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quinta-feira, 4 de abril de 2013

BT explica fim de projeto olímpico e se defende em caso de irregularidades


Entidade diz que iniciativa, posta em prática junto com o Ministério do Esporte, não tinha flexibilidade e que não houve danos aos cofres públicos

A Confederação Brasileira de Tênis (CBT) explicou nesta quinta-feira os motivos para o fim do Projeto Olímpico Rio Tênis 2016, criado em agosto de 2011 após idealização de Gustavo Kuerten e supervisão de Larri Passos, e posto em prática em convênio entre a CBT e o Ministério do Esporte. De acordo com a entidade, a iniciativa, que durou apenas 12 meses, mas deveria ser renovada anualmente visando os Jogos Olímpicos do Rio 2016, foi descontinuada por causa de uma inadequação do projeto à "flexibilidade" que o tênis exige, e não por causa de irregularidades na prestação de contas.
Em comunicado oficial, a CBT ressaltou que tem dois novos projetos em mente, o Medalha Olímpica e o Rede Nacional, que foram pensados para a "realidade operacional do tênis". Segundo o texto, a rotina dos tenistas durante treinos e torneios impede que os gastos definitivos sejam apresentados antecipadamente, reforçando que os custos com passagens e estadia de um atleta dependem diretamente do desempenho dele em cada torneio.
A CBT também esclareceu que não foi observado nenhum dano aos cofres públicos na prestação de contas. De acordo com o comunicado, a Corregedoria-Geral da União emitiu um parecer técnico com essa conclusão após fiscalização de uma semana na sede da CBT, em São Paulo.
Idealizador do projeto, Guga expressou na quarta-feira sua decepção pela iniciativa não ter dado certo, dizendo que o acontecimento lhe provocava uma "extrema desilusão".
Confira o comunicado oficial na íntegra:
O Projeto Olímpico Rio 2016 foi assinado com duração de um ano e efetivamente teve a duração de um ano. O que ocorreu foi a verificação na prestação de contas da falta de flexibilidade para mudanças no decorrer da execução do mesmo, pois como foi conferido na prática, os atletas precisaram modificar as suas programações de treinamentos, as competições que participariam, as datas em que viajariam, o tempo que permaneceriam em determinados lugares, os locais onde ficariam hospedados, situações essas que foram comprovadas pela CBT na prestação de contas que já foi realizada. Projetos com o mesmo mecanismo do Projeto Olímpico Rio 2016 não poderão ser feitos, por falta de flexibilidade na adequação da realidade da modalidade tênis. A CBT possui dois novos projetos, o Medalha Olímpica e o Rede Nacional, já pensados para a realidade operacional do tênis, que dependem exclusivamente de aprovação do Ministério do Esporte;
Importante salientar que a CGU, após fiscalização por uma semana na sede da CBT e avaliação de documentos e prestações de contas, emitiu um parecer técnico, intitulado de Relatório de Demandas Especiais, especificamente sobre o Projeto Olímpico Rio 2016. A conclusão do parecer do CGU em relação ao inquérito de investigação conclui que há "FALHAS sem danos ao erário". A conclusão é clara: não há em nenhum momento dano ao erário, ou seja, aos cofres públicos.
Todas as falhas dizem respeito à falta de conhecimento da fiscalização vigente sobre a realidade da modalidade. No caso da emissão de passagens, por exemplo, considerada uma falha na prestação de contas, explicamos: um tenista de alto rendimento, quando perde em alguma das rodadas de um torneio, já decide se vai participar de outro torneio em seguida ou se retorna ao Brasil para treinamento. Ele jamais fica parado esperando um torneio terminar, se ele já se desclassificou naquele torneio. Por isso as passagens não podem ser 100% planejadas com antecedência e sofrem alterações frequentes. Elas dependem diretamente do resultado dos atletas em cada torneio.
Em razão de um ex-dirigente da entidade ingressar com uma maldosa denúncia em diferentes órgãos federais (Ministério Público Federal, Ministério do Esporte e Tribunal de Contas da União) e como, por cautela, estes entes públicos possuem o dever de investigar todas as acusações que recebem, foram instaurados procedimentos administrativos. A CBT já prestou todos os esclarecimentos sobre as acusações que foram equivocadamente lançadas e aguarda a conclusão dos procedimentos supra citados;
Por fim, a CBT não fornece qualquer espécie de apoio financeiro ao Guga. Aliás, cabe ressaltar que o Guga por inúmeras vezes atendeu os pedidos da CBT e participou de maneira voluntária (sem cobrança de qualquer contrapartida financeira) de eventos e treinamentos com atletas brasileiros, de todas as idades, inclusive com as equipes que participaram da Copa Davis, não sendo justo que notícias inverídicas ao seu respeito sejam veiculadas na imprensa.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2013/04/cbt-explica-fim-do-projeto-olimpico-e-se-defende-de-acusacoes.html

Guga lamenta fim do Projeto Olímpico Rio Tênis 2016: 'Extrema desilusão'


Ídolo lamenta fim de iniciativa que impulsionava formação de tenistas para as Olimpíadas: 'Decepcionante que acabe em menos de um ano'

Ídolo brasileiro, Gustavo Kuerten revelou estar bastante desiludido com uma iniciativa fracassada no tênis nacional. Criado em agosto de 2011, sob sua idealização e supervisão do seu ex-técnico, Larri Passos, o Projeto Olímpico Rio Tênis 2016, que estabelecia a academia de Larri como centro de treinamento para tenistas, bancava passagens de atletas e seria renovado anualmente, foi descontinuado um ano após sua implementação, em 2012. Se recuperando de uma cirurgia no quadril, o ex-tenista decidiu se manifestar sobre o caso, e lamentou o fim do projeto.
- O término do Projeto Olímpico Rio Tênis 2016 causou-me uma extrema desilusão. Foi a primeira vez na história do tênis brasileiro que se formou uma equipe nacional de treinadores e jogadores, juvenis e profissionais, com uma safra excelente de tenistas, num momento oportuno, obtendo resultados imediatos e relevantes. Além disso, a oportunidade de envolver o Larri nesse processo era uma chance de futuramente transformar a realidade do tênis brasileiro num novo patamar de conquistas. É decepcionante que um projeto desse porte, elaborado para um período de 5 a 10 anos, acabe em menos de um ano. Essa iniciativa representava um momento único, uma oportunidade incrível para o nosso tênis, uma ideia que parecia até um sonho, e que na realidade não passou muito disso. O fim do projeto é um verdadeiro banho de água fria e uma frustração enorme para mim e para quem torce pelo tênis e esporte brasileiro - lamentou o ex-tenista, em comunicado à imprensa.
O Projeto Olímpico Rio Tênis 2016 foi posto em prática a partir de um convênio entre o Ministério do Esporte e a Confederação Brasileira de Tênis (CBT). A CBT receberia um valor de R$ 2 milhões, e o projeto seria renovado anualmente visando os Jogos Olímpicos do Rio 2016, mas foi cancelado diante de irregularidades observadas pelo Ministério.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2013/04/guga-lamenta-fim-do-projeto-olimpico-rio-tenis-2016-extrema-desilusao.html

Ciclo? Que ciclo?


Por Alexandre Cossenza

Não sei dizer por que o tema voltou a debate nos últimos dias, mas o fim do Projeto Olímpico da Confederação Brasileira de Tênis – encerrado no segundo semestre de 2012! – vem sendo tratado como novidade. E chama a atenção o comunicado enviado pela CBT nesta quinta-feira, explicando as dificuldades da entidade com a fiscalização e alegando que as supostas “falhas nas prestações de contas” eram consequência da falta de conhecimento do Ministério do Esporte em relação às peculiaridades do tênis. Leia abaixo o comunicado da CBT. Em seguida, faço um par de comentários.

Sobre o Projeto Olímpico Rio 2016, a Confederação Brasileira de Tênis esclarece que:

O Projeto Olímpico Rio 2016 foi assinado com duração de um ano e efetivamente teve a duração de um ano. O que ocorreu foi a verificação na prestação de contas da falta de flexibilidade para mudanças no decorrer da execução do mesmo, pois como foi conferido na prática, os atletas precisaram modificar as suas programações de treinamentos, as competições que participariam, as datas em que viajariam, o tempo que permaneceriam em determinados lugares, os locais onde ficariam hospedados, situações essas que foram comprovadas pela CBT na prestação de contas que já foi realizada. Projetos com o mesmo mecanismo do Projeto Olímpico Rio 2016 não poderão ser feitos, por falta de flexibilidade na adequação da realidade da modalidade tênis. A CBT possui dois novos projetos, o Medalha Olímpica e o Rede Nacional, já pensados para a realidade operacional do tênis, que dependem exclusivamente de aprovação do Ministério do Esporte;

Importante salientar que a CGU, após fiscalização por uma semana na sede da CBT e avaliação de documentos e prestações de contas, emitiu um parecer técnico, intitulado de Relatório de Demandas Especiais, especificamente sobre o Projeto Olímpico Rio 2016. A conclusão do parecer do CGU em relação ao inquérito de investigação conclui que há “FALHAS sem danos ao erário”. A conclusão é clara: não há em nenhum momento dano ao erário, ou seja, aos cofres públicos.

Todas as falhas dizem respeito à falta de conhecimento da fiscalização vigente sobre a realidade da modalidade. No caso da emissão de passagens, por exemplo, considerada uma falha na prestação de contas, explicamos: um tenista de alto rendimento, quando perde em alguma das rodadas de um torneio, já decide se vai participar de outro torneio em seguida ou se retorna ao Brasil para treinamento. Ele jamais fica parado esperando um torneio terminar, se ele já se desclassificou naquele torneio. Por isso as passagens não podem ser 100% planejadas com antecedência e sofrem alterações frequentes. Elas dependem diretamente do resultado dos atletas em cada torneio.

Em razão de um ex-dirigente da entidade ingressar com uma maldosa denúncia em diferentes órgãos federais (Ministério Público Federal, Ministério do Esporte e Tribunal de Contas da União) e como, por cautela, estes entes públicos possuem o dever de investigar todas as acusações que recebem, foram instaurados procedimentos administrativos. A CBT já prestou todos os esclarecimentos sobre as acusações que foram equivocadamente lançadas e aguarda a conclusão dos procedimentos supra citados;

Por fim, a CBT não fornece qualquer espécie de apoio financeiro ao Guga. Aliás, cabe ressaltar que o Guga por inúmeras vezes atendeu os pedidos da CBT e participou de maneira voluntária (sem cobrança de qualquer contrapartida financeira) de eventos e treinamentos com atletas brasileiros, de todas as idades, inclusive com as equipes que participaram da Copa Davis, não sendo justo que notícias inverídicas ao seu respeito sejam veiculadas na imprensa;

Replicamos as importantes considerações de dois importantes profissionais do nosso esporte sobre esta lamentável realidade.

“O término do projeto Rio Tênis 2016 causou-me uma extrema desilusão. Foi a primeira vez na história do Tênis Brasileiro que se formou uma equipe nacional de treinadores e jogadores, juvenis e profissionais, com uma safra excelente de tenistas, num momento oportuno, obtendo resultados imediatos e relevantes. Além disso, a oportunidade de envolver o Larri nesse processo era uma chance de futuramente transformar a realidade do Tênis Brasileiro num novo patamar de conquistas. É decepcionante que um projeto desse porte, elaborado para um período de 5 a10 anos, acabe em menos de um ano. Essa iniciativa representava um momento único, uma oportunidade incrível para o nosso tênis, uma ideia que parecia até um sonho, e que na realidade não passou muito disso. O fim do projeto é um verdadeiro banho de água fria e uma frustração enorme para mim e para quem torce pelo tênis e esporte brasileiro”, lamentou Gustavo Kuerten, integrante do projeto Olímpico Rio 2016.

“Acreditei e apostei num projeto que visava dar tranquilidade e qualidade de treinamentos aos jogadores. Quem esteve comigo e me viu nos torneios sabe o quanto eu me dediquei de corpo e alma para melhorar as condições dos jogadores que trabalharam comigo e em minha academia. Cumpri a minha missão para qual fui chamado. O projeto olímpico encerrou um ciclo”, falou Larri Passos, também integrante do projeto.

Confederação Brasileira de Tênis

Coisas que eu acho que acho:

- Curiosa a frase final do texto, de Larri Passos: “O projeto olímpico encerrou um ciclo”. Que ciclo? Olimpicamente falando, o ciclo mal começou. A não ser, é claro, que o treinador esteja falando de seus serviços à Confederação Brasileira de Tênis.

- Quando a CBT diz que “falta conhecimento da fiscalização vigente sobre a realidade do tênis”, vale ler (e ouvir) o que Jorge Lacerda diz aqui, neste post, sobre a Lei de Incentivo. O dirigente justifica que a fiscalização trata como falha qualquer mudança de planos feita de última hora. Ou seja, se um tenista perdeu e teve de mudar a passagem aérea, aquele gasto adicional faz com que as contas não sejam apresentadas da forma esperada pelo órgão fiscalizador. Assim, é necessário um ajuste na prestação da CBT.

- A CBT reforça que não fornece apoio financeiro ao Guga. Mas vale lembrar, apenas a titulo de curiosidade, que o tricampeão de Roland Garros tem contratos publicitários com os Correios, “patrocinador oficial” da Confederação, e com a Peugeot, “o carro oficial da CBT”. Obviamente, são empresas que investem no esporte e, por isso, querem estar associadas ao maior ícone do país.

- Por qualquer motivo que seja, justificado ou não, é muito triste que a CBT não tenha conseguido pôr em ação um grande e eficaz projeto de crescimento para o tênis no país. A entidade segue aprovando projetos aqui e ali, que não têm início nem término devidamente explicados e divulgados ao público.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/saqueevoleio/2013/04/04/ciclo-que-ciclo/

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

CBT anuncia Venus Williams para Brasil Tennis Cup


Por Daniel Zalaf

Na tarde desta terça-feira, 14, a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) apresentou oficialmente a Brasil Tennis Cup, torneio do calendário da Women Tennis Association, mais conhecida como WTA. Após 11 anos, o país voltará a sediar um torneio da elite do tênis mundial, desta vez em Florianópolis. Após a longa espera, o torneio promete.  Ao lado da Federação Catarinense de Tênis (FCT), a CBT anunciou a vinda de Venus Willians, ex-número um do mundo, e de mais 18 tenistas top 100 do atual ranking mundial para a disputa.

O torneio acontecerá entre os dias 23 de fevereiro e 3 de março deste ano, nas quadras duras da sede da FCT, na capital catarinense. O local já sediou grandes eventos da modalidade no país, sendo o principal deles a Copa Davis de 2001, quando recebeu mais de 15 mil pessoas.

O recinto está sendo reformado para atingir os parâmetros exigidos pela WTA e, segundo Jorge Lacerda, presidente da CBT, a ideia é usar os grandes eventos para deixar um novo legado para o esporte no país.
“O torneio dará às nossas tenistas a oportunidade de jogar partidas de alto nível com algumas das melhores tenistas do mundo, além de incentivar a prática do tênis para que o número de jogadoras continue crescendo nos próximos anos”, afirmou o presidente.

“Nossa intenção é aproveitar os recursos que temos para a realização de eventos como o Brasil Tennis Cup e o Brasil Open para deixar um legado para nossas futuras gerações. A sede da FCT está do jeito que é hoje porque, em 2001, aproveitamos a oportunidade da Copa Davis para construir um centro que hoje é utilizado por algumas de nossas maiores promessas e para a realização de ações sociais. Esse é nosso objetivo novamente”, disse Lacerda.

Para a realização do Brasil Tennis Cup como um dos torneios da agenda da WTA, a CBT adquiriu a antida data do WTA de Marbella, na Espanha. O negócio, de acordo com o presidente Lacerda, custou cerca de US$ 1,2 milhão para os cofres da Confederação. “Nós estávamos há mais de um ano procurando uma data disponível para a compra no circuito internacional. E durante uma das reuniões das federações na Europa surgiu a possibilidade da compra de Marbella, já que a crise econômica afetou bastante a Espanha”, afirmou o dirigente.

“No fim do ano passado, renovamos nosso contrato com os Correios por mais dois anos. Dentro deste novo acordo e, como parte do que já havíamos planejado, incluímos uma cláusula que destinava recursos exclusivamente para a compra dos direitos de um torneio da WTA, já que tínhamos tudo quase acertado”, completou Lacerda.

Além disso, Lacerda estipula que os gastos em torno da realização do Brasil Tennis Cup girem em torno de dois a três milhões de dólares, que serão financiados pelos patrocinadores do torneio, entre eles os próprios Correios, a fornecedora Asics e o Grupo RBS.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/28/28125/CBT-anuncia-Venus-Williams-para-Brasil-Tennis-Cup/index.php

sábado, 6 de outubro de 2012

Correios renovam aporte à CBT por dois anos


A diretoria dos Correios anunciou nesta sexta-feira a ampliação do contrato que a empresa mantém com a Confederação Brasileira de Tênis (CBT). O acordo foi ampliado em dois anos.

A relação entre Correios e CBT começou em 2008. A empresa já havia ampliado o investimento na modalidade em julho deste ano, quando anunciou um contrato individual com Gustavo Kuerten, maior nome do país no esporte.

O curioso é que a renovação do acordo com a CBT contraria o procedimento comum dos Correios em patrocínios. A empresa costuma trabalhar com contratos renovados anualmente, e a parceria com a entidade nacional sempre seguiu esse formato.

O negócio com Kuerten também teve modelo similar. O vínculo não tem duração estipulada, e é renovado ano a ano.

A despeito de um formato diferente, o que aproxima o novo contrato entre Correios e CBT do acordo que a empresa tem com Kuerten é o foco. Ambos dão ênfase ao trabalho social e de formação.

A nova parceria dos Correios com a CBT, por exemplo, prevê a implantação de uma escolinha de tênis em Brasília. Também está contemplado um projeto de levar o tênis a 40 escolas públicas do país.

“A parceria com os Correios deu outro panorama ao tênis brasileiro. Após quatro anos, podemos ver que evoluímos em todos os setores. Temos incentivo desde a base até o profissional, e nossos tenistas sabem  a importância dos Correios em muito do que temos feito”, disse Jorge Lacerda, presidente da CBT.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27078/Correios-renovam-aporte-a-CBT-por-dois-anos/index.php

terça-feira, 10 de julho de 2012

Mudança no Banco do Brasil trava negócio com CBT


Por Guilherme Costa

A Confederação Brasileira de Tênis (CBT) esperava anunciar antes dos Jogos Olímpicos de Londres um contrato com o Banco do Brasil. Contudo, a negociação com a instituição financeira não avançou. Um dos principais motivos para isso é uma mudança na cúpula da empresa estatal.

“Eles queriam ir a Londres e participar da próxima rodada da Copa Davis, mas é complicado. Estamos com conversas bastante adiantadas, mas a diretoria deles mudou em fevereiro. Isso atrasou as coisas”, relatou Jorge Lacerda, presidente da CBT.

As mudanças na cúpula do Banco do Brasil atingiram ao menos 13 diretorias, reformulação sem precedentes na história da instituição financeira. As alterações foram feitas na esteira dos resultados do quarto trimestre de 2011, período em que a empresa cresceu 18,9% e faturou R$ 9,2 bilhões.

O Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, união consolidada em maio de 2010, já patrocina a CBT. Existe uma possibilidade de a negociação entre entidade e instituição financeira ser concluída nos próximos dias, mas a chance é remota.

Um fator que pesa para a aproximação entre CBT e BB é o ex-tenista Gustavo Kuerten. Patrocinado pela instituição financeira, o maior nome da modalidade no país tem sido grande porta-voz da entidade.

Na última semana, por exemplo, a CBT teve forte presença em evento para anúncio de um contrato entre Guga e os Correios. A empresa de entregas também patrocina a entidade nacional.

“O Guga fechou um contrato de direito de imagem com os Correios, mas há alguns pontos que são vinculados à CBT, como a Semana Guga Kuerten. Acho que a interligação é perfeita. É algo com o que nós sempre sonhamos, que já vinha sendo trabalhado havia muito tempo”, completou Lacerda.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/25/25911/Mudanca-no-Banco-do-Brasil-trava-negocio-com-CBT/index.php

domingo, 29 de abril de 2012

Challengers no Brasil e ATPs europeus evidenciam momento alarmante do tênis nacional

A situação é alarmante para o tênis brasileiro. Já estamos praticamente em maio, no meio da temporada de saibro da Europa, já tivemos alguns Challengers no Brasil, um ATP e o único tenista que continua nos top 100, entre os top 50 é Thomaz Bellucci. Não vejo os outros jogadores arriscando, jogando os qualifyings dos ATPs europeus ou Challengers maiores mundo afora. E para piorar, poucos são os brasileiros se dando bem nos Challengers em casa e eles não são novatos.   

Estive durante a semana no IS Open, no Clube Paineiras do Morumby, quando comecei a fazer esta análise e pensar nos resultados dos últimos torneios Challengers no Brasil.
Os poucos brasileiros que estão conseguindo avançar nas chaves são os mais experientes, com mais de 25 anos e em sua maioria beirando os 30 anos ou até com mais do que as três décadas de existência.
Thiago Alves, com 29 anos, foi o único brasileiro a ganhar um torneio Challenger neste ano e ganhou dois: São Paulo e Guadalajara.
Ricardo Hocevar, aos 26 anos, jogou bem na semana passada em Santos, passando o qualifying e chegando à final.
Júlio Silva, aos 32, joga neste fim-de-semana a final do IS Open, em São Paulo.
Rogério Dutra Silva, 28 anos, fez algumas quartas-de-final de Challenger e foi às oitavas no ATP de Viña del Mar.
O único novato entre os top 10 é Guilherme Clezar, com 19 anos de idade.
João Souza, o nosso número dois, com 23 anos, até que está tentando, jogando os qualifyings dos Masters 1000 e ATPs, mesclando com alguns Challengers, mas não está avançando. O melhor resultado por enquanto foi as quartas-de-final no ATP chileno.
O mais alarmante, no entanto, é o fato de ver neste fim-de-semana de três ATPs 250 na Europa, teoricamente os mais fracos, não encontrar nenhum brasileiro jogando os qualifyings e somente João Souza na chave do ATP de Belgrado (Bellucci está lesionado).
Muitos dos tenistas que jogaram os Challengers do Brasil e da América do Sul nas últimas semanas, especialmente os argentinos, já foram para a Europa. E a julgar pela quantidade de portugueses e sérvios nas chaves dos qualifyings em Estoril e Belgrado, entrar ou não na chave não seria um problema.
Além disso, e os mais novos? Ainda não conseguiram dar o salto e continuam jogando torneios Futures?

Fico tentando encontrar uma explicação. Será comodismo de ficar no Brasil e jogar mais um Challenger na outra semana e chegar na Europa para jogar o qualifying de Roland Garros sem ter enfrentado os tenistas mais bem ranqueados e que estão jogando no velho continente? Será falta de ambição, de coragem de arriscar?
Imagino que questões financeiras não sejam mais os maiores problemas, pelo menos para bancar as viagens já que a CBT arca com este custo.

Os colombianos a quem derrotamos na Copa Davis há poucas semanas estão todos na Europa.
Apenas os duplistas – André Sá, Marcelo Melo, Bruno Soares (e Feijão), estão por lá.
É triste, mas são fatos e é a nossa realidade não muito empolgante, principalmente se estivermos pensando no futuro. Parabéns aos mais experientes Alves e Silva e ao Hocevar que conseguiram bons resultados, mas precisamos de mais.
Fonte: http://gabanyis.com/?p=3067

Opinião: Essa é a realidade do esporte brasileiro. Passamos pelo momento Guga e não conseguimos desenvolver sustentavelmente esporte. Precisamos de uma política em todos os setores do esporte visando a coibição do uso político por parte dos pseudos gestores.