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quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Londres dá início a transformação urbanística da área olímpica
Comitê entregou o Parque Olímpico de Stratford ao órgão que transformará o local
Uma vez desmontados grande parte das instalações temporárias erguidas para os Jogos de Londres, o Comitê Organizador (Locog) fez nesta terça-feira a entrega do Parque Olímpico de Stratford ao órgão encarregado de transformar o local em uma imensa zona verde e em um novo bairro residencial.
A Arena de Basquete, com capacidade para 12 mil pessoas, a Arena de Polo Aquático, com 5 mil lugares, e as arquibancadas para 17.500 pessoas do Centro Aquático foram retiradas antes que a Corporação para o Desenvolvimento do Legado Olímpico tomasse o controle dos trabalhos no parque.
Com orçamento previsto de 292 milhões de libras (pouco mais de R$ 971 mil), o órgão pretende reabrir o local em 27 de julho de 2013 a primeira fase do Queen Elizabeth Olympic Park, área de jardins que, na primavera de 2014, quando estiver completa, cobrirá superfície de 226 hectares, pouco menos que os tradicionais Hyde Park e Kensington Gardens, que ficam no centro da cidade (250 hectares).
O espaço que os estádios desmontáveis deixaram livre serão utilizados, além disso, para a construção de um novo bairro residencial completo, em uma região ao lesta da capital britânica, há anos degradada, a qual se pretende revitalizar.
O novo bairro, batizado de Chobham Manor terá 850 imóveis, que se somarão aos 2.828 apartamentos da Vila Olímpica, que serão postos a venda depois de remodelados.
Para realizar as operações na região, um dos maiores custos enfrentados pela corporação é a conexão do parque com as cercanias, que faz necessária a construção de ruas e estradas. Além disso, será preciso remodelar 9,5 quilômetros de calçadas, feitas para interligar as instalações esportivas, além de pontes e passagens subterrâneas que precisarão ser adaptadas as novas necessidades.
"Nos pusemos a trabalhar depois dos Jogos para transformar os recintos e retirar as infraestruturas temporárias o mais rápido possível. Agora, deixamos que a corporação continue construindo um parque para as gerações futuras", afirmou James Bulley, responsável de infraestruturas do Locog.
O diretor do órgão, Colin Naish, ressaltou que "tomar o controle do parque é um grande marco", garantindo que em oito meses o espaço estará aberto ao público.
Hone também comentou sobre as obras no Estádio Olimpico, consideradas complexas. Segundo o presidente da Corporação para o Desenvolvimento do Legado Olímpico, ainda não foi definido que uso será dado ao local, por isso, não foi definida a remodelação a ser feita e sua reabertura pode acontecer apenas 2016.
Duas instalações, o Centro Aquático e o Velódromo, serão transformados em centro públicos de atividades esportivas.
Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11092/LONDRES+DA+INICIO+A+TRANSFORMACAO+URBANISTICA+DA+AREA+OLIMPICA.html
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Londres inicia obras de transformação de áreas olímpicas
Trabalhos devem demorar dois anos e o projeto prevê a remodelação da zona olímpica em um parque
A cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos, realizada neste domingo, marcou o fim das festividades esportivas na cidade de Londres, após um período no qual a capital britânica foi palco de diversas provas esportivas, incluindo as dos Jogos Olímpicos.
Nesta segunda-feira, um desfile de atletas paralímpicos pelo centro da cidade sela o começo da transformação das instalações olímpicas em áreas urbanas para uso da população. As obras devem demorar dois anos e o projeto prevê a remodelação da zona olímpica em um parque, que terá o nome de Rainha Elizabeth.
Dentro de um ano, no verão europeu de 2013, deve ser aberta a parte norte de um espaço que, quando estiver completo, contará com 180 hectares de área verde e outros 50 de praça urbana. Atualmente, o local é ocupado pelo Estádio Olímpico, o Centro Aquático e a torre Orbit, do escultor anglo-indiano Anish Kapoor.
As máquinas de construção, que abandonaram o Parque há apenas um mês e meio, voltarão ao local na semana que vem para começar a remodelação dos recintos esportivos permanentes e para desmontar os provisórios.
Um deles é a Arena de Basquete, uma instalação com capacidade para 12 mil espectadores, que custou 40 milhões de libras (R$ 129,8 milhões), e que desaparecerá totalmente.
Outra grande remodelação será realizada no Estádio Olímpico, que terá a capacidade reduzida de 80 para 55 mil espectadores, e apesar de não haver uma definição sobre qual uso terá o espaço, o time de futebol West Ham surge como interessado pelo local.
O Centro Aquático, desenhado pela arquiteta anglo-iraquiano Zaha Hadid, sofrerá mudanças drásticas ao ter duas arquibancadas laterais retiradas, diminuindo a capacidade de 17 mil para 2.500 espectadores e transformando as características do local onde o americano Michael Phelps se tornou uma lenda do esporte ao somar 22 medalhas olímpicas.
O novo Parque Rainha Elizabeth faz parte de um projeto de reconstrução do bairro de Stratford. Em uma primeira fase, serão colocados à venda 2.818 apartamentos que foram usados pelos atletas na Vila Olímpica, dos quais 625 serão habitações populares.
Além disso, o governo britânico quer dar um impulso, durante as próximas duas décadas, para construções nos arredores da zona olímpica.
O plano urbano da Companhia do Legado do Parque Olímpico para a zona residencial em questão inclui uma grande quantidade de casas rodeadas de espaços abertos, com diversas áreas verdes e de recreação.
O surgimento de um novo bairro em Stratford é bem visto, já que a cidade está imersa em uma crise imobiliária, com 10% dos londrinos em uma lista de espera para conseguir habitações populares. O preço médio de aluguéis em Londres hoje é de 1.038 libras (R$ 3,3 mil), 46% acima do que no resto do Reino Unido.
Dos sete bairros com as maiores listas de espera, três deles estão nas imediações de Stratford (Newham, Tower Hamlets e Barking and Dagenham), uma área abandonada que Londres espera recuperar para a classe média após os Jogos Olímpicos.
Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10671/LONDRES+INICIA+OBRAS+DE+TRANSFORMACAO+DE+AREAS+OLIMPICAS.html
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Barcelona-92 é modelo a ser seguido pelas cidades olímpicas
Cidade ganhou notoriedade, valorizou-se e ficou marcada pela alegria dos 20 dias de disputas
Barcelona esperou quase 70 anos para realizar suas Olimpíadas em 1992. Os Jogos haviam sido prometidos para 1924, mas o Barão de Coubertin, fundador das Olimpíadas Modernas, acabou optando por Paris para a sede daquele ano.
Mas a espera valeu a pena. A cidade catalã, antes escondida no interior da Espanha, ganhou notoriedade, valorizou-se e ficou marcada pela alegria dos 20 dias de disputas esportivas.
Uma oportunidade que foi muito bem aproveitada, de acordo com Pere Alcober, presidente do Instituto de Esportes de Barcelona.
“Durante os 20 dias dos Jogos Olímpicos tivemos uma oportunidade única, que não se sabe quando poderá se repetir. Essa oportunidade teria que servir para várias coisas. Uma delas é tentar fazer os melhores Jogos Olímpicos”.
Depois dos Jogos, a cidade se tornou reconhecida em todo mundo. Para Alcober, esse sucesso vai além da infraestrutura.
“A transformação da cidade ocorre na infraestrutura, nas moradias, vias, no aeroporto, o que é imprescindível. Isso é o tangível. Mas há outra troca, que é muito importante, que são os benefícios intangíveis, que vem a ser a autoestima da cidade, o reconhecimento de que temos um desafio e que juntos vamos assumir um objetivo e vamos fazer bem, para mostrar ao mundo que somos capazes de avançar, de nos consolidar nesse mundo globalizado”.
Orgulho
O empresário Juan Martinez Palhares considera que as Olimpíadas foram importantes para a população de Barcelona, que passou a ter orgulho da cidade.
“Sem dúvida foram muito importantes para as pessoas que viviam em Barcelona, porque ficou um orgulho de que Barcelona estava presente em todo o mundo e vimos que não era uma coisa política, era uma coisa realmente feita para a cidade”.
Palhares explica que, além de a população aproveitar as melhorias feitas para os Jogos, a cidade passou a receber mais turistas.
“Tudo foi aproveitado: as telecomunicações, muitos hotéis e isso tudo nos permitiu avançar mais, organizar mais eventos, organizar mais férias, a cidade estava preparada para receber mais visitantes, já que a estrutura que havia sido feito era muito grande. Ainda bem que quem pagou foi o Estado e isso permitiu que os beneficiários fossem Barcelona e os barceloneses, que, de outra forma, não poderiam pagar”.
Valorização
A economista Maria Consol diz que a maior transformação foi na infraestrutura. “Depois dos Jogos Olímpicos, obviamente, a maior transformação que se pode ver, foi a infraestrutura. A cidade onde moraram os atletas, toda essa parte foi criada, com as praias, o novo porto, além de muitas outras coisas. Também tem o anel olímpico, que facilitou o transito”.
O empresário Palhares destaca que os apartamentos da Vila Olímpica foram vendidos a preços altos e a cidade toda sofreu valorização imobiliária.
“Toda a área de Barcelona se valorizou muito. Houve um disparo de preços tremendo, foi mais de 50%, porque a cidade ficou bonita, tendo cada vez menos áreas à disposição. E as pessoas queriam ir viver em Barcelona, porque deixaram a cidade muito linda”.
Criatividade - O representante do Departamento de Marketing da Infraestrutura Olímpica, Joaquim Romero, explica que cerca de 1 milhão de pessoas visitam a área olímpica de Barcelona, inclusive o Museu das Olimpíadas de 1992. De acordo com ele, muita criatividade ajuda a manter o ginásio ocupado, local que pode receber até 18 mil pessoas.
“Aqui já foi feito de tudo, pista de neve, piscina para o mundial de natação, recebeu triatlon, enduro, windsurf e jet ski também, ginástica sobre gelo, corridas de carros. Já tivemos de tudo”.
O Estádio Palácio São Jorge recebe concertos e grandes jogos, mas ainda encontra problemas para sua manutenção. Já o ginásio é utilizado cerca de 200 dias por ano e os lucros são convertidos para manter outras áreas do parque olímpico.
Mas o grande exemplo de Barcelona para o mundo é como 20 anos depois a cidade ainda vive da boa lembrança dos Jogos Olímpicos. A cidade se valoriza e se reconstrói, mas a recordação dos 20 dias de disputa está presente em toda sua população, que valoriza os visitantes, que sempre ficam com vontade de voltar.
*Colaborou Akemi Nitahara
*As entrevistas foram feitas em Barcelona, em abril de 2010
Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10424/BARCELONA92+E+MODELO+A+SER+SEGUIDO+PELAS+CIDADES+OLIMPICAS.html
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