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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Presidente do CPB anuncia parceria com o CNPq


Repasse chegará a R$ 300 mil para projetos voltados a pesquisa no paradesporto

A cerimônia de abertura do III Congresso Paralímpico Brasileiro e II Congresso Paradesportivo Internacional, nesta quarta-feira, em Natal (RN), foi marcada pelo anúncio da parceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O edital deve ser publicado até março de 2013, e o repasse chegará a R$ 300 mil para projetos voltados ao paradesporto.

- Após conquistarmos o sétimo lugar no quadro geral de medalhas nas Paralimpíadas de Londres, não podemos recuar. Temos que andar para frente. O Congresso Paralímpico é a oportunidade de pensarmos diferente, de tentar fazermos coisas que nunca fizemos. Temos agora um novo parceiro, o CNPq, que nos permitirá fomentar financeiramente a pesquisa no Esporte Paralímpico. O apoio financeiro permitira a inovação – explicou o presidente do CPB, Andrew Parsons.

Parsons anunciou ainda que o evento será bianual e que a ideia é transformá-lo em um dos maiores do mundo, a exemplo da Conferência VISTA promovida pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC), que acontece a cada dois anos.

A primeira conferência do dia foi apresentada pelo diretor técnico do CPB, Edilson Tubiba, com o tema “Brasil em Londres – Trajetória e Resultados”. Chefe de missão nos Jogos Paralímpicos, ele mostrou a evolução do país ao longo das edições e o caminho seguido até o sétimo lugar.

Tido como espaço científico para discussão e fomento do paradesporto no Brasil, o Congresso teve quatro cursos de formação de treinadores, 18 minicursos e agora começa sua programação com conferências e mesas redondas. O Congresso segue até sábado, 10, e reúne participantes de diversos estados brasileiros e palestrantes nacionais e internacionais.


Fonte: http://www.ahebrasil.com.br/noticias/2012/11/08/paradesporto/presidente+do+cpb+anuncia+parceria+com+o+cnpq.html

Presidente do CPB anuncia parceria com CNPq no primeiro dia do congresso paralímpico


A cerimônia de abertura do 3º Congresso Paralímpico Brasileiro e 2º Congresso Paradesportivo Internacional, nesta quarta-feira, 7, em Natal (RN), foi marcada pelo anúncio da parceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O edital deve ser publicado até março de 2013 e o repasse chegará a R$ 300 mil para projetos voltados ao paradesporto.

“Após conquistarmos o sétimo lugar no quadro geral de medalhas nas Paralimpíadas de Londres 2012, não podemos recuar. Temos que andar para frente. O Congresso Paralímpico é a oportunidade de pensarmos diferente, de tentar fazermos coisas que nunca fizemos. Temos agora um novo parceiro, o CNPq, que nos permitirá fomentar financeiramente a pesquisa no Esporte Paralímpico. O apoio financeiro permitirá a inovação”, afirmou o presidente do CPB, Andrew Parsons.

Parsons anunciou ainda que o evento será bianual e que a ideia é transformá-lo em um dos maiores do mundo, a exemplo da Conferência VISTA promovida pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC), que acontece a cada dois anos.

Com cerca de 800 inscritos, o auditório do Hotel Praiamar ficou cheio para a cerimônia que abriu o evento. A primeira conferência foi apresentada pelo diretor técnico do CPB, Edilson Tubiba, com o tema “Brasil em Londres – Trajetória e Resultados”. Chefe de missão nos Jogos Paralímpicos, ele mostrou a evolução do País ao longo das edições e o caminho percorrido até o sétimo lugar.

Tido como espaço científico para discussão e fomento do paradesporto no Brasil, o Congresso teve quatro cursos de formação de treinadores, 18 minicursos e agora começa sua programação com conferências e mesas redondas.

Entre os minicursos, o de Canoagem teve um bom número de participantes. A modalidade, que estreia no programa de provas dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, tem atraído a atenção de profissionais na área de educação física interessados no paradesporto e tem entre as promessas o tricampeão mundial Fernando Fernandes.

“Não existe essa modalidade na minha cidade e quero muito introduzi-la, pensando em 2016. Temos muitos recursos hídricos que podem ser explorados e agora que conheci melhor a paracanoagem, irei buscar formas de conseguir o material para a prática”, disse Alex Bezerra, professor universitário de Educação Física em São Luis (MA).

Fonte: http://www.cpb.org.br/noticias/presidente-do-comite-anuncia-parceria-com-cnpq-no-primeiro-dia-do-congresso-paralimpico/

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Gestão brasileira competente gera bons resultados nas Paraolimpíadas


Por Fabiana Coletta 

Durante os dez dias de competições nos Jogos Paraolímpicos de Londres, os atletas brasileiros brilharam a frente de nações fortes, como a Alemanha, Itália e França. Ocupando o sétimo lugar no quadro geral de medalhas, o Brasil trouxe da terra da rainha 43 medalhas, sendo 21 de ouro, 14 de prata e oito de bronze. 

Excelência na gestão - O desempenho notável dos atletas, que superou os resultados dos competidores nas Olimpíadas, deve-se à gestão competente do Comitê Paralímpico Brasileiro, segundo Lauter Nogueira, técnico e comentarista esportivo da TV Globo.

“O Comitê Paralímpico fez um belíssimo trabalho, com metodologia. Eles transformaram parcos recursos em uma ajuda de ouro”, comenta. Daniel Biscola, técnico de esporte de rendimento do SESI-SP, acrescenta: “Hoje o Comitê Paralímpico Brasileiro é referência para diversos outros comitês do mundo inteiro”.

Para Nogueira, existem dois horizontes diferentes e bem definidos: o Brasil como potência paraolímpica e o País “infinitamente distante do tão sonhado título de potência olímpica”. Isso se deve ao fato de que, além da administração da verba do comitê, “feita de forma próxima ao excelente”, o preparo de atletas paralímpicos costuma ser mais rápido do que o de atletas olímpicos.

“Em quatro anos você consegue detectar um talento paraolímpico e torná-lo um medalhista. Já no caso Olímpico, é preciso de no mínimo dois ciclos olímpicos, coisa de dez anos para transformar um atleta em um medalhista”, avalia Lauter.

E o fato de a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), por exemplo, focar o seu trabalho em grupos pequenos de atletas agrava ainda mais a situação do esporte olímpico no Brasil. É o que acredita Biscola.

“Hoje temos uma grande equipe de atletismo que monopoliza quase todos os atletas. A Confederação trabalha um grupo pequeno de atletas, sempre os mesmos”, considera o treinador.

Em contrapartida, o que o Comitê Paralímpico tem feito com excelência, segundo Lauter, é a detecção de novos talentos nos esportes e o desenvolvimento desses atletas. Mesmo o brasileiro gostando de esporte, o País sofre com o “mal da monocultura esportiva”. E também existe uma demanda reprimida de locais para a prática.

Dessa forma, o incentivo aos atletas deficientes é maior, pois eles conseguem encontrar, com mais facilidade, locais para treinar, seja de ONGs, clubes ou instituições beneficentes que desenvolvam o treinamento do esporte paralímpico.

“Existe um grande universo de entidades que tem um trabalho bom na formação esportiva. Primeiro na reabilitação do atleta, que é parte importantíssima no processo de desenvolvimento do talento paralímpico”, explica Biscola, citando entidades como a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) e APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

Mais atletas, mais esportes, mais medalhas - Esta edição dos Jogos Paraolímpicos apontou um desenvolvimento inédito do esporte adaptado no Brasil. Enquanto nos outros anos um ou dois atletas eram responsáveis pela maioria das vitórias, em 2012 as medalhas foram “pulverizadas em um número maior de atletas”.

E não só mais esportitas que conseguiram destaque, mas também mais esportes. A bocha, modalidade que nunca havia proporcionado pódio ao País, voltou este ano com três medalhas de ouro e uma de bronze.

“O Brasil precisa manter os atletas que se destacaram e ampliar ainda mais o leque de participantes”, sugere Biscola.

Expectativas - Como tem se mostrado o desenvolvimento do esporte paralímpico no Brasil, a perspectiva é que a delegação para as próximas edições dos Jogos seja cada vez maior, com o surgimento de novos atletas, e com mais conquitas.

Em comparação com os Jogos Olímpicos, “fica muito mais difícil você tirar da cartola, nos esportes individuais, novos atletas que serão medalhistas em 2016. Se eles não apareceram até agora, eles não vão mais aparecer”, explica Lauter Nogueira, que é otimista em relação ao desenvolvimento de novos atletas paralímpicos, capazes de atingir, em quatro anos de preparo, marcas de alto nível nos esportes.

Representatividade - Mesmo com resultados excelentes de prática e desenvolvimento, o esporte adaptado ainda tem pouca representatividade no Brasil. O treinador Daniel Biscola critica o “peso diferenciado” que é dispensado na mídia para o esporte paralímpico em relação ao olímpico.

“Em Londres, por exemplo, o destaque nos jornais para as Paraolimpíadas foi o mesmo dado às Olimpíadas. A imprensa no Brasil ainda trata o esporte de modo diferente, não foi dado o mesmo tratamento”, avalia Biscola. 

Fonte: http://www.webrun.com.br/home/n/gestao-brasileira-competente-gera-bons-resultados-nas-paraolimpiadas/14043

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Projeto do INT prevê aplicação de R$ 2,5 milhões na preparação de atletas paralímpicos


Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Instituto Nacional de Tecnologia (INT) desenvolveu uma proposta de projeto, no valor de R$ 2,5 milhões, para o desenvolvimento de produtos para construção de equipamentos que poderão beneficiar cerca de 2 mil atletas paralímpicos de alta performance.

O objetivo é preparar atletas brasileiros para os Jogos Paralímpicos de 2016, que serão realizados no Brasil. A proposta já foi encaminhado a instituições de fomento, como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ao Ministério do Esporte e à Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Segundo a coordenadora de Articulação e Representação Institucional do INT, Andréa Lessa, o projeto atende a uma demanda do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), prevendo o desenvolvimento de equipamentos para sete modalidades dos Jogos. "São produtos voltados, em um primeiro momento, para o desenvolvimento de atletas”, disse Andréa Lessa à Agência Brasil.

De acordo com Andrea, o comitê tem algumas demandas específicas. “Existe interesse no desenvolvimento de alguns equipamentos, como cadeiras de rodas para o atletismo de campo, basquete, tênis e rúgbi, e também para modalidades como a vela adaptada, o ciclismo e a esgrima.”

Para ela, será uma "oportunidade única" para o país valorizar sua capacitação tecnológica na produção de equipamentos sofisticados, que, hoje, em sua maior parte, são importados. “O INT é uma instituição de pesquisa que trabalha com inovação e, aproveitando a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, no Brasil, a hora de dar o passo à frente é agora. O projeto precisa ser aprovado logo, porque se o dinheiro não vier o mais rápido possível, não teremos tempo de levar a iniciativa adiante”, destacou a pesquisadora.

A Agência Brasil procurou a Finep para saber como está a avaliação do projeto, mas o órgão informou apenas que está em fase de análise e que o resultado de todos os pedidos de financiamentos a projetos deverá ser conhecido até o final deste mês.

De acordo com Andréa Lessa, além de visar ao melhor rendimento dos atletas e de mudar o paradigma do esporte paralímpico no país, o projeto do INT insere-se na políticas públicas de inclusão social e de melhoria das condições de cidadania das pessoas portadoras de deficiência. Andréa citou o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, lançado em 17 de novembro do ano passado. Com ele, o governo ressalta o compromisso brasileiro com as prerrogativas da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU), ressaltou a pesquisadora.

Com base em dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência informa que 45 milhões de pessoas declaram ter algum tipo de deficiência.

Edição: Nádia Franco

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-09-01/projeto-do-int-preve-aplicacao-de-r-25-milhoes-na-preparacao-de-atletas-paralimpicos