Páginas

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Senado aprova, e Lei Geral segue para sanção da presidente Dilma


Projeto é aprovado com o mesmo texto da Câmara. Artigo que proibiria bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa de 2014 segue suspenso

Por Fabrício Marques

A Lei Geral da Copa, que define as regras estabelecidas pelo governo para a realização do Mundial de 2014 no Brasil, foi aprovada na noite desta quarta-feira no plenário do Senado Federal. Não houve alterações no mérito do texto aprovado pela Câmara dos Deputados e segue suspenso o artigo do Estatuto do Torcedor que proíbe a permanência nos estádios de "bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência". A Lei vai agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.
Depois de um acordo com as lideranças do governo no Senado, a relatora do projeto na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, Ana Amélia (PP-RS), apresentou em seu voto o mesmo texto que passou pela Câmara, acatando apenas emendas de redação com pequenas correções que não alteram o mérito da matéria.
Ana Amélia, reclamou de pouco tempo para análise do projeto no Senado, mas reconheceu que era necessário aprovar a Lei agora por conta da proximidade da Copa das Confederações.
- É preciso uma deliberação do Congresso Nacional pelo menos um ano antes da Copa das Confederações. Não foi dada a chance ao Senado de apreciar e aperfeiçoar o texto aprovado pela Câmara. O que estamos fazendo é simplesmente homologando uma decisão do Poder Executivo - declarou.
A relatora disse ainda que pretendia manter a validade do Estatuto do Torcedor em seu relatório e proibir o consumo de bebida nos estádios durante a Copa, mas foi convencida a não alterar o texto da Câmara por conta do acordo firmado entre o governo brasileiro e a Fifa em 2007.
- Foi uma escolha complicada entre proibir a bebida com eu desejava ou respeitar um contrato internacional que se fosse quebrado o Brasil ficaria em uma situação de falta de credibilidade - disse a senadora que ressaltou ainda que a liberação para a venda de bebida nos estádios terá que ser negociada pela Fifa diretamente com os estados que possuem leis próprias sobre o assunto e só valerá para o período da Copa.
O mesmo voto da senadora Ana Amélia foi seguido pelos relatores nas outras três comissões por onde a Lei tramitaria: Blairo Maggi (PR-MT), da comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle; Francisco Dornelles (PP-RJ), da comissão de Assuntos Econômicos; e Vital do Rêgo (PMDB-PB), da comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Debate acirrado
Após os votos dos relatores, diversas emendas de plenário foram apresentadas para votação separada. Foram sugeridas mudanças como a destinação de um percentual de ingressos gratuitos para estudantes, reserva de ingressos para portadores de deficiência e o fim da premiação para ex-campeões das Copas de 1958, 62 e 70.
Também foram apresentadas emendas sobre o tema mais polêmico da Lei - o consumo de bebida alcoólica nos estádios durante a Copa. Vários senadores se pronunciaram na tribuna do plenário favoráveis à proibição do consumo. Foram cerca de 3 horas de debate.
Depois de muita discussão, os parlamentares decidiram votar nominalmente em conjunto as principais alterações propostas. O placar ficou em 40 a 20 para a rejeição aos destaques que alterariam o mérito do projeto e o texto foi aprovado integralmente, como o que passou pela Câmara no fim de março.
- Ganhamos a votação. Democracia é assim. A Lei Geral da Copa está aprovada e se encerra a discussão sobre a insegurança jurídica. Agora o Brasil pode apresentar-se para a Fifa com as suas regras resolvidas e todas as condições aprovadas pelo Congresso Nacional - comemorou o líder do governo no Senado e articulador da aprovação, Eduardo Braga (PMDB-AM).
Apesar da ampla maioria ter sido a favor do projeto, alguns senadores lamentaram a aprovação da Lei Geral da Copa.
- Foi um processo totalmente atropelado e o mais lamentável é a inclusão da bebida alcoólica. É a nossa submissão a interesses de uma entidade internacional. Outras nações realizaram Copa do Mundo e não tiveram esse nível de submissão que nós estamos tendo - protestou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Entenda abaixo os principais pontos da Lei Geral da Copa:

Bebidas alcoólicas
O texto aprovado suspende o artigo do Estatuto do Torcedor que proibiria a permanência de bebidas alcoólicas dentro dos estádios. A partir daí, existem duas interpretações. Para o governo, isso automaticamente suspende qualquer legislação estadual que proíba a venda, e implica no cumprimento das garantias dadas à Fifa. Para os líderes, a redação exigirá negociações com estados e com o Ministério Público.

Ingressos
Foi criada uma categoria especial de ingressos. A chamada categoria 4, de entradas a preços populares, prevê que pelo menos 300 mil ingressos na Copa do Mundo e e 50 mil na Copa das Confederações serão vendidos com prioridade a estudantes, idosos e beneficiários do Bolsa-Família. Pelo menos 10% dos ingressos de todos os jogos da seleção brasileira pertencerão a esta categoria.
A previsão - que não está na lei - é de que os ingressos custem cerca de US$ 25. A distribuição será feita a partir de sorteios públicos, acompanhados por um auditor credenciado pelo governo. O projeto suspende as leis estaduais e municipais que prevejam qualquer tipo de desconto - incluindo meias-entradas estudantis - mas mantém o direito previsto no Estatuto do Idoso, com exceção aos ingressos populares.

Direito intelectual
A Lei Geral da Copa prevê um rito especial para o registro de marcas relativas à Fifa e à Copa de 2014 no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), órgão do governo que trata das questões de patentes. A Fifa terá prioridade no registro de marcas e símbolos relacionados ao evento, como os mascotes e os emblemas tanto da entidade como do Mundial. Os prazos para confirmação do registro serão menores do que os praticados atualmente, e a Fifa fica isenta de algumas taxas que seriam cobradas pelo instituto.
Restrição comercial
O texto prevê que a delimitação das áreas de restrição por parte da Fifa no entorno dos espaços da Copa "não prejudicará as atividades dos estabelecimentos regularmente em funcionamento, desde que sem qualquer forma de associação aos Eventos".
Estas zonas terão, no máximo, um raio de dois quilômetros - a definição exata será negociada pela Fifa com os governos estaduais e municipais, mediante ajuda do governo federal.
Captação de imagens, radiodifusão e credenciamento
O projeto prevê total liberdade da Fifa em relação aos direitos de imagem e transmissão dos eventos. Cabe exclusivamente à Fifa, por exemplo, definir o credenciamento da imprensa que acompanhará os jogos. A entidade deverá apenas apresentar um manual com os critérios para o credenciamento com seis meses de antecedência.
Também está prevista uma qualidade mínima para os flagrantes dos jogos que serão fornecidos aos veículos de comunicação que não estejam transmitindo a Copa, mas queiram produzir matérias jornalísticas sobre o assunto.

Sanções civis
A Lei Geral define punições para cambistas e até quem for pego fazendo propaganda nas áreas em torno dos estádios e mesmo nas ruas que dão acesso aos jogos. Fica proibida até a realização de promoções que envolvam o uso de ingressos. A transmissão pública dos jogos não pode envolver a cobrança de ingressos ou ser associada à promoção comercial de algum produto. Quem for pego fazendo qualquer uma destas atividades será obrigado a indenizar a Fifa.

Vistos de entrada
Praticamente qualquer pessoa ligada à Copa do Mundo, inclusive torcedores com ingresso adquirido, tem entrada garantida no país - salvo exceções já previstas hoje em lei brasileira, como pessoas consideradas nocivas "à ordem pública ou aos interesses nacionais". Nessa categoria podem ser enquadrados, por exemplo, os tradicionais hooligans.
Os pedidos de visto serão tratados com prioridade e não terão custo a quem pedi-los. A autorização terá duração máxima até dezembro de 2014. Também será obrigatório que as emissões sejam feitas apenas por meio eletrônico.

Responsabilidade civil
O texto prevê que a União "assumirá os efeitos da responsabilidade civil perante a FIFA (...) por todo e qualquer dano resultante ou que tenha surgido em função de qualquer incidente ou acidente de segurança relacionado aos Eventos, exceto se e na medida em que a FIFA ou a vítima houver concorrido para a ocorrência do dano."
A Advocacia Geral da União (AGU) será responsável por emitir um parecer com as especificações sobre o tema.
Permanência nos estádios
O projeto suspende diversos artigos do Estatuto do Torcedor, e reescreve alguns. É o caso, por exemplo, das condições de permanência nos estádios. Como na lei brasileira, fica proibido o porte de qualquer objeto que possibilite atos de violência, o uso de bandeiras ou símbolos discriminatórios e até "entoar xingamentos ou cânticos discriminatórios, racistas ou xenófobos."
Também ficam proibidos fogos de artifício e a invasão de campo. Foi incluida também a proibição de "instrumentos dotados de raio laser", que geram diversos trantornos em estádios por todo o mundo. Quem não cumprir as regras pode ser expulso do estádio e de outros locais relacionados ao evento.

Novos crimes
Exigência da Fifa, a lei cria novos crimes relacionados à Copa do Mundo, além de endurecer a punição da pirataria. Quem falsificar ou mesmo usar indevidamente qualquer símbolo oficial da Fifa ou do Mundial pode ser condenado a até um ano de prisão, além de multa. A pena é a mesma para quem vender o produto ou armazená-lo.
Também se torna crime o chamado marketing de emboscada. Segundo a lei, ele ocorre quando alguém associa indevidamente uma marca ou símbolo ao evento (marketing de associação) ou mesmo usa o evento para expor uma marca ou símbolo não relacionado à Fifa ou ao Mundial (marketing por intrusão). Episódios de ambos os casos ocorreram, por exemplo, na África do Sul. Os dois crimes podem ser punidos com até um ano de cadeia e multa. Os três crimes criados na Lei Geral só existirão na legislação brasileira até o fim de 2014.

Outros itens
Foi incluída na Lei Geral da Copa a previsão de uma campanha social durante a Copa. O tema será "Por um mundo sem armas, sem drogas, sem violência e sem racismo" e prevê a realização de acordos entre a Fifa e o governo para definir os pontos da campanha - que podem incluir até a troca de armas por ingresso, em uma campanha pelo desarmamento.
Outro item incluído foi a premiação a ex-campeões das Copas de 1958, 62 e 70. Prevista em um projeto lei enviado pelo ex-presidente Lula ao Congresso, a iniciativa foi incorporada à Lei Geral, e prevê um prêmio de R$ 100 mil a todos os jogadores titulares e reservas das seleções daquele ano, ou aos seus descendentes. Entre eles, quem estiver com em situação financeira ruim, terá direito a um auxílio-mensal, que eleve a renda até o teto do benefício em vigor na Previdência Social.
A Câmara também liberou o uso de aeroportos militares por aeronaves civis durante os eventos, o que deve ajudar no controle do tráfego aéreo durante o período. E, por fim, determinou que as férias escolares de 2014 incluam todo o período da Copa, além de manter a previsão do projeto original de que os dias de jogos do Mundial possam ser feriados ou terem ponto facultativo.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2012/05/lei-geral-e-aprovada-no-senado-e-segue-para-sancao-da-presidente-dilma.html

terça-feira, 8 de maio de 2012

Governo admite usar aeroportos militares durante a Copa de 2014


Após reunião na Fifa, Aldo Rebelo diz que todas as possibildiades serão analisadas. Medida serviria para atender o tráfego aéreo durante Mundial

O governo brasileiro admitiu nesta terça-feira que os aeroportos militares podem ser usados em 2014 para auxiliar na Copa do Mundo. O tema foi debatido na sede Fifa, nesta terça-feira, em Zurique, na Suíça, no encontro do ministro do Esporte Aldo Rebelo com Joseph Blatter Jérôme Valcke. Após a reunião, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, admitiu a possibilidade. A medida serviria para atender o tráfego aéreo durante a competição.
- Todas as possibilidade para resolver os desafios necessários para a realização da Copa serão analisadas. O Executivo do governo federal não vai interferir nas questões do Senado. Mas vimos todas as soluções possíveis para a Copa. O uso de aeroportos militares é considerado. Mas o ministro da Defesa (Celdo Amorim) terá que analisar o assunto – disse Aldo.
Mais do que aparar as arestas entre Fifa e Governo Federal, a reunião entre autoridades da entidade máxima do futebol, do Comitê Organizador Local da Copa de 2014 (COL) e o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, nesta terça-feira, em Zurique, Suíça, foi importante para determinar uma participação mais efetiva e direta do poder público na organização do Mundial. A partir de agora, o secretário executivo do Ministério, Luís Fernandes, passa a ser o representante do Palácio do Planalto no grupo responsável por pela organização da competição. Ele terá presença nos fóruns, outra novidade anunciada após a reunião. Os encontros serão realizados no Brasil, de seis em seis semanas, para discutir os temas relativos ao evento.
O primeiro encontro acontecerá na última semana de junho, no Brasil. A cidade, no entanto, ainda não foi definida.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2012/05/governo-admite-usar-aeroportos-militares-durante-copa-de-2014.html

Relatora: texto da Lei Geral da Copa será votado integralmente no Senado


Acordo faz senadora Ana Amélia desistir de modificar o texto aprovado na Câmara. Com isso, venda de bebidas bebidas alcoólicas segue na pauta

Uma das relatoras da Lei Geral da Copa no Senado, Ana Amélia (PP-RS), admitiu que o projeto deve ser votado com o mesmo texto da Câmara dos Deputados, que suspende durante o Mundial do artigo do Estatuto do Torcedor que proibiria a permanência de bebidas alcoólicas dentro dos estádios.
- O projeto integral, como veio da Câmara, vai ser votado. Nós, os relatores, acordamos em fazer isso - disse Ana Amélia.
Na semana passada, a senadora havia anunciado a intenção de modificar em seu relatório o artigo que trata de bebida alcóolica, recomendando a proibição da venda e do consumo nos estádios durante a Copa. No entanto, voltou atrás e reconheceu que foi feito um acordo com o governo para que não seja alterado o texto aprovado na Câmara. Sugestões de emendas dos senadores deverão ser votadas separadamente, como destaque.
- Colocaremos como destaque essas questões, para não ter nenhum problema de discussão, debate ou demora. Estou atendendo um apelo do governo para fazer desta forma - declarou a senadora.
Com a decisão anunciada por Ana Amélia, será mais fácil para o governo vetar no plenário qualquer sugestão de mudança e aprovar a íntegra do texto da Câmara. Se isso ocorrer, a Lei Geral seguirá diretamente para sanção presidencial. A votação do projeto no Senado está prevista para quinta-feira.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2012/05/lei-geral-relatora-admite-liberacao-de-bebida-alcoolica-nos-estadios.html

Oposição reage, e votação da Lei Geral da Copa deve ficar para quinta


Requerimento de urgência é aprovado, mas governo não conseguiu acordo para antecipar votação

Por Fabrício Marques

O Senado aprovou no fim da tarde desta terça-feira o requerimento que concede caráter de urgência à tramitação da Lei Geral da Copa. Com isso, o projeto não terá mais que passar pelas quatro comissões por onde tramitava na casa e será apreciado diretamente no plenário.
No entanto, a votação não deve ser realizada nesta quarta-feira, como desejavam os líderes do governo. A oposição não concordou com a proposta governista e exigiu o cumprimento do regimento interno do Senado, que prevê um prazo de duas sessões deliberativas para votação de projetos em caráter de urgência. Com isso, a Lei Geral da Copa só deve ser incluída na pauta de votações da próxima quinta-feira.
- Até poucos minutos antes do início da sessão plenária de hoje [terça], havia um acordo de pé. Tomei conhecimento no início da plenária de que o acordo teria caído. Mas vamos ver. Talvez possamos recompor o acordo para votarmos amanhã [quarta]. Se não for possível, na quinta-feira nós votamos - disse o líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM).
Se não for votada nesta semana, a Lei Geral da Copa corre o risco de não ser apreciada pelo Senado no primeiro semestre do ano. Isso porque, novas medidas provisórias devem ser encaminhadas pra o plenário na próxima semana, travando a pauta de votações.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2012/05/oposicao-reage-e-votacao-da-lei-geral-da-copa-deve-ficar-para-quinta.html

Reunião decide por entrada de membro do governo no COL


Secretário executivo, Luís Fernandes, representará o Ministério do Esporte no Comitê Organizador. Fóruns com a Fifa serão realizados periodicamente

Por Cahê Nota

Mais do que aparar as arestas entre Fifa e Governo Federal, a reunião entre autoridades da entidade máxima do futebol, do Comitê Organizador Local da Copa de 2014 (COL) e o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, nesta terça-feira, em Zurique, Suíça, foi importante para determinar uma participação mais efetiva e direta do poder público na organização do Mundial. A partir de agora, o secretário executivo do Ministério, Luís Fernandes, passa a ser o representante do Palácio do Planalto no grupo responsável por pela organização da competição. Ele terá presença nos fóruns, outra novidade anunciada após a reunião. Os encontros serão realizados no Brasil, de seis em seis semanas, para discutir os temas relativos ao evento.
Depois das divergências de opiniões e análises sobre a organização do evento, dar espaço ao governo foi a solução encontrada para que soluções surjam com mais rapidez, além de abrir mais um canal de diálogo com a Fifa, além do COL. Secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke admitiu em entrevista coletiva depois do encontro que a não inclusão do poder público no grupo desde o início foi um equivoco:
- Às vezes, cometemos erros em vez de tomar decisões na vida. Antes tarde do que nunca, essa é a reflexão do dia.
De todas as edições anteriores da Copa do Mundo, apenas na última, na África do Sul, esta medida foi necessária.  A medida, segundo Valcke, foi bem-sucedida.
- Não é a primeira vez que isso acontece. Na África do Sul foi assim, por razões óbvias. Logo no início das discussões dos trabalhos, não apareceram apenas um ministro ou um representante do governo. Foram seis ou sete. Durante anos, trabalhamos com inúmeros representantes e com a cooperação do governo – disse Valcke.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, adotou um discurso mais leve e preferiu apontar a decisão de incluir o governo na organização do Mundial como uma conquista, e não como a correção de um erro:
- Tivemos uma cúpula aqui. Não partimos da estaca zero, mas abrimos uma nova etapa da organização. Ouvi o senhor ministro dizendo que temos que olhar para frente, não para trás. Por isso, convido os poderes executivo e legislativo a olharem o futuro de maneira solidária. Todos concordamos que entramos em uma nova etapa. O Brasil hoje é uma nação muito importante no aspecto social e econômico. Tem muitos poderes e responsabilidades. Juntos, podemos finalmente apresentar uma Copa de muito êxito.
Ausente no início do processo de organização do Mundial, Aldo Rebelo fez coro com Blatter e preferiu projetar um futuro menos turbulento:
- Estou há um tempo relativamente pequeno à frente dessa responsabilidade e não posso fazer uma avaliação sob o risco de cometer injustiças. Como diz a Bíblia: “Não vou olhar para trás para não correr risco de virar estátua de sal”. Prefiro olhar para frente, para as decisões que foram tomadas. É um processo de construção. Se houve lacunas, foram preenchidas. Se houve desvio de rotas, foi corrigido. O importante é olhar para frente.
Escolhido para desempenhar a nova função, Luís Fernandes fez uma analogia com o futebol para explicar o saldo da reunião desta terça-feira:
- O principal salto dessa reunião foi elevar a outro patamar a integração da Fifa com o COL. Passo a integrar o COL e poderemos promover uma união maior para garantirmos a boa realização da Copa. Usando termos do futebol, é como se até aqui operássemos em uma mesma direção, mas com jogadores de times diferentes. Agora, temos uma seleção integrada: governo, CBF, COL e Fifa. Entramos em uma fase decisiva.
O primeiro fórum que reunirá a nova configuração da organização do Mundial acontecerá na última semana de junho no Brasil, ainda sem local definido. Depois, os encontros se sucederão a cada seis semanas. A reunião marcará ainda a primeira visita de Jérôme Valcke ao país depois de toda polêmica deflagrada pela declaração que de o país merecia um “chute no traseiro” pelo atraso das obras para Copa.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2012/05/reuniao-sela-maior-participacao-do-governo-na-organizacao-da-copa.html

domingo, 6 de maio de 2012

Seminário de voluntários reúne as 12 Sedes em Manaus


Manaus sediou nesta sexta-feira (4/5) o 1º Seminário de Voluntários da Copa do Mundo da FIFA Brasil2014. O encontro ocorreu na sede do Governo do Estado do Amazonas e reuniu representantes das 12 Sedes da competição.
O seminário serviu para alinhar alguns pontos entre as sedes e o Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. O programa de voluntários deve ser lançado ainda neste primeiro semestre e as informações serão disponibilizadas no site FIFA.com.
De acordo com Rodrigo Hermida, gerente de voluntários do COL, este programa servirá para ampliar a cultura do voluntariado no Brasil.
“É a oportunidade de participar de algo positivo para o seu país, de fazer acontecer. Queremos voluntários que tenham disposição para ajudar a realizar uma competição de alto nível. Esta cultura do voluntariado vai crescer após as pessoas participarem de um evento como este”, projeta Hermida.
Após o COL realizar uma breve apresentação sobre as ações do Programa de Voluntários da Copa do Mundo da FIFA, foi a vez de as equipes das sedes apresentarem suas propostas para ajudar a desenvolver este processo. A ideia é uniformizar as iniciativas, de maneira que todos possam contribuir.
O Programa de Voluntários da Copa do Mundo da FIFA deve receber cerca de 80 mil inscrições. Na Copa das Confederações da FIFA, serão utilizados cerca de 8 mil voluntários. Este número aumenta para 18 mil na Copa do Mundo da FIFA. Os processos de seleção e treinamento serão detalhados na ocasião do lançamento do programa.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Olimpíadas não darão fôlego à economia britânica, diz Moody's


Para agência de risco, o impulso se dará no curto prazo. Governo tinha esperanças de que jogos ajudariam a revitalizar a economoia

Sediar as Olimpíadas deste ano dará à economia da Grã-Bretanha e às suas empresas somente um impulso no curto prazo, e o setor de construção já sente a maioria dos benefícios, disse nesta terça-feira a agência de classificação de crédito Moody's.

A Grã-Bretanha, que voltou à recessão no início de 2012, gastou 9 bilhões de libras (14,6 bilhões dólares) na construção da infraestrutura olímpica, principalmente no leste de Londres, e o governo tinha esperanças de que os Jogos ajudariam a revitalizar a economia.

A Moody's descreve as Olimpíadas como uma "oportunidade enorme de marketing para empresas", mas repetiu a visão de muitos economistas de que o efeito olímpico pode ser efêmero. "No geral, achamos que as Olimpíadas não são suficientes para dar um impulso substancial para a economia do Reino Unido, e acreditamos que o impacto do desenvolvimento da infraestrutura no PIB provavelmente já foi sentido", disse Richard Morawetz, analista sênior de crédito da Moody's Corporate Finance.

"Esperamos que o impacto das Olimpíadas no turismo vai ser positivo, mas será menor do que o número de visitantes sugeriria", acrescentou. Os Jogos Olímpicos muitas vezes atraem os fãs de esportes com despesas de viagens maiores que turistas de negócios e pessoas que decidem ficar além do período dos Jogos.

Londres vai sediar os Jogos Olímpicos entre de 27 julho e 12 agosto, tornando-se a primeira cidade a sediar o evento por três vezes. Suas últimas Olimpíadas foram em 1948, logo após a Segunda Guerra Mundial.

A Moody's espera que os patrocinadores que financiam as Olimpíadas são as que mais se beneficiarão. No entanto, não acredita que será suficiente para ter um efeito positivo sobre os as suas classificações.

(com agência Reuters)

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/olimpiadas-nao-darao-folego-a-economia-britanica-diz-moody-s

Flamengo tem aumento de 13% em dívida, e clube já deve mais de R$ 434 milhões

Por Pedro Ivo Almeida

Os R$ 4,8 milhões que o Flamengo precisa pagar a Ronaldinho Gaúcho para acertar as contas com o jogador passam despercebidos nas imensas contas a pagar acumuladas pelo clube. No balanço patrimonial divulgado na última segunda-feira, o rubro-negro acumula mais de R$ 434 milhões em dívidas, o que representa um aumento de aproximadamente 13,7% em relação ao último ano.


No balanço apresentado em 2011, o clube devia pouco mais de R$ 382 milhões. Incomodado com o aumento alarmante dos números, Leonardo Ribeiro, presidente do Conselho Fiscal do clube, não tem dúvidas na hora de apontar os principais culpados pelo crescimento da dívida.
"Está cada vez mais claro que a diretoria administrativa precisa olhar com mais carinho para o marketing do clube. É mais um ano que passa, e mais um período que não conseguimos aumentar as receitas. Temos produtos excelentes dentro do Flamengo e ninguém potencializa isso. Não transformam em lucro. Tem coisa errada nesse trabalho de captação", afirmou o dirigente, aumentando a lista de culpados pelo crescente passivo rubro-negro.
"Além disso, não estamos conseguindo ter um retorno imediato com a venda de atletas formados nas categorias de base do clube. Precisamos rever muitas coisas. É claro que a dívida não some de um dia para o outro, mas temos que trabalhar para diminuí-las", analisou o presidente do Conselho Fiscal.
Entre números que parecem não ter fim, o clube também apresentou dados para comemorar. Com uma auditoria independente fiscalizando as contas do documento, o Flamengo apresentou um valor próximo a R$ 1 bilhão na reavaliação de bens patrimoniais, como a sede da Gávea, o prédio no Morro da Viúva, que será reformado em parceria com Eike Batista, e o Centro de Treinamento Ninho do Urubu. 

Ambev vence Heineken no futebol


Brahma substitui Kaiser como patrocinadora do grupo formado pelos quatro grandes clubes de São Paulo

Por: Renato Pezzotti



A Ambev venceu o cabo de guerra com a Heineken e será a nova patrocinadora do G4, grupo formado pelos grandes clubes de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo). A marca Brahma vai substituir a Kaiser, que possuía contrato com as equipes desde dezembro de 2009 e que seria válido até 2014. O distrato já foi assinado pelos clubes com a cervejaria holandesa e o novo acordo poderá ser anunciado ainda esta semana, na capital paulista. 
A Ambev, assim, consegue sua maior vitória ao entrar de vez no mercado paulista, onde já tem acordo com Guarani, Portuguesa e Ponte Preta. Nos outros estados, já alcança 25 times: ABC (Natal), América (RJ), América (Natal), América (MG), Atlético Mineiro, Avaí, Bahia, Botafogo (RJ), Botafogo (PB), Caxias (RS), Ceará, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Grêmio, Ipatinga (MG), Juventude (RS), Náutico, Sport (PE), Vasco, Vitória e Internacional (RS). 
As primeiras ações, realizadas desde o ano passado, envolveram benfeitorias nas sedes dos clubes. O departamento de esportes da multinacional é comandado por Marcel Marcondes. No começo deste mês, a 9ine faturou a conta de estratégia de comunicação do futebol de Brahma, quando passou a ser a responsável por todos os contratos da cervejaria nessa seara. 


domingo, 29 de abril de 2012

Challengers no Brasil e ATPs europeus evidenciam momento alarmante do tênis nacional

A situação é alarmante para o tênis brasileiro. Já estamos praticamente em maio, no meio da temporada de saibro da Europa, já tivemos alguns Challengers no Brasil, um ATP e o único tenista que continua nos top 100, entre os top 50 é Thomaz Bellucci. Não vejo os outros jogadores arriscando, jogando os qualifyings dos ATPs europeus ou Challengers maiores mundo afora. E para piorar, poucos são os brasileiros se dando bem nos Challengers em casa e eles não são novatos.   

Estive durante a semana no IS Open, no Clube Paineiras do Morumby, quando comecei a fazer esta análise e pensar nos resultados dos últimos torneios Challengers no Brasil.
Os poucos brasileiros que estão conseguindo avançar nas chaves são os mais experientes, com mais de 25 anos e em sua maioria beirando os 30 anos ou até com mais do que as três décadas de existência.
Thiago Alves, com 29 anos, foi o único brasileiro a ganhar um torneio Challenger neste ano e ganhou dois: São Paulo e Guadalajara.
Ricardo Hocevar, aos 26 anos, jogou bem na semana passada em Santos, passando o qualifying e chegando à final.
Júlio Silva, aos 32, joga neste fim-de-semana a final do IS Open, em São Paulo.
Rogério Dutra Silva, 28 anos, fez algumas quartas-de-final de Challenger e foi às oitavas no ATP de Viña del Mar.
O único novato entre os top 10 é Guilherme Clezar, com 19 anos de idade.
João Souza, o nosso número dois, com 23 anos, até que está tentando, jogando os qualifyings dos Masters 1000 e ATPs, mesclando com alguns Challengers, mas não está avançando. O melhor resultado por enquanto foi as quartas-de-final no ATP chileno.
O mais alarmante, no entanto, é o fato de ver neste fim-de-semana de três ATPs 250 na Europa, teoricamente os mais fracos, não encontrar nenhum brasileiro jogando os qualifyings e somente João Souza na chave do ATP de Belgrado (Bellucci está lesionado).
Muitos dos tenistas que jogaram os Challengers do Brasil e da América do Sul nas últimas semanas, especialmente os argentinos, já foram para a Europa. E a julgar pela quantidade de portugueses e sérvios nas chaves dos qualifyings em Estoril e Belgrado, entrar ou não na chave não seria um problema.
Além disso, e os mais novos? Ainda não conseguiram dar o salto e continuam jogando torneios Futures?

Fico tentando encontrar uma explicação. Será comodismo de ficar no Brasil e jogar mais um Challenger na outra semana e chegar na Europa para jogar o qualifying de Roland Garros sem ter enfrentado os tenistas mais bem ranqueados e que estão jogando no velho continente? Será falta de ambição, de coragem de arriscar?
Imagino que questões financeiras não sejam mais os maiores problemas, pelo menos para bancar as viagens já que a CBT arca com este custo.

Os colombianos a quem derrotamos na Copa Davis há poucas semanas estão todos na Europa.
Apenas os duplistas – André Sá, Marcelo Melo, Bruno Soares (e Feijão), estão por lá.
É triste, mas são fatos e é a nossa realidade não muito empolgante, principalmente se estivermos pensando no futuro. Parabéns aos mais experientes Alves e Silva e ao Hocevar que conseguiram bons resultados, mas precisamos de mais.
Fonte: http://gabanyis.com/?p=3067

Opinião: Essa é a realidade do esporte brasileiro. Passamos pelo momento Guga e não conseguimos desenvolver sustentavelmente esporte. Precisamos de uma política em todos os setores do esporte visando a coibição do uso político por parte dos pseudos gestores.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Ciclo de Palestras GESPORTE


Seminário Turismo na copa 2014 e nos Jogos Olímpicos 2016


IRB RATIFICA BRASIL COMO PAÍS PARA INVESTIMENTO ESTRATÉGICO E CRESCIMENTO DO RUGBY EM REUNIÃO NO COB


Site da entidade máxima do rugby mundial ganha versão na língua portuguesa.


Nesta quinta-feira (26), representantes do IRB (International Rugby Board, entidade máxima do rugby mundial) visitaram a sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na companhia do Presidente da CBRu, Sami Arap, e ratificaram a importância do País nos planos de expansão da modalidade. Morgan Buckley, gerente geral de desenvolvimento, e Santiago Ramallo, coordenador de desenvolvimento na América do Sul, estiveram reunidos com Marcus Vinicius Freire, superintendente do COB, para discutir questões chave para o desenvolvimento e o crescimento da modalidade no País.

O principal ponto do encontro foram as diversas oportunidades disponíveis para o rugby, principalmente com a realização da Olimpíada do Rio de Janeiro/2016, que marca a volta ao programa olímpico.
“Acreditamos que o Brasil pode aproveitar muito bem nosso novo projeto ‘Get into Rugby’, de investimento e crescimento da modalidade ao redor do mundo. Existe uma boa estrutura montada e pessoas capazes de executar o programa. O País tem um grande potencial de crescimento e o rugby tem obtido uma boa exposição na mídia nacional”, analisa Morgan Burkley.

O Rugby Ready foi desenvolvido pelo IRB, com a participação ativa do Brasil, na cidade de Lensbury, Inglaterra, em dezembro de 2010. O programa oferece a atletas, técnicos, árbitros e demais envolvidos com o esporte uma plataforma de ensino básico, abrangendo várias áreas do jogo, preparando todos para a prática de um rugby seguro.
Hoje, o Brasil é o quinto País do mundo em quantidade de certificados Rugby Ready.

RUGBY READY AGORA TAMBÉM EM PORTUGUÊS DO BRASIL.


Programa oficial da International Rugby Board foi traduzido e já está no ar.


A tradução do principal site de desenvolvimento do esporte para o português do Brasil  reforça a importância do nosso país neste novo cenário do rugby mundial.

O novo programa Rugby Ready foi desenvolvido pela Internacional Rugby Board, com a participação ativa do Brasil em Lensbury em dezembro de 2010, para oferecer a todos os atletas, técnicos, árbitros e demais envolvidos com o esporte, uma plataforma de ensino básico, abrangendo várias áreas do jogo, visando a preparar todos para a prática de um rugby seguro.

O site oficial www.irbrugbyready.com acaba de lançar mundialmente sua versão em português do Brasil.

A CBRu convida todas as federações, os clubes, os jogadores, os técnicos, os árbitros e demais simpatizantes do jogo a visitarem a página e fazerem o teste on-line do Rugby Ready. Hoje, o Brasil é o quinto país do mundo em número de certificados Rugby Ready. Sejamos os primeiros! Divulgue e apoie essa ideia.

MP move ação civil pública requerendo anulação do concurso Porto Olímpico


Primeiro e segundo colocados são do conselho deliberativo do IAB, que ajudou a organizá-lo

RIO - Após constatar irregularidades, a 7ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo da Capital/Defesa da Cidadania, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), ajuizou ação civil pública requerendo que o município do Rio, o Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) e dois integrantes de seu conselho deliberativo anulem o concurso Porto Olímpico. O concurso, lançado em novembro de 2010, tinha como objetivo escolher a melhor proposta arquitetônica para o projeto de revitalização da Região Portuária do Rio para as Olimpíadas de 2016.
Na ação, o promotor de Justiça Rogério Pacheco Alves requereu liminarmente que a Justiça impeça a contratação dos vencedores e que condene os dois primeiros colocados - respectivamente, João Pedro Backheuser e Flávio Oliveira Ferreira - a restituírem os prêmios recebidos. Os vencedores são integrantes do conselho deliberativo do IAB-RJ, responsável, em conjunto com o IPP, pela realização do concurso. A ação é resultado do inquérito instaurado ano passado, depois de a ouvidoria do MP receber inúmeras reclamações sobre o concurso.
A participação dos dois conselheiros ofende a Lei 8.666/93, de licitações e contratos, que veda a participação de dirigente em concorrência sob a responsabilidade da empresa da qual faz parte.
“Assim, a escolha dos projetos de dois influentes e atuantes conselheiros do IAB-RJ no Concurso Porto Olímpico, organizado e realizado pela entidade, afronta os Princípios Constitucionais da Moralidade e da Impessoalidade da Administração Pública”, ressalta o texto da ação.
Ainda de acordo com a ação, o edital estipulava premiações entre R$ 20 mil e R$ 80 mil para os quatro melhores projetos, escolhidos por comissão julgadora composta por quatro jurados indicados pelo município e cinco indicados pelo IAB-RJ. O edital vedava a participação de integrantes do Conselho Administrativo do IAB, mas não mencionava a participação de integrantes do Conselho Deliberativo.
Segundo o promotor, a partir da análise das atas das reuniões do conselho deliberativo – que tem ainda dois conselheiros participando do concurso: a coordenadora e um jurado –, ficou comprovado que o Porto Olímpico foi inúmeras vezes tema de deliberação, o que permitiu o conhecimento antecipado de informações pelo posterior vencedor.
“É relevante perceber que o quadro possibilitou uma situação bastante inusitada, consistente na participação, num mesmo colegiado (conselho deliberativo), de conselheiros que concorreram ao certame, João Pedro e Flávio, juntamente com a conselheira que coordenou o concurso, Norma Taulois, e um conselheiro indicado pelo IAB-RJ para atuar como jurado, conselheiro Alder Catunda Timbo Muniz”, afirmou Rogério Pacheco, segundo nota divulgada nesta sexta-feira pelo MP.
Saiba mais sobre o concurso
O resultado do concurso foi divulgado em junho de 2011. Entre os 83 concorrentes, o vencedor foi o arquiteto João Pedro Backheuser, que faria a execução mínima de 40% de todo o projeto, que inclui a construção da Vila de Mídia e da Vila de Árbitros, ambos com 11 mil quartos, um centro de convenções de médio porte, com 50 mil m², o espaço para equipamentos olímpicos temporários (como centro de mídia não credenciada, centro principal de operações, centro de distribuição de uniformes, centro principal de distribuição e centro de credenciamento), além de um hotel 5 estrelas integrado ao centro de convenção.
As instalações serão construídas em terrenos da União, a serem comprados pelo município numa área total de 850 mil m².


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mp-move-acao-civil-publica-requerendo-anulacao-do-concurso-porto-olimpico-4757886#ixzz1tHhsPIqB 

domingo, 22 de abril de 2012

Grael prega divulgação de lei de incentivo entre empresários


O Grupo de Líderes Empresariais (Lide), que reúne 46% do PIB privado nacional, promoveu evento em São Paulo para discutir políticas ligadas ao esporte. Lars Grael, medalhista olímpico na vela, espera ver a lei de incentivo ao esporte popularizada entre os empresários brasileiros.
'Nosso objetivo não é concorrer com a cultura, que recebe 4% de incentivo, mas sim conquistar o mesmo tratamento. Essa lei, ainda é pouco conhecida pelas empresas brasileiras, permitirá a parceria entre os setores púbico e privado, com as empresas investindo nos vários setores do esporte, e o governo incentivando esses investimentos', explicou Grael, que participou do evento.
De acordo com ele, o Brasil está defasado em relação à posição econômica e do esporte. Portanto, investimentos são fundamentais. 'Precisamos olhar não apenas para o esporte de alto rendimento, mas também para os atletas de base, ponto que eu acho que existe um descuido maior das políticas públicas', analisou.
Ricardo Cappelli, diretor do Programa de Lei de Incentivos Fiscais do Ministério do Esporte, reconhece que a legislação precisa ser mais bem divulgada entre os empresários. Ao falar sobre o assunto, ele citou a Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no Brasil.
'Um dos objetivos de sediarmos a Copa do Mundo no Brasil é fazer com que este evento seja um início positivo para o País e que possamos colocar a matriz do desenvolvimento esportivo em outro patamar', salientou. Para Cappelli, a lei de Incentivo ao esporte deixa um grande legado.
'Mesmo que o Congresso não prorrogue a lei em 2015, as empresas continuarão investindo nessa área. Esse é o grande benefício que a lei deixa, trazendo setores empresariais que nunca tiveram um relacionamento próximo com o esporte, e que hoje investem e associam sua marca', apontou.
Segundo Cappelli, de setembro de 2007 ao final de 2011, cerca de R$ 218 milhões foram investidos em mais de 1,5 mil projetos, como, por exemplo, formação e apoio a atletas, promoção de competições, inclusão social por meio da prática de esportes e construção de quadras, piscinas e pistas de atletismo.
'Entendemos a importância dessa década esportiva que temos pela frente', afirmou Paulo Nigro, presidente do Lide Esporte. Segundo o executivo, em um ano a empresa já apoiou quatro projetos e, em maio, parte para o quinto, utilizando 100% dos recursos da lei de incentivo ao esporte.
O Lide Esporte, de acordo com João Doria Jr., presidente do Grupo Lide, se coloca como viabilizador e potencializador da causa. 'Não somos um instrumento que substitui as instituições. Pelo contrário, somos apoiadores e defensores do uso correto da lei de incentivo ao esporte', concluiu.

Brunoro Sport Business e Top Brands promovem Fórum ABA Esportes & Branding

Evento será realizado no dia 24 de abril, em São Paulo


A Brunoro Sport Business e a TopBrands promovem, em parceria com a ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), no dia 24 de abril, no Centro Britânico Brasileiro, em São Paulo, o Fórum ABA Esportes & Branding. O evento, que tem como objetivo ajudar as marcas a estruturarem seus investimentos no esporte, reunirá executivos e especialistas da área para discutir o mercado de marketing esportivo e branding no esporte.
O fórum marca, ainda, o anúncio da parceria entre Brunoro Sport Business e TopBrands e a apresentação do projeto inicial entre as duas empresas para a marca da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). O evento tem patrocínio máster de ESPN e Nielsen e patrocínio depropmark, Alpha FM, Elemidia, Valor Econômico e Editora Três.

A corrida alternativa das marcas no patrocínio esportivo


Empresas que não conseguiram cotas de patrocínio oficial da Copa de 2014 ou da Olimpíada do Rio inovam em estratégias para associar suas marcas aos grandes eventos esportivos

Por Daniel Barros e Alexandre Rodrigues


São Paulo - A partir do dia 13 de agosto, poucas horas depois de a pira do estádio olímpico de Londres se apagar, as atenções do mundo esportivo estarão todas voltadas para o Brasil.
A Copa do Mundo de futebol em 2014 e a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro são os próximos dois grandes eventos esportivos da agenda mundial, foco do interesse de atletas, técnicos e confederações e, sobretudo, de uma audiência com escala e amplitude incomparáveis.
Somadas, Copa e Olimpíada atraem cerca de 8,5 bilhões de espectadores em todos os cantos do mundo, uma conta que considera a audiência acumulada das inúmeras competições (ou seja, uma mesma pessoa pode “contar” mais de uma vez). No total, cidadãos de 205 países — com idades, perfis de renda, comportamentos e gostos variados — acompanharão os eventos.
O esporte é uma das poucas coisas no mundo do entretenimento capaz de atrair tanta gente ao mesmo tempo. E, por isso mesmo, é hoje uma das vitrines mais desejadas por empresas e marcas.
No caso dos Jogos Olímpicos, os patrocinadores oficiais mundiais, anunciados pelos comitês organizadores até dois anos antes do evento, pagarão até 320 milhões de dólares por uma cota que lhes dá direito a estampar suas marcas em ginásios, estádios, piscinas e quadras, além da preferência em comprar as cotas de transmissão das emissoras de televisão.
Até agora, há espaço para apenas 15 desses patrocinadores. É como se fosse o oceano vermelho do mar­keting esportivo: é preciso um poder de fogo enorme para estar nele. O oceano azul, com oportunidades para peixes menores, fica nas bordas desses eventos.
“Há muitas oportunidades para quem não é patroci­nador oficial, mas é preciso ser ágil na definição de estratégias e de parceiros”, diz Eduar­do Corch, diretor no Brasil da Havas Sport & Entertainment, uma das maiores agências de marketing esportivo do mundo. “Com o passar do tempo, as melhores opções somem e o que sobra fica caro.”
O vínculo com atletas costuma ser a alternativa preferida das empresas. O nadador brasileiro César Cielo, campeão dos 50 metros na Olimpíada de Pequim, tem hoje seis patrocinadores.
“A natação é um dos esportes que mais crescem no Brasil”, diz Gabriela Garcia, diretora de planejamento da Hypermarcas, empresa do setor de produtos de cuidados pessoais e medicamentos genéricos e um dos patrocinadores do atleta. “E Cielo é jovem, tem personalidade e luta por seus objetivos, características que queremos associar às nossas marcas.”
Com seu histórico de títulos e de comportamento, Cielo é um investimento de risco reduzido — e isso, claro, tem seu custo. Os valores de patrocínio normalmente não são revelados, mas é evidente que associar hoje uma marca ao nome Cielo vale muito mais do que valia há quatro anos, quando a companhia coreana de produtos eletrônicos Samsung tornou-se a única patrocinadora do então desconhecido nadador.
Por regulamento, a marca Samsung não apareceu durante as transmissões da prova que deu uma inédita medalha de ouro olímpica na natação ao Brasil. Mas, no dia seguinte à conquista, a empresa fez questão de divulgar sua ligação com o novo herói esportivo brasileiro por meio de anúncios na mídia. 
Marcas de respeito
Outro caminho possível é o patrocínio a equipes e confederações. A Sadia, marca da BRFoods, maior empresa brasileira de alimentos, investe nas confederações de natação, judô e ginástica olímpica desde que o Rio de Janeiro foi anunciado como sede dos próximos Jogos (os valores não foram revelados).
Foi a forma encontrada para enfrentar nesse campo sua maior concorrente, a Seara, uma das principais patrocinadoras da seleção brasileira de futebol e apoiadora oficial da Copa do Mundo de 2014 — estima-se que o investimento total da empresa seja de 50 milhões de dólares.
“A marca Sadia já é muito conhecida”, diz Eduardo Bernstein, diretor de marketing da BRFoods. “Mas os jogos eram nossa oportunidade de relacioná-la com qualidade de vida e hábitos saudáveis.”
Quanto mais popular o esporte, maior a exposição e maiores os valores de patrocínio envolvidos. Patrocinar modalidades como judô e natação pode fazer sentido para uma companhia de produtos de consumo de massa, como a BRFoods, mas parece fora de cogitação — pelo custo e pela estratégia — para empresas menores e mais segmentadas.
Para elas, há esportes como o rúgbi, uma unanimidade na Nova Zelândia e quase uma curiosidade no Brasil. Nos Jogos do Rio de Janeiro, o rúgbi fará sua estreia como modalidade olímpica, o que atraiu a empresa de material esportivo Topper e a montadora chinesa JAC Motors.
Ambas têm verba de marketing muito pequena se comparadas a concorrentes como Nike, Adidas, Volkswagen e General Motors, mas esperam associar o crescimento do esporte ao apoio que deram às seleções masculina e feminina. A JAC vai investir 320 000 reais por ano na confederação de rúgbi, uma fração dos 15 milhões de dólares que a Volkswagen aporta anualmente na Confederação Brasileira de Futebol.
Mas, graças a esse investimento, pode faturar com a exposição conquistada com um inédito nono lugar obtido pela equipe feminina do Brasil no campeonato mundial e com as transmissões feitas pelo canal especializado SporTV.
“Em um ambiente com tantas marcas, é preciso contar uma história única para ter relevância”, diz Mauro Corrêa, sócio da consultoria de marketing esportivo Golden Goal. “É o que essas empresas estão fazendo.”
Ações complementares costumam ser tão importantes quanto o patrocínio direto. Como a geração de mídia espontânea para a maioria das modalidades é muito baixa no Brasil, com exceção do futebol, ações em mídias sociais e anúncios em jornais, revistas e TV são fundamentais para que o público saiba que uma empresa está apoiando uma seleção ou um atleta.
A promoção de torneios amistosos e jogos de exibição também ajuda as empresas a aproveitar o clima esportivo que começa a tomar conta do país. A Gillette, marca de artigos masculinos da Procter&Gamble, vai patrocinar a primeira vinda do campeão suíço de tênis Roger Federer ao Brasil.
“É importante reservar uma quantia semelhante à investida no patrocínio para promover essas ações”, afirma Eduardo Muniz, sócio da consultoria Top Brands. 
Como em quase tudo na vida, o patrocínio esportivo tem riscos. Desde os mais simples, como o consumidor associar o patrocinador a um eventual fracasso da equipe, até aos cada vez mais comuns escândalos de corrupção envolvendo competições, passando pelas crises de imagem em que alguns esportistas se envolvem.
O astro do golfe Tiger Woods perdeu quase todos os patrocinadores depois que suas traições conjugais foram reveladas. É o tipo de pecado que qualquer ser humano — ainda que seja um superatleta — pode cometer. Há muitos outros — e convém não associá-los a marcas de respeito. Para elas, o que realmente importa é a imagem de vitória, superação, união e compromisso que o esporte pode transmitir.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Valor de mercado de Ronaldinho Gaúcho caiu 36% em 4 meses

"Aos 32 anos, o jogador não consegue mostrar no Flamengo o futebol que se esperava dele e acumula no clube carioca uma fase de pouco brilho" diz nota da Pluri
Rio de Janeiro - O valor de mercado de Ronaldinho Gaúcho caiu 36% em apenas quatro meses, de 7 milhões de euro em dezembro a 4,5 milhões este mês, segundo os cálculos divulgados nesta quinta-feira pela Pluri, empresa de consultoria especializada em informações do mercado futebolístico.
"Aos 32 anos, o jogador não consegue mostrar no Flamengo o futebol que se esperava dele e acumula no clube carioca uma fase de pouco brilho", segundo uma nota divulgada pela empresa de consultoria para justificar seus cálculos.

De acordo com a Pluri, a atual má fase de Ronaldinho Gaúcho "gera dúvidas a respeito de seu futuro devido a seu elevado custo e à eliminação do Flamengo da Taça Libertadores".

A empresa de consultoria tinha calculado o valor de mercado do atacante em dezembro do ano passado, quando fez um estudo sobre o valor de mercado dos clubes que disputaram a fase de grupos do torneio continental. O novo cálculo foi feito este mês após a eliminação do Fla.

A empresa de consultoria esclareceu que o valor do elenco não foi calculado exclusivamente a partir do valor das contratações ou das multas de rescisão dos contratos, mas por 15 critérios objetivos e subjetivos que levam em conta desde a idade do jogador até a capacidade de retorno em mercado que pode oferecer ao clube.

"Outro fator que pesa na redução de seu valor de mercado é a dificuldade para gerar receita de publicidade a partir da presença do jogador, o que reduziu sensivelmente o interesse de futuros parceiros de fechar novas operações desta natureza", explica a nota.

Segundo a Pluri, outro fator influenciou na queda foram seus "frequentes problemas fora de campo", já que Ronaldinho Gaúcho teve problemas com dirigentes e com o técnico Vanderlei Luxemburgo, que deixou o Flamengo no começo do ano, por faltar alguns treinamentos e por sua presença constante em festas e casas noturnas.

"Após valer 70 milhões de euros (calculados pelo Pluri quando estava em sua melhor fase no Barcelona) em 2007, Ronaldinho Gaúcho está sofrendo uma mudança de sua imagem, passando de astro com talento raro para um festeiro pouco comprometido com os clubes em que atua", declarou a empresa.

"Esta pode não ser a verdade absoluta, mas é a percepção que, neste caso, conta mais", acrescentou.

Segundo a empresa de consultoria, o melhor jogador do mundo em 2004 e 2005 também sofreu uma sensível redução de seu prestígio internacional, o que reduz a possibilidade de poder ser contratado por um algum clube da Europa.

A Pluri também considera pequenas as chances de Ronaldinho desperta o interesse de equipes de algum "mercado alternativo" que esteja buscando chamar a atenção no cenário internacional, como Oriente Médio, China ou Índia.