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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

É possível provar que o Catar comprou a Copa de 2022?


Por José Antônio Lima

A revista France Football, tradicional publicação esportiva francesa, traz em sua edição desta terça-feira 29 um especial de 15 páginas no qual afirma que o governo do Catar comprou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022. A suspeita não é nova. A novidade é que, segundo, a France Football, estariam envolvidos na suposta conspiração nomes costumeiramente ligados a outras maracutaias, como o do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, além de políticos de envergadura internacional, como o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy e o príncipe-herdeiro do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani. Faltam provas para corroborar as acusações da France Football, mas, triste para o futebol, as denúncias são plausíveis.

A reportagem dá a entender que o governo do Catar montou um imenso esquema para “convencer” os 22 membros do Comitê Executivo da Fifa a escolher a candidatura da nação árabe.

Teixeira e o presidente da Associação Argentina de Futebol (AFA), Julio Grondona, teriam sido cooptados graças a um amistoso entre Brasil e Argentina disputado em novembro de 2010 no Catar. Segundo a revista, a CBF costumava recebe 1,2 milhão de dólares por amistoso, mas naquele partida faturou 7 milhões de dólares. Valor semelhante teria ficado com a AFA e Grondona.

Votos da África teriam sido comprados da mesma forma. Segundo a France Football, o presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), o camaronês Issa Hayatou, e Jacques Anouma, da Costa do Marfim, teriam recebido 1,5 milhão de dólares cada um para votar a favor do Catar. Essa acusação é antiga. Foi feita em 2011 por Phaedra Almajid, ex-integrante da campanha do Catar para a Copa de 2022. Posteriormente, Almajid voltou atrás das acusações e disse ter sido motivada pela raiva que sentiu após perder o emprego. A revista francesa acrescenta, no entanto, que o Catar investiu 1,25 milhão de dólares num congresso da CAF para ter acesso exclusivo aos quatro eleitores do continente.

A cooptação do Catar se deu também na Europa. Para obter o voto de Ángel María Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol, o Catar ofereceu uma troca de votos. O acordo envolveria a colocação do peso dos eleitores do Catar também ao lado da candidatura conjunta de Portugal e Espanha para a Copa do Mundo de 2018, que acabou sendo dada à Rússia.

Para obter o voto do ex-jogador Michel Platini, hoje presidente da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), as apostas teriam sido mais altas. Segundo a France Football, Platini teria recebido diretamente de Sarkozy o pedido para votar no Catar por “questões geopolíticas”. A conversa teria ocorrido no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, e teria incluído o príncipe-herdeiro do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani. Em troca do voto, o Catar faria dois investimentos na França: a compra do Paris Saint-Germain, um clube de futebol, e a abertura da beIN Sport, canal esportivo de televisão. Ambos realmente viraram realidade.

Para corroborar sua tese, a France Football lembra outros fatos curiosos. O principal deles é o e-mail, surgido durante uma investigação de corrupção, no qual o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, dizia que o Catar havia “comprado” o direito de sediar a Copa. Valcke admitiu ter escrito a mensagem, mas afirmou que o fizera em sentido figurado. A France Football entrevistou ainda o ex-funcionário da Fifa Guido Tognoni, segundo quem a entidade é corrupta e o lobby do Catar era tão forte que derrotou até o ímpeto inicial do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de levar a Copa de 2022 para os Estados Unidos.

A reportagem da France Football chama a atenção pois é um apanhado geral, com algumas novidades, de todos os escândalos que circundam a escolha do Catar. Faltam, ainda, provas cabais de que alguns dos 22 membros do executivo da Fifa receberam dinheiro para votar pelo país árabe. A publicação diz que enviará as evidências obtidas para a Fifa, mas é custoso acreditar que a entidade, afundada em denúncias, investigará os seus próprios. Como CartaCapital mostrou nesta reportagem de julho passado, o Catar é um país pronto a percorrer caminhos longos, e caros, para ganhar influência. Seu governo faz isso de modos legais, com investimentos em setores estratégicos como água, energia, mídia e bancos; questionáveis, como armar os rebeldes sírios que lutam contra Bashar al-Assad; e tem meios para fazer de forma ilegal, subornando dirigentes esportivos.

A história do esporte e de seus grandes eventos mostra que não seria propriamente uma inovação por parte do Catar. A monarquia autoritária estaria apenas levando a corrupção a um outro patamar para garantir sua escolha. Se todas as denúncias forem verdadeiras, o esquema talvez jamais seja provado, por mais verossímil que pareça. Enquanto as federações esportivas forem caixas-pretas, sujeitas a todo tipo de influência e nenhum controle externo, e tiveram patrocinadores dispostos a investir e um público feliz em consumir, nada vai mudar. Ou o esporte se torna mais transparente, ou escândalos como esse vão continuar se acumulando.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/e-possivel-provar-que-o-catar-comprou-a-copa-de-2022/

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Quebra de sigilo revela que Fifa mudou contrato com cidades da Copa para incluir cláusula contra corrupção


Por Ricardo Perrone

Para atender à determinação do Ministério Público Federal, a prefeitura de São Paulo publicou em seu portal sobre a Copa do Mundo acordo assinado com a Fifa para ser uma das cidades do Mundial.

O contrato tem uma cláusula de confidencialidade, mas a quebra é permitida em caso de ordem judicial. Revelado por São Paulo, o documento é igual para todas as cidades.

Complexo, o acordo já passou por modificações. Numa delas foi introduzido um item óbvio, porém emblemático. É a “cláusula anti-corrupção”. “As partes reconhecem que a oferta e aceitação de suborno podem levar a processos criminais de acordo com o direito brasileiro e suíço”, diz o texto.

A regra que parece desnecessária de tão evidente que é. Foi incluída em 16 de março de 2011. Ricardo Teixeira, pelo COL (Comitê Organizador Local), Jérôme Valcke (Fifa) e Gilberto Kassab estão entre os signatário.

Na ocasião, já fervia na Fifa o caso em que Teixeira fez um acordo financeiro com a Justiça da Suíça para evitar uma condenação por ser acusado de receber propina. Um ano após a inclusão da cláusula sobre corrupção, o dirigente renunciou a seus cargos no COL e na CBF. Pouco depois o processo na Suíça foi revelado.

Em outra mudança, a cidade se compromete a fazer um seguro para garantir indenizações de 10 milhões de euros em casos de ferimentos e danos financeiros ou materiais. A Fifa e o COL, assim como seus representantes, devem ser incluídos como segurados internacionais.

Outro trecho do documento obriga a cidade a comprar ingressos para os jogos que ela receberá, se a Fifa e o COL entenderem que é necessário. As duas entidades determinam a quantidade. Em tese, a medida evita prejuízo da federação e do comitê com a eventual falta de interesse do público pelas partidas.

As sedes são obrigadas a fornecer de graça salas para as vendas de ingresso e espaços para o COL montar seus escritórios. O equipamentos desses escritórios também ficam por conta das prefeituras, que devem priorizar os parceiros da Fifa na compra de material.

A estética da cidade faz parte do acordo. O município se compromete a tomar as medidas necessárias para seu embelezamento. Deve, por exemplo, obstruir da visão do público construções que fiquem perto de locais de grande movimento. Nenhuma construção deve ser tocada durante o período dos jogos.

O contrato confirma a forte preocupação Fifa em proteger suas marcas e as de seus parceiros. Por isso, a cidade sede se compromete a oferecer agentes que serão treinados e trabalharão durante o Mundial para combater a pirataria.

Procurado pelo blog, o departamento de comunicação do COL disse que não fala sobre o conteúdo dos contratos.

Fonte: http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2012/11/quebra-de-sigilo-revela-que-fifa-mudou-contrato-com-cidades-da-copa-para-incluir-clausula-contra-corrupcao/

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Fifa inicia investigação contra Bin Hammam por suposto desvio de fundo


Comissão de Ética da entidade decidiu instaurar o processo depois de ter excluído o dirigente

A Comissão de Ética da Fifa abriu uma investigação contra o catariano Mohammed Bin Hammam por suposto desvio de fundos quando ocupava a Presidência da Confederação Asiática de Futebol, informou nesta sexta-feira o principal órgão do futebol mundial.

O presidente da Comissão de Ética da Fifa, Michael J. García, decidiu instaurar a investigação duas semanas depois de ter excluído Bin Hamman de maneira provisória - por um prazo de 90 dias - de qualquer atividade relacionada com o futebol, tanto no âmbito nacional como no internacional.

A Fifa responde à decisão do Tribunal de Arbitragem Desportivo (CAS), que anulou a suspensão vitalícia de Bin Hamman por falta de provas.

O ex-mandatário está sendo acusado de subornar membros da Confederação Caribenha de Futebol (Concacaf) para que votassem nele nas próximas eleições presidenciais da Fifa.

A entidade explicou que a intenção da medida foi "prevenir interferências, com o estabelecimento da verdade" sobre o comportamento de Bin Hammam em relação às supostas irregularidades cometidas em seu tempo como principal responsável do futebol asiático.

Uma auditoria, que ficou conhecida no mês passado, apontou que Bin Hamman enriqueceu com fundos da Confederação Asiática e entregou milhares de dólares a amigos e parentes.

A auditoria "Pricewaterhousecoopers" revelou que Bin Hammam gastou US$ 700 mil (R$ 1,4 milhão) das contas bancárias da CAF em seu benefício pessoal, comprando artigos de luxo para seus familiares e amigos.

O catariano seria o único rival do atual presidente da Fifa, Joseph Blatter, nas eleições presidenciais da entidade, mas as denúncias de corrupção fizeram que com que ele fosse excluído da disputa.

Por sua vez, o CAS afirmou, em meados de julho, que não é possível provar que o catariano subornou membros da Concacaf para conseguir votos.

O CAS destacou, no entanto, que "é mais provável do que improvável que Bin Hammam seja a fonte do dinheiro (repartido aos delegados)" e que de nenhuma maneira estabeleceu uma afirmação de inocência em relação com o catariano. "O único papel dos juízes é concluir que as provas são insuficientes", acrescentou.

A Fifa iniciou a investigação sobre o comportamento de Bin Hammam após uma denúncia do secretário-geral da Concacaf, o americano Chuck Blazer, que disse, junto ao presidente da entidade, o trinitino Jack Warner, que foi oferecido US$ 40 mil (R$ 80,7 mil) em troca dos dois votos.

Após suspender o catariano de forma provisória, a Fifa resolveu excluir, em agosto de 2011, Bin Hamman de maneira vitalícia por violação do código ético do organismo. Em setembro, o comitê de apelação da Fifa confirmou a sanção e em novembro, Bin Hamman apelou aos CAS.

Antes de ser suspenso de forma temporária, a Fifa havia expressado sua "preocupação" pela decisão judicial do CAS e lembrou que o catariano tem outras investigações abertas pela Confederação Asiática de futebol por irregularidades.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10513/FIFA+INICIA+INVESTIGACAO+CONTRA+BIN+HAMMAM+POR+SUPOSTO+DESVIO+DE+FUNDO.html

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Empresários russos tentam roubar US$ 250 milhões em obras olímpicas


Quatro projetos da Olimpíada de Inverno 2014 foram encarecidos para obter mais recursos públicos

A polícia russa desarticulou um esquema empresarial para roubar 8 bilhões de rublos (US$ 250 milhões) do Estado em projetos olímpicos, segundo informou nesta quinta-feira o Ministério do Interior da Rússia.

Os empresários tentaram obter recursos públicos ao elevar de maneira injustificada o orçamento de quatro projetos de obras cuja execução lhes tinha sido concedida para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, que acontecerão em fevereiro de 2014.

"Como resultado da atuação policial foi possível evitar o prejuízo aos cofres federais", afirmou à agência "Interfax" um porta-voz do Ministério.

Duas empresas, uma pública e outra privada, são investigadas em relação à tentativa de fraude, acrescentou outro porta-voz de Interior ao jornal russo "Izvestia".

A empresa privada Mostovik, adjudicatária da obra da quadra de bobsled, "aumentou o orçamento em 2,5 bilhões de rublos (US$ 78 milhões)", revelou o funcionário de Interior.

Enquanto isso, vários diretores da corporação estatal Olímpstroi tentaram roubar do Estado 5,6 bilhões de rublos (US$ 172 milhões) após subir o orçamento de três projetos de obra, segundo as autoridades.

Uma fonte do Tribunal de Contas da Rússia disse ao "Izvestia" que alguns diretores da corporação quiseram enriquecer com os projetos de algumas das principais instalações de Sochi 2014, como é o caso do Palácio de Gelo e do Estádio Central.

A investigação das autoridades, segundo esta fonte, começou por causa de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas.

Representantes da Olimpstroi, por sua parte, garantiram ao jornal russo que a corporação justificou perante o Tribunal todas as observações realizadas pelos auditores e negaram ter conhecimento sobre a abertura de causas penais contra seus diretores.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10506/EMPRESARIOS+RUSSOS+TENTAM+ROUBAR+US+250+MILHOES+EM+OBRAS+OLIMPICAS.html

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ministro vê quedas de Teixeira e Havelange como senha para democratizar poder no esporte


Por Gustavo Franceschini

A comprovação, por parte da Justiça suíça, de que Ricardo Teixeira e João Havelange receberam propina no escândalo de corrupção da Fifa acabou com a desculpa de que não haviam provas contra os cartolas. Em entrevista ao UOL Esporte, o ministro do Esporte Aldo Rebelo evitou atacar diretamente a dupla, mas deixou claro que é contrário ao modelo de perpetuação de dirigentes no poder que vigora no Brasil.

“Acho que as instituições que governam o esporte no Brasil e o futebol precisam passar por um processo de democratização e de modernização compatíveis com a evolução da sociedade e as exigências do próprio esporte. Acho que os resultados, em havendo democratização e profissionalização, vão aparecer”, disse Aldo Rebelo, em entrevista concedida na residência oficial do embaixador do Brasil no Reino Unido, onde fica mais alguns dias para ver os Jogos Olímpicos. 

O hoje ministro foi uma figura importante no longo processo de queda de Ricardo Teixeira. Ele era o relator da CPI que, em 2000, esmiuçou as atividades ilícitas do então presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e encontrou os primeiros indícios da ligação dele com o escândalo da ISL, ex-parceira da Fifa, que o derrubou no começo deste ano.

Depois da CPI, no entanto, Aldo aos poucos mudou de postura. A voracidade das críticas ao cartola diminuiu ao passar dos anos. Ao assumir a função de ministro do Esporte no ano passado, ele adotou um discurso político ao falar de Teixeira. Mesmo com os dois cartolas fora de cena, ele evita um ataque mais duro.

Para o político, o escândalo ainda não manchou a imagem da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, que tiveram Teixeira e Havelange como presidente do Comitê Organizador e garoto-propaganda, respectivamente. “Não creio [que tenha manchado], porque a organização e o êxito da Copa não dependem dessas pessoas. Ela depende da capacidade dos organizadores de tocar as suas ações e suas iniciativas e me parecem que estão fazendo isso no Brasil. Acho que a Copa do Mundo é muito maior do que esses episódios para ser afetada por eles”, disse Rebelo.

Confira a seguir a entrevista completa:

UOL Esporte – O que o senhor sentiu da Olimpíada em Londres até o momento?
Aldo Rebelo - Eu destaco em primeiro lugar o ambiente de Londres com a Olimpíada. Apesar dos problemas que todos nós testemunhamos de trânsito, comunicação e de recepção. A cidade foi contagiada por um ambiente de tolerância, de confraternização entre as pessoas. Os ingleses estão muito mais risonhos e prestativos, inclusive os guardas dão mais informações. É preciso louvar o esforço que a cidade faz, o governo e sua prefeitura, de oferecer aos visitantes um ambiente agradável de eficiência. Por essa razão é que eu relevo os problemas que testemunhamos. Para nós, é muito melhor que registrar os problemas e tomar como lição para que eles sejam reduzidos no Brasil.

UOL Esporte – Qual foi exatamente o problema da comunicação que o senhor sentiu?
Aldo Rebelo – Além do trânsito, a telecomunicação, o sinal de celular e o wifi apresentaram algumas dificuldades em alguns momentos.

UOL Esporte – Recentemente essa discussão sobre qualidade de telefonia móvel ganhou grande proporção no Brasil. O país vai saber lidar com isso até 2016?
Aldo Rebelo - O Brasil é muito deficiente nessa área. Nós temos planos do governo e da própria iniciativa privada para reduzir os problemas que temos, que são grandes e importantes para a população nas grandes cidades e para as empresas, para os profissionais que precisam disso para o seu trabalho. Temos de cuidar muito bem disso.

UOL Esporte – Em termos de esporte, é possível imaginar o Ministério do Esporte cobrando mais de perto esportes como a natação, que receberam verba pública mas fizeram tempos abaixo de suas próprias melhores marcas aqui em Londres?
Aldo Rebelo - Os ingleses também esperavam muito de um ciclista consagrado e ele não teve o desempenho esperado [Mark Cavendish]. Mesmo seleções como a Espanha e o Uruguai [no futebol], sobre as quais se tinham grandes expectativas. Essas coisas têm essa explicação mais geral. O resto depende de planejamento muito detalhado, muito minucioso, que envolve toda a preparação do atleta, a participação dele em um circuito internacional de competições, que o deixe em condições de disputar a Olimpíada já conhecendo os possíveis adversários que vai enfrentar, as condições da competição, o equipamento. O trabalho que estamos fazendo com o COB, com as confederações, com o ministério da defesa e com os próprios clubes é para que nossos atletas tenham até 2016 a experiência necessária, a participação em competições e o apoio com a criação do bolsa-técnico. O Brasil não pode ser apenas o país-sede, que dê exemplo de acolhida, de organização, mas precisa que o quadro de medalhas mostre o Brasil em sua condição de sede, com o status de país-sede.

UOL Esporte – E o Brasil conseguirá fazer uma Olimpíada melhor que a de Londres, como sugeriu a presidente Dilma?
Aldo Rebelo - O Brasil tem condições de oferecer organização, engenharia civil, sustentabilidade, telecomunicações, segurança... Tudo isso está planejado, tanto para Copa como para a Olimpíada. Os recursos já estão previstos. Além da realização material dos dois eventos, nós também vemos a oportunidade do Brasil mostrar ao mundo uma referência no plano espiritual. Um país acolhedor, onde os visitantes estrangeiros não sejam apenas respeitados ou tolerados, mas que eles sejam queridos, as pessoas sejam acolhidas com afeto e carinho, recepcionadas com toda a generosidade que o ser humano é capaz de oferecer. Nós, independentemente da nacionalidade, da religião, da cor da pele das pessoas, vamos tratar todo mundo de forma muito acolhedora.

UOL Esporte – Falando da parte organizacional, qual é a situação do Velódromo, que custou R$ 14 milhões no Pan e deve ser demolido porque não atende as exigências do COI?
Aldo Rebelo - É que as exigências, não só técnicas, mas a dimensão dos equipamentos que acolhem o Pan e as Olimpíadas são muito diferentes. O COI tem exigências muito maiores não só do Pan para as Olimpíadas como de uma Olimpíada para outra. Aqui, o ministro local me dizia isso, que ele teve de fazer muitas coisas diferentes da Olimpíada de Pequim. Ele teve discussões sérias com o COI, porque eles usaram os parâmetros de Pequim e tiveram de alterar. O caso do Velódromo eu não sei exatamente se é essa a razão, mas provavelmente o gabarito com as referências técnicas para as Olimpíadas estão muito além daquilo que foi feito para o Pan.

UOL Esporte - Mas nós já sabíamos lá atrás que os parâmetros eram distintos. Quando se faz uma obra para o Pan e tem de fazer outra para a Olimpíada não dispendemos dinheiro desnecessário em uma delas?
Aldo Rebelo - Em alguns casos pode ser. Em outros, nos talvez não tivéssemos no orçamento para o Pan a disponibilidade de fazer o equipamento já para os Jogos Olímpicos.

UOL Esporte - Quando ganhou a candidatura, a solução era a reforma do Velódromo, mas isso não aconteceu e agora não temos tempo hábil. Outra coisa que atrasou foi a matriz de responsabilidade fiscal, prevista para março e ainda pendente. Por que as coisas de 2016 demoram tanto a sair?
Aldo Rebelo - Porque é diferente da Copa, que é praticamente privada. Nela, o Governo Federal entra com recursos de empréstimo para a construção dos estádios e a mobilidade urbana. A Olimpíada é um empreendimento com recursos públicos, que tem participação do Estado do Rio em uma proporção muito grande, e da cidade do Rio. Todos eles com uma estrutura própria para tratar da questão dos Jogos Olímpicos. Além disso, tem a Autoridade Pública Olímpica, que em tese é a autoridade maior, o consórcio entre os três entes federativos para tratar dos Jogos.

UOL Esporte - Não tem como agilizar isso?
Aldo Rebelo – E não é exatamente isso que a gente tem tentado fazer? Nosso esforço não é esse?

UOL Esporte - Mas vocês têm conseguido? O senhor está satisfeito com a agilidade?
Aldo Rebelo - Não, gostaríamos de estar em um estágio mais adiantado. Mas temos segurança de que nesse estágio nós cumpriremos o calendário de entrega das obras dentro do tempo necessário para os Jogos.

UOL Esporte – Ministro, há cerca de um mês a Justiça suíça divulgou que Ricardo Teixeira e João Havelange foram condenados por corrupção. Isso te surpreendeu?
Aldo Rebelo – Bem... [faz uma pausa] Nós, de certa forma, levantamos informações na investigação da CPI da Câmara em 2000. E já haviam ali fatos relacionados com essa investigação que a Justiça suíça fez, concluiu e divulgou. Então de certa forma podia, na própria CPI ou a partir da CPI, haver uma previsão de que esses fatos, embora não totalmente esclarecidos na época, poderiam ser esclarecidos mais adiante.

UOL Esporte - Então, não te surpreendeu?
Aldo Rebelo - A questão não é surpreender ou não surpreender, a questão é investigar ou não investigar, e a investigação foi feita.

UOL Esporte – De que maneira isso afeta 2014 e 2016, já que Ricardo Teixeira presidia o Comitê Organizador e João Havelange foi garoto-propaganda da Rio 2016? A imagem dos eventos fica manchada?
Aldo Rebelo - Espero que não fique, porque o país acolhe a Copa do Mundo que é organizada pela Fifa. Me parece que a própria Fifa, pelo menos ultimamente, manifestou interesse de que essa investigação fosse concluída. O próprio presidente da Fifa tomou providências para reduzir a exposição da instituição a fatos semelhantes.

UOL Esporte – Mas são figuras centrais nos dois eventos. A imagem já não está afetada?
Aldo Rebelo - Não creio, porque a organização e o êxito da Copa não dependem dessas pessoas. Ela depende da capacidade dos organizadores de tocar as suas ações e suas inciativas e me parecem que estão fazendo isso no Brasil, com o Governo procurando apoiar e ajudar naquilo que está ao seu alcance. Acho que a copa do mundo é muito maior do que esses episódios para ser afetada por eles.

UOL Esporte – O Governo errou ao escolher essas pessoas como seus representantes?
Aldo Rebelo - A Copa do Mundo seria realizada no Brasil ou nos outros países que se candidataram e tentaram atraí-las, independentemente desses fatos e episódios. O que eu creio é que o futebol brasileiro deva adotar como lição, não para corrigir, mas muito mais para prevenir episódios semelhantes, é modernizar a gestão e a estrutura das entidades que organizam não só o futebol, mas todo o esporte do país. Tem de democratizar institucionalmente essas entidades, os critérios e mecanismos de escolha dos dirigentes, profissionalizar a gestão dessas instituições e dos próprios clubes brasileiros, onde há anacronismos inaceitáveis do ponto de vista democrático, como nós vemos em alguns clubes. Dou o exemplo do meu clube do coração, que é o Palmeiras, que precisa se modernizar e democratizar. São instituições importantes para o país. Tem de ter uma institucionalidade compatível com o que está acontecendo na sociedade.

UOL Esporte – O senhor é favorável ao projeto de lei que tramita na Câmara e sugere um limite para o número de mandatos para dirigentes esportivos?
Aldo Rebelo - Sou. Aliás, sempre fui.

UOL Esporte – Mas o senhor hoje lida com cartolas que não concordam com ele, ou ao menos não seguem o que ele prega.
Aldo Rebelo – Eu respeito a posição dos dirigentes e o seu ponto de vista, da mesma forma que espero que eles respeitem também o meu.

UOL Esporte – Nessa linha de raciocínio, que prejuízos o esporte tem quando no topo da organização, no comando do COB, está uma pessoa que vai completar 21 anos de poder em 2016?
Aldo Rebelo - Os lucros e os prejuízos qualquer jornalista inteligente pode verificar. Eu não vou personificar a questão. Vou tratar como uma tese. Acho que as instituições que governam o esporte no Brasil e o futebol precisam passar por um processo de democratização e modernização compatíveis com a evolução da sociedade e com as exigências do próprio esporte. Acho que os resultados, em havendo democratização e profissionalização, vão aparecer. Não é apenas por uma questão de participação, de direito democrático. É também por isso, mas é pelo que pode ser obtido. Pela valorização dos clubes, de suas marcas, da ampliação da renda, do aumento da confiança dos parceiros nas instituições que gerem o esporte e o futebol. Eu só citei benefícios. Não vejo que prejuízo poderia trazer para o esporte ou para os clubes. 

Fonte: http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2012/07/31/ministro-ve-quedas-de-teixeira-e-havelange-como-senha-para-democratizar-poder-no-esporte.htm

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Corte derruba punição de rival de Blatter envolvido em corrupção


Ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol havia sido banido pela Fifa

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) deu ganho de causa ao catariano Mohammed bin Hammam, ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol, em recurso contra a exclusão do esporte em processo conduzido pela Fifa após denúncia de corrupção.

A decisão do CAS foi tomada após votação, que teve placar de 2 a 1, na qual se considerou não existirem provas inquestionáveis de que Bin Hammam subornou membros da União Caribenha de Futebol por votos nas eleições para presidente da Fifa, em junho de 2011, quando era o único rival de Joseph Blatter.

"É mais provável do que improvável que Bin Hammam fosse a fonte do dinheiro (repartido entre os delegados)", aponta o CAS. O órgão, contudo, expressou que a decisão não é uma afirmação de inocência do ex-dirigente, apenas que as provas são insuficientes para condená-lo.

O painel do CAS foi presidido, que realizou a votação era formado pelo espanhol José María Alonso acompanhado pelos britânicos Philippe Sands e Romano Subiotto.

A Fifa iniciou a investigação sobre o comportamento de Bin Hammam na campanha à presidência, após denúncia do secretário-geral da Concacaf, o americano Chuck Blazer. O valor por cada voto pago pelo ex-presidente da Confederação Asiática era de US$ 40 mil (atualmente, pouco mais de R$ 80 mil).

Após ter sido imposta uma punição provisória, que o impediu de concorrer nas eleições da entidade máxima do futebol, a Fifa o baniu de seus quadros em agosto de 2011, por violação do seu código ético. Em setembro o comitê de apelação da Fifa confirmou a punição. Dois meses depois, o catariano recorreu ao CAS.

A Fifa expressou nesta quinta-feira sua "preocupação" pela decisão do tribunal arbitral e lembrou que Bin Hammam é investigado por outras irregularidades, em processos abertos pela Confederação Asiática.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10349/CORTE+DERRUBA+PUNICAO+DE+RIVAL+DE+BLATTER+ENVOLVIDO+EM+CORRUPCAO.html

terça-feira, 17 de julho de 2012

Fifa investigará processo de escolha das sedes das Copas 2018 e 2022


Comitê Executivo da entidade irá ouvir os dirigentes que participaram do processo

A Fifa iniciará uma investigação no processo de escolha das sedes da Copa do Mundo de 2018 e 2022, ocorrido em dezembro do ano passado e que pôs Rússia e Catar como países-sede das duas competições. O Comitê Executivo da entidade irá ouvir os dirigentes que participaram do processo.

À época, a Associação de Futebol Argentino (AFA) negou que o Catar tivesse oferecido dinheiro ao presidente da entidade, Julio Grondona, "para melhorar sua relação" com o dirigente, antes da escolha da sede da Copa do Mundo de 2022. Segundo o jornal americano "Wall Street Journal", o valor chegaria a US$ 78,4 milhões. Grondona é membro do Comitê Executivo da Fifa.

O catariano Bin Hammam, ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC), também foi acusado de ter desembolsado uma quantia para garantir votos a favor da candidatura do Catar como sede do Mundial. O dirigente era candidato à presidência da Fifa, mas desistiu da disputa com Joseph Blatter às vésperas do pleito após suspeita de corrupção. Depois, Hammam foi banido pela Fifa.

Já o ex-vice-presidente da Fifa, Jack Warner, também renunciou por acusações de corrupção. Ele seria um dos subornados por Hamman na tentativa de conseguir mais votos para o Catar. Warner, que também era presidente da Concacaf, chegou a ser suspenso por publicar uma mensagem do secretário-geral Jerome Valcke, na qual o dirigente dava a entender que a Copa 2022 foi comprada.

Em maio do ano passado, Joseph Blatter rebateu as acusações de corrupção no processo de escolha das sedes. Segundo o mandatário, o Comitê de Ética confirmou que "não existem elementos para abrir um procedimento" contra quatro dirigentes. Entre eles estavam Jack Warner e Ricardo Teixeira, então presidente da CBF.

Eleição
Na escolha da sede da Copa de 2022, ocorrida no dia 2 de dezembro de 2010, ocorreram quatro rodadas de votações. Na primeira, a Austrália foi eliminada, com apenas um voto. O Japão recebeu três, assim como os Estados Unidos, atrás de Coreia do Sul (quatro) e Catar (11).

Na segunda, foi a vez de os japoneses receberem apenas dois votos e deixarem o pleito. O país asiático ficou atrás dos sul-coreanos e dos americanos, que tiveram cinco votos, e dos catarianos, com dez.

A Coreia do Sul, com cinco votos, foi eliminada na terceira. Estados Unidos, com seis, e Catar, com 11, avançaram à fase final, em que os asiáticos venceram por 14 a 8.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10335/FIFA+INVESTIGARA+PROCESSO+DE+ESCOLHA+DAS+SEDES+DAS+COPAS+2018+E+2022.html

Blatter: "Se quiserem minha renúncia, peçam ao Congresso"


Dirigente disse que não sairá da presidência da Fifa e negou ter dito que a Alemanha comprou a Copa

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciou nesta terça-feira que não pensa em renunciar ao cargo, mesmo após as críticas recebidas por ter acusado a Alemanha de pagar suborno para conseguir sediar a Copa do Mundo de 2006, algo que depois o dirigente negou que tenha declarado.

"Não basta que alguém da imprensa fale em renúncia. Se quiserem minha renúncia, peçam ao Congresso da Fifa. Se eles (o Congresso) não quiserem que eu continue, sairei tranquilamente. Mas os lembro que eu fui eleito pelo Congresso", declarou Blatter na entrevista coletiva concedida após uma reunião do executivo da entidade.

Diante do pedido de um eurodeputado alemão para que Blatter devolva a Ordem do Mérito, a mais alta condecoração civil da república alemã, que lhe foi concedida em 2006 pela chanceler Angela Merkel, o presidente da Fifa não quis entrar em polêmicas.

"Não vou entrar em discussão sobre isso. Se eles decidirem retirá-la de mim, que a retirem", esbravejou.

Blatter anunciou nesta terça que o Comitê Executivo aprovou por unanimidade os novos Códigos de Ética, que regerão as atuações do organismo a partir do próximo dia 25.

O suíço anunciou também o nome dos presidentes dos dois organismos da Comissão de Ética. O primeiro se encarregará da instrução dos casos que chegarem à associação e será presidido pelo americano Michael J. Garcia. O segundo se encarregará das funções de decisão e será dirigida pelo alemão Hans-Joachim Eckert. O cargo dos presidentes desses órgãos e de seus componentes durará até o próximo Congresso da Fifa.

Além disso, Blatter anunciou como novidade que os processos por suborno e corrupção não prescreverão. Sobre o caso ISL, o dirigente preferiu não fazer declarações argumentando que o assunto "não estava na ordem do dia".

A Fifa, em uma nota de imprensa, confirmou que os documentos do caso serão entregues para exame aos novos órgãos de instrução.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10333/BLATTER+SE+QUISEREM+MINHA+RENUNCIA+PECAM+AO+CONGRESSO.html

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Fifa investigará escolhas das sedes para as Copas do Mundo de 2018 e 2022


Comitê Executivo da Fifa pretende esclarecer os detalhes dos processos de escolhas para as próximas Copas do Mundo

O Comitê Executivo da Fifa irá investigar os processos de escolha das sedes para as Copas do Mundo de 2018 e 2022. Rússia e Qatar ganharam o direito de receberem os respectivos Mundiais, porém as escolhas foram cercadas de polêmicas por derrotarem candidaturas consideradas mais fortes.
O painel faz parte das reformas anti-corrupção planejadas pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter. O comitê Executivo irá indicar advogados, que terão a responsabilidade de comandar uma investigação independente.
O consultor anti-corrupção da Fifa, Mark Pieth, defende que a investigação é a chave para a modernização do futebol.
- Isso é fundemental neste sentido de modernização. Iremos encontrar com pessoas que participaram das votações, e colocar tudo às claras - disse Pieth ao jornal inglês "The Guardian".
Em dezembro do ano passado, as escolhas das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022 esteve cercada de suspeitas de subornos, e até troca de votos. Como por exemplo, o pacto que teria sido feito para que os delegados do Qatar votassem na candidatura de Portugal e Espanha, em troca de apoio para o seu projeto.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/copa-do-mundo/Fifa-investigara-escolhas-sedes-Copas_0_737926268.html#ixzz20oBqQlSL 

Comitê Olímpico Internacional irá discutir 'caso ISL', mas não punirá Havelange


Por ESPN.com.br com agência Gazeta Press

O Comitê Olímpico Internacional (COI) avisou que irá discutir em reunião o caso do recebimento de propina da ISL, empresa falida de marketing esportiva, por dirigentes da Fifa, entre eles João Havelange, atual presidente de honra da entidade que gere o futebol mundial.

Além do cargo na Fifa, Havelange era o membro mais antigo do COI, co vínculo há 48 anos. No final de 2011, o dirigente de 96 anos anunciou sua renúncia, alegando problemas de saúde. À época, porém, foi dito que ele tomara aquela postura para evitar uma expulsão ou suspensão do COI, pois o dossiê do caso estava em vias de ser revelado.

“Espero que o caso de propina seja discutido no próximo comitê executivo, claro”, disse o atual presidente do COI, Jacques Rogge, sem, porém, pensar em punir o brasileiro. “O senhor Havelange não é mais um membro do COI e, por isso, não está mais sob nossas regras. Ele deixou o cargo e não pode ser um membro honorário”, acrescentou.

Na última quarta-feira, a Fifa divulgou documento, no qual revelava que Havelange e seu ex-genro, Ricardo Teixeira, receberam subornos da ISL, empresa que faliu em 2001, que recebia vantagens no processo de direitos de transmissão para a Copa do Mundo durante a década de 90. Juntos, os dois receberam R$ 29 milhões.

Diante dos escândalos, em março Ricardo Teixeira deixou o cargo de presidente da CBF, que ocupava desde 1989, sob a alegação de que iria cuidar de sua saúde e hoje vive em Miami, nos Estados Unidos. Havelange, por sua vez, pode perder a presidência honorária da Fifa, já que Joseph Blatter, atual mandatário, avisou que pedirá ao conselho da entidade para demovê-lo da posição, em meio ao escândalo.

Fonte: http://ht.ly/cgXT7

Beckenbauer nega irregularidades para a Alemanha sediar Copa 2006


Ex-jogador disse que as insinuações do presidente da Fifa, Joseph Blatter, são "incompreensíveis"

O principal responsável do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2006, Franz Beckenbauer, rejeitou nesta segunda-feira as insinuações do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de que a Alemanha "comprou" a oportunidade de sediar o torneio, afirmação que despertou um vendaval no meio futebolístico.

"Me soam completamente incompreensíveis as declarações de Sepp Blatter. O que foi decisivo (para a escolha da Alemanha como sede) foi o voto fechado dos europeus a nosso favor", afirmou o "Kaiser" ao jornal "Bild".

Em entrevista divulgada ontem pelo jornal suíço "SonntagsBlick", Blatter insinuou que teriam havido "irregularidades" na eleição que definiu a Alemanha como sede da Copa.

"Mundiais comprados... Lembrança que no momento da eleição alguém saiu. Assim, ao invés de 10 a 10, ficamos em 10 a 9 a favor da Alemanha. Me alegrei, porque não foi preciso um voto de desempate", disse Blatter, citando a fase final da votação, disputada entre as candidaturas alemã e sul-africana.

Ao ser questionado se a ausência de um dos membros da Fifa na reta final da eleição poderia representar um caso de corrupção, o presidente da entidade afirmou: "não, não suponho nada. O constato".

O secretário-geral da Federação Alemã de Futebol (DFB), Helmut Sandrock, qualificou ontem as insinuações como "nebulosas", com propósito de "desviar a atenção" sobre outros assuntos atualmente investigados.

Blatter está sob fortes pressões, especialmente da Alemanha, por não ter atuado com suficiente contundência contra a corrupção dentro da Fifa. O presidente da Liga Alemã, Reinhard Rauball, em uma recente entrevista por telefone, pediu a renúncia de Blatter, enquanto o da Federação Alemã de Futebol (DFB), Wolfgang Niersbach, afirmou que a Fifa está "consternada" pelos supostos casos de subornos.

Blatter, no entanto, manifestou repetidamente sua determinação de não jogar a toalha, apesar das pressões alemãs.

As tensões entre o presidente da Fifa e a Alemanha se acentuaram após as revelações de que João Havelange e Ricardo Teixeira são acusados de recebimento de suborno da empresa ISL em um processo na justiça suíça, e que Blatter teria conhecimento desse caso de corrupção.

O próprio Blatter admitiu, em recente entrevista ao site da Fifa, que ele é o anônimo "P1" que aparece no texto do processo aberto pela promotoria do cantão suíço de Zug por suspeita de fraude e que foi divulgado pela própria entidade.

O esclarecimento sobre a identidade de "P1" por Blatter aconteceu após a resolução do tribunal suíço que autorizou a divulgação do auto de arquivamento do caso ISL.

"P1" (Blatter) aparece citado em três ocasiões no documento tornado público pela Fifa na quarta-feira passada.

O texto revela que Teixeira recebeu da ISL pelo menos 12,74 milhões de francos suíços (US$ 13 milhões no câmbio atual) entre 1992 e 1997, e Havelange, 1,5 milhão de francos suíços (US$ 1,53 milhão) em 1997.

O documento estava sob sigilo desde junho de 2010, pouco depois de a promotoria, a Fifa e os dois dirigentes brasileiros terem feito um acordo para arquivar o caso.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10325/BECKENBAUER+NEGA+IRREGULARIDADES+PARA+A+ALEMANHA+SEDIAR+COPA+2006.html

domingo, 15 de julho de 2012

Blatter diz que Havelange deve perder título honorário na Fifa


Presidente da entidade diz que pode voltar a concorrer ao cargo em 2015

ZURIQUE — O presidente da Fifa Joseph Blatter afirmou neste domingo que a Fifa deve tirar de João Havelange o título de presidente honorário da entidade. Ns última semana, a Justiça suíça revelou que Havelange e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, receberam dinheiro da agência de marketing ISL. A declaração de Blatter mostra uma mudança de postura. Em março, durante congresso da Fifa na Hungria, o presidente da Fifa homenageou João Havelange, que passava por problemas de saúde.
— Ele tem que sair. Ele não pode permanecer como presidente honorário depois desses incidente — disse ao jornal suíço SonntagsBlick.
Blatter também está sob pressão. Ele é acusado de omissão já que sabia dos subornos envolvendo a entidade nos anos 90. O presidente da Fifa insiste que os pagamentos eram legais na Suíça na época.
— Eu soube disso (dos pagamentos) depois da falência da ISL em 2001 — afirmou. — Foi a Fifa que fez uma reclamação criminal à época e manteve aberto o caso ISL.
No sábado, o presidente da liga de futebol profissional da Alemanha, Reinhard Rauball, pediu a renúncia de Blatter. No ano passado, o suíço foi reeleito — como candidato único — por mais quatro anos como presidente da entidade. Ele afirmou que pode concorrer mais uma vez ao cargo em 2015.
— Vamos ver como minha saúde vai estar — afirmou Blatter, de 76 anos e presidente da Fifa desde 1998.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/blatter-diz-que-havelange-deve-perder-titulo-honorario-na-fifa-5482437#ixzz20jloNp1f 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Processo Fifa-ISL: confira na íntegra o processo

Confira aqui o processo Fifa-ISL.

L! OPINA: Da vergonha à transformação


Brasil tem ótima oportunidade de mudar o seu futebol para os próximos anos

A decisão da Justiça suíça de liberar os documentos que comprovam o recebimento de suborno no caso ISL pelo ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o ex-presidente da Fifa, João Havelange, veio apenas confirmar uma informação que este LANCE! entre outros veículos do mundo já sabia, mas não podia publicar por conta das restrições judiciais.
A divulgação dos nomes e dos mecanismos que levaram ao desvio de R$ 45,5 milhões para contas dos cartolas brasileiros não pode esgotar o assunto. Ao contrário, deve ser apenas o ponto de partida. A Justiça suíça cumpriu sua parte. Agora, à Justiça do Brasil, ao Ministério Público e à Polícia Federal cabe rastrear o caminho desse dinheiro, investigar evidências de enriquecimento ilícito, de prejuízos fiscais causados ao país pela movimentação ilegal do dinheiro. E punir severamente os culpados, onde quer que eles estejam.

Um país que se quer respeitado não pode ter o Engenhão, estádio que vai sediar competições de atletismo da Olimpíada de 2016, com o nome de um corrupto comprovado. O que dirá a comunida de esportiva internacional? O COB, aliás, tem o dever de cassar o prêmio Adhemar Ferreira da Silva, referenda máxima aos que são exemplo de conduta esportiva e ética no olimpismo brasileiro, que foi concedido em 2008 a Havelange.
O caso ISL deve servir de inspiração para que de uma vez por todas sejam implementadas novas e arejadas práticas na gestão do futebol do Brasil. O que, mesmo com a saída de Teixeira do comando da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014, ainda está longe de acontecer. Muito pouca coisa mudou, desde então.
Teixeira, antes de refugiar-se nos EUA, quando sua situação tornou-se insustentável e a comprovação de seus atos ilícitos iminente, moldou sua saída, deixou na presidência da CBF e em todos os cargos estratégicos pessoas de sua confiança. Pior do que isso, continua recebendo um pagamento mensal de R$ 100 mil a título de consultoria. E assegurou a permanência de sua filha no Comitê Organizador da Copa de 2014, onde dá as cartas e recebe mais de R$ 70 mil mensais. Um escárnio com a Nação.
Ainda que a CBF e o COL sejam entidades privadas, não podem ser tratadas como capitanias hereditárias. Feudos imperiais. O governo, os clubes e a sociedade precisam reagir. Que os estatutos das duas entidades sejam respeitados - não se defende aqui uma virada de mesa, mas que dos dirigentes sejam cobradas as necessárias transformações para que nosso fut de fato entre em uma nova era, pautada pelos interesses públicos e não mais - como agora fica claro - movido por jogo pessoal e privado de poder.
Cabe a nós fazer deste momento de vergonha nacional uma oportunidade para mudar.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/minuto/OPINA-vergonha-transformacao_0_735526721.html#ixzz20YouOe46 

Blatter justifica omissão: ‘suborno não era crime’


Documentos provam que suíço sabia do escândalo. Teixeira ainda é consultor da CBF

ZURIQUE e RECIFE - Antes de serem identificados anteontem pela Justiça Suíça como beneficiários de um esquema de corrupção envolvendo contratos relativos à Copa do Mundo, o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o ex-presidente da Fifa, João Havelange, contaram com defesa da entidade internacional para que seus nomes fossem protegidos durante processo encerrado em 2010 em troca da devolução de R$ 5 milhões. Mesmo que os documentos divulgados tenham o preservado sob a sigla P1, o presidente da Fifa, Joseph Blatter preferiu se pronunciar ontem diante das evidências de que o caso era de seu conhecimento. Juntos, Teixeira e Havelange receberam R$ 45 milhões para defender interesses da ISL, agência de marketing que foi à falência em 2001.
— Da minha parte, o documento poderia ter sido publicado na íntegra para dar fim às especulações. Não sou acusado, fiquei anônimo como P1, o que honestamente não é difícil de descobrir — disse Blatter ao site da Fifa.
Entre os diversos depósitos do esquema, um deles, da ordem de R$ 2 milhões, destinado a Havelange, caiu equivocadamente na contabilidade da Fifa. Apesar da orientação jurídica e da movimentação financeira que envolvem a entidade, o suíço Blatter lavou as mãos ao alegar que, à época, o suborno ainda não era crime previsto pelas leis suíças:
— Não podemos medir o passado com os padrões atuais sob pena de fazer um julgamento moral. Então, não poderia ter tomado ciência de um delito que não existia.
Outrora protegida pelas conveniências, a prática se tornou inaceitável depois que Teixeira tentou lançar o catari bin Hammam em oposição a Blatter. Além de minar a candidatura com denúncias de corrupção, o suíço passou a disputar o jogo político com o dossiê ISL debaixo do braço. Em março, diante da iminência da revelação dos documentos, Teixeira renunciou às presidências da CBF e do Comitê Organizador Local e ao assento no Comitê Executivo da Fifa. Quatro meses antes, Havelange deixou o Comitê Olímpico Internacional e se livrou de investigação no órgão do do qual era membro há 48 anos. Como presidente de honra da Fifa ainda é passível de processo no qual Blatter prefere não se envolver.
— Não está entre minhas atribuições chamá-lo a prestar contas. O Congresso o nomeou presidente honorário e só o Congresso pode decidir sobre seu futuro.
Em visita ao Recife, onde a seleção enfrentará a China no dia 10 de setembro, no Estádio do Arruda, o atual presidente da CBF, José Maria Marin confirmou que Ricardo Teixeira segue dando assessoria à entidade:
— Nós temos mais de 300 contratos em andamento na CBF. E ele contribui com assessoria internacional, pelos cargos que ocupou, por mais de 24 anos. Então, aproveitamos da melhor maneira a experiência que Ricardo tem, inclusive captando recursos através da publicidade, de divulgação do futebol brasileiro. O que foi divulgado não tem nenhuma relação entre Ricardo Teixeira e a CBF. Ele continua prestando os mesmos serviços.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/blatter-justifica-omissao-suborno-nao-era-crime-5464552#ixzz20Y5Rw3nD 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Marin garante permanência de Teixeira como colaborador da CBF


Presidente afirma que serviços do ex-dirigente continuarão,independentemente das investigações do 'caso ISL' na Fifa

Na oportunidade do anúncio do amistoso da seleção brasileira no Recife, o presidente da CBF, José Maria Marin, aproveitou para comentar as possíveis consequências que o caso ISL envolvendo Ricardo Teixeira e João Havelange trariam para a gestão da CBF. Marin se referiu ao posto de colaborador que o ex-presidente Teixeira ainda exerce na entidade, e o atual mandatário garantiu que o colega permanecerá na confederação.
- Isso que foi divulgado não tem nada a ver com o vínculo existente entre o Ricardo Teixeira e a CBF. Ele continuará prestando os mesmos serviços - afirmou Marin.
O atual presidente aproveitou para explicar em que área o ex-mandatário trabalha exatamente na entidade.
- Ele atua como colaborador para assuntos internacionais, principalmente no que diz respeito à captação de recursos e publicidade. Ele ainda contribui como membro da Commebol e da Fifa, e nós aproveitamos a experiência dele nos assuntos de futebol internacional.
José Maria Marin preferiu não falar das investigações no caso ISL.
- Peço respeitosamente para não comentar essa questão - limitou-se a dizer.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2012/07/marin-garante-permanencia-de-teixeira-como-colaborador-da-cbf.html

Blatter sabia de pagamentos da ISL a Havelange e Teixeira


Em entrevista ao site da Fifa, dirigente afirmou que comissões não eram ílicitas na época

Um dia após a Justiça suíça divulgar documentos que confirmam o pagamento de propina a João Havelange e Ricardo Teixeira, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, confirmou que tinha conhecimento dos pagamentos.

Segundo o dirigente, que à época do repasse era secretário-geral da Fifa, as comissões da empresa de marketing ISL não eram ílicitas na ocasião. Para ele, não era possível saber sobre a infração, pois elas não existiam. "Esses pagamentos podiam ser deduzidas do imposto como despesas de negócios", disse Blatter em entrevista divulgada no site da Fifa.

O suíço disse que hoje o ato seria punido pela lei. "Não podemos julgar o passado baseado nos padrões do presente", afirmou. Além disso, ressaltou que como o atual mandatário da Fifa não tem poder de chamar Havelange, presidente honorário da entidade, para prestar contas. "O Congresso o nomeou. Somente o Congresso pode decidir o futuro dele".

O documento divulgado ontem é de 11 de maio de 2010 e revela que Teixeira recebeu da ISL pelo menos 12,74 milhões de francos suíços (R$ 26,4 milhões na cotação atual) entre 1992 e 1997. Havelange, por sua vez, recebeu 1,5 milhão de francos suíços (R$ 3,1 milhões) em 1997.

Fundada em 1982, a ISL quebrou em maio de 2001. A empresa de marketing esportivo chegou a ter um número de negócios com a Fifa de 2,2 bilhões de francos suíços (R$ 4,5 bilhões na cotação atual).

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10311/BLATTER+SABIA+DE+PAGAMENTOS+DA+ISL+A+HAVELANGE+E+TEIXEIRA.html

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Fifa divulga documentos que confirmam propina a Havelange e Teixeira


Entidade tornou público processo aberto em tribunal suíço, por gestão fraudulenta

A Fifa tornou públicos nesta quarta-feira documentos que confirmam que o ex-presidente da entidade João Havelange e o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira receberam subornos milionários procedentes da ISL, que comercializou os direitos audiovisuais das competições do organismo até falir, em 2001.

A entidade divulgou o processo aberto pelo Tribunal do cantão de Zug, na Suíça, por apropriação indevida e gestão fraudulenta, o que foi a raiz de uma denúncia do organismo reitor do futebol mundial contra a empresa suíça.

O material, de 11 de maio de 2010, revela que Teixeira recebeu da ISL pelo menos 12,74 milhões de francos suíços (R$ 26,4 milhões na cotação atual) entre 1992 e 1997, e Havelange, 1,5 milhão de francos suíços (R$ 3,1 milhões) em 1997.

A Fifa divulgou o documento horas depois que a Corte Suprema suíça sentenciou que a imprensa tem direito a acessar detalhes do caso ISL.

O material não podia ser divulgado desde junho de 2010, pouco depois que o Tribunal de Zug, a Fifa e dois dos homens mais poderosos do futebol mundial chegaram a um acordo para arquivar a investigação.

Os diferentes pagamentos contabilizados pela investigação e descobertos em contas pessoais dos dois ex-dirigentes ou de empresas vinculadas a eles chegaram a 21,9 milhões de francos suíços (R$ 45,4 milhões) entre 1992 e 2000.

Correndo o risco de ser expulso devido ao caso, Havelange, de 95 anos, renunciou ao posto de integrante do Comitê Olímpico Internacional em dezembro do ano passado. Por sua vez, Teixeira deixou a presidência da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa de 2014 (COL) em 12 de março deste ano. Três dias depois, deixou o Comitê Executivo da Fifa.

Nenhum dos dois, de acordo com os documentos, informou à Fifa as comissões que receberam relacionadas às atividades dentro da entidade, o que configura infração, já que houve dano ao organismo e enriquecimento dos subornados.

Em comunicado, a Fifa demonstrou satisfação pela sentença da Corte Suprema suíça. Para a entidade, a decisão confirma, como já havia sido constatado pelo Tribunal de Zug em junho de 2010, que seu atual presidente, Joseph Blatter, "não está envolvido no caso".

O organismo disse que a divulgação vai ao encontro da postura adotada por Blatter e por seu Comitê Executivo, que vinham, segundo a nota, pedindo a publicação desde o ano passado.

O dirigente suíço disse em 6 de dezembro de 2011 que tornaria públicos detalhes do caso, mas Havelange e Teixeira apelaram junto ao tribunal federal para evitar a publicação dos documentos.

Fundada em 1982, a ISL quebrou em maio de 2001. A empresa de marketing esportivo chegou a ter um número de negócios com a Fifa de 2,2 bilhões de francos suíços (R$ 4,5 bilhões na cotação atual).

A falência causou o cancelamento do Mundial de Clubes que seria disputado há 11 anos na Espanha e criou uma crise interna na Fifa, colocando em risco a realização da Copa de 2002.

O caso voltou à tona em novembro de 2010, quando a rede de televisão britânica "BBC" divulgou detalhes de um documento confidencial da ISL que incluía uma lista de 175 pagamentos recebidos por funcionários de altos cargos da Fifa em troca da concessão de contratos de televisão e direitos de patrocínios durante os Mundiais disputados na década de 90.

A publicação foi feita dias antes da votação para a escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022. A entidade máxima do futebol rebateu dizendo que uma investigação já havia ocorrido e que nenhum dos integrantes do organismo foi condenado. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10296/FIFA+DIVULGA+DOCUMENTOS+QUE+CONFIRMAM+PROPINA+A+HAVELANGE+E+TEIXEIRA.html