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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Aos poucos, esporte olímpico deixa de depender das estatais


Por Gabriel Ferreira

Com proximidade dos Jogos do Rio, em 2016, empresas têm aumentado apoio a confederações e atletas.

As empresas estatais, como os Correios e a Caixa Econômica, investiram cerca de R$ 520 milhões no apoio a atletas e confederações entre o fim das Olimpíadas de Pequim, em 2008 e o início dos Jogos de Londres.

Não há dados sobre os gastos das empresas privadas com o apoio ao esporte olímpico, mas acredita-se que as cifras sejam bem mais modestas. Essa situação, porém, começa a mudar.

"Existe um movimento crescente de empresas que entendem o esporte como uma ferramenta eficiente de comunicação", diz Renata Gomide, gerente de Marketing esportivo do Grupo Pão de Açúcar, que investe em patrocínio, sobretudo ao atletismo, há duas décadas.

Parte dessa tendência é motivada pela escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. Exemplo disso é a Sadia, marca da BRF Foods, que nos últimos dois anos anunciou patrocínio a três confederações esportivas.

"Fizemos uma ampla pesquisa sobre essas instituições para decidir quais receberiam nosso apoio", diz Eduardo Bernstein, diretor de Marketing da BRF.

Depois da análise, a empresa decidiu pelo patrocínio às confederações de Judô, Desportos Aquáticos (que inclui modalidades como natação e pólo aquático) e Ginástica Artística, entidades que tradicionalmente só recebiam apoio de instituições públicas.

A natação, por exemplo, nunca havia tido como principal patrocinador uma empresa privada.

No caso do Pão de Açúcar, o valor gasto com o apoio a atletas tem crescido gradativamente. "Fazemos isso com um pensamento de longo prazo, e não só focado nos próximos Jogos", diz Renata.

Este ano, a companhia terá 14 patrocinados competindo em Londres, entre eles potenciais medalhistas, como a saltadora Fabiana Murer.

Novos atletas

Além do patrocínio, as companhias investem em projetos voltados à formação de talentos.

A Sadia financia aulas de ginástica artística a crianças de diversas regiões do país desde 2007 e o Pão de Açúcar criou no fim do ano passado o Núcleo de Alto Rendimento, no qual faz avaliação e preparação de atletas, mesmo que não patrocinados.

A busca por talentos já desenvolvidos também é uma constante. A Sadia montou um site para que os interessados em patrocínio se inscrevam. O Pão de Açúcar não tem esse tipo de plataforma, mas também é muito requisitado por gente em busca de apoio.

"Recebemos cerca de 50 pedidos por semana", diz Renata. "Quando a atleta não se encaixa no nosso perfil, procuramos indicá-lo para outra empresa que possa se interessar."

Fonte: http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/aos-poucos-esporte-olimpico-deixa-de-depender-das-estatais_120007.html

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Futebol brasileiro ainda leva goleada fora das quatro linhas


Por Gabriel Ferreira

Essa é a conclusão dos participantes do “Debates Brasil Econômico — um olhar sobre grandes temas nacionais”, que reuniu um seleto time de executivos para discutir os negócios do esporte mais amado do país.

Ponha meia dúzia de torcedores em uma mesa de bar e tente fazer com que eles concordem em alguma questão relacionada ao futebol.

A missão é praticamente impossível, a menos que o tema da conversa envolva as questões políticas, administrativas e econômicas dos clubes.

Quando isso acontece, é praticamente certo que todos concordarão que, nesse ponto, o futebol brasileiro mal começou o tempo regulamentar, certamente vai precisar de prorrogação e, talvez, nem os pênaltis consigam resolver.

E futebol foi o tema do Debates Brasil Econômico - Um olhar sobre os grandes temas nacionais, evento realizado por este jornal com o objetivo de colocar temas de relevância para o país sob o holofote da discussão de especialistas.

Afinal, as dificuldades enfrentadas pelo futebol nacional, fora das quatro linhas, prejudicam as equipes nacionais, resultam também em perdas econômicas para os clubes e para o país.

"Estamos na frente de uma gigantesca reserva de petróleo, mas temos apenas um saca-rolhas para perfurá-la", disse Rogério Dezembro, diretor de novos negócios da construtora WTorre e ex-diretor do departamento de marketing do Palmeiras, e um dos convidados para o debate.

Caminhos possíveis

Seria impossível sair de um tipo de debate como este com uma conclusão. Mas a discussão serviu para apontar alguns caminhos possíveis. Há consenso, porém, de que não é difícil descobrir qual o caminho deverá ser trilhado para atingir a maturidade que o esporte já alcançou em outras praças, sobretudo na Europa.

O maior desafio, na verdade, é dar o primeiro passo. "Os clubes precisam ser geridos com mais gestão e menos paixão", diz Cesar Gualdani, sócio da consultoria Stochos.
Luiz Fernando Vieira, vice-presidente da agência de publicidade Africa, do Grupo ABC disse que os clubes precisam amplificar o escopo de atuação. "Eles precisam buscar parceiros em vez de patrocinadores.

Às vezes é melhor fechar com uma empresa do que estampar a camisa com um monte de marcas. O parceiro vai se sentir mais valorizado", afirmou Vieira que também participou do debate e cuja agência representa um grande e tradicional anunciante de futebol, a marca Brahma, da Ambev.

Não há dúvidas de que o futebol brasileiro avançou bastante nas últimas décadas. Só o Campeonato Brasileiro de 2012, que está apenas em sua primeira rodada, deve movimentar R$ 2 bilhões em patrocínios, direitos de transmissão e bilheteria, entre outras fontes de receita.

"Mas o mercado brasileiro ainda não aprendeu a explorar a era dos pontos corridos. Comemoramos médias de público relativamente baixas para este tipo de competição", afirmou Amir Somoggi, da consultoria BDO e que também participou do debate.

Globalização

Para Somoggi, os clubes brasileiros têm de "entender seu papel no mundo e se posicionar globalmente". Armênio Neto, gerente de marketing do Santos Futebol Clube sabe bem do que Somoggi está falando.

Segundo ele não foi só dentro de campo que o Peixe perdeu para o Barcelona. "Há dois quilômetros do estádio já se via artigos do time catalão à venda. E a gente com dificuldade para levar meia dúzia de camisa do Santos para vender em Tóquio", lembrou o executivo durante o evento.

Mas não faltam oportunidades. Pelo menos é a opinião de Evandro Guimarães, diretor de operações da 9INE.

"As oportunidades são muito grandes mas os clubes precisam se profissionalizar. Até por uma questão de sobrevivência", afirmou o braço direito de Ronaldo Fenômeno na agência de marketing esportivo.

Fonte: http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/futebol-brasileiro-ainda-leva-goleada-fora-das-quatro-linhas_117278.html

Cenário econômico e político influenciam medalhistas olímpicos


O tamanho da população, níveis médios de renda, apoio governamental ao esporte e ser sede dos jogos são as variáveis utilizadas no estudo da PwC.

Fatores econômicos e políticos têm influência significativa no rendimento dos países nas Olimpíadas, segundo mostra pesquisa da PwC . 

O tamanho da população, níveis médios de renda, apoio governamental ao esporte e ser sede dos jogos são as variáveis utilizadas no relatório "Economic briefing paper: Modelling Olympic performance", que projeta o quadro de medalhas das Olimpíadas de Londres.

A análise, que é feita desde os Jogos Olímpicos de Sidney em 2000, toma como base os resultados obtidos na última Olimpíada disputada - Pequim, 2008. 

"Geralmente, a quantidade de medalhas conquistadas aumenta conforme o tamanho da população e a riqueza econômica do país, mas não proporcionalmente", explica o autor da análise, John Hawksworth, economista-chefe da PwC - Reino Unido.

"David às vezes pode derrotar Golias na arena olímpica, embora as potências como Estados Unidos, China e Rússia continuem a liderar o quadro de medalhas", complementa.

Segundo as projeções do modelo de análise da PwC, o Brasil deve repetir o resultado obtido em Pequim e conquistar 15 medalhas.

Por não ser mais a anfitriã, a China deve ter dificuldade para superar os Estados Unidos, como fez em Pequim, quando conquistou maior número de medalhas de ouro.

A equipe britânica deve ganhar cerca de 54 medalhas, superando o desempenho em Pequim, quando conquistou 47 medalhas, devido à vantagem de jogar em casa.

Quanto a Rússia, a expectativa é de manutenção do desempenho de edições passadas, apoiada pela força de sua economia e por ocupar o terceiro lugar no ranking, com 68 medalhas.

Considerando o tamanho de sua população e o Produto Interno Bruto (PIB), a Índia terá fraco desempenho, com projeção de 5 ou 6 medalhas.

Os grandes países da Europa Ocidental, como Alemanha, França, Itália, Espanha e Holanda, devem repetir as performances que tiveram em Pequim.

O grupo de países que deve conquistar em Londres menos medalhas do que em Pequim inclui Austrália e alguns países do antigo bloco soviético, nos quais o legado decorrente do maciço investimento estatal até 1991 está se esvaindo, a exemplo de Ucrânia e Bielorrússia.

Fonte: http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/cenario-economico-e-politico-influenciam-medalhistas-olimpicos_118158.html

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Rebelo e Valcke reiteram trabalho conjunto para o sucesso da Copa

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérome Valcke, reiteraram trabalhar conjuntamente para que a organização da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, seja um sucesso.


Na primeira reunião do ano com o Comitê Organizador Local da Copa (COL), na capital fluminense, Rebelo destacou a importância da competição para melhorar a infraestrutura das cidades que vão sediar o evento.
"A garantia de que a Copa será um sucesso tem um significado mais amplo para o Brasil. É uma grande janela que se abre para o país se tornar mais conhecido e respeitado. Podemos atualizar a engenharia nacional na construção desses mega estádios, na construção das arenas, e de obras que atenderão as demais demandas que surgirão por conta da competição. Há também a oportunidade de atualizarmos nas áreas de telecomunicações, de aperfeiçoar nossa segurança para grandes eventos com grandes investimentos do governo", disse.
Valcke ressaltou o seu otimismo em relação ao prazo de entrega das obras dos estádios e dos aeroportos em todo o país. Ele também mostrou confiança sobre a votação da Lei Geral da Copa, prevista para março, no Senado.
Sobre o atraso nas obras de construção do estádio na cidade de Natal, o secretário-geral da Fifa manifestou o seu otimismo sobre a conclusão da arena dentro do tempo previsto e garantiu que a capital do Rio Grande do Norte continua como uma das 12 sedes da Copa.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Rúgbi vira novo campo de batalha entre bancos

Por: Fábio Suzuki   (fsuzuki@brasileconomico.com.br)

 
HSBC investirá R$ 420 milhões até 2014 no esporte e terá como rival o Bradesco, patrocinador da confederação brasileira.
A bem humorada campanha publicitária a marca de material esportivo Topper tem divulgado através da mídia que o Rúgbi "ainda vai ser grande no Brasil".
Também acreditando nesse cenário para os próximos anos, o banco HSBC investirá £ 150 milhões (cerca de R$ 420 milhões) nos próximos quatro anos nesse esporte tendo o mercado brasileiro como um dos locais estratégicos para as ações de marketing que serão realizadas pela instituição financeira.
E com a iniciativa, a empresa passa a fazer frente também na área esportiva ao Bradesco, que há um ano é patrocinadora da Confederação Brasileira de Rúgbi (CBRu) e que tem o Rúgbi em sua estratégia de negócios.
Além das expectativas de expansão da modalidade no mercado brasileiro, outro motivo que atraiu os investimentos de ambas as companhias é que o Rúgbi entrará para o rol de esportes olímpicos a partir dos Jogos no Rio de Janeiro, em 2016.
Mas além do Brasil, a investida do HSBC abrange outros quatro mercados com economias ascendentes, que são Argentina, México, China e Índia.
"Apesar de estar voltado ao esporte, estes investimentos são de negócios e o objetivo é que eles atendam às necessidades do banco em escala global, regional e local", afirma Gilles Morgan, diretor de marketing e patrocínios do HSBC. Segundo o executivo, a instituição financeira ainda não fechou as ações que serão realizadas no país pois ainda está "avaliando as oportunidades no Brasil".
Uma mostra do maior interesse dos brasileiros por esse esporte está na audiência dos jogos da modalidade transmitidos pelo canal ESPN no país.
Na última Copa do Mundo de Rugby, encerrada no mês passado, 4,2 milhões de pessoas assistiram o torneio, um aumento de 40% em relação à audiência do canal durante a edição de 2007 do evento.
O crescimento, entretanto, era para ser maior se o Mundial deste ano não estivesse ocorrido na Nova Zelândia, o que fez os jogos serem transmitidos para o Brasil durante a madrugada.

Alinhado aos negócios
De acordo com Jorge Nasser, diretor de marketing do Bradesco, três características do Rugby integram hoje as ações de endomarketing da companhia, que são força, agilidade e estratégia.
"A oportunidade de crescimento é o que norteia as ações do banco e o Rugby está totalmente integrado a esse cenário", diz Nasser, que afirma que as iniciativas do banco junto ao esporte vão aumentar em 2012 devido à ocorrência dos Jogos Olímpicos em Londres.
Sobre a concorrência do HSBC no esporte, o executivo afirma que "é salutar que mais empresas nesse segmento pois o país carece de investimentos privados".
O Bradesco enfrentará uma concorrente experiente na área pois o HSBC já realiza diversas ações em países que são potências nesse esporte como Inglaterra, França, Austrália e Nova Zelândia. Entre as iniciativas estão patrocínios a times e entidades, peças publicitárias e parcerias na realização de torneios.
"A camisa do British and Irish Lions (seleção do Reino Unido) é tão famosa e importante para o Rugby quanto a camisa amarela da seleção brasileira é para o futebol", compara o diretor do HSBC.