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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

COB reafirma o desejo de ver o Brasil no top 10 do quadro de medalhas


Pelo novo critério de contagem do órgão, país ficaria em 14º nos Jogos de Londres

Por Claudio Nogueira

RIO - Em sua palestra no seminário “Rio 2016 é Agora”, no Hotel Marriott, em Copacabana, nesta segunda-feira, o superintendente técnico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire, divulgou a ideia de que famílias de atletas olímpicos brasileiros repitam daqui a quatro anos, nas Olimpíadas, o que foi feito por famílias inglesas que receberam em suas casas, como hóspedes, parentes de atletas olímpicos estrangeiros ou de outros pontos do país que foram aos Jogos de Londres.
O dirigente reafirmou que o COB vem adotando um critério diferente do utilizado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e a maioria dos países filiados à entidade. Para o órgão brasileiro, o que vale agora é o total de medalhas, e não mais o número de ouros. Por esse critério, o Brasil teria sido o 14º colocado no quadro de medalhas em Londres-2012, mas pelo número de ouros, ficou em 22º. De qualquer forma, para 2016, o objetivo é o de que o país seja top 10 no quadro de medalhas.
— O objetivo é o de tornar e manter o Brasil uma potência olímpica. Talvez para 2016 não seja tão difícil, mas o difícil será manter em 2020, 2024, 2028... Para isos, precisamos manter os esportes em que já ganhamos medalhas e ganhar medalhas onde não ganhamos. Em Londres-2012, quem estava no top 10 não ganhou menos de 13 medalhas - calculou ele, estimando a necessidade de 18 esportes medalhistas para chegar a tal objetivo.
Marcus Vinícius disse estar ciente de que das 40 modalidades do programa dos Jogos só 15 darão ao Brasil 25 a 30 medalhas. No caso do COB, as modalidades foram classificadas em diferentes tipos.
— Algumas são vitais, como judô e vôlei (que não podem deixar de ganhar medalhas). Outras são potenciais, como boxe e ginástica (em crescimento). Algumas são contribuintes, como por exemplo, o pentatlo moderno. Não tínhamos vários atletas que pudessem nos dar medalhas, mas tínhmoas uma (Yane Marques), e investimos tudo nela (acabou ganhando o bronze). As outras são legado, para dar resultado no futuro, em 2020, 2024, 2028.
Para cada uma das 18 modalidades com maiores chances, foi criado um livro-guia. Além disso, também servirá de incentivo o Plano Brasil Medalha, divulgado recentemente pela presidência da República. De acordo com o dirigente, como parte do projeto, as confederações, o próprio COB e o Ministério trabalharão em conjunto.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/cob-reafirma-desejo-de-ver-brasil-no-top-10-do-quadro-de-medalhas-6574479#ixzz2AixpwcaU 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Reeleito no COB, Nuzman deixa em aberto situação após 2016


Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro completará 21 anos no comando da entidade e evita falar sobre o futuro como dirigente após os Jogos do Rio

Por Danielle Rocha

Depois de ter sido eleito para seu quinto mandato à frente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman  disse não querer pensar em nada além de "entregar Jogos Olímpicos excelentes e colocar o Brasil entre os 10 melhores no total de medalhas". No ano em que o Rio será sede das Olimpíadas, o dirigente completará 21 anos no comando da entidade. Tempo questionado por alguns, apoiado por outros e considerado por ele como necessário para concluir a ação que considera mais importante no esporte brasileiro: a realização dos Jogos. Se depois deles concorrerá a mais uma eleição, Nuzman evita falar. Também desconversa sobre possíveis sucessores.
- Na vida a gente tem que ter metas e desafios. A motivação, meu maior comprometimento é com os próximos Jogos, para trabalhar em benefício dos atletas. Estou focado neste trabalho. Depois de 2016, nós conversamos sobre o que vai acontecer. O futuro é que vai dizer o que vai acontecer - disse. 
Acumulando as presidências do COB e do Comitê Rio-2016, Nuzman tem pressa. Ressalta que o tempo para organizar as Olimpíadas é longo, mas curto ao mesmo tempo. Diz que mais importante do que discutir a alternância de poder (o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, gostaria que houvesse um limite de reeleições para cargos à frente do COB e das Confederações), é "avaliar a qualidade da gestão do dirigente esportivo, o que inclui conquistas e realizações". Ary Graça, presidente da CBV e da FIVB, tem o mesmo discurso. 
- Acredito que o que está dando certo não tem que mudar. Se tenho dois técnicos maravilhosos vou ter que mudar porque eles estão há muitos anos no cargo? Mudar pra quê? Numa empresa é assim. Não se mede o executivo pela quantidade de tempo, mas pela eficiência e o que vai trazer de dividendos - afirmou Ary Graça.
Em 2016, Nuzman tem como meta ver o Brasil entre os 10 primeiros colocados no total de medalhas e não no modelo adotado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que conta as posições no quadro geral pelo número de ouros conquistados pelo país.
- O atleta que ganha uma medalha é um herói. Sou atleta olímpico, fui sétimo colocado e só ganhei medalha de participação. A decisão é em fração de milésimo de segundo, há dia em que você é surpreendido e não tem a medalha que poderia ganhar. As três medalhas são muito importantes e basta ver a reação dos atletas. Não teve mudança, teve constatação do que é importante. Sempre defendi o total de medalhas desde meus tempos de atleta. Vivi os dois lados. Sentimos isso em duas finais olímpicas do vôlei, uma ganhando a de prata e outra ganhando a de ouro. Sei o sentimento.
Para alcançar o objetivo, diz que a parceria com as Confederações e com o Ministério do Esporte será fundamental para executar programas estratégicos e projetos criteriosos e detalhados. Será preciso ampliar o número de atletas capazes de conquistar medalhas não apenas em esportes em que o país já tem tradição, mas também em novas modalidades.
- Não trataria como uma questão de garantia de que o Brasil irá dar esse salto, mas de trabalho. E ele está sendo feito. Ele é muito grande e de muita dedicação. Elaboramos junto com as Confederações projetos apoiados em Ciência do Esporte com objetivos e métricas de avaliação de resultados muito bem definidos, que refletem o patamar que o COB detém hoje de conhecimento e de excelência de gestão do esporte de alto rendimento.
Sobre as acusações de Eric Maleson, presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), Nuzman disse que não houve invasão da sede. De acordo com ele, o interventor nomeado pela Justiça não conseguia entrar para realizar seu trabalho.
- A Confederação tem sérios problemas administrativos e financeiros que impossibilitam o repasse dos recursos da Lei Agnelo-Piva. E o COB passou a arcar diretamente com as despesas básicas do funcionamento da entidade para assegurar o mínimo atendimento das necessidades dos atletas. O COB alugou uma sala para ser a sede da Confederação de Gelo e, expressamente autorizado pelo proprietário e locador, sublocou a sala para a CBDG. Portanto, a Confederação tem a posse do imóvel podendo usá-lo livremente. E o interventor poderia entrar a qualquer momento. E COB, por ser responsável pela sala, poderia acompanhar o interventor. O desfecho está nas mãos da Justiça, na 37ª Vara Cível do Rio de Janeiro - disse Nuzman, destacando que desde 2009 a CBDG não recebe os recursos da Lei Agnelo-Piva.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/10/reeleito-no-cob-nuzman-deixa-em-aberto-situacao-apos-2016.html

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Dilma convoca a iniciativa privada para parceria também nos esportes


Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff destacou hoje (13) que o lançamento do Plano Brasil Medalhas 2016 ganhou amplitude porque era necessária uma cerimônia de celebração das medalhas ganhas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Londres. “Conquista, a gente tem sempre que celebrar”, disse, ressaltando que os atletas brasileiros têm condições ganhar mais medalhas nos próximos Jogos, a serem disputados no Rio de Janeiro.

Além do esforço oficial, do patrocínio das empresas estatais e da excelência dos atletas e técnicos, ela disse que “seria de suma importância que esse esforço fosse acompanhado também pela inciativa privada”. Existe consciência, do lado do governo, de que “o Brasil é capaz de se transformar em uma potência olímpica”, e para tanto vamos capacitar 22 centros de treinamento em boas condições pelo país, uma vez que o desempenho do atleta depende também do apoio direto e do suporte de infraestrutura, disse.

As declarações foram feitas durante o lançamento do plano, que pretende colocar o país entre as dez maiores potências olímpicas nos Jogos de 2016 e entre os cinco melhores nas Paralimpíadas. Condição que não será nada fácil de ser alcançada, de acordo com o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons.

Embora otimista com o potencial atlético do país, ele lembrou que nossa equipe terminou em sétimo lugar nas Paralimpíadas de Londres, dois postos melhor que há quatro anos, em Pequim. Ele destacou que vai ser difícil e complicado ganhar mais duas posições no ranking das paralimpíadas, pois “na nossa frente só tem cachorro grande”, disse, referindo-se à Austrália, Ucrânia e aos Estados Unidos - países classificados imediatamente à frente do Brasil. Acredita, porém, que com o plano lançado hoje, no Palácio do Planalto, “podemos sonhar com o quinto lugar”.

Em seu pronunciamento, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, enalteceu a disciplina, dedicação e entrega com que os atletas olímpicos e paralímpicos representaram o Brasil e “nos encheram de orgulho”. Mas o país quer firmar uma imagem esportiva ainda mais forte nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, e para tanto criou o plano hoje anunciado para ajudar a preparar o esporte de alto rendimento.

O Plano Brasil Medalhas 2016 terá R$ 1 bilhão a mais de investimentos públicos, dos quais dois terços sairão do Orçamento Geral da União (OGU) e um terço de investimentos das empresas estatais. São recursos novos, adicionais ao orçamento usual do Ministério do Esporte e a fontes de financiamento com a Lei Agnelo/Piva e a Lei de Incentivo ao Esporte, com valor total de R$ 1,5 bilhão.

De acordo com Aldo Rebelo, o Ministério do Esporte vai priorizar os investimentos nas modalidades com mais chance de medalhas. Foram escolhidas 21 modalidades olímpicas (atletismo, basquetebol, boxe, ciclismo, natação, judô e outras) e 15 paraolímpicas (atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, natação, remo e outras). A estratégia, segundo ele, é perseguir o “crescimento intensivo e extensivo no desempenho esportivo”, com mais medalhas nas provas já ganhas por atletas brasileiros, e chegar ao pódio em esportes que ainda não vencemos.

O ministro revelou, ainda, que também serão pagas Bolsa Atleta (R$ 20 mil) para a compra de equipamento e material esportivo, além de apoio a treinamento no Brasil e no exterior, bem como para a participação em competições. Também estão previstas bolsas mensais de R$ 15 mil para atletas medalhistas, de R$ 10 mil para técnicos e de R$ 5 mil para fisioterapeutas, psicólogos e demais profissionais da equipe multidisciplinar.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-09-13/dilma-convoca-iniciativa-privada-para-parceria-tambem-nos-esportes

Governo planeja 22 centros de treinamento no Brasil



Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, diz que país terá o melhor centro paralímpico do mundo

Lançado nesta quinta-feira em Brasília (DF), o plano Brasil Medalhas 2016 também ajudará os atletas brasileiros com estrutura física para treinamento. Pelo planejamento do governo federal, o recurso de R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos também tem como destinação a construção, reforma e operação de 22 centros de treinamento pelo país. Os locais serão selecionados em conjunto com os Comitês Olímpico e Paralímpico, confederações nacionais, clubes, estados e municípios.
- Estive em Londres e vi as condições da equipe olímpica brasileira. Eu não visitei o centro de treinamento (Crystal Palace) de forma completa, mas tive uma noção. É fundamental que o Brasil tenha CTs de alta qualidade - disse a presidente Dilma Rousseff.
Do total CTs, 21 são para modalidades olímpicas e um paraolímpico, seguindo a recomendação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Este último, segundo o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, será o melhor centro paralímpico do mundo e irá unificar todas as modalidades em um só local de treinamento. O apoio também prevê a aquisição de equipamentos esportivos.
- Pela primeira vez, toda a equipe paralímpica brasileira fez a aclimatação para os Jogos. E o período de treinamento em Manchester (ING) só foi possível graças aos recursos do governo federal. O plano anunciado é audacioso e nos fará atingir nossas metas. Com ele, podemos sonhar com o quinto lugar no quadro de medalhas na Rio-2016. Além do plano, a construção do centro de treinamento, nos dará a condição de brigar de igual para igual com as grandes potências. Na nossa frente só tem cachorro grande - afirmou o presidente do CPB, Andrew Parsons, que chamou Dilma de capitã de um time chamado Brasil e a presenteou com um quadro com a foto de toda a delegação brasileira em Londres.


Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/rio2016/Governo-planeja-centros-treinamento-Brasil_0_773322848.html#ixzz26Rk2acdw 

Governo lança plano de investimentos por medalhas nos Jogos do Rio em 2016


Executivo promete investimento de R$ 2,5 bilhões para fomentar esporte olímpico brasileiro, tendo em vista Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016

Por Nádia Medeiros - Correio Braziliense

Em reunião no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, a presidente da República, Dilma Rousseff, lançou oficialmente o Plano Brasil Medalhas 2016, que prevê uma série de novos investimentos para o desenvolvimento de modalidades olímpicas e paralímpicas, tendo em vista os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

Estiveram presentes no evento de lançamento os presidentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons. O Executivo anunciou injeção de R$ 1 bilhão até 2016, valor que aumenta o montante de investimentos federais no ciclo olímpico para R$ 2,5 bilhões.

Um dos objetivos do pacote de investimentos é melhorar o desempenho brasileiro nos jogos Olimpícos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, fazendo com que a participação do país no quadro de medalhas atinja, respectivamente, o top 10 e o top 5 mundial.

Dois terços do investimento anunciado nesta quinta-feira devem ser pagos pelo governo federal. O montante restante será preenchido por recursos públicos provenientes das empresas estatais.

Bilhão dividido

Do novo montante anunciado por Dilma, R$ 690 milhões serão aplicados em apoio aos atletas. Além da manutenção do Programa Bolsa Atleta, o governo vai pagar bolsa de R$ 20 mil aos esportistas que estiverem entre os 20 melhores do mundo em suas modalidades, sejam elas individuais ou coletivas. Também será implementado o Bolsa Técnico, que prevê ajuda de até R$ 10 mil por treinador.

Para a compra de equipamentos e material esportivo, o Executivo prevê ajuda de até R$ 20 mil por atleta, independentemente do ranqueamento de cada um. Os esportistas também terão pagos custos de passagens e hospedagem em viagens para competições, dentro ou fora do Brasil. 

Na área técnica, serão investidos R$ 310 milhões na construção de 22 centros de treinamento — 21 olímpicos e um paralímpico. O governo também vai selecionar, junto das federações e confederações, centros de treinamento no país para receberem reformas estruturais.

Fonte: http://www.df.superesportes.com.br/app/noticias/mais-esportes/2012/09/13/noticia_maisesportes,36486/governo-lanca-plano-de-investimentos-por-medalhas-nos-jogos-do-rio.shtml

Parlamentares avaliam plano Brasil Medalhas 2016



O plano visa colocar o Brasil entre os 10 primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os 5 primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

Por Renata Tôrres, com edição de Regina Céli Assumpção

Agência Câmara de Notícias

O presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Atividade Física para o Desenvolvimento Humano, deputado João Arruda (PMDB-PR), considerou "louvável" o plano Brasil Medalhas 2016, lançado hoje pelo governo federal, mas criticou o seu conteúdo.

Na opinião do parlamentar, o plano não estimula a população em geral, principalmente as crianças, a praticar esportes. "Esse projeto não tem um objetivo social. Ele não tem um objetivo de ampliar a prática esportiva no nosso País, de estabelecer uma cultura saudável no nosso País. Ele apenas visa o resultado das Olimpíadas em 2016, o que não é uma condição única do esporte no nosso País.”

Arruda acrescentou que é preciso haver novas alternativas. “Nós precisamos da criançada participando, nós precisamos potencializar o tamanho do nosso País e a participação esportiva, para que, por consequência desse projeto, tenhamos medalhas."

Já o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), rebate a crítica. "Quando se investe no esporte, acaba também [gerando benefícios] na sua plenitude, inclusive nas equipes de base, porque ao fortalecer os clubes, você está fortalecendo toda a estrutura que envolve o atleta.”

Na opinião de Tatto, é preciso um conjunto de esforços. “É evidente que sempre tem alguém que critica, mas, na verdade, o resultado é que vai dizer. Se precisar fazer ajuste, vamos fazer ajuste, e não criticar simplesmente, falar que isso não vai dar certo."

Objetivos do plano
Um dos principais objetivos do plano é colocar o Brasil entre os 10 primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os 5 primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016. É esse o objetivo do plano Brasil Medalhas 2016 lançado nesta quinta-feira (13) pela presidente Dilma Rousseff.

Com o plano, o Ministério dos Esportes vai receber R$ 1 bilhão a mais nos próximos três anos para priorizar os investimentos nas modalidades com mais chances de ganhar medalhas.

Entre as 21 modalidades olímpicas que vão ter atenção especial estão atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo BMX, futebol feminino, handebol, hipismo, judô e natação. 15 modalidades paralímpicas também vão receber mais destaque, entre elas, atletismo, bocha, canoagem, esgrima em cadeiras de rodas, futebol de 5 e halterofilismo. As outras modalidades vão continuar sendo apoiadas pelo Ministério do Esporte e vão seguir recebendo recursos pelas fontes tradicionais de financiamento federal.

Programa Pódio 
Outra novidade do plano Brasil Medalhas 2016 é o Programa Pódio, que inclui nova categoria no Bolsa Atleta, a Bolsa Pódio, e cria a Bolsa-Técnico. Essa bolsas vão pagar até R$ 15 mil mensais para o atleta e até R$ 10 mil por mês aos técnicos.

Os beneficiados do Pódio vão ser atletas de modalidades individuais que estejam situados entre os 20 melhores do ranking mundial e com reais chances de medalhas, além de seus treinadores e a equipe multidisciplinar, formada por preparador físico, nutricionista e atleta-guia, entre outros.

Equipamento e treinamento
O plano Brasil Medalhas prevê recursos para a compra de equipamento esportivo no valor de até R$ 20 mil por atleta. Além disso, vai permitir o apoio a treinamento e competições de atletas no Brasil e no exterior, por meio do pagamento de custos com diárias e passagens. As outras categorias do Bolsa-Atleta - estudantil, de base, nacional, internacional e olímpica/paralímpica - vão continuar sendo mantidas com os critérios atuais e dentro do orçamento regular do Ministério do Esporte.

O Brasil Medalhas 2016 também vai destinar recursos para construção, reforma e operação de 22 centros de treinamento, selecionados em conjunto com os comitês Olímpico e Paralímpico, as confederações nacionais, clubes, estados e municípios. Serão 21 centros de modalidades olímpicas e 1 paralímpico, seguindo a recomendação do Comitê Paralímpico Brasileiro, que vai unificar todas as modalidades em um só local de treinamento.

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/ESPORTES/426128-PARLAMENTARES-AVALIAM-PLANO-BRASIL-MEDALHAS-2016.html

Governo anuncia mais R$ 1 bi em recursos para Plano Brasil Medalhas



Por Tarso Veloso, Daniela Martins e Bruno Peres 

BRASÍLIA - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse nesta quinta-feira, durante cerimônia de lançamento do Plano Brasil Medalhas 2016, que o Brasil vai investir R$ 1 bilhão a mais do que o programado de 2013 a 2016 para levar o país a ficar entre os 10 melhores na Olimpíada de 2016 e até o 5º lugar na Paralimpíada do Rio de Janeiro.

Os recursos serão originários do Orçamento Geral da União (OGU) e de empresas estatais. As modalidades que receberão os investimentos foram selecionadas de acordo com as chances de obter medalhas. O governo separou 21 olímpicas e 15 paralímpicas. As modalidades olímpicas selecionadas são atletismo; basquetebol; águas abertas (novo nome da maratona aquática); boxe; canoagem; ciclismo BMX; futebol feminino; ginástica artística; handebol; hipismo (saltos); judô; lutas; natação; pentatlo moderno; tae-kwon-do; tênis; tiro esportivo; triatlo; vela; vôlei; e vôlei de praia. As paralímpicas são atletismo; bocha; canoagem; ciclismo; esgrima em cadeira de rodas; futebol de 5; futebol de 7; goalball; halterofilismo; hipismo; judô; natação; remo; tênis de mesa; e vôlei sentado.

O ministro disse que o Brasil Medalhas vai disponibilizar até R$ 20 mil por atleta para aquisição de equipamentos para treino. “Vamos construir o melhor centro paraolímpico do mundo”, disse Aldo. O plano destaca a criação de 22 centros de treinamento que irão unificar todas as modalidades em apenas um local de treinamento.

Em seu discurso, Rebelo elogiou os atletas que representaram o Brasil na Olimpíada e na Paralimpíada de Londres “Quero abraçar carinhosamente os atletas e a dedicação, a disciplina, a entrega e o espírito patriótico que vocês e dedicaram a representar o nosso país e o nosso povo”, disse o ministro.

Leia mais em:
http://www.valor.com.br/brasil/2829040/governo-anuncia-mais-r-1-bi-em-recursos-para-plano-brasil-medalhas#ixzz26RiyGEfS

Plano Brasil Medalhas 2016 recebe críticas


Por Renata Tôrres

Colocar o Brasil entre os 10 primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os 5 primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016. É esse o objetivo do Plano Brasil Medalhas 2016 lançado nesta quinta-feira (13) pela presidente Dilma Rousseff. Com o plano, o Ministério dos Esportes vai receber R$ 1 bilhão a mais nos próximos três anos para priorizar os investimentos nas modalidades com mais chances de ganhar medalhas.

Entre as 21 modalidades olímpicas que vão ter atenção especial estão atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo BMX, futebol feminino, handebol, hipismo, judô e natação. Quinze modalidades paralímpicas também vão receber mais destaque, entre elas, atletismo, bocha, canoagem, esgrima em cadeiras de rodas, futebol de 5 e halterofilismo. As outras modalidades vão continuar sendo apoiadas pelo Ministério do Esporte e vão seguir recebendo recursos pelas fontes tradicionais de financiamento federal.

Outra novidade do Plano Brasil Medalhas 2016 é o Programa Pódio, que inclui nova categoria no Bolsa Atleta, a Bolsa Pódio, e cria a Bolsa Técnico. Essa bolsas vão pagar até R$ 15 mil mensais para o atleta e até R$ 10 mil  por mês aos técnicos. Os beneficiados do Pódio vão ser atletas de modalidades individuais que estejam situados entre os 20 melhores do ranking mundial e com reais chances de medalhas, além de seus treinadores e a equipe multidisciplinar, formada por preparador físico, nutricionista e atleta-guia, entre outros.

Apesar de considerar o plano "louvável", o presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Atividade Física para o Desenvolvimento Humano, deputado João Arruda, do PMDB do Paraná, critica o seu conteúdo, porque, na opinião dele, não estimula a população em geral, principalmente as crianças, a praticar esportes:

"Esse projeto não tem um objetivo social. Ele não tem um objetivo de ampliar a prática esportiva no nosso País, estabelecer uma cultura saudável no nosso País. Ele apenas visa o resultado das Olimpíadas em 2016, o que não é uma condição única do esporte no nosso País. Nós precisamos de novas alternativas. Nós precisamos da criançada participando, nós precisamos potencializar o tamanho do nosso País e a participação esportiva, para que, por consequência desse projeto, tenhamos medalhas".

Já o líder do PT, deputado Jilmar Tatto, de São Paulo, rebate a crítica:

"Quando você investe no esporte, você acaba também [gerando benefícios] na sua plenitude, inclusive nas equipes de base, porque você está fortalecendo os clubes, você está fortalecendo toda a estrutura que envolve o atleta. Então é um conjunto de esforços. É evidente que sempre tem alguém que critica, mas, na verdade, o resultado é que vai dizer. Eu prefiro o seguinte: se precisar fazer ajuste, vamos fazer ajuste - e não criticar simplesmente, falar que isso não vai dar certo".

O Brasil Medalhas 2016 também vai destinar recursos para construção, reforma e operação de 22 centros de treinamento.

FontE: http://www2.camara.gov.br/radio/materias/ULTIMAS-NOTICIAS/426119-PLANO-BRASIL-MEDALHAS-2016-RECEBE-CRITICAS.html

Por mais medalhas olímpicas, governo dará R$ 1 bilhão


Recursos irão para bolsa aos atletas e para construção de centros de treinamento

Por Luiza Damé

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff lançou nesta quinta-feira o Plano Brasil Medalhas 2016, que terá investimento de R$ 1 bilhão para colocar o Brasil entre os dez primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, conforme antecipou O GLOBO. Esse dinheiro se junta a R$ 1,5 bilhão que já estavam previstos em programas oficiais para desenvolvimento do esporte de rendimento.
- Eu tenho certeza de que este ato e que esse R$ 1 bilhão fazem parte do início de um processo que vai mobilizar o Brasil no sentido de dar absoluto suporte aos seus atletas de alto rendimento. Nós iremos dar um salto e nos transformar numa potência esportiva, ou caminharmos em passos firmes para nos transforma - afirmou Dilma, diante de uma plateia formada por medalhistas olímpicos e paraolímpicos, além de técnicos e dirigentes do esporte brasileiro.
A verba irá para as modalidades com maior possibilidade de medalhas. Foram escolhidas 21 modalidades olímpicas e 15 paralímpicas. R$ 690 milhões serão para apoio ao atleta e R$ 310 para centros de treinamento. No apoio ao atleta, estão previstas a Bolsa Pódio (R$ 15 mil ao mês), Bolsa Técnico (até R$ 10 mil ao mês), equipe multidisciplinar (até R$ 5 mil por profissional ao mês), equipamento e material esportivo (até R$ 20 mil ao mês por atleta) e custeio de diárias e passagens para treinamento e competições no Brasil e no exterior. Terão direito os atletas que estiverem entre os 20 melhores do mundo. Serão construídos e reformados 22 centros de treinamentos, sendo um paraolímpico;
Viemos para pedir um pouco mais, mas não precisa, não. Já está tudo pronto - disse o medalhista paraolímpico Daniel Dias, da natação.
Com seis medalhas conquistadas em Londres, Daniel foi o atleta mais aplaudido e mais homenageado na cerimônia.
A líbero da seleção de vôlei, Fabiana Alvim, a Fabí, pediu a criação de aposentadoria especial para os atletas:
- Eu gostaria de fazer uma sugestão: a criação da aposentadoria por méritos. Foi um pedido de vários atletas. Seria um reconhecimento ao esforço dos atletas. Dedicamos a vida ao esporte, muitas vezes passamos mais tempo com outros atletas do que com as nossas famílias.
Além dos atletas, estavam na cerimônia os presidentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.
- O projeto é genial, sensacional. Muda a concepção brasileira do esporte. Muda o compromisso do governo com o esporte e com os atletas - disse Nuzman.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/por-mais-medalhas-olimpicas-governo-dara-1-bilhao-6083545#ixzz26Rc70jhi

1 bilhão de reais em medalhas olímpicas


Por José Antônio Lima

Na tarde desta quinta-feira 13, o nadador paraolímpico Daniel Dias saudou a presidenta Dilma Rousseff colocando em seu pescoço as seis medalhas de ouro que conquistou nos Jogos de Londres em 2012. Foi um ato simbólico durante a cerimônia de lançamento do programa Brasil Medalhas 2016. A partir de agora, mais do que nunca, a conquista de medalhas olímpicas é uma política de Estado no Brasil.
O plano anunciado nesta quinta prevê investimentos de 1 bilhão de reais entre 2013 e 2016. Serão gastos 310 milhões na reforma e na construção de 22 centros de treinamento, sendo 21 olímpicos e 1 paraolímpico, “talvez o melhor do mundo”, segundos as palavras do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Os outros 690 milhões de reais vão para os atletas e técnicos, por meio de programas como o Bolsa Pódio (até 15 mil reais) e o Bolsa Técnico (até 10 mil reais), além do pagamento de custos de diárias e passagens para competições no exterior e compra de equipamentos de ponta.

O investimento será completado pelas empresas estatais, como Petrobras, Eletrobras, BNDES, Correios, Banco do Brasil, Infraero, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste. Elas já investem no esporte mas irão, segundo o ministro Aldo Rebelo, ampliar os gastos. O foco dos investimentos olímpicos e paraolímpicos serão modalidades em que o Brasil já tem tradição, como judô, natação, atletismo, e outras com potencial para conquistar medalhas, como handebol e futebol de 5 e futebol de 7 (esses dois exclusivamente paraolímpicos).

O Brasil Medalhas 2016 deixa claro que o governo Dilma Rousseff entende como prioridade a classificação do Brasil no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro-2016. O plano tem, inclusive, metas claras: colocar a delegação brasileira entre as dez primeiras nas Olimpíadas e entre as cinco primeiras nas Paraolimpíadas. As duas são difíceis, mas possíveis.

A primeira boa notícia é que, com os novos investimentos, o Brasil deve se livrar da repetição da história fatídica do atleta que, por falta de apoio, não consegue treinar e obter resultados apesar de seu potencial. Assim, vai ficar mais fácil ver histórias como a da judoca Sarah Menezes, que faz faculdade, tem boa estrutura para treinar, patrocínios privados, recebe o Bolsa Atleta e foi campeã olímpica. A segunda boa notícia é que parte dos investimentos vai para estruturas permanentes, os centros de treinamento, que servirão de legado para o país e vão ajudar não apenas os atletas deste ciclo olímpico, mas todos os que virão a seguir.

Ocorre que o plano tem pontos que exigem atenção. O Brasil Medalhas 2016 não trata da perpetuação dos dirigentes nas federações esportivas. É verdade que este mal deve ser alvo do Congresso, mas como o governo federal e as estatais colocarão muito dinheiro em jogo, é preciso garantir a meritocracia e evitar que os dirigentes usem a verba para tornar federações, ou atletas, seus reféns, como ocorre hoje. A divulgação de detalhes dos projetos deve esclarecer se e quais cuidados o governo tomou para evitar isso.

Preocupa também o fato de o plano ter data para acabar, 2016. Como sede, o Brasil obviamente tem mais interesse em ter bons resultados no Rio de Janeiro do que nas próximas edições, mas se ganhar medalhas olímpicas é uma política de Estado, ela não pode durar apenas três anos.

Por fim, o projeto não aborda o principal drama do esporte brasileiro: a falta de incentivo para a prática de esporte nas escolas e bairros. O foco do Brasil Medalhas 2016 é no topo da pirâmide do esporte brasileiro, enquanto a base segue abandonada. O governo federal, os Estados e os municípios pouco investem no esporte escolar, um reflexo da forma como tratam a educação como um todo, e menos ainda na infraestrutura esportiva. É raríssimo ver quadras e campos públicos pelo país. Nesta quinta, Aldo Rebelo e Dilma Rousseff falaram sobre a realização de uma “Olimpíada” escolar de atletismo, para estimular as crianças brasileiras a praticar o esporte, um dos que mais rende medalhas em Jogos Olímpicos. É uma ideia interessante, mas insuficiente para um país com um imenso déficit na prática esportiva.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/1-bilhao-de-reais-em-medalhas-olimpicas/

Plano Brasil Medalhas prevê mais R$ 1 bilhão de investimentos no Esporte


Objetivo é colocar o Brasil em 10º lugar no ranking de medalhas

Por Maria Carolina Lopes, do R7 em Brasília

A presidente Dilma Rousseff e o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, lançaram nesta quinta-feira (13) o plano Brasil Medalhas. O programa irá investir R$ 1 bilhão para apoio aos atletas e construção de centros de treinamento.

Os recursos, previstos para serem aplicados a partir de 2013,  vão se somar ao R$ 1,5 bilhão já destinado para os esportes de alto rendimento. De R$ 1 bilhão, R$ 690 milhões serão destinados a medidas de apoio a atletas e R$ 310 milhões para construir e reformar centros de treinamento.

Para levar os recursos até os atletas, o plano vai oferecer uma bolsa pódio aos esportistas de alto rendimento, que vão receber R$ 15 mil por mês. Já os técnicos e equipes de financiamento serão financiados com R$ 10 mil por mês, cada.  

Os investimentos prioritários vão para 21 modalidades olímpicas e 15 paraolímpicas, que o governo considera ter mais chances de medalhas.  Cada atleta também receberá também R$ 20 mil mensais para financiar materiais esportivos.  De acordo com o ministro Aldo Rebelo, cerca de 200 atletas serão beneficiados.

-Os beneficiários serão selecionados a partir de critérios de necessidade, além de mérito.

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Outros R$ 310 milhões serão investidos para construir e reformar locais para treinamento. Serão  construídos 22 centros olímpicos e um paraolímpico.

O objetivo do governo é colocar o Brasil entre os dez primeiros colocados no quadro de medalhas nos Jogos Olímpicos de 2016 e entre os cinco primeiros nos Jogos Paraolímpicos. Com 17 medalhas no total nos Jogos de Londres, o Brasil ficou em 22º lugar no ranking de medalhas, atrás de países como Irã e Cazaquistão.

Olimpíadas escolares

No ato de assinatura do plano, a presidente Dilma Rousseff levantou a ideia de se fazer jogos esportivos escolares, semelhantes às olímpiadas de matemática. 

-Nós estamos organizando, da mesma forma que as olímpiadas da matemática, também a nossa olímpiada de atletismo para jovens, para que as escolas e todos os segmentos possam participar. 

Na cerimônia, o nadador paraolímpico Daniel Dias, que tem seis medalhas de ouro, agradeceu pelos investimentos também aos atletas paraolímpicos. Já a a líbero da seleção de vôlei feminina duas vezes campeã olímpica, Fabi, aproveitou o discurso para sugerir ao governo a instituição de uma aposentadoria por mérito para atletas medalhistas.

Fonte: http://esportes.r7.com/esportes-olimpicos/noticias/plano-brasil-medalhas-preve-mais-r-1-bilhao-de-investimentos-no-esporte-20120913.html

Brasil terá R$2,5 bi em busca dos 10 primeiros lugares na Rio-2016


Por Hugo Bachega

BRASÍLIA, 13 Set (Reuters) - O governo anunciou nesta quinta-feira que o Brasil contará com um investimento de 2,5 bilhões de reais destinado à preparação de atletas nos próximos quatro anos, com o objetivo de colocar o país entre os dez primeiros nos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro.

O programa Brasil Medalhas 2016 destinará 1 bilhão de reais à preparação dos atletas brasileiros, além do 1,5 bilhão de reais para o esporte de alto rendimento já previsto pelo Ministério do Esporte para o ciclo olímpico 2013 a 2016.

O plano contempla investimento em modalidades nas quais o Brasil já conquistou medalhas, como boxe, natação e vôlei, e em outras áreas em que o país ainda não alcançou o pódio, como ciclismo, polo aquático e tênis de mesa, além de recursos para infraestrutura esportiva.

"Como sede dos Jogos é muito justo que as nossas ambições sejam ainda maiores em termos de vitórias e em termos de medalhas", disse a presidente Dilma Rousseff no lançamento do programa no Palácio do Planalto, diante de uma plateia de dezenas de medalhistas olímpicos e paralímpicos nos Jogos de Londres.

O Brasil conquistou um recorde de medalhas em Londres, 17 no total, superando a meta do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) de 15 conquistas, mas abaixo da expectativa do próprio governo, de 20 pódios.

A meta de estar entre os 10 primeiros em 2016 leva em conta a soma de ouro, prata e bronze. O quadro oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI), no entanto, considera o total de ouros para a classificação.

O Brasil, em ambos os casos, ocupou a 22a colocação em Londres, com 3 ouros, 5 pratas e 9 bronzes. Estados Unidos e China também lideraram os dois quadros. Mas, na contagem de medalhas, a Rússia superou a Grã-Bretanha, que oficialmente encerrou os Jogos na terceira colocação, uma posição acima dos russos.

"O nosso objetivo é sem dúvida, obter sim vitórias, é sim chegar ao maior número possível de medalhas", disse Dilma.

Em Londres, a Austrália ficou em 10o lugar na contagem oficial, com 35 medalhas, sendo 7 de ouro, 16 de prata e 12 de bronze. A Hungria, no entanto, ficou na 9a colocação, com muito menos medalhas, 17 no total, o mesmo do Brasil, mas obteve 8 medalhas de ouro, 4 de prata e 5 de bronze.

BOLSA PÓDIO

Dois terços do valor adicional de 1 bilhão de reais virão do Orçamento Geral da União e o restante de investimentos de empresas estatais. Dentro deste montante, 690 milhões de reais serão destinados a atletas e 310 milhões de reais a construção e reforma de 22 centros de treinamento.

O programa estabelece o Bolsa Pódio, com até 15 mil reais por mês por atleta, e o Bolsa Técnico, com até 10 mil reais por mês, além de outras faixas de apoio.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que 200 atletas serão beneficiados, por critérios de mérito e classificação.

"Todos terão direito a essa bolsa a partir dos critérios de necessidade", disse Aldo a jornalistas após a cerimônia de lançamento.

O ministro disse ainda que o governo irá realizar competições de atletismo entre jovens nos moldes da Olimpíada da Matemática para identificar talentos.

Segundo a presidente, depois de ter visitado o centro de treinamento da delegação brasileira em Londres, teve noção de que é "claramente fundamental" a oferta de equipamentos e infraestrutura de ponta para os atletas.

"Estamos apostando que um conjunto integrado de medidas é necessária para preparação de atletas de alta performance", disse ela.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) elogiou o plano do governo, classificando-o como "um grande passo para o desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro".

"A razão deste plano são os atletas. Estamos construindo um novo país esportivo para os atletas. Este projeto é brilhante, sensacional. É um exemplo para o mundo do compromisso do governo brasileiro com os atletas e com o esporte", disse o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

A preparação brasileira para Londres foi a maior e mais cara para uma Olimpíada, com mais de 1 bilhão de reais entre recursos do orçamento do Ministério do Esporte e da Lei Agnelo/Piva, além do patrocínio de empresas estatais diretamente às modalidades.

Apesar disso, o Brasil não conseguiu igualar na capital britânica o recorde de 5 medalhas de ouro, obtido em Atenas-2004, e ainda disputou menos finais do que na China, há quatro anos, 35 contra 41.

(Com reportagem adicional de Jeferson Ribeiro)

Fonte: http://br.reuters.com/article/newsOne/idBRSPE88C06O20120913?sp=true

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Por top 10 em 2016, Dilma anuncia mais R$ 1 bilhão para investimento


Com o objetivo de colocar o Brasil entre os dez primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, a presidente Dilma Rousseff lançou, junto ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o plano Brasil Medalhas 2016.

O programa disponibilizará mais R$ 1 bilhão de investimentos públicos federais no próximo ciclo olímpico, entre 2013 e 2016. Desse valor, dois terços virão do Orçamento Geral da União (OGU) e um terço de investimentos de empresas estatais. Esses recursos são adicionais em relação ao orçamento usual do Ministério do Esporte para o alto rendimento e a fontes de financiamento como a Lei Agnelo/Piva e a Lei de Incentivo ao Esporte.

O investimento será direcionado para aquelas modalidades que podem render mais medalhas ao Brasil. Foram escolhidas 21 olímpicas - (águas abertas (novo nome para maratona aquática), atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo BMX, futebol feminino, ginástica artística, handebol, hipismo (saltos), judô, lutas, natação, pentatlo moderno, taekwondo, tênis, tiro esportivo, triatlo, vela, vôlei e vôlei de praia) - e outras 15 paralímpicas (atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeiras de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, tênis de mesa e voleibol sentado).

As demais modalidades continuarão sendo apoiadas pelo Ministério do Esporte e seguirão recebendo recursos pelas fontes tradicionais de financiamento federal.

O Brasil Medalhas 2016 também contempla recursos para aquisição de equipamento esportivo (até R$ 20 mil por atleta) e apoio a treinamento e competições de atletas no Brasil e no exterior, por meio do pagamento de custos com diárias e passagens.

Outra vertente do plano é a destinação de recursos para construção, reforma e operação de 22 centros de treinamento, selecionados em conjunto com os comitês Olímpico e Paralímpico, as confederações nacionais, clubes, estados e municípios. Desses, 21 são centros de modalidades olímpicas e um paraolímpico, seguindo a recomendação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que unificará todas as modalidades em um só local de treinamento. O apoio também prevê a aquisição de equipamentos esportivos.

Fonte: http://ht.ly/dHlvi

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Rebelo espera Brasil entre os 10 primeiros dos Jogos Paraolímpicos


Em Pequim, país foi o 9º colocado, 47 medalhas, sendo 16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes

O Brasil entra na disputa dos Jogos Paralímpicos, que começam nesta quarta-feira em Londres, visando terminar mais uma vez entre os 10 primeiros do quadro geral de medalhas, isso é o que garante o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, em entrevista à Agência Efe.

Segundo Rebelo, que está na capital britânica para assistir a cerimônia de abertura, afirmou que a meta é repetir desempenho recente. "O Brasil fez um bom papel nos Jogos Paralímpicos de Pequim, onde ficamos em nono. Em Londres esperamos ficar também entre os 10", explicou.

O ministro ressaltou a força da delegação brasileira em esportes como natação e atletismo, apontando para os resultados recentes nas duas modalidades, mas também afirmou que houve atenção a outros esportes, como o hipismo.

Nos Jogos de Pequim, o Brasil atingiu a melhor classificação de sua história nos Jogos, com o nono lugar geral, obtido através de 47 medalhas, sendo 16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes.

Naquela ocasião, o país levou 188 atletas, que participaram de 17 modalidades, apenas três atletas mais do que nesta edição londrina, que acontecer até o próximo dia 9 de setembro.

De olho nos Jogos do Rio 2016, Aldo Rebelo espera que nestas duas próximas edições o Brasil esteja entre as 10 maiores potências paralímpicas. O ministro destacou o esforço dos atletas para "superarem as adversidades tanto individuais como sociais", garantindo que o Governo seguirá apoiando-os.

"O Brasil é um país muito acolhedor, mas muito desestruturado e muito desigual. Estamos fazendo um esforço muito grande para que as pessoas com limitações encontrem um ambiente propício e um espaço para participar da vida esportiva. O Governo continuará ajudando para que ocupem seu lugar na sociedade com dignidade", disse o ministro.

Rebelo falou da ajuda financeira que o Governo oferece através do Bolsa Atleta, que beneficia 4.243 atletas de 43 modalidades, com valor variável de acordo com o nível de cada um e com os desempenhos em competições mundiais e olímpicas.

Entre os atletas que estão nos Jogos Paralímpicos de Londres, 35% são beneficiados pelo programa. "É um esforço que faz a sociedade brasileira para promover a inclusão das pessoas com limitação", disse o ministro.

Além do Bolsa Atleta, o ministro ressaltou o impacto de uma nova bolsa técnica, que visa melhorar a preparação dos esportistas brasileiros. Segundo Rebelo, ela permitirá que os atletas "contem equipes multidisciplinares, formados por técnicos, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, e equipamentos adequados, para que possamos chegar a 2016 em condições melhores", concluiu.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10617/REBELO+ESPERA+BRASIL+ENTRE+OS+10+PRIMEIROS+DOS+JOGOS+PARAOLIMPICOS.html

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ministro acredita que Brasil pode ser uma das 10 maiores potências olímpicas no Rio-2016


Por Lucas Borges

Aldo Rebelo, ministro dos Esportes brasileiro, garante que está fazendo sua parte para que o país chegue à Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, mais forte do que em Londres. Além do incentivo a atletas de alto rendimento por meio de bolsas, o ministro declarou em participação no programa Juca Entrevista que vai ao ar às 21h deste sábado, na ESPN, que a estrutura para o treinamento está sendo criada. 

Depois de ver o Brasil ter desempenho aquém de suas expectativas em Londres - fez uma projeção de 20 medalhas, mas foram conquistadas 17 -, ele acredita que o país tem chances de estar entre os dez primeiros colocados no ranking olímpico em 2016 – neste ano, foi o 22°.

“Temos um centro em Manuas, outro em Campinas, um em Santa Catarina e vamos reformar e construir vários em várias universidades. Temos que oferecer aos nossos atletas equipamentos compatíveis à sua vocação, a assistência, que não é só bolsa atleta. É o psicólogo, o nutricionista, o fisioterapeuta.”

O ministro disse que o esporte de base também tem sido fortalecido. “A primeira reunião que tive quando assumi foi com o conselho nacional de Educação Física. Fizemos um levantamento do que nos temos no país, nas universidades, nas escolas, dos equipamentos. Já temos isso pronto.”

”A partir daí, podemos apresentar ao Congresso uma proposta que dê à política do esporte um marco para que possamos sair apenas do programa. Só com os programas você não distribui responsabilidades, como tem na política de saúde, de educação. Já avançamos bastante. Creio que no início de 2013 tenhamos alguma coisa de mais consistente para que o país adote uma política mais adulta de esportes.”

Copa

Rebelo rebateu as críticas aos gastos federais com a Olimpíada e com a Copa do Mundo de 2014. O ministro tem convicção de que o país pode crescer bastante com os dois eventos.

“Acho que o resultado de eventos como esses não esta pré-determinado. Eles podem contribuir para o avanço do país e podem também trazer problemas. Mas esses eventos não submetem um país apenas a um teste da suas virtudes, como também das suas deficiências. Nos obriga a olhar para nossas deficiências e a superá-las. Nossa engenharia civil, por exemplo, será submetida a uma prova muito grande.” 

“Além disso, a Copa e Olimpíada vão acrescer na economia brasileira 3.660.000 empregos, segundo duas consultorias independentes e privadas. O Brasil terá um crescimento de 04% do PIB pelo menos até 2019”, finalizou Rebelo.

Fonte: http://ht.ly/d3nMv