. A maioria das instalações serão temporárias e só faremos instalações fixas se elas realmente forem usadas no futuro", afirmou.

Paes viajou para Londres para participar da cerimônia de encerramento dos Jogos, na qual receberá a bandeira olímpica das mãos do presidente do COI, Jacques Rogge.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10507/RIO+NEGOCIA+A+AQUISICAO+DO+ESTADIO+TEMPORARIO+DE+BASQUETE+DE+LONDRES.html

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O fiasco dos ingressos e as lições para 2016


Por Erich Beting

Reportagem de capa nos principais jornais de Londres, exaustivas matérias na TV e na internet pelo mundo todo. A falta de gente nas competições dos Jogos Olímpicos tem sido um motivo de grande vergonha para os britânicos nesses primeiros dias de Olimpíadas. E, também, motivo de indignação por parte da população e, principalmente, dos torcedores de outros países que estão sem ingressos.

Ontem presenciei, na entrada do EXcel Arena, local onde há competições do judô, boxe, esgrima e tênis de mesa, entre outras, uma discussão entre italianos (o que, convenhamos, não é qualquer novidade) por não conseguirem entrada para as competições que rolavam por lá, enquanto viam as reportagens de que até militares eram convocados para “preencher espaço” nas arenas.

O fato é que a péssima experiência que os londrinos têm tido com ingressos deixa para o Brasil uma enorme lição. Assim como nós, os ingleses têm uma cultura esportiva muito voltada para o futebol. A falta de conhecimento sobre outras modalidades esportivas causa a baixa procura por entradas para competições em que não há um grande nome do esporte envolvido. Um bom exemplo é que natação, atletismo e basquete masculino são algumas das modalidades em que os ingressos se esgotaram rapidamente.

Também ontem, mas no estádio de Wembley, tivemos uma clara mostra da força do futebol para a Inglaterra. A partida do feminino entre Grã-Bretanha e Brasil foi vista por 70 mil pessoas. Foi o maior público dos Jogos até agora desde a cerimônia de abertura. E foi uma clara mostra de que o britânico gosta mais de futebol do que dos outros esportes.

Para não passar vexame, até 2016 o Brasil tem a necessidade de ampliar a audiência das demais competições e, até lá, criar o interesse no público em acompanhar os Jogos Olímpicos. O problema para isso é que, até lá, tem “apenas” uma Copa do Mundo (de futebol), pelo caminho.

A outra solução é o COB criar, em conjunto com o COI, um sistema muito mais flexível de venda de bilhetes, o que tornaria muito mais fácil a procura por quem não é brasileiro e, consequentemente, aumentaria o potencial de o país receber mais turistas no período dos Jogos.

De qualquer forma, os maus exemplos ingleses também têm de ser estudados à exaustão para o Rio-2016. O relógio, a cada dia que passa aqui em Londres, fica mais penoso para os brasileiros.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/08/01/o-fiasco-dos-ingressos-e-as-licoes-para-2016/

Com fábrica e Jogos no Rio, Nissan vai a Londres aprender


Por Erich Beting

A vida dos executivos da montadora japonesa Nissan no Brasil promete mudar bastante a partir do ano que vem. Janeiro de 2013 marca a instalação da fábrica da empresa automobilística na cidade de Rezende, no Rio de Janeiro, e também o primeiro ano de preparação da marca para ser patrocinadora dos Jogos Olímpicos. A empresa é uma das cotistas locais das Olimpíadas brasileiras.

Por conta disso, uma comitiva de executivos da Nissan está em Londres para, segundo a empresa, "aprender" com o evento. Patrocinadora da Casa Brasil, centro de relacionamento criado pelo COB para receber mídia, convidados e turistas, a fabricante japonesa tem feito algumas ações de ativação de marca por Londres.

No Crystal Palace, lugar onde funciona a concentração da delegação brasileira, a fabricante tem deixado um carro elétrico para ser testado por jornalistas. Na Casa Brasil, um jantar para convidados foi oferecido na última segunda-feira. O evento, que teve a presença da reportagem da Máquina do Esporte, serviu para que os executivos da marca conhecessem jornalistas do país e, também, membros do comitê organizador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

"Estamos aqui para conhecer e aprender. Temos olhado como funcionam os Jogos e, também, de que forma podemos nos relacionar com o evento", afirmou François Alain Dossa, diretor geral da Nissan no Brasil.

O primeiro passo dado pela marca após a assinatura do contrato do Rio-2016 foi anunciar a criação de um time de 30 atletas para serem patrocinados até os Jogos. Encabeçados por Hortência Marcari, do basquete, e Clodoaldo Silva, da natação paralímpica, o Time Nissan foi anunciado pouco antes das Olimpíadas de Londres e tem como objetivo revelar atletas para 2016, dando melhores condições de treinamento para que os jovens desenvolvam suas habilidades.

Agora, a empresa procura observar como as marcas patrocinadoras de Londres têm feito para se relacionar com os clientes e, assim, aumentar sua presença na sede dos Jogos em 2016. 

O patrocínio às Olimpíadas consegui manter a Nissan em evidência no mercado de patrocínio esportivo brasileiro, que recentemente assistiu a um importante movimento do setor automobilístico. Em 2011, a empresa não renovou a cota de patrocínio de title sponsor da Copa Sul-Americana de futebol, após um contrato de oito anos de duração.

Paralelamente, seus grandes concorrentes no mercado brasileiro ampliaram o investimento em esporte. A Kia patrocina a Copa do Brasil (title sponsor) e o Palmeiras; a Volkswagen patrocina a seleção brasileira de futebol e o atacante Neymar; a Hyundai-Kia apoia a Copa do Mundo; a Chevrolet, alguns campeonatos estaduais; e a JAC Motors, a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu).

Em 2012, a Nissan tem aumentado sua participação no mercado automobilístico brasileiro. A marca ocupa atualmente a sexta posição em vendas no país.

* O repórter viaja a convite da Adidas

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/26/26198/Com-fabrica-e-Jogos-no-Rio-Nissan-vai-a-Londres-aprender/index.php

Ministro vê quedas de Teixeira e Havelange como senha para democratizar poder no esporte


Por Gustavo Franceschini

A comprovação, por parte da Justiça suíça, de que Ricardo Teixeira e João Havelange receberam propina no escândalo de corrupção da Fifa acabou com a desculpa de que não haviam provas contra os cartolas. Em entrevista ao UOL Esporte, o ministro do Esporte Aldo Rebelo evitou atacar diretamente a dupla, mas deixou claro que é contrário ao modelo de perpetuação de dirigentes no poder que vigora no Brasil.

“Acho que as instituições que governam o esporte no Brasil e o futebol precisam passar por um processo de democratização e de modernização compatíveis com a evolução da sociedade e as exigências do próprio esporte. Acho que os resultados, em havendo democratização e profissionalização, vão aparecer”, disse Aldo Rebelo, em entrevista concedida na residência oficial do embaixador do Brasil no Reino Unido, onde fica mais alguns dias para ver os Jogos Olímpicos. 

O hoje ministro foi uma figura importante no longo processo de queda de Ricardo Teixeira. Ele era o relator da CPI que, em 2000, esmiuçou as atividades ilícitas do então presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e encontrou os primeiros indícios da ligação dele com o escândalo da ISL, ex-parceira da Fifa, que o derrubou no começo deste ano.

Depois da CPI, no entanto, Aldo aos poucos mudou de postura. A voracidade das críticas ao cartola diminuiu ao passar dos anos. Ao assumir a função de ministro do Esporte no ano passado, ele adotou um discurso político ao falar de Teixeira. Mesmo com os dois cartolas fora de cena, ele evita um ataque mais duro.

Para o político, o escândalo ainda não manchou a imagem da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, que tiveram Teixeira e Havelange como presidente do Comitê Organizador e garoto-propaganda, respectivamente. “Não creio [que tenha manchado], porque a organização e o êxito da Copa não dependem dessas pessoas. Ela depende da capacidade dos organizadores de tocar as suas ações e suas iniciativas e me parecem que estão fazendo isso no Brasil. Acho que a Copa do Mundo é muito maior do que esses episódios para ser afetada por eles”, disse Rebelo.

Confira a seguir a entrevista completa:

UOL Esporte – O que o senhor sentiu da Olimpíada em Londres até o momento?
Aldo Rebelo - Eu destaco em primeiro lugar o ambiente de Londres com a Olimpíada. Apesar dos problemas que todos nós testemunhamos de trânsito, comunicação e de recepção. A cidade foi contagiada por um ambiente de tolerância, de confraternização entre as pessoas. Os ingleses estão muito mais risonhos e prestativos, inclusive os guardas dão mais informações. É preciso louvar o esforço que a cidade faz, o governo e sua prefeitura, de oferecer aos visitantes um ambiente agradável de eficiência. Por essa razão é que eu relevo os problemas que testemunhamos. Para nós, é muito melhor que registrar os problemas e tomar como lição para que eles sejam reduzidos no Brasil.

UOL Esporte – Qual foi exatamente o problema da comunicação que o senhor sentiu?
Aldo Rebelo – Além do trânsito, a telecomunicação, o sinal de celular e o wifi apresentaram algumas dificuldades em alguns momentos.

UOL Esporte – Recentemente essa discussão sobre qualidade de telefonia móvel ganhou grande proporção no Brasil. O país vai saber lidar com isso até 2016?
Aldo Rebelo - O Brasil é muito deficiente nessa área. Nós temos planos do governo e da própria iniciativa privada para reduzir os problemas que temos, que são grandes e importantes para a população nas grandes cidades e para as empresas, para os profissionais que precisam disso para o seu trabalho. Temos de cuidar muito bem disso.

UOL Esporte – Em termos de esporte, é possível imaginar o Ministério do Esporte cobrando mais de perto esportes como a natação, que receberam verba pública mas fizeram tempos abaixo de suas próprias melhores marcas aqui em Londres?
Aldo Rebelo - Os ingleses também esperavam muito de um ciclista consagrado e ele não teve o desempenho esperado [Mark Cavendish]. Mesmo seleções como a Espanha e o Uruguai [no futebol], sobre as quais se tinham grandes expectativas. Essas coisas têm essa explicação mais geral. O resto depende de planejamento muito detalhado, muito minucioso, que envolve toda a preparação do atleta, a participação dele em um circuito internacional de competições, que o deixe em condições de disputar a Olimpíada já conhecendo os possíveis adversários que vai enfrentar, as condições da competição, o equipamento. O trabalho que estamos fazendo com o COB, com as confederações, com o ministério da defesa e com os próprios clubes é para que nossos atletas tenham até 2016 a experiência necessária, a participação em competições e o apoio com a criação do bolsa-técnico. O Brasil não pode ser apenas o país-sede, que dê exemplo de acolhida, de organização, mas precisa que o quadro de medalhas mostre o Brasil em sua condição de sede, com o status de país-sede.

UOL Esporte – E o Brasil conseguirá fazer uma Olimpíada melhor que a de Londres, como sugeriu a presidente Dilma?
Aldo Rebelo - O Brasil tem condições de oferecer organização, engenharia civil, sustentabilidade, telecomunicações, segurança... Tudo isso está planejado, tanto para Copa como para a Olimpíada. Os recursos já estão previstos. Além da realização material dos dois eventos, nós também vemos a oportunidade do Brasil mostrar ao mundo uma referência no plano espiritual. Um país acolhedor, onde os visitantes estrangeiros não sejam apenas respeitados ou tolerados, mas que eles sejam queridos, as pessoas sejam acolhidas com afeto e carinho, recepcionadas com toda a generosidade que o ser humano é capaz de oferecer. Nós, independentemente da nacionalidade, da religião, da cor da pele das pessoas, vamos tratar todo mundo de forma muito acolhedora.

UOL Esporte – Falando da parte organizacional, qual é a situação do Velódromo, que custou R$ 14 milhões no Pan e deve ser demolido porque não atende as exigências do COI?
Aldo Rebelo - É que as exigências, não só técnicas, mas a dimensão dos equipamentos que acolhem o Pan e as Olimpíadas são muito diferentes. O COI tem exigências muito maiores não só do Pan para as Olimpíadas como de uma Olimpíada para outra. Aqui, o ministro local me dizia isso, que ele teve de fazer muitas coisas diferentes da Olimpíada de Pequim. Ele teve discussões sérias com o COI, porque eles usaram os parâmetros de Pequim e tiveram de alterar. O caso do Velódromo eu não sei exatamente se é essa a razão, mas provavelmente o gabarito com as referências técnicas para as Olimpíadas estão muito além daquilo que foi feito para o Pan.

UOL Esporte - Mas nós já sabíamos lá atrás que os parâmetros eram distintos. Quando se faz uma obra para o Pan e tem de fazer outra para a Olimpíada não dispendemos dinheiro desnecessário em uma delas?
Aldo Rebelo - Em alguns casos pode ser. Em outros, nos talvez não tivéssemos no orçamento para o Pan a disponibilidade de fazer o equipamento já para os Jogos Olímpicos.

UOL Esporte - Quando ganhou a candidatura, a solução era a reforma do Velódromo, mas isso não aconteceu e agora não temos tempo hábil. Outra coisa que atrasou foi a matriz de responsabilidade fiscal, prevista para março e ainda pendente. Por que as coisas de 2016 demoram tanto a sair?
Aldo Rebelo - Porque é diferente da Copa, que é praticamente privada. Nela, o Governo Federal entra com recursos de empréstimo para a construção dos estádios e a mobilidade urbana. A Olimpíada é um empreendimento com recursos públicos, que tem participação do Estado do Rio em uma proporção muito grande, e da cidade do Rio. Todos eles com uma estrutura própria para tratar da questão dos Jogos Olímpicos. Além disso, tem a Autoridade Pública Olímpica, que em tese é a autoridade maior, o consórcio entre os três entes federativos para tratar dos Jogos.

UOL Esporte - Não tem como agilizar isso?
Aldo Rebelo – E não é exatamente isso que a gente tem tentado fazer? Nosso esforço não é esse?

UOL Esporte - Mas vocês têm conseguido? O senhor está satisfeito com a agilidade?
Aldo Rebelo - Não, gostaríamos de estar em um estágio mais adiantado. Mas temos segurança de que nesse estágio nós cumpriremos o calendário de entrega das obras dentro do tempo necessário para os Jogos.

UOL Esporte – Ministro, há cerca de um mês a Justiça suíça divulgou que Ricardo Teixeira e João Havelange foram condenados por corrupção. Isso te surpreendeu?
Aldo Rebelo – Bem... [faz uma pausa] Nós, de certa forma, levantamos informações na investigação da CPI da Câmara em 2000. E já haviam ali fatos relacionados com essa investigação que a Justiça suíça fez, concluiu e divulgou. Então de certa forma podia, na própria CPI ou a partir da CPI, haver uma previsão de que esses fatos, embora não totalmente esclarecidos na época, poderiam ser esclarecidos mais adiante.

UOL Esporte - Então, não te surpreendeu?
Aldo Rebelo - A questão não é surpreender ou não surpreender, a questão é investigar ou não investigar, e a investigação foi feita.

UOL Esporte – De que maneira isso afeta 2014 e 2016, já que Ricardo Teixeira presidia o Comitê Organizador e João Havelange foi garoto-propaganda da Rio 2016? A imagem dos eventos fica manchada?
Aldo Rebelo - Espero que não fique, porque o país acolhe a Copa do Mundo que é organizada pela Fifa. Me parece que a própria Fifa, pelo menos ultimamente, manifestou interesse de que essa investigação fosse concluída. O próprio presidente da Fifa tomou providências para reduzir a exposição da instituição a fatos semelhantes.

UOL Esporte – Mas são figuras centrais nos dois eventos. A imagem já não está afetada?
Aldo Rebelo - Não creio, porque a organização e o êxito da Copa não dependem dessas pessoas. Ela depende da capacidade dos organizadores de tocar as suas ações e suas inciativas e me parecem que estão fazendo isso no Brasil, com o Governo procurando apoiar e ajudar naquilo que está ao seu alcance. Acho que a copa do mundo é muito maior do que esses episódios para ser afetada por eles.

UOL Esporte – O Governo errou ao escolher essas pessoas como seus representantes?
Aldo Rebelo - A Copa do Mundo seria realizada no Brasil ou nos outros países que se candidataram e tentaram atraí-las, independentemente desses fatos e episódios. O que eu creio é que o futebol brasileiro deva adotar como lição, não para corrigir, mas muito mais para prevenir episódios semelhantes, é modernizar a gestão e a estrutura das entidades que organizam não só o futebol, mas todo o esporte do país. Tem de democratizar institucionalmente essas entidades, os critérios e mecanismos de escolha dos dirigentes, profissionalizar a gestão dessas instituições e dos próprios clubes brasileiros, onde há anacronismos inaceitáveis do ponto de vista democrático, como nós vemos em alguns clubes. Dou o exemplo do meu clube do coração, que é o Palmeiras, que precisa se modernizar e democratizar. São instituições importantes para o país. Tem de ter uma institucionalidade compatível com o que está acontecendo na sociedade.

UOL Esporte – O senhor é favorável ao projeto de lei que tramita na Câmara e sugere um limite para o número de mandatos para dirigentes esportivos?
Aldo Rebelo - Sou. Aliás, sempre fui.

UOL Esporte – Mas o senhor hoje lida com cartolas que não concordam com ele, ou ao menos não seguem o que ele prega.
Aldo Rebelo – Eu respeito a posição dos dirigentes e o seu ponto de vista, da mesma forma que espero que eles respeitem também o meu.

UOL Esporte – Nessa linha de raciocínio, que prejuízos o esporte tem quando no topo da organização, no comando do COB, está uma pessoa que vai completar 21 anos de poder em 2016?
Aldo Rebelo - Os lucros e os prejuízos qualquer jornalista inteligente pode verificar. Eu não vou personificar a questão. Vou tratar como uma tese. Acho que as instituições que governam o esporte no Brasil e o futebol precisam passar por um processo de democratização e modernização compatíveis com a evolução da sociedade e com as exigências do próprio esporte. Acho que os resultados, em havendo democratização e profissionalização, vão aparecer. Não é apenas por uma questão de participação, de direito democrático. É também por isso, mas é pelo que pode ser obtido. Pela valorização dos clubes, de suas marcas, da ampliação da renda, do aumento da confiança dos parceiros nas instituições que gerem o esporte e o futebol. Eu só citei benefícios. Não vejo que prejuízo poderia trazer para o esporte ou para os clubes. 

Fonte: http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2012/07/31/ministro-ve-quedas-de-teixeira-e-havelange-como-senha-para-democratizar-poder-no-esporte.htm

terça-feira, 31 de julho de 2012

Nem tudo se cria: um olho em Londres e outro nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio


Ideia é testar a melhor forma de padronizar a sinalização turística da cidade para que ela se torne mais fácil de ser explorada por visitantes

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O Rio de Janeiro pretende fazer um “laboratório” em 2013 durante os Jogos Mundiais da Juventude e a Copa das Confederações. A ideia é testar a melhor forma de padronizar a sinalização turística da cidade para que ela se torne mais fácil de ser explorada pelos milhares de visitantes da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. O anúncio foi feito pelo diretor de marketing da Riotur, Paulo Viella, que está em Londres, participando de um dos programas de observadores dos Jogos de 2012, e de olho em todas as boas ideias que possam trazer de lá. São mais de 160 observadores do Comitê Rio 2016, da União, do governo do Estado e da prefeitura que acompanham desde a rotina do trânsito na cidade até o esquema de segurança, além da própria operação dos jogos.

Em Londres, o formato e a cor viva em tom róseo da logomarca olímpica estão presentes nas ruas, nos postos de informações turísticas, nas estações do metrô (para indicar como chegar aos locais de competição) e até nos coletes dos voluntários que orientam os visitantes.

— Os próximos eventos que serão realizados no Rio, no ano que vem, são de perfis diferentes mas servirão orientar ajustes. Nós já temos alguma experiência com padronização visual de eventos, usados na Rio+20, nos Jogos Mundiais Militares e no Rock in Rio. Mas Londres encontrou boas soluções, como por exemplo, os postos de informações móveis (em contêineres), que podem ser montados ou desmontados em menos de um dia, podendo ser transferidos para onde houver mais público — disse Viella.

Paulo participa do programa de observadores da Great Lord Administration (entidade equivalente à Empresa Olímpica Municipal no Rio) para verificar como funcionam as instalações que, pelo compromisso firmado com o Comitê Olímpico Internacional, são atribuição direta da cidade-sede. Ou ainda exigem participação do governo local. Ele tem assistido a palestras sobre como Londres se preparou para manter a rotina em meio a tantas interdições no tráfego e circulação de pessoas. Os observadores caminham com fones de ouvido com tradução simultânea enquanto o representante local explica em inglês que tipo de solução foi empregada em cada área.

Além da sinalização turística, eles também conheceram os chamados Live Sites na cidade, onde moradores e turistas podem acompanhar as competições, em telões, com entrada franca. Só não vale para as cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas.

O maior Live Site de Londres, com capacidade para 60 mil pessoas , está no Hyde Park. O Rio já fez estruturas semelhantes. Na Copa de 2010, em Copacabana, havia um espaço para 40 mil pessoas. Domingo, Paulo visitou a área de confraternização no Hyde Park, onde há trechos para recreação infantil.
O Live Site tem praça de alimentação diversificada, banheiros químicos e esquema de segurança rígido, em que os visitantes passam por detectores de metais.

— Há boas soluções. Apesar de a área contar com cinco palcos com telões, as caixas de som foram dispostas de forma a evitar a mistura de sons. Nas praças de alimentação podemos encontrar opções variadas — afirmou Paulo Viella.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/nem-tudo-se-cria-um-olho-em-londres-outro-nos-jogos-olimpicos-de-2016-no-rio-5638830#ixzz22Cxlli64 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Atenas usou Vila Olímpica para projeto social de habitação


Projeto pode ser considerado um modelo de sucesso e um dos grandes legados dos Jogos de 2004

Destinado desde o início a moradores de baixa renda, o projeto da Vila Olímpica de Atenas pode ser considerado um modelo de sucesso e um dos grandes legados das Olimpíadas de Atenas, em 2004.

As 2.500 moradias construídas nos arredores de Parnitha, a noroeste de Atenas, foram entregues para trabalhadores de baixa renda inscritos em programas de moradia do governo. Com prédios de quatro e cinco andares, em uma área de 1 milhão de metros quadrados, o local hoje abriga 10 mil moradores.

O engenheiro Iones Csipolitos, da Fundação Hellenic Olympic Properties, explica que as moradias foram construídas pelo Ministério do Trabalho e destinadas às pessoas que tinham feito inscrição no programa social. De acordo com ele, a maior parte dos apartamentos tem três quartos e cerca de 100 metros quadrados.

“O programa desde o início foi esse, ser destinado a habitação de trabalhadores, da casa do trabalhador. Embora fosse destinado ao programa social, foi construído em muito boas condições, com materiais muito bons, não como de modo geral a construção destes programas sociais é feito”.

De acordo com a vice-prefeita para Assuntos Internacionais de Atenas, Sophie Daskalaki-Mytilineou, a Vila Olímpica foi um dos principais benefícios para a população de Atenas.

“As obras podem ser separadas da seguinte maneira: primeiro o país tem que preparar a sua infraestrutura, as estradas, as ferrovias, os transportes rodoviários, o aeroporto, e, por outro lado, também os estádios, que devem ser modernos e de fácil acesso. Além disso, foi criada a Vila Olímpica, que, depois, cerca de 2.500 casas foram entregues a trabalhadores de baixo nível de rendimento ou a desempregados”.

Revitalização - Sophie explica que a prefeitura também promoveu, na época, um programa de embelezamento das praças e estradas, além de um programa de incentivo para renovação das fachadas dos prédios e casas.

“A prefeitura entrava com um percentual desse custo, de 30% a 40%, o restante era pago pelos proprietários. Houve, neste período, a renovação de cerca de 3 mil fachadas em pontos centrais da cidade e o programa continuou após as Olimpíadas, chegando a 5 mil”.

Outro legado para a cidade, segundo Sophie, foi a revitalização do centro arqueológico, com o Partenon e o Estádio Panathinaiko - onde ocorreram os primeiros Jogos da Era Moderna, em 1896 -, a renovação da frota de ônibus, a construção do Aeroporto Internacional Eleftherios Venizelos, da linha do bonde e do metrô, que enfrentou diversos problemas.

“Temos o problema das antiguidades da cidade, a cada metro que se cava descobre-se uma cidade antiga abaixo da cidade nova, então o serviço de arqueologia teve que enfrentar muitos problemas burocráticos e também de construção por parte dos engenheiros. Se não houvesse essa premência dos Jogos Olímpicos, pode ser que a construção do metrô demorasse mais”.

Manutenção - O secretário-geral do Ministério da Cultura e Turismo para a Utilização Olímpica, Yannis Pyrgiotis, destaca também os investimentos em infraestrutura, o avanço tecnológico das redes de energia e telecomunicações. Como conselho para o Brasil, Pyrgiotis diz que Atenas errou em fazer instalações esportivas muito grandiosas.

“Depois, eles não vão saber o que fazer com aquilo e como manter a limpeza, a guarda. Então, pela nossa experiência, talvez seja melhor fazer coisas temporárias. Ainda que o custo seja muito grande, maior do que o da construção permanente. É melhor fazer isso, porque se você levar em consideração o custo de manutenção a longo prazo. Não vale a pena”.

Conselhos 
Apesar de ter cedido algumas instalações olímpicas para investidores particulares, Atenas ainda gasta cerca de 15 milhões de euros por ano com a manutenção dos equipamentos esportivos. Valor que não é alcançado com o aluguel dos espaços.

De acordo com Pyrgiotis, a Fundação Hellenic Olympic Properties foi criada imediatamente após o término dos Jogos Olímpicos para que fosse feito um programa de utilização comercial, social e política dos equipamentos esportivos. Para ele, foi tarde demais.

“Devia ter sido feito antes das construções, para que já se tivesse em mente o que deveria fazer. O quanto mais cedo fizer essa programação para as instalações após o término dos jogos, tanto melhor será para vocês. O Brasil vai sofrer uma grande pressão de vários fatores e em todas as cidades olímpicas existe a ideia de que todos os problemas vão se resolver com os Jogos Olímpicos. É preciso que haja uma hierarquia das necessidades, não se pode satisfazer a todo mundo”.

Para a taxista brasileira Kátia Regina Paravatos, que já estava na Grécia durante as Olimpíadas, a população teve benefícios com os Jogos, mas os gastos foram muito altos.

“Ajudou muito porque agora a gente está usufruindo tudo isso que ficou de infraestrutura. Acho que valeu a pena, mas por outro lado, foi um gasto muito grande que, eu acho, a Grécia não estava preparada”.

Crise grega
Para alguns analistas, de acordo com a BBC Brasil, os gastos com as Olimpíadas de 2004 foram o começo da crise econômica da Grécia. O custo anunciado de 8,9 bilhões de euros, além de ser o dobro da estimativa inicial, foi o mais alto de todas as Olimpíadas da história moderna, até então.

Em 2004, a Grécia era o segundo país mais pobre da União Europeia e a economia fechou com déficit de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A dívida pública subiu, naquele ano, para 98,6% do PIB. E chegou, em 2010, a 144,9%.

Outro fator que pesou no custo de realização dos jogos de 2004 na Grécia foi a preocupação redobrada com a segurança, já que eram as primeiras Olimpíadas realizadas apos os ataques de 11 de setembro de 2001.

*Colaborou Beatriz Arcoverde, repórter do Radiojornalismo
*As entrevistas foram feitas em Atenas, em abril de 2010.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10426/ATENAS+USOU+VILA+OLIMPICA+PARA+PROJETO+SOCIAL+DE+HABITACAO.html

Barcelona-92 é modelo a ser seguido pelas cidades olímpicas


Cidade ganhou notoriedade, valorizou-se e ficou marcada pela alegria dos 20 dias de disputas

Barcelona esperou quase 70 anos para realizar suas Olimpíadas em 1992. Os Jogos haviam sido prometidos para 1924, mas o Barão de Coubertin, fundador das Olimpíadas Modernas, acabou optando por Paris para a sede daquele ano.

Mas a espera valeu a pena. A cidade catalã, antes escondida no interior da Espanha, ganhou notoriedade, valorizou-se e ficou marcada pela alegria dos 20 dias de disputas esportivas.

Uma oportunidade que foi muito bem aproveitada, de acordo com Pere Alcober, presidente do Instituto de Esportes de Barcelona.

“Durante os 20 dias dos Jogos Olímpicos tivemos uma oportunidade única, que não se sabe quando poderá se repetir. Essa oportunidade teria que servir para várias coisas. Uma delas é tentar fazer os melhores Jogos Olímpicos”.

Depois dos Jogos, a cidade se tornou reconhecida em todo mundo. Para Alcober, esse sucesso vai além da infraestrutura.

“A transformação da cidade ocorre na infraestrutura, nas moradias, vias, no aeroporto, o que é imprescindível. Isso é o tangível. Mas há outra troca, que é muito importante, que são os benefícios intangíveis, que vem a ser a autoestima da cidade, o reconhecimento de que temos um desafio e que juntos vamos assumir um objetivo e vamos fazer bem, para mostrar ao mundo que somos capazes de avançar, de nos consolidar nesse mundo globalizado”.

Orgulho 
O empresário Juan Martinez Palhares considera que as Olimpíadas foram importantes para a população de Barcelona, que passou a ter orgulho da cidade.

“Sem dúvida foram muito importantes para as pessoas que viviam em Barcelona, porque ficou um orgulho de que Barcelona estava presente em todo o mundo e vimos que não era uma coisa política, era uma coisa realmente feita para a cidade”.

Palhares explica que, além de a população aproveitar as melhorias feitas para os Jogos, a cidade passou a receber mais turistas.

“Tudo foi aproveitado: as telecomunicações, muitos hotéis e isso tudo nos permitiu avançar mais, organizar mais eventos, organizar mais férias, a cidade estava preparada para receber mais visitantes, já que a estrutura que havia sido feito era muito grande. Ainda bem que quem pagou foi o Estado e isso permitiu que os beneficiários fossem Barcelona e os barceloneses, que, de outra forma, não poderiam pagar”.

Valorização
A economista Maria Consol diz que a maior transformação foi na infraestrutura. “Depois dos Jogos Olímpicos, obviamente, a maior transformação que se pode ver, foi a infraestrutura. A cidade onde moraram os atletas, toda essa parte foi criada, com as praias, o novo porto, além de muitas outras coisas. Também tem o anel olímpico, que facilitou o transito”.

O empresário Palhares destaca que os apartamentos da Vila Olímpica foram vendidos a preços altos e a cidade toda sofreu valorização imobiliária.

“Toda a área de Barcelona se valorizou muito. Houve um disparo de preços tremendo, foi mais de 50%, porque a cidade ficou bonita, tendo cada vez menos áreas à disposição. E as pessoas queriam ir viver em Barcelona, porque deixaram a cidade muito linda”.

Criatividade - O representante do Departamento de Marketing da Infraestrutura Olímpica, Joaquim Romero, explica que cerca de 1 milhão de pessoas visitam a área olímpica de Barcelona, inclusive o Museu das Olimpíadas de 1992. De acordo com ele, muita criatividade ajuda a manter o ginásio ocupado, local que pode receber até 18 mil pessoas.

“Aqui já foi feito de tudo, pista de neve, piscina para o mundial de natação, recebeu triatlon, enduro, windsurf e jet ski também, ginástica sobre gelo, corridas de carros. Já tivemos de tudo”.

O Estádio Palácio São Jorge recebe concertos e grandes jogos, mas ainda encontra problemas para sua manutenção. Já o ginásio é utilizado cerca de 200 dias por ano e os lucros são convertidos para manter outras áreas do parque olímpico.

Mas o grande exemplo de Barcelona para o mundo é como 20 anos depois a cidade ainda vive da boa lembrança dos Jogos Olímpicos. A cidade se valoriza e se reconstrói, mas a recordação dos 20 dias de disputa está presente em toda sua população, que valoriza os visitantes, que sempre ficam com vontade de voltar.

*Colaborou Akemi Nitahara
*As entrevistas foram feitas em Barcelona, em abril de 2010

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10424/BARCELONA92+E+MODELO+A+SER+SEGUIDO+PELAS+CIDADES+OLIMPICAS.html

sábado, 28 de julho de 2012

Ministério da Defesa deve controlar segurança e orçamento de R$ 1,8 bilhão até 2016


Em Londres, Dilma não poupou elogios ao esquema de segurança para a Rio+20, realizada em junho no Rio

Por Antôio Werneck e Luiz Ernesto Magalhães

RIO e LONDRES - O comando da segurança e a administração dos recursos previstos para os grandes eventos que o país sediará até os Jogos Olímpicos Rio 2016 deverão ficar sob a tutela do Ministério da Defesa, sinalizou na sexta-feira, em Londres, a presidente Dilma Rousseff. Embora o assunto ainda não tenha sido totalmente fechado em Brasília, Dilma — que viajou para participar da cerimônia de abertura dos jogos ingleses — não poupou elogios ao esquema de segurança coordenado pela Defesa para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho no Rio. Nos bastidores, o elogio de Dilma foi entendido como primeiro passo no caminho de se manter o mesmo esquema.

— A cada Olimpíada o país que recepciona o evento aprende com o anterior. O patamar alcançado aqui (Londres) é excepcional. Seja no que se refere à infraestrutura, seja no que se refere à segurança. É importante ter uma estrutura de segurança permanente. No caso do Brasil, tivemos uma experiência boa com a Rio+20. A união da Polícia Federal e as Forças Armadas, em particular do Exército, foi muito boa no que se refere à segurança — afirmou a presidente.

Se ficar confirmado no comando, o Ministério da Defesa deverá administrar um orçamento extra da ordem de R$ 1,8 bilhão. Os recursos serão aplicados na segurança pública de eventos como a visita do Papa Bento XVI, no ano que vem, durante a Jornada Mundial da Juventude, com previsão de atrair cerca de dois milhões de católicos de todo o mundo ao Rio; a Copa das Confederações, evento do calendário da Fifa que servirá como teste para a Copa do Mundo de 2014; e os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Defesa já recebeu R$ 1,4 bilhão extra
Até o momento, o Ministério da Defesa já embolsou em recursos extras (fora do orçamento da pasta) algo em torno de R$ 1,4 bilhão em dois anos. A maior fatia foi usada na organização dos Jogos Mundiais Militares, ocorridos no Rio no ano passado, quando foram gastos R$ 1,2 bilhão. Outros R$ 105 milhões foram repassados às Forças Armadas para uso na Rio+20. Também este ano, R$ 150 milhões caíram na conta da Defesa para que o ministério busque no mercado externo, por licitação internacional, equipamentos para o Centro de Monitoramento Cibernético, criado para monitorar os crimes de internet.

A decisão sobre as Olimpíadas pode evitar o impasse criado na realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007. De olho na verba de segurança, os ministérios da Defesa e da Justiça passaram meses reivindicando a coordenação dos projetos ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As licitações acabaram atrasando e muitos itens ou não chegaram ou foram entregues tarde demais para a organização do Pan 2007.

A favor do Ministério da Defesa está a facilidade de recrutar imediatamente efetivos para atuar em qualquer parte do país. No Pan, houve problemas na coordenação do Ministério da Justiça, principalmente no emprego de soldados da Força Nacional. Como a FN é formada por PMs cedidos de outros estados, foi necessário negociar com os comandantes de batalhões a cessão. Como o Pan foi realizado em julho, período de férias escolares e de crescimento do turismo, muitos estados não permitiram a cessão de policiais.

Mas há fatores que pesam também contra os militares. A organização dos Jogos Mundiais Militares enfrentou problemas com algumas licitações, muito embora não diretamente ligados a questões de segurança. O Tribunal de Contas da União (TCU) já apontou irregularidades e atrasos na construção de duas das três vilas olímpicas que foram inauguradas sem que todos os apartamentos ficassem prontos, impedindo que fossem usados pelas delegações. O aluguel da mobília das vilas também teria sido superfaturado em mais de R$ 2 milhões, segundo o TCU.

Em Londres, Dilma disse ter identificado outros bons exemplos da organização dos jogos:
— Um deles foi manter o trânsito funcionando em uma das maiores cidades do mundo, com turistas chegando e a população circulando. Eles também mostraram a importância de ter um bom legado. O que você usa para realizar uma grande olimpíada pode transformar também em algo que fica para o povo desse país. Aqui vimos instalações esportivas que, no futuro, irão se transformar em instituições educativas. Instalações de hotéis que depois serão usados como imóveis residenciais. E a enorme preocupação de fazer projetos sustentáveis — disse a presidente.

Nos bastidores dessa disputa, a disposição de entregar o controle à Defesa é tratado como um afago do governo federal aos militares, alvos de ações como a criação da Comissão da Verdade, com atribuição de mexer no passado das ações militares durante os anos de chumbo.

— Na segurança da Copa, que eventualmente poderá ficar sob o comando das Forças Armadas, ainda há muita resistência. Nesse caso específico, estão brigando os ministérios da Defesa e Justiça para ficar no comando das operações — disse uma autoridade envolvida na organização da Copa do Mundo.

A intenção de entregar ao governo federal a coordenação de grandes eventos tem provocado reclamações. Um dos primeiros a se manifestar foi o secretário de Segurança José Mariano Beltrame, à frente da implantação das Unidade de Polícia Pacificadora (UPPs). Sem repasse de recursos do governo federal para aplicar na Rio+20, ele reclamou no início do ano, dizendo que o estado do Rio iria tirar dinheiro do próprio bolso para equipar as polícias para o evento.

Foi seguido: a direção da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) comprou a briga ao afirmar que a Polícia Federal ficou com “migalhas” do bolo e classificar a divisão aprovada em Brasília de “política de militarização da segurança pública no país”.

— Eu não tenho a menor dúvida de que está havendo uma militarização da segurança pública nos grandes eventos que o país sediará. Em parte pela força demonstrada pelo Ministério da Defesa, que correu atrás, pressionou e ficou com a maior parcela de recursos nos grandes eventos. Nesse momento a Polícia Federal está fraca. O resultado é que ficou com migalhas e sem legado importante na segurança — afirmou Francisco de Carlos Sabino, diretor de Relações de Trabalho da Fenapef.

Estado recusou verba federal
O assunto acabou estampado na página mantida pela Fenapef na Internet. No Rio, o governo estadual minimizou o assunto, mas informou que gastou cerca de R$ 12 milhões com a compra de equipamentos para equipar o Batalhão de Choque e adquirir cavalos novos para o Regimento de Polícia Montada (RPMont) da PM. A Secretaria de Segurança explicou ainda que o dinheiro disponibilizado ao Rio — apenas R$ 4 milhões — foi enviado pelo governo federal, mas acabou recusado porque não haveria tempo hábil para abrir licitação. Os recursos acabaram repassados aos militares.

— O dinheiro chegou em abril, mas deveria ter vindo em janeiro. Impossível fazer licitação em tão pouco tempo. Então resolvemos recusar e usar recursos nossos — informou uma autoridade do estado envolvida na questão, preferindo não ser identificada.

Pela previsão inicial da Rio+20 (descrita na lei 12.558 de dezembro de 2011), as Forças Armadas pediram R$ 157 milhões para cuidar da segurança apenas da conferência. No início do ano, entretanto, o valor caiu para cerca de R$ 105 milhões. A Polícia Federal, que reivindicava R$ 25 milhões em crédito especial, recebeu pouco mais de R$ 10 milhões. Já a Polícia Rodoviária Federal pediu R$ 25 milhões e também recebeu menos da metade: aproximadamente R$10,3 milhões.

Outra que usou dinheiro próprio na Rio+20 foi a prefeitura do Rio. Segundo o reparte de recursos, caberia ao município cerca de R$ 3,758 milhões para contribuir no esquema de segurança, mas o dinheiro chegou quando não havia mais tempo para licitar. De acordo com Carlos Roberto Osório, secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos do Rio, a participação da prefeitura na Rio+20 foi feita com orçamento e recursos próprios.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/ministerio-da-defesa-deve-controlar-seguranca-orcamento-de-18-bilhao-ate-2016-5613627#ixzz21y5to5to 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O futuro da hospitalidade corporativa em estádios


Como entreter clientes e construir relacionamentos em um ambiente informal enquanto indivíduos com alta renda procuram um nível diferenciado de conforto e serviço.


Por Cláudio Borges.

O conceito de hospitalidade em estádios é simples. Além do espetáculo ao vivo, o ingresso inclui acesso a uma área exclusiva (podendo ser uma suíte, um restaurante, um bar ou um camarote) e em alguns casos uma refeição antes do jogo e entretenimento no intervalo.

Colocando de forma simples, a razão mais comum para empresas comprarem hospitalidade em estádios é entreter clientes e construir relacionamentos em um ambiente informal enquanto indivíduos com alta renda procuram um nível diferenciado de conforto e serviço.

Apesar do conceito ser simples, a estratégia por trás de um projeto de hospitalidade é relativamente complexa quando comparada com ingressos de arquibancada. As expectativas do mercado corporativo e do torcedor VIP são muito maiores. Por outro lado, o potencial financeiro também é maior e requer um plano comercial detalhado para que seja explorado ao máximo:

1. Definição de capacidades e número de camarotes
2. Avaliação do potencial do mercado consumidor
3. Contratos com empresas de serviços de alimentação
4. Definição de pontos ótimos de preço
5. Criação de uma equipe de vendas
6. Formulação de pacotes
7. Plano de Marketing Corporativo
8. Estratégias de aquisição e retenção de clientes
9. Itinerário de entretenimento
10. Planos para eventos e conferências (requer um projeto a parte)

Além dos elementos comerciais, um clube de futebol precisa levar em consideração as tendências do setor para criar uma oferta de hospitalidade capaz de competir pelo orçamento de pequenas, médias e grandes empresas.

As tendências atuais do setor de hospitalidade e eventos pode ser resumidas em duas palavras: experiências e diferenciação.

O consumidor de hoje em dia não está apenas em busca de produtos, ele está em busca de experiências. É o chamado “marketing de interação”, uma estratégia de marketing que promove a interação direta com o consumidor (ou torcedor) e o convida a participar na evolução da marca.

A criação de experiências possibilita atrair segmentos especificos, constrói a fidelidade e abre o caminho para o conceito de diferenciação.

A diferenciação consiste em segmentar a oferta e construir vantagem competitiva para o clube. Esse conceito é importante não só para permitir que o clube concorra com outras formas de entretenimento no mercado de hospitalidade, mas também para assegurar que a oferta do clube atinja diferentes segmentos.

O primeiro passo para qualquer marca ou oferta ser diferente é realizar um trabalho de benchmarking para conhecer o que está sendo feito pelo mundo, tanto nos esportes, quanto em outras formas de entretenimento. Dois exemplos dos Estados Unidos que refletem as tendências descritas acima podem ser destacados.

O primeiro exemplo é o “Heineken Lounge”, na Philips Arena, situada nos Estados Unidos. Trata-se de um bar localizado no centro da arena que fornece assentos privilegiados e acesso a eventos exclusivos como sessões de autográfos.

Vale lembrar que a hospitalidade pode representar uma importante peça no inventário de patrocínios. O grande diferencial é a ativação da parceria com a Heineken, permitindo conectar a experiência do jogo diretamente com a marca de uma maneira relevante para o produto oferecido pelo patrocinador.

O segundo exemplo é o projeto do Madison Square Garden, em Nova Iorque. A arena que abriga jogos de hóquei, basquete e shows de música focou diretamente na criação de experiências únicas para o torcedor premium.

A fim de explorar ao máximo a infraestrutura da arena, foram criados camarotes subterrâneos. Dependendo do gosto do cliente, esses camarotes podem possuir lareira, adega de vinhos e telas de plasma de diferentes tamanhos.

Foi ainda criada uma suíte com um túnel de vidro que permite os convidados observarem os jogadores entrando em campo.

O mercado de hospitalidade corporativa dos Estados Unidos é o mais desenvolvido do mundo. Além disso, a cultura americana fortalece a criação de conceitos diferentes daqueles que seriam criados no Brasil ou na Inglaterra.

A fim de capturar os conceitos das melhores experiências de hospitalidade no mundo e adequá-las ao mercado de Manchester, tive o prazer de liderar uma equipe cross-funcional, envolvendo as áreas de estratégia comercial, marketing corporativo, infraestrutura e vendas – em um projeto de longo prazo para reformular a experiência de hospitalidade no Etihad Stadium.

A visão era criar uma oferta de hospitalidade ao mesmo nível do que fosse conquistado no gramado. O foco sendo nos desejos do mercado consumidor e nas expectativas de uma marca premium. Os objetivos comerciais eram claros:

• Aumentar a receita por cabeça de clientes de hospitalidade
• Aumentar a retenção de clientes existentes
• Aumentar a aquisição de novos clientes que nunca frequentaram o estádio
• Mover torcedores comuns para clientes de hospitalidade
• Transformar clientes de jogos individuais em compradores de pacotes anuais
• Aumentar a utilização das suítes fora dos dias de jogo

Nosso primeiro teste foi a criação de um conceito único para os camarotes do estádio. Incorporamos a experiência do dia de jogo às nossas parcerias como nunca havia sido feito antes. Além de apoiar a ativação de parcerias, isso gerou alto retorno em mídia.

A segunda etapa envolveu um amplo trabalho de pesquisa de mercado e planejamento financeiro, em que selecionamos dentre as seis suítes do estádio, duas para serem renovadas para a temporada 2012/13: o Connell Club e o The Mancunian.

Ambos espaços foram projetados minuciosamente para representar os aspectos da marca do clube, como sua história, originalidade, Manchester e torcida.

O antigo Boardroom foi renomeado Connel Club como homengem aos fundadores do Manchester City. Com capacidade para 220 pessoas, a suíte representa a oferta mais premium do estádio, com poltronas para uma experiência íntima e uma entrada em formato de galeria representado o passado do clube.

Já o The Mancunian, com capacidade para 250 convidados, manteve seu nome que é sinônimo daqueles nascidos em Manchester. Os conceitos para o espaco foram baseados em uma atmosfera moderna, envolvendo música, futebol e o conceito de metrópole.

O princípio central em ambos os casos é a segmentação do mercado. Na hospitalidade corporativa, nas arquibancadas e em praticamente qualquer ação de marketing, mapear e compreender os segmentos que se busca atingir é fundamental. Cada país, cada cidade e cada clube terá um mercado consumidor com expectativas diferentes.

No Brasil, a oportunidade ainda está em consolidar uma cultura de hospitalidade corporativa em estádios. Algumas empresas brasileiras e parceiros já utilizam camarotes em estádios brasileiros para negócios, entretanto, o potencial ainda é pouco explorado.

É preciso construir uma proposta comercial para empresas que foque nos benefícios e resultados que podem ser obtidos através da hospitalidade em estádios.

O setor de hospitalidade é uma área relativamente nova para os clubes brasileiros, mas que irá se desenvolver de forma muito rápida nos próximos anos. O importante é que os estádios desenvolvam experiências adequadas para o mercado brasileiro e que a criatividade local seja posta em prática para transformar a diferenciação em vantagem competitiva.

*Matéria retirada do site www.universidadedofutebol.com.br

Fonte: http://observatorio.esportes.mg.gov.br/gestao-esportiva/2012/07/o-futuro-da-hospitalidade-corporativa-em-estadios

http://universidadedofutebol.com.br/2012/07/1,15404,O+FUTURO+DA+HOSPITALIDADE+CORPORATIVA+EM+ESTADIOS.aspx?p=4

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Lições da Alemanha para a Copa do Mundo de 2014


Profissionais europeus farão simpósio para a polícia do Rio e de outros estados sobre segurança do evento de 2006

Por Gustavo Goulart

RIO - Uma equipe de profissionais que participou da segurança da Copa de 2006, na Alemanha, virá ao Rio na semana que vem para realizar o simpósio “Segurança em grandes eventos esportivos”. O encontro acontecerá no Palácio Itamaraty, no Centro, do dia 16 a 20. Será uma das etapas de preparação da cidade para que a segurança não só da Copa de 2014, como a da Jornada Mundial da Juventude e da Copa das Confederações, em julho do ano que vem, seja bem-sucedida.
O evento será voltado para agentes de forças de segurança do Rio e de outras 11 cidades-sede da Copa no Brasil. Quem pediu que o simpósio fosse realizado foi o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, durante visita à Alemanha.
— Será um evento bastante importante para a transmissão de conhecimento da polícia da Alemanha para a nossa — comentou o subsecretário extraordinário de Grandes Eventos, Roberto Alzir Dias Chaves, do governo estadual. — Convidamos representantes de todos os estados que sediarão jogos da Copa de 2014 e da Copa das Confederações. Os alemães têm experiência na condução da segurança em Copa do Mundo e campeonatos europeus. O encontro será entre técnicos que põem a mão na massa. Haverá uma troca efetiva de informações.
Serviço 190 terá intérpretes de quatro idiomas
O evento, que já conta com 190 inscritos, é uma parceria entre o governo do estado, o Ministério do Interior da Alemanha e o Ministério da Justiça do Brasil. Entre os temas que serão abordados pelos alemães, estão “Delinquência no esporte e hooliganismo — em 2006 e na atualidade”, “Medidas policiais de prevenção de ameaças” e “Proteção de convidados oficiais e VIPs”.
Uma das preocupações do subsecretário é com a Jornada Mundial da Juventude, que, segundo estimativa, atrairá para a cidade milhões de estrangeiros. Por isso, ele esteve em maio passado em Madri, que sediou a jornada em 2011, para conhecer o esquema de segurança montado lá. Constatou-se, por exemplo, que durante o evento na capital espanhola cresceu em 25% o número de ligações para o telefone de emergência. Por isso, no Rio, o sistema 190 será dotado, até o fim do ano, de intérpretes dos idiomas inglês, espanhol, francês e alemão. O objetivo é atender com rapidez os chamados de estrangeiros que estiverem aqui durante a jornada e a Copa das Confederações.
— Espera-se que, em uma semana apenas, a Praia de Copacabana receba, em três eventos, um número de pessoas equivalente ao de três réveillons (cuja média de público é de 1,5 milhão de pessoas).
Policiais também receberão lições de inglês, graças a um convênio com o Ministério do Turismo. Segundo a Secretaria de Segurança, há 150 vagas para policiais militares e civis lotados em unidades especiais de atendimento a turistas.
Os cursos de preparação para grandes eventos começaram no ano passado. Numa colaboração da embaixada dos Estados Unidos, por exemplo, foram realizados treinamentos sobre temas como “Gerenciamento de incidentes com armas químicas” e “Reconhecimento de documentos fraudulentos”. Já com a embaixada da Espanha foram ministrados os cursos “Antibombas e risco” e “Policiamento turístico”.
Ainda este mês, 13 representantes da Secretaria de Segurança, entre eles Beltrame, irão às Olimpíadas de Londres para observar o esquema de segurança local.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/licoes-da-alemanha-para-copa-do-mundo-de-2014-5463256#ixzz20USsNQXO 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Euro tem prós e contras, mas serve de exemplo para Brasil em 2014 e 2016


GLOBOESPORTE.COM lista cinco pontos a serem destacados sobre torneio na Ucrânia e na Polônia: aprendizado para Copa e Olimpíadas

Por Rafael Maranhão e Marcos Felipe

Nas palavras do presidente da organizadora do torneio, Michel Platini, a Eurocopa 2012 foi um sucesso. Para quem viajou para torcer ou trabalhar, nem tanto. Os problemas enfrentados por Polônia e, principalmente, Ucrânia para terminar importantes obras de infraestrutura a tempo foram muitos. Alguns, resolvidos somente durante o evento. Ficam de alerta para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 (Rio de Janeiro) no Brasil. Sobretudo em relação à acomodação e transportes.

Em entrevista antes da Euro, o diretor do torneio na Ucrânia, Markian Lubkivsky, disse que se pudesse dar uma sugestão ao Brasil e a outros países que organizam grandes eventos esportivos, ela seria:

- Nunca deixem nada para a última hora ou achem que ainda há tempo o suficiente. Este é um velho hábito na Ucrânia, mas estou confiante de que conseguiremos vencer esse problema.

Mas a Eurocopa também ficará marcada pela empolgação de poloneses e ucranianos com o torneio, que durou até o fim apesar das campanhas ruins das seleções anfitriãs, e pela maneira como receberam os visitantes. Apesar de o idioma ter sido muitas vezes uma barreira, nunca faltava alguém disposto a ajudar. Assim como os estádios, com ótimos acessos e bem localizados.

Abaixo, cinco pontos a destacar sobre a Eurocopa 2012:

Segurança

Incidentes como os ataques de torcedores russos a voluntários após a partida entre Rússia e República Tcheca na Breslávia ou as brigas entre russos e poloneses em Varsóvia, e croatas e irlandeses em Poznan, foram preocupantes, mas isolados. No geral, o clima tanto na Polônia quanto na Ucrânia foi de bastante tranquilidade. Queixas de roubos e furtos praticamente não ocorreram. Caminhar pelas ruas centrais das cidades-sede, mesmo à noite, não representava grande risco.

Houve lamentáveis manifestações racistas, que ficaram, sobretudo, na Polônia e direcionadas a jogadores como o tcheco Theodor Gebre Selassie e o italiano Mario Balotelli. Os possíveis ataques a visitantes negros ou de origem asiática, especulados pela imprensa inglesa antes do torneio, felizmente não aconteceram, mas ainda assim afastaram muitos torcedores. O fato acabou recebendo uma resposta bem humorada dos moradores de Donetsk, com uma camisa com os dizeres: "Agora não tenho medo de nada. Eu estive em Donetsk".

Estádios

Acessos bem sinalizados e fácil deslocamento e dispersão dos torcedores após as partidas, somados à ótima visão do gramado na maioria das arenas foram os pontos positivos. Os estádios da Euro 2012, como costuma acontecer em grandes torneios, eram belos e modernos. Mas, como também ocorre após os eventos, alguns deles correm o risco de virar elefantes brancos. O Estádio Olímpico, local da final, será utilizado pelo Dínamo de Kiev e já tem shows de bandas como Red Hot Chilli Peppers marcados. Já em Varsóvia, somente concertos e jogos da seleção. Durante a maior parte do tempo, a arena estará vazia (o principal clube da capital, o Légia Varsóvia, possui uma moderna arena).

As opções de transportes públicos para os estádios variaram bastante: Kiev com duas estações de metrô, e Lviv com uma arena distante do centro e de difícil chegada. Na polonesa Gdansk, com a bola já rolando na Euro, as obras no entorno do estádio estavam inacabadas e os materiais de construção poderiam ser alcançados pelos torcedores sem maiores dificuldades. A conexão à internet também deixou a desejar em algumas arenas, como em Lviv.

Transportes

Uma das grandes preocupações do Brasil para 2014, os aeroportos funcionaram bem na Polônia, mas foram o principal problema da Ucrânia durante e até depois do torneio. Segunda-feira, dia seguinte à final, os terminais do aeroporto de Kiev estavam lotados e com voos atrasados. No início do torneio, viagens para as sedes de Lviv e Donetsk atrasaram por cinco e seis horas. Como a maioria das seleções, mesmo as que jogavam na Ucrânia, ficaram hospedadas na Polônia, os terminais de voos internacionais receberam prioridade.

Quem fazia viagens domésticas ainda precisava enfrentar o velho sistema, com bagagens sendo levadas uma a uma por uma pequena porta, mais parecendo uma antiga rodoviária, ou mesmo com os passageiros precisando retornar à pista para pegar sua mala, como em Donetsk. Na cidade ucraniana, o novo terminal ainda estava em obras durante a Euro e somente foi liberado para voos locais na última semana da competição. Muitas obras nas estradas não ficaram prontas a tempo, mas novamente a situação na Polônia era melhor do que na Ucrânia. O transporte ferroviário, opção praticamente inexistente no Brasil, também foi uma alternativa melhor em território polonês do que ucraniano, onde o serviço de trem rápido entre as cidades-sede foi pouco divulgado e sofreu com problemas técnicos.

Acomodações

Mesmo em cidades mais turísticas como Gdansk houve problemas para encontrar lugar para ficar. O caso mais complicado talvez tenha sido o de Donetsk, onde os jogos sem a presença da seleção ucraniana nunca deixaram a Donbass Arena lotada. Muitos torcedores não conseguiram acomodação, com pouca oferta de hotéis e albergues e os altos preços cobrados pelos lugares disponíveis. Em Carcóvia, o hotel anunciado num site internacional de hospedagens simplesmente não existia. No seu lugar, apenas um prédio de escritórios.

Em Kiev, até o dia da abertura do torneio, o camping onde três mil torcedores da Suécia iriam ficar ainda estava inacabado. Na decisão, o número de torcedores das equipes finalistas no estádio ficou muito abaixo do da Euro 2008, em Viena. Os jornais espanhóis noticiavam os problemas de quem teria que pagar pelo menos R$ 2.500 para viajar até a capital ucraniana para ver o jogo, sem ter a certeza se encontraria hospedagem e fora o preço do ingresso.

Atmosfera e receptividade

Poloneses e ucranianos abraçaram o torneio com empolgação. As críticas pelos gastos excessivos, nem sempre devidamente explicados, e os atrasos nas obras aconteceram. Também não faltaram os protestos do grupo Femen, que correram o mundo para denunciar o suposto aumento do turismo sexual por causa da Euro, o que acabou não acontecendo, de acordo com jornais ucranianos. Mas na hora em que a bola rolou, os moradores das cidades-sede procuraram aproveitar o evento e mostraram muita alegria e simpatia com os visitantes.

Na Polônia foi mais fácil se comunicar em inglês, mas na Ucrânia houve grande mudança na sinalização e em informações também no alfabeto latino, não apenas no cirílico dos idiomas locais, o que tornou menos complicada a vida dos estrangeiros. As Fan Zones foram muito usadas por poloneses e ucranianos como opção de lazer mesmo em dias de jogos de outras equipes e após a eliminação das anfitriãs. Em Donetsk, a área ficava afastada do centro e do estádio, mas em Carcóvia tornou-se o principal ponto turístico da cidade.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/eurocopa/noticia/2012/07/euro-tem-pros-e-contras-mas-serve-de-exemplo-para-brasil-em-2014-e-2016.html

segunda-feira, 9 de abril de 2012

CBRu fecha acordo com federação e time da Nova Zelândia

Parceria provisória vai auxiliar seleção brasileira masculina no Sul-Americano


A Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) anunciou nesta segunda-feira um acordo com a federação de Canterbury e o Crusaders (Nova Zelândia) com a finalidade de auxiliar o desenvolvimento da modalidade no Brasil e a implementação do programa de alto rendimento da entidade.

De acordo com a CBRu, um acordo provisório de 60 dias propiciará à entidade, Canterbury e Crusaders a oportunidade de alcançar algumas metas de curto prazo, enquanto as partes desenvolvem os detalhes do acordo principal. Em 12 de abril, Tabai Matson, ex-All Black, chegará em São Paulo para iniciar os trabalhos com a gestão da CBRu, visando o preparo de um relatório de avaliação preliminar, bem como liderar os treinamentos da seleção brasileira masculina. Em 28 de abril, um técnico de jogadores de linha e um técnico de avançados chegarão em São Paulo para auxiliar a preparação da equipe nacional que disputará o Consur "A", em Santiago do Chile, entre 17 e 27 de maio. Após esse período de 60 dias, o presidente da CBRu, Sami Arap, fará reuniões com representantes do Canterbury e do Crusaders na Nova Zelândia com a finalidade de assinar o contrato definitivo de longo prazo.

- Se o Brasil tem a ambição de unir-se ao seleto grupo composto das melhores equipes de rugby do mundo, é fundamental que nossos programas de desenvolvimento e alto rendimento sejam implementados sob a coordenação do Crusaders, a equipe mais vitoriosa na história do Super Rugby da Nova Zelândia. O Brasil terá uma oportunidade única para aprender as melhores práticas do Crusaders e desenvolver soluções que incluem educação e competição de alto nível - disse Arap.

O CEO da federação de rugby de Canterbury e do Crusaders, Hamish Riach, também ficou satisfeito com o acordo.

- Estamos estimulados com o desejo do Brasil de melhorar seu nível de rugby e disponíveis para apoiar as iniciativas da confederação no desenvolvimento de atletas e técnicos. Desejamos estabelecer uma parceria de longo prazo com a CBRu que combine a cultura do rugby sul-americano com as metodologias e práticas comprovadas de nossa organização - explicou Riach.

O Crusaders é uma equipe neozelandesa profissional de rugby sediada em Chirstchurch que disputa o torneio Super Rugby. Trata-se da equipe mais vitoriosa da história da competição, com sete títulos (1998, 1999, 2000, 2002, 2005, 2006 e 2008).