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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Aldo Rebelo rebate críticas de Eduardo Paes à organização da Copa


Ministro do Esporte disse que prefeito do Rio de Janeiro está "desinformado" a respeito das obras

O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, afirmou nesta terça-feira (16) que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, está "desinformado" sobre a organização da Copa do Mundo de 2014.

A afirmação foi uma resposta as críticas feitas pelo prefeito da capital fluminense, durante a Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em São Paulo, sobre a organização da competição. "O prefeito está muito desinformado sobre a Copa de Mundo no Rio de Janeiro, e mais desinformado ainda sobre a Copa do Mundo no resto do Brasil", garantiu o ministro.

Rebelo deu as declarações sobre Paes durante visita ao Mineirão, em Belo Horizonte. "Se falou sobre o Rio de Janeiro, falou sem conhecimento de causa, porque as obras no Rio de Janeiro, inclusive as do Maracanã, estão em dia", questionou.

No último fim de semana, durante entrevista coletiva concedida durante a SIP, Paes foi duro nas críticas. "Ou o Brasil se apercebe de que esses eventos são uma chance fantástica de catalisar, juntar esforços, de se erguer de forma distinta, ou a gente vai ter perdido a oportunidade de aproveitar esse calendário especial que nós temos".

O prefeito completou mostrando pessimismo quanto ao suposto tempo perdido pela organização. "Vou ser mais politicamente incorreto aqui, eu ousaria dizer que, no caso da Copa do Mundo, o Brasil de certa forma já perdeu essa oportunidade", disse.

Segundo Aldo Rebelo, Paes tem, "como qualquer cidadão, o direito de criticar qualquer procedimento ou atividade relacionada com a Copa do Mundo", mas, sobretudo pelo cargo que ocupa, teria o dever de se informar melhor.

Na visita ao Mineirão, o ministro acompanhou o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, que evitou fazer comentários sobre essa polêmica, mas reiterou que o Brasil deve "agilizar" as obras em pelo menos seis dos 12 estádios que sediarão a Copa de 2014.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10906/ALDO+REBELO+REBATE+CRITICAS+DE+EDUARDO+PAES+A+ORGANIZACAO+DA+COPA.html

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Brasil perdeu oportunidade de organizar melhor a Copa, diz Paes


Para prefeito do Rio, culpa do mau desempenho é ‘coletiva’, de todos os níveis de governo

Por TATIANA FARAH

SÃO PAULO - O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), criticou hoje o trabalho dos organizadores da Copa do Mundo de 2014. Durante discurso a profissionais dos meios de imprensa reunidos na Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol), em São Paulo, Paes avisou que seria "politicamente incorreto" e disse que o país "já perdeu uma oportunidade" de ter um bom desempenho ante a opinião internacional.
- Ou o Brasil se apercebe de que esses eventos são uma chance fantástica de catalisar, juntar esforços, de se erguer de forma distinta, ou a gente vai ter perdido a oportunidade de aproveitar esse calendário especial que nós temos. Vou ser mais politicamente incorreto aqui, eu ousaria dizer que, no caso da Copa do Mundo, o Brasil de certa forma já perdeu essa oportunidade - disse o prefeito.
Pouco depois, questionado em entrevista coletiva sobre o assunto, Paes reafirmou que o Brasil errou no planejamento da Copa.
- Não é que perdeu (a oportunidade), mas tem um aspecto desse processo todo que é a coisa do planejamento, de mostrar que tem organização, e aí eu diria que é uma culpa coletiva, de todos os níveis de governo. Não para dizer: o governo federal errou nisso.
Sem falar que as obras da Copa estão atrasadas, Paes disse que o país precisa aproveitar os eventos esportivos para "passar essa mensagem para o mundo de que nós conseguimos planejar e entregar as coisas no prazo":
- Essa coisa dos prazos respeitados, de menos confusão, isso obviamente vai passando uma impressão, uma mensagem de que o Brasil se planeja. Isso é que é importante passar.
Pacificação
Paes comemorou, porém, a ocupação dos Complexos de Manguinhos e do Jacarezinho e disse que a prefeitura deve investir em ações nas duas áreas.
- É uma alegria para a cidade você ter os territórios retomados, o Estado em seu sentido mais amplo passa a voltar a ter presença e agora, depois dessa retomada, a Prefeitura vai intensificar suas ações nessas duas áreas.
Segundo ele, a administração vai "intensificar a prestação de serviços":
- Tem uma comunidade, que é Manguinhos, que já vinha com mais obra de infraestrutura. Jacarezinho é uma situação mais complicada, apesar de a prefeitura já ter feito muitas coisas lá, mas é mais complicada e tem de olhar com mais atenção. Os serviços da prefeitura vão ser facilitados e intensificados a partir da pacificação dessas comunidades.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/brasil-perdeu-oportunidade-de-organizar-melhor-copa-diz-paes-6396802#ixzz29NBeRX5W 

sábado, 22 de setembro de 2012

MINISTRA DA CASA CIVIL COMENTA PREPARAÇÃO DO PAÍS PARA MEGAEVENTOS ESPORTIVOS


Durante entrevista ao Bom Dia, ministro, Gleisi Hoffmann descreveu alguns aspectos da organização da Copa do Mundo da FIFA 2014

Entrevistada da manhã de sexta-feira, 21.09, do programa Bom Dia, ministro, a titular da Casa Civil, Gleisi Hoffman, comentou a preparação do Brasil para megaeventos esportivos, em aspectos como gestão, acessibilidade e parcerias com o setor privado

Estudo de gestão para os megaeventos
Nós já temos um estudo, um acompanhamento e uma gestão desses eventos. O Ministério do Esporte é o coordenador desse processo. Em relação à Copa temos o Comitê Gestor da Copa, do qual, além do ME, participam outros ministérios. Temos reuniões periódicas com os técnicos e ministros também se reúnem para tratar dos assuntos relativos à organização dos eventos. Só para se ter uma ideia, o trabalho dos estádios é acompanhado semanalmente por uma equipe que verifica todos os problemas, desde a parte de financiamento até a infraestrutura. Tanto que hoje nós temos as obras dos estádios funcionando dentro do prazo que queremos. Fazemos isso também em outras áreas, como turismo, obras de mobilidade. Não só o Comitê Gestor da Copa, mas o Ministério do Planejamento, através do PAC, tem se reunido, periodicamente, com estados e municípios, no sentido de podermos ajudar a resolver os problemas. Aprovamos, recentemente, o RDC para as obras do PAC. Já tinha para a Copa, o que está ajudando os estados a fazer licitações mais céleres.
Agora vamos começar com grupos focados na Copa das Confederações. Teremos seis cidades para o torneio. Esse grupo, que reúne ministérios e representantes dos estados e municípios, tratará de temas como turismo, portos, rodoviária, a parte da mobilidade urbana, da segurança, dos estádios. Avaliaremos todas essas questões e teremos intervenções para a boa realização dos jogos. Muitas já começaram. Então eu acredito que essa disposição do governo e essa articulação fará com que realizemos dois belíssimos eventos no Brasil. Eu quero reforçar que já tivemos uma experiência muito positiva, que foi com a Rio+20. Um evento grande, com quase 130 chefes de estado. Fizemos operação de segurança, de logística, de operação, de telecomunicações e não tivemos problema. Isso já nos deu know how para olharmos os megaeventos que vêm e fazermos uma grande organização para os brasileiros e para o mundo.

Acessibilidade
Essa é uma preocupação grande do Governo Federal. Na realidade, temos que mudar uma cultura, que não é só de governo, é uma cultura de sociedade, para que todos os ambientes tenham acessibilidade. A presidenta Dilma Rousseff lançou no ano passado um programa que julgo ter grande impacto social: “Viver sem limites”. É voltado para pessoas com deficiência, em várias áreas, educação, saúde, transporte e também na questão da acessibilidade. Do ponto de vista federal, estamos com um plano de adaptação dos aeroportos e queremos que os terminais, até à Copa do Mundo e as Olimpíadas, estejam adaptados o máximo possível para receber as pessoas com deficiência. Em relação aos estádios, aprovamos recentemente a Lei Geral da Copa e depois um decreto regulamentando o número de lugares, as formas de entrar e sair. Agora também teremos para os equipamentos das Olimpíadas. Já recebemos do Comitê Paralímpico a solicitação do número mínimo de adaptações que precisamos fazer em todos os equipamentos. Além disso, as obras de mobilidade que estamos financiando com os estados e municípios para a Copa e Olimpíadas já estão com a orientação de serem licitadas e realizadas com acessibilidade. Óbvio que nas outras instalações, nas calçadas já existentes e nos prédios, vamos precisar da conscientização da administração local para fazer a adaptação. Temos incentivado aquilo que podemos. O Ministério das Cidades tem um departamento específico nessa área, voltado para acessibilidade. Temos alguns recursos para fazer financiamento de adaptação, mas esse foco para os jogos e para as obras que estão sendo feitas estamos incentivando e exigindo a acessibilidade.

Estádios da Copa
Em relação aos estádios, o governo federal tem uma postura clara, de não colocar dinheiro público nos estádios. Tanto que nós optamos por uma linha de financiamento, que é uma linha de financiamento do BNDES que a maioria dos estádios pegou, pediu o financiamento. Essa linha está aberta também para o Estádio do Atlético Paranaense (a pergunta era de uma rádio de Curitiba) poder fazer as suas reformas. A posição do governo foi de não colocar nenhum recurso público por entender que os estádios são particulares e são ações que vão beneficiar o próprio estádio.

Interação com o setor privado
Avalio de forma positiva a interatividade entre setor público e privado nas câmaras de gestão. É uma troca de experiências que é sempre muito positiva. É óbvio que temos focos diferentes. O setor privado tem o foco do lucro, do resultado financeiro. Nós temos o foco do resultado para a população, de serviços públicos. Mas essa interação nos ajuda muito a melhorar serviços públicos, dinamizar. Estamos acompanhando os processos de gestão na área de saúde, na área dos transportes, da Justiça, dos aeroportos, dos Correios, enfim. Eu diria que todos esses órgãos começaram a ter melhoras significativas em seus processos de gestão.
Por exemplo: aeroportos. É claro que temos um problema estrutural que é até o tamanho dos nossos aeroportos e o número de pessoas que hoje utilizam o serviço aeroviário. Por isso estamos fazendo o aumento físico, fazendo as obras e concessões. Mas também melhoramos processos internos. Coisas simples, mas que afetam a vida das pessoas. Não deixarmos ter grandes filas, colocarmos funcionários da Infraero, que nós chamamos de Amarelinhos, para atender as pessoas, tirar dúvidas, colocar internet gratuita em todos os aeroportos, baixar o custo da alimentação, com licitação dirigida para lanchonetes com custo menor, colocar máquinas de alimentos. Coisas pequenas, simples, mas que fazem a diferença na vida das pessoas que utilizam os aeroportos. Isso a gente aprende muito com os empresários, que dizem: os detalhes fazem com que a qualidade dos serviços seja ruim ou não. Então não adianta pensar só no grande, mas nos detalhes dos serviços à disposição. Nos aeroportos nós temos câmeras, 146 câmeras, e os gestores podem ver onde tem problema, onde se formam filas, onde tem retenção de bagagem, e já intervir nisso.

Parcerias em Confins e no Galeão
Confins, em Minas Gerais, é um dos aeroportos no Sistema de Acompanhamento de Gestão da Infraero. Já foi feita a avaliação e a Infraero tem acompanhado. Desde a questão das bagagens, da disposição das filas, do atendimento, do check-in, do autoatendimento. E Confins é um dos aeroportos que estamos estudando, junto com o Galeão, no Rio de Janeiro, para fazer uma intervenção que tenha a parceria de grandes operadoras internacionais na área de gestão. Ou seja, precisamos melhorar a gestão desses aeroportos, que são grandes Hubs nacionais, e Confis é um deles. Temos obras previstas pelo PAC para a Copa. Essas obras estão sendo realizadas. Obviamente que tem obras maiores, e aí temos de saber qual vai ser a destinação de Confins: se vamos fazer realmente uma ação de gestão conjunta ou se vamos conceder. Essa é uma discussão que está em aberto no governo.

Fonte: http://www.copa2014.gov.br/pt-br/noticia/ministra-da-casa-civil-comenta-preparacao-para-copa-de-2014

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Dilma instala conselho para acompanhar ações das Olimpíadas


Órgão será chefiado pela própria presidente e reunirá governador e prefeito. Preparação e controle de doping estão entre os temas a serem tratados.

Por Priscilla Mendes

A presidente Dilma Rousseff instalou nesta quarta-feira (19) o Conselho dos Jogos Rio 2016, do qual será presidente. O colegiado terá caráter consultivo e será formado por autoridades públicas, como o governador do Rio de Janeiro e o prefeito da capital fluminense, e pelo Comitê Organizador Rio 2016, único representante privado do grupo, segundo informações do Ministério do Esporte.
Dilma fez a primeira reunião do conselho nesta terça. Ela conversou por quase três horas com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes, o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, e o presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Arthur Nuzman. Nuzman também é presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Com o conselho, a presidente pretende acompanhar mais de perto as ações que envolvem o a preparação dos jogos. As reuniões serão convocadas por Dilma, segundo informou Aldo 
"A comissão reúne os três entes federativos e mais a autoridade publica olímpica, sob a presidência da presidenta da Republica, e aprecia decisões relacionadas com a três esferas de governo e principalmente com o governo federal que precisem ser adotas para a realização dos jogos", disse o ministro após a reunião.
De acordo com o ministro, o novo conselho poderá tratar de temas como a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, órgão criado em novembro do ano passado pela presidente Dilma e que vai tratar de doping nos jogos.
"Tratamos de temas relacionados com a organização dos jogos, de decisões que alcançam preparação dos Jogos Olímpicos, com a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, que já foi criada pelo governo como um departamento do Ministério do Esporte, mas que necessita de funções que será criada por medida provisória", disse Aldo Rebelo.
Na semana passada, a presidente Dilma lançou o plano Brasil Medalhas 2016, que prevê investimento de R$ 1 bilhão entre 2013 e 2016. O objetivo é colocar o Brasil entre os 10 primeiros colocados nas Olimpíadas e entre os cinco primeiros nas Paraolimpíadas.
Do montante previsto a ser investido, R$ 690 milhões serão destinados a ações de apoio ao atleta, como bolsas, equipamento e material esportivo e custo de diárias e passagens. Os demais R$ 310 milhões serão usados para construção, reforma e operação de centros de treinamento.

Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/09/dilma-instala-conselho-para-acompanhar-acoes-das-olimpiadas.html

Presidente Dilma reúne conselho dos Jogos Olímpicos de 2016


Comissão vai tratar de questões relacionadas à organização e ao planejamento do evento

A presidenta Dilma Rousseff recebeu hoje (19) autoridades ligadas à organização da Olimpíada do Rio de Janeiro para a primeira reunião do Conselho dos Jogos de 2016, órgão de caráter consultivo, que reúne entes públicos e privados.

Além de Dilma, que preside o colegiado, também integram o conselho o ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o presidente da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes; o presidente do Comitê Organizador Rio 2016 e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman; o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

O conselho, segundo Aldo Rebelo, vai tratar de questões relacionadas à organização e ao planejamento dos Jogos Olímpicos, como isenções tributárias que irão beneficiar setores da economia ligados ao megaevento esportivo. “A comissão aprecia decisões relacionadas com as três esferas de governo e principalmente com o governo federal que precisem ser adotadas para a realização dos Jogos”, explicou.

Ficou definido, segundo o ministro, que o governo deve enviar ao Congresso Nacional uma medida provisória para definir as funções da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), criada em dezembro de 2011.

Entre as missões da ABCD está o fortalecimento do Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ladetec), único do país credenciado pela Agência Mundial Antidopping e que será responsável pelos exames antidopping dos atletas durante a Copa de 2014 e os Jogos de 2016.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10741/PRESIDENTE+DILMA+REUNE+CONSELHO+DOS+JOGOS+OLIMPICOS+DE+2016.html

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Midia e PI definem sucesso e retorno das competições


Por Bruna Gonçalves

O sucesso e visibilidade econômica de um evento esportivo dependem de três fatores:  organização, mídia e propriedade intelectual.  A importância desta aliança de dependência  foi destacada por Simone  Lahogue, da Corte Arbitral dos Esportes,  durante o seminário PI & Esporte , realizado no Rio de Janeiro, nos dias 12 e 13 de setembro.

- São os meios de comunicação que potencializam o investimento dos parceiros comerciais nos eventos esportivos, afirma Lahogue, acrescentando que a regulamentação dos direitos relativos à imagem e às  marcas, nesta área, é um desafio permanente para  a Organização Mundial da Propriedade Intelectual. 

Ela disse também que certos instrumentos  associados à publicidade e à propriedade intelectual ainda são pouco utilizados no Brasil. Um exemplo é o chamado Naming Rights,  mecanismo que passou a ser utilizado recentemente pela Rede Globo. Ele  é acionado, por exemplo,  quando é citado, durantes as transmissões e no noticiário, o  nome de fantasia do estádio onde se realiza a competição esportiva.

Fonte: http://www.inpi.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1615:midia-e-pi-definem-sucesso-e-retorno-das-competicoes&catid=50:slideshow&Itemid=146

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Organização do transporte público marca primeiro dia da Paraolimpíada


Pessoas com deficiência não tiveram dificuldades no acesso ao metrô londrino

O primeiro dia das Paralimpíadas em Londres, capital do Reino Unido, foi marcado pela organização do transporte público. Os coordenadores do evento planejaram detalhes para que as pessoas com deficiência não tivessem dificuldades no acesso ao metrô e às escadas rolantes. Funcionários e voluntários trabalham para prestar esclarecimentos e orientações aos visitantes.

Depois da cerimônia de abertura, a cidade deu exemplo de organização. Uma multidão lotava o Estádio Olímpico no evento que deu início aos Jogos. Todos os ingressos foram vendidos e aproximadamente 80 mil pessoas ocuparam as arquibancadas. Ao fim do espetáculo, quando todos deixam o estádio praticamente ao mesmo tempo, Londres mostrou que venceu o desafio do transporte, segundo relatos.

Voluntários estrategicamente colocados prestavam esclarecimentos aos visitantes. Funcionários dos trens e metrôs davam informações. Guardas garantiam a ordem e a segurança das pessoas para que não houvesse risco para a multidão. De acordo com os seguranças, não foram necessárias intervenções, pois tudo ocorreu sem incidentes.

Todos os que utilizaram as escadas rolantes de acesso às plataformas do metrô tinham a presença registrada por um funcionário, utilizando aparelho de contagem.Uma equipe controlava o fluxo de pessoas que podiam descer as escadas, evitando a lotação dos vagões e das plataformas do metrô. Voluntários organizavam o uso dos elevadores pelos cadeirantes  e o número de pessoas que podiam entrar em cada vagão.

A espera entre um trem e outro variava de dez a 20 minutos. O trajeto de uma estação do Parque Olímpico até a central, que normalmente levaria cerca de 15 minutos, demorou mais de uma hora, mas foi feito com segurança, superando o desafio da demanda de pessoas maior do que a capacidade normal do transporte.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10626/ORGANIZACAO+DO+TRANSPORTE+PUBLICO+MARCA+PRIMEIRO+DIA+DA+PARAOLIMPIADA.html

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

APENAS UMA SIMPLES SALA?


A entrevista coletiva geralmente é o momento de glória ou de muita dor de cabeça, entretanto a estrutura oferecida aos atletas e técnicos influencia diretamente no desempenho desses personagens, que muitas vezes não recebem preparo para participarem deste tenso momento.

Recentemente, após o controverso clássico entre Santos e Corinthians, o técnico Tite concedeu uma entrevista onde mal podia ser visto devido à avalanche de microfones e câmeras que o cercava. Além de estar muito irritado com o desempenho dos árbitros, Tite passou o tempo todo sendo provocado pelos profissionais de imprensa que, mesmo que inconscientemente, provocaram a reação explosiva do treinador que acabou soltando declarações polêmicas. Além de não acrescentar nada de positivo à equipe, vale lembrar que durante a citada entrevista mal podia se ver as marcas que patrocinam a equipe corinthiana e pagam bem caro para estarem ali naquele momento.

É bem verdade que os estádios e equipes brasileiras passaram a prestar mais atenção neste quesito nos últimos anos e o atual campeão da Taça Libertadores é um dos times que mais zelam pelos seus parceiros. Entretanto este episódio foi um exemplo claro de como uma coletiva mal organizada pode ser prejudicial a uma equipe e como ainda estamos distantes de um cenário próximo do ideal.

Certa vez ao participar de uma consultoria para a construção de um estádio, o engenheiro se disse tranquilo em relação à sala de coletiva de imprensa, afinal de contas aquele espaço não precisava de nenhuma atenção especial, já que precisava apenas fazer uma simples sala. Infelizmente esse é o pensamento comum entre muitos profissionais do mercado. Os detalhes que cercam este local são vários e, evidentemente neste exemplo citado, nenhum deles haviam sido notados pelo referido profissional.

Localização que facilite a privacidade do entrevistado e acesso dos profissionais de imprensa são pontos básicos para uma boa sala de coletiva de imprensa. Além disso, o espaço deve prever área para instalação de câmeras de TV em locais mais elevados para que a imagem do entrevistado (e também dos patrocinadores) apareçam limpas e sem os tradicionais “empurra empurra”  dos jornalistas.


Considerado por diversos profissionais de comunicação como uma das melhores salas de imprensa do mundo, o autódromo de Valência, que sediou recentemente o GP da Europa de F1, é um belo exemplo de como oferecer boas condições de trabalho para os profissionais de imprensa pode repercutir positivamente ao evento. Durante a cobertura da corrida, uma jornalista, que cobria a corrida para uma emissora de rádio brasileira, abriu o destaque principal da matéria da seguinte forma: “Com tanto conforto e estrutura não dá nem tempo para criticar nenhum piloto, afinal de contas além dessa linda sala de imprensa, daqui podemos avistar as belas paisagens da cidade de Valência”. Esta sala de imprensa disponibiliza visão quase total da pista e oferece diversos monitores que informam em tempo real as condições das corridas. Além disso, a mesma conta com cabeamento de internet e saída de áudio para todos os pontos, já que este espaço também pode ser utilizado como sala de coletiva, o que representa um considerável ganho de tempo, já que os jornalistas não precisam se deslocar. Será que o engenheiro que a planejou achou que se tratava apenas de uma simples sala? 
*Por Rodrigo Calvoso - Diretor de Comunicação

Fonte: http://estadiosearenas.blogspot.com.br/2012/08/apenas-uma-simples-sala.html

terça-feira, 14 de agosto de 2012

SECRETARIA DE SAÚDE COMEÇA A SE PREPARAR PARA OS JOGOS OLÍMPICOS DO RIO DE JANEIRO


Postos médicos, ações de vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica estão nos planos do Governo do Estado

Os Jogos Olímpicos de Londres mal terminaram e o Rio de Janeiro já se prepara para 2016. Nesta segunda-feira (13/8), a bandeira olímpica chega ao Brasil para marcar os quatro anos até a realização do grande evento na cidade. E, assim como os atletas que vão disputar medalhas, a Secretaria de Saúde também já tem um cronograma de preparação para as Olimpíadas de 2016.

A subsecretária de Vigilância em Saúde, Hellen Miyamoto, é a responsável por coordenar este trabalho na área da saúde do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Ela foi a Londres como uma das observadoras do evento para trazer as melhores práticas da organização dos Jogos para o Brasil. Dos vários encontros que teve na cidade, Hellen Miyamoto pôde observar que a experiência do Rio de Janeiro em sediar grandes eventos já torna a cidade bem estruturada para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

- O que pude ver é que a organização da área da saúde para as Olimpíadas de Londres não tem nada de diferente do que fazemos normalmente nos nossos eventos. Postos médicos, ações de vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica. O que tem de diferente é a retaguarda dos hospitais, que em Londres estão um pouco mais bem estruturadas – disse a subsecretária de Vigilância do Estado.

Confira abaixo a entrevista com a subsecretária Hellen Miyamoto, que responde a perguntas sobre a organização da Copa, das Olimpíadas e o legado para a saúde pública.

- Como está sendo feito o planejamento na área da saúde para Copa e Olimpíada?

HELLEN MIYAMOTO: Para a Copa do Mundo de 2014, foi organizada uma Câmara Temática de Saúde nacional, com representantes de todas as esferas de governo, e outra local, composta pelas Secretarias estadual e municipal de Saúde e de Defesa Civil, além do comitê organizador local (Fifa). Ao comitê, cabe a responsabilidade da montagem de toda estrutura de atendimento nos locais de competição e eventos vinculados à Copa (postos médicos e ambulâncias). Aos representantes governamentais, a definição das normas e das quantidades de cada equipamento e insumo e suporte de retaguarda (central de regulação, hospitais de referência) e o planejamento estratégico de Saúde e de Defesa Civil. Há três meses, a Câmara Técnica local faz reuniões semanais para organizar os planejamentos. Na próxima reunião, o comitê organizador da Fifa apresentará o dimensionamento do evento para que a segunda fase de planejamento seja iniciada. Na área de saúde, há duas linhas de atuação: 1. assistência (unidades de saúde); 2. vigilância (preparo de hotéis, rede de alimentação, ações de imunização e controle de vetores e zoonoses). Para as Olimpíadas de 2016, há um Grupo de Trabalho que também está fazendo reuniões periódicas, repassando todos os compromissos assumidos pelo governo brasileiro para a realização dos Jogos e definindo as estratégias e cronogramas de implantação até a data do evento. Fazem parte dessas discussões representantes do Comitê Olímpico, Autoridade Pública Olímpica, Empresa Olímpica, Secretarias Estadual de Saúde e de Defesa Civil, Escritório de Gerenciamento de Projetos da Casa Civil do Governo do Estado e Secretaria Municipal de Saúde.

- Há alguma norma, decreto ou resolução que determinem as regras para este planejamento?

HELLEN MIYAMOTO: Sim. Em 2007 foi criada a resolução 80, que definiu as Normas Gerais de Ação para a Análise do Projeto de Atendimento Médico e demais procedimentos para a realização de eventos especiais.

- De que forma o Estado está se preparando para atender ao possível aumento de demanda sem prejudicar o atendimento às emergências cotidianas?

HELLEN MIYAMOTO: O Rio de Janeiro já tem larga experiência na realização de grandes eventos e tem sido referência para as demais cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Todo o planejamento está sendo feito para que 98% dos casos sejam resolvidos no local de atendimento, sem necessidade de remoção do paciente. De qualquer maneira, o Governo do Estado terá, até 2014, cinco Centros de Trauma instalados em pontos estratégicos da Região Metropolitana. Com tecnologia de ponta em salas inteligentes, eles ficarão nos hospitais estaduais Alberto Torres, Albert Schweitzer, Adão Pereira Nunes, no novo Rocha Faria e no Hospital Estadual de Trauma, que será construído na Baixada Fluminense. O primeiro deles, em São Gonçalo, já começa a funcionar neste ano.

- Há treinamento especial para os profissionais?

HELLEN MIYAMOTO: Sim. Há vários tipos de programas de qualificação sendo executados. Alguns de capacitação de inglês e espanhol, para facilitar as trocas de informações entre médicos e pacientes, bem como de equipes do Brasil com as do exterior; outro de atualização dos vários protocolos de atendimento de emergência, que já começa em novembro e dezembro de 2012. Um grupo da Secretaria de Saúde (SES) foi em fevereiro fazer uma ampla capacitação nos Estados Unidos para aprender normas, protocolos e diretrizes do Shock Trauma Center Adams Cowley, Centro de Trauma da Universidade de Maryland, referência para o atendimento ao presidente norte-americano Barack Obama em casos de emergências. Este treinamento faz parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016. Eles foram selecionados de acordo com experiência na área de traumas e vínculo com alguma unidade de saúde da rede pública estadual. O Ryder Trauma Center, da Universidade de Miami, é a próxima parada do grupo de profissionais da SES. A equipe, formada por 11 médicos e seis enfermeiros, embarca em agosto e vai aprender com o que há de mais moderno no atendimento do trauma. Tais aprendizados serão conhecimentos que os médicos e enfermeiros utilizarão antes, durante e depois da Copa e da Olimpíada, tornando-se um dos legados para a saúde pública.

- Legados? Quais serão eles?

HELLEN MIYAMOTO: Há vários. Além das novas unidades de saúde e da qualificação dos profissionais que atendem diretamente a população do Rio de Janeiro, cada cidade-sede da Copa do Mundo tem, por exemplo, que escolher uma marca a ser trabalhada. O Rio de Janeiro elegeu: “Copa livre do tabaco”.

Reduzir o consumo de nicotina depende de ações de conscientização de médio e longo prazo. Temos a nossa Lei Antifumo e já trabalhamos nela com o programa Rio Sem Fumo. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a legislação de ambientes livres de fumaça pode ser a motivação que faltava para quem quer parar de fumar. Fumantes diários, diz o estudo, fumam 30% mais se for permitido fazê-lo no ambiente de trabalho. Outro estudo recente revela que nada menos do que R$ 263milhões foram gastos pelo Estado do Rio para tratar as três principais doenças evitáveis decorrentes do fumo - infarto, derrame cerebral e câncer de pulmão. E o esporte tem tudo a ver com comportamentos saudáveis e ambientes livres de tabaco.

- Como observadora da área da saúde nas Olimpíadas de Londres, o que você acompanhou?

HELLEN MIYAMOTO: Há duas experiências do governo britânico que queremos trazer para o Rio de Janeiro. Lá em Londres conhecemos o trabalho que eles fizeram antes dos Jogos Olímpicos para aumentar o suprimento de sangue, focado no aumento da conscientização da população na necessidade de doação constante. O Brasil, apesar de ser um país solidário, ainda não tem essa cultura e sempre sofremos em períodos críticos com a redução no número de doações, que acabam comprometendo cirurgias e atendimentos de emergência. Queremos conhecer, adaptar e aprimorar a experiência do Reino Unido em aumentar o número de doadores e, consequentemente, de estoque de sangue. Também conhecemos a experiência do SAMU de Paris. A ideia é fortalecer a capacidade de resposta das nossas ambulâncias em situações de resgate e catástrofes.

- Quais serão as unidades de referência de saúde? Serão usados hospitais de campanha?

HELLEN MIYAMOTO: Todos os grandes hospitais serão unidades de referência. Hospitais de Campanha e a Força Estadual de Saúde estarão disponíveis.

- Existe um esquema especial de atendimento no Maracanã durante a Copa?

HELLEN MIYAMOTO: Sim e a definição de como será esse atendimento está a cargo dessa Câmara Técnica local. O Governo do Estado criará uma Unidade de Pronto Atendimento Maracanã, para reforçar os atendimentos no local. Aliás, as UPAs criadas pelo Rio de Janeiro foram eleitas pela Câmara Técnica nacional um modelo de pronto-atendimento a ser seguido por todas as cidades-sedes.

- Em geral, quando se pensa em grande evento, a preocupação maior é com os atendimentos de emergência e com os hospitais, mas a chegada de turistas de vários locais do mundo gera preocupação também com a possibilidade de transmissão de doenças que não são comuns no País, não é?

HELLEN MIYAMOTO: Esse trabalho é tão importante quando o atendimento hospitalar. Estamos estruturando uma agenda paralela na área de Vigilância, para atuação em hotéis, na imunização da população e no controle de alimentos, vetores e zoonoses. Já definimos que teremos uma Unidade Móvel de Vigilância durante a Copa e as Olimpíadas, possibilitando análise da água para consumo em todos os locais de concentração de pessoas.

Fonte: http://www.rj.gov.br/web/imprensa/exibeconteudo?article-id=1043977

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A difícil arte de gerir conflitos nas empresas


Não há um dia em que não tenhamos conflitos para lidar, principalmente dentro das empresas

Por Sílvio Celestino

Um cliente solicita um desconto adicional devido ao atraso na entrega de um produto. O vendedor reclama que o atraso é de responsabilidade do departamento de logística. O gerente de logística informa que o atraso ocorreu porque o departamento fiscal demorou a emitir a nota fiscal. O departamento fiscal culpa a produção, que culpa o departamento de vendas por vender acima de sua capacidade.

Não há um dia em que não tenhamos conflitos para lidar, principalmente dentro das empresas. As negociações com um cliente são uma busca de pontos em comum para que a venda aconteça. As restrições orçamentárias nos obrigam a fazer escolhas que favorecem um departamento em detrimento de outro. O governo deseja que a empresa pague mais tributos. Os sindicatos não aceitam as condições em uma negociação salarial. E isso sem falar no comportamento inapropriado de funcionários e gerentes que, por vezes, não controlam suas emoções e causam problemas de relacionamento que, se não forem sanados, geram impasses. Não é possível ser um líder empresarial, se não houver um genuíno interesse em conhecer a natureza das desarmonias e solucioná-las.

É o propósito que determina se o conflito é positivo ou não

Existe uma percepção de que conflitos são intrinsicamente ruins e, portanto, devem ser evitados. Nem sempre isso é verdade. Quando estamos diante de um problema para o qual buscamos maior quantidade de ideias para solucioná-lo, é desejável termos muitas pessoas debatendo pontos de vista diferentes. Por outro lado, as restrições de uma operação empresarial demandam velocidade e, se um desentendimento acarreta uma parada, o propósito da empresa fica prejudicado. Consequentemente é a partir desse elemento que é desenvolvida a habilidade de solucionar conflitos: o propósito.

Um gerente deve ter a resposta à seguinte questão: qual é o propósito da empresa, do departamento, da tarefa ou de uma pessoa no momento de uma discordância? É por essa razão que, em primeiro lugar, os planos estratégicos devem estar claros a todos. Se, em dado instante, os propósitos mais elevados da empresa são desconhecidos pelos profissionais, eles criarão propósitos próprios, que farão sentido para eles no âmbito pessoal, ou departamental, mas são prejudiciais à empresa. A falta de um planejamento claro é uma fonte de conflitos.

Ao considerarmos um propósito é possível avaliar a raiz de um conflito. Ela pode ser decorrente de diferentes pontos de vista de como preencher o propósito. Por exemplo, o departamento de marketing almejar aumentar o resultado por meio de mais vendas, ao mesmo tempo em que o departamento financeiro deseja impor corte de custos para atingi-lo. O critério do primeiro é aumento de receitas e, do segundo, redução de despesas. Critérios distintos são fontes de conflitos.

Você está seguro de que entendeu completamente o ponto de vista da outra pessoa?

Quando se consegue compreender o modelo mental de alguém, decompondo-o em uma estrutura que responda às seguintes perguntas: qual o propósito? Qual o plano de ação proposto? Qual o critério utilizado para a escolha do plano mais apropriado? Temos condições de comparar as ideias de duas ou mais pessoas. E então encontrar elementos que possam nos ajudar a solucionar a questão. Pessoas que debatem defendem seus planos com dados e evidências de que seu critério é o mais apropriado em um determinado momento. Isso é saudável e desejável em um diálogo para se resolver uma questão. Entretanto, quando alguém faz alguma afirmação subjetiva a respeito de algo ou outra pessoa, o diálogo deixa de ser produtivo e entramos em uma discussão.

O propósito de uma discussão é expressarmos ou nos livrarmos de uma emoção. Por exemplo: quando alguém diz "o departamento financeiro só pensa em cortar custos!" ou "marketing só faz gastar!". Nesses casos, estamos diante de afirmações subjetivas que seguramente gerarão muita emoção e nenhuma solução, por vezes, tornando uma diferença de critérios uma diferença pessoal.

Portanto, chegamos a mais um elemento importante para se gerir desentendimentos, que é o domínio emocional. O líder deve ser capaz de gerir suas emoções e a dos demais diante de uma conversa que comumente se torna áspera e muito dura. Assim, um líder maduro, provavelmente, terá melhores condições para gerir um conflito do que profissionais em início de carreira.

Os propósitos não declarados das pessoas envolvidas tornam a gestão de conflitos extremamente complexa. É a hipótese de alguém que se recuse a cooperar com certa operação porque, se o fizer, favorecerá a promoção de um concorrente ao cargo que almeja. Outro importante fator gerador de atritos é a cultura da empresa. Uma empresa que bonifica seus profissionais somente pelo aumento de vendas, seguramente provocará pressões em setores como atendimento ao consumidor, produção e supply chain. Consequentemente, isso será motivo de muitas discussões que poderiam ser minimizadas, se a cultura da organização avaliasse os profissionais em acordo com o nível de satisfação do cliente, cumprimento de prazos e clima organizacional, além do aumento de vendas. Afinal, aumentar vendas e perder cliente por mau atendimento não é uma estratégia muito inteligente.

Por tudo isso, a gestão de conflitos é um tema relevante e que deveria fazer parte da agenda de aprimoramento de competência dos líderes, por meio de coaching ou mesmo cursos especializados. Diariamente, nas organizações, inúmeras paralisações poderiam ser evitadas se essa competência fosse exercitada permanentemente.

Resultados esperados

Finalizando, ao gerir um conflito, é importante saber que temos quatro resultados possíveis:

1) o problema permanece sem solução;

2) o problema foi solucionado pontualmente;

3) o problema foi solucionado de forma a nunca mais ocorrer, e as operações da empresa se aprimoraram; ou

4) o problema, após a tentativa de solucioná-lo, tornou-se pior e causou uma quebra, que pode ser de relacionamento entre departamentos, com clientes ou fornecedores e gerar impactos negativos nos resultados da empresa.

Ao aprimorar sua competência para gerir conflitos, o líder empresarial maximiza a possibilidade de que eles se transformem em oportunidades para aprimorar as operações e, consequentemente, os resultados da companhia. Vamos em frente!

Fonte: http://www.fbde.com.br/eweekDetalhe.asp?idConteudo=6412&nome=A+dif%EDcil+arte+de+gerir+conflitos+nas+empresas

terça-feira, 17 de julho de 2012

Desorganização marca a chegada de Cielo a Londres


Nadador contraria orientação e atende à imprensa no confuso desembarque na capital inglesa

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES - A chegada a Londres de quatro medalhistas olímpicos brasileiros, entre eles o nadador Cesar Cielo, ouro em Pequim-2008 nos 50m livre, foi marcada pela desorganização no aeroporto de Heathrow, nesta segunda-feira. Embora o voo trouxesse, além da delegação de natação, a equipe de judô, incluindo Leandro Guilheiro, bronze em Pequim, e Thiago Camilo, prata em Sydney-2000 e bronze em Pequim, e o iatista Bruno Prada, prata em Pequim na classe Star, não houve por parte do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) nem de nenhuma confederação qualquer orientação para os cerca de 30 jornalistas brasileiros que aguardavam os atletas. O resultado foi uma confusão que pode ser ainda maior nesta terça, quando desembarcará na sede das Olimpíadas a seleção masculina de futebol, do astro Neymar. Também nesta segunda, mas em esquema bem melhor, e sorridente, chegou o iatista Robert Scheidt. Outra que está em Londres desde esta segunda é Keila Costa, do salto triplo.
Orientados a não dar entrevistas, os judocas e os nadadores não pararam para falar com a imprensa. Cesar Cielo, naturalmente o mais assediado, chegou a pedir desculpas e, visivelmente constrangido, repetia a todo o momento: 'Me mandaram passar direto, me mandaram passar direto'. Por iniciativa própria, o nadador decidiu conversar rapidamente com os jornalistas. Foi então que a polícia inglesa entrou em ação, tentando tomar câmeras fotográficas e desfazer a aglomeração, mandando que todos deixassem o saguão.
Só então, quase fora do aeroporto, Cielo deu uma breve entrevista, de cerca de cinco minutos, antes de ser retirado pelo chefe da delegação da natação, Ricardo de Moura, que o mandou ir para o ônibus. No pouco tempo que teve, Cielo demonstrou otimismo para sua segunda edição das Olimpíadas.
- Em São Paulo (no embarque) tinha muita gente desejando boa sorte, e isso cria aquela expectativa boa na gente. Agora chegou a hora, tenho de estar pronto para uma medalha. É hora de terminar a preparação, do modo mais confiante possível, e colocar em prática tudo o que foi treinado - comentou Cielo, que conversou durante o voo com a equipe de judô, esporte em que o COB deposita muitas esperanças de medalhas. - Eu sempre me dei bem com o pessoal do judô, vim conversando com o Thiago Camilo e o Leandro Guilheiro, e tomara que essa boa 'vibe' (vibração) se mantenha e traga muitas medalhas para a gente em Londres - completou.
Campeão olímpico e recordista mundial dos 50m livre e bronze nos 100m livre em Pequim, prova em que também detém a melhor marca do mundo, Cielo vai nadar as duas distâncias em Londres-2012, além dos revezamentos 4x100m medley e 4x100m livre. O nadador deve conceder apenas uma entrevista coletiva, na próxima quarta-feira, antes da estreia nos Jogos, dia 29, no 4x100m livre.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/desorganizacao-marca-chegada-de-cielo-londres-5488531#ixzz20shi2ESm