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sexta-feira, 1 de março de 2013

Apelo de ouro contra o fim do Célio de Barros


Maurren Maggi vem ao Rio apenas para participar de ato contra demolição do estádio

Por Ary Cunha

RIO - Campeã olímpica do salto em distância, nos Jogos de Pequim-2008, Maurren Maggi pegou a Ponte Aérea na tarde de quinta-feira para vir ao Rio. Da janela do avião, os cartões postais da Cidade Maravilhosa perderam boa parte do encanto, perto da cena triste que justificava sua viagem-relâmpago, vista de cima. A medalhista de ouro participou de um ato no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro, junto com outros atletas, técnicos e dirigentes, contra a demolição do Estádio de Atletismo Célio de Barros.
- O Célio de Barros é a nossa casa. Podem construir outra pista em qualquer lugar. Mas é a história de vida da gente e do atletismo brasileiro que está sendo apagada. Estou aqui só para participar dessa luta. O que vi do avião, aqueles banheiros químicos sobre a pista, é uma vergonha - desabafou ela, ciente de que sua medalha de ouro pode ajudar a sensibilizar as autoridades. - A gente tem um peso forte, mas não sei até onde esse peso vai.
Além de Maurren, outro nome de peso do atletismo brasileiro, a velocista Rosângela dos Santos, também participou do evento, que reuniu cerca de 200 pessoas. Uma carta será enviada à presidente Dilma Rousseff e ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, pedindo que a demolição seja revista.
- O que estiver a nosso alcance para preservar o Célio de Barros, vamos fazer. Além da Copa, teremos Olimpíadas no Rio e é triste demolirem o único estádio só do atletismo, uma modalidade que pode trazer muitas medalhas para o país - criticou Rosângela.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/apelo-de-ouro-contra-fim-do-celio-de-barros-7459532#ixzz2MHnbzatU 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Protesto impede ida de prefeito do Rio na chegada da bandeira olímpica


Por Lucas Vetorazzo

A bandeira olímpica chegou ao Rio de Janeiro e já foi levada para sua primeira agenda oficial, na favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, zona norte da cidade. Aguardado para hastear a réplica na comunidade, o prefeito Eduardo Paes não compareceu à cerimônia por conta de um protesto de motoristas de vans que para o trânsito da cidade, na manhã desta quarta-feira.

Em seu lugar, foi enviado o governador do Rio, Sérgio Cabral, que não estava previsto na agenda oficial. No trajeto entre a van que o levara à cerimônia, o governador cumprimentou moradores e falou muito brevemente com a imprensa.

Cabral disse que a escolha da favela para a apresentação da bandeira à cidade foi devido ao caráter simbólico do local. O Complexo do Alemão foi palco da maior operação de ocupação pela polícia em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas, ocorrida em 2010.

"A vinda da bandeira é a mostra de que o conceito de cidade partida não existe mais no Rio de Janeiro", disse ele, antes de embarcar.

Nos próximos dias a bandeira ficará exposta à visitação no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio, em Botafogo, zona sul do Rio.

Cabral chegou à comunidade na companhia do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, dos irmãos boxeadores Esquiva e Yamaguchi Falcão e do gari Sorriso, que participou da cerimônia de encerramento dos Jogos de Londres. A cerimônia atrasou em uma hora e durou pouco mais de quinze minutos. Não houve discursos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1137606-protesto-impede-ida-de-prefeito-do-rio-na-chegada-da-bandeira-olimpica.shtml

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Moradores da Vila Autódromo no Rio fazem manifestação contra remoção


Obras como a construção do Parque Olímpico Rio 2016 irão exigir desapropriações na região

Moradores da Vila Autódromo e pessoas que apoiam a permanência das 119 favelas situadas na zona oeste da capital fluminense fizeram ontem (26) uma manifestação em frente ao prédio do Tribunal de Justiça, no centro, contra o processo de desocupação da área, movido pela prefeitura do Rio.

Segundo o presidente da Associação dos Moradores e Pescadores da Vila Autódromo, Altair Guimarães, entre os motivos para a desocupação estão os empreendimentos imobiliários na região, motivados pelos grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Os manifestantes cobram do Poder Judiciário o direito à moradia e o respeito às 900 famílias que vivem na comunidade, localizada ao lado do Autódromo de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, usado até os anos 1980 para a etapa brasileira do campeonato de Fórmula 1. A Vila Autódromo existe há pelo menos 40 anos.

E, segundo Guimarães, a permanência no local foi concedida em 1992 pelo então governador do estado Leonel Brizola, que deu aos moradores um título de posse do terreno por 30 anos.

“Nós temos esse título dado pelo governador do estado, Leonel Brizola. Esse título, tem a validade de 30 anos. Ele foi dado em 1992. E aí o que aconteceu: outro governador fez uma retificação desse título, passando de 30 anos para 99 anos. Eles teriam que respeitar o título”, declarou.

De acordo com Guimarães, a prefeitura alega que a Vila Autódromo foi construída em uma área ambiental e, por isso, precisa ser removida. “O prefeito [Eduardo Paes] quer tirar a gente da Vila Autódromo dizendo que a gente agride o meio ambiente. O que a gente agride, ali, é a especulação imobiliária. O que vai acontecer com 75% da área do autódromo depois dos megaeventos? Vão acontecer edificações imobiliárias. Você investiria em uma área que tivesse uma favela perto? Não, porque desvalorizaria os imóveis”, destacou.

A Secretaria Municipal de Habitação informou, por meio de nota, que o motivo do reassentamento da comunidade é que pelo menos dois terços de seus moradores estão em área de preservação ambiental.

O órgão destaca que “a comunidade está localizada às margens da Lagoa de Jacarepaguá e é cortada por três rios. Por isso, na área hoje ocupada pela Vila Autódromo, não pode haver qualquer tipo de construção”.

A secretaria diz ainda que, além da questão ambiental, “a maior parte dos moradores não tem acesso a saneamento básico e vive em condições precárias e insalubres”. A nota também ressalta que as famílias só serão reassentadas quando os apartamentos do Parque Carioca, condomínio que será construído na Estrada dos Bandeirantes, também na zona oeste, forem concluídos. Segundo o órgão, as famílias não terão que pagar pelos imóveis.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10413/MORADORES+DA+VILA+AUTODROMO+NO+RIO+FAZEM+MANIFESTACAO+CONTRA+REMOCAO.html

terça-feira, 17 de julho de 2012

Dow emite nota defendendo patrocínio aos Jogos


Após protestos contra a participação da Dow Chemical nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, devido ao envolvimento da empresa com o vazamento de gás que matou cerca de 15 mil pessoas na Índia, a companhia emitiu um comunicado se defendendo.

A Dow, primeiramente, defendeu a liberdade de expressão e afirmou que os Jogos Olímpicos tem sido usado como uma importante plataforma de protestos. No entanto, a empresa criticou as informações que foram publicadas afirmando que elas foram conduzidas de maneira inadequada e sem consistência.

Na sequência, a Dow se orgulhou dos 30 anos de relação entre a empresa e os Jogos Olímpicos e confirmou que continuará apoiando o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Movimento Olímpico até 2020.

“Continuamos comprometidos em oferecer soluções para os desafios do mundo e continuamos a ver os Jogos Olímpicos como uma plataforma estratégica para demonstrar o nosso valor”, dizia parte do comunicado emitido pela Dow.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26003/Dow-emite-nota-defendendo-patrocinio-aos-Jogos/index.php 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Londres-2012 proíbe garrafas d'água, câmeras e vuvuzelas nos estádios


Comitê organizador divulga lista de artigos proibidos para eventos olímpicos. Comidas em excesso, camisas de tom político e faixas também são vetadas

A 14 dias da festa de abertura, o comitê organizador dos Jogos de Londres divulgou a lista de artigos que serão vetados na entrada dos eventos da competição. E o anúncio não fez muito sucesso entre os torcedores. Entre os objetos proibidos, garrafas de água, comida em excesso, câmeras fotográficas de lentes longas, vuvuzelas e até mesmo camisas que tragam algum ideal político, como uma imagem de Che Guevara. As informações são do jornal “Daily Mail”.
De acordo com a publicação, o anúncio gerou polêmica entre os torcedores que já têm ingressos para eventos dos Jogos, com protestos nas mídias sociais. A lista, segundo a organização, é uma das medidas de segurança que serão adotadas durante as Olimpíadas.
Durante as Olimpíadas, seguranças vão revistar os torcedores, que serão proibidos de levar bolsas de grande porte, além de bandeiras e faixas muito grandes. A organização também estará atenta às roupas da torcida, para evitar ações de publicidade ilegal, como as holandesas durante a Copa do Mundo da África do Sul, contratadas por uma marca de cerveja.

Confira a lista de artigos proibidos:
Bolas, raquetes e frisbees
Grandes bandeiras e faixas
Roupas com ideais políticos e comerciais
Grandes chapéus e guarda-chuvas
Câmeras com lentes grandes e tripés
Comida em excesso
Vuvuzelas, cornetas e qualquer outro objeto que faça barulho
Qualquer recipiente com quantidade de líquido maior que 100ml

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/07/londres-2012-proibe-garrafas-dagua-cameras-e-vuvuzelas-nos-jogos.html