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sábado, 28 de julho de 2012

Maquete da Arena Pantanal é submetida a testes de ventos no IPT


Objetivo era fornecer os coeficientes de pressão das quatro coberturas e da fachada

A Arena Pantanal, estádio de Cuiabá que receberá quatro jogos da Copa do Mundo, passou por uma série de ensaios sobre esforços de vento no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O objetivo é fornecer os coeficientes de pressão das quatro coberturas independentes e dos sistemas de fechamentos (fachadas) em membranas tensionadas. 

Os ensaios foram realizados no túnel de vento do Centro de Metrologia de Fluidos durante 16 horas consecutivas, com ventos de 54 km por hora. Ao final, foram definidos alguns reforços nas estruturas de sustentação e fixação das telhas. Coberturas e fachadas foram testadas em uma maquete na escala 1:200, o que é possível em razão das dimensões da seção de teste do túnel de vento do IPT. 

Para a execução dos ensaios, os pesquisadores simularam primeiramente as características do vento do bairro onde o estádio está localizado. Os testes são referenciados em função da norma NBR 6123, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). A rugosidade do terreno, por exemplo, é classificada em cinco classes pela norma. No caso da Arena Cuiabá, o terreno está na categoria III, que tem como características a presença de terrenos planos ou ondulados com obstáculos.

Os teste incluíram nos ensaios a maquete do Ginásio Aecim Tocantins. localizado no entorno da arena. O fato ocorreu para que ocorresse o estudo da sua influência nos ventos que irão incidir sobre o estádio. "Quando existe uma construção muito próxima à obra em estudo, ela pode diminuir o carregamento do vento e atuar de maneira favorável à edificação, mas há casos em que a localização e a forma da construção pioram o carregamento de vento", disse Gilder Nader, pesquisador responsável pelos ensaios no IPT.

Com a confirmação dos resultados, a equipe do túnel de vento partiu para a instalação de 308 tomadas de pressão na maquete do estádio com as quatro arquibancadas montadas.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10421/MAQUETE+DA+ARENA+PANTANAL+E+SUBMETIDA+A+TESTES+DE+VENTOS+NO+IPT.html

Com blindagem, clima olímpico some de Londres


Por Agência Manga

Os Jogos Olímpicos não pararam as ruas de Londres. A capital britânica sediou nesta sexta-feira a festa de abertura da competição esportiva de 2012, mas isso não causou grande repercussão no clima ou no comportamento popular.

Em vez disso, a maioria da população londrina preferiu passear com cachorros e lotar pubs. O clima dos Jogos Olímpicos ficou restrito aos que tiveram acesso às áreas protegidas pelo Comitê Olímpico Internacional.

Nesses setores, destaque para os comboios corporativos. O primeiro dia dos Jogos já serviu para mostrar o quanto a competição é usada por empresas para ações de relacionamento com parceiros, fornecedores e clientes.

Essas ações de relacionamento deram o tom na abertura. Em contrapartida, nenhum patrocinador oficial aproveitou as aglomerações no entorno das arenas.

Também chamou atenção a ausência de qualquer tentativa de marketing de emboscada. Os Jogos Olímpicos estão entre os eventos mais protegidos contra esse tipo de iniciativa.

Ação de emboscada aconteceu apenas bem longe das estruturas olímpicas. Uma ótica de Londres aproveitou uma gafe cometida pela organização dos Jogos e criou um anúncio.

Na peça, a empresa Specsavers cita um erro cometido na primeira rodada do futebol feminino olímpico. O telão mostrou a bandeira da Coreia do Sul quando anunciava a escalação da seleção da Coreia do Norte, e a seleção asiática quase se recusou a entrar em campo.

A Specsavers publicou em jornais ingleses nesta sexta-feira as duas bandeiras. Além disso, estampou uma mensagem em coreano sugerindo que as autoridades responsáveis pelos Jogos visitassem a ótica.

Os anúncios da empresa costumam usar momentos constrangedores. O slogan é “Deveriam ter procurado a Specsavers”.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26155/Com-blindagem-clima-olimpico-some-de-Londres/index.php

BB cria ação de emboscada em voo para Londres


Por Erich Beting

O Banco do Brasil conseguiu pegar carona na popularidade da seleção brasileira de vôlei e na dupla Robert Scheidt e Rodrigo Prada, do iatismo, para fazer uma ação de marketing de emboscada relacionada aos Jogos Olímpicos de Londres.

No voo que levou a equipe da Máquina do Esporte para a cidade-sede dos Jogos Olímpicos, na última sexta-feira, um panfleto da instituição financeira foi distribuído aos passageiros com um convite do banco para “vestir a camisa” e torcer pelos atletas brasileiros.

Com a foto de Scheidt e Prada na capa com a inscrição #vesteacamisa, e do time feminino de vôlei de quadra, atual campeão olímpico, nas páginas centrais do material, o folheto convida o brasileiro a visitar o lounge montado pelo banco em Londres.

O espaço oferece serviços bancários para os correntistas do Banco do Brasil e também informa que exibirá as “competições esportivas pela TV”. Como não é patrocinador dos Jogos de Londres (o Lloyds Bank é o patrocinador da categoria de instituição financeira), o BB não pode usar os termos referentes à competição.

Com isso, o banco usou as imagens de seus patrocinados que têm mais chances de medalha, além do termo “competições esportivas” para referir-se aos Jogos Olímpico. O folheto informativo, inclusive, reforça a realização das Olimpíadas, mas sem fazer referência que fira os direitos exclusivos dos patrocinadores oficiais da competição.

A última frase do material é: “Vestir a camisa é torcer junto com você. Será um prazer receber você durante as competições esportivas em Londres”.

O BB também terá fazer uso do marketing de emboscada para se promover nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. O concorrente Bradesco é o detentor da cota de patrocínio para a área de instituição financeira e, assim, único autorizado a usar expressões como Rio-2016, Olimpíadas e Jogos Olímpicos, entre outras.

*O repórter viaja a convite da Adidas

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26159/BB-cria-acao-de-emboscada-em-voo-para-Londres/index.php

Salto para o padrão-ouro


Por Flávia Tavares

O navio "Itaquicê" aportou em Los Angeles naquele 1932 com 82 orgulhosos atletas brasileiros, 81 rapazes e uma moça, que representariam o país na Olimpíada. O brilho em seus rostos era produto do suor que brotou da venda que foram obrigados a fazer, nas paradas do navio ao longo de um mês de jornada, de parte das 55 mil sacas de café embarcadas no cargueiro. O lucro serviria para custear sua ida aos Estados Unidos, no contexto do pós-crash de 1929. Quem não tinha habilidades financeiras não desembarcou. Apenas 67 deles participaram daqueles jogos.

Oito décadas depois, o Brasil está hoje em sua 21ª participação nos Jogos Olímpicos, agora em Londres. Os 258 atletas que daqui partiram não tiveram de negociar commodities para financiar sua performance. O que não os torna menos mercadores de si mesmos. Do entusiasmo com a brincadeira de pega-pega no pátio da escola ao alto rendimento de um índice olímpico, os brasileiros que escolhem a carreira de atleta ainda precisam de muito talento para obter, manter e fazer render o dinheiro destinado ao esporte.

"O esporte evolui constantemente. Mas falta ao Brasil decidir o que quer, elaborar uma política pública nacional para o esporte", diz Paula Gonçalves, a Magic Paula, ex-integrante da seleção brasileira de basquete, hoje diretora-executiva do projeto Esporte e Cidadania da Petrobras, que gerencia o patrocínio da estatal para cinco modalidades olímpicas. Enquanto essa política não vem, a construção da carreira de atleta depende de um fluxo de responsabilidades, comandos e investimentos. Aos papéis do atleta, que são treinar, competir e, preferencialmente, ganhar, somam-se os de diversas esferas. As escolas, com seus professores de educação física e a tarefa de despertar o prazer do jogo; as universidades, que em muitos países completam a formação do desportista; os clubes, ambiente onde esses potenciais se desenvolvem; as federações e confederações, que lidam com o profissional já lapidado; e os patrocinadores, estatais ou privados, que bancam tudo isso.

Se, por um lado, o esporte brasileiro nunca teve tanto dinheiro, por outro, em alguns pontos dessa corrente há lacunas que ainda impedem que o país seja uma potência olímpica e seus atletas, profissionais completos. Além disso, por ter um perfil piramidal, em que poucos chegam ao topo, a carreira de atleta deixa pelo caminho uma multidão sem acesso ao maior filão dos recursos. Há, porém, um marco fundamental, que começou a mudar as perspectivas do esporte brasileiro: a lei 10.264, de 2001, que estabelece que 2% da arrecadação bruta de todas as loterias federais do país sejam repassados ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que fica com 85%, e ao Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), destino do restante. Em 2012, o COB estima em R$ 145 milhões a parte que lhe caberá, nos termos da lei.

O repasse desses recursos para as confederações de esportes olímpicos depende de uma série de critérios, entre eles, o desempenho do Brasil nas diferentes áreas - as modalidades com maior destaque recebem mais dinheiro. "É uma questão de planejamento. As confederações mais bem estruturadas, que têm melhores resultados, gestão e um plano bem traçado para manter e aumentar esse sucesso, são nosso foco", explica Marcus Vinicius Freire, ex-jogador de vôlei da seleção de prata de 1984 e atual superintendente executivo de esportes do COB. Assim, o atletismo, o vôlei e os esportes aquáticos, por exemplo, devem receber R$ 3,2 milhões cada neste ano. E o levantamento de peso e o tiro com arco, R$ 1,3 milhão. Cabe a cada confederação definir como esse dinheiro será usado, a partir de um plano quadrienal apresentado ao COB. "Essa grana vai, principalmente, para a organização de campeonatos e para a equipe olímpica. E os outros milhares de atletas que praticam o esporte, como ficam?", pergunta Mauro Silva, presidente da Confederação Brasileira de Boxe, que recebeu R$ 2 milhões.

Mesmo quem é destinatário de uma fatia generosa do bolo reconhece que pode faltar fermento. O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta, costuma usar uma frase para ilustrar as dificuldades do atletismo brasileiro: "Nem se eu tivesse R$ 300 milhões conseguiria melhores resultados. O dinheiro não vale de nada sem um investimento na base". É opinião corrente que o Brasil tarda em cuidar dos atletas mirins, da formação de desportistas, da base da pirâmide. "O legado da Copa de 2014 e da Rio 2016 tem de ser social e tem de ser o impacto nas escolas", corrobora Hortência Marcari, ex-jogadora de basquete e diretora de seleções femininas da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

Na Escola Municipal Silveira Sampaio, no Rio, a opção foi não esperar por soluções externas. Com abnegação, uma equipe de 12 professores de educação física treina atletinhas de 10 a 15 anos em modalidades como atletismo, levantamento de peso, futsal, tênis de mesa, handbol, basquete e vôlei. "Juntamos dinheiro para levar os alunos aos campeonatos, pagar um tênis para quem não tem, comprar o lanche. Tudo porque acreditamos que o esporte molda o caráter das crianças, desperta a liderança e a sociabilidade", diz Roberto Prata, um desses professores.

Resultado: a Silveira Sampaio é campeã dos Jogos Estudantis há 12 anos consecutivos. E já colocou atletas seus na seleção brasileira de atletismo e de levantamento de peso. "Foi aqui que eu recebi todo meu treinamento, virei um profissional graças à dedicação desses professores", conta Douglas Santos Costa, de 22 anos, hoje levantador de peso da seleção. Os alunos que se destacam no atletismo na escola são direcionados para a equipe do projeto Lançar-se para o Futuro, patrocinado pela Brasil Foods, e comandado pelo treinador Paulo Servo, ex-professor da Silveira Sampaio. Mas a escola praticamente não tem apoio. Para tentar conquistar patrocínios e escapar da burocracia por ser uma escola pública, os professores criaram uma ONG, a Cia. Cadê. Ainda sem sucesso.

Iniciativas isoladas como essa podem não ser suficientes. O próprio COB reconhece que talvez falte tempo para alimentar o fluxo de novos atletas em todas as modalidades olímpicas até 2016. Embora 10% dos recursos da lei 10.264 sejam voltados para o esporte educacional, que inclui a organização de olimpíadas escolares e universitárias e a mobilização de 2 milhões de crianças por ano, o comitê considera que seu papel seja o de lidar com os atletas de ponta e não necessariamente com sua formação. "Estamos centrados em tornar o Brasil uma das dez potências olímpicas e ganhar entre 24 e 32 medalhas até 2016. Para isso, precisamos nos concentrar no alto rendimento dos esportes em que já temos tradição e nos que temos potencial de medalhas", diz Marcus Vinicius Freire. Assim, os gastos do COB com o alto rendimento no quadriênio olímpico de 2005 a 2008 foram de US$ 250 milhões. De 2009 a 2012, devem ser de US$ 350 milhões, e de 2013 a 2016, de US$ 770 milhões. "Mas a base é responsabilidade do governo e dos clubes", acrescenta.

O Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, vem chamando para si essa tarefa. Além de procurar talentos entre os associados, estabeleceu uma parceria com os 44 Centros Educacionais Unificados (CEUs) de São Paulo, por meio do projeto Brincando de Atletismo, desde 2008, para capacitar professores da rede pública e treinar crianças de 8 a 12 anos. Um evento em dezembro de cada ano celebra a iniciativa - em 2011, 150 crianças de seis CEUs competiram entre si. E em 2012 a parceria se expandiu, com a Prefeitura de Jundiaí. "Queremos ter 400 alunos competindo em dezembro deste ano. Se conseguirmos tirar daí um atleta olímpico, já teremos cumprido nossa missão", diz o treinador Cláudio Castilho, supervisor técnico de atletismo competitivo do Pinheiros.

Paralelamente à formação, o clube investe nos atletas de ponta das 16 modalidades olímpicas que abriga. Desde 2003, traçou planos para voltar à elite do atletismo, por exemplo. Naquele ano, o Pinheiros estava em 29º lugar no ranking do Troféu Brasil, principal competição do atletismo brasileiro. Agora, é vice-campeão pelo terceiro ano consecutivo, perdendo apenas para a equipe BMF&Bovespa, há dez no topo. Os melhores resultados também atraíram patrocinadores e, assim, o dinheiro do clube, que é uma entidade não lucrativa, passou a chegar cada vez mais ao atleta. "Hoje, o atleta bom e excelente vive do esporte, está profissionalizado. O mercado também se abriu para treinadores estrangeiros, capacita melhor os brasileiros e os atletas têm acesso à tecnologia de ponta do esporte", diz Castilho. "Mas ainda falta muito. O discurso do COB não condiz com a prática, o planejamento estratégico deles não chega a nós e o esporte vive um eterno recomeçar, vive de glórias isoladas."

Com a ajuda de outro marco no fluxo de investimentos no esporte - a Lei de Incentivo ao Esporte, de 2007, que permite que as empresas destinem 1% do imposto de renda a projetos esportivos -, o clube conseguiu aprovar R$ 72 milhões em projetos de suas modalidades e já captou R$ 37 milhões. Além disso, conta com os patrocínios da Sabesp, Bradesco, 3M, Asics, Sky e Banco Espírito Santo. "Nem todo esse dinheiro precisa chegar às mãos dos nossos 2,9 mil atletas, mas sim à estrutura que os cerca", explica Suzana Pasternak, ex-esgrimista e assessora para gestão de recursos ao esporte do clube. Essa estrutura inclui nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos, softwares de medição de desempenho, 52 mil metros quadrados de quadras esportivas e duas piscinas olímpicas. "O atleta precisa se concentrar no esporte, não pode estar permanentemente preocupado com recursos, com burocracias", afirma Paula. "Ter esse apoio todo permite que a performance seja o foco."

É pensando nisso que tanto sua diretoria, que cuida dos recursos da Petrobras, quanto as do Pinheiros, do Minas Clube, do Flamengo, pioneiros na gestão esportiva no Brasil, tentam deixar um legado, um formato de administração do dinheiro que chega ao esporte, para que também beneficie a ponta da corrente, o atleta, em forma de salário e estrutura. Em seu escritório em São Paulo, a equipe de Paula gerenciou em 2011 quase R$ 15 milhões da Petrobras. Para isso, criou fluxogramas de 15 procedimentos diferentes, que acompanham a preparação do atleta de alto nível nas competições nacionais e internacionais - contratação de treinadores, viagens, compra de material etc. "Queremos criar um modelo completo, porque cada trâmite é muito dinâmico. Temos que prestar contas precisas ao patrocinador e ao Ministério do Esporte, mas também temos de atender às demandas do atleta, que mudam constantemente, por causa de lesões ou de provas que surgem ao longo do ano", afirma Paula.

Com processos mais bem acabados, as empresas tendem a se sentir à vontade para investir. O presidente da CBAt, Roberto Gesta, dá a dimensão de como essa mentalidade tem evoluído. Conta que, em uma competição em Manaus, em 1987, conversando com um amigo que era diretor da Coca-Cola, pediu permissão para colocar o logotipo da marca nas pistas de corrida, sem que a empresa tivesse de gastar nada. Era uma forma de mostrar ao mundo que uma multinacional se interessava pelo esporte. Funcionou. Um mês depois, o atletismo brasileiro conquistava seu primeiro patrocínio, do Açúcar União.

Hoje, a atração de corporações dispensa truques como esse. A própria Coca-Cola é uma das que bancam diversas iniciativas. "Queremos vincular nosso nome aos temas relevantes para o público, especialmente o adolescente, que são a música e o esporte. Por isso, temos um histórico de parcerias com a Copa e a Olimpíada", diz Michel Davidovich, diretor geral da Coca-Cola para a Copa 2014 e a Rio 2016.

A bebida esportiva da Coca-Cola, a Powerade, também patrocina uma equipe de dez jovens talentos do atletismo e criou o Powerade Team, com pretensões de emplacar alguns deles já nas equipes de 2016. Uma dessas atletas é Tamara de Souza, de 18 anos, campeã juvenil sul-americana de heptatlo, 6ª melhor do mundo no ranking juvenil e 23ª melhor do mundo no adulto. Seu interesse pelo esporte começou ainda quando menina, na Cidade de Deus, no Rio, pelo futebol, mas "só chutava o chão". Aos poucos, foi migrando para o salto em distância e, enfim, para o heptatlo. Hoje, conta com uma equipe composta de treinadora, nutricionista, fisioterapeuta, médico e psicólogo para desenvolver seu potencial. "Com tudo isso, posso sonhar em beliscar uma medalha em 2016", diz a garota.

O dinheiro público, porém, ainda é o energético mais abundante. Se é fato que o Estado se tornou o principal financiador do esporte de alto rendimento, também está claro que não há uma política de alcance nacional estabelecida para o desenvolvimento do esporte no país.

O que há é o patrocínio das estatais. Hoje, oito empresas financiam 22 modalidades: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras, Infraero, Correios, Eletrobras, BNDES, Casa da Moeda. Os Correios têm contratos com os esportes aquáticos e o tênis, nos quais investiu, entre 2011 e 2012, R$ 16 milhões e R$ 5,7 milhões, respectivamente. A Caixa prevê investimentos de R$ 62,5 milhões, entre 2011 e 2012, na preparação das seleções de atletismo, ginástica, luta e de esportes paraolímpicos. A Petrobras banca, por meio do projeto Esporte e Cidadania, 110 atletas, divididos entre boxe (26), esgrima (16), levantamento de peso (20), remo (24) e taekwondo (24), com bolsas-auxílio que variam entre R$ 3,1 mil e R$ 1.250. O total do investimento deve ultrapassar os R$ 18 milhões em 2012. A estatal, que deve levar 20 atletas a Londres, mantém ainda projetos de esporte educacional e de memória do esporte.

Essa memória tem uma guardiã. A professora e psicóloga Katia Rubio, coordenadora do Centro de Estudos Socioculturais do Movimento Humano, da Universidade de São Paulo (USP), elabora, há 12 anos, um censo do esporte olímpico brasileiro, com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Ao grupo de pesquisa, interessa entrevistar todos os atletas que foram a uma edição olímpica, mesmo que não tenham competido ou que tenham participado em modalidade de demonstração. Cerca de 700 entrevistas já foram realizadas. "Uma conclusão é que o brasileiro é formado para ir à Olimpíada, não para ganhar", diz Katia.

Por aqui, o discurso afirmativo, vencedor, é visto como arrogância. Com isso, dos 1.677 atletas que foram aos jogos, apenas 281 voltaram com medalhas - quando se desdobra o número de 91 medalhas entre os representantes de esportes coletivos. A professora diz que aquela imagem do atleta que treina descalço, nos fundos do Brasil, ainda é mais representativa do esporte nacional do que a do sucesso de um Cesar Cielo. "Nunca tivemos tanto dinheiro, mas o atleta nem sempre tem acesso a ele. Conheço casos de atletas que venderam sua casa, dormem no carro, para poder competir em alto nível, porque a verba está parada nas mãos da ONG que deveria ajudá-los", relata.

Não se transforma alguém em atleta de ponta em menos de dez anos. Por isso, o Brasil lida ainda com "as sobras" do modelo anterior à lei 10.264, acredita Katia. "A iniciação esportiva, hoje nas mãos dos clubes, não consegue estabelecer um elo com as universidades e, de uma maneira geral, o acesso aos clubes é muito restrito", diz. Ela se coloca entre os defensores de uma política de governo para o esporte. Por enquanto, o Ministério distribui dinheiro, as estatais fazem o mesmo e o COB gerencia o dinheiro da lei 10.264. Resultado: cada um aplica como quer, sem um plano integrado, com metas bem definidas. "Para 2016, contratamos a banda antes da festa. O Brasil acha que pode dar jeitinho em tudo, mas não tem como dar jeitinho em resultados, em desempenho." Em contrapartida, ela crê que deve haver uma guinada na mentalidade dos esportistas, tanto para um espírito mais vencedor quanto para uma preparação mais sólida para o pós-ápice.

Essa cabeça voltada para a vitória vem sendo moldada aos poucos - e pelo marketing. Um ídolo do esporte, hoje, deve ter, além de resultados, carisma para "se vender", principalmente nas redes sociais, e, assim, atrair patrocínio. "Orientamos nossos atletas a se comunicar de uma forma que aproxime os fãs e, a partir daí, podemos buscar mais financiadores e contratos de trabalho melhores", observa Alexandre Folhas, sócio-diretor da MVP Sports, empresa de marketing esportivo que gerencia as carreiras de atletas como Paula Pequeno, do vôlei, e Fabiana Mürer, do salto com vara.

Falta moldar melhor a cabeça do pós-ápice. Em diversas modalidades, aos 30 anos o atleta já está velho. Se aos 16 começou a ganhar algum dinheiro, o que é raro, teve 14 anos de carreira. Em muitos casos, tornou-se arrimo de família logo cedo. Não poupou. Não estudou. E, além de tudo, tem de lidar com o baque de parar de competir. "Comecei a me preparar para deixar o esporte dois anos antes", lembra Paula. "Os atletas pensam pouco na transição para outra carreira. O meu projeto, por exemplo, tem bolsa de estudos para os atletas. Se tem 15 que usam, é muito."

A opção mais comum dos que escolhem fazer um curso universitário é pela educação física ou fisioterapia. Mas ainda são poucos os que conseguem dar esse salto para uma nova profissão. O COB criou um departamento de educação pensando em ajudar esses atletas. É dividido em um programa de gestores, que inclui o curso avançado de gestão esportiva, em sua terceira edição; uma academia de treinadores, que capacita técnicos, tanto para a formação quanto para o alto rendimento; e em um programa de apoio a atletas, que contempla a transição de carreira. Este último começou em dezembro do ano passado e já conta com 11 atletas, entre eles Maurren Maggi e Daiane dos Santos, que acompanham histórias de transição bem-sucedidas e são treinados para fazer a sua própria. "O Comitê Olímpico Internacional valoriza essa iniciativa, mas não a exige. É uma medida nossa", diz Soraya Carvalho, ex-ginasta e coordenadora do departamento.

A expectativa de quem lida diariamente com o esporte no Brasil é que, aos poucos, uma nova geração de gestores seja formada. Essa pode ser uma maneira de melhorar a vida do atleta da base, já que ex-esportistas estariam no comando e olhariam com carinho para isso; do atleta de alto rendimento, cercado de gerentes competentes; e do próprio ex-atleta, que encontraria uma forma de permanecer ligado ao esporte mesmo sem competir.

"Ainda não temos diálogo no esporte. Cada um age por si. Mas já está pintando uma turma antenada, que conversa, pensa no macro, tanto de jovens atletas quanto de veteranos", diz Paula. Quem sabe, assim e com a ajuda do tempo, a única commodity com que o atleta brasileiro tenha de se preocupar seja a do ouro de suas medalhas.

Fonte: https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/7/27/salto-para-o-padrao-ouro

O jogo não é para todos


Por Carla Rodrigues

"Cidades feridas" é um termo com o qual a antropóloga americana Ida Susser, da Universidade da Cidade de Nova York, trabalha há uma década e dá título a um de seus livros. Sob essa denominação, está em questão a combinação entre crise e direcionamento de investimentos de forma pouco democrática. "Pânico e ameaças são pretextos para que o setor público se abra a investimentos privados e limite a participação da sociedade", afirma Ida. O resultado seria uma reestruturação urbana pouco comprometida com a população local e muito orientada pelos interesses do capital. É sobre esse tema que Ida fez sua apresentação, Deslocamentos para o espetáculo global: remodelar a "cidade ferida", no seminário internacional Deslocamentos, Desigualdades e Direitos Humanos, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) neste mês.

De interesse dos brasileiros, em geral, e dos paulistanos e cariocas, em particular, Ida Susser estuda as transformações urbanas orientadas pelos investimentos em megaeventos esportivos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada. Nesta entrevista, ela critica a maneira como governos dão prioridade a investimentos em áreas turísticas e relegam comunidades pobres à invisibilidade, numa agenda pautada pelos interesses do capital privado que descaracteriza o ambiente urbano: "A realização de grandes eventos é útil para o capital, mas não é necessária do ponto de vista do interesse público". Leia trechos a seguir.

Valor: Muitas das grandes cidades estão em transformação, sejam impulsionadas pelo aporte de dinheiro para megaeventos, sejam empurradas pela crise econômica. Quais são os principais resultados de suas pesquisas nas cidades que já sediaram grandes eventos mundiais, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos?

Ida Susser: Em Atlanta, que sediou os Jogos Olímpicos de 1996, a consequência foi o deslocamento da população urbana pobre, historicamente afro-americana, para a construção dos estádios. Alguns aspectos da crise financeira na Grécia de hoje e a ameaça às finanças da zona do euro resultam das enormes dívidas contraídas para o cumprimento dos requisitos da construção dos estádios para sediar os Jogos Olímpicos de lá. Na Cidade do Cabo, em Durban, em Joanesburgo e em outros lugares, os principais estádios foram construídos para atender às necessidades da Fifa, em detrimento de áreas históricas. Durante os jogos, havia policiamento extra, ônibus e todos os serviços municipais foram dedicados ao futebol, a um custo grande para a cidade. De fato, os estádios são magníficas criações arquitetônicas, que serviram ao seu propósito, e milhões de fãs assistiram aos jogos e gostaram deles. A África do Sul provou ter qualidade e competência para sediar um evento mundial, mas, apesar de os recursos sul-africanos terem sido dedicados a essa competição, possivelmente aumentando o turismo, não está claro se isso trará mudanças a longo prazo. Os 40% dos pobres e desempregados na África do Sul não tinham acesso aos lugares nos estádios, e recursos que poderiam ter ido para habitação e saúde foram usados no espetáculo global. Desde então, a desigualdade na África do Sul tem permanecido a mesma ou até aumentado.

Valor: Existe algum tipo de legado que os investimentos em um grande evento podem deixar para uma cidade?

Ida: Grandes estádios vazios, deslocamento de população do centro para as margens e a invisibilidade dos pobres. A realização de grandes eventos é útil para o capital, mas não necessária do ponto de vista do interesse público. Repito o argumento de Paul Krugman em seu livro mais recente ["End This Depression Now!"]: mesmo sem os grandes eventos, pode-se facilmente investir em obras públicas para crescer, uma regra simples da economia keynesiana.

Valor: Sua pesquisa faz referência aos investimentos de Nova York na candidatura a sede da Olimpíada de 2012, que ocorre agora em Londres. Em que medida uma cidade pode aprofundar as desigualdades econômicas a partir do direcionamento dos recursos para um evento como a Olimpíada?

Ida: No Brooklyn, a possibilidade de sediar os Jogos Olímpicos deu ao prefeito a legitimidade e o apoio corporativo para fazer novo zoneamento de uma área urbana ocupada por trabalhadores, principalmente por uma minoria pobre e latino-hispânica. Eles foram deslocados para a construção de novas moradias voltadas para pessoas que ganham mais de US$ 200 mil por ano. Na verdade, esse é o critério para o investimento em locação de imóveis. Houve uma coalizão da comunidade que lutou por habitação a preços acessíveis e pelos que reivindicaram acesso ao rio e a construção de novos parques públicos, o que acabou por reverter um pouco dessa tendência.

Valor: Além da Copa do Mundo, o Brasil vai receber a Olimpíada de 2016, que será realizada na segunda maior cidade do país, o Rio, já particularmente marcada por desigualdades sociais e econômicas. Que tipo de dinâmica urbana leva ao aprofundamento dessas desigualdades?

Ida: A ideia neoliberal de que investir em privatização e nos interesses corporativos para, de algum modo, ajudar os pobres, já está muito desacreditada por economistas como Krugman e Joseph Stiglitz. Há pouco benefício para os pobres em tais investimentos, que são deslocados para áreas mais distantes, e há ainda uma recusa em financiar os serviços públicos, que são privatizados.

Valor: De que maneira um grande evento pode descaracterizar uma cidade?

Ida: Na Cidade do Cabo, foi construído um belo estádio novo. Em torno da cidade foram construídos também um surpreendente parque público e jardins botânicos. Tudo isso é uma contribuição importante para a cidade, mas foi feito na área mais rica, à qual só pessoas de alto poder aquisitivo têm acesso. O estádio em si é muito grande para a realização de atividades desportivas nacionais e, desde a Copa, raramente foi usado. No Brooklyn, uma pitoresca vizinhança que tinha atraído artistas, escritores, teatros off-Broadway e muitos bares com música ao vivo agora está parcialmente alterada para dar lugar a uma série de arranha-céus com apartamentos voltados para o rio, obstruindo a vista do público. A habitação a preços acessíveis foi deslocada para a parte de trás, como senzalas do século XIX. Os teatros e a atividade cultural foram deslocados, assim como a comunidade latina, os imigrantes poloneses e outros grupos de trabalhadores.

Valor: A partir do que constatou na África do Sul, é possível fazer prognósticos para o Brasil, onde dez cidades estão sendo preparadas para os jogos?

Ida: Não tenho certeza do que prever para o Brasil. A Copa atrai investimentos estrangeiros, mas uma grande quantidade dos lucros desses eventos vai para grandes corporações internacionais, donas dos principais hotéis. Na África do Sul era assim, não sei se isso também vale para o Brasil. No caso do futebol, a Fifa também fica com parte importante dos lucros das vendas.

Carla Rodrigues, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), é doutora em filosofia e pesquisadora do CNPq.

Fonte: https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/7/27/o-jogo-nao-e-para-todos

Ministério da Defesa deve controlar segurança e orçamento de R$ 1,8 bilhão até 2016


Em Londres, Dilma não poupou elogios ao esquema de segurança para a Rio+20, realizada em junho no Rio

Por Antôio Werneck e Luiz Ernesto Magalhães

RIO e LONDRES - O comando da segurança e a administração dos recursos previstos para os grandes eventos que o país sediará até os Jogos Olímpicos Rio 2016 deverão ficar sob a tutela do Ministério da Defesa, sinalizou na sexta-feira, em Londres, a presidente Dilma Rousseff. Embora o assunto ainda não tenha sido totalmente fechado em Brasília, Dilma — que viajou para participar da cerimônia de abertura dos jogos ingleses — não poupou elogios ao esquema de segurança coordenado pela Defesa para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho no Rio. Nos bastidores, o elogio de Dilma foi entendido como primeiro passo no caminho de se manter o mesmo esquema.

— A cada Olimpíada o país que recepciona o evento aprende com o anterior. O patamar alcançado aqui (Londres) é excepcional. Seja no que se refere à infraestrutura, seja no que se refere à segurança. É importante ter uma estrutura de segurança permanente. No caso do Brasil, tivemos uma experiência boa com a Rio+20. A união da Polícia Federal e as Forças Armadas, em particular do Exército, foi muito boa no que se refere à segurança — afirmou a presidente.

Se ficar confirmado no comando, o Ministério da Defesa deverá administrar um orçamento extra da ordem de R$ 1,8 bilhão. Os recursos serão aplicados na segurança pública de eventos como a visita do Papa Bento XVI, no ano que vem, durante a Jornada Mundial da Juventude, com previsão de atrair cerca de dois milhões de católicos de todo o mundo ao Rio; a Copa das Confederações, evento do calendário da Fifa que servirá como teste para a Copa do Mundo de 2014; e os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Defesa já recebeu R$ 1,4 bilhão extra
Até o momento, o Ministério da Defesa já embolsou em recursos extras (fora do orçamento da pasta) algo em torno de R$ 1,4 bilhão em dois anos. A maior fatia foi usada na organização dos Jogos Mundiais Militares, ocorridos no Rio no ano passado, quando foram gastos R$ 1,2 bilhão. Outros R$ 105 milhões foram repassados às Forças Armadas para uso na Rio+20. Também este ano, R$ 150 milhões caíram na conta da Defesa para que o ministério busque no mercado externo, por licitação internacional, equipamentos para o Centro de Monitoramento Cibernético, criado para monitorar os crimes de internet.

A decisão sobre as Olimpíadas pode evitar o impasse criado na realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007. De olho na verba de segurança, os ministérios da Defesa e da Justiça passaram meses reivindicando a coordenação dos projetos ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As licitações acabaram atrasando e muitos itens ou não chegaram ou foram entregues tarde demais para a organização do Pan 2007.

A favor do Ministério da Defesa está a facilidade de recrutar imediatamente efetivos para atuar em qualquer parte do país. No Pan, houve problemas na coordenação do Ministério da Justiça, principalmente no emprego de soldados da Força Nacional. Como a FN é formada por PMs cedidos de outros estados, foi necessário negociar com os comandantes de batalhões a cessão. Como o Pan foi realizado em julho, período de férias escolares e de crescimento do turismo, muitos estados não permitiram a cessão de policiais.

Mas há fatores que pesam também contra os militares. A organização dos Jogos Mundiais Militares enfrentou problemas com algumas licitações, muito embora não diretamente ligados a questões de segurança. O Tribunal de Contas da União (TCU) já apontou irregularidades e atrasos na construção de duas das três vilas olímpicas que foram inauguradas sem que todos os apartamentos ficassem prontos, impedindo que fossem usados pelas delegações. O aluguel da mobília das vilas também teria sido superfaturado em mais de R$ 2 milhões, segundo o TCU.

Em Londres, Dilma disse ter identificado outros bons exemplos da organização dos jogos:
— Um deles foi manter o trânsito funcionando em uma das maiores cidades do mundo, com turistas chegando e a população circulando. Eles também mostraram a importância de ter um bom legado. O que você usa para realizar uma grande olimpíada pode transformar também em algo que fica para o povo desse país. Aqui vimos instalações esportivas que, no futuro, irão se transformar em instituições educativas. Instalações de hotéis que depois serão usados como imóveis residenciais. E a enorme preocupação de fazer projetos sustentáveis — disse a presidente.

Nos bastidores dessa disputa, a disposição de entregar o controle à Defesa é tratado como um afago do governo federal aos militares, alvos de ações como a criação da Comissão da Verdade, com atribuição de mexer no passado das ações militares durante os anos de chumbo.

— Na segurança da Copa, que eventualmente poderá ficar sob o comando das Forças Armadas, ainda há muita resistência. Nesse caso específico, estão brigando os ministérios da Defesa e Justiça para ficar no comando das operações — disse uma autoridade envolvida na organização da Copa do Mundo.

A intenção de entregar ao governo federal a coordenação de grandes eventos tem provocado reclamações. Um dos primeiros a se manifestar foi o secretário de Segurança José Mariano Beltrame, à frente da implantação das Unidade de Polícia Pacificadora (UPPs). Sem repasse de recursos do governo federal para aplicar na Rio+20, ele reclamou no início do ano, dizendo que o estado do Rio iria tirar dinheiro do próprio bolso para equipar as polícias para o evento.

Foi seguido: a direção da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) comprou a briga ao afirmar que a Polícia Federal ficou com “migalhas” do bolo e classificar a divisão aprovada em Brasília de “política de militarização da segurança pública no país”.

— Eu não tenho a menor dúvida de que está havendo uma militarização da segurança pública nos grandes eventos que o país sediará. Em parte pela força demonstrada pelo Ministério da Defesa, que correu atrás, pressionou e ficou com a maior parcela de recursos nos grandes eventos. Nesse momento a Polícia Federal está fraca. O resultado é que ficou com migalhas e sem legado importante na segurança — afirmou Francisco de Carlos Sabino, diretor de Relações de Trabalho da Fenapef.

Estado recusou verba federal
O assunto acabou estampado na página mantida pela Fenapef na Internet. No Rio, o governo estadual minimizou o assunto, mas informou que gastou cerca de R$ 12 milhões com a compra de equipamentos para equipar o Batalhão de Choque e adquirir cavalos novos para o Regimento de Polícia Montada (RPMont) da PM. A Secretaria de Segurança explicou ainda que o dinheiro disponibilizado ao Rio — apenas R$ 4 milhões — foi enviado pelo governo federal, mas acabou recusado porque não haveria tempo hábil para abrir licitação. Os recursos acabaram repassados aos militares.

— O dinheiro chegou em abril, mas deveria ter vindo em janeiro. Impossível fazer licitação em tão pouco tempo. Então resolvemos recusar e usar recursos nossos — informou uma autoridade do estado envolvida na questão, preferindo não ser identificada.

Pela previsão inicial da Rio+20 (descrita na lei 12.558 de dezembro de 2011), as Forças Armadas pediram R$ 157 milhões para cuidar da segurança apenas da conferência. No início do ano, entretanto, o valor caiu para cerca de R$ 105 milhões. A Polícia Federal, que reivindicava R$ 25 milhões em crédito especial, recebeu pouco mais de R$ 10 milhões. Já a Polícia Rodoviária Federal pediu R$ 25 milhões e também recebeu menos da metade: aproximadamente R$10,3 milhões.

Outra que usou dinheiro próprio na Rio+20 foi a prefeitura do Rio. Segundo o reparte de recursos, caberia ao município cerca de R$ 3,758 milhões para contribuir no esquema de segurança, mas o dinheiro chegou quando não havia mais tempo para licitar. De acordo com Carlos Roberto Osório, secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos do Rio, a participação da prefeitura na Rio+20 foi feita com orçamento e recursos próprios.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/ministerio-da-defesa-deve-controlar-seguranca-orcamento-de-18-bilhao-ate-2016-5613627#ixzz21y5to5to 

Lugares vazios causam polêmica nos Jogos Olímpicos de Londres


Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres informaram que estão investigando porque há tantos lugares vazios nas sedes olímpicas onde se celebraram as competições este sábado, primeiro dia de provas.
O comitê organizador local (LOCOG) se viu superado pela demanda de entradas para os Jogos quando saíram à venda, há mais de um ano.

Mas, este sábado algumas sedes tinham grandes espaços vazios, especialmente o Centro Aquático e o complexo de tênis de Wimbledon, levando os torcedores a manifestar seu mal-estar fora das instalações olímpicas e na internet.

"Sabemos que algumas sedes têm lugares vazios", disse um porta-voz do LOCOG à AFP.

"Acreditamos que alguns assentos vazios estão em áreas destinadas a credenciados e estamos investigando quem deveria ter estado nestas localidades e não estava", acrescentou.

Normalmente, uma partida entre uma britânica e uma ex-número um do mundo na quadra central de Wimbledon teria que encher seus 15.000 lugares.

Mas as arquibancadas estavam meio vazias quando a britânica Anne Keothavong venceu a dinamarquesa Caroline Wozniacki.

"Muito surpreso pela quantidade de assentos vazios na quadra central de Wimbledon, especialmente quando eu pedi alguns! Não deve ter a metade de sua capacidade", reclamou Alex Dover no microblog Twitter.

O ministro da Cultura e Esportes britânico, Jeremy Hunt, qualificou a situação de "muito decepcionante".

"Vamos a nos ocupar disto urgentemente", disse à emissora BBC.

Se os patrocinadores não vão ocupar os assentos, "queremos que estas entradas estejam disponíveis para o público", concluiu.

Fonte: http://br.esportes.yahoo.com/noticias/lugares-vazios-causam-pol%C3%AAmica-nos-jogos-ol%C3%ADmpicos-londres-204411521--spt.html

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Fifa abre programa de voluntários para o Mundial no dia 21 de agosto


A Fifa divulgou nesta sexta-feira que no dia 21 de agosto será detalhado o programa de voluntariado para a Copa do Mundo-2014 e para a Copa das Confederações-2013.

É possível que as inscrições sejam abertas nesta data, via internet. Serão recrutados 6 mil voluntários em 2013, e 18 mil em 2014.

É pré-requisito para quem quiser se candidatar ao programa ser maior de 18 anos.

Ainda em agosto, já no dia 1º (próxima quarta-feira), serão divulgados, em São Paulo, os locais aprovados pela Fifa para receber as seleções em 2014. Os países que participam das Eliminatórias receberão um catálogo com as cidades e seus centros de treinamento.

No final do próximo mês o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, estará em Manaus e Cuiabá analisando as obras referentes ao Mundial de 2014.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1127454-fifa-abre-programa-de-voluntarios-para-o-mundial-no-dia-21-de-agosto.shtml

Moradores da Vila Autódromo no Rio fazem manifestação contra remoção


Obras como a construção do Parque Olímpico Rio 2016 irão exigir desapropriações na região

Moradores da Vila Autódromo e pessoas que apoiam a permanência das 119 favelas situadas na zona oeste da capital fluminense fizeram ontem (26) uma manifestação em frente ao prédio do Tribunal de Justiça, no centro, contra o processo de desocupação da área, movido pela prefeitura do Rio.

Segundo o presidente da Associação dos Moradores e Pescadores da Vila Autódromo, Altair Guimarães, entre os motivos para a desocupação estão os empreendimentos imobiliários na região, motivados pelos grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Os manifestantes cobram do Poder Judiciário o direito à moradia e o respeito às 900 famílias que vivem na comunidade, localizada ao lado do Autódromo de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, usado até os anos 1980 para a etapa brasileira do campeonato de Fórmula 1. A Vila Autódromo existe há pelo menos 40 anos.

E, segundo Guimarães, a permanência no local foi concedida em 1992 pelo então governador do estado Leonel Brizola, que deu aos moradores um título de posse do terreno por 30 anos.

“Nós temos esse título dado pelo governador do estado, Leonel Brizola. Esse título, tem a validade de 30 anos. Ele foi dado em 1992. E aí o que aconteceu: outro governador fez uma retificação desse título, passando de 30 anos para 99 anos. Eles teriam que respeitar o título”, declarou.

De acordo com Guimarães, a prefeitura alega que a Vila Autódromo foi construída em uma área ambiental e, por isso, precisa ser removida. “O prefeito [Eduardo Paes] quer tirar a gente da Vila Autódromo dizendo que a gente agride o meio ambiente. O que a gente agride, ali, é a especulação imobiliária. O que vai acontecer com 75% da área do autódromo depois dos megaeventos? Vão acontecer edificações imobiliárias. Você investiria em uma área que tivesse uma favela perto? Não, porque desvalorizaria os imóveis”, destacou.

A Secretaria Municipal de Habitação informou, por meio de nota, que o motivo do reassentamento da comunidade é que pelo menos dois terços de seus moradores estão em área de preservação ambiental.

O órgão destaca que “a comunidade está localizada às margens da Lagoa de Jacarepaguá e é cortada por três rios. Por isso, na área hoje ocupada pela Vila Autódromo, não pode haver qualquer tipo de construção”.

A secretaria diz ainda que, além da questão ambiental, “a maior parte dos moradores não tem acesso a saneamento básico e vive em condições precárias e insalubres”. A nota também ressalta que as famílias só serão reassentadas quando os apartamentos do Parque Carioca, condomínio que será construído na Estrada dos Bandeirantes, também na zona oeste, forem concluídos. Segundo o órgão, as famílias não terão que pagar pelos imóveis.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10413/MORADORES+DA+VILA+AUTODROMO+NO+RIO+FAZEM+MANIFESTACAO+CONTRA+REMOCAO.html

"Deixar um legado é importante", afirma Valcke


Em artigo no site da Fifa, dirigente ressalta importância do pós-Copa e confirma datas da preparação

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, ressaltou nesta sexta-feira (27), em artigo publicado no site da entidade, a importância do legado após a Copa do Mundo 2014. Segundo o dirigente, a Fifa não está interassada apenas nos estádios e na infraestrutura das cidades-sede.

"Um dos nossos principais objetivos é a qualificação profissional e a experiência que a população local adquire na preparação para um evento", disse Valcke.

O dirigente também confirmou algumas datas em relação à preparação brasileira. De acordo com Valcke, no próximo mês, o COL anunciará como ocorrerá o voluntariado da Copa. Também em agosto, as bases de treinamento das seleções serão apresentadas às federações dos países que disputam as eliminatórias.

No artigo, o dirigente confirma nova viagem ao Brasil. No dia 28 de agosto, Valcke visitará Manaus e Cuiabá, além de participar da reunião do Conselho de Administração do COL, no Rio de Janeiro.

Prezados amigos de futebol,

Enquanto as atenções do mundo se voltam para os Jogos Olímpicos aqui em Londres, o Brasil continua se preparando a todo vapor para receber a Copa das Confederações da FIFA em junho de 2013 e a Copa do Mundo da FIFA no ano seguinte. Isto é crucial, levando em conta que não podemos perder de vista as importantes tarefas que temos pela frente e que agosto será um mês agitado para todos nós. Afinal de contas, daqui a exatos 24 meses já teremos encerrado a fase de grupos do Mundial!

Nesta semana foi dado outro passo significativo rumo a 2014: as cidades-sede receberam o plano conceitual das instalações temporárias que são tão essenciais para a Copa do Mundo da FIFA, principalmente em termos de sustentabilidade. Para nós, é fundamental que a infraestrutura criada também contemple as necessidades dos municípios após o Mundial, e que as exigências relacionadas a um evento da magnitude da Copa do Mundo da FIFA sejam atendidas sempre que possível por meio de construções temporárias, como no caso das estruturas modulares para arquibancadas e centros de imprensa.

A FIFA e o Comitê Organizador Local (COL) conduziram diversos seminários nas cidades-sede para revisar detalhes dos contratos que elas assinaram quando da escolha dos locais do evento, em 2007. No dia 1º de agosto de 2012, as bases de treinamento das seleções serão apresentadas às federações que atualmente tentam assegurar uma das cobiçadas 31 vagas no Brasil. Até o momento já foram disputadas 313 das 820 partidas das eliminatórias.

Na condição de sede da próxima Copa do Mundo da FIFA e dos Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil já atraiu bastante interesse em Londres, na medida que as pessoas começam a pensar nos próximos grandes eventos esportivos do globo. Isto é um chamado à ação para os brasileiros e para a FIFA. Precisamos possibilitar que os torcedores vivenciem o clima especial da Copa do Mundo da FIFA no país pentacampeão mundial, realizando assim milhões de sonhos.

Aqui em Londres podemos ver a importância de temas como acomodação, transporte e logística para garantir que os milhares de visitantes aproveitem a Olimpíada e levem mensagens positivas sobre o país-sede. Pesquisas sobre os Mundiais anteriores na Alemanha e na África do Sul mostraram que mais de 80% dos turistas planejam voltar à nação anfitriã e a recomendam a amigos e familiares. De acordo com o Ministério do Turismo, o Brasil recebe atualmente 5,4 milhões de visitantes por ano. Através do seu amplo apelo e incomparável exposição na mídia, a Copa do Mundo da FIFA oferece a esse país de tantas belezas naturais e de uma cultura vibrante a plataforma ideal para fortalecer-se como destino turístico.

Entre os elementos capitais para o sucesso da Copa do Mundo da FIFA 2014 estão a paixão, a simpatia e a prestatividade demonstrada pelos voluntários, que deixam um impressão duradoura nos visitantes estrangeiros. Sem o apoio e o comprometimento dos voluntários, grandes eventos esportivos como a Olimpíada e o Mundial simplesmente não seriam possíveis. Cada um dos voluntários da Copa das Confederações da FIFA 2013 e da Copa do Mundo da FIFA 2014 dará uma contribuição fundamental para dar vida ao slogan "Juntos num só ritmo". Em retorno, todos eles podem esperar momentos inesquecíveis vividos diretamente no coração do espetáculo.

O esforço e o entusiasmo dos voluntários também destacarão a importância do seu trabalho para a comunidade e o potencial que o voluntariado pode oferecer ao Brasil. No dia 21 de agosto de 2012, o COL anunciará de que forma os brasileiros e pessoas dos quatro cantos do planeta poderão fazer parte do grande time da Copa do Mundo da FIFA.

Para a FIFA, deixar um legado no país-sede é de extrema importância. Não estamos interessados unicamente nos estádios e na infraestrutura; um dos nossos principais objetivos é a qualificação profissional e a experiência que a população local adquire na preparação para um evento como a Copa do Mundo da FIFA, assim como as atividades de desenvolvimento e responsabilidade social que apoiamos em diversas localidades brasileiras. Também é crucial que todas as instalações deixadas no país sejam utilizadas por muito tempo depois do torneio, e que a infraestrutura construída continue sendo um legado para as futuras gerações de brasileiros.

Daqui a um mês, no dia 28 de agosto, retornarei ao Brasil para visitar Manaus e Cuiabá e para participar da reunião do Conselho de Administração do COL no Rio de Janeiro. Até lá, as atenções do mundo estarão plenamente voltadas para o país-sede do Mundial de 2014.

Até logo,
Jérôme Valcke

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10415/DEIXAR+UM+LEGADO+E+IMPORTANTE+AFIRMA+VALCKE.html

Anderson Silva e BK reforçam convite para churrasco


Anderson Silva, atual campeão mundial da categoria peso médio do UFC, promoveu uma nova propaganda junto com o Burguer King, seu patrocinador. O lutador reforçou o convite para um churrasco, que fez para Chael Sonnen.

O norte-americano provocou o atleta brasileiro, que deu o troco após a vitória. Anderson Silva convidou o rival para um churrasco em sua casa.O Burguer King aproveitou a troca de provocações e a rivalidade entre os atletas para produzir uma propaganda.

No comercial, batizado de “O churrasco de Anderson”, o lutador oferece dois ‘vales’ para o adversário derrotado. O brasileiro termina a propagando provocando: “Agora sim você pode dizer que ganhou alguma coisa de mim... O sabor da vitória”.

Além do Burguer King, Anderson Silva tem acordos de patrocínio com Philips, Nike, Quaker e Corinthians. Os contratos de imagem do atleta são intermediados pela agência 9ine.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26130/Anderson-Silva-e-BK-reforcam-convite-para-churrasco/index.php

Grêmio lança páginas no Instagram e Foursquare


Após alcançar a marca de 100 mil fãs em sua página oficial no Facebook, o Grêmio anunciou o lançamento de sua conta em duas novas redes sociais: Instagram e Foursquare.

No aplicativo de fotos, o torcedor terá acesso a imagens exclusivas do clube e seus bastidores por meio de seu smartphone. O aplicativo é compatível com os sistemas de IPhone e Android.

Já o Foursquare está destinado a um projeto que mexe com a história do clube. Segundo o  diretor  de marketing do Grêmio, Paulo César Verardi, a ideia é aproximar ainda mais os gremistas do Estádio Olímpico no ano em que o clube se despede do tradicional recinto. No final do ano, o tricolor se transfere para a nova Arena. O objetivo é incentiva-los a dar seus  check-ins no antigo estádio com o tag  “Viva o Olímpico”.

Além do Facebook e das novas redes sociais, o Twitter do Grêmio também vem fazendo sucesso e conta atualmente com mais de 317 mil seguidores. A ideia com as novas mídias sociais é também alavancar o Twitter do clube por meio da compatibilidade entre as redes.

“Atingimos 100 mil fãs no Facebook em menos de um ano e contamos com 28 mil pessoas  interagindo com a nossa Fanpage. Para isso, investimos em  conteúdo relevante e no uso de ferramentas que estimulem o compartilhamento, como os cards especiais e comemorativos”, destaca Verardi.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/midia/26/26137/Gremio-lanca-paginas-no-Instagram-e-Foursquare/index.php

Londres exibe mascotes para criar clima olímpico


Por Agência Manga

Não são apenas as arenas esportivas de Londres que se preocuparam com um visual especial para receber os Jogos Olímpicos. A cidade também espalhou pelas ruas uma série de versões das mascotes do evento para tentar criar um ambiente especial.

Os mascotes, Wenlock e Mandeville, têm diferentes visuais a cada rua de Londres. São 83 bonecos vestidos de policiais e esportistas, por exemplo, além de versões temáticas relacionadas à cultura e objetos tradicionais do país, como o Big Ben.

O estilo dos bonecos e o formato escolhido pela organização para exibir as mascotes lembra muito a Cow Parade, movimento artístico que é realizado em diversas cidades do mundo.

Desde 1999, a CowParade já passou por 55 cidades espalhadas pelo mundo. O movimento escolheu as vacas, segundo o site oficial, porque “elas fazem as pessoas sorrirem”.

Em cada cidade, as vacas são personalizadas por artistas locais. O movimento é patrocinado por empresas e amantes da arte, e as melhores peças são leiloadas posteriormente.

No caso de Londres, a cidade ainda não divulgou qual será o destino dos bonecos da Mascot Parade depois que os Jogos Olímpicos estiverem encerrados.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/olimpiadas/26/26148/Londres-exibe-mascotes-para-criar-clima-olimpico/index.php

Corinthians lança sua versão do Fantasy Manager


Por Mauro Zafalon e Lucas Turco

Na última quinta-feira, o Corinthians lançou, em parceria com a empresa de tecnologia FromThe Bench, seu próprio jogo do Fantasy Manager 2012, passatempo de sucesso entre os fãs de futebol. O aplicativo já está disponível para iPhone, com download gratuito pela App Store, e para Facebook.

Como em todas as versões, será possível comandar a equipe não só dentro, mas fora decampo. O usuário poderá também desenvolver uma cidade esportiva, administrar as finançasdo clube, competir em torneios contra jogadores de todo o mundo e ganhar prêmios.

Além do Corinthians, o único time brasileiro que possui sua versão do Fantasy Manager é o São Paulo.

“A parceria com a From The Bench foi uma oportunidade que tivemos. Estamos animados com o jogo e espero que a torcida goste bastante”, disse Alex Watanabe, auxiliar de marketing do Corinthians.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26150/Corinthians-lanca-sua-versao-do-Fantasy-Manager/index.php

O que a TV nos ensina sobre a cultura esportiva no Brasil


Por Erich Beting

No primeiro dia de transmissão olímpica, a Record ficou atrás da Globo na audiência do Ibope. O resultado não chega a impressionar. Afinal, pelos próximos dias os índices da TV nas Olimpíadas vão nos mostrar, muito, da cultura esportiva no Brasil. Ou melhor, da monocultura esportiva. O futebol continua a ser o esporte número 1 e provará isso de forma clara. Por mais interessante que seja a transmissão de uma edição de Jogos Olímpicos, ela não é tão popular quanto à de uma Copa do Mundo.

Para piorar, vamos acompanhar o evento em TV aberta sem o padrão que foi criado nas últimas décadas. Sim, pode falar o que quiser, mas não há empresa de mídia hoje no país que saiba planejar tão bem uma grande cobertura quanto a Globo. Muito daquilo que o consumidor reclama por ser “privilégio” da Globo faz parte de um planejamento de longo prazo dos grandes eventos. E isso passa por, durante a competição, a emissora falar ao máximo sobre ela mesma.

Essa, aliás, é uma cultura na grade de programação da Globo, com o “Vídeo Show” sendo talvez a melhor prova disso. Tudo o que é feito é “transmitido” ao telespectador. O jornal da manhã faz referência à programação, assim como a novela, a transmissão esportiva, o programa de entrevistas, etc. Toda hora a Globo lembra a pessoa de manter-se ligada a ela.

E talvez esse seja, agora, o maior problema que a Record terá para exibir os Jogos. Só para termos uma ideia, na quarta-feira, o “Record Notícias”, programa anterior a Brasil x Camarões, ficou passando uma reportagem sobre a vida de John Travolta dez minutos antes de a transmissão ser iniciada. O noticiário esportivo, que dominou o programa inteiro, foi completamente ignorado na hora de “entregar” para o evento.

Outro ponto básico que deve dificultar a ida do torcedor para a Record é o próprio entrave que a emissora coloca para os profissionais de outros veículos de TV cobrirem o evento e da própria mídia em geral divulgar a competição. Para as rádios, está vetado o uso das expressões Olimpíadas, Jogos Olímpicos e similares, além de os anúncios de resultados durante a programação terem de respeitar um determinado tempo para serem feitos.

O público das outras mídias só ajuda a levar o torcedor para a mídia principal que transmite o evento. Isso é uma regra básica e que, quem tem experiência em transmissão esportiva sabe bem, tanto que a Globo não anuncia a programação do dia nas Olimpíadas, apenas esperando para relatar o que aconteceu.

Pelos próximos 15 dias a TV vai nos ensinar, e muito, sobre a cultura esportiva no Brasil. Mas é óbvio, também, que apenas um evento “perdido” no meio de uma programação que não tem a cultura do esporte, como é o caso da Record, é muito pouco para determinar o fracasso ou o sucesso de um produto esportivo para uma emissora de TV.

Alternativa para a Globo pode até existir, mas será que há experiência, competência e continuidade de projeto para se fazer algo melhor do que a emissora do Plim-Plim nos oferece? Posso, e espero, queimar a língua. Até o momento, a Record mostrou que está longe de conseguir isso. Pelo menos na TV aberta brasileira o que a Globo faz é melhor do que as outras. E por isso mesmo só vamos reforçar a monocultura do futebol pelos próximos 15 dias e nos dois anos seguintes.

Que cheguemos rapidamente em 2015.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/07/26/o-que-a-tv-nos-ensina-sobre-a-cultura-esportiva-no-brasil/

América-RN comemora sucesso do terceiro uniforme


Por Mauro Zafalon

Na última sexta-feira, dia 20, o América-RN utilizou pela primeira vez seu terceiro uniforme. O conjunto, todo azul-escuro, deu sorte, e a equipe potiguar venceu em casa o Ipatinga por 2 a 1, pela Série B. A nova camisa, no entanto, já faz sucesso há muito tempo entre os torcedores.

“Começamos a vendê-la no início do mês de maio. Até agora vendemos 800 unidades. Cada um dos oito lotes se esgotou em dois, três dias. No dia dez de agosto, será lançado um novo lote, com modelo feminino e infantil”, revelou Marcelo Sá, vice-presidente de marketing do América-RN.

“A primeira remessa foi destinada apenas a conselheiros e sócio-torcedores. Muitos torcedores comuns ficaram sócios só para comprar a peça. Com isso, aumentamos o número de sócios”, acrescentou Sá.

Para evitar falsificação do produto, o clube não antecipou imagens da nova roupa antes de ser apresentada. “Nós não divulgamos detalhes da camisa em nosso site e em nossas redes sociais, pois queríamos evitar a pirataria”, completou.

O novo uniforme do América-RN faz referência ao primeiro modelo utilizado pelo time, que completou 97 anos no último dia 14. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26134/America-RN-comemora-sucesso-do-terceiro-uniforme/index.php

Iveco esculpirá monumento do Corinthians


Por Lucas Turco

A Iveco, fabricante italiana subsidiária do grupo Fiat, que produz veículos pesados, anunciou uma campanha ligada ao Corinthians. A empresa construirá um monumento do time conforme for aumentando a sua popularidade na internet.

Quando a Iveco completar cem mil curtidas em sua fan page oficial no Facebook a empresa esculpirá um monumento de quatro toneladas na forma de uma camisa do Corinthians.

“Criamos a campanha para interagir com os internautas. Cada torcedor que curtir representará uma martelada. Queremos mostrar que a camisa ficou ainda mais pesada após o título, mas a gente aguenta”, disse Mariana Bicalho, analista de marketing da Iveco.

O Corinthians aprovou o uso de seu nome na iniciativa.

“O Corinthians concordou com a campanha e ficou entusiasmado. Apesar de nosso vínculo com o clube ter acabado, o título da Libertadores dura para sempre”, completou Mariana Bicalho.

A Iveco patrocinou a camisa do Corinthians nas semifinais e finais da Copa Santander Libertadores. A cota máster do uniforme corintiano está vaga desde que o contrato com a Hypermarcas se encerrou em abril deste ano.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26129/Iveco-esculpira-monumento-do-Corinthians/index.php

Panini planeja inusitado campeonato de ‘bafo’


Por Lucas Turco

O bafo, brincadeira popular entre jovens brasileiros que colecionam figurinhas, vai virar campeonato. A Panini, empresa que comercializa os cromos, planeja organizar um torneio entre os colecionadores que são fãs da brincadeira.

O campeonato, promovido exclusivamente pela Panini, será aberto a todas as idades e acontecerá entre agosto e setembro. Algumas regras básicas serão elaboradas para que não haja discussões quanto às técnicas dos praticantes.

“Vai ser uma experiência muito legal. A Panini estimula muito a prática dessa brincadeira sadia e por isso a criação desse campeonato tem tudo pra ser bem interessante. Está certo que vai acontecer, mas não temos a data exata ainda, seráentre agosto e setembro”, revelou Marcelo Silva, coordenador de marketing da Panini.

A Panini divulgou , recentemente, seu novo álbum do Campeonato Brasileiro de 2012.  O projeto contou com a participação especial do quadrista Mauricio de Sousa.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26131/Panini-planeja-inusitado-campeonato-de-%E2%80%98bafo%E2%80%99/index.php

Paysandu quer valorização com agência de R. Carlos


Por Mauro Zafalon

Há cinco meses, o Paysandu anunciou uma parceria com a RC3 Sports, agência de marketing esportivo do lateral-esquerdo pentacampeão mundial Roberto Carlos. Com a associação, o clube paraense espera grande valorização.

“O Paysandu é uma marca que precisa ser valorizada. Dificilmente conseguimos atrair empresas do sul do Brasil, do sudeste ou do exterior”, disse Alan Rodrigues, diretor de marketing do time bicolor.

Entre outras funções, a RC3 Sports é responsável por obter patrocinadores para a equipe paraense. Até o momento, os únicos espaços vagos no uniforme da agremiação são barra da camisa, embaixo do número e calção.

“O projeto com a agência do Roberto Carlos está apenas começando. Ainda não temos muitas coisas concretas. Esperamos valorizar muito o Paysandu”, comentou o dirigente do clube, sobre suas expectativas.

O time paraense é o terceiro colocado de seu grupo na Série C. Na próxima segunda-feira, enfrentará o Águia, no Mangueirão, pela quinta rodada da competição.  

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26136/Paysandu-quer-valorizacao-com-agencia-de-R-Carlos/index.php

Bernardinho estrela nova campanha da Bodytech


Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de voleibol desde 2001, acertou um acordo para estrelar a nova campanha da Bodytech, rede de academias de ginástica. A empresa espera que o treinador ajude a promover seu novo conceito.

A Artplan, agência de publicidade, foi parceira na criação da campanha. Bernardinho participou de um ensaio fotográfico no Bosque da Barra e na unidade da Tijuca da Bodytech, no Rio de Janeiro.

Com o objetivo de convidar o cliente para uma nova experiência de bem-estar, a Bodytech lançou o conceito: “A melhor academia para seu corpo é a melhor academia para sua vida”.  A campanha será veiculada em revistas e canais fechados de televisão.

O Grupo Bodytech é a maior empresa do setor fitness do Brasil em faturamento, com 36 unidades e 65 mil alunos.

Bernardinho é o técnico que mais vezes se sagrou campeão da história de voleibol, acumulando mais de 30 títulos importantes em 20 anos de carreira dirigindo as seleções masculina e feminina de voleibol.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26132/Bernardinho-estrela-nova-campanha-da-Bodytech/index.php