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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Pais e alunos se mobilizam contra retirada de escola Friedenreich do Maracanã


Por Marcelo MOnteiro

O projeto de reforma do complexo do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 tem pontos polêmicos, como a demolição do estádio de atletismo Célio Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare, reformado para os Jogos Pan-Americanos de 2007. E uma outra proposta contida no edital da obra vem gerando protestos: a retirada da Escola Municipal Friedenreich, instalada em uma área entre o Maracanã e o Maracanãzinho, próxima à estátua do Bellini.

Pais e alunos da escola se mobilizam para evitar a saída da instituição de ensino do local. Instalada no complexo do Maracanã em 1965, a escola homenageia um dos primeiros ídolos do futebol brasileiro, campeão com a Seleção dos Sul-Americanos de 1919 e 22.

A escola obteve a quarta maior média (7,6) entre as instituições de ensino do município do Rio no Indeb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2011. E a sexta em todo o estado do Rio.

Na próxima quinta-feira, será realizada uma audiência pública para discutir a utilização futura do complexo do Maracanã. Pais e alunos prometem comparecer à sessão para tentar convencer o secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, a manter a escola no local.

O grupo lançou na internet um abaixo-assinado virtual em defesa da permanência da escola. Até às 18h desta terça-feira, 11.243 pessoas haviam assinado a petição. A meta é alcançar 12 mil adesões antes da audiência pública.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/memoriaec/2012/11/06/pais-e-alunos-se-mobilizam-contra-retirada-de-escola-friedenreich-do-maracana/

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Diretor da empresa responsável pelo Parque Olímpico de 2016 diz que população carioca está mobilizada para os Jogos


Segundo ele, em Londres, muitos nem sabiam sobre as Olimpíadas

Por Thamine Leta

RIO - O arquiteto Adam Williams, diretor de Planejamento, Desenvolvimento e Design da Aecom, empresa britânica de arquitetura e engenharia responsável pelo Parque Olímpico para os Jogos de 2016, afirmou que há muitas semelhanças entre Barcelona, cidade que recebeu as Olimpíadas em 1992, e o Rio. Segundo ele, em Londres, os organizadores tiveram dificuldade com mobilização da população para os jogos, ao contrário do que acontece com os cariocas.
- Alguns ingleses tratavam com cinismo, pouca animação. É difícil reunir uma cidade inteira em torno de um evento. Muitos em Londres nem sabiam sobre as Olimpíadas. Mas aqui é diferente, todos estão interessados, perguntam, querem saber. Há mobilização. É uma energia incrível que vem dessa cidade - afirmou Adam, que participou do seminário “De Londres ao Rio, exemplos e lições para 2016”, que discutiu o legado deixado pelos Jogos de Londres e os preparativos do Rio para os próximos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
Além de acompanhar a implantação do Parque Olímpico desde 2003, a Aecom presta consultoria para o desenvolvimento do legado olímpico. Adam afirmou que no Rio o objetivo é criar um legado esportivo, com a construção do Centro Olímpico de Treinamento para o Comitê Olímpico, e também um legado para a população, com o aproveitamento simultâneo das oportunidades para atender às necessidades de crescimento da cidade.
Em Londres, a circulação de público chegava a 200 mil pessoas por dia no Parque Olímpico. No Rio, o Parque Olímpico terá um espaço onde o público poderá acompanhar os jogos em telões.
- Assim como em Londres, prestamos muita atenção para dar ênfase na saúde, na qualidade de vida. Isso também é legado. Esporte é isso. No caso de Londres, capitalizamos para este aspecto de estilo de vida saudável. Vejo o Rio tomando decisões coerentes e flexíveis - afirmou o arquiteto.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/diretor-da-empresa-responsavel-pelo-parque-olimpico-de-2016-diz-que-populacao-carioca-esta-mobilizada-para-os-jogos-6573809#ixzz2AiwcxT1i

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Segurança da Copa 2014 foi testada no jogo Brasil e Argentina


Plano prevê mobilização de 17,5 mil agentes de empresas privadas; treinamento começará em fevereiro

As Forças Armadas aproveitaram a realização em Goiânia da partida de ida do Superclássico das Américas, entre Brasil e Argentina, na última quarta-feira (19), para fazer um teste do plano de segurança que será realizado durante a Copa do Mundo de 2014.

As autoridades elegeram o torneio amistoso na capital de Goiás para realizar o primeiro preparativo, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Defesa em comunicado.

A segurança dentro do estádio, da mesma forma que acontecerá no Mundial e na Copa das Confederações de 2013, ficou a cargo de uma empresa de segurança privada, enquanto as Forças Armadas e a polícia se encarregarão do restante de tarefas.

O plano de segurança para essas duas competições prevê a mobilização de 17,5 mil agentes de segurança privada, cujo treinamento começará em fevereiro de 2013, segundo a nota. Os detalhes do plano serão divulgados durante um seminário que será realizado em Porto Alegre nos dias 10 e 11 de outubro.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10757/CREA+E+DEFENSORIA+VISTORIAM+PREDIO+HISTORICO+AMEACADO+PELO+MARACANA.html

sábado, 28 de julho de 2012

Com blindagem, clima olímpico some de Londres


Por Agência Manga

Os Jogos Olímpicos não pararam as ruas de Londres. A capital britânica sediou nesta sexta-feira a festa de abertura da competição esportiva de 2012, mas isso não causou grande repercussão no clima ou no comportamento popular.

Em vez disso, a maioria da população londrina preferiu passear com cachorros e lotar pubs. O clima dos Jogos Olímpicos ficou restrito aos que tiveram acesso às áreas protegidas pelo Comitê Olímpico Internacional.

Nesses setores, destaque para os comboios corporativos. O primeiro dia dos Jogos já serviu para mostrar o quanto a competição é usada por empresas para ações de relacionamento com parceiros, fornecedores e clientes.

Essas ações de relacionamento deram o tom na abertura. Em contrapartida, nenhum patrocinador oficial aproveitou as aglomerações no entorno das arenas.

Também chamou atenção a ausência de qualquer tentativa de marketing de emboscada. Os Jogos Olímpicos estão entre os eventos mais protegidos contra esse tipo de iniciativa.

Ação de emboscada aconteceu apenas bem longe das estruturas olímpicas. Uma ótica de Londres aproveitou uma gafe cometida pela organização dos Jogos e criou um anúncio.

Na peça, a empresa Specsavers cita um erro cometido na primeira rodada do futebol feminino olímpico. O telão mostrou a bandeira da Coreia do Sul quando anunciava a escalação da seleção da Coreia do Norte, e a seleção asiática quase se recusou a entrar em campo.

A Specsavers publicou em jornais ingleses nesta sexta-feira as duas bandeiras. Além disso, estampou uma mensagem em coreano sugerindo que as autoridades responsáveis pelos Jogos visitassem a ótica.

Os anúncios da empresa costumam usar momentos constrangedores. O slogan é “Deveriam ter procurado a Specsavers”.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26155/Com-blindagem-clima-olimpico-some-de-Londres/index.php

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Moradores da Vila Autódromo no Rio fazem manifestação contra remoção


Obras como a construção do Parque Olímpico Rio 2016 irão exigir desapropriações na região

Moradores da Vila Autódromo e pessoas que apoiam a permanência das 119 favelas situadas na zona oeste da capital fluminense fizeram ontem (26) uma manifestação em frente ao prédio do Tribunal de Justiça, no centro, contra o processo de desocupação da área, movido pela prefeitura do Rio.

Segundo o presidente da Associação dos Moradores e Pescadores da Vila Autódromo, Altair Guimarães, entre os motivos para a desocupação estão os empreendimentos imobiliários na região, motivados pelos grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Os manifestantes cobram do Poder Judiciário o direito à moradia e o respeito às 900 famílias que vivem na comunidade, localizada ao lado do Autódromo de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, usado até os anos 1980 para a etapa brasileira do campeonato de Fórmula 1. A Vila Autódromo existe há pelo menos 40 anos.

E, segundo Guimarães, a permanência no local foi concedida em 1992 pelo então governador do estado Leonel Brizola, que deu aos moradores um título de posse do terreno por 30 anos.

“Nós temos esse título dado pelo governador do estado, Leonel Brizola. Esse título, tem a validade de 30 anos. Ele foi dado em 1992. E aí o que aconteceu: outro governador fez uma retificação desse título, passando de 30 anos para 99 anos. Eles teriam que respeitar o título”, declarou.

De acordo com Guimarães, a prefeitura alega que a Vila Autódromo foi construída em uma área ambiental e, por isso, precisa ser removida. “O prefeito [Eduardo Paes] quer tirar a gente da Vila Autódromo dizendo que a gente agride o meio ambiente. O que a gente agride, ali, é a especulação imobiliária. O que vai acontecer com 75% da área do autódromo depois dos megaeventos? Vão acontecer edificações imobiliárias. Você investiria em uma área que tivesse uma favela perto? Não, porque desvalorizaria os imóveis”, destacou.

A Secretaria Municipal de Habitação informou, por meio de nota, que o motivo do reassentamento da comunidade é que pelo menos dois terços de seus moradores estão em área de preservação ambiental.

O órgão destaca que “a comunidade está localizada às margens da Lagoa de Jacarepaguá e é cortada por três rios. Por isso, na área hoje ocupada pela Vila Autódromo, não pode haver qualquer tipo de construção”.

A secretaria diz ainda que, além da questão ambiental, “a maior parte dos moradores não tem acesso a saneamento básico e vive em condições precárias e insalubres”. A nota também ressalta que as famílias só serão reassentadas quando os apartamentos do Parque Carioca, condomínio que será construído na Estrada dos Bandeirantes, também na zona oeste, forem concluídos. Segundo o órgão, as famílias não terão que pagar pelos imóveis.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10413/MORADORES+DA+VILA+AUTODROMO+NO+RIO+FAZEM+MANIFESTACAO+CONTRA+REMOCAO.html