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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Brunoro anuncia acerto com o Palmeiras para comandar futebol na gestão Paulo Nobre


José Carlos Brunoro, responsável pela gestão da parceria entre Palmeiras e Parmalat que rendeu títulos estaduais, nacionais e continentais nos anos 1990, está de volta ao clube paulista para ser o homem que irá comandar o futebol na gestão do presidente Paulo Nobre.

"Caros, Palestrinos! Voltei para a Sociedade Esportiva Palmeiras. Amanhã será a minha apresentação! Grande abraço, Brunoro", escreveu o novo diretor-executivo palmeirense na noite desta quarta-feira, pouco antes da bola rolar para Oeste x Palmeiras em São José do Rio Preto.

Como adiantou o blogueiro do ESPN.com.br Paulo Vinicius Coelho, Brunoro, num primeiro momento, se dedicará exclusivamente ao departamento de futebol. Mas a tendência é que ele também comande o marketing, o futebol amador e até os esportes olímpicos.

O dirigente será apresentado à imprensa nesta quinta-feira, na Academia de Futebol. O site do Palmeiras divulgou um perfil de Brunoro:

Presidente do Conselho da Brunoro Sport Business, diretor técnico da Confederação Brasileira de Basquete e diretor executivo de futebol do Audax SP e RJ (Grupo Pão de Açúcar), Brunoro começou a carreira esportiva como jogador de vôlei.

Ficou nas quadras por 14 anos e trabalhou os sete seguintes como preparador físico. Estreou como treinador de voleibol em 1978 e foi auxiliar técnico da seleção brasileira masculina nas conquistas da Copa do Mundo no Japão, em 1981, do vice-campeonato mundial de 82, na Argentina, da medalha de prata na Olimpíada de 84, em Los Angeles (EUA) e do título do Pan-Americano de 83, na Venezuela. Como técnico principal, foi campeão Sul-Americano de 1985, na Venezuela.

Dois anos depois, em 1987, Brunoro iniciou o trabalho de dirigente desportivo, enquanto prosseguia com a carreira de treinador. Em 1991, encerrou as atividades como técnico e começou a se dedicar integralmente à função de dirigente.

Já em 1992, foi convidado pela Parmalat para ser diretor de esportes da América Latina. No mesmo ano, a multinacional iniciou seu trabalho junto ao Palmeiras. Brunoro participou ativamente da implementação e consolidação do novo conceito esportivo no clube, desenvolvendo o sistema de co-gestão no patrocínio esportivo.

No ano de 1997, inaugurou a Brunoro Sport Business (BSB) e lançou o livro Futebol 100% profissional, em parceria com Antonio Afif. A BSB atende empresas que têm interesse em investir ou desenvolver estratégias de marketing e negócios no esporte.

Brunoro também ingressou na Fórmula 1, gerenciando a carreira do piloto Pedro Paulo Diniz durante seis temporadas. Em 2003, fez parte de um projeto Social-Esportivo, idealizado com Abilio Diniz e Fernando Solleiro, e tornou-se diretor executivo do Audax SP e RJ. No ano seguinte, começou a atuar como membro do Conselho Nacional do Esporte (CNE) do Ministério do Esporte.

Em 2005, participou da elaboração do novo Código Brasileiro de Justiça Desportiva, como presidente da Comissão de Futebol e Marketing Esportivo. Quatro anos depois, em 2009, tornou-se diretor técnico da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e, em 2011, classificou a equipe de basquete masculino para a Olimpíada após 16 anos.

No mês de agosto de 2012, lançou o curso Master Brunoro em Futebol, que apresenta as mais recentes tendências e metodologias em treinamento de futebol, também aborda conceitos e modelos emergentes em temas relacionados à Gestão, Planejamento, Estratégia, Marketing, Neurociência e Pedagogia.

Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/305481_brunoro-anuncia-acerto-com-o-palmeiras-para-comandar-futebol-na-gestao-paulo-nobre

Palmeiras deve reformular o marketing


Por Erich Beting

Recém-empossado como presidente do Palmeiras, Paulo Nobre inicia nesta quinta-feira a reformulação no modelo de gestão do clube. José Carlos Brunoro será apresentado como diretor executivo, sendo responsável pelo gerenciamento dos departamentos de futebol, esportes olímpicos e também do marketing.

A chegada de Brunoro, que desde 2003 era o principal executivo do Audax, time de futebol do Grupo Pão de Açúcar, deve marcar também uma reformulação no departamento de marketing do clube. Rodrigo Geammal, que no final de outubro assumiu o comando da área, deverá ser desligado.

Por enquanto, Brunoro e Nobre devem fazer a escolha de uma pessoa para ser o principal executivo do departamento, que será supervisionado por um dirigente não remunerado. Paulo Gregoraci, vice-presidente da agência de publicidade WMcCann, será uma espécie de diretor da área, a exemplo do que acontece com Ivan Marquez, diretor de marketing do Corinthians e sócio da agência F/Nazca.

A reformulação do departamento de marketing no Palmeiras, porém, não deve acontecer imediatamente. A prioridade da chegada de Brunoro é reorganizar o departamento de futebol. Na entrevista coletiva concedida após ser eleito presidente, a única resposta de Paulo Nobre sobre o marketing foi a de que pretende usar mais a imagem do ex-goleiro Marcos, que tem contrato com o clube.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/28/28250/Palmeiras-deve-reformular-o-marketing/index.php

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Por identidade, Brunoro fecha parceria com FICA


A Brunoro Sport Business e as consultorias R2 e SPV e GTEC Digital fecharam uma parceria com a Federação Internacional de Capoeira (FICA). O acordo tem como objetivo colocar a capoeira como esporte de identidade cultural no Brasil.

A empresa elaborou um projeto de marketing esportivo que engloba diversas ações, entre elas: o mapeamento das propriedades de marketing da entidade, a elaboração de um modelo de organização para as etapas do circuito internacional, a criação de um modelo de produção de TV e a reformulação do calendário, visando um aumento de visibilidade e patrocinadores.

 “A capoeira representa a alma e as características do nosso país. Mais do que investir em um esporte, estamos trabalhando para promover a cultura e a história de nosso país e de nosso povo ao redor do mundo", comentou Marcelo Doria, presidente da Brunoro Sport Business. 

 “Esta etapa que se inicia para a Capoeira com a parceria que celebramos demonstra nosso total compromisso de projetar mundialmente este esporte de identidade como uma cultura de paz entre os povos. Assim estaremos viabilizando por meio da estrutura desportiva um mecanismo de preservação e difusão do acervo cultural da capoeira em todos os aspectos desta expressão corporal que agrega em seus valores o esporte, o jogo, a dança, a luta, a ginástica, a arte marcial e o teatro, e que democraticamente estão ao alcance de praticantes de todos os sexos, idades e condições sociais", declarou Sérgio Vieira, Presidente da FICA.

A capoeira está inserida no Comitê Olímpico Brasileiro (COB), mas a FICA é veiculada à SportvAccord, que é uma instância organizacional ligada ao Comitê Olímpico Internacional (COI), e à União Mundial de Artes Marciais (Woamau).

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/28/28205/Por-identidade-Brunoro-fecha-parceria-com-FICA/index.php

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

“A Eletrobras tem falhado com a CBB”, diz Brunoro


Por Daniel Zalaf

Parceiros há cerca de uma década, Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e Eletrobras parecem ter seus dias juntos contados. Parecem. Nesta segunda-feira, em entrevista à Máquina do Esporte, José Carlos Brunoro, presidente da Brunoro Sports Marketing, responsável pelos acordos comerciais da CBB, afirmou que o processo de renovação de contrato entre a Confederação e a estatal não tem tido bons resultados até o momento.

“Recebemos uma primeira proposta, respondemos à ela e agora estamos aguardando uma nova proposta da Eletrobras, que traga melhorias em relação ao acordo atual”, disse Brunoro. “A parceria, nos moldes atuais, já não interessa à Confederação”, completou.

O empresário ainda citou diversos problemas da atual parceria que tem dificultado a continuidade do acordo: “A empresa tem sido omissa em diversas questões que exigem o apoio de um patrocinador. Desde o começo, a Eletrobrás não mostrou apoio à nossa liga feminina nacional e nem em outras questões importantes para o basquete brasileiro”.

“O basquete do Brasil está passando por um bom período, voltando ao seu auge, com o crescimento do NBB e a recuperação da seleção masculina, entre outras coisas. Neste momento estamos precisando não apenas de um colaborador, como tem sido a base da parceria com a Eletrobrás, mas sim de um verdadeiro patrocinador. Da forma como vem sendo executada, a parceria com a Eletrobrás tem trazido problemas para o basquete brasileiro”, explicou ainda Brunoro.

O contrato entre CBB e Eletrobras tem validade até o fim deste ano. Mas a parceria com a Confederação não é a única que a estatal pode perder no basquete. A Liga Nacional de Basquete, organizadora do Novo Basquete Brasil, também ainda não renovou seu contrato com a empresa de energia, que tem sido afetada financeiramente pela crise no setor hidrelétrico. O acordo também finaliza no fim de 2012.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27760/%E2%80%9CA-Eletrobras-tem-falhado-com-a-CBB%E2%80%9D-diz-Brunoro/index.php

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cielo e Ronaldo têm marcas mais valiosas, diz estudo


Cesar Cielo saiu dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 apenas com uma medalha de bronze obtida nos 50m livre. Ronaldo parou de jogar em 2010. Ainda assim, não existe nenhum atleta no país com imagem tão valiosa quanto os dois. Essa é a principal conclusão de um estudo da Brunoro Sport Business e da PD Gestão de Imagem e Carreira em parceria com a revista Época Negócios.

A pesquisa Imagem no Esporte foi feita a partir de um questionário na internet. Houve duas mil respostas, e os participantes tinham de indicar os atletas com os quais mais se identificavam em atributos como credibilidade, visibilidade, consciência, ética, desempenho, carisma, formação, apresentação, superação e liderança.

“Essa pesquisa tem como objetivo avaliar o impacto da imagem desses atletas, e também serve como parâmetro para as empresas que possuem interesse em vincular suas marcas a algum atleta”, disse Eduardo Rezende, vice-presidente da Brunoro Sport Business.

O estudo foi dividido em futebol e outras modalidades. Na primeira categoria, Ronaldo foi o líder (21,2% de média entre os atributos pesquisados), seguido por Kaká (20%) e Neymar (19,7%).

“Neymar possui um carisma muito grande, mas só isso não basta para ter uma grande marca. No caso do Ronaldo, o jogador se destacou em quesitos como garra e espírito vencedor”, explicou Patricia Dalpra, especialista em gestão de imagem e carreira da PD.

Entre os atletas de outras modalidades, Cielo teve 26,2% de média entre os atributos. O técnico Bernardinho, com 21,8%, ficou na segunda posição, e o ex-tenista Gustavo Kuerten (15,3%) ficou com o terceiro lugar.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26533/Cielo-e-Ronaldo-tem-marcas-mais-valiosas-diz-estudo/index.php

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Após acesso, Audax-RJ espera alavancar marketing

Por Lucas Turco

O Audax do Rio de Janeiro, antigo Sendas, conquistou o acesso à série A do Campeonato Carioca em 2013, após goleada sobre São João da Barra. Com a classificação o clube espera melhorar o marketing da equipe.
 
“A primeira divisão do Campeonato Carioca representa muito para o nosso clube. Teremos uma visibilidade maior e mais recursos para que possamos investir no clube. Além disso, através da mídia, retribuiremos todo o investimento de nossos patrocinadores”, afirmou José Carlos Brunoro, diretor executivo do Audax-RJ e presidente de conselho da Brunoro Sport Business.
 
O clube possui parcerias com Extra Supermercado, bandeira do Grupo Pão de Açúcar e seu patrocinador máster, Peter Foods, Gatorade, Sundown e Intermedica.
 
O Audax-RJ ainda montará uma estratégia de marketing para 2013.
 
“Ainda estudaremos as estratégias de marketing para que possamos aproveitar da melhor forma o primeiro semestre do ano que vem. Nós conseguimos o acesso muito recentemente (28 de julho) e ainda não tivemos tempo para pensar nisso”, revelou Brunoro.
 
O Audax-RJ é um clube-empresa pertencente ao Grupo Pão de Açúcar, que assumiu a rede de supermercados Sendas.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26210/Apos-acesso-Audax-RJ-espera-alavancar-marketing/index.php

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O que falta ao marketing esportivo brasileiro


JOSÉ CARLOS BRUNORO, PRESIDENTE DO CONSELHO DA AGÊNCIA BRUNORO SPORT BUSINESS, VÊ POTENCIAL DESPERDIÇADO POR CLUBES E EMPRESAS.

De um lado, clubes de futebol com departamentos de marketing demasiadamente concentrados em conseguir patrocínios. De outro, empresas que sabem que precisam investir em esporte de alguma maneira, em função da chegada da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos ao Brasil, mas ainda se restringem a buscar exposição de marca.

Esse é o diagnóstico feito por José Carlos Brunoro, presidente do conselho da agência Brunoro Sport Business (BSB), a respeito do marketing esportivo no país atualmente. “Os clubes ainda estão muito longe do ideal”, analisa. “E é mais difícil vender planejamento estratégico para as empresas, porque a maioria insiste em conseguir só visibilidade, pensando em curto prazo”.

Em entrevista a Época NEGÓCIOS, o executivo, considerado como um dos precursores do marketing esportivo no Brasil, detalhou a situação do mercado e de suas várias faces: entidades, agências, empresas, instituições de ensino e empregos. E, em especial, todos os efeitos que a Copa e a Olimpíada irão causar em cada uma dessas vertentes.

A carreira de Brunoro no esporte começou em 1964, como atleta, e em 1978, como gestor, na posição de técnico da equipe de vôlei da Pirelli. De lá para cá, participou da reconhecida “Era Parmalat” no Palmeiras, quando a companhia montou esquema de co-gestão com os paulistas, trabalhou com o piloto Pedro Paulo Diniz e com o Pão de Açúcar, entre outras experiências.

Os clubes de futebol estão, hoje, mais profissionais? Estão mais bem preparados para aproveitar as oportunidades que a Copa traz?
Os clubes estão começando a vislumbrar coisas melhores, mas ainda estão muito longe do ideal. Principalmente em gestão. Quando ela não é profissional, competente, também não tem um marketing adequado. O marketing no esporte vem junto da gestão bem feita. Por isso que, lá atrás, a Parmalat foi essencial. Era uma empresa com tradição enorme de investir, mas que não acreditava em pagar sem participar da gestão. Ela queria ver como a marca era trabalhada, para onde ia o dinheiro, se o produto estava em dia com as ações de marketing, e ela serviu como exemplo do que pode ser feito. Precisamos nos comprometer melhor na gestão dos clubes.

E em relação ao marketing?
O marketing dos clubes tem basicamente a função de buscar recursos, por meio de patrocínios ou licenciamentos, e poderia ser mais do que isso. Clubes são grandes marcas que poderiam ser trabalhadas para valorizar produtos, ter diversificação, faturar em mais segmentos.

Muitos dirigentes falam em internacionalização da marca do clube, principalmente aqueles que obtiveram mais vitórias em um passado recente, como Santos e Internacional. Os clubes de modo geral estão prontos para ir para o exterior? O mercado brasileiro já foi totalmente dominado?
Eu ouço falarem isso, mas não vejo plano neste sentido. Os clubes brasileiros têm a vocação para ouvir uma coisa e dizer que podem fazer, mas não é bem assim. Às vezes querem fazer, expandir o nome, mas, como tudo, precisam de planejamento, investimento. Essa é uma palavra que os clubes não gostam de ouvir. Quando se fala em investir para ter publicidade, clube não gosta. É preciso planejar quais áreas serão penetradas, em quais mercados, quanto vai precisar investir para isso, montar um calendário, conseguir transmissão de televisões, uma série de coisas.

O Corinthians é um caso recente. O Luis Paulo Rosenberg, agora vice-presidente, falou muito em explorar o mercado chinês por meio da contratação de um jogador de lá. Essa é uma tentativa válida?
Muito, mas é uma situação pontual. Atrás disso, não sei se há algo planejado. Como o Rosenberg é altamente qualificado, ele sabe que isso vai demandar outras coisas. É como uma empresa lançar um produto: o mercado precisa estar preparado.

Em tempos de divulgação de balanços financeiros, como agora, aparecem números que mostram receitas cada vez maiores nos clubes. Mas, ao mesmo tempo, percebe-se que os maiores impulsos vêm de poucas receitas, como negociação de direitos de TV. Os clubes ainda são reféns desse tipo de renda? O que deve ser feito para mudar o cenário?
Sem dúvida, mas não é um fator brasileiro. É mundial. Clubes em todo lugar do mundo são reféns de TV e patrocínios. É lógico que lá fora eles têm bilheteria mais forte, arenas com rendimentos altos, outras atividades, mas essas são fundamentais. Não tem muita fórmula do que fazer. É preciso melhorar a participação de outras receitas, com maior frequência do público no estádio, consumo nas arenas, licenciados, mas TV e patrocínio sempre serão as principais.

Na mesma linha, outros esportes também têm sofrido com poucas fontes de receita. O caso mais recente é o time de vôlei da Cimed, que acabou depois que o laboratório perdeu a parceria da Sky. Há salvação para esportes que não têm uma base tão grande e fanática de torcedores como o futebol? Qual?
Isso está acontecendo, perigosamente, nos esportes amadores, principalmente no vôlei. E acontece por não ter um trabalho de base. Eles ficam reféns só das contratações, porque poucos têm trabalho de base, e aí não conseguem manter a equipe. Se os times de vôlei tivessem categorias de base, caso perdessem patrocinadores, daria para manter um time menos competitivo e buscar caminhos durante o ano. É perigoso montar só o profissional e não ter como sobreviver quando um patrocinador sai.

O Brasil tem pela frente uma maratona de grandes eventos. Copa das Confederações, Copa do Mundo, Copa América, Jogos Olímpicos e, inclusive, os X-Games, que a BSB passa a organizar pelos próximos três anos. O país está pronto para receber tantos eventos?
A partir de 2014, teremos uma estrutura cada vez melhor para receber esses grandes eventos, em função de estarem sendo feitas todas as etapas, todo esse caderno de encargos, que preveem mais segurança, mobilidade urbana, entre tantas necessidades. A partir daí, vamos conseguir receber com mais facilidade.

Acontece que, ao mesmo tempo em que o Brasil recebe tantos eventos, apenas para citar um exemplo, o UFC teve de voltar para Las Vegas depois de não ter conseguido um lugar em São Paulo ou no Rio de Janeiro para fazer o confronto entre Anderson Silva e Chael Sonnen. Não é um mau presságio para um país que terá tantos eventos esportivos?
O problema é que todo mundo acha que só existe vida no eixo Rio-São Paulo. O Paraná não é um Estado que suporta grandes eventos? Minas Gerais? Rio Grande do Sul? Todo mundo acha que só São Paulo e Rio podem suportar, e nós temos estruturas e locais espetaculares em outros eixos. Levar os X-Games para Foz do Iguaçu cumpre exatamente essa ideia.

Enquanto se fala muito sobre profissionalismo nas entidades esportivas, como está o mercado do lado das marcas? As empresas estão prontas para trabalhar com os grandes eventos?
As empresas querem fazer, mas ainda não sei se estão prontas. A visão da empresa, na maioria dos casos, se restringe a visibilidade. Aquelas que querem investir bem, de maneira qualificada, têm de ter investimentos estratégicos. E dá para fazer isso no Brasil, porque estamos em um período, até 2016, em que dá para fazer todas as ações em volta dos eventos. Não é mais um terreno pontual. E ainda assim empresas insistem em conseguir só visibilidade, pensar em curto prazo. É mais difícil vender planejamento estratégico para as empresas. Nesse lado, elas têm planejamentos mais bem feitos em diversos segmentos, mas não no esporte. E a maioria não vai ter como ficar de fora de ações esportivas nos próximos anos, pelo menos entre as grandes.

Novamente traçando um paralelo entre entidades e empresas, os clubes já têm diretores de marketing dedicados, embora muitos sejam ainda voluntários. Algumas empresas, por sua vez, têm gerências voltadas para marketing esportivo. Isso é uma tendência?
Isso já existe em algumas empresas, gente dedicada ao desenvolvimento esportivo. Não há um departamento de marketing esportivo, mas alguém que fala com o mercado, com as agências e com os patrocinados. Muitas já têm, e é uma tendência mesmo. Agora, um departamento só para isso eu não acho que valha a pena. É melhor ter um ou dois responsáveis, apenas.

É consenso no mercado que marketing esportivo não é só estampar marca em camisa, fazer patrocínio e medir retorno de mídia. Quem, hoje, faz melhor uso dessa ferramenta, no sentido de também buscar ativação, entre outras partes que a compõem?
A visibilidade é só uma parte. Marketing esportivo é comunicação 360°, que atinge todos os públicos, interno e externo, que constrói marca, e é preciso aprender a atuar nesse sentido. O Banco do Brasil é um exemplo claro do que deve ser feito, e é legal porque eles são uma estatal. Eles fazem muito bem o trabalho interno, externo, diretamente no evento e fora dele, com o consumidor.

Virou moda falar em marketing esportivo, e então surgiram várias pequenas agências para lidar com assuntos específicos, como gerenciamento de carreiras e captação de patrocínios. Como você vê a chegada dessas agências ao mercado?
É natural que apareçam muitas, porque as pessoas acham que é uma grande oportunidade, mas acho que vão ficar somente as mais preparadas, as mais competitivas, com maior conhecimento de mercado. Também ocorre o fato de agências de fora virem ao Brasil, mas é uma situação perigosa.

Por quê?
Porque elas podem vir só para essas oportunidades pontuais, ficar durante os eventos e ir embora depois. Pode ser até que venham porque têm um cliente global que estará presente. E também porque muitas entram sem conhecer o mercado brasileiro. Aqui temos situações diferentes. Falar de futebol aqui é diferente. E isso gera um outro tipo de situação, que são agências estrangeiras buscando união com empresas nacionais.

Com a Copa a dois anos de ser realizada no Brasil e os Jogos Olímpicos a quatro, fala-se muito em mais oportunidades para trabalhar com marketing esportivo. Esse pressuposto está correto? Os megaeventos estão mesmo gerando empregos a brasileiros nessa área?
Temos, paralelamente, gestão esportiva e marketing. Estamos precisando de gestores esportivos para todas essas atividades. Essas competições trazem empregos principalmente na parte paralela a elas. As empresas que as patrocinam, mesmo, são poucas, então há mais chances de trabalhar no entorno, e isso tem acontecido.

Quais são essas áreas paralelas?
Dá para trabalhar em confederações, entidades, fazer exploração específica de atletas, montar eventos que tenham como pano de fundo essas competições, projetos educacionais voltados para legado esportivo, gestão de arenas – e não só as que recebem a Copa, mas as de outras cidades, que querem ser sub-sedes e fazem arenas menores. Aí já há uma gama maior de empregos.

As instituições de ensino estão preparando profissionais de modo adequado para trabalhar com marketing esportivo no Brasil? Se não, onde estão as deficiências?
Todas estão abrindo MBAs, coisas voltadas para esse mercado, mas adequadamente são poucas. Fico assustado com aquelas que abrem só pelo comércio, com mensalidades baixíssimas e professores pagos de forma ridícula. Mas já vimos iniciativas grandes em capacitação, e há casos legais, como o do Sebrae, que têm preparado cursos para a rede hoteleira, para taxistas, uma série de empregos na base que são necessários.

Por fim, sobre o período que irá suceder os grandes eventos, inclusive, existe o temor no mercado de que as oportunidades irão sumir depois que a Copa e os Jogos acontecerem. Você tem a mesma visão? O que será do marketing esportivo no período pós-2016?
É uma incógnita. Se as empresas forem inteligentes e tiverem planejamento estratégico, esperamos que o esporte esteja consolidado como prática, que haja um legado. Eu espero que seja um grande mercado a partir de 2016. É uma incógnita, mas estou otimista que isso não ocorra.

Fonte: http://observatorio.esportes.mg.gov.br/gestao-esportiva/2012/07/o-que-falta-ao-marketing-esportivo-brasileiro

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Visao/noticia/2012/05/o-que-falta-ao-marketing-esportivo-brasileiro.html

terça-feira, 26 de junho de 2012

Brunoro Sport Business apresenta projeto dos X Games em Brasília


A Brunoro Sport Business, empresa responsável pela organização dos X Games em Foz Iguaçu em 2013, 2014 e 2015, se reunirá nesta quarta-feira 27, as 8h30, em Brasília, com autoridades políticas para um café da manhã no restaurante dos Senadores. Marcelo Doria, presidente da BSB se reunirá com deputados e senadores do Paraná, secretários estaduais e municipais, o prefeito de Foz do Iguaçu bem como representantes do Ministério do Esporte para apresentar o projeto desenvolvido pela BSB para os X Games.

“Os X Games é um evento transmitido para mais 382 milhões de lares em 175 países. Nos próximos três anos estaremos representando o país e principalmente nossa capacidade de sediar grandes eventos esportivos para o mundo todo”, afirma Marcelo Doria, presidente da Brunoro Sport Business. “Neste encontro apresentaremos nosso projeto para os jogos e para a cidade de Foz do Iguaçu para mostrar a importância que este tipo de evento representa para o país tanto em visibilidade quanto em retorno financeiro”, analisa o executivo.

A cidade de Foz do Iguaçu foi escolhida como sede das próximas edições dos Global X Games após uma concorrência iniciada em junho do ano passado pelos canais ESPN, criadores dos jogos, que contou com participação de 40 cidades de 21 países. Ao lado de Foz, Barcelona e Munique também receberão outras etapas dos jogos.
A candidatura da cidade foi proposta pela BSB, empresa especializada em negócios do esporte, que defendeu a cidade paranaense em função do apelo ambiental, dos amplos espaços integrados à natureza e pela possibilidade de expandir o eixo de grandes eventos esportivos - hoje restrito a São Paulo e Rio de Janeiro - para um destino que já possui infraestrutura turística que pode facilmente ser adaptada para sediar um evento esportivo de grande porte.

“O Brasil vive um momento único em sua história com os maiores eventos esportivos do mundo desembarcando por aqui a partir de 2013. Temos uma enorme responsabilidade de representarmos o país nos X Games, e a melhor maneira para isso é unir todos os envolvidos neste processo, população, governo municipal, estadual e federal”, completa Doria.

Sobre os X Games 
Os X Games é um evento de esportes anual, controlado e produzido pela ESPN, canal americano de esportes, que se concentra em esportes de ação (radicais). Os X Games foi criado em 1995, nos Estados Unidos, com o nome The Extreme Games. Considerado a Olimpíada de Esportes Radicais atualmente, o evento é reconhecido no mundo todo, tornando-se uma referência em esportes de ação.  Os esportistas competem por medalhas de ouro, prata e bronze, além de prêmios em dinheiro em quatro grandes modalidades: Moto, Rally, Skate e Bike BMX, em que suas respectivas características representam um total de 19 categorias de competição. 

Expansão Global dos X Games
Os eventos dos X Games continuarão a destacar os melhores atletas dos esportes de ação no mundo em BMX, Skate, Moto X e Rally Car Racing nos X Games; e Snowboard, Esqui e Snowmobile nos Winter X Games. Cada evento X Games terá seu próprio caráter distinto que o diferenciará dos outros, incluindo a introdução de novos esportes e elementos culturais com base nas próprias localidades. Esta expansão irá trazer alcance total e escala da marca X Games para mercados ao redor do mundo. No passado os X Games organizaram com sucesso eventos menores de esportes de ação, eliminatórias e apresentações no Brasil, Canadá, China, França, Japão, Coréia, Malásia, México, Cingapura, Espanha, Taiwan, Filipinas e Dubai. 

Sobre a BSB
Em dez anos de atuação no mercado, a BSB possui em seu portfólio clientes como Eletrobrás, Semp Toshiba, Telefônica, Panasonic, Samsung, Pão de Açúcar, Bombril, Red Bull, Bradesco, Nike, Hypermarcas, Eurofarma e Banco BMG. Entre entidades e agremiações, a empresa já viabilizou contratos de patrocínio com Confederação Brasileira de Basquete, Federação Paulista de Futebol, Santos Futebol Clube, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, entre outros. O quadro de sócios da companhia é composto por Marcelo Doria, na presidência; Eduardo Rezende, como vice-presidente, Rodrigo Ubarana, como diretor financeiro e de operações, e José Carlos Brunoro, presidente do conselho da BSB. 

Sobre a ESPN Internacional
ESPN Internacional é uma divisão da ESPN, Inc. A ESPN Internacional tem crescido para incluir propriedades – no todo ou em parte – de 48 redes de televisão fora dos Estados, tal como uma variedade de extensões de negócios da marca, o que permite que a ESPN alcance fãs em mais de 200 países e territórios. As entidades empresariais da ESPN Internacional incluem televisão, rádio, impresso, internet, banda larga, internet sem fio, produtos de consumo, e gestão de eventos. ESPN Internacional e suas participações mantêm escritórios ou instalações de produção em locais-chave de todo o mundo incluindo Bangalore, Buenos Aires, Cidade do México, Cingapura, Delhi, Dublin, Hong Kong, Londres, Miami, Montpellier, Mumbai, Paris, Pequim, São Paulo, Seoul, Xangai, Taiwan, e Toronto. ESPN é 80% propriedade da ABC, Inc., que é uma subsidiária indireta da The Walt Disney Company. The Hearst Corporation tem participação de 20% da ESPN.  

(Approach Comunicação)

Fonte: http://www.h2foz.com.br/noticia/brunoro-sport-business-apresenta-projeto-dos-x-games-em-brasilia

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Especialista em marketing diz que clube e Ronaldinho falharam e alerta para degradação da marca Flamengo


por Lucas Borges, da redação do ESPN.com.br

Do ponto de vista do marketing, a parceria entre Flamengo e Ronaldinho Gaúcho desde o início deu indícios de fracasso. É o que afirma o especialista em marketing esportivo José Carlos Brunoro, diretor executivo do Audax e dirigente do Palmeiras na década de 1990, durante a 'Era Parmalat.'

Disposto a pagar o milionário salário da estrela do futebol mundial promovendo a imagem do jogador e do clube, o Flamengo e a Traffic, empresa parceira no pagamento de R$ 1 milhão mensais até o ano passado, não conseguiram sequer um patrocinador para a parte central da camisa durante os 17 meses em que Ronaldinho esteve na Gávea. Para Brunoro, o Flamengo nunca teve um projeto para o camisa 10.

"Valeu a pena pela divulgação do nome do clube. Mas houve um erro de planejamento em relação à contratação. A coisa foi improvisada. Não fizeram um projeto primeiro: entraram em um leilão financeiro com Grêmio e Palmeiras para contratá-lo - no início de 2011 -, e não deu tempo de pensar se havia um projeto para contratar um jogador desse", analisa. 

Segundo o especialista, a personalidade de Ronaldinho não facilitou a tarefa. Diferentemente de jogadores que se expõe mais publicamente, como Ronaldo ou Neymar, o gaúcho depende do seu desempenho dentro de campo para se promover. E o desempenho não foi o esperado. Ele disputou 70 partidas pelo time rubro-negro, fez 28 gols, deu 19 assistências e conseguiu um título, o de campeão carioca de 2011.

Ronaldinho e Flamengo encerram a relação de pouco mais de um ano desgastados. Mas quem tem mais a perder, na opinião de Brunoro, é o time carioca. O meio campista não deve sofrer com falta de propostas de emprego nos próximos dias, enquanto o Flamengo corre o risco de jogar no lixo a valiosa imagem de um clube que é o mais popular do Brasil. 

"O Brasil é muito estranho. Eu acho que muitos clubes vão querer o Ronaldinho. Se em um clube como o Flamengo não rolou nenhum projeto de marketing...Mas os clubes brasileiros pensam: 'Vamos contratar que aqui ele vai jogar'. Já o Flamengo precisa se rever. A marca Flamengo está ficando problemática. São jogadores-problema, ações-problema. O Flamengo tem que fazer um reestudo. É uma potência maravilhosa."

Fonte: http://espn.estadao.com.br/futebolnacional/noticia/260108_ESPECIALISTA+EM+MARKETING+DIZ+QUE+CLUBE+E+RONALDINHO+FALHARAM+E+ALERTA+PARA+DEGRADACAO+DA+MARCA+FLAMENGO

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Gestão do esporte na Rádio

José Carlos Brunoro, presidente de conselho da Brunoro Sport Business, terá uma coluna diária na nova rádio Bradesco Esportes FM, do Grupo Bandeirantes de Comunicação. O executivo comentará diariamente sobre o tema “Gestão no Esporte”, área em que Brunoro atua há mais de 40 anos e acumula inúmeros contratos e negócios de sucesso, entre eles: presidente do conselho da Brunoro Sport Business (empresa onde é sócio fundador), diretor de marketing da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), diretor de projeto do Audax São Paulo Esporte Clube, na capital paulista, e do Audax Rio de Janeiro Esporte Clube, no Rio de Janeiro, clubes empresa do Grupo Pão de Açúcar, diretor de esportes da Parmalat na América do Sul quando implantou, em 1992, o sistema de co-gestão Palmeiras-Parmalat, avaliado até hoje como o principal case de sucesso no marketing esportivo brasileiro.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=203852

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O QUE FALTA AO MARKETING ESPORTIVO BRASILEIRO


JOSÉ CARLOS BRUNORO, PRESIDENTE DO CONSELHO DA AGÊNCIA BRUNORO SPORT BUSINESS, VÊ POTENCIAL DESPERDIÇADO POR CLUBES E EMPRESAS

De um lado, clubes de futebol com departamentos de marketing demasiadamente concentrados em conseguir patrocínios. De outro, empresas que sabem que precisam investir em esporte de alguma maneira, em função da chegada da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos ao Brasil, mas ainda se restringem a buscar exposição de marca.

Esse é o diagnóstico feito por José Carlos Brunoro, presidente do conselho da agência Brunoro Sport Business (BSB), a respeito do marketing esportivo no país atualmente. “Os clubes ainda estão muito longe do ideal”, analisa. “E é mais difícil vender planejamento estratégico para as empresas, porque a maioria insiste em conseguir só visibilidade, pensando em curto prazo”.

Em entrevista a Época NEGÓCIOS, o executivo, considerado como um dos precursores do marketing esportivo no Brasil, detalhou a situação do mercado e de suas várias faces: entidades, agências, empresas, instituições de ensino e empregos. E, em especial, todos os efeitos que a Copa e a Olimpíada irão causar em cada uma dessas vertentes.

A carreira de Brunoro no esporte começou em 1964, como atleta, e em 1978, como gestor, na posição de técnico da equipe de vôlei da Pirelli. De lá para cá, participou da reconhecida “Era Parmalat” no Palmeiras, quando a companhia montou esquema de co-gestão com os paulistas, trabalhou com o piloto Pedro Paulo Diniz e com o Pão de Açúcar, entre outras experiências.

Os clubes de futebol estão, hoje, mais profissionais? Estão mais bem preparados para aproveitar as oportunidades que a Copa traz?
Os clubes estão começando a vislumbrar coisas melhores, mas ainda estão muito longe do ideal. Principalmente em gestão. Quando ela não é profissional, competente, também não tem um marketing adequado. O marketing no esporte vem junto da gestão bem feita. Por isso que, lá atrás, a Parmalat foi essencial. Era uma empresa com tradição enorme de investir, mas que não acreditava em pagar sem participar da gestão. Ela queria ver como a marca era trabalhada, para onde ia o dinheiro, se o produto estava em dia com as ações de marketing, e ela serviu como exemplo do que pode ser feito. Precisamos nos comprometer melhor na gestão dos clubes.

E em relação ao marketing?
O marketing dos clubes tem basicamente a função de buscar recursos, por meio de patrocínios ou licenciamentos, e poderia ser mais do que isso. Clubes são grandes marcas que poderiam ser trabalhadas para valorizar produtos, ter diversificação, faturar em mais segmentos.

Muitos dirigentes falam em internacionalização da marca do clube, principalmente aqueles que obtiveram mais vitórias em um passado recente, como Santos e Internacional. Os clubes de modo geral estão prontos para ir para o exterior? O mercado brasileiro já foi totalmente dominado?
Eu ouço falarem isso, mas não vejo plano neste sentido. Os clubes brasileiros têm a vocação para ouvir uma coisa e dizer que podem fazer, mas não é bem assim. Às vezes querem fazer, expandir o nome, mas, como tudo, precisam de planejamento, investimento. Essa é uma palavra que os clubes não gostam de ouvir. Quando se fala em investir para ter publicidade, clube não gosta. É preciso planejar quais áreas serão penetradas, em quais mercados, quanto vai precisar investir para isso, montar um calendário, conseguir transmissão de televisões, uma série de coisas.

O Corinthians é um caso recente. O Luis Paulo Rosenberg, agora vice-presidente, falou muito em explorar o mercado chinês por meio da contratação de um jogador de lá. Essa é uma tentativa válida?
Muito, mas é uma situação pontual. Atrás disso, não sei se há algo planejado. Como o Rosenberg é altamente qualificado, ele sabe que isso vai demandar outras coisas. É como uma empresa lançar um produto: o mercado precisa estar preparado.

Em tempos de divulgação de balanços financeiros, como agora, aparecem números que mostram receitas cada vez maiores nos clubes. Mas, ao mesmo tempo, percebe-se que os maiores impulsos vêm de poucas receitas, como negociação de direitos de TV. Os clubes ainda são reféns desse tipo de renda? O que deve ser feito para mudar o cenário?
Sem dúvida, mas não é um fator brasileiro. É mundial. Clubes em todo lugar do mundo são reféns de TV e patrocínios. É lógico que lá fora eles têm bilheteria mais forte, arenas com rendimentos altos, outras atividades, mas essas são fundamentais. Não tem muita fórmula do que fazer. É preciso melhorar a participação de outras receitas, com maior frequência do público no estádio, consumo nas arenas, licenciados, mas TV e patrocínio sempre serão as principais.

Na mesma linha, outros esportes também têm sofrido com poucas fontes de receita. O caso mais recente é o time de vôlei da Cimed, que acabou depois que o laboratório perdeu a parceria da Sky. Há salvação para esportes que não têm uma base tão grande e fanática de torcedores como o futebol? Qual?
Isso está acontecendo, perigosamente, nos esportes amadores, principalmente no vôlei. E acontece por não ter um trabalho de base. Eles ficam reféns só das contratações, porque poucos têm trabalho de base, e aí não conseguem manter a equipe. Se os times de vôlei tivessem categorias de base, caso perdessem patrocinadores, daria para manter um time menos competitivo e buscar caminhos durante o ano. É perigoso montar só o profissional e não ter como sobreviver quando um patrocinador sai.

O Brasil tem pela frente uma maratona de grandes eventos. Copa das Confederações, Copa do Mundo, Copa América, Jogos Olímpicos e, inclusive, os X-Games, que a BSB passa a organizar pelos próximos três anos. O país está pronto para receber tantos eventos?
A partir de 2014, teremos uma estrutura cada vez melhor para receber esses grandes eventos, em função de estarem sendo feitas todas as etapas, todo esse caderno de encargos, que preveem mais segurança, mobilidade urbana, entre tantas necessidades. A partir daí, vamos conseguir receber com mais facilidade.

Acontece que, ao mesmo tempo em que o Brasil recebe tantos eventos, apenas para citar um exemplo, o UFC teve de voltar para Las Vegas depois de não ter conseguido um lugar em São Paulo ou no Rio de Janeiro para fazer o confronto entre Anderson Silva e Chael Sonnen. Não é um mau presságio para um país que terá tantos eventos esportivos?
O problema é que todo mundo acha que só existe vida no eixo Rio-São Paulo. O Paraná não é um Estado que suporta grandes eventos? Minas Gerais? Rio Grande do Sul? Todo mundo acha que só São Paulo e Rio podem suportar, e nós temos estruturas e locais espetaculares em outros eixos. Levar os X-Games para Foz do Iguaçu cumpre exatamente essa ideia.

Enquanto se fala muito sobre profissionalismo nas entidades esportivas, como está o mercado do lado das marcas? As empresas estão prontas para trabalhar com os grandes eventos?
As empresas querem fazer, mas ainda não sei se estão prontas. A visão da empresa, na maioria dos casos, se restringe a visibilidade. Aquelas que querem investir bem, de maneira qualificada, têm de ter investimentos estratégicos. E dá para fazer isso no Brasil, porque estamos em um período, até 2016, em que dá para fazer todas as ações em volta dos eventos. Não é mais um terreno pontual. E ainda assim empresas insistem em conseguir só visibilidade, pensar em curto prazo. É mais difícil vender planejamento estratégico para as empresas. Nesse lado, elas têm planejamentos mais bem feitos em diversos segmentos, mas não no esporte. E a maioria não vai ter como ficar de fora de ações esportivas nos próximos anos, pelo menos entre as grandes.

Novamente traçando um paralelo entre entidades e empresas, os clubes já têm diretores de marketing dedicados, embora muitos sejam ainda voluntários. Algumas empresas, por sua vez, têm gerências voltadas para marketing esportivo. Isso é uma tendência?
Isso já existe em algumas empresas, gente dedicada ao desenvolvimento esportivo. Não há um departamento de marketing esportivo, mas alguém que fala com o mercado, com as agências e com os patrocinados. Muitas já têm, e é uma tendência mesmo. Agora, um departamento só para isso eu não acho que valha a pena. É melhor ter um ou dois responsáveis, apenas.

É consenso no mercado que marketing esportivo não é só estampar marca em camisa, fazer patrocínio e medir retorno de mídia. Quem, hoje, faz melhor uso dessa ferramenta, no sentido de também buscar ativação, entre outras partes que a compõem?
A visibilidade é só uma parte. Marketing esportivo é comunicação 360°, que atinge todos os públicos, interno e externo, que constrói marca, e é preciso aprender a atuar nesse sentido. O Banco do Brasil é um exemplo claro do que deve ser feito, e é legal porque eles são uma estatal. Eles fazem muito bem o trabalho interno, externo, diretamente no evento e fora dele, com o consumidor.

Virou moda falar em marketing esportivo, e então surgiram várias pequenas agências para lidar com assuntos específicos, como gerenciamento de carreiras e captação de patrocínios. Como você vê a chegada dessas agências ao mercado?
É natural que apareçam muitas, porque as pessoas acham que é uma grande oportunidade, mas acho que vão ficar somente as mais preparadas, as mais competitivas, com maior conhecimento de mercado. Também ocorre o fato de agências de fora virem ao Brasil, mas é uma situação perigosa.

Por quê?
Porque elas podem vir só para essas oportunidades pontuais, ficar durante os eventos e ir embora depois. Pode ser até que venham porque têm um cliente global que estará presente. E também porque muitas entram sem conhecer o mercado brasileiro. Aqui temos situações diferentes. Falar de futebol aqui é diferente. E isso gera um outro tipo de situação, que são agências estrangeiras buscando união com empresas nacionais.

Com a Copa a dois anos de ser realizada no Brasil e os Jogos Olímpicos a quatro, fala-se muito em mais oportunidades para trabalhar com marketing esportivo. Esse pressuposto está correto? Os megaeventos estão mesmo gerando empregos a brasileiros nessa área?
Temos, paralelamente, gestão esportiva e marketing. Estamos precisando de gestores esportivos para todas essas atividades. Essas competições trazem empregos principalmente na parte paralela a elas. As empresas que as patrocinam, mesmo, são poucas, então há mais chances de trabalhar no entorno, e isso tem acontecido.

Quais são essas áreas paralelas?
Dá para trabalhar em confederações, entidades, fazer exploração específica de atletas, montar eventos que tenham como pano de fundo essas competições, projetos educacionais voltados para legado esportivo, gestão de arenas – e não só as que recebem a Copa, mas as de outras cidades, que querem ser sub-sedes e fazem arenas menores. Aí já há uma gama maior de empregos.

As instituições de ensino estão preparando profissionais de modo adequado para trabalhar com marketing esportivo no Brasil? Se não, onde estão as deficiências?
Todas estão abrindo MBAs, coisas voltadas para esse mercado, mas adequadamente são poucas. Fico assustado com aquelas que abrem só pelo comércio, com mensalidades baixíssimas e professores pagos de forma ridícula. Mas já vimos iniciativas grandes em capacitação, e há casos legais, como o do Sebrae, que têm preparado cursos para a rede hoteleira, para taxistas, uma série de empregos na base que são necessários.

Por fim, sobre o período que irá suceder os grandes eventos, inclusive, existe o temor no mercado de que as oportunidades irão sumir depois que a Copa e os Jogos acontecerem. Você tem a mesma visão? O que será do marketing esportivo no período pós-2016?
É uma incógnita. Se as empresas forem inteligentes e tiverem planejamento estratégico, esperamos que o esporte esteja consolidado como prática, que haja um legado. Eu espero que seja um grande mercado a partir de 2016. É uma incógnita, mas estou otimista que isso não ocorra.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Visao/noticia/2012/05/o-que-falta-ao-marketing-esportivo-brasileiro.html

domingo, 22 de abril de 2012

Brunoro Sport Business e Top Brands promovem Fórum ABA Esportes & Branding

Evento será realizado no dia 24 de abril, em São Paulo


A Brunoro Sport Business e a TopBrands promovem, em parceria com a ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), no dia 24 de abril, no Centro Britânico Brasileiro, em São Paulo, o Fórum ABA Esportes & Branding. O evento, que tem como objetivo ajudar as marcas a estruturarem seus investimentos no esporte, reunirá executivos e especialistas da área para discutir o mercado de marketing esportivo e branding no esporte.
O fórum marca, ainda, o anúncio da parceria entre Brunoro Sport Business e TopBrands e a apresentação do projeto inicial entre as duas empresas para a marca da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). O evento tem patrocínio máster de ESPN e Nielsen e patrocínio depropmark, Alpha FM, Elemidia, Valor Econômico e Editora Três.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sucesso olímpico brasileiro deve aparecer a partir de 2020


Por: Márcio Kroehn

Os ingleses investiram quase 1 bilhão de dólares para incentivar jovens de 16 a 19 anos a praticar esportes. Mais de 900 mil interessados chegaram a participar do projeto que começou em 2006, ou seja, cinco anos antes da Olimpíada que terá início em Londres no dia 27 de julho. O objetivo, porém, não é ter o melhor desempenho do país na história dos Jogos neste ano. Os ingleses querem aproveitar o clima olímpico para formar uma nova geração de campeões. Se o legado da construção das arenas está em constante discussão (como você pode ler na edição da EXAME – Ideias, Líderes e Produtos 2012 – que está nas bancas), os cuidados com o futuro esportivo inglês não terminam na festa de encerramento de 12 de agosto. No Brasil, a falta de uma clara política esportiva poderá frustrar o sonho brasileiro de se transformar em uma potência a partir de 2016. “A Olimpíada no Rio de Janeiro deve ser o início de uma nova fase esportiva no país”, diz José Carlos Brunoro, sócio fundador da Brunoro Sport Business.

Quando será possível medir o resultado da Olimpíada no Rio de Janeiro?

Brunoro - O maior problema será medir o sucesso dos Jogos de 2016 pelo número de medalhas conquistadas. O resultado vai aparecer em 2020 ou 2024. O Brasil precisa evoluir esportivamente e não utilizar a Olimpíada no próprio país para atingir o pico de conquistas olímpicas. Um atleta não se forma do dia para a noite. Ele precisa de investimento e de uma lição de casa bem feita.

Qual é a lição de casa que falta ao Brasil?

Brunoro - A Olimpíada é um evento pós-Olimpíada. O Brasil precisa estar preparado para transformar essa experiência única e se tornar um país multiesportivo. As confederações precisam trabalhar mais e aproveitar esse canal olímpico para tornar suas modalidades conhecidas. É dessa maneira que a prática pode ser popularizada com diversidade, ou seja, ir além do futebol e do vôlei. O legado da prática muda um país.

Mas como aproveitar esse ciclo olímpico?

Brunoro - É fundamental criar núcleos de excelência em todo o país. É preciso pensar a respeito, mas tenho dúvidas se isso está acontecendo.

Falta uma política esportiva ao país?

Brunoro - Sim, é preciso unir esforços. O Ministério da Educação, por exemplo, tem que ser mais participativo: levar o tema para as escolas e tornar a prática da educação física obrigatória. Não estou enxergando isso até o momento. As entidades esportivas também não estão se preparando para o período pós-olimpíada. Isso é grave.

Fonte: http://exame.abril.com.br/blogs/aqui-no-brasil/2012/01/02/sucesso-olimpico-brasileiro-deve-comecar-em-2020/