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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Polícia investigará queda de grade e não descarta novo veto à avalanche


Comandante do 1º Batalhão de Operações Especiais, Kleber Rodrigues Goulart diz que ocorrência será registrada na Polícia Civil

A queda da grade no espaço da Geral do Grêmio na Arena, que feriu oito pessoas na partida contra a LDU nesta quarta-feira, será investigada pela Polícia Civil. O comandante do 1º Batalhão de Operações Especiais, Kleber Rodrigues Goulart, disse à Rádio Gaúcha que a ocorrência será registrada na Polícia Civil, que investigará o episódio. Nesta quinta-feira, o Intituto Geral de Perícias (IGP) irá ao local.
De acordo com o comandante, o fato de a Arena ter apenas laudos provisórios pode contribuir para uma nova proibição da comemoração conhecida como avalanche. Antes da inauguração, em dezembro, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros haviam pedido o veto a essa manifestação. O Grêmio recorreu e conseguiu a liberação, colocando gradis na metade superior do espaço.
- Pode haver a interdição deste local. A Brigada Militar sempre se posicionou para que esse espaço fosse ocupado por cadeiras. Não podemos esperar que tragédias corroborem com nossas opiniões.
O presidente da Grêmio Empreendimentos, Eduardo Antonini, externou preocupação com o acidente ocorrido instantes depois do gol de Elano contra a LDU, na noite desta quarta-feira, quando uma grade de proteção da Arena cedeu e torcedores acabaram caindo no fosso. O dirigente promete para esta quinta-feira uma reunião com os engenheiros responsáveis pela obra. Eles analisarão o local do episódio.
- É uma questão de engenharia. Nos preocupa, precisamos corrigir o que temos de problemas. Precisamos de um local 100% seguro. Faremos um estudo técnico - avisou.
Antonini ressalta que o problema não estava no número de pessoas no local. O dirigente informa que vendeu mil ingressos a menos do que a capacidade total do espaço da Geral, que é de 10 mil pessoas. No entanto, vê como uma das saídas a instalação de gradis em todo o setor.
- Existem os gradis na parte superior do espaço. Daqui a pouco, podemos colocar os gradis em todo o espaço - argumenta.
Aos 16 minutos do segundo tempo, torcedores localizados atrás da baliza defendida por Marcelo Grohe correram arquibancada abaixo, comemorando o gol de Elano. Pelo menos oito ficaram feridos na queda e receberam atendimento médico. Em razão do incidente, a partida ficou seis minutos paralisada.
Dos oito feridos, cinco foram levados ao Hospital Cristo Redentor e mais dois ao Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre. Todos tinham ferimentos leves. O outro ferido, que apenas mancava, acabou voltando às arquibancadas para assistir à partida.

Avalanche chegou a ser proibida

A comemoração da avalanche foi centro de polêmica antes mesmo da inauguração da Arena. Só foi permitida após acordo do Grêmio com a Polícia Militar do Rio Grande do Sul. A ação havia sido proibida inicialmente pela autoridade policial por questões de segurança. O duelo contra a LDU é a segunda partida do Grêmio no estádio. A avalanche foi liberada na abertura contra o Hamburgo, no dia 8 de dezembro.
O projeto inicial da Arena destinou um espaço justamente para a realização da avalanche, onde fica a torcida Geral. O espaço tem capacidade para dez mil torcedores em pé, mas também há a possibilidade da instalação de cadeiras no local, reduzindo a capacidade para cinco mil.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/gremio/noticia/2013/01/policia-investigara-queda-de-grade-e-nao-descarta-novo-veto-avalanche.html

terça-feira, 27 de novembro de 2012

TCU investiga general à frente de megaeventos do Rio


Megid recorre de acusação que questionou gastos para equipar vilas

Por LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RIO — A presidente Dilma Rousseff nomeou na segunda-feira, como coordenador das Forças Armadas para os grandes eventos que serão realizados nos próximos anos no Brasil, um oficial que responde a processo no Tribunal de Contas da União (TCU) por indícios de superfaturamento de R$ 2,6 milhões em contratos para os Jogos Mundiais Militares de 2011. O general Jamil Megid Júnior vai assessorar o Estado-Maior das Forças Armadas nas ações dos militares para proteger a Jornada Mundial da Juventude, a Copa das Confederações (2013), a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016).
Em julho deste ano, O GLOBO revelou a investigação do TCU. O caso envolve o aluguel de mobiliário para as três vilas militares construídas para os Jogos Mundiais Militares. O superfaturamento teria ocorrido quando o Comitê Rio 2011 decidiu, no fim de 2010, alugar o mobiliário — camas, bebedouros, cestos de lixo, travesseiros, entre outros itens — em vez de comprá-los. Quatro oficiais foram citados pelo TCU como responsáveis solidários, inclusive o general Jamil, na época Coordenador do Comitê de Planejamento.
O oficial foi procurado, mas não retornou as ligações. O processo no TCU ainda se encontra em fase de recurso. No processo que constatou os gastos, o general Jamil culpou a “burocracia”. Disse que a demora da União para criar o Comitê Rio 2011 fez com que a entidade tivesse menos de dois anos (23 meses) para planejar e organizar o evento. A escolha do Brasil como país-sede dos Jogos Militares, porém, havia ocorrido em maio de 2007, mais de quatro anos antes. Jamil disse também que, como houve carência de pessoal — dos 1.500 cargos previstos, apenas 300 foram preenchidos —, o Comitê Organizador Rio 2011 buscou fornecedores com “alto grau de confiabilidade para desempenhar as tarefas”.
O Ministério da Defesa informou na segunda-feira que a escolha do general Jamil para assessorar o Estado-Maior das Forças Armadas se deu por critérios técnicos. Segundo a assessoria de comunicação social do órgão, o oficial acumulou experiência em postos-chave das Forças Armadas na segurança tanto dos Jogos Militares como também durante a Conferência Mundial de Meio Ambiente (Rio + 20).
A nomeação de Jamil acontece em meio a indefinição de qual órgão comandará a segurança dos próximos megaeventos: se o ministério da Defesa, como ocorreu na Rio+20, ou o Ministério da Justiça. Durante os Jogos Olímpicos de Londres, a presidente Dilma deu a entender que daria preferência aos militares. Mas nada foi oficializado. A indefinição do comando das ações foi, inclusive, um dos temas abordados, no último sábado, no encerramento de um seminário organizado no Rio de Janeiro pela Autoridade Pública Olímpica (APO) para a troca de experiências entre servidores públicos britânicos que trabalharam nos Jogos de Londres e colegas brasileiros. Na avaliação dos participantes, a escolha já deveria ter sido oficializada. Segundo os organizadores, com um comando único, será possível desenvolver melhor o planejamento para as Olimpíadas.

TCU investiga outros casos
Os gastos dos Jogos Mundiais Militares vêm sendo alvo de uma série de auditorias do TCU devido a suspeitas de irregularidades no uso de recursos. No acórdão mais recente, divulgado no mês passado, o Tribunal de Contas exigiu que dois servidores esclareçam porque supostamente pagaram duas vezes pelo mesmo serviço: o fornecimento de estacas para construir as fundações da Vila Olímpica de Deodoro, onde parte das delegações ficou hospedada. Os servidores citados no acórdão do ministro José Jorge foram o chefe da seção de Orçamentos e Custos, Luiz Alfredo Vetorini; e Eduardo Ruffo Monteiro Nunes, chefe da Comissão Regional de Obras da 1ª Região Militar do Exército.
No relatório, o TCU observou que, em um processo anterior, o órgão já havia identificado um sobrepreço de mais de R$ 2,1 milhões no contrato. Com isso, o tribunal recomendara a revisão do contrato, o que não aconteceu. Segundo o relatório, problema semelhante também foi identificado no contrato da Vila Olímpica da Marinha, que foi revisto, garantindo uma economia de R$ 3,7 milhões.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tcu-investiga-general-frente-de-megaeventos-do-rio-6840340#ixzz2DPYlBGTO 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Fifa investigará escolhas das sedes para as Copas do Mundo de 2018 e 2022


Comitê Executivo da Fifa pretende esclarecer os detalhes dos processos de escolhas para as próximas Copas do Mundo

O Comitê Executivo da Fifa irá investigar os processos de escolha das sedes para as Copas do Mundo de 2018 e 2022. Rússia e Qatar ganharam o direito de receberem os respectivos Mundiais, porém as escolhas foram cercadas de polêmicas por derrotarem candidaturas consideradas mais fortes.
O painel faz parte das reformas anti-corrupção planejadas pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter. O comitê Executivo irá indicar advogados, que terão a responsabilidade de comandar uma investigação independente.
O consultor anti-corrupção da Fifa, Mark Pieth, defende que a investigação é a chave para a modernização do futebol.
- Isso é fundemental neste sentido de modernização. Iremos encontrar com pessoas que participaram das votações, e colocar tudo às claras - disse Pieth ao jornal inglês "The Guardian".
Em dezembro do ano passado, as escolhas das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022 esteve cercada de suspeitas de subornos, e até troca de votos. Como por exemplo, o pacto que teria sido feito para que os delegados do Qatar votassem na candidatura de Portugal e Espanha, em troca de apoio para o seu projeto.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/copa-do-mundo/Fifa-investigara-escolhas-sedes-Copas_0_737926268.html#ixzz20oBqQlSL