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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Presidente do CPB anuncia parceria com CNPq no primeiro dia do congresso paralímpico


A cerimônia de abertura do 3º Congresso Paralímpico Brasileiro e 2º Congresso Paradesportivo Internacional, nesta quarta-feira, 7, em Natal (RN), foi marcada pelo anúncio da parceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O edital deve ser publicado até março de 2013 e o repasse chegará a R$ 300 mil para projetos voltados ao paradesporto.

“Após conquistarmos o sétimo lugar no quadro geral de medalhas nas Paralimpíadas de Londres 2012, não podemos recuar. Temos que andar para frente. O Congresso Paralímpico é a oportunidade de pensarmos diferente, de tentar fazermos coisas que nunca fizemos. Temos agora um novo parceiro, o CNPq, que nos permitirá fomentar financeiramente a pesquisa no Esporte Paralímpico. O apoio financeiro permitirá a inovação”, afirmou o presidente do CPB, Andrew Parsons.

Parsons anunciou ainda que o evento será bianual e que a ideia é transformá-lo em um dos maiores do mundo, a exemplo da Conferência VISTA promovida pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC), que acontece a cada dois anos.

Com cerca de 800 inscritos, o auditório do Hotel Praiamar ficou cheio para a cerimônia que abriu o evento. A primeira conferência foi apresentada pelo diretor técnico do CPB, Edilson Tubiba, com o tema “Brasil em Londres – Trajetória e Resultados”. Chefe de missão nos Jogos Paralímpicos, ele mostrou a evolução do País ao longo das edições e o caminho percorrido até o sétimo lugar.

Tido como espaço científico para discussão e fomento do paradesporto no Brasil, o Congresso teve quatro cursos de formação de treinadores, 18 minicursos e agora começa sua programação com conferências e mesas redondas.

Entre os minicursos, o de Canoagem teve um bom número de participantes. A modalidade, que estreia no programa de provas dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, tem atraído a atenção de profissionais na área de educação física interessados no paradesporto e tem entre as promessas o tricampeão mundial Fernando Fernandes.

“Não existe essa modalidade na minha cidade e quero muito introduzi-la, pensando em 2016. Temos muitos recursos hídricos que podem ser explorados e agora que conheci melhor a paracanoagem, irei buscar formas de conseguir o material para a prática”, disse Alex Bezerra, professor universitário de Educação Física em São Luis (MA).

Fonte: http://www.cpb.org.br/noticias/presidente-do-comite-anuncia-parceria-com-cnpq-no-primeiro-dia-do-congresso-paralimpico/

Erros de redação levam Eduardo Paes a rever pacote


Dispositivos mudavam parâmetros urbanísticos em áreas ambientais

RIO — O projeto que viabiliza o novo parque na Praia da Reserva será republicado nesta quinta-feira. A decisão foi tomada pelo prefeito Eduardo Paes na tarde de quarta, após O GLOBO identificar uma série de erros de redação. A proposta previa, por exemplo, transferir o potencial construtivo para o Bosque da Barra, uma área não edificável. O projeto também liberava mais três andares para condomínios que fossem construídos nas ilhas das lagoas da região. Outro dispositivo flexibilizava construções às margens da Lagoa da Tijuca. Segundo a Secretaria municipal de Urbanismo (SMU), estava correto o item que previa que o terreno onde ficam a subprefeitura da Barra e outras repartições públicas ganharia potencial construtivo, mas será retirado do texto.
— Houve, de fato, erro material. A subprefeitura sai por decisão minha — disse Paes.
A SMU alegou que os erros relativos às áreas ambientais não teriam efeito por serem não edificáveis. Dois urbanistas consultados pelo GLOBO têm outra opinião. Para eles, isso poderia criar brecha para mudanças na legislação no futuro, tornando essas áreas edificáveis, uma vez que já teriam potencial construtivo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/erros-de-redacao-levam-eduardo-paes-rever-pacote-6668160#ixzz2BfWF4vQX 

Projeto prevê hotéis mais altos na Barra da Tijuca


Proposta da prefeitura para ampliar parque permite construções de até 27 andares

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO — O projeto que o prefeito Eduardo Paes encaminhou esta semana à Câmara dos Vereadores ampliando o Parque Municipal de Marapendi, com a incorporação de áreas particulares da Praia da Reserva, também tem como objetivo criar mais estímulos para a construção de novos hotéis na região da Barra e do Recreio até os Jogos de 2016. Um dispositivo incluído na proposta permite que a prefeitura libere projetos de novos hotéis com até o dobro do gabarito atual.
O projeto tem um dispositivo que permite que os 690 mil metros quadrados de potencial construtivo (a área edificável) da Reserva sejam usados para construir hotéis com cinco pavimentos adicionais ao limite previsto na legislação. Os benefícios para trocar o potencial construtivo para hotéis são maiores do que para outros empreendimentos imobiliários, como condomínios residenciais e comerciais.

Hotéis: 4 mil novos quartos
Caso o projeto de Paes seja aprovado, o gabarito dos hotéis passaria, por exemplo, de cinco para dez pavimentos nas avenidas das Américas e Ayrton Senna e em vias no entorno do BarraShopping (avenidas Luiz Carlos Prestes, João Cabral de Melo Neto e Juan Manuel Fangio).
A proposta também aumenta o gabarito de hotéis onde ele já é mais elevado. Na área do futuro Parque Olímpico (antigo Autódromo Nelson Piquet), às margens da Lagoa de Jacarepaguá, o total de pavimentos liberados passa de 22 para 27. Nas avenidas Salvador Allende e Embaixador Abelardo Bueno, sobe de 15 para 20 andares.
A proposta de Paes foi apresentada dois anos depois da aprovação do Pacote Olímpico, que concedeu incentivos fiscais (isenções ou reduções de IPTU, ISS e ITBI) para a construção de novos hotéis no Rio. O objetivo era atender à exigência do Comitê Olímpico Internacional (COI) para chegar a 40 mil quartos (eram 26 mil, em 2009). A subsecretária municipal de Urbanismo, Maria Madalena Saint Martin, chegou a admitir ontem que o novo incentivo ajudará a cumprir a meta.
— Nosso foco principal do projeto é a implantação das novas áreas de parque. Mas, com o gabarito de cinco pavimentos, não houve interessados em construir hotéis na Avenida das Américas, por exemplo — disse ela.
Na mesma entrevista, Maria Madalena afirmou não estar tão preocupada com a oferta de hotéis, porque parte das vagas necessárias pode ser preenchida por quartos em navios. Desde a aprovação do Pacote Olímpico, 4.606 quartos começaram a ser construídos de acordo com a Secretaria de Urbanismo. Outros 5.138 já receberam licença, mas as obras não começaram, enquanto 8.382 estão em fase de análise ou de consulta prévia.
O projeto tramitará independentemente de outras duas propostas também voltadas para 2016. O primeiro retira da APA de Marapendi uma área de 58 mil metros quadrados, não edificável, e a incorpora ao terreno onde será construído o campo de golfe olímpico. Outro projeto muda de 12 para 18 o gabarito de prédios residenciais remanescentes do antigo autódromo, que foram transferidos para a iniciativa privada em troca da urbanização das áreas olímpicas.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/projeto-preve-hoteis-mais-altos-na-barra-da-tijuca-6668154#ixzz2BfVp5Lbu 

Escola Municipal Friedenreich será transferida para prédio da antiga escola de veterinária do Exército


Demolição da unidade para obras do Maracanã preocupa pais, alunos e professores

RIO — O destino dos alunos da Escola Municipal Friedenreich, no Maracanã, já está definido. Em entrevista à Rádio CBN, nesta quinta-feira, o secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, afirmou que a unidade será transferida para o prédio da antiga escola de veterinária do Exército, localizado em São Cristóvão. A escola será demolida para construção das quadras de aquecimento, a serem usadas por jogadores de futebol que competirem no Complexo do Maracanã. Segundo o secretário, o terreno, que pertence às Forças Armadas, será cedido à Prefeitura do Rio, e o prédio, protegido pelo patrimônio histórico, passará por reforma antes de receber os alunos e professores.
— A solução é ótima, porque o prédio já está pronto. Só precisa de algumas pequenas adaptações. Os alunos e professores não serão prejudicados, e estarão até mais bem instalados do que estão hoje — afirmou Fichtner.
Segundo a Secretaria estadual da Casa Civil, a demolição da Escola Municipal Friedenreich é necessária para que o futuro Complexo do Maracanã atenda aos padrões internacionais. O secretário Régis Fichtner disse que a prefeitura já concordou com a mudança. Ele explicou que o consórcio que vencer a licitação das obras do Maracanã fará a adaptação do edifício, desativado desde 1975, para receber a escola. Fichtner ressaltou ainda que não haverá prejuízo às aulas.
— O prédio terá as mesmas características do que abriga a Escola Municipal Friedenreich hoje. É uma obra rápida, o planejamento será feito assim que houver um vencedor da licitação — disse. Ainda segundo o secretário, a mudança na localização não afetará o desempenho exemplar da escola.
— Os pais não precisam ficar preocupados. A localização é muito melhor que a atual, já que o barulho das obras estão atrapalhando as aulas. E a mudança não altera em nada o ensino. A escola é boa não por causa do lugar, mas pelas pessoas que ali trabalham, pelos alunos dedicados — afirmou.
Pais, alunos e professores da Escola Municipal Friedenreich prometem ir em peso, na quinta-feira, à audiência pública no Galpão da Cidadania, na Zona Portuária, com o secretário Régis Fichtner. Eles querem evitar que a escola seja demolida. A unidade é um raro exemplo da rede que satisfaz a todos: tem o quarto melhor ensino da cidade do Rio e o sétimo do estado, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
A Secretaria municipal de Educação divulgou nota informando que toda a estrutura pedagógica, a direção e o corpo docente da escola serão mantidos, sem qualquer prejuízo para a qualidade do ensino. Muitos pais e professores não são contra a mudança de prédio, desde que não seja para outro bairro e que o nome, homenagem ao jogador Arthur Friedenreich (1892-1969), estrela do futebol brasileiro no início do século passado, seja mantido.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/escola-municipal-friedenreich-sera-transferida-para-predio-da-antiga-escola-de-veterinaria-do-exercito-6670707#ixzz2BfUyAu2Z 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

RJ terá palestra com análise de Londres - 2012


O Brasil abrigará a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Pensando na melhor forma de realizar esses eventos, o Rio de Janeiro abrigará uma palestra sobre os obstáculos e os ganhos de Londres-2012.

O evento está sendo organizado pelo Centro de Estudos em Marketing Esportivo do Coppead e pelo British Council. A palestra contará com a participação de Simon Chadwick, professir de estratégia e marketing esportivo da Coventry Business School, que pela primeira vez virá ao Brasil.

Após a palestra, Simon Chadwick, que também é fundador do Centre for the Internacional Business of Sport (Cibs), moderará uma mesa redonda com a participação de patrocinadores, mídia e representantes das propriedades esportivas.

O evento está marcado para o dia 12 de novembro, das 8h 30 às 12h 30, no Instituto Coppead de Administração- UFRJ. A inscrição custa R$ 250.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/cursoseeventos/27/27461/RJ-tera-palestra-com-analise-de-Londres---2012/index.php

Anima Mundi ajudará a escolher mascote do Rio-2016


O Anima Mundi, festival anual de animação que é realizado no Brasil, vai participar dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. A empresa que organiza o evento cinematográfico dará uma consultoria no processo de seleção da mascote oficial da competição esportiva.

O edital relacionado às mascotes foi publicado nesta semana pelo comitê organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Os personagens serão revelados apenas no segundo semestre de 2014.

A seleção das mascotes será dividida em diversas fases. Na primeira, com base em documentação e portfólio, o processo será limitado a 30 candidatos.

Esse grupo receberá um briefing, e apenas os dez melhores projetos avançarão à terceira fase da seleção. A premiação final para os criadores dos personagens é de R$ 50 mil.

A definição das mascotes é passo fundamental para o plano comercial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Segundo estimativa do comitê organizador do Rio-2016, os personagens respondem por 25% do faturamento do evento com produtos licenciados.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/27/27445/Anima-Mundi-ajudara-a-escolher-mascote-do-Rio-2016/index.php

A "polêmica do acarajé" e as prerrogativas da Fifa


Análise da Lei Geral da Copa indica que não há proibição expressa; entidade indicará produtos

Jorge Luís Azevedo Nunes* 

No começo do mês de outubro do corrente ano, uma polêmica ganhou espaço nos meios de comunicação e nas redes sociais, repercutindo bastante principalmente no Estado da Bahia: a suposta proibição de venda do Acarajé nos Estádios e imediações durante a realização da Copa das Confederações FIFA 2013 e da Copa do Mundo FIFA 2014, eventos que serão realizados no Brasil.

A possível proibição do Acarajé, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial da Bahia, gerou grande descontentamento na população baiana, acarretando em protestos especialmente das vendedoras dos quitutes, conhecidas como “Baianas do Acarajé”, de membros do Ministério Público do Estado e de lideranças de movimentos sociais e culturais do Estado, como do Movimento Negro, em razão da origem do alimento, considerado sagrado no continente africano.

Além disso, o descontentamento também se deve ao fato de que existe uma tradição nos Estádios de Futebol na Bahia, principalmente em Salvador, de se comercializar o quitute na forma tradicional, qual seja, pelas “Baianas”, devidamente paramentadas com trajes típicos, nos seus tabuleiros. 

Segundo a presidente da Associação das Baianas de Acarajé e Vendedoras (Abam), Rita Maria Ventura dos Santos, somente no interior do antigo Estádio da Fonte Nova, desativado em 2007 e demolido em 2010 para a construção da moderna Arena Fonte Nova, que sediará os jogos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo em Salvador, existiam oito baianas credenciadas, que deixaram de trabalhar no Estádio em razão da desativação e ficariam prejudicadas com a possibilidade da proibição.

Além das credenciadas, muitas outras Baianas seriam prejudicadas pela medida, pois comercializam os seus quitutes nas imediações do Estádio, consideradas, pela Lei nº 12.663, de 05 de junho de 2012, mais conhecida como “Lei Geral da Copa”, como “Áreas de Restrição Comercial e Vias de Acesso”, nas quais só poderiam ser comercializados produtos dos patrocinadores do evento.

E foi exatamente em razão da previsão constante na “Lei Geral da Copa” que surgiu a suposição da proibição da comercialização do Acarajé. A Norma, que dispõe sobre as medidas relativas à Copa das Confederações FIFA 2013, à Copa do Mundo FIFA 2014 e à Jornada Mundial da Juventude 2013, que serão realizadas no Brasil, dispõe o seguinte:

“Art. 11. A União colaborará com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios que sediarão os Eventos e com as demais autoridades competentes para assegurar à FIFA e às pessoas por ela indicadas a autorização para, com exclusividade, divulgar suas marcas, distribuir, vender, dar publicidade ou realizar propaganda de produtos e serviços, bem como outras atividades promocionais ou de comércio de rua, nos Locais Oficiais de Competição, nas suas imediações e principais vias de acesso.

§ 1o Os limites das áreas de exclusividade relacionadas aos Locais Oficiais de Competição serão tempestivamente estabelecidos pela autoridade competente, considerados os requerimentos da FIFA ou de terceiros por ela indicados, atendidos os requisitos desta Lei e observado o perímetro máximo de 2 km (dois quilômetros) ao redor dos referidos Locais Oficiais de Competição.

§ 2o A delimitação das áreas de exclusividade relacionadas aos Locais Oficiais de Competição não prejudicará as atividades dos estabelecimentos regularmente em funcionamento, desde que sem qualquer forma de associação aos Eventos e observado o disposto no art. 170 da Constituição Federal.”

No entanto, analisando o dispositivo legal acima transcrito, verifica-se que, em verdade, não há proibição expressa de comercialização de produtos que não sejam dos patrocinadores da FIFA. O que a Lei garante é a prerrogativa da FIFA indicar as pessoas que podem, entre outras coisas, comercializar produtos com exclusividade nos locais oficiais de competição e em até dois quilômetros destes.

Por conta disso, tanto a FIFA como o Governo do Estado da Bahia logo se manifestaram acerca da suposta proibição da venda de Acarajés, no intuito de esclarecer o que realmente prevê a Lei.

Ainda no dia 04/10, quando surgiu a informação da possível proibição, o secretário estadual para Assuntos da Copa (Secopa-BA), Ney Campello, declarou a imprensa que a venda do acarajé no entorno da Arena Fonte Nova não estaria proibida durante os eventos promovidos pela FIFA.

A restrição legal seria relativa ao marketing e a comercialização de produtos de empresas concorrentes das patrocinadoras do evento, o que não seria o caso das baianas que vendem o produto. O que não poderia acontecer, conforme o Secretario, é a utilização das Baianas e de outros vendedores ambulantes para a divulgação de produtos de empresas que não patrocinam os eventos, prática esta conhecida como “Marketing de Emboscada”. Neste sentido, o Secretário declarou que "muitas empresas aproveitam dos ambulantes para propagar a sua marca, o que não será permitido".

O representante do Governo da Bahia ainda mencionou exemplos das possíveis restrições. "A Habib's tem uma unidade próxima a Arena Fonte Nova e nem por isso será proibida de funcionar. Ela (Habib's) não poderá levar sua marca e produtos para fora da sua unidade fixa, pois, é concorrente da Mc Donalds, que é um patrocinador", ressaltou. Outro exemplo mencionado foi relativo à Coca-Cola, uma das principais patrocinadoras dos eventos da FIFA, pois os ambulantes não terão permissão para comercializar bebidas das marcas concorrentes.

No dia posterior, 05/10, foi a vez da FIFA se manifestar sobre o tema, através de uma nota oficial. Na nota, a entidade afirmou que o Acarajé poderá ser distribuido e comercializado nas imediações e nos locais dos eventos, através de uma concessionária brasileira que será escolhida através de licitação. 

Na nota há a informação de que "a FIFA pediu que cada licitante contemplasse no cardápio um produto da culinária regional em cada estádio. Isso vai refletir a diversidade das regiões no Brasil também a partir de uma perspectiva gastronômica. Ressaltamos que a maioria das propostas recebidas pela FIFA até o momento sugere a venda de acarajé em Salvador".

A nota emitida pela FIFA ainda esclarece que nas duas últimas Copas do Mundo de Futebol foi permitida, nos termos estabelecidos pela entidade, a venda nos locais dos eventos de alguns produtos tradicionalmente vendidos nos Estádios dos países sede, como as Salcichas na Alemanha e os Cachorros Quentes na África do Sul.

A polêmica relativa à possível proibição da venda do Acarajé acirrou o debate acerca dos amplos poderes concedidos pelo Governo Federal à FIFA na organização da Copa do Mundo e dos eventos correlatos que, para alguns, afrontam à soberania nacional e não respeitam as culturas locais. No entanto, ainda que possa ter havido um exagero nas prerrogativas concedidas, de fato, a FIFA e os seus patrocionadores precisam da garantia de que a organização do evento não lhes será prejudicial, desde que haja um equilíbrio entre estas garantias e as características socioculturais das cidades sede.

É plausível que haja exclusividade de marketing e comercialização dos produtos dos patrocinadores nos Estádios e imediações, desde que isso não afronte as culturas locais. E isso ficou evidente na “polêmica do Acarajé”, que deverá, sim, ser comercializado nos eventos da Copa do Mundo realizados em Salvador, desde que isso não cause prejuízo às empresas que patrocinam os eventos FIFA, o que poderia afastar o interesse destas e de outras empresas em patrociná-los.

*Jorge Luís Azevedo Nunes é advogado do núcleo de negócios em Direito Desportivo do MBAF Consultores e Advogados S/S. Pós Graduado em Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho pela Faculdade Baiana de Direito.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11008/A+POLEMICA+DO+ACARAJE+E+AS+PRERROGATIVAS+DA+FIFA.html

Em Londres, Brasil divulga imagem e busca negócios visando Copa 2014


País está participando da Feira Mundial de Turismo, na capital britânica

De olho na Copa do Mundo de 2014, o Brasil está participando da Feira Mundial de Turismo (World Travel Market), em Londres, visando fechar novos contratos e divulgar ainda mais a imagem do país no exterior.

Neste ano, o stand de exposição do país no evento é maior do que nas suas edições anteriores. Uma grande bola de futebol foi colocada na entrada da área brasileira na feira.

"Nós temos a mesma informação turística de sempre, por isso, quando vem alguém interessado em aspectos relativos ao Mundial, o dirigimos à área de operadores turísticos", explicou à Agência Efe, Elisabeth Cordeiro, uma das encarregadas de promover a cidade de Rio de Janeiro.

Elisabeth reconhece que muitas das informações solicitadas neste ano não se referem apenas a pontos tradicionalmente atrativos, como a praia de Copacabana, mas também dizem respeito à preparação da cidade para a Copa e, depois, para os Jogos Olímpicos de 2016.

"Há muitas áreas renovadas, novos hotéis, novas vias de acesso, mas tudo isso está em processo. Quanto às competições forem começar, teremos que estar preparados para mostrar todas as novidades", explicou.

No fundo do stand brasileiro, mais de 20 profissionais do setor busca promover suas empresas visando os eventos esportivos. É o caso de Robson Maciel, responsável de operações internacionais da Vialandauto, especializada em transportes de pessoas, com sede em São Paulo. Atuando em toda a América Latina, é a primeira vez que a empresa está na Feira.

O representante afirmou que o evento serve para divulgar o empreendimento mais do que para fechar contratos, embora reconheça que, um ano e meio antes da Copa, já conta com cinco grandes grupos confirmados. Segundo Robson, a principal dúvida com relação ao Mundial do Brasil, diz respeito à segurança.

"Nunca tivemos um problema de segurança no transporte, mas para aqueles preocupados também oferecemos deslocamentos em veículos blindados como o que utilizava o ex-presidente Lula", disse.

Os operadores hoteleiros também devem solicitar informações sobre as reservas de quartos durante a Copa do Mundo, explicou Justyna Dziegiel, responsável na feira da empresa "Brazilian Incentive & Tourism". "Não podemos realizar reservas porque todas as vagas hoteleiras são da Fifa. Enquanto não liberarem lugares, não poderemos oferecer nenhum pacote aos viajantes. Estamos recomendando que esperem pelo menos cinco meses", afirmou.

A Copa do Mundo vai começar no dia 12 de junho de 2014, em São Paulo. A final acontecerá no dia 13 de julho, no Rio de Janeiro. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11011/EM+LONDRES+BRASIL+DIVULGA+IMAGEM+E+BUSCA+NEGOCIOS+VISANDO+COPA+2014.html

Mineirão recebe nova parcela do BNDES; Confira a situação dos estádios


Das doze arenas da Copa, só uma, a de Brasília, não terá dinheiro do banco estatal

Por Felipe Castro

O Mineirão recebeu, recentemente, a penúltima parcela, no valor de R$ 55 milhões, do financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 

Assim, o banco estatal já liberou R$ 380 milhões para aplicação direta nas obras do estádio mineiro. Quem capta estes recursos é o consórcio Minas Arena, responsável pelas obras e pelo gerenciamento do estádio.

O empréstimo total está avaliado em R$ 400 milhões, restando apenas o desembolso de R$ 20 milhões para os próximos meses.

Situação geral
A arena de BH é a mais adiantada em termos de captação de recursos junto ao BNDES, mais até do que o Castelão, estádio que a supera na execução das obras. 

Os cearenses já obtiveram R$ 248 milhões dos R$ 351 milhões assinados em empréstimo junto ao BNDES. Têm, portanto, a terceira situação mais definida em termos de liberação do financiamento do banco estatal.

A arena que se coloca logo atrás do Mineirão neste sentido é a Fonte Nova, em Salvador. De acordo com o próprio banco de fomento, restam apenas R$ 32 milhões a serem desembolsados para as obras do estádio da Copa na Bahia. O valor total deste empréstimo é de R$ 323 milhões.

De uma forma geral, oito dos doze estádios da Copa tiveram o financiamento contratado e já estão recebendo as parcelas do BNDES, via linha de crédito ProCopa Arenas. 

Arena da Baixada e Arena Corinthians não figuram, por ora, neste grupo: o banco estatal já aprovou o pedido de empréstimo para estas arenas, mas não realizou a contratação, ou seja, não deu o aval para que as primeiras parcelas fossem liberadas.

Um estágio abaixo de paulistas e paranaenses na tramitação está o Beira-Rio. O banco de fomento ainda analisa o pedido de empréstimo para o estádio gaúcho, cuja construtora, Andrade Gutierrez, só aceitou retomar a obra no início deste ano caso houvesse financiamento público.

Por fim, o Estádio Nacional Mané Garrincha é o único das doze arenas a prescindir de empréstimo do BNDES, apesar de também contar com dinheiro público. É que no caso dos brasilienses, a construção do estádio se viabiliza inteiramente por meio de recursos da Terracap (empresa estatal do Distrito Federal), oriundos da venda de terrenos de propriedade do governo.

Casos específicos
Dos estádios que contam com o financiamento em curso, só um deles, a Arena das Dunas, não pode revelar a quantia liberada até aqui. Procurada pela reportagem, a Secretaria da Copa no Rio Grande do Norte explicou que os valores já depositados na conta do consórcio construtor são sigilosos. O estádio é feito por meio de uma parceria público-privada (PPP).

Há, ainda, o caso da Arena Pernambuco, outra PPP. O BNDES tem dois financiamentos em curso, ambos aprovados, para fomentar o estádio da Copa na Grande Recife. Um é privado, tomado pelo consórcio construtor (formado pela Odebrecht) e no valor de R$ 280 milhões, dos quais R$ 190,4 milhões já foram desembolsados. 

Mas o outro empréstimo é público, no valor de R$ 400 milhões e dentro da linha de crédito do BNDES específica para a Copa, e só passará a ser liberado a partir do momento em que o estádio for operado, no ano que vem. Neste caso, o primeiro financiamento, na realidade, é um empréstimo-ponte, e o segundo terá nove anos para ser amortizado. 

O programa ProCopa Arenas financia até 75% do custo total dos estádios, com um teto de R$ 400 milhões por projeto, incluindo os investimentos no entorno. 

Confira na tabela abaixo a situação dos empréstimos do BNDES para os palcos da Copa

Confira quanto falta para cada arena obter o repasse total do BNDES (crédito: Portal 2014)

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11010/MINEIRAO+RECEBE+NOVA+PARCELA+DO+BNDES+CONFIRA+A+SITUACAO+DOS+ESTADIOS.html

Sérgio Cabral diz que com nova regra dos royalties Rio fecha as portas e não faz Copa nem Olimpíadas


Governador do Rio reafirmou que acredita que Dilma vetará texto. Governador do Espírito Santo também aposta no veto, mas diz que está pronto para recorrer ao STF

Por Cristiane Bonfanti

BRASÍLIA — O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), disse na manhã desta quarta-feira ter certeza que a presidente Dilma Rousseff vai vetar a nova distribuição dos royalties do petróleo aprovada na Câmara dos Deputados. Segundo ele, o projeto levará o estado a perder, no ano que vem, R$ 4 bilhões em receitas. Confira as mudanças na distribuição dos royalties. O governador voltou a afirmar que a nova regra inviabiliza as finanças públicas e leva o estado à “bancarrota”.
— O projeto de lei em si gera um colapso nas finanças públicas do estado. É absolutamente inviável. O estado fecha as portas, não faz Olimpíadas, não faz Copa do Mundo, não paga servidor público, aposentado, pensionista. Enfim, sofre um abalo — afirmou, ao chegar à sede do Ministério da Fazenda em Brasília para discutir a nova cobrança do ICMS interestadual.
O governador disse, no entanto, estar certo de que a presidente Dilma Rousseff vetará o texto aprovado na Câmara dos Deputados.
— Estou absolutamente tranquilo de que a presidenta vai vetar. Ela já anunciou isso publicamente. O projeto de lei é inconstitucional — afirmou
O governador disse estar se baseando em declarações de Dilma de que ela vetaria o projeto caso ele tratasse de contratos já assinados, de receitas advindas de campos de petróleo já leiloados, que ela vetaria.
— Há duas questões que se destacam. A primeira é que qualquer coisa que invada o já contratado e leiloado seria vetado. Outra questão é ignorar o artigo 20 da Constituição que prevê indenização para os estados produtores quando iguala todos — disse.
O governador evitou falar em entrar na Justiça contra a mudança e disse que essa decisão só poderia ser tomada no caso de uma lei sancionada, não de um projeto de lei.
— Vamos passo a passo — afirmou.
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, considerou que a decisão na Câmara foi "desequilibrada" e que rompe o pacto federativo. Segundo ele, o impacto para o estado entre 2013 e 2020 será de R$ 11 bilhões. Ele também disse estar confiante de que a presidente vai vetar o texto.
— Caso aconteça alguma dificuldade e o Congresso derrube o veto, estamos preparados para ir ao Supremo defender nossos direitos. É necessário que a gente trate com o governo federal uma coordenação dos assuntos federativos — garantiu.
O governador afirmou que há outros assuntos em discussão que prejudicam o estado, como a nova cobrança do ICMS.
— Há pelo menos 10 projetos no Congresso sendo discutidos que alteram as nossas receitas e aumentam as nossas despesas -— disse.
Já o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que apoia a discussão dos critérios de participação na distribuição dos royalties. No entanto, defendeu que as novas regras devem valer apenas para os novos contratos.
— Essa é a nossa posição. Agora, é preciso aguardar para saber qual será a posição do Executivo — disse.
Nesta terça-feira, os deputados aprovaram o texto do Senado do projeto que redistribui entre União, estados e municípios royalties e participação especial, que são os tributos provenientes da exploração do petróleo. O projeto segue agora para sanção da presidente.
Esses tributos são valores que os entes da federação recebem como compensação por danos ambientais. Para governos como o do Rio de Janeiro, o problema é que os estados e municípios produtores têm a sua parcela de royalties e os não produtores aumentam sua fatia.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/sergio-cabral-diz-que-com-nova-regra-dos-royalties-rio-fecha-as-portas-nao-faz-copa-nem-olimpiadas-6657618#ixzz2BZY5gsfh 

Novo píer receberá navios-hotéis nos Jogos 2016


Rebelo garante Copa sem elefantes brancos


Ministro do Esporte acredita que saldo das copas das Confederações e do Mundo já é positivo

Por Eduardo Marini

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, acredita que o saldo de ter trazido as copas das Confederações e do Mundo para o Brasil já é positivo por conta dos empregos gerados, obras, expectativa e “alegria do povo”. Questionado sobre o risco de termos “elefantes brancos”, ou seja, estádios com pouca utilidade no País a partir de 2014, encaixa a resposta com uma fina ironia: “Não existem elefantes brancos em nossa fauna. Nem existirão”.

Copa das Confederações

Embora seja um torneio muito menor que a Copa do Mundo, com oito seleções em vez de 32, é o evento teste do Mundial. É importante no processo de planejamento e organização da maior competição do esporte. Vamos testar a ­infraestrutura, a logística e os estádios de seis cidades-sede: Salvador, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília. O número de sedes da Copa das Confederações será confirmado daqui a alguns dias, na primeira semana de novembro. O estágio satisfatório das obras em todas as seis sedes nos permite continuar a trabalhar com essa previsão. Há a previsão, por exemplo, no setor de comunicações, de oferecer a tecnologia 4G nessas seis capitais até abril de 2013, antes do início da Copa das Confederações. Este serviço será estendido a todas as outras sedes durante a Copa do Mundo.

Suporte às cidades-sede

Dividimos o planejamento da Copa das Confederações e da Copa do Mundo em três ciclos. Eles incorporam ações em segurança, investimentos em portos, aeroportos, mobilidade urbana, telecomunicações, turismo, energia e estádios. Não se trata apenas de preparação, mas, principalmente, de trazer melhorias e atender às necessidades da população. São investimentos que têm se espalhado pelo ­País graças a projetos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

Investimento público

O governo federal não vai gastar ou investir nada para organizar a Copa das Confederações nem a Copa do Mundo. São eventos privados, feitos com recursos privados. O que será realizado pelo governo são obras de infraestrutura que, por sinal, estavam previstas antes da decisão de abrigar o Mundial. Essas obras serão tocadas para atender aos interesses dos brasileiros. O volume de investimentos públicos é estimado em R$ 30 bilhões, incluindo-se aí os valores que serão emprestados pelo BNDES para a construção dos estádios. Como se tratam de empréstimos, esses valores serão devidamente pagos e devolvidos ao governo mais tarde.

Contrapartidas

O Comitê Gestor da Copa (CGCopa) e o Grupo Executivo da Copa (Gecopa), coordenados pelo Ministério do Esporte, acompanham de perto todas as obras da Matriz de Responsabilidades e as ações preparatórias para as competições. Esse acompanhamento aprimora a integração dos esforços dos diferentes níveis de governo (federal, estadual e municipal). As autoridades das cidades-sede têm consciência e responsabilidade para assegurar o legado à sociedade. Na área de transporte, por exemplo, são necessárias alternativas como metrô e veículos leves sobre trilhos (VLTs). Cabe lembrar que parte das obras estava prevista antes da Copa. Em 2004, visitei Salvador para tratar do metrô, que naquele período estava atrasado em mais de dez anos. O de Fortaleza também estava planejado antes. São projetos que não eram especificamente para a Copa das Confederações ou a do Mundo, mas que serão feitos a tempo dos eventos e beneficiarão os moradores dessas cidades.

Ganhos de imagem

Essas duas competições chegaram ao Brasil porque avançamos muito nos últimos anos. Há uma grande expectativa do mundo em vivenciar essas duas disputas na terra do futebol, que tantos craques e alegrias já deu aos brasileiros e aos fãs desse esporte pelo mundo. Por isso, além de proporcionar um grande espetáculo esportivo, teremos a oportunidade de mostrar ao mundo o Brasil que temos hoje. E passar mensagens fundamentais de tolerância. Quanto aos investimentos, não diria que valerá a pena. Afirmo que já vale a pena, neste preciso momento, pelos empregos gerados, as obras, a expectativa e a alegria do povo brasileiro em receber a Copa. Do ponto de vista de marketing, a Copa, da mesma forma que os Jogos Olímpicos de 2016, também já é um sucesso para as empresas que investem no evento e no esporte.

Estádios

O cronograma de obras está em dia não só nas seis cidades da Copa das Confederações, mas em todas as 12 da Copa do Mundo. Isso é um fato. Essas novas arenas não foram concebidas apenas como estádios. Em 1970, no México, foram construídos só estádios. O Morumbi e o Maracanã que se conhece são belos estádios, mas apenas isso. Ficaram superados. Agora estamos construindo arenas multiuso. Wembley, em Londres, recebe apenas dez jogos por ano. Mas há casamentos, festas, eventos corporativos, exposições, restaurantes, museus, espetáculos, enfim, uma série de acontecimentos que justificam o investimento e o uso social do equipamento. As novas arenas brasileiras estão sendo construídas com essa ideia. Os administradores do Amsterdã Arena visitaram Salvador porque desejam trabalhar com o espaço. Em Brasília, onde não há espaço para fazer um evento para mais de oito mil pessoas em local fechado, acontece o mesmo. O estádio de Pernambuco é concebido em um acordo com a Odebrecht que se chama Cidade da Copa. Em uma área de 200 hectares, terá universidade, conjunto residencial para 2,6 mil famílias, shopping center e centro de convenções. Costumo dizer que elefantes brancos não existem em nossa fauna. Nem existirão.


Read more: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/noticias/2012/11/06/Rebelo-garante-Copa-sem-elefantes-brancos#ixzz2BXCZjLDY

Atrasos em obra fazem Fifa alterar local da final da Copa de Futsal


Adequação do Bangcoc Futsal Arena não foram concluídas a tempo da competição

A Fifa anunciou nesta terça-feira que as quartas de final, as semifinais e a final do Copa do Mundo de Futsal, que está sendo disputada na Tailândia, serão realizadas em um estádio diferente do previsto, já que as obras de adequação do Bangcoc Futsal Arena não foram concluídas.

Após as inspeções técnicas realizadas entre o último sábado e ontem, a Fifa decidiu que as quartas de final serão realizadas no dia 14 de novembro no ginásio Nimibutr, informou a entidade em um comunicado de imprensa.

Já as semifinais serão disputadas no dia 16 de novembro no ginásio coberto de Huamark, onde também será disputada a final da competição no dia 18. Apesar da troca, ambos os estádios escolhidos já sediaram partidas da fase de classificação da Copa do Mundo de Futsal.

O competição começou no último dia 1º de novembro com 24 seleções nacionais na disputa, sendo que o Brasil e a Espanha partem como grandes favoritas. Das seis edições realizadas até agora, a seleção brasileira ganhou quatro, enquanto a espanhola assegurou os outros dois.

Após vencer o Japão na estreia e ter goleado a frágil Líbia - por 13 a 0 -, a seleção brasileira, com seis pontos na competição, enfrentará Portugal nesta quarta-feira no encerramento da chave, uma partida que define qual seleção avançará no primeiro lugar do grupo.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11002/ATRASOS+EM+OBRA+FAZEM+FIFA+ALTERAR+LOCAL+DA+FINAL+DA+COPA+DE+FUTSAL.html

Ex-atletas também não são a solução


Por Juca Kfouri

Cansados do amadorismo oportunista dos cartolas, não foram poucos, como este que vos escreve, os que depositaram esperanças em ex-atletas para assumir a presidência de clubes e entidades.

Carlos Nuzman, por exemplo, foi excelente para o vôlei brasileiro, apesar de ter trocado as mãos pelos pés no COB.

E Roberto Dinamite, maior ídolo da história do Vasco, teve a simpatia ampla, geral e irrestrita quando chegou ao poder no clube, ainda mais por botar para fora quem pôs.

Mas, como diz José Trajano, Roberto euricou.

Roberto trocou os pés pelos cotovelos e dinamitou rapidamente a esperança que criou.

Como a ex-nadadora do Flamengo, Patrícia Amorim, que trocou as braçadas pelas pernadas.

Ela simplesmente derrubou um a um dos grandes nomes que trouxe para a Gávea.

Dos problemáticos Vanderlei Luxemburgo ao Imperador Adriano, passando por Zico, simplesmente o maior nome da secular história rubro-negra, e Ronaldinho Gaúcho.

Donde resta apenas uma alternativa: apostar na mudança radical do modelo de gestão de clubes e entidades, algo que parece ainda muito distante do esporte nacional.

Aos que crêem vale, também, rezar.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 7 de novembro de 2012.

Fonte: http://blogdojuca.uol.com.br/2012/11/ex-atletas-tambem-nao-sao-a-solucao/

Estado entregará Maracanã ainda em obras à Fifa


RIO - No dia 28 de fevereiro do ano que vem, o governo do estado deverá entregar o Maracanã à Fifa, que vai adaptá-lo para a Copa das Confederações, em junho, ainda com obras a concluir. Faltando quatro meses para a conclusão da reforma no estádio, o governo do estado lançou, no fim de outubro, um edital de licitação para complementar projetos orçados em R$ 19,4 milhões.
A concorrência está marcada para 27 de novembro. Na lista de intervenções, estão obras a serem feitas nas partes comuns do estádio, como áreas de estacionamento, bilheterias e portões de acesso. O prazo para a conclusão dos serviços é de 120 dias. Ou seja, caso o contrato seja assinado ainda em dezembro, as obras prosseguiriam pelo menos até o mês de abril de 2013. A Empresa de Obras Públicas (Emop) informou que o compromisso com a Fifa é entregar o estádio, e não as obras de acabamento. Segundo a Emop, esses serviços só serão contratados agora porque a prefeitura do Rio demorou a definir como seria o projeto de urbanização da parte externa. A ideia era que as áreas internas estivessem em harmonia com a parte do município.

Concurso para mascote dos jogos
A reforma do Maracanã já custou R$ 859,1 milhões. A concessionária que ganhar a concorrência para administrar o estádio ainda terá que investir R$ 469,4 milhões na implantação de infraestrutura de lazer. Nas Olimpíadas, o Maracanã receberá o futebol e as cerimônias de abertura e encerramento.
Nesta terça-feira, o Comitê Rio 2016 anunciou o início do processo de seleção para escolher os responsáveis pelas imagens das mascotes das Olimpíadas e Paralimpíadas. Os personagens só serão conhecidos em 2014.

Fonte: http://br.esporteinterativo.yahoo.com/noticias/estado-entregar%C3%A1-maracan%C3%A3-ainda-obras-%C3%A0-fifa-100000661--spt.html

Resort da rede Hyatt na Praia da Reserva terá hotel e condomínio


Empreendimento, que faz parte do pacote olímpico, ficará em área de 45 mil m²

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO — O Rio terá, em 2015, seu primeiro resort, um misto de hotel com prédios residenciais. As obras do Grand Hyatt, próximo à entrada para a Praia da Reserva, preveem a construção de 436 quartos de hotel e dois condomínios residenciais de luxo com 80 unidades. Mas quem quiser morar com vista para o mar e a Lagoa de Marapendi vai ter que coçar o bolso. Os apartamentos mais baratos estão sendo oferecidos em pré-lançamento a partir de R$ 2,6 milhões (130 metros quadrados). Levará uma das duas coberturas de 1.050 metros quadrados (incluindo quatro suítes e piscina olímpica dentro de casa) quem tiver R$ 40 milhões.
O Hyatt decidiu investir no Rio com a aprovação, em 2010, do chamado Pacote Olímpico, que concede incentivos fiscais para estimular a abertura de novos hotéis no Rio e atender à demanda gerada pelas Olimpíadas de 2016. Em 2009, quando o Rio venceu a disputa para organizar os jogos, contava com 26 mil quartos. A meta é chegar a 40 mil em 2016.

Construções ocuparão metade do terreno
As obras estão sendo bancadas pelo próprio grupo hoteleiro, que não divulgou o valor total do investimento. O terreno tem 45 mil metros quadrados, dos quais apenas a metade será usada, porque o restante se encontra em área de preservação. Os 436 apartamentos estão divididos em quatro prédios de seis pavimentos. O empreendimento terá três restaurantes.
— No caso dos apartamentos residenciais, não é possível considerar os preços. Morar num anexo de um hotel de luxo como Hyatt é como morar num anexo do Hotel Copacabana Palace. Só que com vista para a Praia da Barra e a Lagoa de Marapendi. Ainda não tivemos interessados nas coberturas. Se não conseguirmos compradores, elas serão desdobradas em até quatro unidades cada uma — disse o empresário Rubem Vasconcellos, da Patrimóvel, que negocia os apartamentos residenciais.
O terreno onde o complexo será construído já pertenceu à Área de Preservação Ambiental (APA) de Marapendi. Em 2005, a Câmara dos Vereadores aprovou, em tempo recorde, um projeto de lei retirando o terreno da APA. A lei manteve intocáveis as áreas consideradas de preservação, mas dobrou a área total edificável. O ex-prefeito Cesar Maia chegou a entrar na Justiça contra o empreendimento. Mas a lei foi julgada constitucional pelo Tribunal de Justiça.
O projeto é visto com reservas por um grupo de moradores do condomínio Alfabarra. Eles entraram com representação na promotoria de meio ambiente do Ministério Público para investigar se houve irregularidades no processo de concessão da licença. O ofício ainda está em fase de distribuição no MP.
— São mais de 400 apartamentos na entrada da Praia da Reserva, justamente num trecho muito movimentado. Isso terá impacto no trânsito. Nós desconhecemos que tenha havido audiência pública antes do licenciamento do projeto. Também temos dúvidas se os prédios não vão estar em risco, pois o tráfego aéreo é intenso na reserva — reclamou o advogado Bruno Miragaya, morador do bloco Sun Set e um dos líderes da representação ao MP.
A rede Hyatt, por sua vez, informou que cumpriu todas as exigências ambientais, inclusive a expansão da rede de esgotos externa para permitir a ligação das saídas do condomínio com os troncos coletores. Há também o compromisso de recuperar e manter a vegetação nativa.
O secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, disse que não houve irregularidades no processo de licenciamento. Para ele, a mudança feita em 2005 permitiu o aproveitamento imobiliário de um terreno que já estava em parte degradado, porque serviu como canteiro de obras do projeto de implantação do emissário submarino da Barra. Para licenciar o empreendimento, a prefeitura exigiu também contrapartida financeira de R$ 10 milhões.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/resort-da-rede-hyatt-na-praia-da-reserva-tera-hotel-condominio-6653797#ixzz2BXA1eYBW 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Pais e alunos se mobilizam contra retirada de escola Friedenreich do Maracanã


Por Marcelo MOnteiro

O projeto de reforma do complexo do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 tem pontos polêmicos, como a demolição do estádio de atletismo Célio Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare, reformado para os Jogos Pan-Americanos de 2007. E uma outra proposta contida no edital da obra vem gerando protestos: a retirada da Escola Municipal Friedenreich, instalada em uma área entre o Maracanã e o Maracanãzinho, próxima à estátua do Bellini.

Pais e alunos da escola se mobilizam para evitar a saída da instituição de ensino do local. Instalada no complexo do Maracanã em 1965, a escola homenageia um dos primeiros ídolos do futebol brasileiro, campeão com a Seleção dos Sul-Americanos de 1919 e 22.

A escola obteve a quarta maior média (7,6) entre as instituições de ensino do município do Rio no Indeb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2011. E a sexta em todo o estado do Rio.

Na próxima quinta-feira, será realizada uma audiência pública para discutir a utilização futura do complexo do Maracanã. Pais e alunos prometem comparecer à sessão para tentar convencer o secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, a manter a escola no local.

O grupo lançou na internet um abaixo-assinado virtual em defesa da permanência da escola. Até às 18h desta terça-feira, 11.243 pessoas haviam assinado a petição. A meta é alcançar 12 mil adesões antes da audiência pública.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/memoriaec/2012/11/06/pais-e-alunos-se-mobilizam-contra-retirada-de-escola-friedenreich-do-maracana/

Paes entrega proposta que muda APA para construir campo de golfe


Texto que amplia Parque de Marapendi será votado no plenário da Câmara nesta quarta

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O prefeito Eduardo Paes entregou, nesta terça-feira, à Mesa Diretora da Câmara dos Vereadores, os projetos de lei que devem ser debatidos em plenário. Um deles prevê mudanças na Área de Preservação Ambiental (APA) de Marapendi para viabilizar a construção do Campo de Golfe Olímpico. O Parque de Marapendi seria ampliado no trecho da Reserva enquanto que uma parte menor deixaria de ser protegida para ser incorporada à área do futuro campo de golfe.
Outro projeto propõe aumentar o gabarito do Parque Olímpico, na Avenida Salvador Allende, para que a concessionária responsável por urbanizar a área numa PPP assuma os custos de construção do Centro de Mídia e de TV. Os projetos serão votados nesta quarta-feira. Na segunda-feira, Paes esteve na Câmara dos Vereadores apresentando os conceitos de um novo pacote olímpico e que prevê anistia parcial de multas de tributos para incentivar o contribuinte a quitar dívidas em atraso.
Hoje de propriedade particular, os lotes da APA de Marapendi voltados para a Praia da Reserva seriam transformados num grande parque público à beira-mar. Em troca, um trecho de 58 mil metros quadrados de terreno às margens da Avenida das Américas que são considerados intocáveis por estarem em Zona de Conservação da Vida Silvestre (ZCVS) para protegerem a fauna e flora da região seriam liberados para o campo de golfe de dimensões olímpicas.
Apesar de a área de ZCVS ser apenas 6% do total do campo de golfe, a proposta promete causar polêmica entre ambientalistas, por falta de estudos prévios, mesmo com a compensação proposta por Paes. O campo de golfe se estenderá por uma área de um milhão de metros quadrados, também na APA de Marapendi, às margens da Avenida das Américas. O prefeito não informou qual o tamanho da nova área que será declarada como Zona de Conservação da Vida Silvestre, alegando que a proposta será apresentada primeiro aos vereadores, numa reunião na próxima segunda-feira.
O projeto chega ao Legislativo sem que haja um plano B para o campo de golfe. Antes de bater o martelo pela área na APA de Marapendi, o Comitê Rio 2016 vistoriou o Gávea Golf Club e o Itanhangá Golf Club, concluindo que nenhum dos dois tinham instalações de nível olímpico e que seria caro e difícil realizar as adaptações necessárias. Além disso, desde anteontem — o prazo esgotava-se em 31 de outubro — não é mais possível propor ao Comitê Olímpico Internacional (COI) mudanças no projeto do Rio para abrigar os Jogos.
Apesar disso, tanto o Comitê Rio 2016 quanto a prefeitura estavam cientes das limitações ambientais da área há pelo menos oito meses. A previsão de uso do trecho de ZCVS consta do projeto do escritório americano Hanse Golf Course Design, escolhido num concurso internacional cujo resultado foi divulgado em março. Pelo projeto, a área de um milhão de metros quadrados é necessária para o campo sediar uma competição olímpica.
O secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, argumentou que o projeto propondo a mudança da lei só não foi enviado antes devido à demora na conclusão das negociações do Comitê Rio 2016 com os empresários que construirão o campo de golfe, numa parceria público-privada (PPP). O acordo só foi selado num café da manhã na última terça-feira, no Palácio da Cidade. À mesa estavam, entre outros, Paes; o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman; o empresário Pasquale Mauro (dono da área do campo de golfe); e Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central que lidera os empresários interessados em executar o projeto.
As Olimpíadas vão viabilizar um empreendimento que vinha sendo anunciado há anos. Pasquale Mauro já havia licenciado na prefeitura o projeto de um campo de golfe de menor porte, privado, logo após o lançamento do condomínio Riserva Uno. Na campanha de lançamento ele era anunciado no site como tendo "vista para o futuro maior campo de golfe do Brasil".
Pelo acordo, o grupo Rio Mar, de Pasquale Mauro, poderá erguer até 22 blocos de apartamentos com 22 andares e área total construída de 600 mil metros quadrados. Pelas regras que valiam desde 2003, os empresários até poderiam construir 22 andares e um total de 40 blocos, mas as unidades seriam de menor valor de mercado.
Sérgio Dias argumenta que, quando a APA de Marapendi foi criada, por decreto, em 1991, a área foi declarada ZCVS de forma equivocada.

Legislação da área já sofreu alterações
Caso a proposta do prefeito para a APA de Marapendi seja aprovada, não seria a primeira alteração na legislação da área. Em 2005, em votação relâmpago, a Câmara dos Vereadores aprovou, num projeto criado pelas comissões da casa, a retirada, da APA de Marapendi, de um terreno vizinho ao condomínio Alfa Barra. A prefeitura chegou a questionar a constitucionalidade da lei, mas perdeu. Nas mudanças, também foi autorizado que se passasse a construir o dobro do que era permitido na APA de Marapendi. Em parte desse terreno está sendo erguido hoje um resort da rede Hyatt. Anexo ao hotel, estão projetados dois edifícios residenciais com suítes voltadas para a praia e a Lagoa de Marapendi.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/paes-entrega-proposta-que-muda-apa-para-construir-campo-de-golfe-6646762#ixzz2BTAQDwyE 

Comitê Rio 2016 lança concurso das mascotes Olímpica e Paralímpica


Processo vai durar cerca de dois anos

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O Comitê Organizador Rio 2016 divulgou na noite de segunda-feira as regras de um dos processos mais complexos nos preparativos para o evento: a escolha das mascotes distintas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O processo vai durar cerca de dois anos. No segundo semestre de 2014, quando as mascotes serão apresentadas provavelmente depois da Copa do Mundo, elas já aparecerão em souvenires a serem vendidos ao público, desenhos animados, aplicativos para a internet entre outros produtos.
Apenas empresas brasileiras poderão participar do processo de seleção. Exige-se apenas que produtoras de animação, produtoras cinematográficas, agências de design, de publicidade e estúdios de ilustração que queiram concorrer tenham experiência anterior na criação e desenvolvimento de personagens usados em publicidade. Os participantes devem comprovar isso apresentando de três a dez trabalhos de desenvolvimento de personagens que tenham sido comprovadamente utilizados para fins comerciais, institucionais, educacionais ou de entretenimento - preferencialmente para animação - realizados nos últimos dez anos
— O desenvolvimento dos mascotes será um ótimo para estimular o potencial criativo do mercado brasileiro — explicou a diretora de Marketing do Comitê Rio 2016, Beth Lula.
O edital com as regras foi desenvolvido pelo Comitê Rio 2016 com a consultoria da empresa Anima Mundi. A ideia é que o processo de seleção ocorra por etapas. Na primeira fase os interessados devem apresentar até 7 de janeiro de 2013 uma série de documentos incluindo informações sobre as empresas e indicando as experiências anteriores. No dia 21 de janeiro de 2012, sai o resultado da pré-seleção com 30 empresas que irão continuar no processo.
Na etapa seguinte haverá um seminário no dia 28 de janeiro de 2013 no qual o Comitê Rio 2016 explicará os valores olímpicos e dos Jogos Brasileiros que devem se refletir no desenvolvimento do visual das mascotes. A partir daí, os escritórios terão até 14 de março de 2013 para apresentarem os personagens conceituais. Destes, dez serão selecionados para um pré-desenvolvimento de marca , inclusive com ilustrações nas quais aparecem praticando esportes olímpicos e paralímpicos. Também farão o desenvolvimento de personagens coadjuvantes que irão interagir com as mascotes além da chamada “Biblia” — um guia detalhando as situações em que as mascotes poderão ser empregadas.
Os melhores trabalhos passam pra a fase final no dia 24 de maio de 2013 quando os finalistas executarão trabalhos complementares com as mascotes. O projeto terá ainda que ser aprovado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O edital prevê ainda um calendário alternativo caso os projetos nas etapas iniciais não atendam aos conceitos do Comitê Organizador. A partir daí, será necessário um ano para desenvolver as marcar e registrá-las em entidades de proteção de patentes e logomarcas antes da divulgação ao público.
— As mascotes terão que funcionar bem seja como personagens em duas ou três dimensões. E provavelmente como o símbolos olímpico devem ter uma identidade como o paralímpico é improvável que escolhamos escritórios distintos no processo — explicou Beth.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/comite-rio-2016-lanca-concurso-das-mascotes-olimpica-paralimpica-6646410#ixzz2BTA75d9Z 

Rede social Combatebook, o Facebook dos ringues, é criada por brasileiro


Lançado por Vicente Siciliano, herdeiro da livraria Siciliano, projeto consumiu investimentos de R$ 1,2 milhão

Por Rachel Cardoso

Foi por um nocaute de Junior Cigano, a quem pertence atualmente o cinturão dos pesos-pesados do Ultimate Fighting Championship (UFC), que Vicente Siciliano colocou os pés no octógono. E as mãos num projeto que ainda promete render muitos comentários no Brasil e mundo afora. Trata-se do Combatbook – rede social similar ao Facebook, porém, de nicho, dedicada ao público aficionado não só pelas artes marciais mistas, mas por todo tipo de luta.

“Investimos inicialmente R$ 1,2 milhão na plataforma”, conta o herdeiro da livraria Siciliano, vendida em 2008 para a rede Saraiva. “Toda a programação é feita na Índia e tenho viajado constantemente para o exterior porque nosso objetivo é atuar em dez idiomas.”

O pontapé oi dado em novembro de 2011, quando a agência de marketing esportivo foi criada por Siciliano em parceria com André Duek, sobrinho do estilista Tufi Duek, fundador da Forum.

Foi enquanto a Siciliano Duek Sports buscava patrocínio para Junior Cigano que os laços com esporte se estreitaram. E o golpe de sorte não demorou. “Foi o primeiro cinturão da carreira e está com ele até hoje”, recorda Siciliano. ”Captamos para aquela luta patrocínio da P&G, Totvs e Boní Açaí”.

Segundo Siciliano, o automobilismo foi deixado para trás. Agora, 80% do tempo está dedicado ao Combatbook. A ideia veio de um amigo e hoje sócio, Dante Palombo Jr, empresário e professor de Muay Thai. Também investe no projeto o expertise em marketing esportivo de Marcelo Bonfatti.

Juntos eles pretendem unificar o mundo das lutas e tornar a rede social uma referência do esporte. O Combatbook prevê atingir, no período de dois anos, 35 milhões de usuários ativos. Até lá, pretende lançar novas funcionalidades semanalmente.

Os planos de Siciliano são ambiciosos. “Vamos criar uma plataforma 360 graus, em que todos os envolvidos na indústria possam se informar e fazer negócios”, afirma. Isso envolve desde comércio eletrônico de produtos e até educação e eventos.

O patrocínio de novos atletas é outra aposta da marca que já conta com um time de nove lutadores como, Rafael Domingos, Juliana Teixeira e Gabi Garcia. “É algo realmente inovador e existe uma janela de oportunidades no País, tanto no mercado das lutas como o das redes sociais”, afirma Siciliano.

Compartilha da opinião do empresário o professor de marketing esportivo Celso Forster, da Escola Superior de Propaganda e Marketing. ”Estamos apenas engatinhando por aqui”, diz. “Todo mundo se identifica com o espírito das lutas.

“Não é à toa que as Olimpíadas trazem a modalidade greco-romana. Ainda existe um grande preconceito, que tem sido reduzido quando emissoras como a Globo começam a transmitir as competições e popularizá-las”, avalia Forster, que também foi diretor de Marketing do World Wrestling Entertainment (WWE), a popular luta livre, exibida no país pelo Esporte Interativo. Estima-se que o contrato do UFC com a Globo seja de US$ 90 milhões anuais.

Fonte: http://itweb.com.br/62473/rede-social-combatebook-o-facebook-dos-ringues-e-criada-por-brasileiro/

Ministério da Justiça promove Conferência Internacional de Segurança para Grandes Eventos


Brasília receberá, a partir desta quarta-feira (07.11), a I Conferência Internacional de Segurança para Grandes Eventos, com a participação de cerca de 300 profissionais e gestores de segurança pública de 27 países e de diversos estados brasileiros. A abertura do evento contará com a presença dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do Esporte, Aldo Rebelo.

O objetivo da conferência é apresentar o andamento da preparação de segurança do Brasil e promover o compartilhamento de informações e de experiências, tanto nacionais quanto de países que já sediaram (ou estão em preparação para receber) eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

A programação inclui palestras com especialistas estrangeiros, que abordarão temas como “A experiência britânica nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2012″; “Grandes Eventos Esportivos: um desafio nacional de segurança”; “A experiência canadense nas Olimpíadas de Inverno 2010″; “A preparação da Rússia para a Copa do Mundo 2018″; “A experiência espanhola na Jornada Mundial da Juventude de 2011″; e “O país-sede como potencial alvo de ações criminosas”.

A conferência é realizada pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), criada em 2011 no âmbito do Ministério da Justiça para gerenciar as ações de segurança dos megaeventos que o Brasil vai sediar até 2016.

Serviço:
I Conferência Internacional de Segurança para Grandes Eventos
Data: abertura na quarta-feira (7.11), às 19h; na quinta e sexta-feiras (8 e 9.11), das 9h às 18h
Local: Auditório da Procuradoria Geral da República, em Brasília

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9568

Topper divulga bola do Paulistão 2013


A Topper, patrocinadora da Federação Paulista de Futebol (FPF), divulgou nesta terça-feira a bola que será usada no Campeonato Paulista de 2013. A parceria entre a empresa e a entidade completou dez anos.

A bola, batizada de KV Carbon 12, foi inspirada no design da linha de chuteiras Velocity. O produto apresenta detalhes em vermelho, amarelo e preto, tradicionais cores da FPF, além da aplicação de um verniz dourado que faz com que a peça brilhe quanto exposta à claridade.

Diversas figuras importantes do esporte participaram do evento de lançamento, entre elas: José Maria Marin, presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, vice-presidente da FPF, Fernando Beer, diretor de artigos esportivos da Topper, entre outros.

“Esse é um momento de muita alegria. Estamos entrando em mais um ano juntos com a Topper, e estamos muito felizes com os resultados até aqui. Tenho certeza de que o trabalho feito com seriedade e respeito tem engrandecido ainda mais o futebol paulista”, declarou Marco Polo Del Nero.

“Estamos muito orgulhosos. Foram mais de cinco mil gols marcados com essas bolas até aqui. Muitos deles emblemáticos. Agora, chegamos ao décimo ano e o dez é um número especial, principalmente no futebol, ele é um número místico. Por isso criamos uma bola à altura deste número, do campeonato, da parceria e do futebol nacional”, avaliou Fernando Beer.

“É uma honra representar a Topper. Tenho certeza de que o empenho em ajudar com o crescimento do esporte é muito grande. Durante o tempo em que joguei eu pude acompanhar isso ali de dentro do gramado. Agora, desejo sorte aos goleiros que participarão do próximo campeonato, porque a bola está rápida e o bicho vai pegar”, comentou Marcos, ex-goleiro do Palmeiras, que é patrocinado pela empresa.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/27/27436/Topper-divulga-bola-do-Paulistao-2013/index.php

Marca de refrigerantes homenageia Corinthians


A Refrigerantes Arco Iris homenageou o Corinthians com duas marcas de refrigerantes. A GuaraNação e a TimãoBaína foram criadas especialmente para a torcida alvinegra. A novidade tem a licença do clube do Parque São Jorge.

As marcas começaram a ser vendidas no fim de outubro, inicialmente na região de São José do Rio Preto. A partir de novembro os refrigerantes começarão a ser vendidos em todo estado de São Paulo.

Os rótulos destacam o distintivo e as cores do clube e leva a frase “O guaraná  do Timão”.  Os refrigerantes estarão disponíveis em embalagens de dois litros e de 237 ml.

“Os dois sabores têm grande personalidade e estão prontos para conquistar cada vez mais consumidores”, comentou Erasmo Perez, diretor da Refrigerantes Arco Iris.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/27/27426/Marca-de-refrigerantes-homenageia-Corinthians/index.php

Coritiba firma parceria com Nutrilatina até 2014


Por Rodolfo Gomes

O Coritiba firmou uma nova parceria para os dois próximos anos com a Nutrilatina. A empresa entrou na cota de fornecedora oficial de suplementos alimentares da equipe, porém não terá a sua marca estampada na camisa do time paranaense.

A empresa irá cuidar de toda a parte de suplementação e alimentação dos atletas de todas as categorias do clube. "É um investimento que nos ajuda, pois além de nos trazer o benefício, ainda é um gasto a menos que teremos", disse o gerente do Centro de Excelência do Esporte do Coritiba (CEECOR), Raul Osiecki. 

A Nutrilatina terá direito a expor a sua marca em algumas placas no estádio, no centro de treinamentos e na revista oficial do clube. O contrato ainda prevê ações pontuais em dias de jogos.  

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27429/Coritiba-firma-parceria-com-Nutrilatina-ate-2014/index.php

Paes quer diminuir uso de dinheiro público em obras dos Jogos de 2016


Prefeito do Rio apresentou projetos de lei para viabilizar construção do IBC e do campo de golfe

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, apresentou ontem (5), na Câmara dos Vereadores, três projetos de lei com alterações urbanísticas para viabilizar as obras dos Jogos Olímpicos de 2016. 

Entre as propostas está o aumento do gabarito dos prédios do IBC (International Broadcast Center, o Centro Internacional de Transmissão) e a ampliação da área do campo de golfe no Parque Municipal de Marapendi, na zona oeste do Rio.

De acordo com Paes, os dois projetos transferem para a iniciativa privada o ônus de construir as obras, que antes seriam custeadas pelos cofres públicos.

Além disso, uma terceira proposta garante isenções de impostos para obras na região portuária do Rio, dentro do projeto Porto Maravilha.

Sobre o IBC, a proposta é aumentar o limite de pavimentos, que hoje é de 12 andares, para 18. Assim, o empreendimento se torna rentável para a exploração de um consórcio de empreiteiras, nos mesmos moldes do que acontece no Parque Olímpico.

Segundo a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques, "pela primeira vez numa Olimpíada encontrou-se uma fórmula para fazer um IBC com recursos privados".

"No Rio, estimamos que o custo possa chegar a quase R$ 400 milhões. É um investimento que exige obras completas, para atender a emissoras de TV que transmitem o evento, e que não deixa qualquer legado para a cidade. Um prédio desses tem uma série de particularidades, como pé-direito alto, já que por dentro chegam a circular caminhões. São apenas dois pavimentos, mas a altura equivale à de um prédio de cinco andares", disse.

Já a proposta para o campo de golfe da Olimpíada visa a ampliar os limites de uma Área de Proteção Ambiental (APA) em um parque natural em Marapendi, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Paes pediu caráter urgência na votação dos projetos de lei, o que deve acontecer até o dia 15 de dezembro.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11000/PAES+QUER+DIMINUIR+USO+DE+DINHEIRO+PUBLICO+EM+OBRAS+DOS+JOGOS+DE+2016.html

Vivo faz parceria para construção de rede 4G/LTE no Brasil


Companhias telefônicas devem oferecer serviço até abril de 2013 nas sedes da Copa das Confederações

A Telefônica Brasil S.A. anunciou na última segunda-feira (5) a assinatura de um memorando de entendimento de sua subsidiária Vivo S.A. com a escandinava AINMT para estudar a possibilidade de colaboração na construção de uma rede complementar 4G/LTE na frequência de 450 MHz.

A intenção é oferecer serviços de voz e banda larga, sobretudo em áreas rurais onde a rede de alta velocidade funcionará nesta frequência. Nas áreas urbanas, será usada a faixa de 2,5 GHz, de maior qualidade, mas também mais cara.

A Telefônica desembolsou R$ 1,05 bilhão no leilão das frequências de operação de telefonia móvel de quarta geração, no qual essas duas faixas foram vendidas conjuntamente.

O Governo Federal determinou que as companhias telefônicas ofereçam este serviço até 30 de abril de 2013 nas cidades que serão sedes da Copa das Confederações.

Todos os municípios com mais de 100 mil habitantes devem ter cobertura de internet LTE antes de 31 de dezembro de 2016, segundo as previsões do governo.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10998/VIVO+FAZ+PARCERIA+PARA+CONSTRUCAO+DE+REDE+4GLTE+NO+BRASIL.html

PLURI já recebeu 31 propostas para o Calendário do Futebol Brasileiro


A PLURI Consultoria está selecionando propostas que tratem do aperfeiçoamento do Calendário do Futebol Brasileiro. Os autores das melhores propostas farão parte de um grupo que está sendo selecionado, e que se reunirá em janeiro/13 para discutir propostas de aperfeiçoamento do calendário do futebol Brasileiro, além de outros temas relacionados. O objetivo é aproximar as partes diretamente envolvidas e propor, de forma técnica e objetiva, alternativas alinhadas ao desenvolvimento do esporte, e que levem em conta a diversidade dos interesses existentes.
As propostas selecionadas também serão apresentadas em Evento específico, que será promovido pela Brasil Sport Market (BrSM) em março/13. Na ocasião estarão reunidos os principais especialistas do País no assunto, além de profissionais de clubes, mídia e entidades diretamente ligadas ao tema do calendário.
Os interessados em participar podem enviar até o dia 12/12/12 a sua proposta de calendário para o email analise@pluriconsultoria.com.br. Até o momento já recebemos 31 propostas, com o anúncio dos selecionados previsto para 17/12/12. 
A Seleção será feita por uma equipe composta por profissionais da PLURI Consultoria, da Trevisan Escola de Negócios e do mercado esportivo, utilizando como critério a sua viabilidade perante as necessidades e desejos de todos os envolvidos: Torcedores, clubes (pequenos e grandes), Federações, Mídia, Patrocinadores, etc.

Saudações,
Fernando Ferreira, Sócio-Diretor | PLURI Consultoria


Fonte: http://www.pluriconsultoria.com.br/relatorio.php?id=188

Quebra de sigilo revela que Fifa mudou contrato com cidades da Copa para incluir cláusula contra corrupção


Por Ricardo Perrone

Para atender à determinação do Ministério Público Federal, a prefeitura de São Paulo publicou em seu portal sobre a Copa do Mundo acordo assinado com a Fifa para ser uma das cidades do Mundial.

O contrato tem uma cláusula de confidencialidade, mas a quebra é permitida em caso de ordem judicial. Revelado por São Paulo, o documento é igual para todas as cidades.

Complexo, o acordo já passou por modificações. Numa delas foi introduzido um item óbvio, porém emblemático. É a “cláusula anti-corrupção”. “As partes reconhecem que a oferta e aceitação de suborno podem levar a processos criminais de acordo com o direito brasileiro e suíço”, diz o texto.

A regra que parece desnecessária de tão evidente que é. Foi incluída em 16 de março de 2011. Ricardo Teixeira, pelo COL (Comitê Organizador Local), Jérôme Valcke (Fifa) e Gilberto Kassab estão entre os signatário.

Na ocasião, já fervia na Fifa o caso em que Teixeira fez um acordo financeiro com a Justiça da Suíça para evitar uma condenação por ser acusado de receber propina. Um ano após a inclusão da cláusula sobre corrupção, o dirigente renunciou a seus cargos no COL e na CBF. Pouco depois o processo na Suíça foi revelado.

Em outra mudança, a cidade se compromete a fazer um seguro para garantir indenizações de 10 milhões de euros em casos de ferimentos e danos financeiros ou materiais. A Fifa e o COL, assim como seus representantes, devem ser incluídos como segurados internacionais.

Outro trecho do documento obriga a cidade a comprar ingressos para os jogos que ela receberá, se a Fifa e o COL entenderem que é necessário. As duas entidades determinam a quantidade. Em tese, a medida evita prejuízo da federação e do comitê com a eventual falta de interesse do público pelas partidas.

As sedes são obrigadas a fornecer de graça salas para as vendas de ingresso e espaços para o COL montar seus escritórios. O equipamentos desses escritórios também ficam por conta das prefeituras, que devem priorizar os parceiros da Fifa na compra de material.

A estética da cidade faz parte do acordo. O município se compromete a tomar as medidas necessárias para seu embelezamento. Deve, por exemplo, obstruir da visão do público construções que fiquem perto de locais de grande movimento. Nenhuma construção deve ser tocada durante o período dos jogos.

O contrato confirma a forte preocupação Fifa em proteger suas marcas e as de seus parceiros. Por isso, a cidade sede se compromete a oferecer agentes que serão treinados e trabalharão durante o Mundial para combater a pirataria.

Procurado pelo blog, o departamento de comunicação do COL disse que não fala sobre o conteúdo dos contratos.

Fonte: http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2012/11/quebra-de-sigilo-revela-que-fifa-mudou-contrato-com-cidades-da-copa-para-incluir-clausula-contra-corrupcao/

Paes leva à Câmara pacotes de bondades e para os Jogos


Prefeito quer manter incentivos no Porto por mais dois anos

Por Maria Elisa Alves

RIO — O prefeito Eduardo Paes apresentou nesta segunda-feira à Câmara dos Vereadores dois projetos de lei que mudam parâmetros urbanísticos e ambientais para possibilitar a construção, pelo setor privado, do campo de golfe na Barra a ser usado nos Jogos de 2016, e do centro de mídia e transmissões, dentro do Parque Olímpico. Paes, que se reuniu com 27 vereadores, também levou à Câmara dois projetos de lei que beneficiam os contribuintes. O “pacote de bondades” propõe a devolução em dinheiro dos créditos acumulados da Nota Carioca. Além disso, refinancia débitos tributários inscritos na dívida ativa e as dívidas que ainda estão, em âmbito administrativo, na Secretaria municipal de Fazenda. Os devedores poderão ter descontos de até 70% sobre os juros e mora relativos ao valor do débito.
Acompanhado por Maria Silvia Bastos Marques, presidente da Empresa Olímpica Municipal, e pelo secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, Eduardo Paes também entregou proposta à Câmara para postergar os incentivos fiscais existentes na Zona Portuária por mais dois anos. Em 2009, já havia sido aprovado projeto que, para ajudar na revitalização da área, concedia isenção de IPTU por dez anos a quem construísse e retirasse o habite-se de obra na região até 2012. Proprietários de imóveis preservados, localizados nos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo, que se dispusessem a recuperá-los também até 2012 receberam perdão de dívidas de IPTU anteriores a 31 de dezembro de 2009.
No mesmo pacote, que agora pode ser prorrogado, estava prevista a isenção do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) nas transações comerciais na região e do Imposto Sobre Serviços (ISS) para as empresas de construção civil que investissem na área do Porto. O ISS de áreas consideradas estratégicas (como hotéis, atividades de lazer e educação) foi reduzido de 5% para 2%, no pacote de 2009.
Na reunião com os vereadores, Paes detalhou as mudanças necessárias para a construção do campo de golfe e do centro de mídia, como noticiado pelo GLOBO sexta-feira. O pacote olímpico transforma em não edificáveis todos os lotes da Área de Preservação Ambiental (APA) de Marapendi voltados para a Praia da Reserva, que serão transformados num parque público. Em troca, um trecho de 58 mil metros quadrados às margens da Avenida das Américas, considerado intocável por estar em Zona de Conservação da Vida Silvestre, seria liberado para construções. Para que o setor privado tenha interesse em construir o centro de mídia, Paes propôs a alteração do gabarito no entorno do Parque Olímpico, que passaria de 12 para 18 andares. Segundo Paes, isso atrairá a iniciativa privada:
— Conseguimos reformar o Sambódromo sem dinheiro da prefeitura quando permitimos uma alteração no gabarito onde ficava o prédio da Brahma. A gente deixou subir mais a nova construção, o que gerou interesse da iniciativa privada.
Vereadores reclamaram do fato de Paes não ter apresentado antes os projetos de lei.
— Ele veio aqui discutir o que ninguém conhece — disse Sônia Rabello (PV).
Paes disse que não foi à Câmara discutir o aumento de IPTU — que deve ter um reajuste de 30% em 2014 e passar a ser cobrado de 1,1 milhão de proprietários que não pagavam o tributo. Ele só apresentará o projeto em 2013.
— Não estou com pressa para aprovar isso, é uma discussão que tomará o ano que vem. Mas é preciso fazer a justiça tributária. Não dá para ficar com o IPTU defasado 15 anos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/paes-leva-camara-pacotes-de-bondades-para-os-jogos-6640458#ixzz2BRMaIMHd 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Paes apresenta quatro projetos de lei na Câmara dos Vereadores


Planos vão de refinanciamento de débitos tributários ao pacote olímpico, que prevê mudanças urbanísticas necessárias para 2016

Por Maria Elisa Alves

RIO — O prefeito Eduardo Paes esteve na tarde desta segunda-feira na Câmara de Vereadores do Rio, para apresentar quatro projetos de lei, que devem ser votados em caráter de urgência até o dia 15 de dezembro. Na reunião, estiveram presentes 28 dos 51 vereadores da Casa. O primeiro projeto trata do refinanciamento dos débitos tributários inscritos na Dívida Ativa do Município e que chegam a R$ 39 bilhões. A proposta pretende que o contribuinte que está devendo tenha um abatimento de até 70% dos juros e mora devidos caso pague à vista. Outra proposta enviada à Câmara trata da devolução em dinheiro dos créditos acumulados na Nota Carioca. Com isso, a prefeitura espera aumentar a arrecadação por meio do ISS.
Dentro das propostas apresentados por Paes, está também o pacote olímpico, que prevê alterações urbanísticas necessárias à cidade para receber os Jogos de 2016. As medidas se referem à construção do campo de golfe e do Centro Internacional de Transmissão. Com o GLOBO já antecipou, o campo será construído em um trecho da Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi. Uma parte do parque terá seus limites alterados para que seja construída a instalação esportiva. Em compensação, a prefeitura vai aumentar, em mais de um milhão de metros quadrados, a Área do Parque Nacional de Marapendi.
Outra mudança que o prefeito quer ver aprovada na Câmara é em relação à construção do IBC (sigla em inglês para o Centro Internacional de Transmissão). Pelo dossiê da candidatura às Olimpíadas, a construção do imóvel era uma atribuição federal, mas, para viabilizar a obra pelo setor privado, a prefeitura propôs à Câmara um aumento do gabarito dos prédios que serão erguidos após os jogos na área do parque olímpico. Os edifício poderão ter, em vez de 12, 18 andares. Com isso, a prefeitura acredita que o negócio será mais atraente para a iniciativa privada, que poderá erguer prédios mais compactos e mais altos com maior espaço livre entre eles.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/paes-apresenta-quatro-projetos-de-lei-na-camara-dos-vereadores-6640458#ixzz2BO0M13Uv