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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

TAM confirma rescisão de contrato com CBF


A TAM confirmou por meio de uma nota emitida à imprensa que não será mais a patrocinadora da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a partir de 2013. A empresa utilizará as verbas que cobriam os custos do contrato para criar promoções relacionadas à venda de passagens aéreas. A TAM pagava R$ 13 milhões à entidade.

A notícia da quebra do contrato, que tinha validade até 2014, foi publicada no último sábado na revista Veja. No domingo, a Folha de S. Paulo divulgou um escândalo envolvendo o pagamento do patrocínio.

Segundo o jornal, o dinheiro do aporte era depositado pela TAM diretamente na conta de uma das quatro companhias do Grupo Águia, que pertence ao empresário Wagner Abrahão, amigo pessoal de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF.

O contrato entre CBF e TAM ainda possuía uma cláusula de confidencialidade, que mantinha as condições do acordo em sigilo. As três partes envolvidas na denúncia optaram por não se pronunciarem sobre o caso.
Segunda a Veja, a CBF já está perto de assinar com uma nova empresa aérea para substituir a TAM e cuidar das viagens da seleção brasileira. A nota descarta que a Gol esteja negociando com a entidade.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27370/TAM-confirma-rescisao-de-contrato-com-CBF/index.php

CBRu deseja vender rúgbi por massificação


Por Lucas Turco

Dirigentes da Confederação Brasileira de Rúgbi (CBRu) pretender fazer do rúgbi o segundo esporte mais praticado no Brasil em 20 anos. Uma das estratégias para isso é massificar a modalidade e tratar ela como um negócio.

“Temos a capacidade de fazer do rúgbi um esporte muito mais popular. Para isso, precisamos alcançar todas as camadas da sociedade, fazer com que o esporte ganhe espaço na mídia, e com que os brasileiros consumam o rúgbi”, comentou Sami Arap Sobrinho, presidente da CBRu.

Segundo Sami Arap Sobrinho, o rúgbi tem atualmente R$ 7 milhões de receita. Para estar entra as potências mundiais, o número precisa atingir um número entre R$ 12 e R$ 15 milhões até 2015.

Outro projeto da CBRu é construir clínicas de rúgbi nos 27 estados do Brasil. Os dirigentes estão negociando com parceiros que possam viabilizar a ideia e pretendem definir a situação até o fim do ano.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/27/27348/CBRu-deseja-vender-rugbi-por-massificacao/index.php

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Com Minas Tênis Clube, Icatu ratifica esporte como estratégia


Por GUILHERME COSTA

O que era paixão virou assunto estratégico. Com um novo status, o esporte voltou a ser notícia na vida de Antonio Carlos Braga, conhecido como Braguinha, fundador da Icatu Seguros.

Braguinha sempre foi um entusiasta do esporte. É assíduo frequentador de competições – esteve em todas as Copas do Mundo de futebol desde 1950 e mantém um camarote em Roland Garros, por exemplo –, e ao longo da vida investiu em diferentes modalidades no segmento.

Como empresário, Braguinha foi dono da seguradora Atlântica Boavista, fundou o banco Icatu e chegou a ser o maior acionista minoritário do Bradesco.

Outra criação de Braguinha é a seguradora Icatu, empresa que transformou a paixão dele por esporte em parte fundamental na estratégia. A companhia tem portfólio de investimentos na vela e no hipismo, e neste ano fechou um patrocínio ao basquete masculino do Minas Tênis Clube.

Quem comanda a estratégia de marketing e produto da empresa é Aura Rebelo. Durante o evento de apresentação do patrocínio ao Minas Tênis, a executiva explicou o porquê de a companhia ter fechado o negócio. Além disso, deslindou os planos da marca para o esporte no curto e no médio prazo.

Leia a seguir a íntegra da entrevista:

Máquina do Esporte: Por que a Icatu decidiu investir no basquete do Minas Tênis Clube?
Aura Rebelo: Nós quisemos investir em Minas Gerais. A ideia era aproximar a marca de Minas Gerais, e o Minas Tênis é um caminho muito interessante para isso. Escolhemos o basquete porque é um esporte que tem muito a ver com o nosso negócio. Nós vendemos vida, previdência e planejamento financeiro. Fazendo um paralelo com o esporte, precisávamos buscar algo que fosse jovem, mas que falasse com públicos de diferentes faixas etárias e que tivesse um sentido de equipe muito presente.

Também temos um passado relacionado ao esporte. Nosso fundador é o Antonio Carlos Braga, conhecido como Braguinha, e ele tem muita história no esporte. Por isso, quisemos fazer algo com foco no longo prazo e assinamos com o Minas Tênis Clube um contrato de quatro anos. Já temos um vínculo antigo com a vela, patrocinamos provas de hipismo e agora estamos estudando uma investida no golfe.

ME: Que tipo de investimento a companhia pensa em fazer no golfe?
AR: Pensamos em dois ou três atletas jovens, aproveitando o perfil do esporte e o fato de ter se tornado olímpico. Mas vamos falar disso apenas mais para frente.

ME: O que a Icatu busca no Minas Tênis Clube? Exposição, construção de marca ou geração direta de negócios?
AR: Como marca, temos dois grandes objetivos: incentivar o esporte e trabalhar institucionalmente a Icatu. Por isso, queremos aproveitar o Minas Tênis Clube como uma plataforma para a aproximação de clientes, parceiros e possíveis consumidores.

ME: Com comunicação ou com a criação de produtos e serviços especiais?
AR: A parceria da Icatu com o Minas vai muito além do basquete. Teremos uma série de produtos e serviços específicos para o clube. Além disso, queremos usar as mídias internas para falar com clientes. Podemos colocar nossa comunicação em placas, painéis, revistas e outras plataformas que o clube oferece.

Pretendemos investir fortemente em eventos. Temos uma proposta interessante para os associados. Trabalhamos produtos de longo prazo, e queremos aproveitar o perfil do clube, que tem filiados de todas as faixas etárias.

ME: A senhora disse que a Icatu estava interessada em investir em Minas Gerais Por quê?
AR: Abrimos uma filial em Minas Gerais recentemente, em Caeté, e estávamos precisando trabalhar de forma mais presente a associação com o povo daqui. Minas Gerais tem sido o nosso xodó.

ME: E por que assinar um contrato tão duradouro? Quais são as vantagens que a empresa enxerga nesse prazo?
AR: Quando falamos em projetos para a marca, pensamos sempre no longo prazo. Estamos na vela há cinco anos, e isso serve como exemplo para o basquete. Não queremos entrar e sair logo depois. Em vez disso, pensamos em evoluir juntamente com o esporte.

ME: Qual é o plano da Icatu para ativação e relacionamento nos jogos do Minas Tênis Clube?
AR: A ideia é trazer nossos clientes para os jogos do Minas. Queremos que eles vivenciem essa experiência, conheçam o clube e aumentem o contato com a marca. Mas sabemos que isso é algo que terá efeito em médio e longo prazo.

ME: Haverá alguma campanha de mídia atrelada ao patrocínio? Qual é o valor investido na associação?
AR: O que nós podemos falar é que nós pegamos todo o dinheiro de publicidade e colocamos no time, mas não falamos em valores.

ME: Com esse negócio, é possível dizer ao menos o quanto o esporte cresceu nos planos da empresa?
AR: O que podemos dizer é que o esporte mais do que dobrou em participação no nosso orçamento anual. Praticamente triplicou.

ME: A Icatu tem algum projeto específico para atletas do Minas Tênis Clube?
AR: Assinamos alguns contratos de imagem com atletas. Temos acordos específicos com três ou quatro jogadores, que foram escolhidos pelo próprio clube. Queremos que esses atletas se aproximem da marca e participem de eventos que vamos fazer.

Na semana passada, por exemplo, tivemos um evento da empresa em Caeté. Levamos dois atletas do Minas Tênis, e as pessoas adoraram. Também queremos usar muito o Max, que é a mascote. Ele vai personificar o projeto.

ME: Já é possível prever quais serão os próximos passos nessa parceria? A Icatu já consegue dizer em que pontos o projeto precisa ser aprimorado ou turbinado?
AR: Os próximos passos dependem muito da evolução do próprio basquete. Apostamos muito na aceitação e no aumento do reconhecimento, mas só os primeiros jogos é que vão mostrar quais são exatamente os gaps no projeto.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/entrevistas/view/0/313/Aura-Rebelo/index.php

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Fluminense utilizará torcida para guiar marketing


O Fluminense se baseará em uma pesquisa feita com sua torcida para direcionar suas estratégias de marketing. O clube entende que os dados definirão um perfil base do torcedor e tornarão as ações muito mais eficazes.

Foram ouvidas 7.104 pessoas, sócios e torcedores comuns, sendo 4.067 do Rio de Janeiro. Segundo o clube, a procura foi muito maior do que o esperado.

“O torcedor associa o clube à tradição, à superação e à história. São informações importantes para planejar as ações de marketing e atração de torcedores. Isso porque os clubes podem estar bem ou mal em determinados períodos, e ter novos torcedores em um momento ruim é mais difícil. Mas valorizando a história e a tradição, haverá sempre um argumento para atrair torcida. A pesquisa serva para embasar nossas ações, e não apostarmos somente na intuição”, revelou Idel Halfen, vice-presidente de marketing do Fluminense.

“Foi um questionário longo e não havia qualquer incentivo ou contrapartida. Esperávamos entre 300 e 400 respostas e tivemos mais de sete mil. O torcedor entendeu que a pesquisa era boa para o clube. Com isso, conseguimos traçar um perfil de torcedor mais identificado ao Fluminense”, comemorou Idel.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26698/Fluminense-utilizara-torcida-para-guiar-marketing/index.php

sábado, 8 de setembro de 2012

O mercado expandiu ou as pessoas mudaram de emprego?


Por Erich Beting

O São Paulo anunciou há pouco um acordo para que a Semp Toshiba seja a nova patrocinadora do clube até 2014. O negócio marca a volta da empresa de eletroeletrônico para o esporte (estava ausente desde que saiu do Santos, em 2009, e tinha feito um acordo pontual com o mesmo Santos neste ano) e, mais do que isso, dá fim a uma angústia que perdurava desde o início do ano no São Paulo, que não tinha um patrocinador principal na camisa.

Mas a pergunta subsequente ao anúncio é óbvia. O mercado de patrocínio esportivo voltou a viver um processo de expansão?

Para a Semp Toshiba o negócio é extremamente coerente. Perdendo espaço para as rivais de peso como Samsung, Sony, Panasonic e LG, a empresa brasileira explora exatamente a tática de seus rivais coreanos no passado. Patrocina o futebol para dar visibilidade à marca e, assim, aumentar a popularidade, o que pode vir a gerar mais vendas.

O problema é que o setor de eletrônicos, que é um dos principais investidores do esporte ao redor do mundo, está um tanto quanto estagnado por aqui, ainda mais depois das desastrosas saídas de LG e Samsung dos seus clubes patrocinados. Sim, as marcas seguem investindo, não mais em clubes, mas em campeonatos.

Por isso mesmo a volta da Semp para apoiar um time de grande visibilidade é um tanto quanto óbvia. Mas aí é outro ponto importante. Ela acontece não tanto pela decisão da empresa em adotar como filosofia investir no esporte, e sim pela presença de executivos que já tiveram, no passado, a experiência de usar o futebol para alavancar vendas e formar a marca da companhia.

Na segunda-feira, Eduardo Toni foi apresentado como diretor de marketing da empresa. Não à toa, Toni foi quem gerenciou boa parte do contrato São Paulo-LG, quando era o diretor de marketing da multinacional coreana. Ele já sabe o quanto dá retorno para uma marca injetar dinheiro no esporte. A decisão, aí, fica mais fácil de ser tomada, ainda mais quando o responsável por planejar a verba é o próprio executivo que tem o conhecimento prévio do negócio.

Para o São Paulo, sem dúvida o negócio é espetacular. E o clube terá de trabalhar para criar um relacionamento que dure novamente tanto tempo quanto foi o antigo acordo da LG. Mas, para o mercado, o questionamento permanece.

Será que o mercado aqueceu/expandiu ou os patrocinadores é que continuam a atuar conforme as pessoas que são responsáveis por ele mudam de emprego?

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/09/05/o-mercado-expandiu-ou-as-pessoas-mudaram-de-emprego/

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Vasco usa ídolo Edmundo para lotar loja no Rio


O Vasco utilizou Edmundo,ídolo do clube e ex-jogador de futebol, para atrair torcedores para a loja oficial. Cerca de 500 torcedores compareceram ao estabelecimento, localizado na Tijuca.

A Rua Santo Afonso, zona norte do Rio de Janeiro, ficou lotada de torcedores, que, além de prestigiar o ídolo, aproveitaram para adquirir os produtos da loja “Gigante da Colina”.

Edmundo chegou no local por volta das 15h, onde permaneceu até às 18h, distribuindo inúmeros autógrafos. A VascoTV transmitirá o encontro do ídolo com a torcida na próxima quinta-feira, 6.

“Tudo isso é muito gratificante. É de pessoas como ela que o clube sobrevive, que vai a frente, independente dos momentos bons ou ruins, quem é Vasco é Vasco incondicionalmente, sem se importar com o momento. Eu tive o prazer de representar o torcedor dentro de campo” disse Edmundo.

O jogador se aposentou em dezembro de 2008. O atacante foi um dos três maiores artilheiros da história do Campeonato Brasileiro.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26651/Vasco-usa-idolo-Edmundo-para-lotar-loja-no-Rio/index.php

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Beltrame aguarda proposta do governo para definir estratégia de segurança em grandes eventos na cidade


Secretário participa de reunião em Brasília sobre ação conjunta para a visita do Papa ao Brasil, as Olimpíadas e as copas das Confederações e do Mundo

BRASÍLIA - O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, espera que o governo federal apresente sua proposta de ajuda ao Rio para a segurança dos quatro grandes eventos que estão previstos para os próximos anos: o Encontro Mundial de Jovens, quando acontecerá a visita do Papa ao país; a Copa das Confederações; a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Beltrame participa, nesta quarta-feira, de reunião no Ministério da Justiça com outros 11 secretários de segurança para definir a estratégia de ação conjunta do governo federal e dos estados na segurança destes grandes eventos que acontecerão a partir do próximo ano no Brasil.
- Quero saber o posicionamento do Ministério da Justiça, qual a ideia. Nós do Rio estamos prontos, com projetos e as demandas das polícias Civil e Militar. Queremos saber como o Ministério da Justiça pretende participar disso, qual o orçamento. Aqui, sou só ouvidos, totalmente ouvidos - disse Beltrame. - Estamos numa encruzilhada. Não vamos começar a gastar sem saber o quanto podemos esperar do governo federal, mas também não podemos esperar demais.
Segundo o secretário, a preocupação dele não é com qual a segurança dos eventos. O Rio, disse ele, tem know how e fará os eventos. Mas Beltrame quer que, nesses eventos, seja possível mudar a imagem da cidade:
- Quero que os que venham para cá possam levar ao mundo a imagem de uma cidade próspera, onde se pode fazer negócios e criar filhos. Mostrar que o Rio não é mais aquele que ganhou o mundo com notícias ruins. Por isso, é preciso preparar tudo com antecedência, fazer avaliações e agir. O seguro morreu de velho, precisamos correr e nos antecipar. A legislação exige o processo licitatório. Temos que otimizar a polícia, a infraestrutura.
Beltrame afirmou que não há posição do Ministério da Justiça sobre os eventos da vinda do Papa e da Copa das Confederações, só em relação à Copa do Mundo.
De acordo com a assessoria da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, de 2012 a 2014 o orçamento previsto para a compra de equipamentos e ações de capacitação é de R$ 1,17 bilhão. São os recursos destinados a eventos como Copa das Confederações, Copa do Mundo e a visita do Papa (Encontro Mundial da Juventude).
O secretário de Grandes Eventos, Valdinho Caetano, afirmou que os recursos serão utilizados para a compra de equipamentos e não serão repassados pela União aos estados:
- A União não vai repassar recursos, vai comprar os equipamentos que dão suporte à segurança e serão repassados aos estados.
Segundo Caetano, a reunião dele com os secretários dos estados que sediarão a Copa do Mundo é fundamental para garantir a sinergia e a integração da segurança no país. Ele afirmou que esta é a segunda reunião (a primeira foi realizada em junho, no Rio) e a ideia é checar o que está sendo feito, o que os estados precisam para garantir a segurança nos grandes eventos.
Caetano afirmou que os preparativos estão caminhando nos estados, de forma nivelada, e que, no caso do Rio, já estão muito avançados. O estado já possui o Centro de Comando de Controle, com câmera, imagens aéreas, equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Defesa Civil que recebem as informações (como no caso de tumultos, roubos, etc) e decidem como agir.
- Queremos uma nova forma de fazer segurança, de forma integrada, com a interface de órgãos federais, como a Abin e os órgãos estaduais, com a troca de informações. Quem vier ao Rio para os eventos, vai encontrar tranquilidade, como vimos em Londres. E a população do Rio pode esperar que a segurança irá ficar, haverá um legado - disse o secretário.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, abriu a reunião, fechada à imprensa. A intenção do governo é apresentar aos secretários de segurança o detalhamento técnico de equipamentos e tecnologias que serão adquiridos pelo governo federal para a utilização nos grandes eventos, como a Copa do Mundo. Outros secretários também demonstraram expectativa em relação a repasse de recursos federais.
- Estamos esperando a definição do que será disponibilizado pela União, a contrapartida em recursos financeiros para os eventos da Copa das Confederações e Copa do Mundo. O Paraná tem uma situação diferenciada, porque Foz do Iguaçu é o segundo destino turístico mais procurado por estrangeiros depois do Rio. Acreditamos que será uma opção de turismo até mesmo na época das Olimpíadas (do Rio) - disse o secretário de segurança do Paraná, Reinaldo César.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/beltrame-aguarda-proposta-do-governo-para-definir-estrategia-de-seguranca-em-grandes-eventos-na-cidade-5796369#ixzz23fFaH5YK 

Arenas esportivas vão exigir um novo modelo de administração


Por Fernando Soares

A avalanche de recursos destinados à construção ou reforma de arenas esportivas vai trazer ao Brasil desafios que vão muito além das quatro linhas. Com investimentos orçados em R$ 10 bilhões em 15 estádios (12 deles palcos de jogos da Copa do Mundo de 2014), o País planeja importar o conceito de empreendimento multiuso já disseminado no exterior. No entanto, para unir jogos de futebol, shows e estabelecimentos comerciais no mesmo ambiente, e obter a rentabilidade esperada, é necessário um planejamento detalhado e feito com antecedência. E aí reside um problema: muitas dessas estruturas sequer começaram seus processos de comercialização.

“É preciso criar modelos novos de administração para esses estádios, o que ainda não está acontecendo na maioria deles. O correto seria, quando o projeto de construção foi desenvolvido, já ter definida a empresa contratada para administrar o estádio. No Brasil, tem muitas arenas que só vão se preocupar com isso após serem construídas, o que está errado”, defende o advogado especializado em direito desportivo Luiz Roberto Martins Castro, que no final de semana foi um dos palestrantes de um curso promovido pelo Instituto Nacional de Estudos Jurídicos e Empresariais (Ineje).

Mesmo assim, Castro acredita que não basta copiar um modelo de outra nação. O ideal é construir uma estratégia a partir da realidade local. Segundo ele, a forma de gestão mais utilizada no mundo - e que pode ser bem sucedida no Brasil - é a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). “Com uma SPE, você isola riscos. Caso a construtora venha a falir, a empresa continuará existindo e administrando o estádio”, exemplifica.

Conforme Castro, o grande desafio é como fazer a manutenção desses espaços nos dias sem partidas. “Você precisa integrar a arena com a cidade. A cidade precisa abraçar esse espaço, não deixando que ele seja apenas uma coisa a mais. Até porque a estrutura pode gerar empregos, movimentar impostos e até ser um ponto turístico”, define. O advogado crê que, em um primeiro momento, o público frequentador de jogos de futebol puxará a movimentação. 

Mas isso, na visão dele, não é o suficiente. O ideal é atrair a atenção das pessoas que não costumam ir ao estádio através de eventos não relacionados ao esporte. Neste quesito reside outro item importante: como criar atrativos em alguns estados. “Fazer isso em São Paulo, no Rio de Janeiro ou no Rio Grande do Sul é fácil. Difícil vai ser achar empresas interessadas em fazer a administração em cidades como Manaus e Cuiabá”, estima.

A efetividade do casamento entre construtoras e clubes é outra incógnita existente. Segundo Castro, as empreiteiras precisam se blindar quanto às instabilidades políticas dos clubes. “Clube de futebol é uma montanha russa. Um dia está tudo bem, no outro está tudo mal. Vai que troque o presidente e ele queira rescindir o contrato”, define. Pelo lado dos clubes, o advogado ressalta a importância de assegurar a manutenção da estrutura durante o tempo do contrato. “Se você constrói um imóvel hoje e não toma os cuidados necessários, quando o clube for assumir a posse definitiva, em 20 ou 30 anos, a arena vai estar caindo aos pedaços”, menciona.

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=100869

domingo, 12 de agosto de 2012

Plano para os Jogos do Rio focará experiência internacional de atletas


Meta do governo é ficar entre as dez nações com mais medalhas conquistadas em 2016

O governo federal vai lançar, após os Jogos Olímpicos de Londres, um plano de investimentos focado em 2016, quando as competições serão realizadas no Rio de Janeiro. A meta é, em casa, ficar entre as dez nações com mais medalhas conquistadas. Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, disse que um ponto-chave que será contemplado é a participação dos atletas brasileiros em mais competições internacionais.

“É muito importante que o atleta brasileiro tenha, cada vez mais precocemente, essa experiência internacional. É muito difícil para o atleta estar fora de casa, num país com outra língua, outra culinária, tudo diferente”, disse Leyser, explicando que o trabalho será feito com as seleções sub-21 e sub-19 visando aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. “Se, desde cedo, ele está acostumado com isso, quando chegar a hora dos Jogos Olímpicos, onde um resultado é decidido por milésimo de segundo, por uma braçada, um ponto que você acerta ou erra, o atleta vai estar mais preparado para lidar com essa pressão”.

Além das competições, Leyser ressaltou o trabalho feito com comissões e técnicos estrangeiros, como os das seleções brasileiras de basquete masculino e de handebol feminino, que demonstraram evolução nas equipes. “Esse caminho também precisa ser perseguido e esse investimento reforçado”.

O secretário disse que, antes do anúncio do plano, será feita uma análise do desempenho e das necessidades de cada esporte. “Vamos ter que individualizar isso e fazer uma análise técnica muito apurada para que em 2016 a gente possa estar entre os dez primeiros. Toda modalidade precisa focar os Jogos Olímpicos de 2016 para ter o seu melhor desempenho da história dentro de casa”.

Para garantir a colocação entre as dez potências com maior número medalhas daqui quatro anos, a conta é que o país precisará conquistar cerca de 30 medalhas, o dobro das conquistadas em Pequim e 14 a mais do que as já garantidas em Londres até o momento. O número também representa quase 30% das medalhas conquistadas pelos atletas brasileiros na história das olimpíadas.

“O Brasil não tinha uma grande tradição olímpica. Mais da metade das nossas medalhas vêm das Olimpíadas de Atlanta, em 1996, para cá. O Brasil vai descobrindo, vai criando uma tradição nesses esportes olímpicos a partir desse momento”, disse Leyser. Entre as estratégias para aumentar o número de medalhas, está o foco em modalidades individuais que o país já vem desenvolvendo e tendo bons resultados, como judô e o boxe.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10518/PLANO+PARA+OS+JOGOS+DO+RIO+FOCARA+EXPERIENCIA+INTERNACIONAL+DE+ATLETAS.html

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Tecnologia e estratégia de guerra nos tatames do judô brasileiro


Por Ary Cunha

LONDRES - Instrutor do Curso de Operações Especiais dos Comandos Anfíbios, o oficial da Marinha Leonardo Mataruna sabe que as missões de seus alunos obrigatoriamente serão executadas em ambiente hostil. Conhecer bem o inimigo, suas principais armas e seu modo de atacar e defender, faz toda a diferença num campo de batalha. Dos exercícios de guerra para os tatames olímpicos, o instrutor ganha a vida transformando soldados em atletas e judocas em guerreiros de elite. Entre as 50 pessoas que formam a maior delegação do judô brasileiro nos Jogos, Mataruna tem uma função inédita: é o estrategista das seleções masculina e feminina em Londres.
Em sua trincheira, cercado de tablets, laptops e softwares para edição de vídeos, Mataruna, de 34 anos e trabalhando na Confederação Brasileira de Judô (CBJ) desde 2007, guarda um arquivo de nada menos do que 45 mil lutas apenas do último ciclo olímpico, das quais dez mil estarão à disposição dos nossos judocas para análise ao longo das competições da modalidade, que vão do sábado, dia 28, com as disputas dos ligeiros, a 3 de agosto, com os pesos pesados.
- O trabalho começou em 2007 e, no início, até os próprios atletas se incumbiam de filmar os colegas. Eram câmeras de VHS. Levávamos três meses para decupar e editar as imagens - recorda ele, fazendo o paralelo entre esporte e Forças Armadas. - O estrategismo surgiu como técnica militar, de observação e coleta de dados sobre o inimigo. E uma Olimpíada não deixa de ser uma grande batalha .
O quartel-general do judô verde-amarelo está em Sheffield, a duas horas de Londres, onde hoje acontece o último treino aberto aos jornalistas. E Mataruna já estará montando todo seu aparato tecnológico de vídeo análise para os atletas, nos dois quartos de hotel alugados pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), a poucos metros do Excel Centre. Entre as lutas eliminatórias das manhãs e as finais à tarde, os judocas terão todas as imagens em vídeo, já editadas, dos adversários com os quais poderão cruzar no caminho até o ouro olímpico.
- Há lutadores ainda muito jovens, em competições locais, sem filmagens. Já tivemos de pegar material de um canal de TV do Djibuti, para analisarmos um judoca. Eram poucos segundos, mas qualquer informação é válida. Dá para ver se o cara é destro ou canhoto, como se desloca no tatame - analisa o estrategista.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/tecnologia-estrat%C3%A9gia-guerra-nos-tatames-jud%C3%B4-brasileiro-090500715--spt.html

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Olimpíadas 2012: Como as patrocinadoras ativarão suas marcas


Por Letícia Muniz

Aumentar as vendas, reforçar a marca e estreitar o relacionamento com os consumidores são os principais objetivos das empresas que se associam às Olimpíadas. Patrocinadores como Coca-Cola, P&G, Nissan e McDonald’s desenvolveram ações para o torneio. Outras marcas como Dow, GE, Panasonic e Visa também estarão presentes em Londres para se aproximarem do seu target por meio do esporte.

Parceira do Comitê Olímpico até 2020, a P&G trabalhará estratégias de ativação com suas marcas e, pela primeira vez, com sua identidade corporativa, por meio da ação “Obrigado, Mãe!”. O trabalho é inspirado no feito pela P&G norte-americana para os Jogos de Inverno de 2010, que representou para a companhia um aumento no faturamento de US$ 100 milhões.

A ação levará as mães de atletas olímpicos para assistirem às competições dos filhos e, em Londres, elas ficarão hospedadas na Casa P&G, que contará com espaços de ativação de diferentes marcas da empresa global. “A P&G de cada país levará as mães dos seus atletas e todas elas passarão por essa casa. Lá, haverá o salão de beleza de Wella, lavanderia de Ariel, sala de Pampers. Cada local será um espaço de ativação de uma marca”, explica Gabriela Onofre, Diretora de Assuntos Corporativos da P&G, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A ideia é que as mães dos atletas participem da abertura do mundial e possam também assistir ao maior número possível de competições dos filhos. A companhia busca associar sua marca corporativa a valores como afeto, cuidado e carinho. Além da imagem institucional, a P&G também preparou ações para suas submarcas, como Gillette, Pampers, Head and Shoulders, Ariel e Pantene.

“O que queremos mostrar é que, se a vida de mãe já é complicada, a de mãe de atleta é mais ainda e elas quase nunca têm a oportunidade de ver os filhos jogando, a não ser pela televisão”, diz Gabriela. Uma das iniciativas da companhia foi a montagem de uma lavanderia de Ariel no Crystal Palace, centro de treinamento dos atletas brasileiros, além de ativações com a marca Gillette, que levará internautas para assistirem aos jogos.

Foco já em 2016
A Nissan também estará presente com stands no Crystal Palace. A montadora fará o transporte das equipes dos alojamentos até os locais das competições e, para isso, disponibilizou carros que privilegiam a utilização da energia limpa. Junto com internautas, a marca escolheu dois blogueiros que acompanharão os Jogos Olímpicos de perto e farão a transmissão para o público. “A ideia é que cada um deles transmita aquilo o que está vendo do seu jeito, com um olhar diferente. Eles farão a cobertura das Olimpíadas, mas não da forma que as pessoas estão acostumadas. Cada um dará a sua visão”, explica Carlos Murilo Moreno, Diretor de Marketing da Nissan.

No Brasil, a Nissan busca aproximação com o consumidor por meio do esporte e já pensa nas Olimpíadas de 2016 para reforçar este relacionamento e atingir o objetivo de passar de 1% de participação no mercado nacional para 4% até 2014. A companhia apresentou recentemente o projeto “Time Nissan”, que preparará, a partir deste ano, 30 atletas olímpicos e paralímpicos para disputarem os próximos Jogos Olímpicos, realizados no país em 2016.

“A Nissan entrará com o suporte financeiro para que esses atletas possam treinar e comprar seus equipamentos, além da doação de veículos para que eles possam se locomover. Nosso objetivo é dar um apoio a mais para que eles se preparem para as competições. A Nissan é uma marca nova no Brasil e esse tipo de ação é fundamental para a construção da imagem”, acredita Moreno.

Ações sociais
Outra marca que aproveita o patrocínio ao evento e investe no Marketing voltado para os Jogos Olímpicos de Londres é a Samsung. Uma das principais ações está sendo realizada por meio do aplicativo Samsung Hope Relay, que, depois de baixado no smartphone, monitora as corridas do usuário e converte em doações em dinheiro para o Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima. Cada quilômetro percorrido significa R$ 1,00 para a entidade fundada pelo ex-corredor e que atende jovens atletas carentes.

No último domingo, dia 22, a empresa promoveu a Samsung Hope Relay 10K, corrida na região do Vale do Anhangabaú, em São Paulo, e reuniu cerca de 3.500 pessoas. Durante o evento, os participantes foram estimulados a baixarem o aplicativo. No local foram montados espaços para experiências com os produtos, como o Galaxy Note, a Smart Tv e artigos da linha branca.

A empresa fará ações de ativação de marca em Londres, durante as competições. O principal foco é a linha de telecom e serão disponibilizados em shoppings e nas ruas stands chamados de Samsung Cubes, cubos espelhados que farão a exposição dos produtos. “Nosso objetivo com as Olimpíadas é promover a marca por meio do conceito emocional. A Samsung ocupa hoje a 17ª posição no ranking da Interbrands (Melhores Marcas Globais) e pretende continuar subindo. O objetivo é inspirar talentos e é isso que as Olimpíadas fazem”, conta Herbert Gris, Diretor de Brand da Samsung, em entrevista ao Portal.

Público Jovem
Patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos desde 1928, a Coca-Cola também vem desenvolvendo uma série de ações de ativação de marca para o evento. Com foco no público adolescente, a empresa criou o “som na tampa”, que permite que as imagens das tampinhas das garrafas sejam reconhecidas no site  da marca por meio da webcam. Cada uma delas representa um som e todos podem ser unidos e transformados em música no formato MP3 para ser baixada ou compartilhada nas redes sociais. Foram criadas ainda ações de ponto de venda, com brindes alusivos aos Jogos, como a volta dos ioiôs em quatro versões e modelos de copos com o tema das Olimpíadas.

A marca também fechou parceria com o McDonald’s, outro patrocinador da competição. Na compra de uma McOferta (sanduíche, acompanhamento e refrigerante do portfolio Coca-Cola) e um McFlurry no mesmo cupom fiscal, o consumidor recebe um copo Olímpico com o formato contour de Coca-Cola e que vem com pulseiras coloridas em referência às cores dos aros olímpicos.

As embalagens de Coca-Cola Regular e Coca-Cola Zero nas versões lata 350 ml e pet 600 ml foram reformuladas para o evento de Londres, ganhando as cores amarelo, azul, verde e preto.

Ações para atletas
A Coca-Cola também ativará a marca de isotônicos Powerade durante os torneios. A bebida será servida aos mais de 10 mil atletas de 26 modalidades esportivas nos centros de treinamento e durante as competições. A marca montou um centro de hidratação e relaxamento inspirado nos pubs Olímpicos. O espaço conta com um bar, televisão, computadores e tablets para o entretenimento dos atletas.

Durante as competições serão apresentadas duas novas versões do produto: Pro Hydratation e Pro Recovery, a primeira para hidratar e a outra para recuperação após os exercícios. Os atletas receberão squeezes da marca, que poderão ser personalizadas com pulseiras coloridas formando a cor do país, mensagens ou os nomes, para que identifiquem sua garrafa durante todo o período em que estiverem na Vila Olímpica.

Cinco dos 10 jovens atletas que fazem parte do Powerade Team, time acompanhado pela marca, serão levados até Londres e receberão dicas dos grandes treinadores mundiais. “Será uma oportunidade para que esses atletas estejam mais perto do clima das Olimpíadas, recebendo informações de profissionais de ponta, além de conhecerem Londres. O que buscamos é aproveitar toda a credibilidade que essa parceria com os Jogos Olímpicos pode oferecer para a marca”, afirma Anne Zehoul, Gerente de Marketing de Hidratação da Coca-Cola, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Maior Restaurante do Mundo
Junto com a Coca-Cola, o McDonalds está entre as marcas consideradas mais controversas pelos britânicos quando o assunto é a associação ao esporte, vida saudável e Jogos Olímpicos, segundo um estudo feito pela Interbrands Marketing e divulgado pelo jornal The Sun. Com o objetivo de mostrar seu comprometimento com a saúde, a rede de fast food promoveu o desafio culinário Champions of Food, que estimulou crianças de quatro países, incluindo o Brasil, a desenvolverem receitas inovadoras incluindo frutas, legumes e verduras. O criador do melhor prato recebeu como prêmio uma viagem a Londres, com pais ou responsáveis, para acompanhar as competições

O McDonald's é patrocinador dos Jogos Olímpicos desde 1976 e, em Londres, terá o restaurante oficial com o maior espaço da rede no mundo, mais de três mil metros quadrados, usando mobiliário feito a partir de materiais recicláveis.

A rede levará ainda 200 crianças e adolescentes de todo o mundo para acompanhar a 30ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, por meio do concurso cultural “Viver o Espírito Olímpico”. Foram selecionados cinco participantes, com idade entre oito e 14 anos.

Fonte: http://mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/24775/olimpiadas-2012-como-as-patrocinadoras-ativarao-suas-marcas.html

terça-feira, 10 de julho de 2012

O crowdfunding e o esporte


Por Erich Beting

No começo do ano houve um princípio de euforia no mercado esportivo com a possibilidade de o crowdfunding vir a ser usado para resolver um dos maiores problemas das entidades e atletas, que é a falta de dinheiro para conseguir manter suas atividades. O caso mais emblemático foi a tentativa do Palmeiras de contratar o volante Wesley com a grana vinda de um projeto desses.

Para quem não se lembra ou não conheceu o projeto, a ideia básica do crowdfunding é usar a internet para que seja feita uma “doação coletiva” para uma pessoa, instituição, projeto ou qualquer coisa do gênero. O fracasso redundante do “Projeto Wesley”, que nem chegou perto de arrecadar R$ 1 milhão, quando a ideia era levantar R$ 20 milhões, deu a impressão de que o uso de estratégias como a do crowdfunding não deixam de ser teorias mirabolantes e sem validade prática.

O fato, porém, é que o esporte pode, sem dúvida, fazer uso do amor e do carinho do fã para levantar dinheiro a partir de ações como essa. Mas, antes de tudo, os dirigentes precisam ser realistas e entenderem o real tamanho da torcida de um clube e, mais do que isso, a disponibilidade dela em investir e no que investir para que um negócio desses vingue.

Um caso elucidativo disso será visto na noite desta quarta-feira, antes do jogo entre Coritiba e Palmeiras que decide a Copa Kia do Brasil. O Coxa fez uma ação de crowdfunding com a torcida para financiar a festa pré-jogo. Mas o torcedor não tinha como benefício apenas ver a festa ser mais bonita. Ele tinha um retorno palpável, por meio de prêmios, do dinheiro que investiu. No final das contas, o valor já ultrapassou a meta do clube e não para de crescer.

Um dos maiores problemas que existe hoje no esporte é a falta de planejamento. Além disso, outra coisa que atrapalha é a confiança extrema de que o clube é sempre muito grande e que a paixão dos torcedores basta para qualquer ação ser sinônimo de sucesso estrondoso. Muitas vezes essas impressões estão impregnadas em clubes não-profissionalizados. O crowdfunding é apenas mais um bom exemplo para mostrar isso.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/07/10/o-crowdfunding-e-o-esporte/

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ouro pelos trilhos


Por Jorge Luiz Rodrigues

Com 149 anos de existência, o metrô de Londres está se preparando para ver seu fluxo de pessoas transportadas aumentar significativamente nas Olimpíadas

LONDRES - Antes mesmo de se tornar a capital olímpica de 2012, o uso do transporte público é a medalha de ouro no dia a dia dos cidadãos londrinos, que fazem cerca de 3,5 milhões de viagens diárias só de metrô. Mas a chegada de 10.500 atletas, 21 mil integrantes da mídia e cerca de 881 mil visitantes extras durante as Olimpíadas — de 25 de julho a 12 de agosto — fez com que a capital inglesa tomasse medidas não menos dispendiosas na tentativa de evitar que a festa do esporte signifique o caos na rotina de uma das metrópoles mais importantes do mundo.
Se algum turista ou cidadão londrino preferir não ficar imprensado num dos trens do metrô que levam ao Parque Olímpico com o aumento do fluxo de passageiros, é bom se planejar. A campanha "Get ahead of the Games" ("Chegue à frente dos Jogos") usa histórias curiosas e cartazes criativos, como o de dois brutamontes da luta greco-romana saindo de um vagão, para incentivar a população e as empresas a planejar e a priorizar os deslocamentos durante o período do megaevento.
Mesmo com 13 linhas de metrô e outras sete de superfície, além de variados ramais de trens urbanos, Londres lançou, no fim do ano passado, a campanha nacional para encorajar os usuários do sistema a assegurar que não só a capital inglesa, mas outras cidades britânicas, não sejam prejudicadas pelo programa das Olimpíadas. Segundo números do London Partners e da Associação Britânica de Hospedagem, a capital inglesa recebe a expressiva média de 1,5 milhão de visitantes a cada mês de agosto. Porém, com os Jogos, terá 294 mil turistas estrangeiros adicionais e outros 587 mil vindos de todas as partes do Reino Unido.
Outdoors nas ruas, pôsteres bem-humorados nas estações de trem, de metrô e nos ônibus, além de anúncios nas rádios, nas TVs e nos jornais, juntamente com $nas redes sociais, buscam a comunicação direta com os usuários de transportes públicos. No site (www.getaheadofthegames.com) e nas mídias sociais, como o Twitter (@gaotg), a campanha mostra quais estações, dias e horários haverá demanda acima do normal, incentivando os passageiros normais a buscar rotas alternativas e linhas menos congestionadas.
No site e no Twitter, os usuários recebem as últimas informações e sugestões de como se planejar para o período dos Jogos e evitar as áreas de tensão e de maior demanda, como as estações Stratford, Westminster, London Bridge, Bank, Canary Wharf, Liverpool Street e West End, entre outras.

PROGRAMA EM TRÊS FASES
A campanha "Chegue à Frente dos Jogos" é coordenada pela Olympic Delivery Authority (ODA), equivalente à Autoridade Pública Olímpica dos Jogos Rio-2016, e pelo TfL (Transporte para Londres), es$écie de secretaria de transportes. Os dois órgãos calculam que só os portadores de ingressos farão 20 milhões de viagens durante os 19 dias das Olimpíadas — sendo três milhões no dia com maior número de eventos (4 de agosto). Por isso, a ODA e o TfL têm trabalhado com empresários, comerciantes e empresas para que a cidade possa lucrar com a estimativa de uma injeção de 750 milhões de libras na economia só com os gastos dos visitantes.
— A campanha tem três fases: a primeira foi focada em aumentar o conhecimento sobre onde e como o transporte público será afetado no período dos Jogos — explica, ao GLOBO, Nancy Ryder, porta-voz do TFL.
A fase dois da campanha está em andamento e mostra as alternativas disponíveis para evitar congestionamentos e superlotação, como trabalhar em diferentes horários e locais, trocar as reuniões por teleconferências, e até alternativas de transporte, como o uso de bicicletas e $caminhadas onde é possível.
— A terceira e última fase começará em junho e vai encorajar cada usuário a adotar essas medidas, assegurando que ele "Chegue à frente dos Jogos" — acrescenta Ryder.
Empresas que, durante o período dos Jogos, permitirem aos seus funcionários executar tarefas em casa, também são incentivadas e citadas na campanha. Mais de 180 já assinaram um protocolo e respondem por 350 mil funcionários.
— Por sorte, vou poder trabalhar três ou quatro dias da semana de casa, mas seria melhor estar de férias durante os Jogos — brinca a analista de sistemas Sue Maddison, passageira diária da Central Line, a linha vermelha do metrô, normalmente uma das mais procuradas do sistema e que liga o Centro ao Parque Olímpico, vizinho da estação Stratford.
Sue mora em Leyton, apenas uma estação acima do epicentro dos Jogos, e trabalha no Centro. Nos dias em que não puder fazer suas tarefas de seu apartamen$, terá de fazer uma maratona de metrô, ônibus e trem urbano para evitar a Central Line.
— Serão duas semanas. Não vai ser tão mal assim. Só espero que estejamos realmente preparados para isso — diz ela.
Para os Jogos, a cidade colocou 8,8 milhões de ingressos à disposição dos espectadores e 200 mil pessoas trabalhando na organização, entre funcionários, voluntários, staff de segurança e de empresas prestadoras de serviços. Cada portador de ingresso terá direito a viagem gratuita de ida e volta no transporte público no dia do evento que adquiriu.

NOVO TREM FUNCIONARÁ 24 HORAS
O orçamento da campanha é de £ 8,8 milhões (R$ 27,7 milhões), com 100% do investimento custeados pela ODA. As atividades irão até o fim dos Jogos Paralímpicos, que começarão pouco mais de duas semanas após o encerramento das Olimpíadas e acontecerão de 29 de agosto a 9 de setembro, com mais 4.200 atletas, 6.500 profissionais de im$e 2,2 milhões de ingressos.
Apesar da infraestrutura de transporte público, que faz o Rio imaginar o tamanho do desafio que terá pela frente, daqui a quatro anos, Londres ainda investe bilhões de libras em novos trens, plataformas e linhas. Como a do metrô de superfície que também passa em Stratford, estação vizinha ao Parque Olímpico; e a do trem de alta velocidade, que liga a estação Saint Pancras, parada do Euro Star, a nova estação de Stratford Internacional em apenas sete minutos, de olho nos turistas estrangeiros.
O novo trem desta última, batizado de Javelin (dardo), funcionará 24 horas por dia no período dos Jogos e servirá também aos jornalistas internacionais, que dormirão em hotéis na região de Euston, a 600m da estação Saint Pancras, e trabalharão no Centro Internacional de Rádio e TV e no Centro Principal de Imprensa, ambos no Parque Olímpico, distante cerca de 20km.
Tudo para ninguém chegar atrasado aos Jogos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/ouro-pelos-trilhos-5020875#ixzz1vuaedsjW 

Opinião: Enquanto isso, em competições menores no município que sediará os Jogos Olímpicos de 2016, o "sistema" de trens extras não funciona como anunciado pela empresa. Deixando uma espera de 30 minutos após o horário anunciado. Pode-se verificar no planejamento de Londres um real esforço para que o transporte funcione, sem grandes reinventar a roda.