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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Autoridade Olímpica admite pendência sobre energia no Rio


Por Flávia Villela

Apesar de prometer que não faltará energia elétrica durante os Jogos Olímpicos de 2016, o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, admitiu que ainda há indefinições sobre o fornecimento de energia elétrica na Barra da Tijuca, zona oeste, que concentra a maioria das instalações do evento, como o Parque Olímpico.
'As preocupações estão centradas na questão do fornecimento de energia para o Parque Olímpico da Barra. A Light [concessionária de energia elétrica] está estudando a matéria, pois não há necessidade de apenas uma linha, é preciso também uma alternativa, uma redundância, para uma eventual falha com a segunda linha disponível', explicou o ministro. Ele ressaltou que ainda falta decidir se os custos do fornecimento para suprir eventuais emergências virão da iniciativa privada ou pelo governo.
Fortes participou hoje (28) do workshop sobre Planejamento do Setor de Energia para os Jogos Olímpicos de 2016, com palestras sobre a experiência de Londres na preparação das Olimpíadas. 'Energia não falta, temos termoelétricas, energia elétrica e nuclear. Estamos decidindo agora é como fazer chegar essa linha de força até os locais de competição. É preciso criar mais uma linha e também uma subestação'.
Outro ponto a ser definido, segundo o presidente da APO, é a quantidade de energia que será necessária para os jogos e o que deverá atender às instalações permanentes. A três anos das Olimpíadas, Fortes disse que ainda há tempo de definir os responsáveis pelos custos, planejar e implementar as obras de infraestrutura que possibilitarão o fornecimento de energia. Ele garantiu que tudo está dentro do prazo.
'Está tudo no momento certo. Já foi solicitado à Light um projeto para as Olimpíadas, uma decisão recente, e na quinta-feira [dia 31] vou me reunir em Brasília com o secretário nacional de Energia Elétrica para definir justamente sobre esses aspectos: como levar energia elétrica, o que será necessário de kVA [medida de potência elétrica], de redundância e subestações'.
A Autoridade Pública Olímpica é um consórcio público interfederativo formado pelo governo federal, do estado e prefeitura do Rio de Janeiro. Sua função é coordenar as ações governamentais para o planejamento e entrega das obras e dos serviços necessários à realização dos Jogos.
O ministro explicou que existe um grupo de trabalho dedicado exclusivamente ao tema, envolvendo as empresas do setor, como a distribuidora Light; o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável pelo sistema integrado; e Furnas, responsável pela transmissão da energia.
Além da Barra da Tijuca, as competições também vão ocorrer no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, zona norte; em Deodoro, zona norte; Engenho de Dentro, zona norte, e partes da zona sul.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/jogos-olimpicos/2016/autoridade-olimpica-admite-pendencia-sobre-energia-no-rio,814c494267f7c310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

TCU lança suspeita sobre dirigente da Autoridade Olímpica


Levada ao órgão por Márcio Fortes, a superintendente da APO assinou, segundo o tribunal de contas, um contrato superfaturado em quase R$ 3 milhões no Ministério das Cidades. A dirigente é incumbida de coordenar as licitações das obras dos Jogos de 2016

Por LEOPOLDO MATEUS

O ex-ministro das Cidades Márcio Fortes tem uma grande responsabilidade nas mãos. No ano passado, foi incumbido pela presidente Dilma Rousseff de comandar a Autoridade Pública Olímpica (APO), consórcio criado para coordenar a participação da União, do Governo e da Prefeitura do Rio na preparação da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Diante de missão de tamanha importância, Fortes fez o que manda a tradição do poder público brasileiro: levou ex-colegas de ministério para a nova entidade. Não apenas dois ou três, mas 15 ex-companheiros de Fortes nas Cidades receberam cargos na APO. Os colegas ajudam o ex-ministro a gerenciar o dinheiro do maior evento esportivo do planeta, que não é pouco. A Olimpíada de 2016 tem orçamento estimado em R$ 28,8 bilhões, comparável ao que o Ministério da Educação teve para gastar em 2012 – R$ 33 bilhões.
À frente do projeto, destacam-se dois assessores: Magda de Oliveira Myron e Elcione Diniz Macedo, ambos com uma ligação próxima e antiga com Fortes. Magda, superintendente de Gestão Corporativa da APO, foi subsecretária de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério das Cidades. Na CBTU, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos, ela também era subordinada a Fortes como presidente do Conselho Fiscal. Seu currículo exibe uma boa dose de experiência, mas o Tribunal de Contas da União colocou em dúvida a autoridade de Magda para supervisionar os orçamentos e coordenar as suntuosas licitações da Autoridade. Segundo relatório do TCU, um contrato assinado com a empresa Dialog Serviços de Comunicação e Eventos, em 2007, quando Fortes, Magda e Macedo ocupavam seus postos no ministério, foi superfaturado. Magda Myron foi a responsável pela assinatura do contrato, em que foi diagnosticada aceitação de proposta “com preços acima dos valores praticados pelo mercado”.
O relatório do órgão, obtido por ÉPOCA e assinado pelo ministro-substituto Marcos Bemquerer Costa, considera Magda “responsável solidária” pelo superfaturamento, ao lado de outros dois ex-funcionários da pasta. Os quase R$ 2,8 milhões eram referentes à prestação de serviços em 14 eventos organizados pelo ministério. O principal deles, responsável pelos gastos de quase metade do valor total, R$ 1,275 milhão, foi a 3ª Conferência Nacional das Cidades, realizada em 2007. O evento foi organizado pelo Conselho das Cidades, presidido, curiosamente, por Elcione Diniz Macedo, o atual diretor-executivo da APO, segundo cargo mais importante do consórcio.
Em conversa com ÉPOCA, Magda Myron disse ter sido considerada “responsável solidária” pelo TCU por ter assinado o contrato com a Dialog, uma incumbência de sua função na época. Ela afirma que só colocou seu nome no contrato por ter tido respaldo jurídico para firmá-lo. Após esse primeiro relatório feito pelo Tribunal, a fase atual é a de apresentação de justificativas. Magda prometeu entregar sua defesa nesta semana. Após avaliar as justificativas dela e dos demais citados, o TCU fará seu relatório definitivo sobre o caso. Em junho de 2010, a Controladoria Geral da União já havia detectado 11 indícios de irregularidades em um dos principais contratos da empresa Dialog Serviços de Comunicação com o Governo Federal. Os auditores constataram, na época, que a empresa recebera por serviços não executados. A investigação fora instaurada a partir de suspeitas de irregularidades encontradas em um contrato da empresa justamente com o Ministério das Cidades. Utilizando uma brecha da Lei de Licitações, esse acordo com a pasta foi estendido, sem licitação, para vários outros ministérios. A Dialog recebeu mais de R$ 70 milhões em contratos com o Governo Federal entre 2006 e 2010.
O dono da empresa não é um desconhecido. Longe disso. Foi um dos principais personagens da campanha presidencial de 2010. Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, atuou no início daquele ano como um dos coordenadores da pré-campanha da presidente Dilma Rousseff. Ele também administrava a Gráfica e Editora Brasil, registrada em nome de seu pai e de seu irmão. As duas juntas assinaram, durante o segundo mandato de Lula, contratos com a União que somaram mais de R$ 200 milhões.
Os papéis de Magda e Macedo são centrais na Autoridade Olímpica. A superintendente tem, entre as suas atribuições, a “supervisão orçamentária e financeira” do órgão, além da “coordenação” e “execução” de “processos licitatórios". Macedo, diretor-executivo, ainda lhe entregou a missão de ordenadora de despesas do órgão. Como número dois, Macedo ocupa a presidência nos períodos em que o chefe Fortes está fora do país. Nos tempos de ninistério, ele também estava presente no Conselho da CBTU, como conselheiro. Não há dúvida de que os mais altos diretores da Autoridade Olímpica foram escolhidos a dedo pelo ex-ministro Márcio Fortes. Espera-se que demonstrem competência e correção com os recursos públicos compatíveis com a confiança depositada.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Brasil/noticia/2012/12/tcu-lanca-suspeita-sobre-dirigente-da-autoridade-olimpica.html

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Dilma ativa Conselho dos Jogos de 2016 e rascunha política antidoping


Presidente comanda primeira reunião da comissão que discute organização e planejamento das Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio

A presidente Dilma Rousseff comandou nesta quarta-feira a primeira reunião do Conselho dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, órgão consultivo formado por representantes do governo e da iniciativa privada. O encontro, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, reuniu autoridades envolvidas na organização das Olimpíadas e Paralimpíadas que serão disputadas no Brasil. A política antidoping dos eventos esportivos foi um dos assuntos discutidos.
Além de Dilma, o encontro foi acompanhado pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman; o diretor-geral do comitê Rio 2016, Leonardo Gryner; o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes; o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
- A reunião foi importante para instalar o conselho, sob a coordenação da presidente Dilma, e demonstrar a integração entre todos os entes envolvidos com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. A comissão aprecia decisões relacionadas com as três esferas de governo e principalmente com o governo federal que precisem ser adotadas para a realização dos Jogos - explicou o ministro Aldo Rebelo.
Após o intensificação do controle antidoping nos Jogos de Londres, o governo brasileiro apoiará a reforma do Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec), pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O Ladetec é o único laboratório do país credenciado pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), e deve ser ampliado e modernizado para atender à demanda durante as competições. As instalações da UFRJ também serão responsáveis pelos exames antidoping dos jogadores que disputarão a Copa do Mundo de 2014.
Para que o sistema antidoping dos Jogos seja eficaz, o conselho vai estruturar a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Por meio de uma medida provisória enviada ao Congresso Nacional, o governo vai definir as funções e nomear os servidores do órgão, criado em dezembro de 2011. A ABCD foi um dos compromissos firmados pelo plano de candidatura do Rio para sediar os Jogos de 2016, e também atende a uma exigência da Wada. Os países que recebem os eventos esportivos precisam ter um órgão específico para o controle de dopagem.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/09/dilma-ativa-conselho-dos-jogos-de-2016-e-rascunha-politica-antidoping.html

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Autoridade Olímpica evitará erros do Pan, diz secretário de Esporte


Segundo Ricardo Leyser, órgão vai gerenciar o orçamento da Olimpíada de 2016

A criação da Autoridade Pública Olímpica (APO) para gerenciar o orçamento das Olimpíadas de 2016 é a principal medida adotada pelo governo a fim de evitar que os erros dos Jogos Pan-Americanos de 2007 se repitam, segundo opinião do secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser Gonçalves. Ele participou, nesta quarta-feira (22), de audiência pública da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara sobre o início do ciclo olímpico brasileiro.

A comparação com o Pan foi levantada pelo deputado Romário (PSB-RJ), preocupado com a má utilização do dinheiro público. Segundo o parlamentar, o orçamento inicial do evento continental era de R$ 400 milhões e foram gastos quase R$ 4 bilhões.

Leyser ponderou que o Pan deixou o legado da segurança, com R$ 600 milhões aplicados no Rio de Janeiro, mas reconheceu que o orçamento foi um problema. "Acho correta a preocupação do deputado. Para os Jogos Olímpicos, propomos uma melhor institucionalização da gestão orçamentária com a criação da APO”, afirmou. O secretário ressaltou que Autoridade Pública Olímpica é um consórcio que envolve a União, o estado e o município do Rio de Janeiro e vai atuar para impedir que “haja uma variação tão grande entre o planejado e o executado, como aconteceu nos Jogos Pan-Americanos."

Metas
Quanto ao ciclo olímpico brasileiro, período iniciado com o encerramento dos Jogos de Londres deste ano e que se estende até as Olimpíadas de 2016 no Rio, Leyser lembrou que, com a Lei 12.395/11, que estabelece critérios de desempenho e planejamento para o período, o ministério passou a contar com mais recursos para apoiar o esporte de alto rendimento.

Conforme o secretário, uma das metas é tornar o Brasil uma das dez potências olímpicas. Leyser destacou que, para alcançar esse objetivo, o governo possui vários programas de incentivo à prática desportiva, como o Bolsa Atleta. “Tivemos a felicidade de ver em Londres muitos medalhistas que vieram do Bolsa Atleta, como a Sara Menezes [ouro] e o Felipe Kitadai [bronze], no judô, e o Esquiva Falcão [prata] e o Yamaguchi Falcão [bronze], no boxe, que há muitos anos contam com esse apoio."

Legado
Por outro lado, o presidente do Conselho Federal de Educação Física, Jorge Steinhilber, fez um apelo para que a educação física nas escolas tenha a mesma prioridade dispensada aos investimentos na construção de ginásios e pistas de atletismo, por exemplo. Conforme ele, o maior legado que os Jogos Olímpicos podem deixar é a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. "Temos de ensinar as crianças que elas devem praticar atividade física ao longo de toda a vida, para que possam prevenir doenças e criar vínculos sociais”, argumentou.

Para Steinhilber, não adianta alcançar metas de medalhas se a população não tirar proveito disso. Ela citou o exemplo dos Estados Unidos, que conquistam muitas medalhas olímpicas, mas são campeões em obesidade.

A audiência pública foi proposta pelos deputados João Arruda (PMDB-PR), Flávia Morais (PDT-GO), André Figueiredo (PDT-CE), Otavio Leite (PSDB-RJ) e José Rocha (PR-BA).

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10584/AUTORIDADE+OLIMPICA+EVITARA+ERROS+DO+PAN+DIZ+SECRETARIO+DE+ESPORTE.html