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domingo, 25 de novembro de 2012

Santander estabelece meta de ser banco do futebol


Por Guilherme Costa e Rodolfo Gomes

O Santander assumiu uma meta ousada para o continente americano: quer ser o “banco do futebol” na região. E o mais curioso é que o projeto coincide com dois movimentos teoricamente contraditórios. Ao mesmo em que a empresa reduziu o contrato com a Copa Libertadores, rivais têm intensificado o investimento na região.

Dono da cota de title sponsor da Libertadores entre 2007 e este ano, o Santander vai diminuir a participação no evento. A partir da próxima temporada, passará a ser apenas o banco oficial.

Contudo, o banco não diminuirá o volume de investimento financeiro na competição sul-americana de clubes. Além disso, terá um extenso pacote de propriedades para explorar no evento.

“O banco quer deixar de ser o banco da Libertadores para ser o banco do futebol americano. Estamos tratando de não focar apenas isso. Queremos ser o banco do futebol, e também temos patrocínios muito importantes, como a Copa Sul-Americana, a Recopa e a Copa América”, enumerou Enrique Arribas, diretor global de publicidade e patrocínio do Santander. “Mas ficaremos com os mesmos direitos, uma grande presença e promoções. Vamos explorar muito a Libertadores”, completou.

Fora do nome da Libertadores, o Santander ainda acredita que terá mais possibilidade de investir em outras propriedades no futebol. O banco identifica Estados Unidos e México como possíveis focos na modalidade.

No mesmo momento, concorrentes diretos do Santander têm aumentado o investimento no futebol. No Brasil, por exemplo, o Itaú tem contratos com seleção e Copa do Mundo de 2014. A Caixa Econômica Federal anunciou nesta semana um contrato para ser cotista máster do Corinthians, em negócio que movimentará R$ 31 milhões até o fim de 2013.

Além das competições, o Santander tem dois porta-vozes muito fortes para o mercado americano. O banco patrocina o ex-jogador Pelé e o atacante Neymar, principal destaque dos atuais elencos de Santos e seleção.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/27/27656/Santander-estabelece-meta-de-ser-banco-do-futebol/index.php

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Reeleito no COB, Nuzman deixa em aberto situação após 2016


Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro completará 21 anos no comando da entidade e evita falar sobre o futuro como dirigente após os Jogos do Rio

Por Danielle Rocha

Depois de ter sido eleito para seu quinto mandato à frente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman  disse não querer pensar em nada além de "entregar Jogos Olímpicos excelentes e colocar o Brasil entre os 10 melhores no total de medalhas". No ano em que o Rio será sede das Olimpíadas, o dirigente completará 21 anos no comando da entidade. Tempo questionado por alguns, apoiado por outros e considerado por ele como necessário para concluir a ação que considera mais importante no esporte brasileiro: a realização dos Jogos. Se depois deles concorrerá a mais uma eleição, Nuzman evita falar. Também desconversa sobre possíveis sucessores.
- Na vida a gente tem que ter metas e desafios. A motivação, meu maior comprometimento é com os próximos Jogos, para trabalhar em benefício dos atletas. Estou focado neste trabalho. Depois de 2016, nós conversamos sobre o que vai acontecer. O futuro é que vai dizer o que vai acontecer - disse. 
Acumulando as presidências do COB e do Comitê Rio-2016, Nuzman tem pressa. Ressalta que o tempo para organizar as Olimpíadas é longo, mas curto ao mesmo tempo. Diz que mais importante do que discutir a alternância de poder (o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, gostaria que houvesse um limite de reeleições para cargos à frente do COB e das Confederações), é "avaliar a qualidade da gestão do dirigente esportivo, o que inclui conquistas e realizações". Ary Graça, presidente da CBV e da FIVB, tem o mesmo discurso. 
- Acredito que o que está dando certo não tem que mudar. Se tenho dois técnicos maravilhosos vou ter que mudar porque eles estão há muitos anos no cargo? Mudar pra quê? Numa empresa é assim. Não se mede o executivo pela quantidade de tempo, mas pela eficiência e o que vai trazer de dividendos - afirmou Ary Graça.
Em 2016, Nuzman tem como meta ver o Brasil entre os 10 primeiros colocados no total de medalhas e não no modelo adotado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que conta as posições no quadro geral pelo número de ouros conquistados pelo país.
- O atleta que ganha uma medalha é um herói. Sou atleta olímpico, fui sétimo colocado e só ganhei medalha de participação. A decisão é em fração de milésimo de segundo, há dia em que você é surpreendido e não tem a medalha que poderia ganhar. As três medalhas são muito importantes e basta ver a reação dos atletas. Não teve mudança, teve constatação do que é importante. Sempre defendi o total de medalhas desde meus tempos de atleta. Vivi os dois lados. Sentimos isso em duas finais olímpicas do vôlei, uma ganhando a de prata e outra ganhando a de ouro. Sei o sentimento.
Para alcançar o objetivo, diz que a parceria com as Confederações e com o Ministério do Esporte será fundamental para executar programas estratégicos e projetos criteriosos e detalhados. Será preciso ampliar o número de atletas capazes de conquistar medalhas não apenas em esportes em que o país já tem tradição, mas também em novas modalidades.
- Não trataria como uma questão de garantia de que o Brasil irá dar esse salto, mas de trabalho. E ele está sendo feito. Ele é muito grande e de muita dedicação. Elaboramos junto com as Confederações projetos apoiados em Ciência do Esporte com objetivos e métricas de avaliação de resultados muito bem definidos, que refletem o patamar que o COB detém hoje de conhecimento e de excelência de gestão do esporte de alto rendimento.
Sobre as acusações de Eric Maleson, presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), Nuzman disse que não houve invasão da sede. De acordo com ele, o interventor nomeado pela Justiça não conseguia entrar para realizar seu trabalho.
- A Confederação tem sérios problemas administrativos e financeiros que impossibilitam o repasse dos recursos da Lei Agnelo-Piva. E o COB passou a arcar diretamente com as despesas básicas do funcionamento da entidade para assegurar o mínimo atendimento das necessidades dos atletas. O COB alugou uma sala para ser a sede da Confederação de Gelo e, expressamente autorizado pelo proprietário e locador, sublocou a sala para a CBDG. Portanto, a Confederação tem a posse do imóvel podendo usá-lo livremente. E o interventor poderia entrar a qualquer momento. E COB, por ser responsável pela sala, poderia acompanhar o interventor. O desfecho está nas mãos da Justiça, na 37ª Vara Cível do Rio de Janeiro - disse Nuzman, destacando que desde 2009 a CBDG não recebe os recursos da Lei Agnelo-Piva.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/10/reeleito-no-cob-nuzman-deixa-em-aberto-situacao-apos-2016.html

Meta do COB agora é colocar o Brasil entre os dez no total de medalhas


‘A meta sempre foi o total de medalhas’, disse Nuzman

Por Ary Cunha

RIO - Diante dos resultados obtidos pelos atletas brasileiros em Pequim-2008 e Londres-2012, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) mudou a meta para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Se antes, a meta do COB era ficar entre os dez melhores, agora o discurso é ficar no top-10 no total de medalhas.
Em Londres, o Brasil ficou em 22º lugar com três medalhas de ouro, cinco de prata e nove de bronze. Mas nas novas contas do COB, o Brasil ficou em 14º, com 17 medalhas. É uma prática, no entanto, que o ouro tenha um peso maior no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos.
Em Pequim, os americanos usaram o mesmo critério que o Brasil quer adotar agora quando viram que ficariam atrás da China no quadro de medalhas pelo número de medalhas de ouro. Há quatro anos, os chineses terminaram em primeiro lugar, com 51 ouros e 100 medalhas no total. Já os americanos conquistaram 36 ouros e 110 medalhas no total.
Para o presidente reeleito do COB, Carlos Arthur Nuzman, a cor da medalha não importa:
- O atleta que ganha uma medalha já é um herói. Independentemente da cor, ele já é um herói. As três medalhas são muito importantes. Não teve uma mudança de postura, mas uma constatação do que é importante nessa luta por medalhas. A meta sempre foi o total de medalhas - afirmou.
Ao tentar justificar que não houve mudança de planos, o superintendente do COB, Marcos Vinícius Freire, reforçou o discurso de que o importante sempre foi o número total de medalhas.
- Cada um tem um o seu quadro. Para nós, o que sempre contou foi o total de medalhas - disse.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/meta-do-cob-agora-colocar-brasil-entre-os-dez-no-total-de-medalhas-6298250#ixzz28SqU6MLl 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dilma destaca desempenho de atletas brasileiros nos Jogos Paralímpicos


Com 43 medalhas, resultado foi o melhor do Brasil em toda a história da competição

A presidente Dilma Rousseff destacou no último domingo (9) como exemplo de superação e luta para o Brasil o resultado sem antecedentes obtido pelos desportistas do país nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012.

"Graças a sua força, garra e capacidade de superar limites alcançamos uma inédita sétima localização (no quadro de medalhas), com a conquista de 43 medalhas (21 de ouro, 14 de prata e oito de bronze)", afirmou a presidente em mensagem de felicitação enviada à delegação que representou o Brasil nos Jogos Paralímpicos, encerrados ontem.

Com o sétimo lugar no quadro de medalhas a delegação cumpriu a missão traçada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB): terminar, precisamente, entre os sete primeiros colocados.

O Brasil superou em dois postos o balanço dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e marcou seu melhor resultado desde a primeira competição, em 1972.

"É importante dizer, no entanto, que cada um de nossos atletas paralímpicos que está em Londres, tendo conquistado ou não medalhas, representa uma história pessoal de luta e superação, exemplo para toda nossa Nação", diz a mensagem da presidente.

Dilma citou as conquistas do nadador Daniel Dias, que obteve ouros nas seis finais que disputou, assim como o pódio triplo que o Brasil conseguiu nos 100 metros de atletismo feminino com Terezinha Guilhermina, Jerusa Santos e Jhulia Karol, além da surpreendente vitória de Tito Sena na maratona deste domingo.

Na delegação brasileira também se destacaram André Brasil, que levou três ouros e duas pratas nas provas de natação, e o time de futebol de cinco, que ganhou o terceiro título consecutivo do país na modalidade, assim como Alan Fonteles, ouro nos 200 metros T44, prova na qual era favorito o sul-africano Oscar Pistorius.

"São algumas conquistas que nos orgulham em Londres", disse Dilma, lembrando que 156 dos 182 desportistas brasileiros nos paralímpicos receberam bolsas do Governo.

"O governo brasileiro intensificará o apoio a seus atletas para que um número cada vez maior deles tenha condições de treinar e se dedicar ao esporte", afirmou Dilma.

A meta do Governo é melhorar este resultado nos Jogos Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10670/DILMA+DESTACA+DESEMPENHO+DE+ATLETAS+BRASILEIROS+NOS+JOGOS+PARALIMPICOS.html

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Bradesco e COB divergem sobre meta para 2016


Por Guilherme Costa

A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 certamente terão impacto na vida do Brasil. Contudo, um evento realizado no último sábado, em São Paulo, mostrou que ninguém ainda tem uma medida exata do que os eventos vão representar. Bradesco e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), por exemplo, divergiram sobre metas do país no âmbito esportivo.

A discordância aconteceu na segunda edição do Fórum Nacional do Esporte, organizado pelo grupo Lide. Cândido Leonelli, diretor-executivo de tecnologia e marketing do banco Bradesco, realizou palestra no evento para falar sobre exemplos dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e expectativas para o Rio-2016, competição que terá patrocínio da instituição financeira.

Leonelli lembrou que o país-sede dos Jogos Olímpicos tem um crescimento médio de 54% no número de medalhas em comparação com a edição anterior. No entanto, o executivo estabeleceu uma meta mais ousada para 2016.

“Acho que podemos ganhar 35 medalhas. Ganhamos 17 em Londres-2012, e podemos pensar em dobrar esse número para 2016”, projetou Leonelli durante a palestra.

A exposição do executivo do Bradesco precedeu uma palestra de Marcus Vinícius Freire, secretário-geral de esportes do COB. O funcionário da entidade esportiva adotou uma postura mais comedida do que o patrocinador.

Freire repetiu algo que o COB vem declarando de forma decorrente: para 2016, a meta do Brasil é aparecer entre os dez primeiros colocados no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos.

“Analisando o histórico, o décimo colocado das últimas edições ficou sempre perto das 30 medalhas. Acho que esse é o número que nós precisamos buscar”, pontuou o secretário-geral do COB.

No âmbito econômico, a estimativa sobre o impacto dos megaeventos é mais uniforme. Leonelli repetiu número que vem sendo usado por várias autoridades relacionadas ao evento e projetou impacto de 0,4% no PIB do Brasil em função dos Jogos Olímpicos.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/26/26676/Bradesco-e-COB-divergem-sobre-meta-para-2016/index.php

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ministério do Esporte anuncia criação de mais uma bolsa


Governo quer o Brasil entre os dez primeiros no quadro de medalhas em 2016

Por Ary Cunha e Luiz Ernesto Magalhães

LONDRES - O Ministério do Esporte vai anunciar nos próximos dias uma série de medidas financeiras para tentar melhorar o desempenho do Brasil nas Olimpíadas do Rio, em 2016. O objetivo do governo é que o país avance para as dez primeiras posições do quadro de medalhas, mesma posição adotada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Levando em conta os Jogos de Londres, o Brasil precisará saltar de três para sete ouros, número alcançado pela Austrália, décima colocada na capital britânica. Além de um plano de investimentos que ainda será divulgado, o governo vai criar o programa Bolsa Ouro, que também está sendo chamado de Bolsa Medalha e Bolsa Pódio. Segundo o ministro Aldo Rebelo, o edital de convocação dos candidatos está em fase final de redação. Os atletas brasileiros que estiverem entre os 20 melhores nos rankings de suas modalidades poderão se candidatar a bolsas mensais entre R$ 5 mil e R$ 15 mil. A verba será entregue diretamente aos atletas, sem passar por confederações ou pelo COB.- Esse dinheiro permitirá que os atletas contratem nutricionistas, preparadores físicos e técnicos para acompanhá-los em suas atividades. É uma contribuição para que desenvolvam ainda mais seu potencial - disse Rebelo.
No último ciclo olímpico, a União gastou R$ 1,76 bilhão na preparação dos atletas, somados Lei Piva, Lei de Incentivo ao Esporte, patrocínio de estatais e o programa Bolsa Atleta (ajuda de custo mensal entre R$ 350 e R$ 1.500). O valor é mais do que o dobro gasto pela Grã-Bretanha, que investiu R$ 834 milhões entre 2009 e 2012 e conquistou 65 medalhas (29 de ouro). Antes das Olimpíadas, o COB projetou 15 medalhas em Londres, enquanto o Ministério do Esporte falou em 20 pódios. O país terminou com 17 medalhas (três ouros), seu maior número numa edição de Jogos. Mas teve menos ouros do que em Atenas-2004 (cinco), para cuja preparação o governo federal investiu seis vezes menos do que o valor gasto na preparação para Londres. Quando divulgou sua discreta meta, o COB apostou que o país cresceria em número de finais disputadas, a ponto de o consultor americano do comitê, Steve Roush, ter admitido numa entrevista no Crystal Palace que “seria muito desapontador se o número de finais fosse o mesmo dos últimos Jogos”. O Brasil caiu de 41 em Pequim para 35 em Londres.
- Estamos na média. Pela projeção do COB, as 17 medalhas foram acima da expectativa. No nosso prognóstico (do governo), chegamos perto. Acho que a nossa tarefa agora é, principalmente, olhar para o futuro e reconhecer os esforços. Depois, vamos analisar nossas deficiências e também a dos agentes que participaram desse esforço - disse Rebelo.
O secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, admitiu que tanto o COB quanto o ministério erraram na avaliação de algumas medalhas projetadas. E reconheceu que até o último ciclo olímpico não havia transparência na destinação dos recursos investidos.
- Um ponto muito positivo de Londres é a consolidação da ideia de que é preciso ter uma transparência nessa aplicação de recursos. Após Pequim, não foi assim. O Ministério do Esporte se bateu para que houvesse objetivos, metas, confrontos do resultado com o investimento - afirmou.
No entanto, a transparência vem gerando números distintos no discurso. O Ministério do Esporte divulgou novamente ontem um valor de R$ 599,54 milhões distribuídos pela Lei Piva, entre 2007 e 2011 — os números de 2012 não estão fechados. Mas, no domingo, o superintendente-executivo do COB, Marcus Vinícius Freire, disse que a entidade só havia recebido R$ 331 milhões, descontados impostos e investimentos no esporte escolar (10%) e universitário (5%).

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/ministerio-do-esporte-anuncia-criacao-de-mais-uma-bolsa-5778878#ixzz23ZIIG8i8 

‘Precisamos melhorar muito para 2016’, diz Aldo Rebelo


Ministro havia previsto que país ganharia 20 medalhas em Londres. Foram 17

LONDRES - Se a meta do Comitê Olímpico Brasileiro foi alcançada em Londres, a do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não. O ministro, que tinha previsto que o Brasil alcançaria 20 medalhas na Olimpíada de 2012, cobrou um desempenho "muito melhor" dos atletas do país nos Jogos de 2016 que serão realizados no Rio de Janeiro.
O Brasil conquistou na capital britânica um recorde de 17 medalhas, duas a mais que Atlanta-1996 e Pequim-2008, mas não conseguiu repetir o que a Grã-Bretanha fez nos Jogos de Pequim-2008, quando saltou das 30 medalhas em Atenas-2004 para 47 pódios e abriu caminho para terminar em terceiro lugar em casa nos Jogos que terminaram no domingo, com 65 medalhas (29 de ouro). Apesar de ter feito a maior e mais cara preparação para uma Olimpíada --com mais de 1 bilhão de reais entre recursos do orçamento do Ministério do Esporte e da Lei Agnelo/Piva, além do patrocínio de empresas estatais diretamente às modalidades-- a delegação brasileira não conseguiu igualar na capital britânica o recorde de 5 medalhas de ouro, obtido em Atenas-2004, e ainda disputou menos finais do que na China, 35 contra 41.
- O governo fez um esforço, as empresas estatais que já vinham apoiando o esporte olímpico aumentaram o esforço nesses últimos 4 anos, e creio que haja uma recompensa daquilo que nós investimos, embora nós precisamos e podemos melhorar muito para 2016 - disse Aldo a jornalistas em Londres, ao fazer um balanço da participação do Brasil nos Jogos Olímpicos.
- A nossa análise decorria da ideia de que o nosso desempenho em Londres teria a interferência dos recursos que foram aplicados de Pequim para Londres e teriam resultado, mas a nossa tarefa é olhar para o futuro. Vamos analisar as nossas deficiências, não só as do governo, mas a dos demais agentes que participam do esforço, e olhar com uma perspectiva otimista para o futuro e olhar para o Rio de Janeiro como um desafio a ser abraçado", acrescentou.
Atletismo e natação, duas modalidades que contam com patrocínio de longo prazo de estatais --Caixa Econômica Federal e Correios, respectivamente-- ficaram entre as modalidades que tiveram resultado abaixo do esperado em Londres, com menos finais disputadas do que há quatro anos. O atletismo saiu de uma Olimpíada pela primeira vez sem subir ao pódio desde Barcelona-1992. O governo vai anunciar nas próximas semanas um plano de investimento no esporte olímpico, ampliando os recursos que já estiveram disponíveis na preparação para Londres-2012, com o objetivo de aumentar o número de medalhas e alcançar a meta do COB de colocar o Brasil entre os 10 primeiros colocados no quadro de medalhas em 2016.
- Teremos que fazer um esforço maior entre todos os agentes que trabalham no esporte de alto rendimento, promover uma assistência maior aos atletas... para que todos nós tenhamos uma expectativa melhor para 2016, já que em 2016 a nossa condição é inédita de participar das Olimpíadas como país sede - disse o ministro.
- Se tomamos como referência as duas últimas Olimpíadas, os anfitriões fizeram um esforço especial para tornar compatível o seu desempenho com o seu status de país sede - acrescentou.
Quando foi sede dos Jogos de 2008, a China liderou o quadro de medalhas. A meta do COB em Londres era de 15 medalhas, o mesmo número de Pequim-2008, enquanto o Ministério do Esporte tinha estipulado uma meta de subir 20 vezes ao pódio na capital britânica. De acordo com o secretário de Esportes de Alto Rendimento do ministério, Ricardo Leyser, as medalhas que faltaram para se chegar às 20 foram de favoritos brasileiros antes da Olimpíada que não conseguiram cumprir a expectativa.
- Essa é uma questão que precisa ser estudada, porque os favoritos brasileiros não conseguiram se impor aqui - disse o secretário.
Nenhum dos atletas brasileiros atuais campeões mundiais conseguiu repetir em Londres o desempenho que os colocou como aposta certa de medalha nos Jogos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/precisamos-melhorar-muito-para-2016-diz-aldo-rebelo-5772644#ixzz23ZCmKdOb 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ministro não critica COB, mas quer mais em 2016


Por Rodrigo Mattos

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, considerou o resultado esportivo do Brasil na Olimpíada "na média" porque as 17 medalhas ficaram entre a meta do COB (15) e a do governo federal (20). Ainda não quis estabelecer um alvo para 2016, mas deixou claro que o comitê terá de ser mais ambicioso nos seus objetivos.

"Nós ficamos na média. Em relação ao COB, foi acima da expectativa. Na nossa projeção, chegamos perto. Nossa análise decorria de nosso desempenho em Pequim", explicou o ministro.

Segundo o ministério, o Brasil não atingiu a sua meta de 20 pódios porque alguns favoritos não confirmaram seu status nos Jogos. Não foram citados nomes.

Para 2016, o governo federal vai lançar um programa com verbas adicionais para investimento no esporte de alto rendimento nos próximos quatro anos. O ministro chamou, de forma provisória, de "plano medalha". Ainda traçada a meta de medalhas a ser atingida, o objetivo, como o COB, é ficar entre os dez primeiros. O comitê falou em um patamar similar ao da Itália, com 23 pódios.

"Precisamos falar desses números quando avançar mais o programa. Trabalhamos junto com o COB, instituições do governo como Ministério da Defesa. Temos que falar com todas as entidades. Mas, o COB compreende o conceito do que precisa como país anfiritão", afirmou Rebelo.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1136375-ministro-nao-critica-cob-mas-quer-mais-em-2016.shtml

domingo, 12 de agosto de 2012

Plano para os Jogos do Rio focará experiência internacional de atletas


Meta do governo é ficar entre as dez nações com mais medalhas conquistadas em 2016

O governo federal vai lançar, após os Jogos Olímpicos de Londres, um plano de investimentos focado em 2016, quando as competições serão realizadas no Rio de Janeiro. A meta é, em casa, ficar entre as dez nações com mais medalhas conquistadas. Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, disse que um ponto-chave que será contemplado é a participação dos atletas brasileiros em mais competições internacionais.

“É muito importante que o atleta brasileiro tenha, cada vez mais precocemente, essa experiência internacional. É muito difícil para o atleta estar fora de casa, num país com outra língua, outra culinária, tudo diferente”, disse Leyser, explicando que o trabalho será feito com as seleções sub-21 e sub-19 visando aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. “Se, desde cedo, ele está acostumado com isso, quando chegar a hora dos Jogos Olímpicos, onde um resultado é decidido por milésimo de segundo, por uma braçada, um ponto que você acerta ou erra, o atleta vai estar mais preparado para lidar com essa pressão”.

Além das competições, Leyser ressaltou o trabalho feito com comissões e técnicos estrangeiros, como os das seleções brasileiras de basquete masculino e de handebol feminino, que demonstraram evolução nas equipes. “Esse caminho também precisa ser perseguido e esse investimento reforçado”.

O secretário disse que, antes do anúncio do plano, será feita uma análise do desempenho e das necessidades de cada esporte. “Vamos ter que individualizar isso e fazer uma análise técnica muito apurada para que em 2016 a gente possa estar entre os dez primeiros. Toda modalidade precisa focar os Jogos Olímpicos de 2016 para ter o seu melhor desempenho da história dentro de casa”.

Para garantir a colocação entre as dez potências com maior número medalhas daqui quatro anos, a conta é que o país precisará conquistar cerca de 30 medalhas, o dobro das conquistadas em Pequim e 14 a mais do que as já garantidas em Londres até o momento. O número também representa quase 30% das medalhas conquistadas pelos atletas brasileiros na história das olimpíadas.

“O Brasil não tinha uma grande tradição olímpica. Mais da metade das nossas medalhas vêm das Olimpíadas de Atlanta, em 1996, para cá. O Brasil vai descobrindo, vai criando uma tradição nesses esportes olímpicos a partir desse momento”, disse Leyser. Entre as estratégias para aumentar o número de medalhas, está o foco em modalidades individuais que o país já vem desenvolvendo e tendo bons resultados, como judô e o boxe.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10518/PLANO+PARA+OS+JOGOS+DO+RIO+FOCARA+EXPERIENCIA+INTERNACIONAL+DE+ATLETAS.html

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Branding esportivo norteia entrada da Works no Brasil


Por Guilherme Costa

Criada há 23 anos, a agência Works vai operar pela primeira vez fora da Europa. A empresa montou um braço no Brasil, que será tocado em parceria com um trio de empresários. A ideia é oferecer ao mercado uma solução completa e refinada, com foco em três grandes áreas: branding, eventos e produção audiovisual.

Essas searas são os alicerces da Works no Reino Unido, principal base da companhia. A agência desenvolve média de 240 projetos anuais na região, e o faturamento se manteve na casa de R$ 21 milhões durante as últimas três temporadas.

A Works UK tem uma lista de clientes que abrange entidades esportivas e empresas. Nas últimas 14 decisões de Liga dos Campeões da Uefa, por exemplo, oito tiveram trabalho de branding da agência.

Basicamente, o que a empresa propõe é o desenvolvimento desse tipo de evento como produto. No caso da Liga dos Campeões, o trabalho abarcou comunicação visual, identidade, distribuição de espaços comerciais e suporte a patrocinadores.

O responsável pela Works UK é Roy Webber, que foi designer gráfico da BBC e também construiu carreira como músico. A operação brasileira será tocada em parceria com os empresários Adilson Afonso Tavares, Fabio Interaminense e Davis Tenório.

“Nossa ideia é trazer ao Brasil um refinamento que já existe lá fora. Temos um trabalho bastante premium. Além disso, adotamos um posicionamento de serviços completos. Fazemos um trabalho de branding esportivo e experiência de marca que ninguém por aqui desenvolve. Por isso, podemos até trabalhar em parceria com agências que fazem somente a parte de motion ou eventos, por exemplo”, explicou Interaminense.

O caso da Liga dos Campeões da Uefa é usado pelos empresários como um bom exemplo do que a Works pode fazer no mercado nacional. A agência foi contratada pela entidade que realiza a competição, criou um guia de comunicação e identidade visual para a decisão do certame e também interagiu com patrocinadores. Isso acabou gerando negócios com esses parceiros.

“Separadamente, se você olhar para o mercado, temos concorrentes bastante fortes. O que nós temos como diferencial é a possibilidade de fazer um trabalho completo”, ponderou Tavares. “As agências por aqui são mais focadas no gerenciamento de carreira de atletas, mas nós queremos desenvolver trabalhos voltados ao branding”, completou Tenório.

A meta da agência é faturar R$ 20 milhões no primeiro ano de operação no Brasil. No segundo, a ideia é ascender a R$ 35 milhões.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/25/25895/Branding-esportivo-norteia-entrada-da-Works-no-Brasil/index.php