Páginas

Mostrando postagens com marcador Empresa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Empresa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Criação de empresa: a cartada do Flamengo


Clube planeja companhia privada e fundo de investimento para comprar jogadores
Outra aposta é o programa de Sócio-Torcedor

Por Carlos Eduardo Mansur

RIO - Em qualquer conversa, os dirigentes do Flamengo mostram uma certeza: a partir do segundo semestre, o poder de fogo do clube para reforçar o time será maior. E a estratégia tem três pilares. Primeiro, o lançamento de um novo programa de Sócio-Torcedor. Logo adiante, virão outros dois passos decisivos, com um olhar diretamente voltado para o mercado. Um deles, a criação de uma empresa, que terá gestão independente do clube e investidores como cotistas, com o objetivo de comprar direitos econômicos de jogadores no mercado. Mais à frente, após cumprir trâmites legais, o plano é criar um fundo de investimento, em moldes parecidos com o anunciado recentemente pelo Santos.
A formatação do modelo da companhia que o Flamengo pretende lançar está a cargo de Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central e vice-presidente de Negociação da Dívida, cargo criado pela nova diretoria. A empresa terá um gestor independente, não pertencerá ao Flamengo e buscará investidores no mercado. Estes serão os cotistas e os ativos serão os direitos de jogadores adquiridos. Ou seja, os direitos de jogadores que já pertencem ao Flamengo não serão incorporados ao patrimônio da nova companhia. O clube afirma já ter “uma fila de interessados” em investir na nova empresa, assim que ela for criada. Os potenciais alvos buscados pelo clube para a injeção de capital no projeto não são somente os tradicionais agentes de futebol, mas empresas de outras áreas.

Clube capitalizado em 2013
Ao Flamengo, mais especificamente à área técnica do futebol, caberia a indicação de nomes de jogadores que interessam ou, ainda, a detecção de atletas com potencial de valorização. A questão, no momento, é a criação de regras de governança da empresa, determinando em que momentos e em que condições o jogador pode ser vendido. O desafio é equilibrar o interesse dos investidores, que precisam realizar lucro, e o do clube, de modo que o time não fique prejudicado com uma venda. O Botafogo, que tem uma empresa para gestão de direitos ligados ao futebol, é citado como exemplo na Gávea.
O projeto final é lançar um fundo de investimento para a contratação de jogadores. No entanto, a constituição do fundo exige um tempo maior para atender questões legais, como registro e aprovação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Seria preciso, ainda, encontrar uma empresa do mercado financeiro para a gestão do fundo e um banco para administrá-lo. A diretoria aposta que o novo modelo, desvinculado da gestão do clube, teria a credibilidade necessária para atrair investidores. A ideia é que os dois projetos - da fundação da empresa e a criação do Fundo - já rendam dividendos ao clube até o fim de 2013.
A ação mais imediata para ampliar a capacidade do clube de investir em jogadores é a reestruturação do programa de Sócio-Torcedor. Na nova etapa, a ideia é criar benefícios que incluam descontos na venda de ingressos e um plano de fidelização. Até agora, em 2013, o Flamengo só contratou jogadores sem custo. Gabriel e Wallace, cujos direitos pertencem a investidores, fizeram contratos longos com o Flamengo. Por empréstimo gratuito vieram Carlos Eduardo, Elias e João Paulo. Em todos os casos o clube tem a opção de compra e, para fazê-lo, precisará estar capitalizado até o fim do ano.
Nesta terça-feira, o vice de marketing do clube, Luiz Eduardo Baptista, conversou com os jogadores e explicou os compromissos que devem ter com os novos patrocinadores do clube.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carioca-2013/criacao-de-empresa-cartada-do-flamengo-7438264#ixzz2JTJN6v8s 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Parceria com empresa de informática auxilia Petrópolis fora das quadras


Novo sistema de registro estatístico das situações de jogo está sendo desenvolvido pela parceira do clube. Programa inclui chips nos jogadores

Por Chandy Teixeira

Diz o ditado que informação é poder. No esporte não é diferente. Os grandes clubes, em diversas modalidades, e até mesmo emissoras de TV usam o scout, sistema de registro estatístico das mais variadas situações de jogo, como aliado em esportes de alto rendimento onde os detalhes podem determinar o fracasso, ou a glória. Os dados apurados por estes programas auxiliam a comissão técnica, a grosso modo, na detecção dos pontos fortes e fracos de uma equipe em determinada situação. Isto não é novo, e grande parte das equipes profissionais recorrem aos números para desenvolver treinamentos e táticas de jogo. No Petrópolis, uma das maiores equipe de futsal do Rio de Janeiro, uma parceria com uma empresa de informática promete melhorar ainda mais esse sistema de coleta de dados de uma partida.
O novo programa, que promete uma evolução ainda maior no sistema de scout, é capaz de catalogar até 20 situações de jogo pré-estabelecidas, permitindo ainda a inclusão manual de outras variáveis. O sistema ainda conta com seis câmeras instaladas em quadra e sensores que captam o deslocamento dos atletas, através de chips fixados nos jogadores, que é a grande inovação deste novo programa, que permitem um mapeamento completo de deslocação do atleta e também a personalização do rastreamento das câmeras em um atleta, de livre escolha. Tudo isso é integrado ao sistema de previsão meteorológica, que permite avaliar em quais condições os jogadores demonstram uma maior produtividade.
De acordo com o gerente técnico da empresa desenvolvedora do sistema, Farley Barillo, este é o futuro do esporte e quem não se atualizar corre o risco de ficar para trás também nos resultados. O especialista conta ainda que o sistema foi pensado para ser usado por pessoas comuns, sem grandes conhecimento de informática. A interface simples vai proporcionar a popularização do sistema em clubes de menor expressão.
- Não tenho dúvidas que esse é o futuro do esporte. Este sistema é rápido e intuitivo. Os dados são computados em tempo real e o técnico pode lançar mão deles no intervalo de um jogo, por exemplo. Claro que isso não substitui a figura do treinador, que sempre será a figura mais importante do jogo nestes termos táticos - disse Farley, que completou dizendo que o sistema vai ser comercializado, mas que ainda não há um preço estipulado. No entanto, a empresa informou que o preço estará a altura de clubes de menor expressão.
Para o treinador do Petrópolis, Paulo Mussalem, o sistema pode sim auxiliar a comissão técninca. No entanto, é preciso uma boa interpretação dos números.
- Estatísticas e números são frios. É preciso ter critério na hora de interpretá-los. Mas eu acho ótimo tudo que possa contribuir com a catalogação de dados da partida, sempre é de grande ajuda - afirmou.
A empresa de informática que desenvolve o sistema pretende também adaptar o sistema para outras modalidades como vôlei, basquete, handebol e até mesmo futebol americano. O programa levou quatro meses para ser desenvolvido.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/rj/serra-lagos-norte/noticia/2012/12/parceria-com-empresa-de-informatica-auxilia-petropolis-fora-das-quadras.html

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Estádio de Londres-2012 não deve reabrir até 2016


Apesar do grande sucesso dos Jogos Olímpicos realizados neste ano, a cidade de Londres já começa a enfrentar problemas para garantir um legado positivo para as instalações utilizadas no evento.

Na última quarta, Dennis Hone, diretor executivo da LLDC, organização responsável pelo legado dos Jogos, declarou à imprensa inglesa que o Estádio Olímpico de Stratford, principal recinto utilizado nos Jogos, não deve poder ser utilizado pelos próximos três a quatro anos. No melhor dos casos, o estádio estaria disponível à partir de agosto de 2015.

Segundo Hone, a principal justificativa para isso são as dificuldades encontradas por parte das autoridades britânicas para determinar qual será a instituição que fique a cargo do estádio. São quatro as entidades interessadas: os clubes de futebol West Ham United e Leyton Orient, além da universidade UCFB College os Football Business e a empresa Intelligent Transport Services, que deseja utilizar o recinto para a realização de eventos automobilísticos. Executivos da liga norte-americana de futebol americano (NFL) também mostraram seu desejo por realizar partidas oficiais no Estádio Olímpico, mas a possibilidade foi descartada por Hone.

O West Ham, clube da Premier League inglesa, corre como favorito para receber os direito de arrendamento do estádio.  Mas, de acordo com Hone, caso o clube seja finalmente o escolhido, o recinto teria de permanecer fechado por mais um ano, até 2016, para poder receber as adaptações necessárias para abrigar um clube de futebol.

“Nós temos que assegurar a melhor opção à longo prazo e pelo melhor valor para o estádio. Mas é importante lembrar, que este é um acordo válido por um período de cem anos, então temos que escolher corretamente. Não queremos olhar pra trás daqui cinco anos e ver que fizemos a escolha errada”, disse Hone. “Portanto, se o processo levar alguns meses a mais, que assim seja. Se epnsamos que são cem anos, alguns meses não farão muita diferença”, completou o diretor.

Apesar de confirmar o atraso, o executivo reafirmou o compromisso feito com a Federação Inglesa de Atletismo para a realização de eventos no estádio. O recinto também está programado para receber o campeonato mundial da modalidade em 2017.

O Estádio Olímpico de Stratford está localizado na zona leste da cidade de Londres e, durante os Jogos Olímpicos, contou com capacidade para 80 mil pessoas.  A construção do recinto levou cerca de três anos para ser concluída e custou aproximadamente 490 milhões de libras aos cofres públicos ingleses.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/27/27476/Estadio-de-Londres-2012-nao-deve-reabrir-ate-2016/index.php

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Transparaná acerta com empresa de amortecedores


A empresa de amortecedores OffLimits confirmou que patrocinará o Rally Transparaná 2013, que liga a costa oeste à costa leste do Estado do Paraná. A indústria catarinense cederá os seus amortecedores OffShox à prova, que será realizada entre os dias 18 e 26 de janeiro. 

"Com nossa tecnologia vencemos várias vezes o Rally dos Sertões e o Campeonato Brasileiro de Rally de Velocidade em 2008. Como nosso público é exatamente aquele que usa o 4x4 no dia a dia e também nas competições, decidimos, mais uma vez, patrocinar o Transparaná”, declarou Luis Haas, diretor da OffLimits. 

Para as equipes inscritas no Transparaná 2013 haverão condições especiais para a compra de amortecedores OffShox. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27202/Transparana-acerta-com-empresa-de-amortecedores/index.php

BB lança linha de crédito para empresários com projetos para a CopaBB,


Serão beneficiadas micro, pequenas e médias empresas que apresentem projetos relacionados ao Mundial

O Banco do Brasil lançou hoje (17) linha de crédito específica para micro, pequenas e médias empresas que apresentem projetos relacionados a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014.

O dinheiro para o empréstimo sairá do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Os juros serão abaixo dos praticados no mercado em função do uso da Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) acrescida de 4,5% ao ano.

A nova linha de crédito, chamada FAT Turismo, permite tomar emprestados até R$ 2 milhões. Foram reservados R$ 500 milhões para atender aos empresários, mas o volume pode ser ampliado.

Se for usar o dinheiro para investir, o empresário poderá parcelar o pagamento em até 84 vezes; capital de giro, em até 36 vezes. As operações permitem um prazo para início do pagamento dos empréstimo. Para investimentos, a carência é de até 24 meses e para capital de giro 12 meses.

O acesso ao financiamento exige que a empresa tenha faturamento bruto anual de até R$ 25 milhões. A relação de itens financiáveis inclui capacitação de funcionários, compra de máquinas e equipamentos, aquisição de veículos e embarcações, desenvolvimento de sites, ampliação e reforma de espaços e licenças e royalties para utilização de logomarcas, entre outros.

De acordo com Adilson Anísio, diretor de Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, o crédito deve beneficiar principalmente os empresários da área de comércio e serviços. “Um total de 87% das micro e pequenas empresas estão focadas nisso”, disse.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10912/BB+LANCA+LINHA+DE+CREDITO+PARA+EMPRESARIOS+COM+PROJETOS+PARA+A+COPA.html

sábado, 22 de setembro de 2012

Empresa que cuida dos direitos da seleção é suspeita em escândalo de lavagem de dinheiro


A empresa que ganhou todos os direitos sobre a seleção brasileira até 2022, a saudita ISE, está no centro de um escândalo financeiro. Uma auditoria indicou que a companhia é suspeita de ter pago, em uma operação de lavagem de dinheiro, US$ 14 milhões (cerca de R$ 28 milhões) a Mohamed Bin Hammam, ex-candidato à presidência da Fifa e que foi suspenso do futebol por denúncias de que tentou comprar votos.

Quatro meses antes de deixar a CBF, em março, Ricardo Teixeira fechou um acordo com a ISE dando direitos para que organizasse e administrasse jogos da seleção por dez anos. Mas o que chama a atenção é o fato de que o acordo de 2012 é 15% inferior ao de 2006. Por jogo, a CBF, que hoje é presidida por José Maria Marin, receberia US$ 1 milhão. Em 2006, recebeu US$ 1,15 milhão.

Bin Hammam, do Catar, teve o apoio de Ricardo Teixeira na votação para a Fifa e, nos últimos anos, a relação entre os dois ganhou novas dimensões. O Brasil disputou jogos no Catar, e Teixeira ainda votou pelo país árabe para sediar a Copa de 2022.

Hammam era ainda o presidente da Confederação Asiática de Futebol e foi justamente uma auditoria realizada há poucos meses na entidade que revelou as transferências suspeitas entre a ISE e o cartola.

A auditoria foi preparada pela PriceWaterhouse Coopers (PwC) que constatou que US$ 2 milhões (R$ 4 milhões) pagos pela ISE em 2008 foram para o uso pessoal de Bin Hammam. Além disso, a empresa Al Baraka Investment - empresa relacionada à ISE - pagou mais US$ 12 milhões a Hammam.

O que gerou a suspeita é que o dinheiro transferido entre essas empresas e Bin Hammam passou justamente pelas contas da Confederação Asiática. "É nossa avaliação que a AFC (Confederação Asiática) tenha sido usada como um veículo para lavar recursos e que esses recursos foram creditados ao ex-presidente para um uso indevido. A AFC pode ter sido usada como veículo para lavar dinheiro e para o pagamento de propinas" indicou a auditoria.

Fonte: http://ht.ly/dUzWC

Lusa deve fechar com empresa de leilões virtuais


Por Daniel Zalaf

Em busca da permanência na Série A do Campeonato Brasileiro para 2013, a Portuguesa se movimenta também nos bastidores. Segundo Fábio Porto, gerente de marketing do clube, a equipe mantém negociações avançadas com uma empresa de leilões na internet.

O sistema seria parecido com o de alguns clubes, como os Arremates Tricolor, da Fiel e do Verdão, de São Paulo, Corinthians e Palmeiras, respectivamente. Os três sites são administrados pela empresa Quero Leilão.

No leilão da Portuguesa, seriam comercializados produtos diversos, além daqueles oficiais ou licenciados com a marca do time do Canindé.

Além do site de arremates, a diretoria deve fechar nos próximos dias um contrato com a Futebol Tour para ser a agência de viagens oficial do clube. Outros clubes, como Botafogo e Cruzeiro, já têm acordos com a empresa.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26870/Lusa-deve-fechar-com-empresa-de-leiloes-virtuais/index.php

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Empresa encarregada da segurança nos Jogos perdeu € R$ 160 milhões


Falha no planejamento da empresa foi a causa da falha no faturamento

A G4S, empresa privada encarregada da segurança durante os Jogos Olímpicos de Londres, revelou nesta terça-feira que esse contrato gerou perdas de £ 50 milhões (cerca de R$ 160 milhões).

Quando faltava menos de um mês para o início dos Jogos, a G4S anunciou que não estava preparada para proteger o evento por não ter conseguido recrutar os 10 mil agentes estipulados, obrigando o Governo britânico a mobilizar um total de 17 mil soldados, 3,5 mil mais do que o previsto inicialmente.

A G4S calculara que sua negligência traria perdas entre £ 35 milhões e £ 50 milhões (entre R$ 112 e R$ 160 milhões) de um contrato avaliado em £ 300 milhões (381,5 milhões de euros) para fazer a segurança olímpica.
Nesta terça-feira, a companhia anunciou os seus resultados semestrais, indicando uma queda acentuada de seu lucro antes de impostos, saindo de £ 151 milhões (aproximadamente R$ 484 milhões) para £ 61 milhões (cerca de R$ 195 milhões).

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/empresa-encarregada-da-seguranca-nos-jogos-perdeu-r-160-milhoes.html

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A difícil arte de gerir conflitos nas empresas


Não há um dia em que não tenhamos conflitos para lidar, principalmente dentro das empresas

Por Sílvio Celestino

Um cliente solicita um desconto adicional devido ao atraso na entrega de um produto. O vendedor reclama que o atraso é de responsabilidade do departamento de logística. O gerente de logística informa que o atraso ocorreu porque o departamento fiscal demorou a emitir a nota fiscal. O departamento fiscal culpa a produção, que culpa o departamento de vendas por vender acima de sua capacidade.

Não há um dia em que não tenhamos conflitos para lidar, principalmente dentro das empresas. As negociações com um cliente são uma busca de pontos em comum para que a venda aconteça. As restrições orçamentárias nos obrigam a fazer escolhas que favorecem um departamento em detrimento de outro. O governo deseja que a empresa pague mais tributos. Os sindicatos não aceitam as condições em uma negociação salarial. E isso sem falar no comportamento inapropriado de funcionários e gerentes que, por vezes, não controlam suas emoções e causam problemas de relacionamento que, se não forem sanados, geram impasses. Não é possível ser um líder empresarial, se não houver um genuíno interesse em conhecer a natureza das desarmonias e solucioná-las.

É o propósito que determina se o conflito é positivo ou não

Existe uma percepção de que conflitos são intrinsicamente ruins e, portanto, devem ser evitados. Nem sempre isso é verdade. Quando estamos diante de um problema para o qual buscamos maior quantidade de ideias para solucioná-lo, é desejável termos muitas pessoas debatendo pontos de vista diferentes. Por outro lado, as restrições de uma operação empresarial demandam velocidade e, se um desentendimento acarreta uma parada, o propósito da empresa fica prejudicado. Consequentemente é a partir desse elemento que é desenvolvida a habilidade de solucionar conflitos: o propósito.

Um gerente deve ter a resposta à seguinte questão: qual é o propósito da empresa, do departamento, da tarefa ou de uma pessoa no momento de uma discordância? É por essa razão que, em primeiro lugar, os planos estratégicos devem estar claros a todos. Se, em dado instante, os propósitos mais elevados da empresa são desconhecidos pelos profissionais, eles criarão propósitos próprios, que farão sentido para eles no âmbito pessoal, ou departamental, mas são prejudiciais à empresa. A falta de um planejamento claro é uma fonte de conflitos.

Ao considerarmos um propósito é possível avaliar a raiz de um conflito. Ela pode ser decorrente de diferentes pontos de vista de como preencher o propósito. Por exemplo, o departamento de marketing almejar aumentar o resultado por meio de mais vendas, ao mesmo tempo em que o departamento financeiro deseja impor corte de custos para atingi-lo. O critério do primeiro é aumento de receitas e, do segundo, redução de despesas. Critérios distintos são fontes de conflitos.

Você está seguro de que entendeu completamente o ponto de vista da outra pessoa?

Quando se consegue compreender o modelo mental de alguém, decompondo-o em uma estrutura que responda às seguintes perguntas: qual o propósito? Qual o plano de ação proposto? Qual o critério utilizado para a escolha do plano mais apropriado? Temos condições de comparar as ideias de duas ou mais pessoas. E então encontrar elementos que possam nos ajudar a solucionar a questão. Pessoas que debatem defendem seus planos com dados e evidências de que seu critério é o mais apropriado em um determinado momento. Isso é saudável e desejável em um diálogo para se resolver uma questão. Entretanto, quando alguém faz alguma afirmação subjetiva a respeito de algo ou outra pessoa, o diálogo deixa de ser produtivo e entramos em uma discussão.

O propósito de uma discussão é expressarmos ou nos livrarmos de uma emoção. Por exemplo: quando alguém diz "o departamento financeiro só pensa em cortar custos!" ou "marketing só faz gastar!". Nesses casos, estamos diante de afirmações subjetivas que seguramente gerarão muita emoção e nenhuma solução, por vezes, tornando uma diferença de critérios uma diferença pessoal.

Portanto, chegamos a mais um elemento importante para se gerir desentendimentos, que é o domínio emocional. O líder deve ser capaz de gerir suas emoções e a dos demais diante de uma conversa que comumente se torna áspera e muito dura. Assim, um líder maduro, provavelmente, terá melhores condições para gerir um conflito do que profissionais em início de carreira.

Os propósitos não declarados das pessoas envolvidas tornam a gestão de conflitos extremamente complexa. É a hipótese de alguém que se recuse a cooperar com certa operação porque, se o fizer, favorecerá a promoção de um concorrente ao cargo que almeja. Outro importante fator gerador de atritos é a cultura da empresa. Uma empresa que bonifica seus profissionais somente pelo aumento de vendas, seguramente provocará pressões em setores como atendimento ao consumidor, produção e supply chain. Consequentemente, isso será motivo de muitas discussões que poderiam ser minimizadas, se a cultura da organização avaliasse os profissionais em acordo com o nível de satisfação do cliente, cumprimento de prazos e clima organizacional, além do aumento de vendas. Afinal, aumentar vendas e perder cliente por mau atendimento não é uma estratégia muito inteligente.

Por tudo isso, a gestão de conflitos é um tema relevante e que deveria fazer parte da agenda de aprimoramento de competência dos líderes, por meio de coaching ou mesmo cursos especializados. Diariamente, nas organizações, inúmeras paralisações poderiam ser evitadas se essa competência fosse exercitada permanentemente.

Resultados esperados

Finalizando, ao gerir um conflito, é importante saber que temos quatro resultados possíveis:

1) o problema permanece sem solução;

2) o problema foi solucionado pontualmente;

3) o problema foi solucionado de forma a nunca mais ocorrer, e as operações da empresa se aprimoraram; ou

4) o problema, após a tentativa de solucioná-lo, tornou-se pior e causou uma quebra, que pode ser de relacionamento entre departamentos, com clientes ou fornecedores e gerar impactos negativos nos resultados da empresa.

Ao aprimorar sua competência para gerir conflitos, o líder empresarial maximiza a possibilidade de que eles se transformem em oportunidades para aprimorar as operações e, consequentemente, os resultados da companhia. Vamos em frente!

Fonte: http://www.fbde.com.br/eweekDetalhe.asp?idConteudo=6412&nome=A+dif%EDcil+arte+de+gerir+conflitos+nas+empresas