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quinta-feira, 21 de março de 2013

A escolha de liderar


Ser líder é estar preparado para fazer escolhas e ter disposição para assumir a responsabilidade por elas

Por Eugênio Mussak 

Por um instante, fui retirado da leitura do livro pela pergunta da aeromoça americana, que estava apressada em servir o almoço e queria saber se eu preferia carne, peixe ou massa: "Excuse me. Meat, fish or pasta?" Fiz a minha escolha, para logo depois ouvir: "And for starter, soup or salad?" Puxa, será que ela não ia parar de me fazer escolher? Ainda ia perguntar, claro, se eu preferia sobremesa, frutas ou queijos; se ia tomar vinho; se seria branco ou tinto; se a água seria com gás ou sem gás. Quando desisti de ler porque havia perdido a concentração liguei a TV e tive de fazer vários comandos até chegar aos filmes, para então me dar conta de que tinha de optar entre drama, aventura, comédia, clássicos e sei lá mais o que, para então chegar a uma imensa lista de filmes disponíveis.

Tudo bem, pois a variedade de opções é o melhor sinal da liberdade e do progresso. Essa é a parte boa. A ruim é que ter de escolher acaba gerando um momento de ansiedade, pois a escolha sempre pressupõe renúncia. Eu não podia comer carne, peixe e massa. Não no mesmo voo. Tinha de escolher um e abrir mão de dois. "Assim é a vida", pensei.

Foi quando me dei conta de que o livro que estava lendo era Handbook of Leadership, que tinha acabado de comprar na Coop, a l ivraria de Harvard, e nele havia uma abordagem sobre as escolhas estratégicas que os líderes tinham de estar preparados para fazer. Grandes líderes da história fizeram grandes escolhas, que influenciaram a vida de muitas pessoas. E assumiram a responsabilidade por elas, por isso eram líderes.

Sim, ser um líder é ter preparo para fazer escolhas e disposição para assumir a responsabilidade por elas. Sem essas duas qualidades não há liderança. E isso nos leva à primeira grande escolha que o líder tem de fazer: a de ser um líder. Como toda escolha pressupõe renúncias, ao escolher ser um líder você está abrindo mão do conforto de não liderar, de simplesmente seguir.

Liderar é fazer escolhas, e quem não está disposto a fazê-las em nome de outros, e responder por elas, não está preparado para liderar. Mas tudo bem, alguém tem de liderar e alguém tem de seguir. Não deseja fazer escolhas? Faça voos curtos. Neles a aeromoça só oferece uma barrinha de cereal. Fica mais fácil. Ainda que isso também seja uma escolha...

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/artigos-eugenio-mussak-escolha-liderar-732149.shtml

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Atletas elogiam Plano Medalhas e aumentam otimismo para Rio 2016


DIOGO ALCÂNTARA

Prestes a ouvir da presidente Dilma Rousseff o anúncio de investimentos para melhorar o desempenho do Brasil nos Jogos Olímpicos, visando Rio 2016, atletas brasileiros medalhistas estão otimistas com o chamado Plano Brasil Medalhas, que deve injetar cerca de R$ 1 bilhão na formação e aprimoramento de esportistas e comissão técnica. Em Londres, o Brasil ficou em 22º lugar no quadro de medalhas da Olimpíada e em sétimo na Paralimpíada.
"É ótimo, dá uma tranquilidade enorme para o atleta", avaliou a judoca Mayra Aguiar, medalhista de bronze na última Olimpíada. Ela diz que é importante bolsas para manutenção dos esportistas. Segundo a judoca, um quimono profissional não sai por menos de R$ 600, por exemplo. Mayra acredita no potencial dos atletas brasileiros que disputarão em casa os próximos Jogos. "O brasileiro é muito torcedor. Eu adoro lutar em casa. Isso me anima bastante", disse.
Técnico da Seleção medalha de ouro no vôlei feminino, José Roberto Guimarães acredita que novos investimentos não terão impactos apenas no quadro de medalhas do Rio 2016, mas devem formar um legado. "É muito mais importante o que vai ser deixado de incentivo", afirmou.
Zé Roberto revelou que recebeu telefonema da presidente Dilma Rousseff pouco depois da conquista do bicampeonato olímpico. Dilma em mais de uma oportunidade usou o exemplo das jogadoras de vôlei para falar sobre persistência. Em uma partida dramática, as brasileiras bateram as russas nas quartas de final por 3 sets a 2. "Foi um exemplo importante para as mulheres do Brasil de superação e de garra", disse, em tom orgulhoso.
Recordista do Brasil em medalhas paralímpicas, o nadador Daniel Dias elogia incentivos financeiros. Ele acredita que os investimentos melhorarão a performance da delegação brasileira no quadro de medalhas daqui a quatro anos. "Conseguimos ficar em sétimo e acho que conseguiremos chegar em quinto, sim", disse, sobre o que projeta o Brasil para 2016. Dias já subiu 15 vezes ao pódio em Paralimpíadas e conseguiu dez ouros, sendo seis em Londres.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI6152709-EI14532,00-Atletas+elogiam+Plano+Medalhas+e+aumentam+otimismo+para+Rio.html

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Presidenta Dilma Rousseff e ministro Aldo Rebelo lançam plano Brasil Medalhas 2016


O esporte olímpico e paraolímpico brasileiro ganha uma série de medidas para o desenvolvimento de modalidades visando aos Jogos Rio 2016. O plano Brasil Medalhas 2016, lançado nesta quinta-feira (13.09) pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, tem como objetivo colocar o Brasil entre os 10 primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

“Esse plano vai aprimorar o que consideramos essencial – o apoio diretamente ao atleta – por meio do Bolsa-Pódio e do Bolsa-Técnico, entre outras coisas. Também, dando suporte de infraestrutura, tecnologia, através de centros de treinamento”, disse a presidenta Dilma Rousseff. “É fundamental que nosso País tenha centros de treinamento de alta qualidade. Vamos ofertar 22 centros de treinamento para que os atletas tenham suporte para treinar e levar à frente essa ambição que cada atleta tem dentro de si. É também a ambição de 194 milhões de brasileiros, expressas em vocês [atletas]”, acrescentou a presidenta, dirigindo-se aos atletas presentes na cerimônia de anúncio, no Palácio do Planalto.

Será aportado R$ 1 bilhão a mais de investimentos públicos federais no próximo ciclo olímpico, entre 2013 e 2016. Desse R$ 1 bilhão, dois terços virão do Orçamento Geral da União (OGU) e um terço de investimentos de empresas estatais. Esses recursos são novos, ou seja, adicionais em relação ao orçamento usual do Ministério do Esporte para o alto rendimento e a fontes de financiamento como a Lei Agnelo/Piva e a Lei de Incentivo ao Esporte.

“As Olimpíadas de 2016 abrem os horizontes e nos desafiam a valorizar e procurar fazer um esforço para que possamos alcançar mais medalhas. O Plano Brasil Medalhas representa um recurso extraordinário de R$ 1 bilhão para os próximos 4 anos, já presentes e figurados no orçamento de 2013 até 2016, além de R$ 1,5 bilhão que já estavam regularmente destinados ao esporte de alto rendimento. “, afirmou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

O Ministério do Esporte priorizará os investimentos nas modalidades com mais chances de obter medalhas. Foram escolhidas 21 olímpicas e 15 paraolímpicas. A estratégia é obter, paralelamente, crescimento intensivo e extensivo no desempenho esportivo. Isso significa conquistar mais medalhas nas modalidades que já as obtiveram e chegar ao pódio nas que ainda não conseguiram.

As modalidades olímpicas selecionadas são: águas abertas (novo nome para maratona aquática), atletismo, basquetebol, boxe, canoagem, ciclismo BMX, futebol feminino, ginástica artística, handebol, hipismo (saltos), judô, lutas, natação, pentatlo moderno, taekwondo, tênis, tiro esportivo, triatlo, vela, vôlei e vôlei de praia. As paraolímpicas são: atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeiras de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, tênis de mesa e voleibol sentado.

As demais modalidades continuarão sendo apoiadas pelo Ministério do Esporte e seguirão recebendo recursos pelas fontes tradicionais de financiamento federal.

Apoio ao atleta
O Brasil Medalhas 2016 regulamenta instrumentos previstos na Lei 12.395, sancionada em março de 2011, que lançou as bases para elevar o nível do esporte de alto rendimento. A vertente “apoio ao atleta” institui o Programa Pódio, que inclui nova categoria no Bolsa-Atleta – a Bolsa-Pódio – e cria a Bolsa-Técnico, que pagarão, respectivamente, até R$ 15 mil e até R$ 10 mil mensais. Os beneficiados do Pódio serão atletas de modalidades individuais que, entre outros critérios, estejam situados entre os 20 melhores do ranking mundial e com reais chances de medalhas, além de seus treinadores e equipe multidisciplinar (preparador físico, nutricionista, atleta-guia etc.).

O Brasil Medalhas também contempla recursos para aquisição de equipamento esportivo (até R$ 20 mil por atleta) e apoio a treinamento e competições de atletas no Brasil e no exterior, por meio do pagamento de custos com diárias e passagens.

As demais categorias do Bolsa-Atleta (Estudantil, de Base, Nacional, Internacional e Olímpica/Paraolímpica) serão mantidas com os critérios atuais e dentro do orçamento regular do Ministério do Esporte.

Centros de treinamento
Outra vertente do plano Brasil Medalhas 2016 é a destinação de recursos para construção, reforma e operação de 22 centros de treinamento, selecionados em conjunto com os comitês Olímpico e Paralímpico, as confederações nacionais, clubes, estados e municípios. Desses, 21 são centros de modalidades olímpicas e um paraolímpico, seguindo a recomendação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que vai unificar todas as modalidades em um só local de treinamento. O apoio também prevê a aquisição de equipamentos esportivos.

Apoio de estatais
Ao todo, oito empresas estatais apoiarão modalidades esportivas em formato diferente do patrocínio que a maioria delas já dá a vários esportes. O novo apoio será focado na preparação de atletas e seleções para os Jogos Rio 2016. São elas:

Banco do Brasil: vela, vôlei de praia, vôlei e pentatlo moderno
Banco do Brasil e Correios: handebol
Banco do Nordeste (BNB): triatlo
BNDES: canoagem e hipismo
Caixa: atletismo, ciclismo BMX, futebol feminino, ginástica, lutas, modalidades paraolímpicas e tiro esportivo
Correios: natação, águas abertas (maratona aquática) e tênis
Eletrobras: basquetebol
Infraero e Petrobras: judô
Petrobras: boxe e taekwondo

Gestão integrada
A gestão dos recursos será realizada de forma integrada por Ministério do Esporte, comitês Olímpico e Paralímpico, confederações e estatais. Faz parte dos objetivos dessa integração o apoio ao aprimoramento da gestão das confederações esportivas.

Ministério do Esporte, comitês, confederações e entes públicos elaborarão, em conjunto, um Plano Esportivo e de Investimento, que deverá ser aprovado até dezembro de 2012. A formalização dos convênios com confederações e entes públicos, além da lista de atletas inscritos no Programa Pódio, deverá ser finalizada em janeiro de 2013.

Comitê gestor
Além do lançamento do plano Brasil Medalhas 2016, a solenidade no Palácio do Planalto teve a assinatura, pela presidenta Dilma Rousseff, de decreto criando o Comitê Gestor dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro.

A estrutura, que funcionará de forma semelhante ao Comitê Gestor da Copa (CGCOPA), reunirá os ministérios envolvidos na organização dos Jogos, sob coordenação do Ministério do Esporte.

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9370

Governo abre o cofre para buscar liderança no quadro de medalhas em 2016


Dilma Rousseff lança Plano Brasil Medalhas e destaca que é necessário fazer investimento maciço no esporte individual

A injeção de R$ 1 bilhão a mais na preparação dos atletas olímpicos e paralímpicos por parte do Governo Federal, de acordo com projeto lançado nesta quinta-feira em Brasília, tem como maior objetivo fazer o Brasil saltar no quadro de medalhas dos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Em cerimônia que contou com a participação de atletas brasileiros que estiveram nos Jogos de Londres 2012 , a presidenta Dilma Rousseff anunciou que um total de R$ 2,5 bilhões serão investidos no próximo ciclo olímpico, destacando e entrada de uma nova verba de R$ 1 bilhão, voltada em sua maior parte diretamente aos atletas.

“Como seremos sede dos próximos Jogos, é justo que nossas ambições sejam maiores em relação ao número de medalhas conquistadas. Mas querer e ambicionar, embora sejam essenciais, não garante as conquistas. E para isso, é óbvio que este esforço individual de todos vocês tenham um suporte do governo”, disse Dilma, durante seu discurso.

O Governo aproveitou a cerimônia de homanegem aos atletas medalhistas em Londres 2012 para divulgar seu plano de metas para as Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio, daqui a quatro anos. E os objetivos são ambiciosos: ficar entre os dez primeiros nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Paralímpicos.

"O plano irá aprimorar o que consideramos ideal, que é o apoio ao atleta, e isso ocorrerá através do Bolsa Pódio e do Bolsa Treinador, entre outras coisas. Mas também daremos suporte de infraestrutura de treinamento. Queremos obter vitórias, queremos o maior número de medalhas possível", afirmou a presidenta Dilma.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, detalhou o Plano Brasil Medalha 2016, que injetará mais R$ 1 bilhão no próximo ciclo olímpico brasileiro, que será somado aos recursos já existentes (R$ 1,5 bilhão), totalizarão R$ 2,5 bilhões. "Destes valores, R$ 690 milhões serão distinados diretamente aos atletas, enquanto R$ 310 milhões estarão destinados a construção, reforma e aparelhamento de Centros de Treinamento espalhados por todo o Brasil", explicou.

Bolsa Pódio e Bolsa Técnico

Uma das principais novidades no plano apresentado pelo Governo Federal foi a criação do Bolsa Pódio, que irá pagar até 15 mil reais mensais a atletas individuais ou de equipes que estão entre os 20 melhores do mundo em suas modalidades e com chances reais de medalhas, além do salário já pago atualmente por meio do Bolsa Atleta. "Temos atletas que não figuram no ranking internacional porque muitas vezes não tem dinheiro para competir", comentou Rebelo.

Haverá ainda dois outros tipos de incentivo para ajudar na preparação dos atletas: o Bolsa Técnico, que dará até 10 mil reais mensais para os treinadores de atletas e equipe que estão entre as melhores do mundo, e o Bolsa Equipe Multidisciplinar, com até 5 mil reais para profissionais de apoio aos atletas e equipes, como fisioterapeuta, nutricionista e psicólogos.

Fonte: http://esporte.ig.com.br/maisesportes/2012-09-13/governo-abre-o-cofre-para-buscar-lideranca-no-quadro-de-medalhas-em-2016.html

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Corinthians e Barcelona lideram redes sociais


O Barcelona e o Corinthians lideram o ranking de clubes mais populares no Facebook e Twitter, maiores redes sociais.  Quando a pesquisa engloba o mundo todo o clube espanhol lidera. Levando em conta apenas os latino-americanos o campeão da Copa Santander Libertadores assume a ponta.

No Twitter, foram contabilizados todos seguidores de cada clube. Já no Facebook fizeram parte da contagem aqueles que clicaram no botão “curtir”. Somente os perfis oficiais foram utilizados na pesquisa.

O Barcelona soma 33.882.493 fãs no Facebook e 6.174.243 no Twitter, totalizando 40.056.736. Em segundo lugar esta o Real Madrid com um total de 35. 900. 324 e completando o pódio figura o Manchester United (26.782.095).

O Corinthians aparece só em 13° lugar na classificação geral. Mas, considerando apenas os países latino-americanos, ele lidera com 2.766.940 torcedores no Facebook e 1.165.084 no Twitter, um total de 3.932.024. Na sequência aparecem Boca Juniors (3.887.461) e Flamengo (3.487.643).

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26195/Corinthians-e-Barcelona-lideram-redes-sociais/index.php

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A difícil arte de gerir conflitos nas empresas


Não há um dia em que não tenhamos conflitos para lidar, principalmente dentro das empresas

Por Sílvio Celestino

Um cliente solicita um desconto adicional devido ao atraso na entrega de um produto. O vendedor reclama que o atraso é de responsabilidade do departamento de logística. O gerente de logística informa que o atraso ocorreu porque o departamento fiscal demorou a emitir a nota fiscal. O departamento fiscal culpa a produção, que culpa o departamento de vendas por vender acima de sua capacidade.

Não há um dia em que não tenhamos conflitos para lidar, principalmente dentro das empresas. As negociações com um cliente são uma busca de pontos em comum para que a venda aconteça. As restrições orçamentárias nos obrigam a fazer escolhas que favorecem um departamento em detrimento de outro. O governo deseja que a empresa pague mais tributos. Os sindicatos não aceitam as condições em uma negociação salarial. E isso sem falar no comportamento inapropriado de funcionários e gerentes que, por vezes, não controlam suas emoções e causam problemas de relacionamento que, se não forem sanados, geram impasses. Não é possível ser um líder empresarial, se não houver um genuíno interesse em conhecer a natureza das desarmonias e solucioná-las.

É o propósito que determina se o conflito é positivo ou não

Existe uma percepção de que conflitos são intrinsicamente ruins e, portanto, devem ser evitados. Nem sempre isso é verdade. Quando estamos diante de um problema para o qual buscamos maior quantidade de ideias para solucioná-lo, é desejável termos muitas pessoas debatendo pontos de vista diferentes. Por outro lado, as restrições de uma operação empresarial demandam velocidade e, se um desentendimento acarreta uma parada, o propósito da empresa fica prejudicado. Consequentemente é a partir desse elemento que é desenvolvida a habilidade de solucionar conflitos: o propósito.

Um gerente deve ter a resposta à seguinte questão: qual é o propósito da empresa, do departamento, da tarefa ou de uma pessoa no momento de uma discordância? É por essa razão que, em primeiro lugar, os planos estratégicos devem estar claros a todos. Se, em dado instante, os propósitos mais elevados da empresa são desconhecidos pelos profissionais, eles criarão propósitos próprios, que farão sentido para eles no âmbito pessoal, ou departamental, mas são prejudiciais à empresa. A falta de um planejamento claro é uma fonte de conflitos.

Ao considerarmos um propósito é possível avaliar a raiz de um conflito. Ela pode ser decorrente de diferentes pontos de vista de como preencher o propósito. Por exemplo, o departamento de marketing almejar aumentar o resultado por meio de mais vendas, ao mesmo tempo em que o departamento financeiro deseja impor corte de custos para atingi-lo. O critério do primeiro é aumento de receitas e, do segundo, redução de despesas. Critérios distintos são fontes de conflitos.

Você está seguro de que entendeu completamente o ponto de vista da outra pessoa?

Quando se consegue compreender o modelo mental de alguém, decompondo-o em uma estrutura que responda às seguintes perguntas: qual o propósito? Qual o plano de ação proposto? Qual o critério utilizado para a escolha do plano mais apropriado? Temos condições de comparar as ideias de duas ou mais pessoas. E então encontrar elementos que possam nos ajudar a solucionar a questão. Pessoas que debatem defendem seus planos com dados e evidências de que seu critério é o mais apropriado em um determinado momento. Isso é saudável e desejável em um diálogo para se resolver uma questão. Entretanto, quando alguém faz alguma afirmação subjetiva a respeito de algo ou outra pessoa, o diálogo deixa de ser produtivo e entramos em uma discussão.

O propósito de uma discussão é expressarmos ou nos livrarmos de uma emoção. Por exemplo: quando alguém diz "o departamento financeiro só pensa em cortar custos!" ou "marketing só faz gastar!". Nesses casos, estamos diante de afirmações subjetivas que seguramente gerarão muita emoção e nenhuma solução, por vezes, tornando uma diferença de critérios uma diferença pessoal.

Portanto, chegamos a mais um elemento importante para se gerir desentendimentos, que é o domínio emocional. O líder deve ser capaz de gerir suas emoções e a dos demais diante de uma conversa que comumente se torna áspera e muito dura. Assim, um líder maduro, provavelmente, terá melhores condições para gerir um conflito do que profissionais em início de carreira.

Os propósitos não declarados das pessoas envolvidas tornam a gestão de conflitos extremamente complexa. É a hipótese de alguém que se recuse a cooperar com certa operação porque, se o fizer, favorecerá a promoção de um concorrente ao cargo que almeja. Outro importante fator gerador de atritos é a cultura da empresa. Uma empresa que bonifica seus profissionais somente pelo aumento de vendas, seguramente provocará pressões em setores como atendimento ao consumidor, produção e supply chain. Consequentemente, isso será motivo de muitas discussões que poderiam ser minimizadas, se a cultura da organização avaliasse os profissionais em acordo com o nível de satisfação do cliente, cumprimento de prazos e clima organizacional, além do aumento de vendas. Afinal, aumentar vendas e perder cliente por mau atendimento não é uma estratégia muito inteligente.

Por tudo isso, a gestão de conflitos é um tema relevante e que deveria fazer parte da agenda de aprimoramento de competência dos líderes, por meio de coaching ou mesmo cursos especializados. Diariamente, nas organizações, inúmeras paralisações poderiam ser evitadas se essa competência fosse exercitada permanentemente.

Resultados esperados

Finalizando, ao gerir um conflito, é importante saber que temos quatro resultados possíveis:

1) o problema permanece sem solução;

2) o problema foi solucionado pontualmente;

3) o problema foi solucionado de forma a nunca mais ocorrer, e as operações da empresa se aprimoraram; ou

4) o problema, após a tentativa de solucioná-lo, tornou-se pior e causou uma quebra, que pode ser de relacionamento entre departamentos, com clientes ou fornecedores e gerar impactos negativos nos resultados da empresa.

Ao aprimorar sua competência para gerir conflitos, o líder empresarial maximiza a possibilidade de que eles se transformem em oportunidades para aprimorar as operações e, consequentemente, os resultados da companhia. Vamos em frente!

Fonte: http://www.fbde.com.br/eweekDetalhe.asp?idConteudo=6412&nome=A+dif%EDcil+arte+de+gerir+conflitos+nas+empresas