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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

'Inspirado' em Londres, Rio pode ter ingresso de saltos ornamentais mais caro que futebol e vôlei


Por Thiago Arantes

Uma Olimpíada no Brasil em que a final dos saltos ornamentais custará o dobro da decisão do ouro no futebol ou do vôlei. É estranho, parece impossível, mas é isso que mostra o primeiro orçamento do Comitê Organizador do Rio 2016. O documento só será tornado público em julho de 2013, mas a reportagem do ESPN.com.br teve acesso aos dados com exclusividade. 

Entre várias outras definições orçamentárias, há no documento uma tabela com os preços de ingressos das modalidades olímpicas. Acontece que os preços apresentados mostram uma semelhança muito grande com os praticados nos Jogos Olímpicos de Londres, o que provoca uma série de distorções. 

Caso os preços deste primeiro orçamento sejam mantidos, a entrada mais cara para a final dos saltos ornamentais, esporte em que o Brasil jamais conquistou uma medalha, custaria R$ 1350, mais que o dobro de um ingresso do mesmo tipo para a decisão do vôlei ou do futebol, ambos cotados em R$ 555.

Ainda pela planilha do primeiro orçamento, um ingresso para o ciclismo de pista – outra modalidade pouco popular entre os brasileiros – custaria R$ 975, quase três vezes o preço das disputas do judô e do handebol, esporte mais praticado nas escolas do país, que seriam vendidos por R$ 375. 

Os preços, que refletem pouco da realidade do esporte brasileiro, nada mais são do que uma conversão dos que foram praticados em Londres. Na Olimpíada londrina, esportes como ciclismo, saltos ornamentais, boxe e hipismo tinham preços mais altos por terem tradição entre os britânicos e envolveram representantes do país-sede com chances de medalha.

Em Pequim, por exemplo, esportes como o basquete – do astro Yao Ming – vôlei, tênis de mesa e badminton estavam entre aqueles com os ingressos mais caros. A precificação costuma atender às demandas e tradições dos países-sede.

No caso do Rio-2016, esta análise ainda não foi feita, segundo o texto do orçamento obtido pelo ESPN.com.br. Diz o documento que “a pesquisa de mercado local, que avaliará o preço e demanda por ingressos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Brasil e apoiará a estratégia do Programa de Venda de Ingressos, não foi contemplada neste exercício”. 

Golfe e rúgbi, esportes que voltam ao programa olímpico exatamente no Rio, não tiveram seus preços inclusos na lista, o que dá outro indício de que os Jogos de Londres serviram como “inspiração”. No texto do orçamento, não há qualquer citação à capital inglesa como parâmetro para a definição dos preços das entradas. 

Cerimônias salgadas – De acordo com a planilha de preços que consta do primeiro orçamento do Rio-2016, o ingresso de preço mais alto nos Jogos será o da Cerimônia de Abertura – o setor mais caro custará R$ 6036; o mais barato, R$ 60. O encerramento terá preços entre R$ 60 e R$ 4500. 

Dentre as modalidades, o atletismo tem o preço mais alto da planilha, com R$ 2175 por um dia de atividades. A natação custará, se mantidos os valores do primeiro orçamento, R$ 1350 diariamente. Na outra ponta, a Marcha Atlética terá preços entre R$ 60 e R$ 90. 

O primeiro orçamento do Comitê Organizador do Rio-2016 foi revelado com exclusividade pelo ESPN.com.br na quarta-feira. Os gastos previstos no documento – que não incluem a construção de arenas – são de R$ 9,4 bilhões, um aumento de 68% com relação à primeira projeção, feita ainda no período de candidatura da cidade. No período, a inflação foi de 25% pelo IGPM.

Além do estouro orçamentário, que só deve ser revelado oficialmente quando o documento vier a público, em julho, 2013 marcará ainda a entrada de dinheiro público no orçamento do comitê. Até os Jogos Olímpicos, a primeira previsão é de um aporte de R$ 1,7 bilhão.


VEJA ABAIXO A TABELA COM PREÇOS DOS INGRESSOS PARA OS JOGOS DE 2016



Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/300027_inspirado-em-londres-rio-pode-ter-ingresso-de-saltos-ornamentais-mais-caro-que-futebol-e-volei

terça-feira, 31 de julho de 2012

Hotéis de Londres não ficam cheios apesar dos Jogos Olímpicos


Estabelecimentos agora oferecem quartos pela metade do preço

Os hotéis de Londres não conseguiram preencher totalmente suas reservas por ocasião dos Jogos Olímpicos, que estão sendo realizados agora na capital, mas continuam tendo quartos disponíveis, segundo disseram nesta terça-feira (31) fontes do setor.

Contra as previsões realizadas antes do começo dos Jogos, no dia 27 de julho, os hotéis da capital não conseguiram completar seus quartos e oferecem agora alguns deles pela metade do preço para atrair a clientela.

A agência hoteleira Jac Travel e o portal britânico de internet especializado em viagens Travelzoo reconheceram, em entrevista a uma agência de notícias britânica, que os hoteleiros "superestimaram" a demanda por ocasião dos Jogos

Segundo a diretora da Jac Travel, Angela Skelly, "comparado com o mesmo período do ano passado, as reservas de Londres são substancialmente menores, enquanto as reservas para todas as outras cidades europeias aumentaram significativamente, como no caso de Londres para o mês de setembro".

Esta agência assinalou que na semana passada as tarifas por quarto caíram para níveis considerados normais após ter inflado seus preços até 300% há dois meses.

Alguns hotéis de Londres de quatro estrelas que tinham oferecido quartos com tarifas entre 300 e 400 libras tinham baixado os preços para entre 109 e 150 libras. Outros alojamentos de duas estrelas reduziram seus preços de 200 para 50 libras.

O diretor-gerente da Travelzoo UK, Joel Brandon-Bravo, admitiu que, como já aconteceu durante o casamento entre o príncipe William e Kate Middleton em 29 de abril de 2011, "muitos hoteleiros superestimaram a demanda e agora têm quartos vazios".

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10437/HOTEIS+DE+LONDRES+NAO+FICAM+CHEIOS+APESAR+DOS+JOGOS+OLIMPICOS.html

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Maracanã faz teste com treinadores e fica perto de definição sobre assentos


Apesar de mais cara, fabricante italiana é a que mais agradou e desponta como favorita para fornecer as novas cadeiras do palco da final da Copa

Por Marcelo Baltar

O martelo está próximo de ser batido. Os responsáveis pela reforma do Maracanã se decidirão nos próximos dias quanto aos modelos de cadeiras que serão usados no palco da final da Copa do Mundo de 2014. Durante a comemoração dos 62 anos do estádio, em junho, operários e convidados foram convocados a testar os modelos. Acostumados a acompanhar os jogos de dentro de campo ou à beira do gramado, Carlos Alberto Parreira, Alexandre Torres, Carlos Alberto Torres e Ricardo Rocha foram alguns dos que participaram do teste.

A fabricante italiana Bertele - confeccionada de fibra de vidro e instalada em blocos - desponta como favorita. Apesar de mais cara em relação às concorrentes, é a que mais agradou representantes do governo do Rio de Janeiro, incluindo o governador Sérgio Cabral. O modelo italiano ganhou o voto de Parreira.

- Testamos alguns modelos. Realmente o italiano é o melhor no que diz respeito a conforto, designer e beleza, mas também é o mais caro. Até comentei com o Pezão (vice-governador do Rio de Janeiro) que o Maracanã merece o melhor. Não se compra cadeiras todos os dias. É só uma vez – disse o ex-técnico da seleção brasileira, campeão mundial em 1994.

Além da marca italiana, a fabricante brasileira Giroflex corre por fora. A empresa nacional tem uma parceria com fabricantes da Alemanha e da Polônia e ofecere o modelo usado na Allianz Arena, em Munique, na Alemanha - palco da decisão da Champions League deste ano. Apesar de também ter agradado, a chinesa Dafeng - a mais barata - já foi praticamente descartada pelo governo.

O alto valor das cadeiras italianas pode ser o motivo do atraso uma definição sobre o assunto. No mês passado, o presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (EMOP), Ícaro Moreno, disse que até o final de junho o governo anunciaria a compra dos assentos. Até o momento, no entanto, o governo não concluiu a aquisição. Caso os valores superem os previstos na licitação de reforma do Maracanã, será necessário realizar um novo aditivo ao contrato de reforma do estádio.

Representantes da Bertele estão no Rio de Janeiro desde a última sexta-feira. Eles teriam um encontro com os responsáveis pelo Maracanã no sábado pela manhã, mas a reunião foi adiada para esta semana e deve acontecer nesta sexta-feira.

Seja qual for a marca escolhida, o Maracanã seguirá as recomendações da Fifa e terá quatro modelos diferentes entre seus aproximadamente 78 mil novos assentos: General Admission (público em geral), Hospitalidade (dentro ou fora dos camarotes), VIP e VVIP.

Enquanto escolhe a fabricante e os modelos, o governo do Rio de Janeiro já definiu as cores dos assentos. O palco da final da Copa do Mundo de 2014 terá cadeiras brancas, azuis e amarelas. Contando com o verde do gramado, formarão as cores da bandeira brasileira. Antes da obra de modernização para 2014, o Maracanã também tinha cadeiras brancas, verdes, amarelos e azuis espalhadas pelos setores.

As obras no Maracanã estão 59% concluídas. A previsão é que os trabalhos sejam finalizados em fevereiro de 2013. O estádio será palco da final da Copa das Confederações e receberá sete jogos da Copa do Mundo de 2014 – incluindo a decisão do torneio.

Confira os quatro modelos de assentos que serão usados no Maracanã

ASSENTOS GA
As cadeiras devem ser rebatíveis, e a altura do encosto deve ter 30cm. Os assentos que serão usados para o público em geral devem ter largura mínima de 50cm. É necessário que se deixe um espaço mínimo de 35 cm em cada degrau de arquibancada para a passagem do público, mas não há uma dimensão mínima, de acordo com as recomendações da Fifa.
É recomendado que seja usada resina plástica de polipropileno na confecção das cadeiras, que devem ter estrutura de apoio (inferior e do encosto). O material deve ser reciclável.

ASSENTOS HOSPITALIDADE
Os assentos para áreas de hospitalidade são recomendados seguirem as mesmas
características dos assentos de público (GA), mas com algumas condicionantes de conforto: braços e revestimento. Os braços devem ser integrados no projeto do assento, sem ser considerado apenas um “anexo” do assento, o que pode causar fragilidade na resistência mecânica. (o uso deve ser pensado com braço e a resistência testada com o mesmo). O revestimento pode variar conforme o modelo, mas podemos citar tecidos sintéticos com pequeno acolchoamento resistente a intempéries ou mesmo parte em tecido acopladas ao assento.

ASSENTOS VIP
Os assentos VIP devem ser rebatíveis através de contrapeso ou mola, com maior conforto do que os assentos de hospitalidade. Devem ter braços de apoio e ser mais confortáveis que os assentos de Hospitalidade. Tipologias de poltronas de padrão de auditórios acolchoadas, de encosto médio ou alto, podem ser utilizadas perfeitamente , desde que respeitando a passagem livre de 305mm, quando retraídas. (Isso pode fazer com que a profundidade da arquibancada tenha que ser maior do que 8000mm uma vez que, esses confortáveis assentos têm profundidade fechados entre 480 e 540mm em média). Facilidade de limpeza deve ser considerada no tecido de acabamento final do assento, recomendando-se o vinil. As aplicações de identificação, vandalismo, retardo a chamas nas espumas, assentos entre escadas, guarda copos e resistência a intempéries também devem ser levadas em consideração, similar aos assentos GA e hospitalidade. Recomenda-se assentos com densidade de espuma entre 20 e 26. A blindagem do encosto deve ser em polipropileno injetado para maior proteção. As estruturas de suporte devem respeitar o quanto recomendado para materiais dos assentos GA e Hospitalidade.

ASSENTOS VVIP
Os assentos VVIP também devem ser rebatíveis através de contrapeso ou mola, com maior conforto do que os assentos VIP, também com apoios de braço.Tipologias de poltronas de padrão de auditórios acolchoadas com encosto alto podem ser utilizadas perfeitamente , desde que respeitando a passagem livre de 305mm, quando retraídas. (Isso pode fazer com que a profundidade da arquibancada tenha que ser maior do que 8000mm uma vez que, esses confortáveis assentos têm profundidade fechados entre 480 e 540mm em média). Facilidade de limpeza deve ser considerada no tecido de acabamento final do assento, recomendando-se o vinil. As aplicações de identificação, vandalismo, retardo a chamas nas espumas, assentos entre escadas, guarda copos e resistência a intempéries também devem ser levadas em consideração, similar aos assentos GA e hospitalidade. Recomenda-se assentos com densidade de espuma entre 20 e 26. A blindagem do encosto deve ser em polipropileno injetado para maior proteção. As estruturas de suporte devem respeitar o quanto recomendado para materiais dos assentos GA e Hospitalidade.

Obs: os assentos VIP e VVIP podem seguir o mesmo padrão de acabamento e tipologias, no caso do uso de legado do estádio justificar o mesmo

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2012/07/maracana-faz-teste-com-treinadores-e-fica-perto-de-definicao-sobre-assentos.html

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pesquisa da Embratur avaliará competitividade no setor hoteleiro


Processo levantará tarifas em dez cidades brasileiras em comparação com dez cidades estrangeiras

O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) fará pesquisa para monitorar a competitividade no turismo. A Pesquisa Internacional da Hotelaria (PPH), que terá início na próxima segunda-feira (02), levantará a tarifa média de hotéis em dez cidades brasileiras em comparação com dez cidades estrangeiras a cada seis meses. A portaria foi publicada hoje (27), no Diário Oficial da União.

De acordo com o presidente da Embratur, Flávio Dino, o objetivo da pesquisa é produzir informações que poderão ser acessadas por turistas e empresários, garantindo uma melhor avaliação sobre pontos positivos e negativos do setor hoteleiro. "A pesquisa não servirá para ditar preços. Cabe ao governo avaliar se os valores estão sendo abusivos e, assim, intervir".

Dino acredita que, com a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, é necessário que o governo brasileiro invista no setor para receber a grande demanda de turistas. "Ainda há muito a fazer, mas asseguro que somos capazes de atender ao grande número de turistas que esses eventos trarão ao país. Investimento na estrutura das cidades, transporte e manutenção de serviços são primordiais, principalmente [nas cidades] que sediarão esses eventos", disse Dino.

A pesquisa será focada nos turistas que viajam a negócio e lazer, desde a data da consulta e o início da hospedagem, período de estadia e destinos mais pesquisados no Brasil e no exterior. Além disso, dados referentes às acomodações nas categorias econômica, médio e alto conforto também serão avaliados, com a comparação da menor e maior tarifa encontrada em cada estabelecimento, com café da manhã incluso.

Para o presidente da Embratur, é preciso que se faça a diferenciação entre viagens a lazer e negócios. "Geralmente, os turistas que viajam a lazer se programam bem antes, pesquisando as melhores opções de hotéis e serviços. Eles também passam maior tempo no local de destino e garantem maior movimentação na economia. Já os que viajam a negócio, buscam praticidade e facilidade nos hotéis".

Os hotéis dos destinos brasileiros que serão pesquisados a negócios são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Curitiba, Belém, Salvador e Fortaleza. Já a lazer são: Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Recife, Florianópolis, São Paulo, Manaus, Natal, Foz do Iguaçu e Gramado.

No exterior, serão analisados os hotéis das seguintes cidades a negócios: Santiago, Buenos Aires, Nova Iorque, Paris, Londres, Tóquio, Viena, Dubai, Milão e Frankfurt. E, a lazer: Santiago, Buenos Aires, Nova Iorque, Paris, Londres, Miami, Sydney, Barcelona, Santo Domingo (República Dominicana) e Cancún.

Após cada período de seis meses, a Embratur realizará um Fórum de Competitividade, onde serão apresentados os resultados e uma análise da pesquisa para representantes do Ministério do Turismo, Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada(Ipea), Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), Associação Nacional dos Secretários e Dirigentes de Turismo das Capitais e Destinos Indutores (Anseditur), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) e Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10215/PESQUISA+DA+EMBRATUR+AVALIARA+COMPETITIVIDADE+NO+SETOR+HOTELEIRO.html