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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Paes ignora parecer do Conselho de Patrimônio e libera demolição do antigo Museu do Índio


Medida contraria parecer do Conselho municipal de Proteção do Patrimônio Cultural

Por Fábio Vasconcellos e Luiz Ernesto Magalhães

RIO — A polêmica sobre a demolição do prédio do antigo Museu do Índio como parte de um pacote para reurbanizar o entorno do Maracanã com vistas à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos de 2016 ganhou mais um capítulo na segunda-feira. Uma das últimas barreiras para que o imóvel — ocupado desde 2006 por índios de diversas etnias — venha ao chão foi derrubada por uma canetada. Em despacho de duas linhas no Diário Oficial, com data de sexta-feira passada, o prefeito Eduardo Paes concedeu licença para o estado demolir o imóvel. A medida contraria parecer do Conselho municipal de Proteção do Patrimônio Cultural. Em 12 dezembro do ano passado, a entidade havia aprovado, por unanimidade, um parecer contrário à demolição do imóvel, devido à importância histórica do prédio.
Na segunda-feira mesmo, o estado anunciou a contratação da empresa de engenharia que vai demolir o prédio. No total, a Copec Construções e Locações receberá R$ 586 mil para pôr abaixo o prédio em, no máximo, 30 dias. A resolução assinada pelo prefeito acabou criando uma nova discussão. A legislação que regulamenta o Conselho de Patrimônio prevê que seu papel seja apenas consultivo: caberia a Paes seguir ou não a orientação. Por outro lado, um decreto de 2001 exige a aprovação do Conselho de Patrimônio para a demolição de qualquer prédio construído no Rio antes de 1937.
— Para desconsiderar o parecer, Paes teria que revogar o decreto de 2001 — sustenta o defensor da União André Ordacgy.
André pretende entrar nesta terça-feira com recurso na Justiça Federal para tentar impedir a demolição do antigo museu. Além de citar o ato administrativo de Paes, ele argumentará que, em cartório, o imóvel continua a ser de propriedade da União. Em paralelo, a Defensoria quer atrair mobilização internacional para o caso.
— Nosso entendimento é que existe um risco de violação das minorias que ocupam o local. Faremos uma representação à Comissão Internacional de Direitos Humanos da OEA para que estude o caso e intervenha — disse André.
O imóvel, que pertencia à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foi comprado pelo estado por cerca de R$ 60 milhões. Depois de conseguir derrubar na Justiça decisões contrárias à demolição, o estado tentou retomar, no sábado, o imóvel ocupado pelos índios. A medida acabou suspensa por liminar da Defensoria Pública que, na prática, não impede a reintegração de posse. Os defensores apenas questionaram o fato de o despejo não ter sido avisado, além da ausência de assistentes sociais.
A decisão de Paes causou polêmica também entre especialistas. A arquiteta Evelyn Furquim Werneck Lima, integrante do Conselho de Patrimônio, lamentou a atitude do prefeito:
— Nossa decisão tomou como base características do prédio e não se ele está ou não ocupado. Hoje ele ainda pode ser recuperado.
Ex-superintendente do Iphan no Rio, o arquiteto Carlos Fernando de Andrade discorda:
— O que tem importância histórica e cultural é o prédio do atual Museu do Índio. Tombar um imóvel só porque ele é antigo não garante sua preservação se faltam recursos até para manter o patrimônio que já é preservado.
Já Roberto Anderson Magalhães, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, que fez recentemente um estudo sobre a importância histórica do prédio, considerou “absurda” a decisão do prefeito. Segundo ele, não há razão para o edifício ser demolido:
— É uma decisão absurda. O prefeito nomeia os técnicos do Conselho, mas ignora a orientação do corpo técnico. Não há razão para demolir o prédio. Nos estudos que fiz, demonstrei que o prédio pode permanecer no local sem prejudicar o acesso dos torcedores ao Maracanã.
Sem saber da nova decisão da prefeitura, os índios disseram ontem que estão dispostos a brigar para evitar a derrubada do prédio:
— Estamos apreensivos com essa decisão do governo. Mas sabemos que estamos na legalidade. Temos aqui 150 indígenas, entre crianças, adultos e idosos. E vamos lutar para defender esse prédio — disse o índio Urutal Guajajara.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/paes-ignora-parecer-do-conselho-de-patrimonio-libera-demolicao-do-antigo-museu-do-indio-7296731#ixzz2I3UXliWw 

Prefeito sanciona mudanças no pacote olímpico, mas com vetos


Paes rejeita emendas de última hora que levariam ao adensamento da APA de Marapendi e à construção de hotéis

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O prefeito Eduardo Paes sancionou nesta terça-feira, com vetos, as mudanças nas regras do pacote olímpico para viabilizar a construção do campo de golfe, no trecho da APA de Marapendi na Avenida das Américas, e o centro de transmissão dos jogos no futuro parque olímpico, antigo Autódromo de Jacarepaguá.
Conforme o prometido, Paes vetou emendas apresentadas na última hora pelos vereadores. O motivo alegado pelo prefeito é que as alterações estão em desacordo com a regras urbanísticas nas duas regiões. No caso do autódromo, os vereadores aprovaram aumentos nas medidas que levariam ao adensamento da área, sem contrapartida financeira para a prefeitura.
No caso do campo de golfe, as novas regras, além de adensarem a APA de Marapendi, permitiriam a construção de hotéis, com quartos voltado para o campo. Ainda neste caso, o projeto de lei apresentado pelos vereadores retira 58 mil metros quadrados do Parque de Marapendi, incorporados ao projeto do golfe olímpico.
O veto às emendas já havia sido anunciado pelo prefeito no fim de dezembro. Paes chegou a dizer que preferia atrasar a Olimpíada a colaborar com a especulação imobiliária na área do Parque Olímpico, do autódromo e do entorno do campo de golfe. Paes afirmou que vai pedir a Câmara de Vereadores para apoiar seu veto integral das alterações no Pacote Olímpico, que valorizam as áreas particulares na região. Segundo ele, os vereadores não sabiam o que estavam sabendo quando aprovaram as mudanças.

Emendas longe do acordo entre prefeitura e investidores
As emendas que foram aprovadas pelos vereadores em 20 de dezembro do ano passado estavam longe do que havia sido acordado entre a prefeitura e os investidores privados do campo de golfe e da área do autódromo. Na ocasião, o vereador Luiz Guaraná (PMDB) afirmou que o principal impacto seria no plano urbanístico do Parque Olímpico. Isso porque a emenda votada autorizava a ampliação do potencial construtivo em cerca de 500 mil metros quadrados, o que equivaleria quase à metade do que a legislação permite para o local.
As propostas de alterações no pacote valorizariam em mais de R$ 4 bilhões as propriedades de empresários vizinhos ao Parque Olímpico e ao campo de golfe, segundo estimativas do mercado imobiliário.
O grupo Rio Mar, do empresário Pasquale Mauro, ganharia mais 42 mil metros quadrados nos terrenos vizinhos ao campo de golfe. Também foram autorizadas a construção de hotéis no local e a isenção de IPTU e ISS por tempo indeterminado para o campo de golfe. As emendas chegaram ao plenário por iniciativa de comissões da casa, minutos antes de o projeto começar a ser discutido.
— O que a Casa acabou aprovando para a área do golfe é um absurdo. O campo de golfe será público por 25 anos. E depois a área volta para o grupo controlado pelo empresário. sem contar os lucros com as alterações nos parâmetros urbanísticos — disse na ocasião a vereadora Andrea Gouvea Vieira (sem partido).
As emendas ao projeto foram divulgadas apenas meia hora antes da votação. A oposição ainda tentou adiar a votação por uma ou duas sessões mas não conseguiu. Os pedidos foram derrubados com ajuda da própria bancada governista.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeito-sanciona-mudancas-no-pacote-olimpico-mas-com-vetos-7298522#ixzz2I3U6MeIs

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

PREFEITO DO RIO FOMENTOU A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA E O PROCESSO GANHOU MOTO PRÓPRIO!


1. Este Ex-Blog tem lembrado que a Constituição Federal de 1988 ampliou muito o poder dos legislativos municipais. Entre as novas atribuições, está legislar –inclusive com iniciativa de lei- em matéria urbanística. Isso passou a exigir de todos uma atenção muito maior, dado os valores urbanos e financeiros envolvidos nas mudanças de legislação.
    
2. A Câmara Municipal do Rio aprovou, em 2005, uma lei mudando o padrão urbanístico da APA-Marapendi para autorizar construções. Ficou conhecido como o caso do ‘Leão’, (referência à propriedade da área). O prefeito anterior vetou. A Câmara derrubou o veto e pressionou. O prefeito manteve a decisão e recorreu. Quando o assunto foi para Brasília, o atual prefeito aceitou a opinião do relator no STF e deu o caso por encerrado, sem recorrer ao plenário, onde a vitória da prefeitura era considerada tranquila.
    
3. Prevaleceu a lei de um grupo de Vereadores. E a prefeitura, se apoiando nessa lei, autorizou hotel, etc. Da mesma forma, já tinha feito em 2009 com o PEU de Vargens (enorme área frontal ao Recreio dos Bandeirantes do lado das lagoas internas). Os Vereadores se encarregaram das emendas combinadas com o prefeito. E se aprovou uma orgia urbana, incluindo construção nos “lotes molhados”, ou seja, em áreas das lagoas.
    
4. Agora, o prefeito encaminhou projeto de lei flexibilizando ocupação, justificando com o campo de golfe e ofereceu contrapartidas amplas e “generosas” de gabaritos na Barra dentro e no entorno do Parque Olímpico. Calcula-se que o valor deste projeto de lei alcança uns 4 bilhões de reais.
    
5. Como era esperado, depois de criado por iniciativa do prefeito, o clube da especulação imobiliária (prefeito e vereadores), vereadores emendaram o “generoso” projeto de lei, tornando-o ainda mais “generoso”. E dizem que próceres do executivo concordaram. A imprensa calculou em mais 4 bilhões de reais essa “generosidade”. Mas essas emendas –segundo se diz- estavam fora do script e o prefeito saiu gritando, se dizendo surpreendido: veto e arrebento.
    
6. O hábito faz o monge. Se nas leis citadas, na taxa de iluminação, etc., sistematicamente, os Vereadores foram usados, tendo a iniciativa do desgaste, justificados para os pleitos “olímpicos” do executivo, por que agora não, dizem alguns? Nesse sentido, falta autoridade ao prefeito –promotor de tantas iniciativas especulativas- para falar de especulação imobiliária, como se fosse apenas um jogo dos Vereadores.
   
7. Foi um jogo duplo nesses 4 anos. O prefeito parou de jogar “paciência” e optou por “biriba”. Bem, agora se espera os vetos e que os Vereadores tenham mais de um terço ou 18 para mantê-lo. Uma nova legislatura. Aguardemos.

Fonte: Ex-Blog do Cesar Maia

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Prefeito vetará isenção de impostos de campo de golfe em Marapendi


Projeto original ganhou emendas prevendo isenção de IPTU.
Parque Olímpico diz que projeto original da prefeitura é satisfatório.

Por Lilian Quaino

O prefeito Eduardo Paes anunciou nesta sexta-feira (21) que vai vetar a isenção de impostos municipais do campo de golfe que será criado na reserva de Marapendi, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, projeto que foi aprovado na noite de quinta (2) pela Câmara dos Vereadores.
O projeto de criação de um campo de golfe na reserva é da própria prefeitura, para atender aos Jogos Olímpicos de 2016. Aprovado em primeira discussão, o projeto ganhou duas emendas, de grupos de vereadorres, apresentadas durante a sessão da segunda votação, na noite de quinta. Uma das emendas isenta o campo de golfe de todos os impostos municipais, IPTU entre eles; a outra, aumenta a área a ser destinada a projetos imobiliários, incluindo um hotel. O projeto com as emendas foi aprovado por 30 votos a dez.
Os vereadores receberam as emendas com surpresa.
"Esse projeto existe há meses, houve tempo suficiente para apresentarem emendas, mas fizeram no apagar das luzes para não dar tempo de serem discutidas e entendidas pela sociedade", disse a vereadora Andrea Gouvêa Vieira, sem partido.
O próprio vereador Guaraná (PMDB), do partido do prefeito, antecipou na sessão que as emendas seriam vetadas pelo prefeito, pois atenderiam mais aos interesses da iniciativa privada do que da comunidade.
Na tarde desta sexta, a Concessionária Rio Mais, que administra o Parque Olímpico, informou que não necessita e não fará uso das situações que constam nas emendas aprovas - isenção de impostos e aumento de área imobiliária. Esta é a íntegra da nota assinada por Leandro Azevedo, conselheiro da Concessionária Rio Mais:
"A Concessionária Rio Mais reitera seu total compromisso com o sucesso do projeto olímpico da Cidade do Rio de Janeiro e, em particular, com a sua participação no contrato de concessão assinado com a Prefeitura do Rio para a construção do Parque Olímpico. Os novos parâmetros urbanísticos definidos no texto original do PLC no.113/2012, encaminhado pelo Poder Executivo Municipal, são absolutamente suficientes para a execução deste importante equipamento olímpico e de todos os demais que constam do contrato. A concessionária não necessita e não fará uso de quaisquer outros parâmetros constantes das emendas aprovadas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro no dia de ontem", diz a nota de Azevedo.

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/12/prefeito-vetara-isencao-de-impostos-de-campo-de-golfe-em-marapendi.html

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Prefeito pretende vetar tombamento da Escola Municipal Friedenreich


Medida é uma tentativa de evitar que a unidade seja demolida

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O prefeito Eduardo Paes antecipou na quarta-feira que pretende vetar a proposta de tombamento da Escola Municipal Friedenreich, no complexo esportivo do Maracanã, caso ela seja aprovada pela Câmara dos Vereadores. A prefeitura negocia com o estado a transferência do colégio para um antigo terreno do Exército em São Cristóvão. O estado arcaria com a mudança. O que ainda não está claro é se a transferência seria ou não definitiva ou se valeria apenas durante as Olimpíadas de 2016.
— O que faz uma escola não é um prédio, mas a dedicação de professores e alunos — argumentou o prefeito.
A Escola Friedenreich é considerada uma das melhores da rede pública . Segundo a avaliação do Ideb, ela é a quarta melhor do estado.
O destino de alunos e professores pode ser selado nesta quinta-feira. Com ajuda de parte da bancada governista, a oposição na Câmara dos Vereadores tenta aprovar o projeto que tomba o colégio. A medida é uma tentativa de evitar que a unidade seja demolida e os alunos transferidos, por conta das obras de adaptação do Maracanãzinho para os Jogos Olímpicos de 2016. Na área ocupada pela escola, está prevista a construção de duas quadras de aquecimento para as seleções de vôlei.
A construção das quadras faz parte de uma série de investimentos de responsabilidade da empresa que vencer a concorrência do governo do estado para administrar o complexo esportivo do Maracanã. A Secretaria estadual da Casa Civil prometera que o edital de concessão seria divulgado este mês. Mas na quarta-feira o Palácio Guanabara informou que as regras só serão divulgadas em janeiro. As razões para o adiamento não foram reveladas.
A minuta do edital apresentada em novembro previa que o concessionário investisse R$ 469,4 milhões no complexo até os Jogos de 2016. Nessa conta, estavam incluídas, por exemplo, a demolição e reconstrução em São Cristóvão do Parque Aquático Júlio Delamare e do ginásio Célio de Barros, bem como a derrubada do antigo Museu do Índio. O consórcio também seria responsável por implantar um museu do futebol, além de infraestrutura de bares e restaurantes,
O prazo de concessão previsto era de 35 anos e o valor da outorga anual, R$ 7 milhões, quitados em 33 parcelas anuais. Ou seja: o estado deve receber R$ 245 milhões em 35 anos ou 28,9% do total investido, se a concessão for pelo valor mínimo (R$ 860 milhões).
O projeto de lei tombando a escola foi aprovado em primeira discussão na última terça-feira, numa sessão extraordinária. Na mesma sessão, faltou quórum para discutir se o antigo prédio do Museu do Índio, que pode ou não ser demolido para a Copa do Mundo, deveria ser tombado também.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeito-pretende-vetar-tombamento-da-escola-municipal-friedenreich-7107226#ixzz2FaS4gZcA 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Prefeito participa da abertura do Debriefing de Londres


Evento faz parte do programa de transferência de conhecimento entre as cidades-sede das Olimpíadas

Por Juliana Romar

O prefeito Eduardo Paes participou na noite deste sábado (17/11) da abertura do Debriefing Oficial COI dos Jogos Londres 2012, evento que acontecerá na cidade até o próximo dia 21, para debater a experiência londrina na realização dos Jogos Olímpicos de 2012.


O encontro é uma transferência de conhecimento do Comitê Olímpico Internacional (COI) e conta com a participação de autoridades dos três níveis do governo brasileiro, de integrantes dos Comitês Organizadores dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi 2014 (Rússia) e PyeongChang 2018 (Coréia do Sul), da Rio 2016 e de representantes das cidades candidatas de 2020 (Istambul, Tóquio e Madri).

De acordo com Paes, o Debriefing auxiliará os organizadores dos Jogos Rio 2016 em seus preparativos, avaliando progressos e sucessos, pontos positivos e negativos e o que pode ser aplicado nas próximas Olimpíadas.
- Sediaremos grandes eventos nos próximos quatro anos e queremos realizar Jogos excepcionais, deixando legado para a cidade e representando a transformação na mente e atitude das pessoas. Os Jogos de Londres foram surpreendentes e transformaram a cidade. Vamos aproveitar esses quatro dias de Debriefing para aprender muito com Londres e nos inspirarmos ainda mais para que os Jogos no Rio de Janeiro sejam um enorme sucesso - afirmou o prefeito.

Nos próximos dias, o Debriefing contará com sessões plenárias em que serão abordados os elementos de planejamento operacionais e técnicos; tecnologia; a organização dos Jogos Olímpicos, como acomodações, transporte e logística; e a experiência dos participantes dos Jogos, como atletas, espectadores, força de trabalho e mídia. Além dessas reuniões, haverá encontros paralelos, como visitas às obras de revitalização da Zona Portuária, ao Estádio do Maracanã, ao Parque Olímpico e à Vila Olímpica.


Participam dos encontros diversas autoridades como a vice-presidente do COI e presidente da Comissão de Coordenação do COI para o Rio 2016, Nawal El Moutawakel; o presidente da Comissão de Coordenação do COI para Londres 2012, Denis Oswald; o diretor-executivo de Jogos Olímpicos do COI, Gilbert Felli; o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Londres 2012 (LOCOG, na sigla em inglês), Sebastian Coe; o chefe-executivo do LOCOG, Paul Deighton; o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, entre outras.

O presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Londres 2012, Sebastian Coe, destacou que os encontros servirão de inspiração para os comitês organizadores dos próximos Jogos:

- É importante entender o que foi feito nos Jogos, buscar melhorar e passar os conhecimentos adiante, compartilharmos o que deu ou não certo e o que poderia ter sido feito diferente. Nosso objetivo aqui é ajudar.


O Debriefing Oficial COI acontece sempre no final de cada edição dos Jogos Olímpicos. Ele foi criado durante a preparação para os Jogos Sydney 2000 e, desde então, evoluiu para uma plataforma integrada de serviços e documentos, que auxiliam organizadores e os ajudam a definir o futuro dos Jogos.


Para a vice-presidente do COI e presidente da Comissão de Coordenação do COI para o Rio 2016, Nawal El Moutawakel, esta será uma excelente oportunidade de aprendizado:

- Londres vai perpetuar aqui durante esta semana. Experiências serão compartilhadas, práticas trocadas para que o sucesso seja repetido e melhorado. Aqui, lições de grande valor serão adaptadas e adotadas pelos comitês organizadores, que deverão inovar e expandir sobre o que vão aprender nesses dias.

O presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, também comentou sobre o encontro:


- O Debriefing é o evento mais claro da transparência que dá auxílio crucial aos comitês. O sucesso de Londres é inspiração para continuar investindo em infraestrutura, transporte, mudança social e econômica, e desenvolvendo e descobrindo jovens atletas campeões do futuro.

Ao final do evento de abertura, Sebastian Coe presenteou Nuzman com uma pétala da Pira Olímpica dos Jogos de Londres, enquanto Nuzman entregou a Coe uma arte que retratava a paisagem carioca, com o Pão de Açúcar, Cristo Redentor e a Praia de Copacabana.

Fonte: http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?article-id=3360127

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Prefeito do Rio diz que partida de futebol é o que menos importa na Copa


Eduardo Paes destaca que sob o ponto de vista da cidade, o mais importante não é ver a Seleção Brasileira atuar no Maracanã mas receber o Centro de Mídia

Por MIchel Castellar

Para o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, os jogos de futebol durante a Copa do Mundo de 2014 são o que menos importa. O político destacou que, como administrador, seu interesse é o de trazer o maior número de eventos capazes de gerar divisas e desenvolvimento para a capital fluminense.
- O menos importante na Copa é o jogo de futebol. O mais importante é onde estará o Centro de Mídia, a sede da Fifa, onde vai ser realizada a final, porque é um jogo que dá visibilidade. Minha prioridade não foi brigar com a Fifa para ter jogo da Seleção, aqui, nas quartas de final ou na fase inicial. Minha prioridade foi brigar para o Centro de Mídia ficar aqui e essa questão é mais importante sob o ponto de vista do interesse da cidade - afirmou Paes.
A postura defendida pelo prefeito é a de que instalações com o Centro de Mídia ou a realização da final da Copa, independente ou não da presença da Seleção, trará mais retorno para a cidade. Por isso, seu aparente descaso com as partidas e sua defesa por ações que tragam dividendos para o Rio.
E ao falar sobre as mudanças por qual passará a cidade, Paes aproveitou e garantiu que os alunos só deixarão a Escola Municipal Friedenreich, após uma nova ser construída e próxima ao seu endereço atual. A instituição de ensino funciona dentro do Complexo Maracanã e será demolida, por causa das obras de modernização da instalação.
- Os alunos só serão removidos após uma nova escola ser feita. E eles não serão distribuídos por outras escolas. Irão todos para a nova - salientou o prefeito carioca.


Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/copa-do-mundo/Prefeito-Rio-partida-importa-Copa_0_800919994.html#ixzz2AivRfLew 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Prefeito do Rio diz que rede hoteleira da cidade não preocupa mais


Eduardo Paes participou de solenidade que deu início às obras de um hotel no Riocentro, sede do IBC

Fonte: Alvo de receio do Comitê Olímpico Internacional (COI) e das próprias autoridades públicas do Rio de Janeiro, a rede hoteleira carioca não preocupa mais, segundo o prefeito Eduardo Paes. Na época da candidatura do Rio à cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, os quartos de hotéis da capital fluminense eram considerados insuficientes para o evento esportivo internacional e isso gerou preocupações.

A declaração de Paes foi feita hoje (18), durante início das obras do Hotel Grand Mercure, que será construído no Riocentro, para abrigar os profissionais que trabalharão no Centro Internacional de Transmissão da Copa do Mundo de 2014. O hotel quatro estrelas terá 306 apartamentos.

“Cada dia mais, esse é um desafio superado. [Com] o que tem em construção, já estamos dobrando a capacidade hoteleira que a gente cidade tem. Aqui do lado estão fazendo um Hilton. O Hyatt também começou nesta semana, na Praia da Barra. Então, a questão de acomodação não será mais um problema”, disse Paes.

Segundo dados de fevereiro da Secretaria de Turismo do Rio, a cidade tinha 25,2 mil quartos de hotel. Com os projetos em construção, em licenciamento e análise, é possível chegar a 36 mil unidades até 2015. De acordo com a secretaria, o Rio se comprometeu a oferecer 42,6 mil quartos, entre hotéis, vilas de acomodação e cabines de navios, acima do exigido pelo COI, 40 mil.

De acordo com a GL Events Brasil, empresa que administra o Riocentro, o Hotel Gran Mercure vai custar cerca de R$ 100 milhões. O secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jerôme Valcke, não pôde participar da cerimônia de lançamento da obra porque precisou ser internado em um hospital do Rio de Janeiro, devido a uma infecção. Ele foi representado pelo diretor de Marketing da Fifa, Thierry Weil.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10922/PREFEITO+DO+RIO+DIZ+QUE+REDE+HOTELEIRA+DA+CIDADE+NAO+PREOCUPA+MAIS.html

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Protesto impede ida de prefeito do Rio na chegada da bandeira olímpica


Por Lucas Vetorazzo

A bandeira olímpica chegou ao Rio de Janeiro e já foi levada para sua primeira agenda oficial, na favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, zona norte da cidade. Aguardado para hastear a réplica na comunidade, o prefeito Eduardo Paes não compareceu à cerimônia por conta de um protesto de motoristas de vans que para o trânsito da cidade, na manhã desta quarta-feira.

Em seu lugar, foi enviado o governador do Rio, Sérgio Cabral, que não estava previsto na agenda oficial. No trajeto entre a van que o levara à cerimônia, o governador cumprimentou moradores e falou muito brevemente com a imprensa.

Cabral disse que a escolha da favela para a apresentação da bandeira à cidade foi devido ao caráter simbólico do local. O Complexo do Alemão foi palco da maior operação de ocupação pela polícia em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas, ocorrida em 2010.

"A vinda da bandeira é a mostra de que o conceito de cidade partida não existe mais no Rio de Janeiro", disse ele, antes de embarcar.

Nos próximos dias a bandeira ficará exposta à visitação no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio, em Botafogo, zona sul do Rio.

Cabral chegou à comunidade na companhia do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, dos irmãos boxeadores Esquiva e Yamaguchi Falcão e do gari Sorriso, que participou da cerimônia de encerramento dos Jogos de Londres. A cerimônia atrasou em uma hora e durou pouco mais de quinze minutos. Não houve discursos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1137606-protesto-impede-ida-de-prefeito-do-rio-na-chegada-da-bandeira-olimpica.shtml

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Prefeito Eduardo Paes leva bandeira olímpica a três regiões da cidade


Símbolo visitará o Complexo do Alemão, a Praça do Canhão, em Realengo, e o Palácio da Cidade, onde ficará exposto para visitação

Dois dias após chegar ao Rio de Janeiro, a bandeira olímpica percorrerá a cidade na próxima quarta-feira. O prefeito Eduardo Paes levará o símbolo dos Jogos para as zonas Norte e Oeste para marcar o início da jornada olímpica da cidade. 

A primeira apresentação será no Complexo do Alemão para Alunos da rede municipal de Educação que vão conhecer o pavilhão em solenidade em frente à Praça do Conhecimento, na comunidade Nova Brasília.

Realengo será o segundo ponto a ser visitado. O símbolo será recebido com honras militares na Praça do Canhão. Depois a bandeira será apresentada no Palácio da Cidade. O prefeito Eduardo Paes participará da cerimônia, ao lado do governador Sérgio Cabral e do presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

O símbolo dos Jogos ficará exposto no Palácio da Cidade até o término das obras do Pavilhão Olímpico, que está sendo construído na Cidade Nova.

Fonte: http://www.ahebrasil.com.br/noticias/2012/08/13/rio2016/prefeito+eduardo+paes+leva+bandeira+olimpica+a+tres+regioes+da+cidade.html

Prefeito de Curitiba muda lei, e reforma da Arena da Baixada será paga 100% com dinheiro público


Por Vinícius Segalla

A prefeitura de Curitiba enviou à Câmara Municipal um projeto de lei que amplia de R$ 90 milhões para R$ 123 milhões a participação do município na engenharia financeira criada para pagar a reforma da Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense que será palco de quatro jogos na Copa do Mundo de 2014, todos na primeira fase da competição e nenhum do Brasil.

O projeto foi aprovado na primeira comissão (de legislação e Justiça) na última quinta-feira, e deverá ser aprovado derradeiramente até o final do mês. A bancada governista da Câmara de Curitiba é composta por 32 dos 38 vereadores da Casa.

Assim, os R$ 123 milhões da prefeitura vão se somar aos R$ 60 milhões que serão investidos pelo Estado do Paraná, chegando a R$ 183 milhões o dinheiro público injetado na obra, que atualmente está orçada em R$ 184 milhões.

O Atlético Paranaense afirma já ter investido R$ 15 milhões na obra, mas fato é que poderá ressarcir seus cofres com o dinheiro público que será liberado. O município de Curitiba está entrando com os chamados títulos de potencial construtivo, que são papéis garantidos pelos cofres municipais e comercializáveis no mercado.

O clube curitibano vai utilizar os recursos advindos da venda dos títulos para pagar um financiamento subsidiado do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), de R$ 131 milhões, que foi aprovado no último dia 8 de agosto.

O tomador dos recursos é o Estado do Paraná, que após receber os valores irá transferi-los para uma empresa criada pelo Atlético para gerir o dinheiro. Assim, os recursos serão emprestados pelo governo federal para o Estado do Paraná, que repassará para o Atlético-PR. Isso porque o empréstimo não foi liberado ao Atlético-PR, que não conseguiu cumprir as garantias exigidas pelo banco federal.

Então, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou uma lei que permite que o próprio Estado assuma o endividamento junto ao BNDES, cuja garantia de pagamento são os recursos que a unidade federativa recebe do Fundo de Participação dos Estados.

A previsão de entrega do estádio reformado é para março de 2013, mas é possível que exista atraso. “Dificilmente uma obra desse porte não atrasa. Dependendo do clima, pode atrasar uma semana, um dia, ou até um mês”, afirmou, em junho, o secretário municipal para assuntos da Copa, Luiz de Carvalho.

Fonte: http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2012/08/13/prefeito-de-curitiba-muda-lei-e-reforma-da-arena-da-baixada-sera-paga-so-com-dinheiro-publico.htm