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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Ciclo? Que ciclo?


Por Alexandre Cossenza

Não sei dizer por que o tema voltou a debate nos últimos dias, mas o fim do Projeto Olímpico da Confederação Brasileira de Tênis – encerrado no segundo semestre de 2012! – vem sendo tratado como novidade. E chama a atenção o comunicado enviado pela CBT nesta quinta-feira, explicando as dificuldades da entidade com a fiscalização e alegando que as supostas “falhas nas prestações de contas” eram consequência da falta de conhecimento do Ministério do Esporte em relação às peculiaridades do tênis. Leia abaixo o comunicado da CBT. Em seguida, faço um par de comentários.

Sobre o Projeto Olímpico Rio 2016, a Confederação Brasileira de Tênis esclarece que:

O Projeto Olímpico Rio 2016 foi assinado com duração de um ano e efetivamente teve a duração de um ano. O que ocorreu foi a verificação na prestação de contas da falta de flexibilidade para mudanças no decorrer da execução do mesmo, pois como foi conferido na prática, os atletas precisaram modificar as suas programações de treinamentos, as competições que participariam, as datas em que viajariam, o tempo que permaneceriam em determinados lugares, os locais onde ficariam hospedados, situações essas que foram comprovadas pela CBT na prestação de contas que já foi realizada. Projetos com o mesmo mecanismo do Projeto Olímpico Rio 2016 não poderão ser feitos, por falta de flexibilidade na adequação da realidade da modalidade tênis. A CBT possui dois novos projetos, o Medalha Olímpica e o Rede Nacional, já pensados para a realidade operacional do tênis, que dependem exclusivamente de aprovação do Ministério do Esporte;

Importante salientar que a CGU, após fiscalização por uma semana na sede da CBT e avaliação de documentos e prestações de contas, emitiu um parecer técnico, intitulado de Relatório de Demandas Especiais, especificamente sobre o Projeto Olímpico Rio 2016. A conclusão do parecer do CGU em relação ao inquérito de investigação conclui que há “FALHAS sem danos ao erário”. A conclusão é clara: não há em nenhum momento dano ao erário, ou seja, aos cofres públicos.

Todas as falhas dizem respeito à falta de conhecimento da fiscalização vigente sobre a realidade da modalidade. No caso da emissão de passagens, por exemplo, considerada uma falha na prestação de contas, explicamos: um tenista de alto rendimento, quando perde em alguma das rodadas de um torneio, já decide se vai participar de outro torneio em seguida ou se retorna ao Brasil para treinamento. Ele jamais fica parado esperando um torneio terminar, se ele já se desclassificou naquele torneio. Por isso as passagens não podem ser 100% planejadas com antecedência e sofrem alterações frequentes. Elas dependem diretamente do resultado dos atletas em cada torneio.

Em razão de um ex-dirigente da entidade ingressar com uma maldosa denúncia em diferentes órgãos federais (Ministério Público Federal, Ministério do Esporte e Tribunal de Contas da União) e como, por cautela, estes entes públicos possuem o dever de investigar todas as acusações que recebem, foram instaurados procedimentos administrativos. A CBT já prestou todos os esclarecimentos sobre as acusações que foram equivocadamente lançadas e aguarda a conclusão dos procedimentos supra citados;

Por fim, a CBT não fornece qualquer espécie de apoio financeiro ao Guga. Aliás, cabe ressaltar que o Guga por inúmeras vezes atendeu os pedidos da CBT e participou de maneira voluntária (sem cobrança de qualquer contrapartida financeira) de eventos e treinamentos com atletas brasileiros, de todas as idades, inclusive com as equipes que participaram da Copa Davis, não sendo justo que notícias inverídicas ao seu respeito sejam veiculadas na imprensa;

Replicamos as importantes considerações de dois importantes profissionais do nosso esporte sobre esta lamentável realidade.

“O término do projeto Rio Tênis 2016 causou-me uma extrema desilusão. Foi a primeira vez na história do Tênis Brasileiro que se formou uma equipe nacional de treinadores e jogadores, juvenis e profissionais, com uma safra excelente de tenistas, num momento oportuno, obtendo resultados imediatos e relevantes. Além disso, a oportunidade de envolver o Larri nesse processo era uma chance de futuramente transformar a realidade do Tênis Brasileiro num novo patamar de conquistas. É decepcionante que um projeto desse porte, elaborado para um período de 5 a10 anos, acabe em menos de um ano. Essa iniciativa representava um momento único, uma oportunidade incrível para o nosso tênis, uma ideia que parecia até um sonho, e que na realidade não passou muito disso. O fim do projeto é um verdadeiro banho de água fria e uma frustração enorme para mim e para quem torce pelo tênis e esporte brasileiro”, lamentou Gustavo Kuerten, integrante do projeto Olímpico Rio 2016.

“Acreditei e apostei num projeto que visava dar tranquilidade e qualidade de treinamentos aos jogadores. Quem esteve comigo e me viu nos torneios sabe o quanto eu me dediquei de corpo e alma para melhorar as condições dos jogadores que trabalharam comigo e em minha academia. Cumpri a minha missão para qual fui chamado. O projeto olímpico encerrou um ciclo”, falou Larri Passos, também integrante do projeto.

Confederação Brasileira de Tênis

Coisas que eu acho que acho:

- Curiosa a frase final do texto, de Larri Passos: “O projeto olímpico encerrou um ciclo”. Que ciclo? Olimpicamente falando, o ciclo mal começou. A não ser, é claro, que o treinador esteja falando de seus serviços à Confederação Brasileira de Tênis.

- Quando a CBT diz que “falta conhecimento da fiscalização vigente sobre a realidade do tênis”, vale ler (e ouvir) o que Jorge Lacerda diz aqui, neste post, sobre a Lei de Incentivo. O dirigente justifica que a fiscalização trata como falha qualquer mudança de planos feita de última hora. Ou seja, se um tenista perdeu e teve de mudar a passagem aérea, aquele gasto adicional faz com que as contas não sejam apresentadas da forma esperada pelo órgão fiscalizador. Assim, é necessário um ajuste na prestação da CBT.

- A CBT reforça que não fornece apoio financeiro ao Guga. Mas vale lembrar, apenas a titulo de curiosidade, que o tricampeão de Roland Garros tem contratos publicitários com os Correios, “patrocinador oficial” da Confederação, e com a Peugeot, “o carro oficial da CBT”. Obviamente, são empresas que investem no esporte e, por isso, querem estar associadas ao maior ícone do país.

- Por qualquer motivo que seja, justificado ou não, é muito triste que a CBT não tenha conseguido pôr em ação um grande e eficaz projeto de crescimento para o tênis no país. A entidade segue aprovando projetos aqui e ali, que não têm início nem término devidamente explicados e divulgados ao público.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/saqueevoleio/2013/04/04/ciclo-que-ciclo/

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Judô do Brasil terá ajuda japonesa


CBJ contratou a técnica japonesa Yuko Fujii para um trabalho de detecção de novos talentos no ciclo olímpico da Rio-2016

Por Felipe Mendes

País que criou o judô, o Japão ajudará o Brasil na descoberta de talentos no ciclo até a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Nesta terça-feira, durante a apresentação do planejamento para os próximos anos, o coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson, revelou que a entidade contratou a experiente técnica japonesa Yuko Fujii.
– Ela vai rodar os 27 estados para identificar potenciais judocas. Passará sete dias em cada local, sendo quatro com os atletas e três com os técnicos. E também terá a função de encontrar uma terceira atleta para a categoria meio-pesado (até 78kg), única que não temos três judocas. Contamos atualmente com a Mayra Aguiar e com a Samanta Soares – afirmou Ney Wilson.
Segundo o coordenador técnico da CBJ, Yuko Fujii também será peça fundamental no processo de transição do judoca das categorias de base para o adulto. Wilson disse que a japonesa foi contratada porque o Brasil carece de profissionais com a experiência para esse trabalho.
A comissão técnica brasileira conheceu Fujii durante um treinamento com a equipe do Reino Unido em 2009. A japonesa trabalhou com os britânicos no último ciclo olímpico e foi convidada pela CBJ após a Olimpíada de Londres-2012.
Em outubro de 2012, ela ficou um mês no Brasil, durante o Mundial por Equipes, em Salvador (BA). Segundo Wilson, Fujii foi bem recebida pelas Seleções masculina e feminina. Com isso, teve o nome aprovado para ser contratada em definitivo.

Planejamento:
Seleção Brasileira
A CBJ inicia o novo ciclo olímpico com 43 judocas, sendo 23 no masculino e 20 no feminino. Mas a entidade acredita ser possível o surgimento de novos nomes nos próximos anos.

Parceria com os clubes
O Brasil conta atualmente com 29 judocas entre os 20 melhores do ranking nas 14 categorias. A CBJ vai ajudar os 11 clubes ou associações destes atletas com a compra de equipamentos. E chamará técnicos e preparadores físicos para integrarem a comissão técnica das Seleções.

Local de treinamento
A CBJ procura um local para aplicar o modelo de treinamento feito em Sheffield para Londres-2012.

Competições
Serão 23 em 2013. As principais são o World Masters, na Rússia, em maio, e o Mundial, no Rio, em agosto.

Fonte: http://www.lancenet.com.br/minuto/Judo-Brasil-tera-ajuda-japonesa_0_856114563.html

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Plano Brasil Medalhas 2016: um plano emergencial ou o início da caminhada para sermos potência Olímpica?



Por Silvestre Cirilo*

Ao término dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, teve início o Ciclo Olímpico Rio 2016. Dessa vez, a discussão sobre o número de medalhas ganhas não teve espaço somente no dia seguinte ao término dos jogos, mas, ganhou a agenda da mídia, seja ela impressa ou televisiva, durante todo o período da competição. Pontualmente, podíamos visualizar a discussão acerca do rendimento brasileiro no quadro de medalhas e, do investimento financeiro feito nos últimos quatro anos. Investiu-se cerca de 250% a mais em detrimento de aumentarmos somente duas medalhas o nosso quadro de medalhas. Números foram contestados pelas partes envolvidas, certezas transformaram-se em decepções perante a nossa torcida e, ao final dos XXX Jogos Olímpicos, o governo anunciou a preparação de um plano visando os jogos de 2016.
Em setembro, o Ministro Aldo Rebelo e a Presidente Dilma Roussef, lançaram o Plano Brasil Medalhas 2016 e, conforme o único documento disponível até então (a apresentação feita nesse dia), faço uma análise desse plano visando a responder a pergunta do título. A apresentação é bem simples e abordam alguns poucos pontos revelando um caminho um pouco confuso para que consigamos atingir a meta proposta para 2016: top 10 nos Jogos Olímpicos e top 5 entre os Paralímpicos. Como estratégia o governo fala em melhorar o número de medalhas nos esportes em que já somos fortes (dentro dos esportes coletivos, voleibol e o basquete, com 19 e 5 medalhas, respectivamente e, individuais, como o judô (19 medalhas), a vela (17 medalhas), o atletismo (14 medalhas) e a natação (13 medalhas) são os destaques se considerarmos todas as participações brasileiras em Jogos Olímpicos desde 1920) e a conquista em esporte não medalhados anteriormente, incluindo aqui, os esportes individuais. Entretanto, falta uma análise mais profunda sobre quais seriam esses clusters, separando os esportes de acordo com o seu rendimento e a consequente oferta de medalhas, pois somente esse cruzamento de dados oferecerá um cenário mais claro indicando as reais chances de progresso. Nesse ínterim, destaca-se a China, com o seu Projeto 119 visando os jogos de Pequim 2008, no qual focou os esportes com amplo espectro de chances para melhoria do seu desempenho (em Atenas 2004, esse cluster respondia por 49% dos eventos Olímpicos e o país havia ganhado apenas 22% das medalhas em disputa). Algo que não ficou claro no plano apresentado por aqui.
Em relação ao investimento, os estudos revelam que o investimento quando o país é a sede dos Jogos Olímpicos aumentam, muito por conta do orgulho nacional em melhorar o seu desempenho e, pelo país participar de todas as modalidades esportivas. O Brasil prevê um investimento público na ordem de R$ 2,5 bilhões nesses próximos quatro anos. Um investimento que, talvez, não supere somente o montante investido pelos chineses que, além de buscarem o primeiro lugar no quadro de medalhas, apresentaram o esporte como uma política de supremacia mundial. Além de observarmos que, existe uma necessidade de se aumentar o montante investido para garantir o mesmo número de medalhas da edição anterior. No entanto, essa é uma conta não muito fácil de ser fechada, pois o montante investido geralmente se concentra no investimento público, mais fácil de obter os dados quando comparados com pretensos investimentos privados.  
Os dois últimos tópicos abordados relatam a estruturação esportiva e a governança do esporte. Nos estudos consultados sobre o primeiro tema, destacam-se os seguintes itens: acesso a treinadores de experiência internacional, medicina e ciência esportiva, equipamentos esportivos específicos para cada modalidade e a disputa de campeonatos de nível internacional. Algo que acontece em pequena escala e que, em quatro anos não há possibilidade de um aumento substancial nessas áreas. Estamos bastante atrasados quando comparados com China, Reino Unido e Austrália, por exemplo. Somado a isso, o fato de não contarmos com um sistema de identificação e desenvolvimento de talentos eficaz, como, por exemplo, os que têm China e Reino Unido. No quesito governança, o país não apresenta um cenário tão diferente quanto os percebidos ao redor do mundo, mostrando uma gestão voluntária na maioria das entidades esportivas, sendo isso uma questão inerente do esporte desde sempre, só mostrando diferença quando comparados com os EUA, que focam o seu esporte na escola/universidade e nas ligas profissionais. Em todo o mundo não é possível encontrar 100% de dedicação exclusiva por parte dos gestores por terem que trabalhar nas suas profissões de origem. No entanto, um ponto merece destaque nesse campo que é a gestão financeira integrada entre os entes envolvidos na busca do resultado Olímpico de 2016.
Concluindo e, ao mesmo tempo, respondendo a pergunta do título, esse plano apresenta um caráter mais emergencial em busca de melhores resultados em 2016, do que propriamente um pontapé na construção do Brasil Potência Olímpica. Para isso, devemos começar a pensar já num novo modelo de gestão esportiva no país, voltado a gestão por resultados com todos os seus elementos, desde a análise do ambiente até o controle proporcionado por metas e indicadores, passando por análises robustas dos resultados esportivos alcançados durante todo o ciclo. Adicionalmente, devemos nos preocupar na construção de um sistema eficaz de identificação e desenvolvimento de talentos, que permita abastecer a cadeia produtiva Olímpica, aumentando a quantidade de entrada e, consequentemente, gerando uma saída com maior qualidade ao nível Olímpico. Assim como, realizar a integração do esporte e da educação física em todo o território nacional seja ele, na prática escolar ou na gestão dos mesmos em todos os níveis governamentais com o auxílio da iniciativa privada e do terceiro setor. A discussão para o esporte brasileiro deve aproveitar a onda otimista gerada pela realização dos Jogos Olímpicos na cidade do Rio de Janeiro visando o seu desenvolvimento sustentável e gerando vantagem competitiva quando comparado a outros sistemas ao redor do mundo. Só teremos resultados de potência Olímpica, se começarmos hoje a trabalhar numa perspectiva voltada ao fim da próxima década, haja vista que o Reino Unido atingiu a terceira posição nos últimos jogos com um trabalho iniciado em 1996 e, a China, que conta com uma tradição de mais de meio século na busca de uma sistematização esportiva que culminou num quadro crescente de melhora nos resultados esportivos nos Jogos Olímpicos desde o ano de 1984 e, que foi alcançar o primeiro lugar em 2008.      

*Formado em Educação Física, Mestre em Gestão e Estratégia e doutorando em educação física na Universidade Gama Filho. Contato: esporteegestao@gmail.com

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Dilma convoca a iniciativa privada para parceria também nos esportes


Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff destacou hoje (13) que o lançamento do Plano Brasil Medalhas 2016 ganhou amplitude porque era necessária uma cerimônia de celebração das medalhas ganhas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Londres. “Conquista, a gente tem sempre que celebrar”, disse, ressaltando que os atletas brasileiros têm condições ganhar mais medalhas nos próximos Jogos, a serem disputados no Rio de Janeiro.

Além do esforço oficial, do patrocínio das empresas estatais e da excelência dos atletas e técnicos, ela disse que “seria de suma importância que esse esforço fosse acompanhado também pela inciativa privada”. Existe consciência, do lado do governo, de que “o Brasil é capaz de se transformar em uma potência olímpica”, e para tanto vamos capacitar 22 centros de treinamento em boas condições pelo país, uma vez que o desempenho do atleta depende também do apoio direto e do suporte de infraestrutura, disse.

As declarações foram feitas durante o lançamento do plano, que pretende colocar o país entre as dez maiores potências olímpicas nos Jogos de 2016 e entre os cinco melhores nas Paralimpíadas. Condição que não será nada fácil de ser alcançada, de acordo com o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons.

Embora otimista com o potencial atlético do país, ele lembrou que nossa equipe terminou em sétimo lugar nas Paralimpíadas de Londres, dois postos melhor que há quatro anos, em Pequim. Ele destacou que vai ser difícil e complicado ganhar mais duas posições no ranking das paralimpíadas, pois “na nossa frente só tem cachorro grande”, disse, referindo-se à Austrália, Ucrânia e aos Estados Unidos - países classificados imediatamente à frente do Brasil. Acredita, porém, que com o plano lançado hoje, no Palácio do Planalto, “podemos sonhar com o quinto lugar”.

Em seu pronunciamento, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, enalteceu a disciplina, dedicação e entrega com que os atletas olímpicos e paralímpicos representaram o Brasil e “nos encheram de orgulho”. Mas o país quer firmar uma imagem esportiva ainda mais forte nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, e para tanto criou o plano hoje anunciado para ajudar a preparar o esporte de alto rendimento.

O Plano Brasil Medalhas 2016 terá R$ 1 bilhão a mais de investimentos públicos, dos quais dois terços sairão do Orçamento Geral da União (OGU) e um terço de investimentos das empresas estatais. São recursos novos, adicionais ao orçamento usual do Ministério do Esporte e a fontes de financiamento com a Lei Agnelo/Piva e a Lei de Incentivo ao Esporte, com valor total de R$ 1,5 bilhão.

De acordo com Aldo Rebelo, o Ministério do Esporte vai priorizar os investimentos nas modalidades com mais chance de medalhas. Foram escolhidas 21 modalidades olímpicas (atletismo, basquetebol, boxe, ciclismo, natação, judô e outras) e 15 paraolímpicas (atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, natação, remo e outras). A estratégia, segundo ele, é perseguir o “crescimento intensivo e extensivo no desempenho esportivo”, com mais medalhas nas provas já ganhas por atletas brasileiros, e chegar ao pódio em esportes que ainda não vencemos.

O ministro revelou, ainda, que também serão pagas Bolsa Atleta (R$ 20 mil) para a compra de equipamento e material esportivo, além de apoio a treinamento no Brasil e no exterior, bem como para a participação em competições. Também estão previstas bolsas mensais de R$ 15 mil para atletas medalhistas, de R$ 10 mil para técnicos e de R$ 5 mil para fisioterapeutas, psicólogos e demais profissionais da equipe multidisciplinar.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-09-13/dilma-convoca-iniciativa-privada-para-parceria-tambem-nos-esportes

Governo planeja 22 centros de treinamento no Brasil



Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, diz que país terá o melhor centro paralímpico do mundo

Lançado nesta quinta-feira em Brasília (DF), o plano Brasil Medalhas 2016 também ajudará os atletas brasileiros com estrutura física para treinamento. Pelo planejamento do governo federal, o recurso de R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos também tem como destinação a construção, reforma e operação de 22 centros de treinamento pelo país. Os locais serão selecionados em conjunto com os Comitês Olímpico e Paralímpico, confederações nacionais, clubes, estados e municípios.
- Estive em Londres e vi as condições da equipe olímpica brasileira. Eu não visitei o centro de treinamento (Crystal Palace) de forma completa, mas tive uma noção. É fundamental que o Brasil tenha CTs de alta qualidade - disse a presidente Dilma Rousseff.
Do total CTs, 21 são para modalidades olímpicas e um paraolímpico, seguindo a recomendação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Este último, segundo o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, será o melhor centro paralímpico do mundo e irá unificar todas as modalidades em um só local de treinamento. O apoio também prevê a aquisição de equipamentos esportivos.
- Pela primeira vez, toda a equipe paralímpica brasileira fez a aclimatação para os Jogos. E o período de treinamento em Manchester (ING) só foi possível graças aos recursos do governo federal. O plano anunciado é audacioso e nos fará atingir nossas metas. Com ele, podemos sonhar com o quinto lugar no quadro de medalhas na Rio-2016. Além do plano, a construção do centro de treinamento, nos dará a condição de brigar de igual para igual com as grandes potências. Na nossa frente só tem cachorro grande - afirmou o presidente do CPB, Andrew Parsons, que chamou Dilma de capitã de um time chamado Brasil e a presenteou com um quadro com a foto de toda a delegação brasileira em Londres.


Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/rio2016/Governo-planeja-centros-treinamento-Brasil_0_773322848.html#ixzz26Rk2acdw 

Governo lança plano de investimentos por medalhas nos Jogos do Rio em 2016


Executivo promete investimento de R$ 2,5 bilhões para fomentar esporte olímpico brasileiro, tendo em vista Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016

Por Nádia Medeiros - Correio Braziliense

Em reunião no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, a presidente da República, Dilma Rousseff, lançou oficialmente o Plano Brasil Medalhas 2016, que prevê uma série de novos investimentos para o desenvolvimento de modalidades olímpicas e paralímpicas, tendo em vista os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

Estiveram presentes no evento de lançamento os presidentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons. O Executivo anunciou injeção de R$ 1 bilhão até 2016, valor que aumenta o montante de investimentos federais no ciclo olímpico para R$ 2,5 bilhões.

Um dos objetivos do pacote de investimentos é melhorar o desempenho brasileiro nos jogos Olimpícos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, fazendo com que a participação do país no quadro de medalhas atinja, respectivamente, o top 10 e o top 5 mundial.

Dois terços do investimento anunciado nesta quinta-feira devem ser pagos pelo governo federal. O montante restante será preenchido por recursos públicos provenientes das empresas estatais.

Bilhão dividido

Do novo montante anunciado por Dilma, R$ 690 milhões serão aplicados em apoio aos atletas. Além da manutenção do Programa Bolsa Atleta, o governo vai pagar bolsa de R$ 20 mil aos esportistas que estiverem entre os 20 melhores do mundo em suas modalidades, sejam elas individuais ou coletivas. Também será implementado o Bolsa Técnico, que prevê ajuda de até R$ 10 mil por treinador.

Para a compra de equipamentos e material esportivo, o Executivo prevê ajuda de até R$ 20 mil por atleta, independentemente do ranqueamento de cada um. Os esportistas também terão pagos custos de passagens e hospedagem em viagens para competições, dentro ou fora do Brasil. 

Na área técnica, serão investidos R$ 310 milhões na construção de 22 centros de treinamento — 21 olímpicos e um paralímpico. O governo também vai selecionar, junto das federações e confederações, centros de treinamento no país para receberem reformas estruturais.

Fonte: http://www.df.superesportes.com.br/app/noticias/mais-esportes/2012/09/13/noticia_maisesportes,36486/governo-lanca-plano-de-investimentos-por-medalhas-nos-jogos-do-rio.shtml

Parlamentares avaliam plano Brasil Medalhas 2016



O plano visa colocar o Brasil entre os 10 primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os 5 primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

Por Renata Tôrres, com edição de Regina Céli Assumpção

Agência Câmara de Notícias

O presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Atividade Física para o Desenvolvimento Humano, deputado João Arruda (PMDB-PR), considerou "louvável" o plano Brasil Medalhas 2016, lançado hoje pelo governo federal, mas criticou o seu conteúdo.

Na opinião do parlamentar, o plano não estimula a população em geral, principalmente as crianças, a praticar esportes. "Esse projeto não tem um objetivo social. Ele não tem um objetivo de ampliar a prática esportiva no nosso País, de estabelecer uma cultura saudável no nosso País. Ele apenas visa o resultado das Olimpíadas em 2016, o que não é uma condição única do esporte no nosso País.”

Arruda acrescentou que é preciso haver novas alternativas. “Nós precisamos da criançada participando, nós precisamos potencializar o tamanho do nosso País e a participação esportiva, para que, por consequência desse projeto, tenhamos medalhas."

Já o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), rebate a crítica. "Quando se investe no esporte, acaba também [gerando benefícios] na sua plenitude, inclusive nas equipes de base, porque ao fortalecer os clubes, você está fortalecendo toda a estrutura que envolve o atleta.”

Na opinião de Tatto, é preciso um conjunto de esforços. “É evidente que sempre tem alguém que critica, mas, na verdade, o resultado é que vai dizer. Se precisar fazer ajuste, vamos fazer ajuste, e não criticar simplesmente, falar que isso não vai dar certo."

Objetivos do plano
Um dos principais objetivos do plano é colocar o Brasil entre os 10 primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os 5 primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016. É esse o objetivo do plano Brasil Medalhas 2016 lançado nesta quinta-feira (13) pela presidente Dilma Rousseff.

Com o plano, o Ministério dos Esportes vai receber R$ 1 bilhão a mais nos próximos três anos para priorizar os investimentos nas modalidades com mais chances de ganhar medalhas.

Entre as 21 modalidades olímpicas que vão ter atenção especial estão atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo BMX, futebol feminino, handebol, hipismo, judô e natação. 15 modalidades paralímpicas também vão receber mais destaque, entre elas, atletismo, bocha, canoagem, esgrima em cadeiras de rodas, futebol de 5 e halterofilismo. As outras modalidades vão continuar sendo apoiadas pelo Ministério do Esporte e vão seguir recebendo recursos pelas fontes tradicionais de financiamento federal.

Programa Pódio 
Outra novidade do plano Brasil Medalhas 2016 é o Programa Pódio, que inclui nova categoria no Bolsa Atleta, a Bolsa Pódio, e cria a Bolsa-Técnico. Essa bolsas vão pagar até R$ 15 mil mensais para o atleta e até R$ 10 mil por mês aos técnicos.

Os beneficiados do Pódio vão ser atletas de modalidades individuais que estejam situados entre os 20 melhores do ranking mundial e com reais chances de medalhas, além de seus treinadores e a equipe multidisciplinar, formada por preparador físico, nutricionista e atleta-guia, entre outros.

Equipamento e treinamento
O plano Brasil Medalhas prevê recursos para a compra de equipamento esportivo no valor de até R$ 20 mil por atleta. Além disso, vai permitir o apoio a treinamento e competições de atletas no Brasil e no exterior, por meio do pagamento de custos com diárias e passagens. As outras categorias do Bolsa-Atleta - estudantil, de base, nacional, internacional e olímpica/paralímpica - vão continuar sendo mantidas com os critérios atuais e dentro do orçamento regular do Ministério do Esporte.

O Brasil Medalhas 2016 também vai destinar recursos para construção, reforma e operação de 22 centros de treinamento, selecionados em conjunto com os comitês Olímpico e Paralímpico, as confederações nacionais, clubes, estados e municípios. Serão 21 centros de modalidades olímpicas e 1 paralímpico, seguindo a recomendação do Comitê Paralímpico Brasileiro, que vai unificar todas as modalidades em um só local de treinamento.

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/ESPORTES/426128-PARLAMENTARES-AVALIAM-PLANO-BRASIL-MEDALHAS-2016.html

Governo anuncia mais R$ 1 bi em recursos para Plano Brasil Medalhas



Por Tarso Veloso, Daniela Martins e Bruno Peres 

BRASÍLIA - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse nesta quinta-feira, durante cerimônia de lançamento do Plano Brasil Medalhas 2016, que o Brasil vai investir R$ 1 bilhão a mais do que o programado de 2013 a 2016 para levar o país a ficar entre os 10 melhores na Olimpíada de 2016 e até o 5º lugar na Paralimpíada do Rio de Janeiro.

Os recursos serão originários do Orçamento Geral da União (OGU) e de empresas estatais. As modalidades que receberão os investimentos foram selecionadas de acordo com as chances de obter medalhas. O governo separou 21 olímpicas e 15 paralímpicas. As modalidades olímpicas selecionadas são atletismo; basquetebol; águas abertas (novo nome da maratona aquática); boxe; canoagem; ciclismo BMX; futebol feminino; ginástica artística; handebol; hipismo (saltos); judô; lutas; natação; pentatlo moderno; tae-kwon-do; tênis; tiro esportivo; triatlo; vela; vôlei; e vôlei de praia. As paralímpicas são atletismo; bocha; canoagem; ciclismo; esgrima em cadeira de rodas; futebol de 5; futebol de 7; goalball; halterofilismo; hipismo; judô; natação; remo; tênis de mesa; e vôlei sentado.

O ministro disse que o Brasil Medalhas vai disponibilizar até R$ 20 mil por atleta para aquisição de equipamentos para treino. “Vamos construir o melhor centro paraolímpico do mundo”, disse Aldo. O plano destaca a criação de 22 centros de treinamento que irão unificar todas as modalidades em apenas um local de treinamento.

Em seu discurso, Rebelo elogiou os atletas que representaram o Brasil na Olimpíada e na Paralimpíada de Londres “Quero abraçar carinhosamente os atletas e a dedicação, a disciplina, a entrega e o espírito patriótico que vocês e dedicaram a representar o nosso país e o nosso povo”, disse o ministro.

Leia mais em:
http://www.valor.com.br/brasil/2829040/governo-anuncia-mais-r-1-bi-em-recursos-para-plano-brasil-medalhas#ixzz26RiyGEfS

Plano Brasil Medalhas 2016 recebe críticas


Por Renata Tôrres

Colocar o Brasil entre os 10 primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os 5 primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016. É esse o objetivo do Plano Brasil Medalhas 2016 lançado nesta quinta-feira (13) pela presidente Dilma Rousseff. Com o plano, o Ministério dos Esportes vai receber R$ 1 bilhão a mais nos próximos três anos para priorizar os investimentos nas modalidades com mais chances de ganhar medalhas.

Entre as 21 modalidades olímpicas que vão ter atenção especial estão atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo BMX, futebol feminino, handebol, hipismo, judô e natação. Quinze modalidades paralímpicas também vão receber mais destaque, entre elas, atletismo, bocha, canoagem, esgrima em cadeiras de rodas, futebol de 5 e halterofilismo. As outras modalidades vão continuar sendo apoiadas pelo Ministério do Esporte e vão seguir recebendo recursos pelas fontes tradicionais de financiamento federal.

Outra novidade do Plano Brasil Medalhas 2016 é o Programa Pódio, que inclui nova categoria no Bolsa Atleta, a Bolsa Pódio, e cria a Bolsa Técnico. Essa bolsas vão pagar até R$ 15 mil mensais para o atleta e até R$ 10 mil  por mês aos técnicos. Os beneficiados do Pódio vão ser atletas de modalidades individuais que estejam situados entre os 20 melhores do ranking mundial e com reais chances de medalhas, além de seus treinadores e a equipe multidisciplinar, formada por preparador físico, nutricionista e atleta-guia, entre outros.

Apesar de considerar o plano "louvável", o presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Atividade Física para o Desenvolvimento Humano, deputado João Arruda, do PMDB do Paraná, critica o seu conteúdo, porque, na opinião dele, não estimula a população em geral, principalmente as crianças, a praticar esportes:

"Esse projeto não tem um objetivo social. Ele não tem um objetivo de ampliar a prática esportiva no nosso País, estabelecer uma cultura saudável no nosso País. Ele apenas visa o resultado das Olimpíadas em 2016, o que não é uma condição única do esporte no nosso País. Nós precisamos de novas alternativas. Nós precisamos da criançada participando, nós precisamos potencializar o tamanho do nosso País e a participação esportiva, para que, por consequência desse projeto, tenhamos medalhas".

Já o líder do PT, deputado Jilmar Tatto, de São Paulo, rebate a crítica:

"Quando você investe no esporte, você acaba também [gerando benefícios] na sua plenitude, inclusive nas equipes de base, porque você está fortalecendo os clubes, você está fortalecendo toda a estrutura que envolve o atleta. Então é um conjunto de esforços. É evidente que sempre tem alguém que critica, mas, na verdade, o resultado é que vai dizer. Eu prefiro o seguinte: se precisar fazer ajuste, vamos fazer ajuste - e não criticar simplesmente, falar que isso não vai dar certo".

O Brasil Medalhas 2016 também vai destinar recursos para construção, reforma e operação de 22 centros de treinamento.

FontE: http://www2.camara.gov.br/radio/materias/ULTIMAS-NOTICIAS/426119-PLANO-BRASIL-MEDALHAS-2016-RECEBE-CRITICAS.html

Por mais medalhas olímpicas, governo dará R$ 1 bilhão


Recursos irão para bolsa aos atletas e para construção de centros de treinamento

Por Luiza Damé

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff lançou nesta quinta-feira o Plano Brasil Medalhas 2016, que terá investimento de R$ 1 bilhão para colocar o Brasil entre os dez primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, conforme antecipou O GLOBO. Esse dinheiro se junta a R$ 1,5 bilhão que já estavam previstos em programas oficiais para desenvolvimento do esporte de rendimento.
- Eu tenho certeza de que este ato e que esse R$ 1 bilhão fazem parte do início de um processo que vai mobilizar o Brasil no sentido de dar absoluto suporte aos seus atletas de alto rendimento. Nós iremos dar um salto e nos transformar numa potência esportiva, ou caminharmos em passos firmes para nos transforma - afirmou Dilma, diante de uma plateia formada por medalhistas olímpicos e paraolímpicos, além de técnicos e dirigentes do esporte brasileiro.
A verba irá para as modalidades com maior possibilidade de medalhas. Foram escolhidas 21 modalidades olímpicas e 15 paralímpicas. R$ 690 milhões serão para apoio ao atleta e R$ 310 para centros de treinamento. No apoio ao atleta, estão previstas a Bolsa Pódio (R$ 15 mil ao mês), Bolsa Técnico (até R$ 10 mil ao mês), equipe multidisciplinar (até R$ 5 mil por profissional ao mês), equipamento e material esportivo (até R$ 20 mil ao mês por atleta) e custeio de diárias e passagens para treinamento e competições no Brasil e no exterior. Terão direito os atletas que estiverem entre os 20 melhores do mundo. Serão construídos e reformados 22 centros de treinamentos, sendo um paraolímpico;
Viemos para pedir um pouco mais, mas não precisa, não. Já está tudo pronto - disse o medalhista paraolímpico Daniel Dias, da natação.
Com seis medalhas conquistadas em Londres, Daniel foi o atleta mais aplaudido e mais homenageado na cerimônia.
A líbero da seleção de vôlei, Fabiana Alvim, a Fabí, pediu a criação de aposentadoria especial para os atletas:
- Eu gostaria de fazer uma sugestão: a criação da aposentadoria por méritos. Foi um pedido de vários atletas. Seria um reconhecimento ao esforço dos atletas. Dedicamos a vida ao esporte, muitas vezes passamos mais tempo com outros atletas do que com as nossas famílias.
Além dos atletas, estavam na cerimônia os presidentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.
- O projeto é genial, sensacional. Muda a concepção brasileira do esporte. Muda o compromisso do governo com o esporte e com os atletas - disse Nuzman.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/por-mais-medalhas-olimpicas-governo-dara-1-bilhao-6083545#ixzz26Rc70jhi

1 bilhão de reais em medalhas olímpicas


Por José Antônio Lima

Na tarde desta quinta-feira 13, o nadador paraolímpico Daniel Dias saudou a presidenta Dilma Rousseff colocando em seu pescoço as seis medalhas de ouro que conquistou nos Jogos de Londres em 2012. Foi um ato simbólico durante a cerimônia de lançamento do programa Brasil Medalhas 2016. A partir de agora, mais do que nunca, a conquista de medalhas olímpicas é uma política de Estado no Brasil.
O plano anunciado nesta quinta prevê investimentos de 1 bilhão de reais entre 2013 e 2016. Serão gastos 310 milhões na reforma e na construção de 22 centros de treinamento, sendo 21 olímpicos e 1 paraolímpico, “talvez o melhor do mundo”, segundos as palavras do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Os outros 690 milhões de reais vão para os atletas e técnicos, por meio de programas como o Bolsa Pódio (até 15 mil reais) e o Bolsa Técnico (até 10 mil reais), além do pagamento de custos de diárias e passagens para competições no exterior e compra de equipamentos de ponta.

O investimento será completado pelas empresas estatais, como Petrobras, Eletrobras, BNDES, Correios, Banco do Brasil, Infraero, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste. Elas já investem no esporte mas irão, segundo o ministro Aldo Rebelo, ampliar os gastos. O foco dos investimentos olímpicos e paraolímpicos serão modalidades em que o Brasil já tem tradição, como judô, natação, atletismo, e outras com potencial para conquistar medalhas, como handebol e futebol de 5 e futebol de 7 (esses dois exclusivamente paraolímpicos).

O Brasil Medalhas 2016 deixa claro que o governo Dilma Rousseff entende como prioridade a classificação do Brasil no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro-2016. O plano tem, inclusive, metas claras: colocar a delegação brasileira entre as dez primeiras nas Olimpíadas e entre as cinco primeiras nas Paraolimpíadas. As duas são difíceis, mas possíveis.

A primeira boa notícia é que, com os novos investimentos, o Brasil deve se livrar da repetição da história fatídica do atleta que, por falta de apoio, não consegue treinar e obter resultados apesar de seu potencial. Assim, vai ficar mais fácil ver histórias como a da judoca Sarah Menezes, que faz faculdade, tem boa estrutura para treinar, patrocínios privados, recebe o Bolsa Atleta e foi campeã olímpica. A segunda boa notícia é que parte dos investimentos vai para estruturas permanentes, os centros de treinamento, que servirão de legado para o país e vão ajudar não apenas os atletas deste ciclo olímpico, mas todos os que virão a seguir.

Ocorre que o plano tem pontos que exigem atenção. O Brasil Medalhas 2016 não trata da perpetuação dos dirigentes nas federações esportivas. É verdade que este mal deve ser alvo do Congresso, mas como o governo federal e as estatais colocarão muito dinheiro em jogo, é preciso garantir a meritocracia e evitar que os dirigentes usem a verba para tornar federações, ou atletas, seus reféns, como ocorre hoje. A divulgação de detalhes dos projetos deve esclarecer se e quais cuidados o governo tomou para evitar isso.

Preocupa também o fato de o plano ter data para acabar, 2016. Como sede, o Brasil obviamente tem mais interesse em ter bons resultados no Rio de Janeiro do que nas próximas edições, mas se ganhar medalhas olímpicas é uma política de Estado, ela não pode durar apenas três anos.

Por fim, o projeto não aborda o principal drama do esporte brasileiro: a falta de incentivo para a prática de esporte nas escolas e bairros. O foco do Brasil Medalhas 2016 é no topo da pirâmide do esporte brasileiro, enquanto a base segue abandonada. O governo federal, os Estados e os municípios pouco investem no esporte escolar, um reflexo da forma como tratam a educação como um todo, e menos ainda na infraestrutura esportiva. É raríssimo ver quadras e campos públicos pelo país. Nesta quinta, Aldo Rebelo e Dilma Rousseff falaram sobre a realização de uma “Olimpíada” escolar de atletismo, para estimular as crianças brasileiras a praticar o esporte, um dos que mais rende medalhas em Jogos Olímpicos. É uma ideia interessante, mas insuficiente para um país com um imenso déficit na prática esportiva.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/1-bilhao-de-reais-em-medalhas-olimpicas/

Plano Brasil Medalhas prevê mais R$ 1 bilhão de investimentos no Esporte


Objetivo é colocar o Brasil em 10º lugar no ranking de medalhas

Por Maria Carolina Lopes, do R7 em Brasília

A presidente Dilma Rousseff e o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, lançaram nesta quinta-feira (13) o plano Brasil Medalhas. O programa irá investir R$ 1 bilhão para apoio aos atletas e construção de centros de treinamento.

Os recursos, previstos para serem aplicados a partir de 2013,  vão se somar ao R$ 1,5 bilhão já destinado para os esportes de alto rendimento. De R$ 1 bilhão, R$ 690 milhões serão destinados a medidas de apoio a atletas e R$ 310 milhões para construir e reformar centros de treinamento.

Para levar os recursos até os atletas, o plano vai oferecer uma bolsa pódio aos esportistas de alto rendimento, que vão receber R$ 15 mil por mês. Já os técnicos e equipes de financiamento serão financiados com R$ 10 mil por mês, cada.  

Os investimentos prioritários vão para 21 modalidades olímpicas e 15 paraolímpicas, que o governo considera ter mais chances de medalhas.  Cada atleta também receberá também R$ 20 mil mensais para financiar materiais esportivos.  De acordo com o ministro Aldo Rebelo, cerca de 200 atletas serão beneficiados.

-Os beneficiários serão selecionados a partir de critérios de necessidade, além de mérito.

Você acha que a diretoria do Palmeiras acertou em demitir Felipão?

Outros R$ 310 milhões serão investidos para construir e reformar locais para treinamento. Serão  construídos 22 centros olímpicos e um paraolímpico.

O objetivo do governo é colocar o Brasil entre os dez primeiros colocados no quadro de medalhas nos Jogos Olímpicos de 2016 e entre os cinco primeiros nos Jogos Paraolímpicos. Com 17 medalhas no total nos Jogos de Londres, o Brasil ficou em 22º lugar no ranking de medalhas, atrás de países como Irã e Cazaquistão.

Olimpíadas escolares

No ato de assinatura do plano, a presidente Dilma Rousseff levantou a ideia de se fazer jogos esportivos escolares, semelhantes às olímpiadas de matemática. 

-Nós estamos organizando, da mesma forma que as olímpiadas da matemática, também a nossa olímpiada de atletismo para jovens, para que as escolas e todos os segmentos possam participar. 

Na cerimônia, o nadador paraolímpico Daniel Dias, que tem seis medalhas de ouro, agradeceu pelos investimentos também aos atletas paraolímpicos. Já a a líbero da seleção de vôlei feminina duas vezes campeã olímpica, Fabi, aproveitou o discurso para sugerir ao governo a instituição de uma aposentadoria por mérito para atletas medalhistas.

Fonte: http://esportes.r7.com/esportes-olimpicos/noticias/plano-brasil-medalhas-preve-mais-r-1-bilhao-de-investimentos-no-esporte-20120913.html

Brasil terá R$2,5 bi em busca dos 10 primeiros lugares na Rio-2016


Por Hugo Bachega

BRASÍLIA, 13 Set (Reuters) - O governo anunciou nesta quinta-feira que o Brasil contará com um investimento de 2,5 bilhões de reais destinado à preparação de atletas nos próximos quatro anos, com o objetivo de colocar o país entre os dez primeiros nos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro.

O programa Brasil Medalhas 2016 destinará 1 bilhão de reais à preparação dos atletas brasileiros, além do 1,5 bilhão de reais para o esporte de alto rendimento já previsto pelo Ministério do Esporte para o ciclo olímpico 2013 a 2016.

O plano contempla investimento em modalidades nas quais o Brasil já conquistou medalhas, como boxe, natação e vôlei, e em outras áreas em que o país ainda não alcançou o pódio, como ciclismo, polo aquático e tênis de mesa, além de recursos para infraestrutura esportiva.

"Como sede dos Jogos é muito justo que as nossas ambições sejam ainda maiores em termos de vitórias e em termos de medalhas", disse a presidente Dilma Rousseff no lançamento do programa no Palácio do Planalto, diante de uma plateia de dezenas de medalhistas olímpicos e paralímpicos nos Jogos de Londres.

O Brasil conquistou um recorde de medalhas em Londres, 17 no total, superando a meta do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) de 15 conquistas, mas abaixo da expectativa do próprio governo, de 20 pódios.

A meta de estar entre os 10 primeiros em 2016 leva em conta a soma de ouro, prata e bronze. O quadro oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI), no entanto, considera o total de ouros para a classificação.

O Brasil, em ambos os casos, ocupou a 22a colocação em Londres, com 3 ouros, 5 pratas e 9 bronzes. Estados Unidos e China também lideraram os dois quadros. Mas, na contagem de medalhas, a Rússia superou a Grã-Bretanha, que oficialmente encerrou os Jogos na terceira colocação, uma posição acima dos russos.

"O nosso objetivo é sem dúvida, obter sim vitórias, é sim chegar ao maior número possível de medalhas", disse Dilma.

Em Londres, a Austrália ficou em 10o lugar na contagem oficial, com 35 medalhas, sendo 7 de ouro, 16 de prata e 12 de bronze. A Hungria, no entanto, ficou na 9a colocação, com muito menos medalhas, 17 no total, o mesmo do Brasil, mas obteve 8 medalhas de ouro, 4 de prata e 5 de bronze.

BOLSA PÓDIO

Dois terços do valor adicional de 1 bilhão de reais virão do Orçamento Geral da União e o restante de investimentos de empresas estatais. Dentro deste montante, 690 milhões de reais serão destinados a atletas e 310 milhões de reais a construção e reforma de 22 centros de treinamento.

O programa estabelece o Bolsa Pódio, com até 15 mil reais por mês por atleta, e o Bolsa Técnico, com até 10 mil reais por mês, além de outras faixas de apoio.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que 200 atletas serão beneficiados, por critérios de mérito e classificação.

"Todos terão direito a essa bolsa a partir dos critérios de necessidade", disse Aldo a jornalistas após a cerimônia de lançamento.

O ministro disse ainda que o governo irá realizar competições de atletismo entre jovens nos moldes da Olimpíada da Matemática para identificar talentos.

Segundo a presidente, depois de ter visitado o centro de treinamento da delegação brasileira em Londres, teve noção de que é "claramente fundamental" a oferta de equipamentos e infraestrutura de ponta para os atletas.

"Estamos apostando que um conjunto integrado de medidas é necessária para preparação de atletas de alta performance", disse ela.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) elogiou o plano do governo, classificando-o como "um grande passo para o desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro".

"A razão deste plano são os atletas. Estamos construindo um novo país esportivo para os atletas. Este projeto é brilhante, sensacional. É um exemplo para o mundo do compromisso do governo brasileiro com os atletas e com o esporte", disse o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

A preparação brasileira para Londres foi a maior e mais cara para uma Olimpíada, com mais de 1 bilhão de reais entre recursos do orçamento do Ministério do Esporte e da Lei Agnelo/Piva, além do patrocínio de empresas estatais diretamente às modalidades.

Apesar disso, o Brasil não conseguiu igualar na capital britânica o recorde de 5 medalhas de ouro, obtido em Atenas-2004, e ainda disputou menos finais do que na China, há quatro anos, 35 contra 41.

(Com reportagem adicional de Jeferson Ribeiro)

Fonte: http://br.reuters.com/article/newsOne/idBRSPE88C06O20120913?sp=true

Atletas elogiam Plano Medalhas e aumentam otimismo para Rio 2016


DIOGO ALCÂNTARA

Prestes a ouvir da presidente Dilma Rousseff o anúncio de investimentos para melhorar o desempenho do Brasil nos Jogos Olímpicos, visando Rio 2016, atletas brasileiros medalhistas estão otimistas com o chamado Plano Brasil Medalhas, que deve injetar cerca de R$ 1 bilhão na formação e aprimoramento de esportistas e comissão técnica. Em Londres, o Brasil ficou em 22º lugar no quadro de medalhas da Olimpíada e em sétimo na Paralimpíada.
"É ótimo, dá uma tranquilidade enorme para o atleta", avaliou a judoca Mayra Aguiar, medalhista de bronze na última Olimpíada. Ela diz que é importante bolsas para manutenção dos esportistas. Segundo a judoca, um quimono profissional não sai por menos de R$ 600, por exemplo. Mayra acredita no potencial dos atletas brasileiros que disputarão em casa os próximos Jogos. "O brasileiro é muito torcedor. Eu adoro lutar em casa. Isso me anima bastante", disse.
Técnico da Seleção medalha de ouro no vôlei feminino, José Roberto Guimarães acredita que novos investimentos não terão impactos apenas no quadro de medalhas do Rio 2016, mas devem formar um legado. "É muito mais importante o que vai ser deixado de incentivo", afirmou.
Zé Roberto revelou que recebeu telefonema da presidente Dilma Rousseff pouco depois da conquista do bicampeonato olímpico. Dilma em mais de uma oportunidade usou o exemplo das jogadoras de vôlei para falar sobre persistência. Em uma partida dramática, as brasileiras bateram as russas nas quartas de final por 3 sets a 2. "Foi um exemplo importante para as mulheres do Brasil de superação e de garra", disse, em tom orgulhoso.
Recordista do Brasil em medalhas paralímpicas, o nadador Daniel Dias elogia incentivos financeiros. Ele acredita que os investimentos melhorarão a performance da delegação brasileira no quadro de medalhas daqui a quatro anos. "Conseguimos ficar em sétimo e acho que conseguiremos chegar em quinto, sim", disse, sobre o que projeta o Brasil para 2016. Dias já subiu 15 vezes ao pódio em Paralimpíadas e conseguiu dez ouros, sendo seis em Londres.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI6152709-EI14532,00-Atletas+elogiam+Plano+Medalhas+e+aumentam+otimismo+para+Rio.html

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Presidenta Dilma Rousseff e ministro Aldo Rebelo lançam plano Brasil Medalhas 2016


O esporte olímpico e paraolímpico brasileiro ganha uma série de medidas para o desenvolvimento de modalidades visando aos Jogos Rio 2016. O plano Brasil Medalhas 2016, lançado nesta quinta-feira (13.09) pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, tem como objetivo colocar o Brasil entre os 10 primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

“Esse plano vai aprimorar o que consideramos essencial – o apoio diretamente ao atleta – por meio do Bolsa-Pódio e do Bolsa-Técnico, entre outras coisas. Também, dando suporte de infraestrutura, tecnologia, através de centros de treinamento”, disse a presidenta Dilma Rousseff. “É fundamental que nosso País tenha centros de treinamento de alta qualidade. Vamos ofertar 22 centros de treinamento para que os atletas tenham suporte para treinar e levar à frente essa ambição que cada atleta tem dentro de si. É também a ambição de 194 milhões de brasileiros, expressas em vocês [atletas]”, acrescentou a presidenta, dirigindo-se aos atletas presentes na cerimônia de anúncio, no Palácio do Planalto.

Será aportado R$ 1 bilhão a mais de investimentos públicos federais no próximo ciclo olímpico, entre 2013 e 2016. Desse R$ 1 bilhão, dois terços virão do Orçamento Geral da União (OGU) e um terço de investimentos de empresas estatais. Esses recursos são novos, ou seja, adicionais em relação ao orçamento usual do Ministério do Esporte para o alto rendimento e a fontes de financiamento como a Lei Agnelo/Piva e a Lei de Incentivo ao Esporte.

“As Olimpíadas de 2016 abrem os horizontes e nos desafiam a valorizar e procurar fazer um esforço para que possamos alcançar mais medalhas. O Plano Brasil Medalhas representa um recurso extraordinário de R$ 1 bilhão para os próximos 4 anos, já presentes e figurados no orçamento de 2013 até 2016, além de R$ 1,5 bilhão que já estavam regularmente destinados ao esporte de alto rendimento. “, afirmou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

O Ministério do Esporte priorizará os investimentos nas modalidades com mais chances de obter medalhas. Foram escolhidas 21 olímpicas e 15 paraolímpicas. A estratégia é obter, paralelamente, crescimento intensivo e extensivo no desempenho esportivo. Isso significa conquistar mais medalhas nas modalidades que já as obtiveram e chegar ao pódio nas que ainda não conseguiram.

As modalidades olímpicas selecionadas são: águas abertas (novo nome para maratona aquática), atletismo, basquetebol, boxe, canoagem, ciclismo BMX, futebol feminino, ginástica artística, handebol, hipismo (saltos), judô, lutas, natação, pentatlo moderno, taekwondo, tênis, tiro esportivo, triatlo, vela, vôlei e vôlei de praia. As paraolímpicas são: atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeiras de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, tênis de mesa e voleibol sentado.

As demais modalidades continuarão sendo apoiadas pelo Ministério do Esporte e seguirão recebendo recursos pelas fontes tradicionais de financiamento federal.

Apoio ao atleta
O Brasil Medalhas 2016 regulamenta instrumentos previstos na Lei 12.395, sancionada em março de 2011, que lançou as bases para elevar o nível do esporte de alto rendimento. A vertente “apoio ao atleta” institui o Programa Pódio, que inclui nova categoria no Bolsa-Atleta – a Bolsa-Pódio – e cria a Bolsa-Técnico, que pagarão, respectivamente, até R$ 15 mil e até R$ 10 mil mensais. Os beneficiados do Pódio serão atletas de modalidades individuais que, entre outros critérios, estejam situados entre os 20 melhores do ranking mundial e com reais chances de medalhas, além de seus treinadores e equipe multidisciplinar (preparador físico, nutricionista, atleta-guia etc.).

O Brasil Medalhas também contempla recursos para aquisição de equipamento esportivo (até R$ 20 mil por atleta) e apoio a treinamento e competições de atletas no Brasil e no exterior, por meio do pagamento de custos com diárias e passagens.

As demais categorias do Bolsa-Atleta (Estudantil, de Base, Nacional, Internacional e Olímpica/Paraolímpica) serão mantidas com os critérios atuais e dentro do orçamento regular do Ministério do Esporte.

Centros de treinamento
Outra vertente do plano Brasil Medalhas 2016 é a destinação de recursos para construção, reforma e operação de 22 centros de treinamento, selecionados em conjunto com os comitês Olímpico e Paralímpico, as confederações nacionais, clubes, estados e municípios. Desses, 21 são centros de modalidades olímpicas e um paraolímpico, seguindo a recomendação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que vai unificar todas as modalidades em um só local de treinamento. O apoio também prevê a aquisição de equipamentos esportivos.

Apoio de estatais
Ao todo, oito empresas estatais apoiarão modalidades esportivas em formato diferente do patrocínio que a maioria delas já dá a vários esportes. O novo apoio será focado na preparação de atletas e seleções para os Jogos Rio 2016. São elas:

Banco do Brasil: vela, vôlei de praia, vôlei e pentatlo moderno
Banco do Brasil e Correios: handebol
Banco do Nordeste (BNB): triatlo
BNDES: canoagem e hipismo
Caixa: atletismo, ciclismo BMX, futebol feminino, ginástica, lutas, modalidades paraolímpicas e tiro esportivo
Correios: natação, águas abertas (maratona aquática) e tênis
Eletrobras: basquetebol
Infraero e Petrobras: judô
Petrobras: boxe e taekwondo

Gestão integrada
A gestão dos recursos será realizada de forma integrada por Ministério do Esporte, comitês Olímpico e Paralímpico, confederações e estatais. Faz parte dos objetivos dessa integração o apoio ao aprimoramento da gestão das confederações esportivas.

Ministério do Esporte, comitês, confederações e entes públicos elaborarão, em conjunto, um Plano Esportivo e de Investimento, que deverá ser aprovado até dezembro de 2012. A formalização dos convênios com confederações e entes públicos, além da lista de atletas inscritos no Programa Pódio, deverá ser finalizada em janeiro de 2013.

Comitê gestor
Além do lançamento do plano Brasil Medalhas 2016, a solenidade no Palácio do Planalto teve a assinatura, pela presidenta Dilma Rousseff, de decreto criando o Comitê Gestor dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro.

A estrutura, que funcionará de forma semelhante ao Comitê Gestor da Copa (CGCOPA), reunirá os ministérios envolvidos na organização dos Jogos, sob coordenação do Ministério do Esporte.

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9370

Após anunciar dinheiro para atletas, ministro fala em 'limitar' mandato de dirigentes


Por Filipe Coutinho e Flávia Foreque

Após anunciar investimentos de R$ 1 bilhão nos atletas do Rio-2016, o ministro Aldo Rebelo (Esporte) sugeriu nesta quinta-feira em "limitar" os mandatos das entidades esportivas, muitas delas controladas há mais de dez anos pelo mesmo grupo político.

Um dos objetivos do governo, dentro do "Plano Brasil Medalhas", é "apoio ao aprimoramento" da gestão das confederações. Para o ministro Aldo Rebelo, as entidades devem se "democratizar e modernizar".

"Isso significa, por exemplo, limite de tempo e números de mandatos", disse Aldo.

O ministro, contudo, não deu detalhes de quais entidades precisam se democratizar. Carlos Arthur Nuzman, por exemplo, está há 17 anos no comando do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

"Não sei se o governo precisa fazer alguma coisa. Vamos fazer, de preferência e se possível, com o apoio das entidades. Vamos mostrar que isso traz melhorias", disse.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1153138-apos-anunciar-dinheiro-para-atletas-ministro-fala-em-limitar-mandato-de-dirigentes.shtml

Dilma quer criar Olimpíada para cada esporte no Brasil


Presidente da República quer evento nos moldes da Olimpíada da Matemática para crianças e jovens. Primeira versão deve ser do atletismo

Em seu discurso durante o lançamento do plano Brasil Medalhas 2016, nesta quinta-feira, em Brasília (DF), a presidente Dilma Rousseff revelou o desejo de criar no Brasil diversas Olimpíadas voltadas para cada modalidade. Sua intenção é nacionalizar os Jogos de 2016, levando o evento para outros estados, além de levar a prática esportiva para crianças e jovens.
- Temos de afirmar a importância do esporte na formação da identidade deste país. Temos grande capacidade esportiva, mas não temos ainda massificado os esportes individuais. Então, estamos procurando fazer algo similar à Olimpíada da Matemática, que teve mais de 18 milhões de alunos participando. Então, por que não podemos ter a Olimpíada do Atletismo? Com crianças e jovens correndo, saltando - disse Dilma, lembrando que daí podem surgir nomes não só para os Jogos de 2016 como também para as edições seguintes.
Segundo a presidente, o projeto será tocado pelo Ministério do Esporte, em parceria com o Ministério da Cultura e da Educação, além de participação das Forças Armadas e das empresas públicas. A ideia
Dilma também afirmou que o governo irá trabalhar para melhorar a prática esportiva nas escolas bem como os equipamentos esportivos espalhados pelo país. Ela ficou sensibilizada com a história contada pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, de que o ex-boxeador Acelino Popó Freitas chegou a dormir em rodoviária no início da carreira.
- Queremos riscar esse tipo de coisa da nossa história. Vamos trabalhar para que nossos atletas tenham equipamentos adequados para treinar em suas cidades - finalizou a presidente.


Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/rio2016/Dilma-criar-Olimpiadas-esporte-Brasil_0_773322874.html#ixzz26ODbRByA 

Governo abre o cofre para buscar liderança no quadro de medalhas em 2016


Dilma Rousseff lança Plano Brasil Medalhas e destaca que é necessário fazer investimento maciço no esporte individual

A injeção de R$ 1 bilhão a mais na preparação dos atletas olímpicos e paralímpicos por parte do Governo Federal, de acordo com projeto lançado nesta quinta-feira em Brasília, tem como maior objetivo fazer o Brasil saltar no quadro de medalhas dos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Em cerimônia que contou com a participação de atletas brasileiros que estiveram nos Jogos de Londres 2012 , a presidenta Dilma Rousseff anunciou que um total de R$ 2,5 bilhões serão investidos no próximo ciclo olímpico, destacando e entrada de uma nova verba de R$ 1 bilhão, voltada em sua maior parte diretamente aos atletas.

“Como seremos sede dos próximos Jogos, é justo que nossas ambições sejam maiores em relação ao número de medalhas conquistadas. Mas querer e ambicionar, embora sejam essenciais, não garante as conquistas. E para isso, é óbvio que este esforço individual de todos vocês tenham um suporte do governo”, disse Dilma, durante seu discurso.

O Governo aproveitou a cerimônia de homanegem aos atletas medalhistas em Londres 2012 para divulgar seu plano de metas para as Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio, daqui a quatro anos. E os objetivos são ambiciosos: ficar entre os dez primeiros nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Paralímpicos.

"O plano irá aprimorar o que consideramos ideal, que é o apoio ao atleta, e isso ocorrerá através do Bolsa Pódio e do Bolsa Treinador, entre outras coisas. Mas também daremos suporte de infraestrutura de treinamento. Queremos obter vitórias, queremos o maior número de medalhas possível", afirmou a presidenta Dilma.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, detalhou o Plano Brasil Medalha 2016, que injetará mais R$ 1 bilhão no próximo ciclo olímpico brasileiro, que será somado aos recursos já existentes (R$ 1,5 bilhão), totalizarão R$ 2,5 bilhões. "Destes valores, R$ 690 milhões serão distinados diretamente aos atletas, enquanto R$ 310 milhões estarão destinados a construção, reforma e aparelhamento de Centros de Treinamento espalhados por todo o Brasil", explicou.

Bolsa Pódio e Bolsa Técnico

Uma das principais novidades no plano apresentado pelo Governo Federal foi a criação do Bolsa Pódio, que irá pagar até 15 mil reais mensais a atletas individuais ou de equipes que estão entre os 20 melhores do mundo em suas modalidades e com chances reais de medalhas, além do salário já pago atualmente por meio do Bolsa Atleta. "Temos atletas que não figuram no ranking internacional porque muitas vezes não tem dinheiro para competir", comentou Rebelo.

Haverá ainda dois outros tipos de incentivo para ajudar na preparação dos atletas: o Bolsa Técnico, que dará até 10 mil reais mensais para os treinadores de atletas e equipe que estão entre as melhores do mundo, e o Bolsa Equipe Multidisciplinar, com até 5 mil reais para profissionais de apoio aos atletas e equipes, como fisioterapeuta, nutricionista e psicólogos.

Fonte: http://esporte.ig.com.br/maisesportes/2012-09-13/governo-abre-o-cofre-para-buscar-lideranca-no-quadro-de-medalhas-em-2016.html

Por top 10 em 2016, Dilma anuncia mais R$ 1 bilhão para investimento


Com o objetivo de colocar o Brasil entre os dez primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, a presidente Dilma Rousseff lançou, junto ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o plano Brasil Medalhas 2016.

O programa disponibilizará mais R$ 1 bilhão de investimentos públicos federais no próximo ciclo olímpico, entre 2013 e 2016. Desse valor, dois terços virão do Orçamento Geral da União (OGU) e um terço de investimentos de empresas estatais. Esses recursos são adicionais em relação ao orçamento usual do Ministério do Esporte para o alto rendimento e a fontes de financiamento como a Lei Agnelo/Piva e a Lei de Incentivo ao Esporte.

O investimento será direcionado para aquelas modalidades que podem render mais medalhas ao Brasil. Foram escolhidas 21 olímpicas - (águas abertas (novo nome para maratona aquática), atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo BMX, futebol feminino, ginástica artística, handebol, hipismo (saltos), judô, lutas, natação, pentatlo moderno, taekwondo, tênis, tiro esportivo, triatlo, vela, vôlei e vôlei de praia) - e outras 15 paralímpicas (atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeiras de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, tênis de mesa e voleibol sentado).

As demais modalidades continuarão sendo apoiadas pelo Ministério do Esporte e seguirão recebendo recursos pelas fontes tradicionais de financiamento federal.

O Brasil Medalhas 2016 também contempla recursos para aquisição de equipamento esportivo (até R$ 20 mil por atleta) e apoio a treinamento e competições de atletas no Brasil e no exterior, por meio do pagamento de custos com diárias e passagens.

Outra vertente do plano é a destinação de recursos para construção, reforma e operação de 22 centros de treinamento, selecionados em conjunto com os comitês Olímpico e Paralímpico, as confederações nacionais, clubes, estados e municípios. Desses, 21 são centros de modalidades olímpicas e um paraolímpico, seguindo a recomendação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que unificará todas as modalidades em um só local de treinamento. O apoio também prevê a aquisição de equipamentos esportivos.

Fonte: http://ht.ly/dHlvi

Governo Federal lança Plano Brasil Medalhas 2016


O plano Brasil Medalhas 2016, que foi lançado nesta quinta-feira (13) pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, tem como objetivo colocar o Brasil entre os 10 primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Serão investidos R$ 970 milhões a mais no próximo ciclo olímpico, entre 2013 e 2016. Dos R$ 970 milhões, dois terços virão do Orçamento Geral da União (OGU) e um terço de investimentos de empresas estatais. Esses recursos são novos, ou seja, adicionais em relação ao orçamento já aplicado pelo Ministério do Esporte.

O Ministério do Esporte priorizará modalidades com mais chances de obter medalhas. Foram escolhidas 21 categorias olímpicas e 15 paraolímpicas. As modalidades olímpicas selecionadas foram: águas abertas (novo nome para maratona aquática), atletismo, basquetebol, boxe, canoagem, ciclismo BMX, futebol feminino, ginástica artística, handebol, hipismo (saltos), judô, lutas, natação, pentatlo moderno, taekwondo, tênis, tiro esportivo, triatlo, vela, vôlei e vôlei de praia.

As paraolímpicas são: atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeiras de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, tênis de mesa e voleibol sentado.

As demais modalidades continuarão sendo apoiadas pelo Ministério do Esporte e seguirão recebendo recursos pelas fontes tradicionais de financiamento federal.

Apoio ao atleta

Os beneficiados do Pódio serão atletas de modalidades individuais que, entre outros critérios, estejam situados entre os 20 melhores do ranking mundial e com reais chances de medalhas, além de seus treinadores e equipe multidisciplinar (preparador físico, nutricionista, atleta-guia).

O Brasil Medalhas também contempla recursos para aquisição de equipamento esportivo (até R$ 20 mil por atleta) e apoio a treinamento e competições de atletas no Brasil e no exterior, por meio do pagamento de custos com diárias e passagens.

Centros de treinamento

Outra vertente do plano Brasil Medalhas 2016 é a destinação de recursos para construção, reforma e operação de 22 centros de treinamento, selecionados em conjunto com os comitês Olímpico e Paralímpico, as confederações nacionais, clubes, estados e municípios. Desses, 21 são centros de modalidades olímpicas e um paralímpico, seguindo a recomendação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que vai unificar todas as modalidades em um só local de treinamento. O apoio também prevê a aquisição de equipamentos esportivos.

Fonte: http://romario.org/noticias/item/408-governo-federal-lan%C3%A7a-plano-brasil-medalhas-2016