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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Governo e FIFA definem compromissos para transmissão da Copa


O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, participou junto com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, do ato de assinatura do Memorando de Entendimentos entre a União e Federação Internacional de Futebol visando garantir um serviço "exemplar" de telecomunicações para a Copa.
Segundo Valcke, a telecomunicação é uma "grande peça da organização da Copa", ao que Bernardo completou ressaltando que "sem uma boa comunicação é como se a Copa não existisse".
Paulo Bernardo disse que foram 18 meses de negociações entre governo e FIFA sobre os termos da Garantia nº 11, referente a telecomunicações. O entendimento assinado determina que são de responsabilidade do governo as obras que ficarão de legado para o país. À FIFA caberá o que for utilizado apenas para a realização dos jogos.
O ministro esclareceu que a tecnologia 4G estará operacional a partir de abril nas seis sedes da Copa das Confederações, que ocorrerá de 15 a 30 de junho de 2013: Brasília, Rio, Fortaleza, Recife, Salvador e Belo Horizonte.
Bernardo destacou que o governo, por meio da Telebras, está implantando a infraestrutura de rede de fibra ótica nas 12 sedes, com um orçamento de R$ 200 milhões. A rede de fibra está 100% concluída na região metropolitana de Brasília, Belo Horizonte e Salvador e a previsão de conclusão das demais é março de 2013.
Veja abaixo a síntese dos termos do Memorando de Entendimentos assinado entre a FIFA e o Ministério das Comunicações.
Responsabilidades do Governo Federal (Ministério das Comunicações, por meio da TELEBRÁS):
Disponibilizar infraestrutura nacional de backbone e de redes metropolitanas necessárias para a interconexão entre  os estádios e outros locais definidos pela FIFA e o Centro Nacional de Transmissão (International Broadcaster Center – IBC), bem como o serviço de transporte de vídeo, sem custo para a FIFA ou seus parceiros;
Garantir que a infraestrutura atenda aos requisitos técnicos de qualidade estabelecidos pela FIFA, sobretudo a disponibilidade de 99,99% exigida para as redes que transportarão o serviço de transmissão de vídeo dos jogos;
Implantar a interconexão entre a rede da TELEBRÁS e as redes dos provedores de serviços de TI e de Mídia contratados pela FIFA;
Disponibilizar infraestrutura e soluções de TI (voz e banda larga) tão somente nos locais em que os provedores de serviços de TI e de Mídia contratados pela FIFA não disponham de infraestrutura conforme os requisitos de qualidade exigidos, o que deve ser comprovado por laudos técnicos fornecidos pela FIFA;

Responsabilidades da FIFA:
Desonerar o Governo Federal de prover a infraestrutura nos locais onde os prestadores de serviços de TI e de Mídia possuírem infraestrutura disponível conforme os requisitos de qualidade;
Obter e implementar a Tecnologia de Adaptação de Vídeo (VandA) e arcar com todos os seus custos;
Implementar a solução de rede de back-up por satélite e arcar com todos os seus custos;
Remunerar à TELEBRÁS 50% das receitas provenientes das vendas de serviços de vídeo fornecidos pelo sistema VandA.

Fonte: http://www.copa2014.rs.gov.br/conteudo/2374/governo-e-fifa-definem-compromissos-para-transmissao-da-copa

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Planejamento da Copa do Mundo do Brasil falha na mobilidade urbana


Nenhuma das 50 obras prometidas em 2010 foi concluída, 13 delas foram retiradas do compromisso

Por Eduardo Bresciani

BRASÍLIA - Apontada desde o início da preparação como o maior legado para a população das sedes da Copa do Mundo de 2014, a mobilidade urbana é hoje o maior problema no planejamento. Nenhuma das 50 obras prometidas em 2010 foi concluída, 13 foram retiradas do compromisso, e as 37 que continuam na matriz de responsabilidades tiveram o cronograma alterado, sendo que em 19 delas houve também mudança no orçamento.

Com a inclusão de obras de menor porte, as intervenções de mobilidade urbana somam 53 na matriz atual, mas o investimento destinado a elas caiu de R$ 11,59 bilhões em 2010 para R$ 8,6 bilhões no final de 2012.

Isso ocorreu mesmo com um aumento de R$ 765,5 milhões nas 19 obras em que o orçamento foi revisto.

As intervenções em mobilidade urbana foram sempre defendidas como uma contribuição da Copa para o dia a dia dos cidadãos. O argumento era que o poder público investiria em obras estruturais para que depois da Copa os benefícios pudessem ser sentidos pelos habitantes com mais opções de transporte público e melhoria no trânsito.

Das 37 obras que continuam previstas, todas registram novo prazo para conclusão, segundo o balanço da Copa, divulgado pelo governo federal em dezembro. Destas, 29 já deveriam ter sido entregues, segundo o que foi prometido em 2010. Agora, 18 delas devem ficar prontas este ano e as outras 19 em 2014. Ao longo do planejamento, foram incluídos 16 novos empreendimentos, a maioria de menor porte. Metade tem entrega prevista para 2013 e o restante tem como prazo o ano da Copa do Mundo.

O Ministério das Cidades, responsável pelo monitoramento destas obras, afirma que as intervenções urbanas retiradas da matriz de responsabilidades continuam em andamento. "As obras em questão não foram canceladas, elas migraram da matriz de responsabilidades da Copa para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)", diz a pasta.

Atrasos e alterações do orçamento decorrem de "readequações" necessárias no desenvolvimento dos projetos, complementa o ministério.

CANCELADAS
Em Manaus, as duas obras previstas foram canceladas. Um monotrilho que ligaria a região norte ao centro da cidade e um corredor de ônibus para a região leste foram retiradas da previsão. O governo do Amazonas culpa a "burocracia" pelo atraso na obra do monotrilho, mas ressalta que a obra continua em andamento e deve ser concluída em 2015. Na Bahia, a matriz original trazia a previsão de apenas uma obra viária ligando o aeroporto ao acesso norte de Salvador. A intervenção foi retirada e hoje a capital terá como intervenções de mobilidade duas pequenas obras no entorno da Arena Fonte Nova. Segundo o governo do Estado, a obra viária foi substituída por um metrô, mas essa ação não foi incluída na matriz porque pode não ficar pronta para o evento.

Na região Sul foi o preço das obras que cresceu ao longo destes três anos e os prazos foram prorrogados para a véspera do evento. Em Porto Alegre, das 10 obras prometidas, oito tiveram o orçamento ampliado com o total indo de R$ 483,2 milhões para R$ 809,7 milhões, uma alta de 67%. Previstas para serem entregues até junho de 2013, agora têm como prazo de conclusão o mês de maio de 2014. A prefeitura de Porto Alegre diz que os projetos foram alterados para a realização de obras de qualidade superior.

Em Curitiba, das nove intervenções previstas inicialmente, uma foi cancelada e seis tiveram o custo ampliado, subindo de R$ 234,1 milhões para R$ 354,6 milhões. Todas deveriam ter sido entregues em 2012 e agora tem como previsão o ano da Copa. A prefeitura, que teve troca de comando nas últimas eleições, informou que deve concluir uma análise das obras nesta semana e não teria como comentar as mudanças.

Em São Paulo, a alteração decorre da troca do estádio da capital paulista na Copa. O monotrilho do Morumbi, que tinha orçamento de R$ 2,8 bilhões, foi substituído por intervenções viárias em Itaquera no valor de R$ 317,7 milhões. O governo paulista afirma que a obra na zona sul da cidade continuará. 

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,planejamento-da-copa-do-mundo-do-brasil-falha-na-mobilidade-urbana,983613,0.htm