Foi amplamente divulgado durante toda a semana o descredenciamento da Universidade Gama Filho, tradicional pólo estudantil da zona norte carioca. Fundada em 1939, a universidade destacou-se pela qualidade nos cursos da área de saúde, principalmente o de medicina, considerado um dos melhores do país por décadas. Outros cursos seguiram pelo mesmo caminho e, ainda hoje, é possível ter acesso a relatos de famosos que passaram pelos bancos escolares desta universidade. Em 1985 é criado o curso de pós-graduação strictu sensu em Educação Física. 9 anos depois é criado o curso de doutorado que, depois da USP é o curso que mais formou doutores no país na área de educação física. O programa conta com renomados professores como Lamartine P. DaCosta, Sebastião Votre e Cláudio Gil, com pesquisas e livros publicados por todo o mundo. P&D e Inovação são o norte do curso. Entretanto, com a troca da mantenança,começam a surgir problemas estruturais. O ápice ocorre em 2013 com o ano repleto de greves e professores e funcionários sem salários. No caso específico do Mestrado e Doutorado em Ciências do Exercício e do Esporte, o cronograma seguiu, mas sem a parte estrutural funcionando, os alunos dependiam do comprometimento dos professores e funcionários envolvidos. Termina o 2° semestre e as dúvidas são imensas, pois o fantasma de encerramento do curso é grande. Quando, no início de 2014, surge o descredenciamento da UGF, levando a cabo toda a sua estrutura acadêmica. Toda a mídia noticia o fato com grande ênfase nos alunos de graduação. Mas, não se pode esquecer dos cursos de pós graduação strictu sensu que formam professores e pesquisadores em diversas áreas. Em relação à educação física, vale ressaltar que o curso da Gama Filho é o único que oferece o Doutorado no Estado do Rio de Janeiro, estando localizado na cidade do Rio de Janeiro, sede dos próximos Jogos Olímpicos, em 2016. Vale ressaltar, mais uma vez, que no corpo docente do curso há a presença do renomado pesquisador internacional sobre megaeventos e gestão do esporte, Lamartine P. DaCosta. E o que as autoridades fizeram? Até agora, MEC, CAPES, Prefeitura, Estado, CREF, CONFEF, a própria UGF, entre outras, não se pronunciaram sobre o fato, deixando algumas dezenas de alunos sem saber o que fazer, nem para onde ir, ameaçando a formação de futuros doutores na área de ciências do esporte.
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Projeto do Reino Unido quer incluir jovens nos esportes
Boris Johnson, prefeito de Londres, disse que as escolas do país já contam com duas horas diárias de educação física para incentivar os jovens.
Londres - O ministro da Cultura britânico, Jeremy Hunt, anunciou nesta quinta-feira que o governo implementará um projeto, logo após o final dos Jogos Olímpicos de Londres, para que mais jovens tenham acesso e se dediquem ao esporte.
Em declarações à emissora britânica ''BBC'', o ministro disse que o evento olímpico representa ''um momento mágico para o esporte britânico. Sabemos que os heróis dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos que vemos na televisão estão inspirando jovens por todo o país, e nós, do governo, queremos aproveitar isso'', afirmou.
Boris Johnson, prefeito de Londres, disse, em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, que as escolas do país já contam com duas horas diárias de educação física para incentivar os jovens.
Segundo Johnson, o governo ''compreende totalmente o interesse pelo esporte após os Jogos Olímpicos, assim como as vantagens sociais e econômicas que o evento levou ao país''.
O prefeito londrino antecipou os planos para organizar, no Parque Olímpico, competições de rugby, atletismo, hóquei e mergulho em nível internacional nos próximos anos.
''Além dos planos atuais, também organizaremos incontáveis séries de eventos esportivos globais'', comentou Johnson.
Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/projeto-do-reino-unido-quer-incluir-jovens-nos-esportes
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Mulheres sauditas irão às Olimpíadas pela primeira vez
Anúncio foi divulgado pela embaixada da Arábia Saudita no Reino Unido
RIAD - Pela primeira vez, a Arábia Saudita vai inscrever mulheres para disputar Olimpíadas, nos Jogos de Londres deste ano, disse no domingo a embaixada do país no Reino Unido. Em abril, autoridades já haviam dito que não impediriam as mulheres de competirem, mas que elas não teriam aval oficial do governo.
"O reino da Arábia Saudita deseja uma participação completa nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, por intermédio do Comitê Olímpico Saudita, que irá supervisionar a participação de atletas mulheres que puderem se qualificar para os Jogos", disse nota divulgada no site da embaixada.
Entidades de direitos humanos vinham propondo a exclusão da Arábia Saudita dos Jogos por causa da sua recusa histórica em inscrever atletas mulheres e proibir as práticas esportivas femininas nas escolas públicas. Na conservadora sociedade saudita, as mulheres estão privadas de vários outros direitos, como os de dirigir ou de trabalhar, viajar e abrir conta bancária sem uma companhia masculina.
No entanto, sob o reinado do rei Abdullah, o governo tem oferecido melhores oportunidades de educação e trabalho, além de permitir que as mulheres votem em futuras eleições municipais -- único tipo de votação realizada no reino.
Na noite de domingo, o chefe da missão olímpica saudita, Khalid al Dakheel, disse à Reuters que desconhecia qualquer novidade relativa à participação feminina, no entanto, o Comitê Olímpico Internacional (COI) disse na segunda-feira que continuava "trabalhando para assegurar a participação das mulheres sauditas nos Jogos de Londres".
Clérigos sunitas com grande influência no reino tradicionalmente se declaram contra as práticas esportivas femininas. Em 2009, um religioso graduado disse que meninas poderiam perder o hímen e a virgindade com a prática de esportes muito movimentados.
A amazona Dalma Malhas é talvez a mais forte candidata a representar o reino nas Olimpíadas de Londres. Em 2010, ela disputou a Olimpíada Juvenil de Cingapura, mas sem apoio nem reconhecimento oficiais.
A educação física é proibida nas escolas públicas femininas, mas a única vice-ministra do governo saudita, Noura al Fayez, já escreveu à entidade Human Rights Watch dizendo haver planos de incluí-la na grade curricular.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/mulheres-sauditas-irao-as-olimpiadas-pela-primeira-vez-5309348#ixzz1ypNZwfSB
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segunda-feira, 18 de junho de 2012
MP recomenda exigência de registro em Jogos Estaduais no RN
O Ministério Público do Rio Grande do Norte encaminhou a Recomendação 002/2012 à secretária de estado da Educação e da Cultura, Betânia Leite Ramalho, sobre a exigência de registro nas competições esportivas estaduais, como os Jogos Estaduais.
O texto recomenda que a secretaria passe a incluir, nos regulamentos dessas competições, a exigência do Registro Profissional no CREF como condição para o exercício das funções de Técnicos, Assistentes Técnicos e Coordenadores das Modalidades Esportivas.
O MP também solicita que a secretaria passe a fiscalizar o cumprimento da exigência, “de modo a proteger a saúde e o bem estar das crianças e adolescentes participantes das competições esportivas”.
Créditos: CREF10/PB-RN
segunda-feira, 19 de março de 2012
Pesquisa sobre Gestão do Esporte
Defendi o meu mestrado no último dia 06/03, com o título Análise da gestão esportiva pelos profissionais de educação física: um estudo em representações sociais, o curso foi feito na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, na área de administração. Atualmente estou na etapa final para a liberação da versão final. Abaixo eu disponibilizo o resumo da dissertação.
SANTOS NETO, Silvestre Cirilo dos. Análise da gestão esportiva pelos
profissionais de educação física: um estudo em representações sociais. 2012.
126p. Dissertação (Mestrado Profissional em Gestão e Estratégia em Negócios).
Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de
Janeiro, Seropédica, RJ, 2012.
A atual demanda gerada sobre a gestão do esporte surgiu a partir da
realização dos megaeventos esportivos, na chamada década de ouro para o esporte
no Brasil. Surge, então, a discussão sobre a administração esportiva e o seu
ambiente prioritariamente amador no país. A discussão sobre o legado dos
megaeventos não vem contemplando o desenvolvimento do esporte desde a sua base.
O desenvolvimento de uma política esportiva no país evitaria ações isoladas e
desprovidas de qualquer direcionamento evitando, assim, o personalismo e,
caminhando em direção ao profissionalismo, com a adoção da administração
estratégica na condução dos trabalhos. Pautada na questão sobre quais são as
representações sociais dos profissionais de educação física em relação à gestão
esportiva, o presente estudo busca descrever as representações sociais dos profissionais
de educação física sobre a administração estratégica na gestão esportiva. Os
objetivos específicos são os seguintes: (a) Levantar a legislação esportiva
brasileira; (b) Analisar criticamente a administração estratégica na gestão
esportiva; (c) Analisar criticamente a gestão esportiva a partir do ordenamento
legal; (d) Elaborar recomendações sobre as políticas públicas voltadas ao
esporte. Trata-se de uma pesquisa aplicada, com abordagem qualitativa e
apresenta um objetivo descritivo através do levantamento. O público-alvo foram
os profissionais de educação física e a área estudada foi à gestão esportiva. A
amostra foi escolhida através do critério de conveniência e, o seu tamanho foi
definido por amostragem teórica. Contou com 102 respondentes, sendo 78 homens
(76,5%) e 24 mulheres (23,5%), com idade média de 36,21 anos, distribuídos da
seguinte forma: Região Sul (17,6%); Região Sudeste (33,3%); Região Centro-Oeste
(8,82%); Região Norte (19,6%) e Região Nordeste (20,6%). O instrumento
utilizado foi composto pelo questionário sócio-demográfico e seis perguntas com
respostas abertas. Foi hospedado no Google Docs e aplicado por meio eletrônico
após o convite formulado aos pretensos respondentes. A análise de dados contou
com a estatística descritiva para o conteúdo sócio-demográfico e a análise de
conteúdo através da categorização aberta. 47,1% relataram como objetivo da
educação física o desenvolvimento motor, mas sem haver uma diretriz consolidada
nas ações voltadas ao cumprimento desse objetivo. O esporte foi visto por 67,6%
dos respondentes como não tendo um objetivo definido nas suas ações. A
coordenação entre a educação física escolar e o esporte apresentou um índice de
80,4% para os respondentes que não verificaram qualquer coordenação entre as duas
áreas. Em relação à gestão do desporto, nos seus três segmentos (escolar,
participação e rendimento), verificou-se que 45,1%, 41,2% dos respondentes
tiveram como representações sociais do desporto educacional e de participação,
respectivamente, ações sem objetivos definidos. No desporto de rendimento,
observou-se onze categorias, sendo a mais freqüente a definida como “ação não
definida”, na qual se enquadraram 35,3% das respostas. Concluiu-se que a gestão
esportiva ocorre no país, mas de forma incipiente, sem utilizar os recursos e
ferramentas da administração estratégica. Faz-se necessário a adoção de um
modelo de gestão e uma política esportiva no país.
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