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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

CBRu amplia departamento de marketing visando 2016


Por Rodolfo Gomes

Com o encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, o rúgbi brasileiro inicia contagem regressiva para a volta da modalidade às Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Com isso, a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) resolveu ampliar o seu departamento de marketing, a fim de angariar novas parcerias.  

"O marketing da confederação é quem está gerindo as suas próprias ações, preparando as suas apresentações e produtos para buscar novos patrocinadores", disse o presidente da CBRu, Sami Arap. 

No início de julho, o contrato entre a CBRu e a agência Dream Factory, que prestava serviços de consultoria à confederação, foi rescindido. De acordo com Arap, apesar de ter prestado bons serviços, a agência não fechou nenhum contrato de patrocínio durante os quase dois anos de parceria.   

A Dream Factory, por sua vez, afirma que a principal função da agência na confederação era divulgar o esporte em âmbito nacional. "O objetivo era preparar o terreno para que em médio a longo prazo patrocinadores pudessem se interessar pela modalidade", explicou Carlos Pereira, gerente de consultoria da agência. 

Atualmente, a CBRu é patrocinada por Bradesco, Topper, Heineken, Jac Motors, Cultura Inglesa, Deloitte, Probiótica e Terapêutica. Cia Athletica, Travelace, ZDL, Shark&Lion e UniSant’anna ocupam cota de apoiadores, e Grupo CCR e Gatorade investem na entidade via Lei de Incentivo ao Esporte.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/26/26675/CBRu-amplia-departamento-de-marketing-visando-2016/index.php

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O Efeito da Janela de Transferências sobre o valor de mercado dos Elencos dos Clubes

Acompanhe o relatório da Pluri Consultoria sobre a queda nos valores dos elencos após o fechamento da janela de transferência.

Relatório Pluri Consultoria

Trânsito, segurança e greves põem à prova ajustes para Jogos


Faixas exclusivas para a família olímpica entram em operação nesta quarta-feira

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES — A capital olímpica começa a viver nesta quarta-feira o primeiro de três dias de testes decisivos antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. Logo pela manhã, entram em operação os 50km de faixas exclusivas de trânsito para a família olímpica, algo que tem tirado o sono de motoristas, pedestres e até das autoridades de transporte. Uma maciça campanha de informação nos jornais, no rádio e na internet tem conclamado os londrinos a evitar dirigir nas áreas olímpicas.

Mas não é só: funcionários do controle de passaportes confirmaram a grave geral, marcada para amanhã, na principal porta de entrada, o Aeroporto de Heathrow, prometendo levar o caos na véspera da festa de abertura. E no dia da festa, os maquinistas do metrô ameaçam parar, depois de já terem garantido mil libras de bônus pelo trabalho extra.

O megaevento se tornou de moeda de troca para reivindicações de categorias que deflagraram movimentos trabalhistas nos últimos meses, em busca de melhores condições. A greve de 24 horas dos funcionários do controle de passaportes, marcada para a véspera da cerimônia de abertura, é a paralisação mais polêmica. Vinte por cento da categoria votou pela paralisação, mas 57,2% dos agentes apoiam a decisão do sindicato, que reclama do corte de pessoal e das mudanças nas aposentadorias.

— A vida dos funcionários piorou e se tornou intolerável com esses cortes. Estamos num ponto de rompimento total — defendeu o secretário-geral do sindicato da categoria, Mark Serwotka.

Taxistas ameaçam paralisação

Motoristas de táxis — os famosos Black Cabs — também ameaçam com uma paralisação no dia da cerimônia de abertura (sexta-feira) caso não lhes seja permitido trafegar na faixa olímpica, reservada aos ônibus e veículos da família olímpica. Semana passada, cerca de 200 motoristas bloquearam o tráfego na Praça do Parlamento e fizeram um buzinaço na região de Westminter, protestando contra a decisão da prefeitura de Londres e da ODA, a equivalente à Autoridade Pública Olímpica. Segunda-feira passada, fizeram outro buzinaço na Tower Bridge.

Os motoristas ficaram furiosos ao saberem que ministros e políticos poderão usar, a partir desta quarta-feira, as faixas exclusivas — apelidadas de Zil, em alusão ao tratamento especial dado às limusines Zil dos altos funcionários da antiga União Soviética — reservadas para 4 mil BMWs e 1.500 ônibus que transportarão membros da família olímpica.

Nesta terça-feira, mais 1.200 militares foram colocados em ação para reforçar a segurança dos Jogos, aumentando o efetivo extra do Exército em cinco mil homens, por causa da crise provocada pela empresa G4S. Vencedora de uma concorrência de 280 milhões de libras (R$ 888 milhões), a empresa não conseguirá entregar nem mesmo sete mil dos dez mil homens que havia assegurado em contrato para ajudar nos serviços de controle de entradas em instalações olímpicas.

Segundo o diretor executivo do Comitê Organizador, Paul Deighton, a decisão de apelar para a convocação de mais militares é a maneira encontrada de evitar mais surpresas desagradáveis promovidas pela G4S.
— Foi uma grande decepção. Fechamos contrato com a maior empresa de segurança privada do mundo, que tem nosso governo como maior cliente. Eles nos garantiram entregar dez mil seguranças, mas não conseguiram entregar cinco mil — disse Deighton. — A empresa mostrou não ser confiável.

Exército e polícia serão reembolsados

Deighton admitiu que os militares são mais bem treinados e que passam maior segurança a quem entra no Parque Olímpico. Todos os funcionários da G4S já foram substituídos nos acessos do Parque por soldados.
Diretor-executivo da G4S, Nick Buckles admitiu que sua empresa causou uma “confusão humilhante” para os britânicos e prometeu reembolsar Exército e polícia pelos homens a mais que foram obrigados a disponibilizar.

Outros 9,5 mil policiais do serviço metropolitano integram o plano de segurança dos Jogos, monitorando regiões mais movimentadas de Londres e áreas externas e internas do Parque Olímpico. Eles circulam em duplas até pelo interior do Shopping Westfield, o maior da Europa e vizinho ao Parque.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/transito-seguranca-greves-poem-prova-ajustes-para-jogos-5574858#ixzz21dtTybR3 

terça-feira, 24 de julho de 2012

A NFL poderia ser exemplo para o Brasileirão ‘Desvalorizadão’


Por Thiago Perdigão

Esta coluna abaixo foi publicada no Diário LANCE! na última quinta-feira, dia 19 de julho. Não é exatamente sobre NFL, mas passo por esse assunto. Acho que este espaço poderia levar a um debate interessante sobre o assunto.

O Brasileirão deveria ser o ‘Desvalorizadão’

Vira e mexe a discussão sobre o calendário brasileiro volta à tona. Para ser sincero, não sei se o melhor seria adequar ao europeu. Em princípio, parece ser o certo, mas ainda é preciso discutir e cortar “gorduras” como 23 datas (dadas por politicagem) para a disputa dos ultrapassados Campeonatos Estaduais.

Não dá para aceitar, por exemplo, ver a CBF “boicotar” o seu principal campeonato. Como? Convocando Neymar, sua principal estrela, para a Seleção olímpica e desfalcando o Santos por até oito rodadas. O motivo é nobre, é verdade, mas desvaloriza um produto já desvalorizado.

Afinal, a despeito das estrelas internacionais como Seedorf e Forlán estarem perto de estrearem nos gramado por aqui, o Brasileirão ainda é pouco conhecido fora do Brasil. Na chegada da Seleção em Londres ficou claro o espanto do policial no aeroporto da capital do Jogos perguntando “quem era Neymar” após ver o assédio sobre o atacante santista.

E Oscar? Talvez a grande revelação dos últimos anos, deve ficar por Londres depois da Olimpíada, no meio do Brasileirão, e sem se despedir do torcedor do Internacional.

Há dinheiro para investir. Mas haveria mais se as marcas brasileiras se divulgassem mais pelo exterior.

Olhe para a Europa: os principais times fazem cada vez mais excursões para os EUA ou Ásia, certos de que lá estão os “novos mercados”. Os brasileiros não conseguiram se firmar nem na Europa, que em crise, ainda consome futebol.

E bons exemplos existem em vários lugares. Veja a lista da revista “Forbes” dos 50 clubes mais valiosos do mundo (aqui a notícia completa e meus comentários): todas as 32 franquias da NFL estão na lista. Isso em um esporte disputado profissionalmente apenas em um país. Por que não copiar algumas estratégias?

No futebol, Londres, por exemplo, é uma das “capitais” do futebol, com muitos times, inclusive o Chelsea, o campeão europeu e possível adversário do Corinthians no Mundial de Clubes.

Mas, o policial londrino nunca tinha ouvido falar em Neymar…

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Agora meus comentários: a NFL, é claro, não é uma liga perfeita. Tem vários problemas e eu voltarei a este assunto mais tarde, ainda nesta semana. Um deles, é a quantidade de jogadores presos durante o período sem jogos, por exemplo.

Mas em relação a faturamento, não há o que criticar. São milhões e milhões de dólares de lucro para todas as franquias e outros bilhões para a Liga. Somas impensadas de dinheiro que o brasileiro parece “não querer”.

Boa parte do lucro vem dos contratos de televisão. Por aqui, os valores estão altos, mas parecem abaixo do que poderiam ser. O monopólio faz bem para a dona dos direitos, mas faz mal para os clubes. A NFL, por exemplo, é transmitida por qutro emissoras diferentes nos EUA e por valores muito altos.

A própria Liga tem os direitos internacionais e os vende por outra concorrência. E ainda disponibiliza assinatura para os não moradores dos EUA. Você, no Brasil, pode assinar a NFL Network e o Game Pass e terá o direito de assistir a todos os jogos via internet.

Isso cria divulgação, cria fidelidade a marca. E isso é mais importante do que qualquer montante de dinheiro paga em um primeiro momento.

Outra vantagem tem a ver com o calendário. É claro que não dá para pensar uma temporada de futebol com 16 jogos, como é na NFL. Mas é preciso valorizar os jogos. No Campeonato Paulista são 19 intermináveis jogos na fase de classificação. Contra times fracos, várias vezes, e com pouco apelo decisivo.

Fora as mudanças. Por aqui, as televisões mudam os horários dos jogos por conta da audiência. Sem qualquer critério técnico. No próximo domingo, por exemplo, o jogo do Palmeiras (contra o Cruzeiro, em Minas) foi trocado pelo do Corinthians (Bahia, fora), apenas porque a Globo quer competir contra as transmissões da Olimpíada de Londres, que serão exclusivas da Record. Na final da Copa do Brasil, aconteceu algo semelhante.

E o torcedor que já tinha se programado para assistir a algum desses jogos?

Alguns irão gritar “a NFL também muda seus horários”. É verdade. Mas é algo esperado e que acontece para por um jogo decisivo no horário nobre. Um jogo decisivo, depois da décima rodada do campeonato. Enfim, algo a se pensar…

Até a Liga de futebol americano sabe que precisa divulgar sua marca fora. Já tentou criar um campeonato na Europa, que naufragou depois de um tempo. Mas faz um jogo todo ano em Londres e já programa mais jogos fora dos EUA. Na Alemanha, por exemplo, o futebol americano é muito forte.

Há ainda uma “semana latina”, de olho nos fãs latinos que moram no país, que são milhões, além das transmissões nos países da América. Tem também os jogos no Canadá e assim vai…

Outra coisa que valoriza uma marca: seus produtos. Daqui do Brasil, apesar dos altos impostos, você consegue comprar uma camisa da NFL. Como consegue achar em qualquer shopping várias camisas de futebol de clubes europeus. Os times brasileiros conseguem fazer o mesmo? Claro que não… Mesmo porque quase nunca aparecem por lá.

Pouco muito pouco.

Twitter: @thiago_perdigao

Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/madeinusa/2012/07/23/a-nfl-poderia-ser-exemplo-para-o-brasileirao-desvalorizadao/