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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Começam as obras do laboratório de testes antidoping da UFRJ


Previsão para conclusão das intervenções é até maio de 2014
Parte de infraestrutura do novo prédio custará cerca de R$ 13 milhões

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - As obras de infraestrutura para ampliação do laboratório de pesquisas responsável pela realização de testes antidoping em competições esportivas do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) começaram nesta segunda-feira. A previsão para conclusão das intervenções no Ladtec é até maio de 2014. Só a parte de infraestrutura do novo prédio, que também será na Ilha do Fundão, custará cerca de R$ 13 milhões. A informação foi divulgada pelo secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, que está no Rio acompanhando reuniões com o Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre o andamento dos projetos olímpicos.
O evento conta com a participação de representantes da União, estado e município. A ampliação do Ladtec é um dos compromissos do Rio para as Olimpíadas de 2016, já que a intervenção seria necessária para ampliar a capacidade do laboratório de realizar exames antidoping. Mas, segundo o secretário, pelo cronograma existente é possível que as instalações já sejam usadas na Copa do Mundo de 2014.
Leyser acrescentou que há duas semanas entregou ao governo do estado um pré-projeto para o novo autódromo do Rio, que ficará em Deodoro. O projeto ainda poderá sofrer mudanças técnicas. O Exército, porém, ainda não liberou a área. O terreno passa por um processo de descontaminação. Além disso, há um impasse jurídico, porque o Ministério Público questiona na Justiça a obtenção da licença de obras sem estudo de impacto ambiental.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/comecam-as-obras-do-laboratorio-de-testes-antidoping-da-ufrj-7606989#ixzz2LO1m0b7s 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Estudo mostra que museu ao lado do Maracanã não precisa ser demolido


Espaço atualmente abriga uma tribo indígena; governo é a favor das demolições, mas Fifa é contra

Por Pedro Carrion

Dentro do processo de privatização do Maracanã, o governo do Rio de Janeiro decretou a demolição de imóveis históricos e importantes no entorno do estádio como parte das obras visando a Copa do Mundo 2014. Um desses alvos é o antigo Museu do Índio, datado de 1862 e que, hoje desativado, abriga uma aldeia indígena. 

No entanto, um estudo técnico realizado pelo arquiteto e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Anderson Magalhães, comprova que os imóveis no entorno não atrapalharão o escoamento do público nos jogos, um dos argumentos do governo fluminense para sua demolição.

“A capacidade de público do Maracanã já caiu muito desde a sua construção. Antes ele tinha duas saídas. Agora a vazão passará a ser em quatro direções. Com o público diminuído para 76 mil pessoas nesta nova reforma, teríamos algo em torno de 19 mil espectadores dispersando-se pelas quatro saídas, cada uma com rampas que terminam em duas direções", explica o arquiteto.

Segundo ele, seriam necessários 6.650 m² para a dispersão confortável de 9.500 pessoas em um dos acessos. A área disponível, com a manutenção dos prédios do museu e dos laboratórios do Ministério da Agricultura, possui 6.950 m², suficiente para "acomodar" perfeitamente todas as pessoas que precisariam sair do estádio em uma das rampas.

"Assim, podemos ver que é perfeitamente provado por números que não há a menor necessidade dessas demolições”, conclui Magalhães. 

Governo é a favor, mas Fifa é contra
Por meio da assessoria de imprensa, o governo do estado do Rio de Janeiro volta a argumentar que “a demolição do antigo Museu do Índio visa a abrir espaço para a transformação do complexo do Maracanã em uma grande área de entretenimento e é necessária para que o futuro complexo atenda às necessidades de escoamento e circulação de público nos padrões internacionais seguidos por esse tipo de equipamento esportivo.”

A justificativa do estado não é compartilhada pela Fifa, que já declarou não ter exigido as demolições no Maracanã.

“O Brasil avança no extermínio do patrimônio histórico e cultural, sem qualquer debate com a sociedade civil. Trata-se de uma total inversão de valores. Os imóveis que hoje circundam o Maracanã têm sua importância e jamais atrapalharam a mobilidade urbana. A própria Fifa já reiterou em ofício para nós enviado que não está de acordo com essa atitude”, argumenta o defensor público federal Daniel Macedo.

Além do antigo Museu do Índio (patrimônio histórico, cultural e arquitetônico) e das instalações laboratoriais do Ministério da Agricultura (direito sanitário), as obras de reforma do Maracanã, hoje 80% prontas, afetam também a Escola Municipal Friedenreich, o Estádio de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare.

Segundo o governo, todos os imóveis citados deverão ser desocupados e demolidos para darem lugar a novos prédios e lojas comercias e estacionamentos. 

Ausência do poder público
Essas obras urbanísticas em torno do Maracanã foram tema de audiência pública realizada no auditório da Defensoria Pública da União do Rio de Janeiro (DPU), na última quarta-feira (12).

Acusado de não ouvir a opinião pública sobre a intenção de demolir imóveis daquela região, o governo do estado, através da Secretaria da Casa Civil, não compareceu e sequer comunicou o motivo de não ter enviado representante ao debate. 

A intenção da DPU com a audiência era abrir espaço para que todos os interessados pudessem expor sua opinião, seja ela contra ou a favor às obras do entorno do Maracanã. 

O convite foi estendido a orgãos como a Secretaria Estadual de Esportes, a Secretaria Municipal de Educação, a Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro, o Ministério Público Estadual, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da OAB/RJ e a Fundação Nacional do Índio (Funai), que também não enviaram representantes.

Organizador do evento e titular do 1º Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva, o defensor público federal André Ordacgy lamentou a ausência do poder público: 

"A audiência pública é um instrumento importantíssimo de participação popular, que serve, neste caso, para enriquecer o debate sobre os aspectos positivos e negativos do impacto das obras no entorno do Maracanã para a Copa do Mundo. Infelizmente, a ausência injustificada do poder público municipal e estadual revela um total desinteresse sobre os anseios sociais”, disse Ordacgy.

Para Gustavo Melh, membro do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, o Maracanã está se tornando um símbolo da postura antidemocrática do governo. E a iminente desocupação do seu entorno é diretamente ligada à intenção de privatizar o estádio.

“O que podemos fazer é cobrar a convocação de um plebiscito capaz de promover um debate aberto sobre o que a população realmente quer e espera de todo esse projeto em torno da Copa do Mundo 2014. Só assim poderemos manter o Maracanã como um espaço público, e não o torná-lo privado”, disse Melh.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11191/ESTUDO+MOSTRA+QUE+MUSEU+AO+LADO+DO+MARACANA+NAO+PRECISA+SER+DEMOLIDO.html

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

RJ terá palestra com análise de Londres - 2012


O Brasil abrigará a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Pensando na melhor forma de realizar esses eventos, o Rio de Janeiro abrigará uma palestra sobre os obstáculos e os ganhos de Londres-2012.

O evento está sendo organizado pelo Centro de Estudos em Marketing Esportivo do Coppead e pelo British Council. A palestra contará com a participação de Simon Chadwick, professir de estratégia e marketing esportivo da Coventry Business School, que pela primeira vez virá ao Brasil.

Após a palestra, Simon Chadwick, que também é fundador do Centre for the Internacional Business of Sport (Cibs), moderará uma mesa redonda com a participação de patrocinadores, mídia e representantes das propriedades esportivas.

O evento está marcado para o dia 12 de novembro, das 8h 30 às 12h 30, no Instituto Coppead de Administração- UFRJ. A inscrição custa R$ 250.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/cursoseeventos/27/27461/RJ-tera-palestra-com-analise-de-Londres---2012/index.php

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Dilma ativa Conselho dos Jogos de 2016 e rascunha política antidoping


Presidente comanda primeira reunião da comissão que discute organização e planejamento das Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio

A presidente Dilma Rousseff comandou nesta quarta-feira a primeira reunião do Conselho dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, órgão consultivo formado por representantes do governo e da iniciativa privada. O encontro, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, reuniu autoridades envolvidas na organização das Olimpíadas e Paralimpíadas que serão disputadas no Brasil. A política antidoping dos eventos esportivos foi um dos assuntos discutidos.
Além de Dilma, o encontro foi acompanhado pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman; o diretor-geral do comitê Rio 2016, Leonardo Gryner; o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes; o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
- A reunião foi importante para instalar o conselho, sob a coordenação da presidente Dilma, e demonstrar a integração entre todos os entes envolvidos com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. A comissão aprecia decisões relacionadas com as três esferas de governo e principalmente com o governo federal que precisem ser adotadas para a realização dos Jogos - explicou o ministro Aldo Rebelo.
Após o intensificação do controle antidoping nos Jogos de Londres, o governo brasileiro apoiará a reforma do Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec), pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O Ladetec é o único laboratório do país credenciado pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), e deve ser ampliado e modernizado para atender à demanda durante as competições. As instalações da UFRJ também serão responsáveis pelos exames antidoping dos jogadores que disputarão a Copa do Mundo de 2014.
Para que o sistema antidoping dos Jogos seja eficaz, o conselho vai estruturar a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Por meio de uma medida provisória enviada ao Congresso Nacional, o governo vai definir as funções e nomear os servidores do órgão, criado em dezembro de 2011. A ABCD foi um dos compromissos firmados pelo plano de candidatura do Rio para sediar os Jogos de 2016, e também atende a uma exigência da Wada. Os países que recebem os eventos esportivos precisam ter um órgão específico para o controle de dopagem.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/09/dilma-ativa-conselho-dos-jogos-de-2016-e-rascunha-politica-antidoping.html

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Polícia do Rio treina para segurança da Copa e da Olimpíada


Polícia Civil esteve nesta quinta no Engenhão; até 2015, dois mil agentes passarão pelo curso

A Polícia Civil do Rio de Janeiro promoveu hoje (16), no Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão), o último treinamento da primeira turma de agentes que vão trabalhar na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016.

Até 2015, 2 mil agentes passarão pelo Curso de Capacitação de Operadores em Segurança, entre policiais militares, civis, bombeiros e guardas municipais, inclusive de outros estados. Além de disciplinas sobre segurança, os agentes têm aulas com especialistas brasileiros e estrangeiros sobre diversidade cultural, ciências políticas e turismo. Ao todo, são mais de 30 disciplinas.

De acordo com Jéssica Oliveira, diretora da Academia de Polícia Civil do Rio de Janeiro (Acadepol), todas as diretrizes internacionais para segurança em grandes eventos estão sendo abordadas no curso.“Essa grade nasce de todo um acúmulo de conhecimento que a gente vem produzindo há cerca de dois anos. As orientações internacionais estão sendo consideradas pelos nossos docentes”, destacou.    

Para Moacyr Duarte, instrutor do curso e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o grande desafio é qualificar pessoal para trabalhar na Copa do Mundo e nos Jogos Olímpicos. “A organização que garante a segurança do evento é que nos faz primários. Pelo nosso potencial e pela riqueza natural, deveríamos ser os melhores. Mas isso só se faz com recurso humano de boa qualidade.”

O comandante da Polícia de Segurança Pública de Portugal, que participou do treinamento, considerou importante o esforço dos policiais do Rio em garantir segurança para os turistas. “Fico feliz porque sou turista e posso trazer minha família para o Rio de Janeiro, pois tenho certeza que as polícias estão unificadas em um sentido comum”, disse.

O curso começou em julho deste ano. A formatura da primeira turma está prevista para amanhã (17) na sede da Acadepol. Até o final deste ano, mais duas turmas serão formadas, cada uma com 50 alunos.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10550/POLICIA+DO+RIO+TREINA+PARA+SEGURANCA+DA+COPA+E+DA+OLIMPIADA.html

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Aldo Rebelo admite problemas burocráticos para criação de agência antidoping


Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) foi anunciada no fim de 2011

Por Luiz Ernesto Magalhães

LONDRES — O Ministro do Esportes Aldo Rebelo admitiu na noite desta quinta-feira, em Londres, que tem enfrentado problemas burocráticos para montar da agência de controle de dopagem. O diretor Marco Aurelio Klein já foi escolhido e agora selecionará assessores entre integrantes do ministério. A solução é provisória, enquanto o Congresso não vota a aprovação da estrutura final.
— Temos que conversar com o Congresso, mas a agência já foi criada por decreto da presidente Dilma — afirmou Aldo Rebelo.
A criação da agência foi anunciada em dezembro do ano passado, após três anos de promessas. Chamada de Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), o órgão seria ligado ao Ministério do Esporte. Uma das metas prioritárias seria a construção do novo prédio para o Ladetec-UFRJ, único laboratório brasileiro credenciado pela Agência Mundial Antidoping (WADA) e que ficará responsável pelas análises de amostras durante a Copa-2014 e as Olimpíadas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/aldo-rebelo-admite-problemas-burocraticos-para-criacao-de-agencia-antidoping-5598894#ixzz21ovT06TQ