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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Interdições e problemas estruturais que persistem no Galeão


No entanto, superintendente regional da Infraero garante que a situação será diferente já durante a Copa de 2014

RIO - Em reforma desde 2008, o Aeroporto Internacional Tom Jobim ainda tem setores interditados e problemas estruturais, como os constantes defeitos em esteiras e elevadores e filas nos guichês, que dificultam a vida dos passageiros. Mas o superintendente regional da Infraero, Abibe Ferreira Júnior, garante que a situação será diferente já durante a Copa de 2014. Além de melhorar a infraestrutura, a empresa prepara um plano de operações para o evento.
A exemplo de outros órgãos, a Infraero também foi a Londres, onde acompanhou as operações no Aeroporto de Heathrow. O terminal é um dos maiores da Europa em número de passageiros, com quase 70 milhões em 2011.
— O Tom Jobim funciona 24 horas por dia, e o Heathrow não opera de madrugada, como acontece em parte das cidades europeias. Para atender a um acréscimo de demanda durante os Jogos, havia aeroportos menores à disposição em Manchester e Liverpool. Temos horários ociosos que podem receber mais aeronaves, e uma área de carga para os cavalos das competições — disse Abibe.
Semanas antes dos Jogos, Heathrow enfrentou dificuldades na chegada de turistas. A espera na alfândega levava mais de três horas. A situação melhorou dias antes do evento, com mais agentes para checar passageiros. Foram reservados guichês e áreas de credenciamento destinados à família olímpica. Na opinião do superintendente da Infraero, a Rio+20 foi uma experiência importante. Outros grandes eventos em 2013 e 2014 vão testar o Tom Jobim.
As obras nos terminais 1 e 2 devem terminar em dezembro do ano que vem, quando o aeroporto terá a capacidade de receber até 44 milhões de passageiros por ano. Em outubro de 2013, acabam as reformas nas pistas, e em 2014, devem ser concluídas as obras nos terminais de carga e a construção de estacionamentos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/interdicoes-problemas-estruturais-que-persistem-no-galeao-6527008#ixzz2ASGODO00 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Governo anunciará novo programa para o transporte aéreo


Para senadora, problemas em Viracopos afetaram volume de investimentos estrangeiros no setor

Em discurso nesta quarta-feira (24), a senadora Ana Amélia (PP-RS) informou que o governo federal anunciará um novo programa para o sistema de transporte aéreo após o segundo turno das eleições.

Ela participou de reunião com o diretor da Secretaria da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, e o diretor da Agência Nacional de Aviação Civil, Marcelo Guaranis, onde se discutiu o acidente com o cargueiro da empresa americana Centurion, que quebrou o trem de pouso no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e inviabilizou pousos e decolagens por dois dias na única pista existente.

"Precisamos de políticas claras e objetivas para fazer, a tempo, os ajustes necessários ao desenvolvimento inteligente dos nossos aeroportos, se não quisermos afastar os investidores ou aumentar as chances de falhas, que vêm ocorrendo repetidas vezes", defendeu.

Só por causa do problema em Viracopos, foram 507 voos cancelados e 30 mil passageiros afetados. Some-se a isso, desde o acidente, casos como o roubo de cargas e a pane no sistema de check in de duas grandes empresas aéreas, falhas operacionais sérias que causaram transtorno a passageiros em todo o país.

Por problemas assim, o Brasil caiu da quinta para a sexta colocação no volume de investimentos estrangeiros, disse Ana Amélia.

"Os investimentos estão despencando e regras claras são mais que necessidade para ajudar nessa correção de rota. Portanto, o fantasma do "apagão aéreo" ainda ronda a administração pública e usuários brasileiros do transporte aéreo", alertou.

Para Ana Amélia, as novas regras para o setor aéreo precisam apontar um caminho claro e seguro, sem o aumento de barreiras e dificuldades. Não serão intervenções radicais, grandes planos impraticáveis ou a "mão pesada" do Estado que resolverão os gargalos do sistema, frisou.

"Precisamos usar o que temos e melhorar o que podemos. Se o governo optou por recorrer ao conhecimento e à agilidade do mercado do setor privado, não podemos mais ficar "à mercê" dos imprevistos e dos improvisos."

Em sua opinião, modelos internacionais funcionais e bem sucedidos precisam ser considerados e usados como parâmetro na adoção de ações simples para melhorar a segurança. Retirar os lixões e incentivar a coleta de lixo nas favelas próximas aos aeroportos, por exemplo, é uma ação urgente para aumentar a segurança dos voos, exemplificou.

Para Ana Amélia, também devem ser considerados os aeroportos comerciais e regionais nessa nova estratégia, como uma alternativa de desenvolvimento nas ações de melhoria da infraestrutura brasileira. Com eles, é possível ampliar o transporte de passageiros, de cargas e ainda desenvolver a área hoteleira e comercial em torno dessas construções, assnalou.

No Senado Federal, também tem se discutido o problema com representantes do setor aeroportuário e já foram coletadas uma série de sugestões sobre o que pode reduzir os gargalos, lembrou a parlamentar. Até fevereiro do próximo ano, a Subcomissão Temporária da Aviação Civil, criada no âmbito da Comissão de Infraestrutura, deve apresentar o relatório final com mais sugestões para os dilemas do setor.

O relatório parcial da subcomissão já mostra a insatisfação das empresas em relação à clareza das regras para investimentos e ainda a necessidade de inovação e de mais comunicação entre os diferentes órgãos envolvidos com a aviação para minimizar os impactos negativos ao ao consumidor de serviços aéreos.

No Senado também tramitam 18 projetos sobre o tema, entre eles o da própria senadora (PLS 24/2012) que limita em até 10% o valor das multas por cancelamento ou transferência antecipa das passagens aéreas.

"As mudanças precisam vir em benefício dos usuários, em benefício do desenvolvimento, e não temos muito tempo para improvisos. Estamos chegando a uma Copa das Confederações, no ano que vem, e a uma Copa do Mundo, em 2014", lembrou.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10950/GOVERNO+ANUNCIARA+NOVO+PROGRAMA+PARA+O+TRANSPORTE+AEREO.html

sábado, 8 de setembro de 2012

Copa no Brasil será a mais poluente da história, aponta estudo


Relatório avalia emissões de CO2 a partir da realização do evento; transporte aéreo preocupa mais

Por Felipe Castro

A distância entre as sedes e a dependência do transporte aéreo para promover o deslocamento entre elas são apenas alguns dos fatores que contribuirão para que o Brasil promova a Copa do Mundo com emissão recorde de carbono na história.

A conclusão é de um estudo inédito (clique aqui) no país realizado pela consultoria Personal CO2 Zero, que analisa o impacto do evento na atmosfera através da emissão de tCO2e (toneladas de CO2 equivalente, medida global para calcular a emissão de gases de efeito estufa) que a Copa vai gerar.

As estimativas do Mundial em território brasileiro impressionam: durante a competição, deverão ser gerados mais de 3 milhões de tCO2e, quando na Copa de 2010, na África do Sul, este número não passou de 2 milhões e 700 mil tCO2e.

A medição leva em conta a emissão de gás de efeito estufa gerada por deslocamento aéreo, alimentação, energia com estadias, deslocamento terrestre, resíduos sólidos, infraestrutura dos estádios, consumo de água, energia durante os jogos e geração de esgoto.

E é o primeiro destes fatores que mais pesa. “Um dos motivos é que, ao contrário da Alemanha e da África do Sul, não temos um modal de transportes bem distribuído, sem falar nas dimensões continentais do nosso país. Então, passamos a depender do transporte aéreo, que é altamente poluente”, afirma o CEO da Personal CO2 Zero, Daniel Machado, ao Portal 2014.

O estudo revela que as viagens de avião, imprescindíveis para que se realize o deslocamento entre as 12 cidades da Copa, são responsáveis por 60% dos gases que contribuem para o aquecimento global.

As viagens internacionais também são consideradas pela consultoria, que lista a Europa (2.635,8 tCO2e) e Ásia (1.804,7 tCO2e) como os continentes mais poluidores. O primeiro, por causa do número de seleções (13 das 32 vagas na Copa serão dos europeus), e o segundo, por conta da distância. 

Construção poluente
Se levada em conta toda a preparação do Brasil desde 2010, incluindo a construção dos estádios, aeroportos e obras de mobilidade urbana, o Mundial de futebol fica ainda mais nocivo ao planeta e a conta quase quadruplica, chegando a 11 milhões e 173 mil tCO2e, volume equivalente a 46.946 hectares de floresta, ou a 34,5% do Pantanal.

O relatório ainda aponta “vilões” como a produção do clínquer, principal matéria-prima do cimento na construção civil, que emite muitos gases nocivos ao meio ambiente.

Segundo os especialistas, se a utilização deste material diminuísse e fosse gradualmente substituída por outras alternativas, como filer carbonático e cinzas volantes, a emissão de CO2 diminuiria em até 65%. No caso da produção do aço e do alumínio, a reciclagem dos materiais também ajudaria a reduzir a poluição.

Considerando apenas a construção de estádios e os investimentos em infraestrutura (mobilidade e aeroportos), as cidades de São Paulo, Salvador, Natal e Rio de Janeiro respondem por 56,7% das emissões estimadas. 

A presença de Natal entre as sedes mais poluidoras, responsável por 11,2 % das emissões, acontece por conta dos altos investimentos em infraestrutura (só o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, único das doze cidades da Copa que será construído do zero, vai custar cerca de R$ 650 milhões) e pela área construída da Arena das Dunas. 

"O que foi levado em conta para fazer o ranking foi a área construída de cada um dos estádios e os investimentos nos projetos de mobilidade, aeroportos ou portos. Natal tem uma área construída de 412.000 m², apesar da capacidade do estádio ser inferior a muitos outros, mas terá um total de investimentos de quase R$ 2 bilhões em mobilidade e aeroporto", diz Machado.

Para o especialista, "quanto maior o valor que você vai investir, maior o grau de complexidade da sua obra e, portanto, maior o nível de emissão de gás de efeito estufa".

A ideia da consultoria é divulgar o estudo ao máximo para que chegue ao alcance da Fifa, do governo brasleiro e do Comitê Organizador Local (COL). Apesar de alguns pontos críticos apresentados serem irreversíveis --"a inexistência de um sistema férreo entre as cidades-sede é preocupante", lembra Machado--, outros pontos podem, sim, serem revistos. 

“A Fifa tem interesse que este seja o primeiro grande evento neutro de carbono. E essa neutralização a gente recomenda que seja executada não com o plantio de árvores, mas sim com a aquisição de créditos de carbono. Porque aí você pode fomentar projetos baseados em energia renovável ao redor do planeta”, explica Machado.

Fonte:http://www.portal2014.org.br/noticias/10666/COPA+NO+BRASIL+SERA+A+MAIS+POLUENTE+DA+HISTORIA+APONTA+ESTUDO.html