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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

As marcas assumem para si o risco dos megaeventos


Por Erich Beting

O Bradesco decidiu encampar os Jogos Olímpicos de 2016. Desde antes de começar as Olimpíadas de Londres, o banco criou o conceito do “Agora é BRA” para marcar as suas campanhas publicitárias e, também, anunciar a chegada do maior evento esportivo do mundo ao Brasil logo que terminou os Jogos britânicos.

Agora, a Brahma é quem decidiu “abraçar” a Copa de 2014. Abraçou tanto que está praticamente repetindo todo o discurso do governo e do Comitê Organizador Local de que faremos “a melhor Copa da história”.

Nos dois casos, a decisão das empresas em chamar para si a responsabilidade de criar o espírito do brasileiro em torno dos eventos é de um risco tremendo. A própria brincadeira que a Brahma faz com a frase “imagina na Copa” é um termômetro disso (o vídeo estará no final do post).

Afinal, já há algum tempo que o brasileiro fica preocupado com a falha em diversos serviços de nosso cotidiano e que podem entrar em colapso durante a Copa. Ao tripudiar disso, a Brahma compra a briga para dizer que somos capazes de fazer uma grande festa no maior evento de futebol do mundo.

Mas será que é papel das empresas privadas tentarem engajar a população em torno de Copa e Olimpíadas?

No caso do Bradesco, a campanha claramente é de longo prazo e está relacionada com o momento econômico do país, o que minimiza o risco de erro. Ao evocar o “agora é BRA”, a empresa traduz exatamente o conceito que foi usado pela candidatura do Rio de Janeiro para ganhar a Olimpíada e também aquilo que é visto na mídia o tempo todo. Com a Europa e os Estados Unidos em crise, é a vez de o Brasil assumir a condição de protagonista mundial.

Mas, no caso da Brahma, o problema é exatamente o tempo em que a empresa decidiu abraçar o Mundial. Desde 2007 que o Brasil é sede escolhida do torneio e, antes disso, desde 2005 que é o candidato único para abrigar o torneio. Ou seja, é absurdo não termos, ao longo de cinco anos, pelo menos, nos preparado para minimamente melhorar a infraestrutura necessária não apenas para a competição, mas também para o próprio país em que vivemos hoje.

O curioso é ver uma empresa do porte da Ab-Inbev, que é reconhecida mundialmente pela excelência em gestão, jogar para debaixo do tapete a falha de que houve no planejamento e execução do processo da Copa do Mundo no Brasil. Poderíamos fazer a melhor Copa do Mundo de todas, mas não há tempo hábil para isso. Podemos ainda fazer a mais festeira, a mais engraçada, a mais exótica, a mais colorida, a mais rítmica. Mas a melhor, infelizmente, não dá mais tempo.

Como sempre bato na tecla aqui no blog, um país que quer ser a quinta economia do mundo não pode se acostumar a ter uma estrutura de quinta categoria. E uma empresa que é a líder de seu segmento no mundo não pode aceitar encampar algo que vá contra os princípios da própria história de construção da marca.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/09/18/as-marcas-assumem-para-si-o-risco-dos-megaeventos/

sábado, 1 de setembro de 2012

Ambev cria cervejas com marcas de Bahia e Vitória


Depois de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, a Ambev levou ao Nordeste o plano de criação de produtos com os clubes parceiros da companhia. Bahia e Vitória terão latas temáticas da cerveja Brahma.

Os dois rivais foram retratados em latas de 473 ml. Os produtos já estão nas lojas, e serão vendidos até o fim do estoque.

“Com essa homenagem, a marca busca reforçar o incentivo ao futebol, que já vem sendo trabalhado por meio de benfeitorias para os times parceiros, para o futebol e seus torcedores”, disse Pedro Beltrão, gerente regional de futebol da Brahma.

A ideia é que outros parceiros da Ambev sejam retratados em latas temáticas. A companhia tem acordos vigentes com 31 equipes do futebol nacional.

A criação das latas temáticas é algo previsto desde o início dessas parcerias. Contudo, sempre gerou um desafio grande para a Ambev, que precisa repensar a logística de distribuição e interromper a linha de produção para fazer apenas um produto oficial.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26598/Ambev-cria-cervejas-com-marcas-de-Bahia-e-Vitoria/index.php

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cielo e Ronaldo têm marcas mais valiosas, diz estudo


Cesar Cielo saiu dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 apenas com uma medalha de bronze obtida nos 50m livre. Ronaldo parou de jogar em 2010. Ainda assim, não existe nenhum atleta no país com imagem tão valiosa quanto os dois. Essa é a principal conclusão de um estudo da Brunoro Sport Business e da PD Gestão de Imagem e Carreira em parceria com a revista Época Negócios.

A pesquisa Imagem no Esporte foi feita a partir de um questionário na internet. Houve duas mil respostas, e os participantes tinham de indicar os atletas com os quais mais se identificavam em atributos como credibilidade, visibilidade, consciência, ética, desempenho, carisma, formação, apresentação, superação e liderança.

“Essa pesquisa tem como objetivo avaliar o impacto da imagem desses atletas, e também serve como parâmetro para as empresas que possuem interesse em vincular suas marcas a algum atleta”, disse Eduardo Rezende, vice-presidente da Brunoro Sport Business.

O estudo foi dividido em futebol e outras modalidades. Na primeira categoria, Ronaldo foi o líder (21,2% de média entre os atributos pesquisados), seguido por Kaká (20%) e Neymar (19,7%).

“Neymar possui um carisma muito grande, mas só isso não basta para ter uma grande marca. No caso do Ronaldo, o jogador se destacou em quesitos como garra e espírito vencedor”, explicou Patricia Dalpra, especialista em gestão de imagem e carreira da PD.

Entre os atletas de outras modalidades, Cielo teve 26,2% de média entre os atributos. O técnico Bernardinho, com 21,8%, ficou na segunda posição, e o ex-tenista Gustavo Kuerten (15,3%) ficou com o terceiro lugar.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26533/Cielo-e-Ronaldo-tem-marcas-mais-valiosas-diz-estudo/index.php

sábado, 25 de agosto de 2012

Coca-Cola vence ranking de marcas nos Jogos Olímpicos


Os Jogos Olímpicos de Londres-2012 acabaram no dia 12 de agosto, mas ainda não fecharam a distribuição de medalhas. O último ouro da competição esportiva foi dado pela Unmetric, empresa especializada em medição de desempenho de companhias na internet. A companhia criou um ranking sobre o desempenho de patrocinadores oficiais da competição esportiva, e a Coca-Cola ficou com o topo do pódio nessa competição.

A Coca-Cola conseguiu 192 pontos no ranking Unmetric, que vai até 300. A rede de restaurantes fast food McDonald’s ficou em segundo lugar (173 pontos), e a Visa, com 141, ocupou a terceira colocação na lista.

A pontuação considera a soma dos desempenhos das empresas no Facebook, no Twitter e no Youtube durante os Jogos Olímpicos. A Unmetric comparou o desempenho das empresas no período de Londres-2012 com números que a companhia havia aferido entre janeiro e maio do mesmo ano.

Além do ranking geral, a Unmetric elaborou listas baseadas nos esportes praticados nos Jogos Olímpicos. Os grupos receberam nomes como maratona (número total de fãs e seguidores), 100 m rasos (número de novos fãs e seguidores), salto em altura (percentual de crescimento), tiro (total de novos posts e novos tweets), tiro com arco (maior engajamento) e lançamento de martelo (tempo médio de resposta a tweets).

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26498/Coca-Cola-vence-ranking-de-marcas-nos-Jogos-Olimpicos/index.php

domingo, 12 de agosto de 2012

Quem poderá utilizar as marcas da Copa do Mundo 2014?


Advogada explica que marcas são protegidas por direitos autorais e não podem ser utilizada sem autorização

Em outubro, o Comitê Organizador Local da Copa (COL) oficializará o mascote da Copa do Mundo 2014. Tudo indica que o tatu-bola, cuja espécie está em extinção, será o escolhido. Encontrado principalmente nos estados da Bahia, Alagoas, Piauí, Rio Grande do Norte e Pernambuco, o tatu-bola, também conhecido como tatuapara, será adotado como mascote devido a sua característica de se enrolar completamente dentro de sua carapaça, formando uma bola.

Não é novidade que as mascotes de eventos esportivos alavancam as vendas de vários produtos relacionados à Copa, como camisetas, banners, chaveiros, bandeiras, brinquedos, entre outros. Contudo, a advogada Maria Isabel Montañes recomenda cuidado para as pessoas físicas e jurídicas que estão no aguardo do anúncio oficial da FIFA para iniciar os trabalhos de reprodução do tatu-bola e obter retorno financeiro. "Nos últimos anos, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) recebeu inúmeras solicitações de marcas e desenhos industriais relacionados com a Copa do Mundo. Porém, o mascote é protegido por direitos autorais e não poderá ser utilizado sem a devida autorização dos criadores ou detentores da marca", alerta a advogada, especialista em marcas e patentes.

Maria Isabel salienta que somente a FIFA terá total prioridade no registro de todas as marcas e símbolos relacionados ao evento futebolístico mais importante do planeta. "Quem reproduzir, imitar, falsificar ou modificar indevidamente qualquer marca oficial de titularidade da FIFA responderá por crime de falsidade material previsto na Lei das Patentes, quanto à falsificação e à reprodução indevida de marcas registradas", afirma.

Segundo ela, também serão considerados crimes os atos de comercializar, distribuir, expor à venda, importar, exportar e até mesmo oferecer, ocultar ou manter em estoque qualquer produto ou símbolo objeto de reprodução não autorizada ou falsificação. "Para quem desrespeitar as regras, a legislação prevê pena de três meses a um ano de detenção ou multa. Contudo, a pior punição está relacionada com a imagem da empresa usurpadora perante seu consumidor, e a possível indenização a ser paga a FIFA. A punição se aplica ao fabricante da mercadoria e aquele que utiliza o objeto falsificado", explica. 

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/cotidiano/quem-podera-utilizar-as-marcas-da-copa-do-mundo-2014/58083/

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A emboscada permite mais engajamento com o público


Por Erich Beting

Ser patrocinador oficial é legal e garante diversas propriedades para uma empresa. Mas será que o investimento que é feito apenas para ter o direito de ser um patrocinador de um grande evento vale realmente o quanto se paga por ele?

Os principais patrocinadores do Comitê Olímpico Internacional aportam cerca de US$ 300 milhões por ciclo olímpico só para poderem associar suas marcas ao valiosíssimo aro olímpico. Isso lhes garante muita coisa, inclusive trancar o seu segmento de atuação para outras marcas.

Só que a vida de quem é patrocinador oficial também é dura. Qualquer ação que ele queira fazer passa, invariavelmente pelo crivo do organizador do evento. E, caso não conte com a bênção de um COI ou de uma Fifa, esse patrocinador perde a chance de fazer algo que teria um ótimo poder de sedução para o consumidor mas que fere os interesses do dono da brincadeira.

E talvez esse seja o grande aprendizado tirado aqui de Londres por algumas empresas. Afinal, os projetos “oficiais” pouco têm, de fato, de algo que seja proibido de fazer se a empresa não fosse patrocinadora dos Jogos. A P&G valorizou a mãe dos atletas; a Visa tem Usain Bolt como garoto-propaganda; o Lloyds Bank investe em projetos para formação de atletas pela Inglaterra… E por aí vai.

No fim das contas, a maior diferença para o patrocinador é poder estar presente dentro das arenas para fazer uma comunicação direta com o público que visita o Parque Olímpico. Para quem vende produtos, obviamente o resultado é melhor, já que a empresa é a única autorizada a fazer a venda direta para o consumidor.

Só que quem não é oficial dos Jogos tem a chance de expor seu conceito na mídia, nas áreas públicas de convívio das pessoas e com uma linguagem que não pode envolver apenas as nomenclaturas oficiais do evento. Com o mínimo de criatividade um trabalho espetacular e marcante pode ser feito.

“Quando pensamos em alguém com 14 a 20 anos de idade, quando você não é um patrocinador oficial, pode fazer coisas mais audaciosas que acabam motivando mais esse jovem”. A frase é de Simon Cartwright, vice-presidente da Adidas (patrocinadora oficial das Olimpíadas de 2012) e responsável pela elaboração do projeto da marca para Londres.

Geralmente, as empresas patrocinadoras oficias de um evento têm como motivo da comunicação a competição em si, pelo qual ela desembolsa milhões. As marcas que ficam à margem disso buscam o consumidor para se comunicar, tendo como mensagem subliminar o evento que todo mundo sabe que está acontecendo. E isso, no final, pode gerar um maior engajamento do público com aquela empresa.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/08/10/a-emboscada-permite-mais-engajamento-com-o-publico/

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Por democracia no vôlei, presidente da FIVB descarta reeleição


BRIAN HOMEWOOD - Reuters

O organismo que controla o voleibol mundial só teve dois presidentes durante os 51 primeiros anos de sua existência, por isso foi uma surpresa e tanto quando o atual mandatário disse que irá deixar o cargo após um único mandato.

Wei Jizhong disse à Reuters que irá manter sua decisão, afirmando que isso lhe dará a certeza de que as eleições deste ano serão as mais transparentes que a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) já teve.

"Tive a oportunidade de me tornar presidente e meus objetivos eram mudar a imagem da FIVB no mundo esportivo e fazer mudanças na governança interna de acordo com os seguintes quatro princípios básicos: transparência, democracia, delegação de poder e supervisão", disse ele.

"Já que não procuro me reeleger, posso organizar e supervisionar as eleições mais democráticas na história da FIVB", afirmou Wei, ex-presidente da Confederação Asiática de Voleibol e cheio de energia aos 75 anos.

A decisão de Wei é incomum entre diretores esportivos, muitos dos quais passam décadas no cargo.

Joseph Blatter terá passado 17 anos à frente da Fifa quando seu atual mandato terminar em 2015, e seu antecessor, o brasileiro João Havelange, ocupou a posição durante 24 anos.

Os precursores de Wei também estiveram na função por muito tempo. O francês Paul Libaud encabeçou a FIBV de sua fundação em 1947 até 1984, quando foi substituído pelo mexicano Ruben Acosta, que ali permaneceu por outros 24 anos.

Quando Acosta pediu para sair em 2008, apresentou Wei como seu sucessor durante o congresso da FIVB, e o chinês foi imediatamente aprovado - nenhum outro candidato sequer teve uma chance.

"Talvez ser um ex-esportista me ofereça uma perspectiva diferente", disse Wei, que jogou vôlei no time da Universidade de Nanjing.

"Queria limitar o mandato de futuros presidentes da FIVB, mas o comitê executivo não concordava com isso".

O norte-americano Doug Beal, o brasileiro Ary Graça e o australiano Chris Schacht se oferecerão para sunstituir Wei no Congresso da FIVB na Califórnia em setembro.

Os quatro anos de Wei no comando da organização incluíram uma recolocação da marca FIVB e a introdução de um fundo de desenvolvimento para ajudar o crescimento da modalidade nas categorias de base. 

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,por-democracia-no-volei-presidente-da-fivb-descarta-reeleicao,904362,0.htm

segunda-feira, 25 de junho de 2012

9ine ajudará Microsoft a se posicionar para Copa-2014


O grupo WPP e a Microsoft anunciaram nesta sexta-feira, em Cannes, uma parceria global. A empresa de comunicação, sócia da agência 9ine, ajudará a companhia de tecnologia a oferecer melhor experiência para marcas e clientes. O foco é a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.

A maior prova da importância do país sul-americano no acordo é que o anúncio oficial da parceria teve presença do ex-jogador Ronaldo, que também é sócio da 9ine – o outro proprietário da empresa é o empresário Marcus Buaiz.

Microsoft e WPP∕9ine começaram a negociar no início deste ano. As conversas se estenderam por seis meses, e o resultado foi apresentado a grupos de executivos de comunicação durante o Festival de Cannes.

Além de cliente, a Microsoft funcionará como fornecedora para a WPP∕9ine. A empresa de tecnologia oferecerá expertise e produtos em sua área de atuação.

“Uma audiência global engajada é o sonho de qualquer profissional, mas como as marcas podem efetivamente participar dessa empolgação e ganhar valor?”, questionou Frank Holland, vice-presidente da Microsoft Advertising.

A ideia é que a Microsoft e as agências do grupo WPP troquem experiências, produtos e oportunidades. E que isso gere uma série de negócios com foco em experiência de marca e Copa do Mundo. Até o momento, nenhum cronograma de trabalho foi divulgado.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/25/25695/9ine-ajudara-Microsoft-a-se-posicionar-para-Copa-2014/index.php

domingo, 22 de abril de 2012

A corrida alternativa das marcas no patrocínio esportivo


Empresas que não conseguiram cotas de patrocínio oficial da Copa de 2014 ou da Olimpíada do Rio inovam em estratégias para associar suas marcas aos grandes eventos esportivos

Por Daniel Barros e Alexandre Rodrigues


São Paulo - A partir do dia 13 de agosto, poucas horas depois de a pira do estádio olímpico de Londres se apagar, as atenções do mundo esportivo estarão todas voltadas para o Brasil.
A Copa do Mundo de futebol em 2014 e a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro são os próximos dois grandes eventos esportivos da agenda mundial, foco do interesse de atletas, técnicos e confederações e, sobretudo, de uma audiência com escala e amplitude incomparáveis.
Somadas, Copa e Olimpíada atraem cerca de 8,5 bilhões de espectadores em todos os cantos do mundo, uma conta que considera a audiência acumulada das inúmeras competições (ou seja, uma mesma pessoa pode “contar” mais de uma vez). No total, cidadãos de 205 países — com idades, perfis de renda, comportamentos e gostos variados — acompanharão os eventos.
O esporte é uma das poucas coisas no mundo do entretenimento capaz de atrair tanta gente ao mesmo tempo. E, por isso mesmo, é hoje uma das vitrines mais desejadas por empresas e marcas.
No caso dos Jogos Olímpicos, os patrocinadores oficiais mundiais, anunciados pelos comitês organizadores até dois anos antes do evento, pagarão até 320 milhões de dólares por uma cota que lhes dá direito a estampar suas marcas em ginásios, estádios, piscinas e quadras, além da preferência em comprar as cotas de transmissão das emissoras de televisão.
Até agora, há espaço para apenas 15 desses patrocinadores. É como se fosse o oceano vermelho do mar­keting esportivo: é preciso um poder de fogo enorme para estar nele. O oceano azul, com oportunidades para peixes menores, fica nas bordas desses eventos.
“Há muitas oportunidades para quem não é patroci­nador oficial, mas é preciso ser ágil na definição de estratégias e de parceiros”, diz Eduar­do Corch, diretor no Brasil da Havas Sport & Entertainment, uma das maiores agências de marketing esportivo do mundo. “Com o passar do tempo, as melhores opções somem e o que sobra fica caro.”
O vínculo com atletas costuma ser a alternativa preferida das empresas. O nadador brasileiro César Cielo, campeão dos 50 metros na Olimpíada de Pequim, tem hoje seis patrocinadores.
“A natação é um dos esportes que mais crescem no Brasil”, diz Gabriela Garcia, diretora de planejamento da Hypermarcas, empresa do setor de produtos de cuidados pessoais e medicamentos genéricos e um dos patrocinadores do atleta. “E Cielo é jovem, tem personalidade e luta por seus objetivos, características que queremos associar às nossas marcas.”
Com seu histórico de títulos e de comportamento, Cielo é um investimento de risco reduzido — e isso, claro, tem seu custo. Os valores de patrocínio normalmente não são revelados, mas é evidente que associar hoje uma marca ao nome Cielo vale muito mais do que valia há quatro anos, quando a companhia coreana de produtos eletrônicos Samsung tornou-se a única patrocinadora do então desconhecido nadador.
Por regulamento, a marca Samsung não apareceu durante as transmissões da prova que deu uma inédita medalha de ouro olímpica na natação ao Brasil. Mas, no dia seguinte à conquista, a empresa fez questão de divulgar sua ligação com o novo herói esportivo brasileiro por meio de anúncios na mídia. 
Marcas de respeito
Outro caminho possível é o patrocínio a equipes e confederações. A Sadia, marca da BRFoods, maior empresa brasileira de alimentos, investe nas confederações de natação, judô e ginástica olímpica desde que o Rio de Janeiro foi anunciado como sede dos próximos Jogos (os valores não foram revelados).
Foi a forma encontrada para enfrentar nesse campo sua maior concorrente, a Seara, uma das principais patrocinadoras da seleção brasileira de futebol e apoiadora oficial da Copa do Mundo de 2014 — estima-se que o investimento total da empresa seja de 50 milhões de dólares.
“A marca Sadia já é muito conhecida”, diz Eduardo Bernstein, diretor de marketing da BRFoods. “Mas os jogos eram nossa oportunidade de relacioná-la com qualidade de vida e hábitos saudáveis.”
Quanto mais popular o esporte, maior a exposição e maiores os valores de patrocínio envolvidos. Patrocinar modalidades como judô e natação pode fazer sentido para uma companhia de produtos de consumo de massa, como a BRFoods, mas parece fora de cogitação — pelo custo e pela estratégia — para empresas menores e mais segmentadas.
Para elas, há esportes como o rúgbi, uma unanimidade na Nova Zelândia e quase uma curiosidade no Brasil. Nos Jogos do Rio de Janeiro, o rúgbi fará sua estreia como modalidade olímpica, o que atraiu a empresa de material esportivo Topper e a montadora chinesa JAC Motors.
Ambas têm verba de marketing muito pequena se comparadas a concorrentes como Nike, Adidas, Volkswagen e General Motors, mas esperam associar o crescimento do esporte ao apoio que deram às seleções masculina e feminina. A JAC vai investir 320 000 reais por ano na confederação de rúgbi, uma fração dos 15 milhões de dólares que a Volkswagen aporta anualmente na Confederação Brasileira de Futebol.
Mas, graças a esse investimento, pode faturar com a exposição conquistada com um inédito nono lugar obtido pela equipe feminina do Brasil no campeonato mundial e com as transmissões feitas pelo canal especializado SporTV.
“Em um ambiente com tantas marcas, é preciso contar uma história única para ter relevância”, diz Mauro Corrêa, sócio da consultoria de marketing esportivo Golden Goal. “É o que essas empresas estão fazendo.”
Ações complementares costumam ser tão importantes quanto o patrocínio direto. Como a geração de mídia espontânea para a maioria das modalidades é muito baixa no Brasil, com exceção do futebol, ações em mídias sociais e anúncios em jornais, revistas e TV são fundamentais para que o público saiba que uma empresa está apoiando uma seleção ou um atleta.
A promoção de torneios amistosos e jogos de exibição também ajuda as empresas a aproveitar o clima esportivo que começa a tomar conta do país. A Gillette, marca de artigos masculinos da Procter&Gamble, vai patrocinar a primeira vinda do campeão suíço de tênis Roger Federer ao Brasil.
“É importante reservar uma quantia semelhante à investida no patrocínio para promover essas ações”, afirma Eduardo Muniz, sócio da consultoria Top Brands. 
Como em quase tudo na vida, o patrocínio esportivo tem riscos. Desde os mais simples, como o consumidor associar o patrocinador a um eventual fracasso da equipe, até aos cada vez mais comuns escândalos de corrupção envolvendo competições, passando pelas crises de imagem em que alguns esportistas se envolvem.
O astro do golfe Tiger Woods perdeu quase todos os patrocinadores depois que suas traições conjugais foram reveladas. É o tipo de pecado que qualquer ser humano — ainda que seja um superatleta — pode cometer. Há muitos outros — e convém não associá-los a marcas de respeito. Para elas, o que realmente importa é a imagem de vitória, superação, união e compromisso que o esporte pode transmitir.