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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

30 novas carreiras promissoras no Brasil (Gestão do Esporte)


Quais são e quanto pagam as áreas que estão despontando no mercado e devem absorver mais profissionais nos próximos anos

Por Luiz de França, Lucas Rossi e Vanessa Vieira, da Você S/A

Salto na Carreira
São Paulo - Anualmente, a rede Laureate, grupo multinacional de educação que é dono de 50 universidades em 20 países, dez delas no Brasil, faz um estudo no qual mapeia as áreas do conhecimento que deverão ganhar projeção no mercado de trabalho e exigir profissionais nos próximos anos.

Com o estudo, a instituição identifica demandas de mercado, que muitas vezes nem as organizações sabem que têm, e procura criar cursos adequados para atender as empresas.

O estudo de 2011 aponta que parte significativa das novas carreiras está relacionada às indústrias de tecnologia da informação, engenharia, energia e à sustentabilidade. Outra parcela estará concentrada em serviços, em áreas como entretenimento e saúde. "Esses empregos estão relacionados a mudanças demográficas e a novas tecnologias e vão requisitar mais inovação e criatividade do que as formações tradicionais", diz Oscar Hipólito, diretor-geral acadêmico da Laureate Brasil.

Outra característica das carreiras emergentes é a integração de diferentes esferas do conhecimento. "O profissional do futuro é um especialista que busca uma conexão com outra área", diz Carlos Antônio Leite Brandão, do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Embora algumas das profissões ainda nem existam formalmente, os interessados podem usar desde já as informações sobre as novas carreiras para pautar seus caminhos profissionais.

"A pessoa pode ir se aproximando, dentro da empresa, de áreas afins àquela em que pretende atuar no futuro", diz Renata Giovinazzo Spers, coordenadora de projetos da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo. "Os profissionais que se anteciparem, se preparando desde já para atender às tendências do mercado para os próximos anos, provavelmente vão se tornar referência nessas novas áreas, quando elas explodirem", diz. Mas, lembre-se: para conquistar essas vagas, é preciso investir na educação. Então, mãos à obra.

23 - Gestor do esporte
Por que é uma boa? Esqueça a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Essa profissão vai além desses eventos. O mundo dos esportes é uma indústria bilionária. Apenas o futebol brasileiro gerou 1,52 bilhão de reais em receitas totais em 2010. Trata-se de um mercado que requer gente qualificada, com visão de negócios para administrar marcas, gerenciar equipes e projetos em empresas, consultorias, clubes, agências de marketing esportivo, veículos de comunicação especializados e marcas esportivas.

Perspectivas: Em empresas menores, o salário de um analista varia de 3 000 a 5 000 reais; coordenador, de 6 000 a 9 000 reais; e gerente, de 10 000 a 18 000 reais. Em companhias maiores e multinacionais, os salários são cerca de 15% mais altos, segundo a consultoria de recrutamento Hays.

Bom para quem: Profissionais de educação física, comunicação, marketing, administração e direito.

Preparação: Conhecer marketing e gestão é essencial. Há cursos de pósgraduação com foco em ambos.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/30-novas-carreiras-promissoras-no-brasil?p=24#link

domingo, 24 de junho de 2012

Olimpíadas e Copa do Mundo estimulam Marketing Esportivo, diz Patrick Nally


Considerado o pai do marketing esportivo, o britânico Patrick Nally conversou com a EXAME.com sobre a profissão e as perspectivas para os brasileiros

Por Amanda Previdelli

São Paulo – O fato de o Brasil ser sede de grandes eventos como os próximos Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de 2014 já movimenta diversos setores no país, especialmente os voltados à engenharia civil e turismo. Uma área que também promete forte crescimento e oportunidades de emprego, porém, é a do marketing esportivo – pouco explorada aqui por terras tupiniquins.

“O profissional do marketing esportivo pode trabalhar em eventos esportivos, federações, times e clubes e ainda em empresas patrocinadoras esportivas”, explica Patrick Nally, CEO e cofundador da West Nally, que já fez parcerias com a FIFA (Federação Internacional de Futebol) e o COI (Comitê Olímpico Internacional), responsáveis, respectivamente, pela Copa do Mundo de futebol e pelas Olimpíadas.

As áreas de trabalho também são muito diversas: pesquisa, promoção, ajuda legal, finanças, hospitalidade, segurança e patrocínio, entre outros. E falta gente no Brasil para todos eles. “Faltam, também, cursos específicos para que os jovens já entendam o mercado esportivo”, diz Nally.

Para quem tem interesse na área, o mercado é bastante promissor. Além da Copa e das Olimpíadas, o Brasil tem espaço para investimentos nos chamados “esportes mentais”, que são a grande aposta de Nally para o país. “Eles consistem em esportes como pôquer e xadrez, por exemplo. Dá para jogar online, as redes sociais ajudam na popularização e falta muito marketing na área”, conta o especialista. Outros esportes, principalmente lutas como o UFC, também se tornam mais populares e abrem espaço para patrocínios e eventos.

O próprio futebol ainda está longe de ter seu mercado saturado no país. Os clubes brasileiros têm problemas estruturais e baixo arrecadamento se comparados aos milionários europeus. “Falta responsabilidade, controle, gerenciamento de recursos e fiscalização. O Brasil tem muito potencial. Falta marketing”, explica Nally. Para ele, esse é o momento para o país alcançar as cifras milionárias europeias.

“O Brasil precisa de estrutura, mas em dois ou três anos é possível elevar o nível do Campeonato Brasileiro para a Premier League (campeonato inglês). E lá, cada clube tem cerca de 15 a 20 profissionais no marketing. Multiplica isso pela quantidade de clubes só da Série A do Brasileirão. Isso é muito emprego sendo criado”, prevê o britânico.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/olimpiadas-e-copa-do-mundo-estimulam-marketing-esportivo-diz-patrick-nally

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Valor de mercado de Ronaldinho Gaúcho caiu 36% em 4 meses

"Aos 32 anos, o jogador não consegue mostrar no Flamengo o futebol que se esperava dele e acumula no clube carioca uma fase de pouco brilho" diz nota da Pluri
Rio de Janeiro - O valor de mercado de Ronaldinho Gaúcho caiu 36% em apenas quatro meses, de 7 milhões de euro em dezembro a 4,5 milhões este mês, segundo os cálculos divulgados nesta quinta-feira pela Pluri, empresa de consultoria especializada em informações do mercado futebolístico.
"Aos 32 anos, o jogador não consegue mostrar no Flamengo o futebol que se esperava dele e acumula no clube carioca uma fase de pouco brilho", segundo uma nota divulgada pela empresa de consultoria para justificar seus cálculos.

De acordo com a Pluri, a atual má fase de Ronaldinho Gaúcho "gera dúvidas a respeito de seu futuro devido a seu elevado custo e à eliminação do Flamengo da Taça Libertadores".

A empresa de consultoria tinha calculado o valor de mercado do atacante em dezembro do ano passado, quando fez um estudo sobre o valor de mercado dos clubes que disputaram a fase de grupos do torneio continental. O novo cálculo foi feito este mês após a eliminação do Fla.

A empresa de consultoria esclareceu que o valor do elenco não foi calculado exclusivamente a partir do valor das contratações ou das multas de rescisão dos contratos, mas por 15 critérios objetivos e subjetivos que levam em conta desde a idade do jogador até a capacidade de retorno em mercado que pode oferecer ao clube.

"Outro fator que pesa na redução de seu valor de mercado é a dificuldade para gerar receita de publicidade a partir da presença do jogador, o que reduziu sensivelmente o interesse de futuros parceiros de fechar novas operações desta natureza", explica a nota.

Segundo a Pluri, outro fator influenciou na queda foram seus "frequentes problemas fora de campo", já que Ronaldinho Gaúcho teve problemas com dirigentes e com o técnico Vanderlei Luxemburgo, que deixou o Flamengo no começo do ano, por faltar alguns treinamentos e por sua presença constante em festas e casas noturnas.

"Após valer 70 milhões de euros (calculados pelo Pluri quando estava em sua melhor fase no Barcelona) em 2007, Ronaldinho Gaúcho está sofrendo uma mudança de sua imagem, passando de astro com talento raro para um festeiro pouco comprometido com os clubes em que atua", declarou a empresa.

"Esta pode não ser a verdade absoluta, mas é a percepção que, neste caso, conta mais", acrescentou.

Segundo a empresa de consultoria, o melhor jogador do mundo em 2004 e 2005 também sofreu uma sensível redução de seu prestígio internacional, o que reduz a possibilidade de poder ser contratado por um algum clube da Europa.

A Pluri também considera pequenas as chances de Ronaldinho desperta o interesse de equipes de algum "mercado alternativo" que esteja buscando chamar a atenção no cenário internacional, como Oriente Médio, China ou Índia.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A caça ao patrocínio no futebol


Os times de futebol atraíram o interesse de anunciantes e dobraram suas receitas em cinco anos. Agora enfrentam problemas para renovar contratos.

Por: Marcelo Onaga

Nos últimos anos, os times brasileiros de futebol viveram um clima de euforia. Grandes estrelas foram contratadas e repatriadas, os valores pagos pelos direitos de transmissão dos jogos atingiram patamares inéditos e os acordos de patrocínio bateram recordes.
Em 2010, a receita de patrocínio dos clubes brasileiros foi de 370 milhões de reais, o dobro do que foi arrecadado cinco anos antes, segundo a consultoria BDO RCS. O resultado colocou o campeonato brasileiro como o terceiro mais rentável do mundo em patrocínio de camisas, atrás apenas do inglês e do alemão.
No ano passado, estima-se que os valores tenham chegado a 420 milhões de ­reais. Para frustração dos times, essa fartura não deverá se repetir na atual temporada.
Especialistas em marketing falam em queda de até 20% nos valores de alguns contratos. Alguns dos maiores patrocinadores do país devem reduzir significativamente seus investimentos nesta temporada.
O BMG, que estampou sua marca em 39 equipes em 2011, deve ficar em cinco. A Hypermarcas, que investiu 80 milhões de reais no Corinthians em dois anos, não deve renovar o contrato.
O temor quanto aos efeitos da crise europeia no Brasil e a decepção de alguns patrocinadores com os resultados dos investimentos já fizeram com que algumas das principais equipes do país iniciassem o ano com suas camisas “limpas”.
Clubes como Flamengo, dono da maior torcida do país, São Paulo e Palmeiras não conseguiram renovar seus principais contratos, e a busca por novos patrocinadores se mostra difícil.
“Se conseguirmos os mesmos valores de 2011 já será um bom resultado”, diz Júlio Casares, vice-presidente de mar­keting do São Paulo. “Depois de dois anos de euforia, os patrocinadores estão fazendo ajustes”, diz  Eduardo Muniz, professor de branding da ESPM.
A falta de planejamento por parte de times e de patrocinadores é apontada como o principal motivo para retornos abaixo dos esperados. “Os clubes só oferecem a visibilidade que as transmissões dos jogos proporcionam, e as empresas também não fazem nada para ampliar o resultado do patrocínio”, diz César Gualdani, sócio da empresa de consultoria em marketing esportivo Sport+Markt.
Na Espanha, a Telefônica investe cerca de 20 milhões de euros por ano só para explorar ações que envolvam internet e telefonia do Real Madrid, valor similar ao que a empresa de loterias Bwin paga para estampar sua marca na camisa do time.
O Barcelona, que leva na camisa a marca da Qatar Foundation,  também tem uma parceria extracampo com a montadora alemã Audi que rende mais de 10 milhões de euros por ano.
E o inglês Manchester United, que estampa no uniforme apenas a marca da seguradora Aon, tem contratos também com a Turkish Airlines e com a DHL. “Os clubes brasileiros estão na idade da pedra do marketing esportivo”, diz Amir Somoggi, diretor da BDO RCS.
Para aproveitar ao máximo a visibilidade das transmissões, os times fatiam seus uniformes e transformam suas camisas em uma espécie de abadá, com até seis marcas estampadas nas mais diversas cores. “Isso é um erro. Uma pesquisa que fizemos mostra que o torcedor reconhece apenas duas marcas por time”, diz Gualdani.
Na Europa, todos os grandes times exibem apenas uma marca em sua camisa. A evolução do marketing esportivo brasileiro depende de uma mudança cultural tanto de clubes quanto de empresas patrocinadoras.
“Desenvolvemos ações para nossos patrocinadores que incluem a presença de jogadores em eventos, uso de nosso estádio para ações de relacionamento e exposição de produtos para a torcida”, afirma Armenio Neto, gerente de marketing do Santos, clube que vem tentando adotar uma gestão mais profissional de seus negócios. “Mas o próprio patrocinador ainda valoriza muito mais o modelo tradicional.”

Palmeiras fecha patrocínio com a Kia Motors


Marca coreana venceu disputa com a montadora chinesa JAC Motors

Por: Marcio Ishikawa

São Paulo - A Kia Motors vai oficializar nesta quarta-feira, dia 1º de fevereiro, o contrato de patrocínio com o Palmeiras. O anúncio será feito em uma concessionária da marca em São Paulo, capital, e contará com a presença do presidente da Kia Motors do Brasil, José Luiz Gandini, e o presidente do clube, Arnaldo Tirone.
Desde o final do contrato com a Fiat, no final do ano passado, o Palmeiras estava sem patrocinador na camisa. Especulações chegaram a dar como certo um acordo com a JAC Motors, mas a Kia teria entrado na disputa posteriormente e levado a melhor.
Nenhum valor oficial foi revelado, mas reportagens da imprensa esportiva afirmam que o contrato é de três anos e totaliza R$ 74 milhões.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sucesso olímpico brasileiro deve aparecer a partir de 2020


Por: Márcio Kroehn

Os ingleses investiram quase 1 bilhão de dólares para incentivar jovens de 16 a 19 anos a praticar esportes. Mais de 900 mil interessados chegaram a participar do projeto que começou em 2006, ou seja, cinco anos antes da Olimpíada que terá início em Londres no dia 27 de julho. O objetivo, porém, não é ter o melhor desempenho do país na história dos Jogos neste ano. Os ingleses querem aproveitar o clima olímpico para formar uma nova geração de campeões. Se o legado da construção das arenas está em constante discussão (como você pode ler na edição da EXAME – Ideias, Líderes e Produtos 2012 – que está nas bancas), os cuidados com o futuro esportivo inglês não terminam na festa de encerramento de 12 de agosto. No Brasil, a falta de uma clara política esportiva poderá frustrar o sonho brasileiro de se transformar em uma potência a partir de 2016. “A Olimpíada no Rio de Janeiro deve ser o início de uma nova fase esportiva no país”, diz José Carlos Brunoro, sócio fundador da Brunoro Sport Business.

Quando será possível medir o resultado da Olimpíada no Rio de Janeiro?

Brunoro - O maior problema será medir o sucesso dos Jogos de 2016 pelo número de medalhas conquistadas. O resultado vai aparecer em 2020 ou 2024. O Brasil precisa evoluir esportivamente e não utilizar a Olimpíada no próprio país para atingir o pico de conquistas olímpicas. Um atleta não se forma do dia para a noite. Ele precisa de investimento e de uma lição de casa bem feita.

Qual é a lição de casa que falta ao Brasil?

Brunoro - A Olimpíada é um evento pós-Olimpíada. O Brasil precisa estar preparado para transformar essa experiência única e se tornar um país multiesportivo. As confederações precisam trabalhar mais e aproveitar esse canal olímpico para tornar suas modalidades conhecidas. É dessa maneira que a prática pode ser popularizada com diversidade, ou seja, ir além do futebol e do vôlei. O legado da prática muda um país.

Mas como aproveitar esse ciclo olímpico?

Brunoro - É fundamental criar núcleos de excelência em todo o país. É preciso pensar a respeito, mas tenho dúvidas se isso está acontecendo.

Falta uma política esportiva ao país?

Brunoro - Sim, é preciso unir esforços. O Ministério da Educação, por exemplo, tem que ser mais participativo: levar o tema para as escolas e tornar a prática da educação física obrigatória. Não estou enxergando isso até o momento. As entidades esportivas também não estão se preparando para o período pós-olimpíada. Isso é grave.

Fonte: http://exame.abril.com.br/blogs/aqui-no-brasil/2012/01/02/sucesso-olimpico-brasileiro-deve-comecar-em-2020/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sony divulga ações para Mundial de Clubes da FIFA

Patrocinadora oficial da FIFA, a empresa planeja uma série de ações especiais para o campeonato que fecha o ano do futebol

São Paulo - A Sony, como patrocinadora oficial da FIFA, planeja uma série de ações especiais para propagar as emoções dos estádios de futebol para torcedores do mundo todo durante a Copa do Mundo de Clubes da FIFA – Japão 2011.
Este ano o evento contará com as presenças de Santos e Barcelona e o possível duelo entre Neymar e Messi. Neste cenário, a empresa criou um verdadeiro estádio virtual, batizado de “Tweet Stadium”, para que torcedores de todos os cantos do planeta possam trocar suas emoções.
O “Tweet Stadium” será uma fan page no Facebook especialmente criada para reunir experiências dos fãs de futebol, que poderão interagir com os amigos e se conectar com outros usuários da rede. O narrador e comentarista Silvio Luiz está a cargo de convocar a torcida pelas redes sociais.
Já o ex-goleiro e treinador Zetti será o embaixador da ação no Brasil, escalado para comentar os jogos do Santos ao vivo pela rede social. Ambos utilizarão os equipamentos e a tecnologia Vaio oferecida pela Sony para informar e convidar os torcedores a participar do “Tweet Stadium”.
Outras atrações para os fãs de futebol serão o “Guess the Score”, criado para que os torcedores possam arriscar seus palpites e interagir com outras pessoas e o “Free kick”, onde os usuários testarão suas habilidades no futebol virtual.
Além das ações online, a Sony também irá levar três torcedores, com direito a acompanhante, para assistir a final do torneio, no estádio. Em 5 de dezembro serão divulgados os vencedores do concurso cultural “Melhores do Mundo” e os dois primeiros, além de receberem produtos da Sony, poderão assistir ao jogo final dentro do campo, na área reservada para os fotógrafos.
As ações para marcam os eventos programados pela Sony para a Copa do Mundo de 2014 e estão inseridas no novo slogan da marca, “Todos Conectados pelo Futebol”.

Chega de amadorismo!!!

Por: Ricardo Araújo

O STJD condena o Brasil a um atraso sem precedentes em termos de exploração comercial de arenas esportivas.

Com o auxílio luxuoso da CBF, a complacência da imprensa, que habitualmente mira no caso e esquece da tese, e quase que de forma despercebida, o STJD colocou uma pulga imensa atrás das orelhas de todos os grupos que ainda pretendem entrar no mercado de gestão comercial de arenas no país. E porque tudo isso ? Explico.
A CBF marcou para a última rodada 2 clássicos no Rio de Janeiro, torcendo para que um deles não valesse nada. Isso porque, com as obras no Maracanã, só existe atualmente 1 estádio em condições de receber um jogo de grande público na cidade. Esse foi o primeiro êrro. Trocar o certo pelo duvidoso. Mas os erros não pararam por aí. Ignorando o mando de campo, obrigou o Botafogo, dono do estádio, a cedê-lo a terceiros e jogar em outra cidade, mesmo que este ainda precise da vitória para conseguir uma vaga na Libertadores 2012. A alegação foi de que o outro jogo possuía mais apelo, seria mais decisivo. E pronto. Dispôs da propriedade alheia a seu bel prazer. Exemplos como esse não se encontram em lugar nenhum do planeta civilizado e profissional.
O Rio de Janeiro, pela sua grande exposição e representatividade no país, disseminou o que sempre foi uma particularidade muito própria mas praticamente única no mundo, 1 estádio público servindo 4 grandes clubes, onde Federações e Suderj (administradora do estádio) intervinham nas tabelas, alterando mandos, jogos, e o que mais lhes conviesse, pois estádio que é de todos no fundo não é de ninguem. O Maracanã portanto nunca foi explorado de forma profissional, pois o Estado nunca foi do ramo. Assim, de anomalia, de exceção, virou regra, implantou a cultura do estádio “dividido”, e do “joga quem tiver o jogo mais importante”. Exceção porque, repito, não existe caso semelhante no mundo. Em cidades que possuem vários clubes de massa, esses possuem cada qual o seu estádio, mesmo que a cidade eventualmente tambem possua um estádio público.
Alguem imagina a Federação argentina, numa última rodada de um Clausura, por exemplo, desalojando o Boca Jrs. da Bombonera por ter este um jogo de menos importância, e colocando em seu estádio o jogo decisivo entre um clube pequeno e mandante, e o River ??? Nem imaginem, porque isso nunca irá acontecer.
A tal “cultura” que se implantou por aqui, a dos estádios “divididos”, e a do remanejamento compulsório, é uma punhalada mortal na gestão comercial de estádios no Brasil porque ela simplesmente despreza os compromissos assumidos pelo proprietário da arena com seus patrocinadores e consumidores. Sem a garantia de autonomia para dispor de datas, como vender propriedades no estádio ? Como prometer aos patrocinadores que os camarotes negociados serão disponibilizados em tal data e para tal jogo, conforme a tabela ?
Como terão recebido essa notícia os consórcios que atualmente constroem as novas arenas do Palmeiras, do Corinthians, e do Grêmio, por exemplo, em troca da exploração comercial por vários anos à frente, sabendo que a CBF, amparada pelo STJD, poderá mudar jogos e mandos de forma unilateral ?
Entender que uma arena esportiva é uma fonte de recursos importante para seus proprietários, e que gerí-la profissionalmente é parte indissociável disso, faz-se urgente por parte de Federações, imprensa, e opinião pública em geral. Os tempos de amadorismo e mentalidade estatal precisam ter um fim, ou de nada adiantará construir e investir milhões em novas arenas no Brasil. A era de estádios “divididos” terá que terminar. Quem tem o mando do jogo precisa do estádio para cumprir acordos comerciais com seus patrocinadores e com seus associados. Não é uma questão de “segurança”, nem tão pouco esportiva. É uma questão puramente comercial, e como tal, de sobrevivência econômica dos nossos clubes.
E para terminar, deixo uma última pergunta.
Se o Botafogo tivesse vendido antecipadamente alguns milhares de carnês para sócios torcedores, garantindo o direito de quem comprou assistir a Botafogo x Fluminense no estádio Olímpico, como seria ? Quantos milhares entrariam na Justiça para terem seus direitos resguardados ? E a quem caberiam as indenizações, ao Botafogo, ou à CBF ???
Pois é, as coisas não são tão simples como alguns imaginam. Isso não é assunto para amadores, e muito menos para políticagem.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Prorrogação

Por: Felipe Patury
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, quer se livrar do Segundo Tempo, o programa onde se concentraram as denúncias que redundaram na queda de seu antecessor, Orlando Silva. Como o Segundo Tempo é voltado para a iniciação esportiva de crianças e adolescentes, Rebelo negocia sua  transferência para o Ministério da Educação. Se der certo, terá um motivo a menos para dor de cabeça.

Opinião:
Do que adianta um Ministério do Esporte que não quer se responsabilizar pelo esporte e que, não conta com técnicos na linha de frente? E, cade o legado esportivo da década de ouro do esporte no Brasil?