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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Intervenção da vela termina, mas COB admite que dívida só diminuiu 10% em seis anos


Por Bruno Doro

No dia 22 de janeiro de 2007, o presidente eleito da então Federação Brasileira de Vela e Motor, Lars Grael, deixou o cargo após pedir uma intervenção do Comitê Olímpico Brasileiro. Com dívidas superando os R$ 100 milhões, o medalhista olímpico não conseguiria organizar a modalidade para o ciclo olímpico de Pequim-2008. Hoje, seis anos depois, a entidade já não está sob o comando do COB. As dívidas, no entanto, seguem tão altas quanto em 2007.

Segundo o próprio comitê olímpico, nos últimos seis anos a dívida da entidade diminuiu em apenas 10%. Fontes ouvidas pelo UOL Esporte afirmam que essa redução é significativa, mas ainda insuficiente para que a entidade volte a funcionar normalmente. As dívidas, originárias de duas execuções judiciais e de multas relativas à ligação com os bingos, seguem sendo o problema.

Mesmo assim, no dia 15 de novembro de 2012, a intervenção acabou. O pedido foi feito durante a própria assembleia da CBVM. Um novo grupo político, liderado pelo presidente da Federação de Vela do Rio de Janeiro, Marco Aurélio de Sá Ribeiro, foi escolhido para tentar encontrar alternativas para a gestão da entidade. Os responsáveis já tem um plano de ação, mas ainda esperam pareceres legais para colocá-lo em prática.

DESAFIOS PARA A VELA BRASILEIRA COM O FIM DA INTERVENÇÃO

- Evitar debandada de talentos: nos últimos anos, a vela perdeu revelações pela falta de apoio. Com a intervenção, o investimento na base rareou e coube aos clubes, sozinhos, formarem talentos. Para manter os atletas, os investimentos na base deve aumentar

- Conseguir patrocínios: esse ponto está ligado à resolução dos problemas jurídicos. Assim que a Confederação puder assinar novos contratos, a missão será voltar a encontrar empresas interessadas na modalidade. É bom lembrar que, quando a intervenção começou, a vela nacional vivia um grande momento, com altos investimentos

- Lidar com a situação da Classe Star: se nada mudar até 2016, os Jogos do Rio serão os primeiros da vela sem a Star desde 1932. O problema é que a classe é a mais vitoriosa do Brasil - e aquela em que Robert Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas, veleja. Pessoas ouvidas pela reportagem afirmam que o barco pode voltar ao programa olímpico, mas uma Confederação forte pode aumentar o lobby para isso
O grande obstáculo é a impossibilidade de firmar acordos de patrocínio. Nos últimos anos, a vela recebeu apoio do Bradesco, mas essa verba entrava via COB, já que tudo o que caísse na conta da Confederação poderia ser penhorado. Esse, aliás, foi o grande objetivo da intervenção: com a entidade impossibilitada de receber verbas, incluindo as da Lei Piva, era preciso criar um caminho direto entre COB e atletas.

Nos seis anos desse modelo, a vela nacional teve de diminuir estrutura, seus atletas viajaram menos para o exterior, mas resultados apareceram. A modalidade, no entanto, perdeu espaço. Em Jogos Pan-Americanos, foram 14 medalhas em duas edições, incluindo cinco ouros em Guadalajara-2011. Em Jogos Olímpicos, os brasileiros conquistaram duas medalhas em Pequim-2008 e uma em Londres-2012, no pior desempenho da modalidade desde Barcelona-1992. A modalidade perdeu a liderança do quadro de medalhas verde-amarelo para o judô e, sem patrocinadores, viu uma série de promessas deixarem o esporte.

O primeiro teste do novo comando da entidade será já em fevereiro, na Semana Brasileira de Vela. O campeonato, entre os dias 14 e 24 de fevereiro, inaugura o ciclo olímpico do Rio-2016 na Baia de Guanabara. Será a primeira chance para atletas, brasileiros e estrangeiros, de testar as condições da raia olímpica. O evento valerá, também, como seletiva para definir a equipe permanente do Brasil para a temporada.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/rio-2016/ultimas-noticias/2013/01/22/intervencao-da-vela-termina-mas-cob-admite-que-divida-so-diminuiu-10-em-seis-anos.htm

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Torben revela preocupação com a vela brasileira e a Baia de Guanabara


Bicampeão olímpico chegou atrasado ao seminário por conta de saco que plástico ficou preso no leme do barco

Por MARCELO ALVES

RIO – Dono de cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro em Atlanta-1996 e Atenas-2004, o velejador Torben Grael revelou nesta segunda-feira a sua preocupação com o futuro do esporte e a raia que o Rio de Janeiro pretende usar nos Jogos Olímpicos de 2016.
Torben chegou atrasado no seminário “2016 e o salto do esporte brasileiro” realizado em um hotel em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, porque um saco plástico ficou preso no leme do barco em que velejava na Baía de Guanabara. O iatista viu a situação como um sinal de alerta para 2016.
- A Marina da Glória continua hoje no mesmo estágio de antes. Essas coisas preocupam a gente. O que aconteceu comigo hoje acontece na competição. Tem um monte de coisa flutuando na Baía de Guanabara, para não dizer outras coisas. Aquilo (o saco plástico) prende e acaba com a performance do barco. Você tem que parar o barco para tirar aquilo e isso pode definir o vencedor de uma competição. Em nível local, isso não é muito importante, mas se acontecer nos Jogos será desagradável - afirmou.
O painel era para o iatista falar sobre o sucesso olímpico da vela. Mas ao contrário disso, Torben preferiu focar nos problemas do presente e do futuro.
- Se os Jogos fossem hoje, (a Baía de Guanabara) seria, com certeza, o local mais poluído da história dos Jogos. Tem um programa de despoluição da Baía que em 20 anos não conseguiu (despoluir). A tarefa agora não será fácil – disse Torben, afirmando que no Pan de 2007 foi adotada uma solução paliativa para diminuir a emissão de poluição no local.
Ao lembrar do passado, Torben preferiu comparar com o presente e lembrou que os seus filhos hoje têm mais dificuldades para velejar do que ele tinha há 20 anos.
- É uma vergonha que um esporte com os resultados que tem a vela (é o segundo maior medalhista atrás do judô), hoje seja muito mais difícil para os meus filhos fazerem uma campanha olímpica do que foi para mim. Ele (o presidente do COB) acha que não, mas para mim é mais difícil, pois temos as mesmas condições que eu tive e lá fora o pessoal foi para frente. Ou seja, o que era difícil para mim, para eles passou a ser mais.
Torben também lamentou a diminuição do número de pessoas velejando no país. Ele lembra que quando ele começou precisava disputar uma seletiva regional para competir no Campeonato Brasileiro contra mais de 200 barcos.
- Eram 30 barcos do Rio de Janeiro, hoje não tem 30 barcos para o Brasileiro.
E defendeu que os maiores incentivos sejam voltados para os esportes olímpicos
- Temos várias competições que eu não sei se deveriam estar debaixo do guarda chuva da lei de incentivo como o UFC, rampa de skate, uma série de coisas que tem gente pagando ingresso, televisão. Ela devia ficar mais direcionada aos esportes olímpicos. Li uma estatística que o time inglês gastou menos recursos do que nós gastamos no último quadriênio, o que não faz sentido ao ver o resultado deles e o nosso (em Londres) – concluiu.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/torben-revela-preocupacao-com-vela-brasileira-a-baia-de-guanabara-6909970#ixzz2E0zDF1ah 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Entidade vende title sponsor da vela dos EUA


A equipe dos Estados Unidos de vela vai mudar de nome. A partir de 2013, a cota de title sponsor do time será ocupada pela Sperry Top-Sider, que também será a parceira oficial de calçados da US Sailing.

A parceria também inclui vínculo da Sperry Top-Sider com uma série de competições de vela nos Estados Unidos. Detalhes sobre valores e duração do contrato são protegidos por cláusulas de confidencialidade.

“Trata-se de uma marca com um extenso histórico de investimento em calçados para velejadores”, enalteceu Jack Giehart, diretor-executivo da US Sailing.

A Sperry Top-Sider já era parceira oficial de calçados da entidade nacional. O novo contrato inclui mais eventos e o title sponsor da seleção.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26510/Entidade-vende-title-sponsor-da-vela-dos-EUA/index.php

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Herbalife investe em equipe de vela


A Hebalife, empresa de suplementos nutricionais, anunciou um acordo de dois anos de patrocínio ao barco J80, da equipe Rumbo Verde. O contrato envolve cessão de produtos.

O Barco passa a receber o nome da empresa, e será chamado de Hebalife J80. A equipe de Palma de Mallorca disputará as principais regatas dentro e fora da Espanha.

“Para a Herbalife é uma honra patrocinar o barco da equipe que é uma referência dentro do mundo da vela. Entramos em um esporte cheio de luta e superação, que se encaixa perfeitamente em nossa estratégia de patrocínio esportivo e filosofia da empresa”, disse Carlos Barroso, CEO na Herbalife na Espanha.

A Herbalife, líder mundial de vendas de suplementos nutricionais, tem um programa muito forte de patrocínio ao esporte. A empresa investe em atletas como Lionel Messi e o tenista espanhol Fernando Verdasco. Entre as equipes de futebol estão o Botafogo, o Los Angeles Galaxy e o Lanús. Nos outros esportes, a companhia tem parcerias com o Trentino, time italiano de voleibol, e a FIN, federação italiana de natação.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/25/25704/Herbalife-investe-em-equipe-de-vela/index.php