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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Diretor-geral das Olimpíadas de 2016 diz que quase todo o planejamento estará definido até 31 de outubro


Leonardo Gryner fala sobre desafios do Rio e o que viu durante evento em Londres

RIO - Em 2016, o diretor-geral dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, Leonardo Gryner, completará 40 anos acompanhando profissionalmente as disputas por medalhas. Muita coisa mudou na organização do maior evento do mundo desde 1976 quando ele desembarcou em Montreal ainda como coordenador da equipe da TV Globo, que cobriu evento. A caminho de testemunhar sua 11ª Olimpíada, agora como um dos principais executivos da festa, Gryner fala sobre os desafios do Rio de Janeiro e o que viu durante o evento em Londres.

Qual a principal lição que ficou dos preparativos e da realização dos Jogos de Londres para o Comitê Organizador Rio 2016?
Na verdade, algo que já vínhamos discutimos desde que começamos a preparar o Rio para receber as Olimpíadas: a importância de se contar com um bom planejamento. Isso inclui estar preparado para lançar mão de alternativas ao que foi planejado inicialmente caso surja algum problema. Em Londres, isso aconteceu, por exemplo, com o sistema de venda de ingressos. O plano A era que o usuário só poderia pegar seu ingresso em bilheterias, para evitar falsificações. Quando observaram que haveria filas, passou-se a permitir que os tíquetes fossem impressos em casa. Isso foi de forma automática: o plano B já estava preparado.

O Comitê Organizador de Londres tinha plano B para tudo? O que o Rio fará?
Em Londres não previram, por exemplo, que poderiam ter problemas na contratação de seguranças da iniciativa privada para cuidar das instalações (a empresa responsável não conseguiu recrutar três mil agentes, e os quadros foram complementados por forças do governo). Em relação ao planejamento, nós começamos com a equipe que cuidará disso com quatro anos de antecedência. Em Londres, isso só começou quando faltavam dois anos e meio para os Jogos. Outra diferença é que nosso projeto é estável. Depois de 31 de outubro agora, não haverá alterações significativas: hoje só falta definir se as partidas de rúgbi serão mesmo no estádio de São Januário ou em outro local. Em Londres, só bateram o martelo sobre a localização de quatro instalações faltando menos de três anos para o evento.

Assim como Londres, os Jogos Olímpicos do Rio têm um projeto com responsabilidades divididas entre a iniciativa privada e diferentes esferas de governo. Como o Comitê Organizador concilia os diferentes interesses?
Nós criamos um sistema de gerenciamento de risco. Todos os projetos são mapeados e acompanhados constantemente. A cada três meses, verificamos as informações sobre o andamento de cada ponto. Existe também uma preocupação do Comitê Organizador com os custos do projeto. Por precaução, trabalhamos com uma reserva de contingência.

Em Londres, um dos problemas foi a estratégia de venda de ingressos para outros países. Milhares de tíquetes foram comercializados para agências, mas a demanda foi superestimada. Competições aconteceram em arenas vazias, apesar de no lado de fora das instalações muita gente tentar comprar ingressos sem sucesso. Qual o plano do Rio para evitar isso?
Esse é um desafio de todos os organizadores dos Jogos Olímpicos e que também vamos nos esforçar para superar no Rio. Ainda vamos definir o plano de vendas de ingressos. Na verdade, esses assentos vazios em Londres foram vendidos a agências de viagem de todo o mundo por intermédio dos comitês olímpicos. O problema é que essa demanda é subjetiva e nem sempre os ingressos são devolvidos a tempo pelas agências para serem revendidos. O fato de fazer as Olimpíadas na América do Sul trará um desafio a mais: é uma realidade completamente diferente de promover o evento na Europa. Qual a carga que vou destinar para um país vizinho ao nosso, como o Equador, e qual será a demanda da Dinamarca, por exemplo? Isso será estudado.

Numa entrevista em Londres, o senhor disse que o maior desafio do Rio para os Jogos seria a infraestrutura hoteleira. Continua sendo?
Existe uma demanda oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI) de 40 mil vagas para a família olímpica. Nós nos comprometemos com isso no dossiê da candidatura. Esse não é o problema. Mas há uma demanda adicional por acomodações para a qual teremos que buscar uma solução até o ano que vem. Um exemplo: onde alojar as equipes de segurança e outros prestadores de serviços que vão trabalhar no evento? Isso ainda está em fase de análise pelas nossas equipes.

Em novembro, o COI promoverá uma reunião no Rio para analisar as experiências da organização dos Jogos de Londres. Como será?
As reuniões ocorrerão entre os dias 17 e 21, num hotel na Barra da Tijuca. Todos os detalhes sobre o dia a dia dos Jogos de Londres serão repassados, para ajudar na nossa apresentação. As palestras não serão por setores funcionais, mas por temas. Assim, um painel sobre os serviços para espectadores e mídia vai interessar a várias áreas do Comitê Rio 2016.
O Comitê Rio 2016 teve 150 observadores em Londres. Desses, nove que trabalharam junto ao Comitê de Londres foram demitidos por terem feito cópias não autorizadas de documentos. Isso prejudicou em algo os preparativos do Rio?
Claro que foi prejudicial. O impacto maior foi que esses ex-funcionários acumularam uma experiência na organização das Olimpíadas com que não poderemos contar. No nosso programa, tínhamos três tipos de observadores: os que interagiram, os que só observaram e os que trabalharam diretamente com a equipe que organizou os Jogos de Londres (as demissões ocorreram neste último grupo). O foco principal não era identificar o que foi feito de certo ou errado na organização. Mas ver como as demandas dos vários setores responsáveis pela organização dos jogos eram encaminhadas e resolvidas. Essas situações específicas ajudarão o Rio a se planejar melhor .

Londres fez cerimônias de abertura e encerramento que cativaram o público. O Rio terá condições de fazer eventos tão grandiosos?
É difícil comparar Londres com o Rio. Cada país tem suas peculiaridades culturais e históricas, e as cerimônias são usadas para apresentá-las. No caso dos ingleses, eles mostraram a contribuição que deram ao mundo com a Revolução Industrial e à cultura popular com uma série de bandas e cantores. O Brasil também tem uma diversidade cultural enorme. É um país gigantesco unido por uma só língua. São elementos suficientes para fazermos dez cerimônias de abertura.

Em Londres, os voluntários deram um show de boa vontade que supriu eventuais falhas no atendimento aos visitantes. No Rio, existe um perfil ideal de voluntário?
Contar com um bom programa de treinamento não basta. Os voluntários ideais são naturalmente pessoas motivadas para dar o melhor de si. E acreditamos que tenhamos sucesso no Rio com nosso programa.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/diretor-geral-das-olimpiadas-de-2016-diz-que-quase-todo-planejamento-estara-definido-ate-31-de-outubro-6527765#ixzz2AOCtqbQo 

sábado, 8 de setembro de 2012

Sport Recife lançará terceiro uniforme em outubro


Por Mauro Zafalon

O Sport Recife apresentará seu terceiro uniforme de jogo para a temporada 2012/2013 no início de outubro. O conjunto, que será fabricado pela italiana Lotto, fabricante de material esportivo do time rubro-negro, deverá ser preto.

“O novo uniforme fará referência aos títulos e conquistas de toda a história do clube. A torcida vai gostar muito”, afirmou Sid Vasconcellos diretor de marketing da equipe pernambucana.

Na última temporada, quando disputou a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, o Sport inovou e lançou uma terceira camisa toda vermelha. Também foi criado um quarto modelo, amarelo com listras e detalhes em preto.

Embora o time ainda não tenha uma data definida para conhecer a nova roupa, as peças titular e reserva já estão vestindo os jogadores. Elas foram apresentadas há pouco mais de dois meses.

O Sport Recife é o 17º colocado na tabela de classificação e está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Na próxima rodada, no domingo, receberá o Cruzeiro, na Ilha do Retiro, em Recife. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26683/Sport-Recife-lancara-terceiro-uniforme-em-outubro/index.php

sábado, 1 de setembro de 2012

Edital de licitação Maracanã será lançado em outubro


Fla e Flu serão convocados para conhecer o modelo e dar ideias em uma audiência pública

Gian Amato

O edital de licitação para a concessão do Maracanã à iniciativa privada será lançado em outubro e Flamengo e Fluminense, únicos entre os grandes clubes do Rio a manifestarem interesse na administração do estádio, serão convocados com antecedência para contribuir com ideias em uma audiência pública, segundo o governo do Estado.
Ao reclamar em reportagem publicada no GLOBO da demora no lançamento do edital, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, deixou por escrito a insatisfação em relação ao possível descaso do governo do Estado com o planejamento dos clubes para 2013. O dirigente lamentava o fato de o tricolor ainda não saber onde jogaria na próxima temporada. Além do mês para o lançamento do edital, o governo confirmou que o estádio estará disponível para jogos do Estadual, desde que a organização da Copa das Confederações (15 a 30 de junho) não seja prejudicada. A dupla Fla-Flu poderá mandar jogos do Campeonato Carioca e da Copa Libertadores, se estiverem classificados para a competição.
Pacote inclui estacionamento, bares e lojas
Única a apresentar o estudo de viabilidade econômica, a IMX Holding AS, empresa de Eike Batista, do grupo do qual faz parte Flávio Godinho, integrante da chapa de oposição que concorre à eleição do Flamengo, ditará as bases do edital de licitação, com as opiniões dos clubes e possíveis novos interessados. O modelo desenvolvido pela IMX passou pela análise da Secretaria da Casa Civil e, uma vez aprovado pelo Comitê de Parcerias Público-Privadas (PPPs), será usado na licitação. O prazo para o vencedor da concessão ser conhecido estará determinado no edital, assim como o prazo para as propostas serem entregues e abertas ao mesmo tempo em audiência pública.
O modelo define as obrigações dos interessados na administração do complexo (Maracanãzinho, Célio de Barros e Júlio Delamare fazem parte), que poderá ser feita pelos clubes em parceria com a empresa de Eike Batista. Entres os itens do edital, constarão a manutenção do direito ao uso das cadeiras perpétuas em jogos de futebol, a construção e a operação de um museu, a instalação e a operação de um estacionamento com duas mil vagas, além da criação de uma área com bares, restaurantes e lojas.
— É uma ótima notícia, mesmo a poucos meses da reinauguração do Maracanã, em fevereiro. Vamos esperar que as regras sejam formalizadas para começar a trabalhar em cima do que for pedido. — disse Peter Siemsen.
O Maracanã será usado na Copa das Confederações, na Copa de 2014 e nas cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas de 2016. Ontem, a Fifa afirmou que a tabela do Mundial do Brasil será mantida, com o Brasil jogando no Rio só se for a final. A entidade descartou a alteração que possibilitaria uma potencial partida do Brasil no Maracanã nas quartas de final da Copa do Mundo. Mas, em nota, o prefeito Eduardo Paes afirmou que, em encontro em 30 de maio, Valcke deu esperanças de que a tabela poderia ser mudada e espera que a decisão seja revista.
Depois de concluir a reforma na arquibancada, o consórcio responsável pelo obra está voltado para a cobertura do estádio.
A obra está com 62% de conclusão, como foi divulgado pelo secretaria estadual de Obras. O órgão informou que a retirada do aterro para a instalação dos sistemas de irrigação e drenagem do campo está em estágio avançado.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/edital-de-licitacao-maracana-sera-lancado-em-outubro-5972936#ixzz25EPt726z

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Paysandu lançará terceira camisa preta em outubro


Por Mauro Zafalon

O Paysandu anunciou na última semana seus novos uniformes para o período de 2012/2013. No evento, foram exibidos os conjuntos titular e reserva. Contudo, as peças não encerraram os planos da equipe. Em outubro, o clube paraense promete lançar o terceiro kit.

“A nova camisa remeterá às origens do time e será preta. Estamos vendo de trazer o [ex-jogador] Roberto Carlos para apresentá-la”, afirmou Alan Rodrigues, diretor de marketing do Paysandu.

A escolha pelo ex-lateral-esquerdo pentacampeão mundial se deve ao fato de ele ser o proprietário da RC3 Sports, agência especializada em marketing esportivo parceira da equipe bicolor.

Atualmente, o Paysandu disputa a Série C do Campeonato Brasileiro. A agremiação é a quarta colocada do grupo A e está na zona de classificação para a próxima fase. No próximo sábado, receberá o Icasa, no estádio da Curuzu, em Belém.   

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26494/Paysandu-lancara-terceira-camisa-preta-em-outubro/index.php