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quinta-feira, 7 de março de 2013

Valcke admite preocupação com Maracanã, mas minimiza mudança de prazo para entrega da obra


Secretário da Fifa diz que data já era mesmo 27 de abril
Dirigente terá nova reunião com governador e prefeito na sexta
Estádio ficou inundado após temporal que atingiu o Rio na terça

Por Carolina Oliveira Castro

RIO - O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, reconheceu estar preocupado com a situação das obras no Maracanã após sobrevoar o estádio e ver a inundação provocada pelo temporal da noite de terça-feira no Rio de Janeiro. O dirigente terá uma nova reunião com o governador Sérgio Cabral, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e representantes do Consórcio Maracanã (formado pelas empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebretch) nesta sexta-feira.
- Não existe plano B para o Maracanã. Por isso devemos ter respostas amanhã (sexta). Claro que estamos preocupados, por conta da imagem que vimos ontem (quarta) - disse Valcke, que se reuniu nesta quinta, num hotel em São Conrado, Zona Sul do Rio, com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o presidente da CBF, José Maria Marin; e membros do Comitê Organizador Local (COL), entre eles o ex-jogador Ronaldo Nazário.
Valcke tentou passar tranquilidade em relação ao prazo final para a obra do Maracanã. Quando foi indagado sobre a nova data (27 de abril), o dirigente mostrou surpresa com a pergunta.
- Não sei o porquê da questão com a data. Não sei de onde vocês tiraram o dia 15 de abril - respondeu aos repórteres. - Para a Fifa o prazo sempre foi 27 de abril - disse.
No site da Fifa, porém, a data limite estipulada é 15 de abril. E o próprio Valcke já havia dito, em outra ocasião, que a cobertura e o gramado do Maracanã teriam que estar prontos no dia 15. O novo prazo, dia 27, surgiu na quarta-feira à noite, depois de reunião entre Valcke, o governador Cabral e o prefeito Paes. A assessoria do governo do Estado não comentou a mudança de data, apenas confirmou que entregará o estádio em 27 de abril.
A imagem dos operários de cueca, tirando água da cobertura que está sendo instalada no Maracanã, também mereceu comentário do secretário-geral da Fifa. Os operários - a maioria da Alemanha, contratados pela empresa responsável pelo içamento da cobertura - trabalhavam sem qualquer equipamento de proteção. Eles retiravam a água com baldes.
- Foi uma situação de tempestade e o que se viu foram operários fazendo o que podiam, nas condições que podiam. Quero agradecer a todos os operários, pois sem eles não conseguiríamos realizar as Copas - disse o dirigente francês.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/valcke-admite-preocupacao-com-maracana-mas-minimiza-mudanca-de-prazo-para-entrega-da-obra-7772587#ixzz2Mt1yr0EY 

Sem plano B, Maracanã pode não estar 100% para Copa das Confederações


Para Jerome Valcke, estádio fluminense não será, sob hipótese alguma, excluído da competição

Em coletiva de imprensa para celebrar a marca de 100 dias para a Copa das Confederações, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, disse hoje (7) que não há uma alternativa, um plano B, para o Maracanã caso não fique pronto a tempo da competição, em junho deste ano.

Valcke disse estar confiante de que a reforma do estádio estará pronta a tempo para a competição, mas admitiu que o palco pode não estar 100% até junho. O governo do Rio e a construtora Odebrecht garantiram que o estádio será entregue em 27 de abril, a tempo de fazer pelo menos dois eventos testes esperados pela Fifa.

“Não há plano B. É por isso que estamos trabalhando para assegurar que o estádio esteja pronto para a Copa das Confederações. Decidimos que haveria seis cidades-sede e colocamos a venda os ingressos. Então, não há possibilidade de mudar isso”, disse Valcke.

“Amanhã, vamos ver se vai faltar alguma coisa e para saber se vai ser entregue 100% ou não”, completou. "Precisamos saber como estará o estádio para nosso uso."

De acordo com o secretário-geral da Fifa, o ideal seria que tudo estivesse pronto faltando 100 dias para a Copa das Confederações, mas era esperado que o andamento das obras fosse atrasar. Segundo ele, não há uma grande preocupação em relação à preparação dos seis estádios, mas sim um “nervosismo maior” porque o evento está se aproximando.

Ele disse que ver a foto do Maracanã alagado ontem não foi “uma das melhores coisas”, mas ficou surpreso porque, mesmo com todo o estrago causado pelas chuvas, milhares de operários continuavam trabalhando no canteiro de obras.

Jerome Valcke está no Brasil para reuniões com organizadores locais da Copa das Confederações para discutir detalhes da operação dos estádios em cada uma das seis cidades-sede (Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza).

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11474/SEM+PLANO+B+MARACANA+PODE+NAO+ESTAR+100+PARA+COPA+DAS+CONFEDERACOES.html

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Número 2 da Fifa foi consultor do Brasil na candidatura para a Copa


Por SÉRGIO RANGEL

Homem forte da Fifa, entidade que comanda o futebol mundial, o francês Jérôme Valcke assina contratos, estipula prazos e faz cobranças para organizar a Copa que ele mesmo ajudou a conceber.

O atual secretário-geral da entidade atuou como consultor da campanha que permitiu ao país ser escolhido para sediar o Mundial de 2014. Até então, não se sabia de sua conexão com a campanha, chefiada por Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

A participação de Valcke na candidatura ocorreu no primeiro semestre de 2007. No período, ele ficou fora da Fifa por seis meses, depois de a entidade ter sido multada em US$ 90 milhões por uma negociação, comandada por ele, envolvendo a Visa e a MasterCard.

Após formatar a candidatura e fazer lobby pelo Brasil na Fifa, Valcke participou, em 2007, da reunião do Comitê-Executivo que escolheu o país como sede da Copa. Embora não tenha direito a voto, Valcke atuou junto aos integrantes do comitê em favor da candidatura.

Em e-mail obtido pela Folha, intitulado "Proposta de Consultoria da Candidatura" e enviado em 12 de fevereiro de 2007 para o e-mail que Teixeira usava na CBF, Valcke definia as suas funções no comitê de candidatura e apontava 11 temas sobre os quais prestaria consultoria.

Na proposta, ele diz que participaria de apresentação aos membros do Comitê-Executivo. A Folha apurou que o francês cobrou cerca de US$ 100 mil pelo trabalho. Meses depois, ele voltou à Fifa.

A Colômbia também pleiteava receber o Mundial. Em abril de 2007, seis meses antes da decisão da Fifa, o país desistiu da disputa, e o Brasil foi candidato único.

ENTRA E SAI DA FIFA

Em dezembro de 2006, Valcke deixou a Fifa após a Justiça dos EUA tê-lo considerado culpado por uma negociação de patrocínio com a Visa. De acordo com a corte de Nova York, Valcke, o então diretor de marketing e TV da Fifa, teria violado a cláusula de prioridade da MasterCard, parceira da entidade.

Apesar da multa, Valcke retornou em junho de 2007 como secretário-geral. O posto é o mais importante abaixo do presidente na Fifa, Joseph Blatter. Historicamente é o representante da entidade nas organizações dos Mundiais.

A Folha apurou que Teixeira, à época forte nos bastidores da entidade, articulou o retorno do parceiro. Quatro meses depois, o Brasil foi escolhido pelo Comitê-Executivo como anfitrião da Copa de 2014.

E-MAILS

No e-mail, em que Valcke chama Teixeira de "querido", o francês diz que poderia ajudar a criar o comitê nacional e até cuidar dos patrocínios e das finanças do projeto. Em vários pontos, ele afirma que seria o intermediário do Brasil na Fifa e que definiria a estratégia para convencer o governo brasileiro a querer fazer a Copa.

Na mensagem, Valcke afirma que poderia aconselhar os brasileiros nas "apresentações dos documentos da candidatura brasileira e nas apresentações aos membros do Comitê-Executivo nas fases intermediárias ou na apresentação final à Fifa".

Sobre as questões financeiras, o cartola informa que poderia aconselhá-los em cinco pontos, incluindo a preparação do orçamento do Mundial e da Copa das Confederações.

Uma semana antes de encaminhar o e-mail, o francês se reuniu com a cúpula da candidatura brasileira em São Paulo. Ele chegou à capital paulista de manhã e deixou o país no fim da tarde. A proposta do francês foi aceita em seguida.

Em março do ano passado, Valcke irritou o governo brasileiro ao declarar que o Brasil merecia "um chute no traseiro" pelo atraso nas obras do Maracanã. Após dizer que a reação brasileira foi "infantil", ele se desculpou.

O secretário-geral da Fifa, que está no Brasil para vistoriar as obras do Mundial, se reunirá, no Rio, com integrantes do Comitê Organizador Local da Copa.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1222598-numero-2-da-fifa-foi-consultor-do-brasil-na-candidatura-para-a-copa.shtml

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Valcke lamenta atrasos nos estádios e diz que prazo está no limite


Dirigente da Fifa lembra que, além do lançamento, é preciso testar as arena da Copa

Por Vannildo Mendes

BRASÍLIA - O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, lamentou que todos os estádios relacionados para a Copa das Confederações tenham atrasado as obras e adiado o prazo de inauguração previsto no compromisso original com a entidade. Mas ponderou que o novo prazo, "fixado de comum acordo até meados de abril", ainda dá tempo suficiente para a competição se realizar com êxito. "Eu preferia que os prazos fossem cumpridos e (os estádios) entregues em dezembro de 2012, como previsto mas, enfim, as cidades precisaram desse tempo adicional. O que não é possível é atrasar além desse limite", avisou o dirigente.

Valcke lembrou que, após a inauguração das arenas, ainda é preciso um cuidadoso trabalho de testes de todos os itens, relacionados à segurança, operacionalidade e funcionamento dos equipamentos e serviços. "É fundamental testar todos os itens para evitar contratempos. O jogo teste que realizamos ontem (domingo, no Arena Castelão), mostrou pequenos problemas que precisam ser corrigidos", observou. Valcke deu a declaração após inspecionar no início desta tarde as obras do Estádio Nacional de Brasília, palco da abertura da Copa das Confederações, em 15 de junho.

Ele fez a inspeção em companhia do ministro do Esporte, Aldo Rebelo; do governador do DF, Agnelo Queiroz; e do presidente do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, José Maria Marin. A programação incluía uma parte festiva para marcar o início da contagem regressiva para os 500 dias antes da Copa do Mundo, mas essas atividades foram canceladas por causa da tragédia que aconteceu em Santa Maria, neste final de semana.

Valcke disse que enviou mensagem à presidente Dilma Rousseff em nome da Fifa solidarizando-se com o povo brasileiro. "Hoje é um dia muito triste para o Brasil. Por isso suspendemos as atividades festivas e mandamos uma carta de pêsames e de solidariedade para com as famílias atingidas por essa tragédia", enfatizou. Mas a Fifa e o COL mantiveram a visita de inspeção ao estádio, que está com 87% das obras concluídas e inauguração, com três meses de atraso, marcada para 21 de abril, data de aniversário da cidade.

Ainda em Brasília, Valcke firmou um memorando de entendimento com o Ministério das Comunicações para acelerar as medidas voltadas para o funcionamento dos sistemas de telefonia, internet, sinais de rádio e TV e todas as mídias necessárias ao êxito da competição. "Essa é uma área fundamental para a Copa", disse o dirigente. Ele elogiou a equipe encarregada das obras do Estádio Nacional, comandada pela engenheira Maruska Lima e definiu o estádio como "espetacular" e "um dos mais bonitos" que já viu no mundo.

Para o dirigente, a nova arena de Brasília, pelas suas características, "ficará como um legado importante" para a população após os jogos. Ele disse que o trabalho de acompanhamento das obras nas seis cidades que sediarão jogos "vem sendo muito bem encaminhado". Em seguida, Valcke viajou para Salvador, onde foi inspecionar as obras da Arena Fonte Nova, que também sediará jogos da Copa das Confederações. A inspeção se estende nesta quarta-feira às obras do Maracanã. Ainda no Rio, ele encerra a agenda, na quarta, com uma reunião de avaliação geral com a direção do COL. 

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,valcke-lamenta-atrasos-nos-estadios-e-diz-que-prazo-esta-no-limite,989938,0.htm

MiniCom e Fifa acertam parceria para Copa-2014


A Fifa e o Ministério das Comunicações acertaram uma parceria para a telecomunicação da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. Jérôme Valcke, secretário geral da Fifa, e Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, assinaram um Memorando de Entendimentos com o objetivo de garantir um funcionamento eficiente do serviço durante a competição.

Com o acordo, as duas partes terão responsabilidades. A Fifa arcará com tudo o que for utilizado apenas para a Copa do Mundo e o Governo Federal será responsável pelas obras que ficarão de legado para o Brasil. As negociações envolvendo o governo e a Fifa se estenderam por 18 meses, segundo Paulo Bernardo.

O Ministério das Comunicações terá a Telebrás como grande parceira para a implantação dos projetos. A empresa está criando uma infraestrutura de rede de fibra ótica nas 12 cidades sede, com orçamento de R$ 200 milhões. A Anatel disponibilizará outros R$ 180 milhões para equipamentos, treinamento, rede, entre outros.

Segundo Paulo Bernardo, a tecnologia 4G estará funcionando a partir de abril deste ano nas seis cidades que abrigarão a Copa das Confederações: Brasília, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Salvador e Belo Horizonte.

Valcke e Paulo Bernardo compartilham da mesma opinião sobre a telecomunicação na Copa do Mundo. “Grande peça da organização da Copa”, comentou o membro da Fifa, “sem uma boa comunicação é como se a Copa não existisse”, completou o ministro.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/copadomundo/28/28291/MiniCom-e-Fifa-acertam-parceria-para-Copa-2014/index.php

domingo, 20 de janeiro de 2013

Valcke quer discutir com o Brasil uso do lucro do Mundial


Secretário-geral da Fifa vem ao país na próxima semana
Milhões deverão ir para o esporte após o torneio

Por Jorge Luiz Rodrigues

JOHANNESBURGO - Em viagem à capital sul-africana para assistir à rodada de abertura da Copa Africana de Nações e anunciar os primeiros beneficiários do fundo de investimento de lucros de 450 milhões de rands (R$ 103 milhões ou US$ 50,7 milhões) da Copa do Mundo-2010, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke não tira o Brasil dos pensamentos. Daqui a uma semana, o dirigente desembarcará no Rio para uma visita de quatro dias, que incluirá as comemorações da marca de 500 dias para o jogo de abertura da Copa do Mundo-2014, ao lado da presidente Dilma Rousseff, no Estádio Nacional de Brasília, no próximo dia 28. O francês diz ser importante começar a discutir com autoridades do futebol e do Governo como será a aplicação desses lucros milionários no futebol brasileiro.
- Ainda é cedo para saber quanto será em relação ao Brasil; se serão US$ 80 milhões, US$ 90 milhões, o que seja, mas considero importante começar a se pensar nisso desde já para se trabalhar num plano amplo – revelou Valcke, na última sexta-feira, ao GLOBO, em Johannesburgo.
O secretário-geral da Fifa explicou que o programa de legado do Mundial se dá em dois níveis. O primeiro é referente aos investimentos feitos pelas cidades, pelos estados e o Governo Federal para a Copa do Mundo-2014. São as infraestruturas em estádios, aeroportos, segurança etc, que têm impacto na vida do cidadão.
- Isso melhora a vida dos brasileiros de cada cidade-sede e, talvez, de todo o país. Parece simples, mas tornará menos complicado, entre outras coisas, viajar de Manaus a Porto Alegre, ao contrário do que ocorre hoje – disse o dirigente.
Segundo Valcke, o segundo nível se refere ao legado de um programa de futebol. Essa é a principal tarefa da Fifa e do Comitê Organizador Local (COL-2014):
- É necessário um programa para desenvolver ainda mais o futebol por todo o país. Eu quero me sentar com o Comitê Organizador Local (COL-2014) e com Aldo Rebello (ministro dos Esportes) para discutir o que devemos esperar do Brasil em termos de legado de futebol. Não estamos falando apenas de estádios, de infraestrutura, mas, também de tratar com o Brasil sobre futebol. Depois da Copa do Mundo-2014, haverá dinheiro para o Brasil. Não sei quanto dinheiro, mas sei que haverá muito dinheiro.
Temos que usar no desenvolvimento do futebol no Brasil. Pode ser em escolinhas, pode ser em mais projetos, mas precisamos conversar e estudar isso muito bem. Valcke lembrou que o Comitê de Legado da África do Sul investirá boa parte dos mais de US$ 50 milhões que recebeu da Fifa em programas de desenvolvimento do futebol.
- É preciso trabalhar a base, criar ligas de jovens, porque uma seleção nacional não se torna forte do nada. É necessário ter projetos e desenvolvê-los. Os Bafana Bafana só serão grandes quando tiverem uma base jovem forte – afirmou.
Diretor Executivo do COL-2010 e atual presidente do Comitê de Legado sul-africano, Danny Jordaan anunciou sexta-feira que os primeiros 56 milhões de rands (US$ 6 milhões ou R$ 12,86 milhões) começarão a ser alocados para 973 beneficiários, entre 4.347 concorrentes que apresentaram projetos através do site oficial (www.2010legacytrust.com). Os 394 milhões de rands restantes estão aplicados em três bancos sul-africanos “para assegurar que o dinheiro dure o maior tempo possível” durante as outras fases de desenvolvimento do projeto.
Paralelamente à aplicação das verbas, a segunda fase de inscrições começará em julho deste ano para contemplar mais trabalhos. Os primeiros projetos aprovados consistem em 24 trabalhos para capacitar com estudo os atuais e os futuros administradores do futebol sul-africano, num total de 500 mil rands (R$ 114,9 mil). Outros 6,5 milhões de rands (R$ 1,49 milhão) serão investidos em 33 projetos de treinamento de profissionais de saúde, educação física, fisiologia e afins, em parceria com a tradicional Universidade Wits, de Johannesburgo. Fechando a primeira fase, mais R$ 49 milhões de rands (R$ 11,3 milhões) irão para projetos de criação de uma liga nacional feminina, de campeonatos nacionais masculinos sub-13 e sub-15 de futebol, além de ligas nacionais de futsal e de futebol de areia, fornecendo verbas e equipamentos a associações regionais, clubes e escolas.
Inicialmente, os sul-africanos receberiam cerca de US$ 78 milhões (692 milhões de rands ou R$ 159 milhões) de lucros repassados pela Fifa, mas gastaram quase US$ 28 milhões (R$ 57,1 milhões ou 248 milhões de rands) em ônibus, para o transporte de seleções e times, e de carros para os administradores. Perguntado sobre esse custo exorbitante, Danny Jordaan retrucou.
- Um problema-chave neste país é o transporte – justificou o dirigente sul-africano. – A falta de transporte público prejudica nossas ligas, congestiona o tráfego no dia a dia do cidadão. Uma das razões pela qual nossas ligas e cidades estão em colapso é a falta de transporte. Então, foi preciso comprar mais ônibus e carros. Aqui, não há trens em abundância. Isso aqui é a África do Sul, não a Alemanha.
Para repassar ao futebol de sul-africano mais de US$ 50 milhões, a Fifa arrecadou com contratos e patrocinadores da Copa do Mundo-2010 mais de US$ 3,65 bilhões (R$ 7,44 bilhões ou 32,4 bilhões de rands), gastando desse montante US$ 1,28 bilhão (R$ 2,61 bilhões ou 11,4 bilhões de rands) com a organização do Mundial. Já o governo do país investiu mais de US$ 3 bilhões (R$ 6,12 bilhões ou 26,6 bilhões de rands) em infraestrutura.
* O repórter viajou a convite do South África Tourism


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/valcke-quer-discutir-com-brasil-uso-do-lucro-do-mundial-7347967#ixzz2IYOSm4XW 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Não há plano B, mas é possível retirar estádio da Copa, diz Valcke


O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou nesta sexta-feira que o estádio de Manaus é uma preocupação para a Copa do Mundo e a arena precisa ficar pronta até dezembro do ano que vem, antes do sorteio dos grupos, para não correr o risco de ser retirada da competição de 2014. Antes, a principal preocupação da entidade que dirige o futebol mundial era Natal.

"A única cidade que temos comentários negativos, que tem que acelerar é Manaus. Se você olha para a foto do estádio de Manaus, entende por que é uma grande preocupação", disse Valcke em entrevista à mídia estrangeira, em São Paulo, nesta sexta-feira.

"Não há plano B, [mas] é possível retirar um estádio, aconteceu isso na Copa das Confederações, da Alemanha, e na Copa das Confederações, da África do Sul, e funcionou. O ponto que tem que ficar claro é que precisamos do estádio antes do sorteio. Qualquer decisão para a Copa Mundo precisa ser tomada antes do sorteio final."

Valcke deixou aberta a possibilidade de tirar Manaus da Copa, um discurso diferente do que fez na quinta-feira quando conversou com jornalistas brasileiros. "Você sempre pode decidir em tirar um estádio", disse.

Em outubro, o estado das obras do campo da capital amazonense estava em 45%.

O prazo para a entrega de todos os 12 estádios para o Mundial, reforçou Valcke, é dezembro de 2013, quando acontecerá o sorteio dos grupos para o torneio. Natal, porém, só ficará pronto em março de 2014.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1193885-nao-ha-plano-b-mas-e-possivel-retirar-estadio-da-copa-diz-valcke.shtml 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Valcke volta ao Brasil para visita aos estádios de Manaus e Cuiabá


Viagem ocorrerá na próxima semana; dirigente também fará reunião com o COL e o governo, no Rio

Depois de dois meses longe do Brasil, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, voltará a visitar os estádios da Copa do Mundo 2014 na próxima semana. O dirigente vai desembarcar no país na terça-feira (28) e no dia seguinte irá à Arena da Amazônia, em Manaus, e à Arena Pantanal, em Cuiabá. 

Valcke também se reunirá com o conselho do COL, no Rio de Janeiro. Ronaldo e Bebeto, membros do Comitê Local, e Luís Fernandes, secretário-executivo do Ministério do Esporte, participarão das visitas ao estádio e do encontro no Rio.

O secretário da Fifa fará a terceira visita às arenas em 2012. Em junho, o dirigente esteve em Natal, Recife e Brasília. Em janeiro, foi a vez de Fortaleza e Salvador. 

"As visitas são muito importantes, não só para conferir in loco o avanço nos estádios e na infraestrutura em geral, mas também para ter condições de debater nossa missão conjunta com os representantes das cidades-sede", disse em nota no site da Fifa.

Em outubro deste ano, Valcke fará a primeira vistoria no Maracanã, palo da final da Copa. Na ocasião, o estádio estará a quatro meses do prazo de conclusão. Na viagem, o secretário também irá ao beira-Rio, em Porto Alegre.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10595/VALCKE+VOLTA+AO+BRASIL+PARA+VISITA+AOS+ESTADIOS+DE+MANAUS+E+CUIABA.html

quarta-feira, 7 de março de 2012

Em meio à crise com Fifa, comissão conclui votação da Lei da Copa


Deputados mantêm venda de bebida em estádios e meia-entrada de idoso. Foram rejeitados 9 de 10 destaques. Projeto agora será votado no plenário.

Por: Nathalia Passarinho

Em meio à crise entre o governo brasileiro e a Federação Internacional de Futebol (Fifa), a comissão especial da Câmara dos Deputados concluiu na tarde desta terça-feira (6) a votação da Lei Geral da Copa.
Dos dez destaques (propostas de alteração) apresentados, somente um foi aprovado. Os dois destaques mais polêmicos, que pediam a proibição da comercialização de bebidas alcoolicas nos estádios durante a Copa, foram rejeitados. Um outro destaque, que pedia a votação em separado da questão das bebidas alcoolicas, também foi recusado. Também foi preservado o item da lei que assegura meia-entrada para idosos.
Agora, o projeto segue para votação no plenário da Câmara, o que pode acontecer já nesta quarta (7). Em seguida, a proposta será enviada ao Senado, onde o rito de tramitação nas comissões ainda será definido.

Antes de concluir a votação dos destaques, a comissão teve de aprovar novamente o texto-base da lei, de autoria do relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP). O texto-base tinha sido aprovado na comissão na última terça (28), mas a votação foi anulada porque ocorreu simultaneamente a uma sessão deliberativa do plenário da Casa, o que não é permitido pelo regimento interno.
A crise com a Fifa foi desencadeada depois que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, declarou, segundo tradução das agências de notícias, que o Brasil precisava de um "chute no traseiro" devido à demora para a aprovação da Lei da Copa. Depois, Valcke e o próprio presidente da Fifa, Joseph Blatter, pediram desculpas pelo episódio.
Durante a votação dos destaques, os deputados criticaram a declaração de Valcke. "Todos sabemos que há atrasos, e que sugerem indignações, elas são razoáveis. Mas não é de hoje que o senhor Valcke se manifesta de forma arrogante", afirmou o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ).

Destaques
O único destaque aprovado pela comissão especial altera o texto para para permitir que emissoras filiadas a uma rede nacional não tenham as mesmas obrigações que as geradoras. O objetivo é liberar pequenas emissoras da obrigação de transmitir os mesmos jogos que as cabeças de rede.
Com a rejeição dos demais destaques na comissão especial, foram mantidos os trechos do texto-base do relator Vicente Cândido, que estabelecem meia-entrada apenas para idosos e liberam a venda de todo tipo de bebida alcoólica nos estádios durante os jogos do Mundial de 2014 no Brasil.
Os dois destaques mais polêmicos rejeitados pela comissão, um de autoria do vice-líder do PSB, deputado Glauber Braga (RJ), e outro do deputado Zequinha Marinho (PSC-PA), propunham proibir a comercialização de álcool nos estádios durante o campeonato.
O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) afirmou que vai apresentar uma emenda no plenário da Câmara para retirar do texto a previsão de venda de bebidas nos estádios.
"A lei é um retrocesso na questão da bebida. Depois de anos de mortes e violência nos estádios, a legislação brasileira proibiu o álcool nos jogos. Abrir exceção para a Copa é ofender uma regra que foi muito debatida", criticou.

O texto do deputado Vicente Cândido diz que "a venda e o consumo de bebidas, em especial as alcoólicas, nos locais de oficiais de competição, são admitidos desde que o produto esteja acondicionado em copos de plástico, vedado o uso de qualquer outro tipo de embalagem".
O projeto não estende a liberação para outros campeonatos de futebol. O Estatuto do Torcedor veta a presença nos estádios de "bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência".
“Não acho razoável você penalizar um setor da economia apenas [...]. Não acho razoável que a pessoa beba antes dos jogos e tenha que parar de beber dentro dos estádios. Espero que a gente possa deliberar sobre o assunto e modernizar a legislação brasileira”, afirmou Vicente Cândido.
O mesmo destaque do deputado Glauber Braga sugeria suprimir artigo do texto-base que prevê detenção de três meses a um ano a quem “expuser marcas, negócios, estabelecimentos, produtos, serviços ou praticar atividade promocional não autorizada pela Fifa” nas chamadas “áreas exclusivas”- reservadas aos patrocinadores.

Os outros sete destaques apresentados pediam apenas a votação em separado de trechos da lei.

Texto-base
O texto-base da Lei Geral da Copa, aprovado nesta terça pela comissão especial, estabelece a venda de meia-entrada apenas para idosos e destina 300 mil ingressos populares para estudantes e beneficiários de programas de transferência de renda. Esses trechos da lei não foram questionados por meio de destaques.
Pela proposta, pessoas com mais de 60 anos também estão incluídas entre os beneficiários da chamada "categoria 4", de ingressos baratos (previstos para serem vendidos a este grupo por US$ 25, cerca de R$ 43, na cotação atual). A Copa do Mundo terá quatro categorias de ingressos, das quais a categoria 1 será a mais cara.
De acordo com o deputado Vicente Cândido, a categoria 4 terá entradas a US$ 50, mas estudantes, idosos e beneficiários de programas de transferência de renda pagarão metade desse valor. Os ingressos da categoria 3, segundo o deputado, custarão cerca de US$ 100, a categoria 2 deverá ter entradas a US$ 450, e os ingressos da categoria 1 custarão em torno de US$ 900.
O novo texto da Lei Geral da Copa estabelece que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) deverá sortear os ingressos populares "prioritariamente" entre estudantes, idosos e beneficiários de programas de transferência de renda que se candidatarem. O texto prevê a possibilidade de que mais ingressos, além dos 300 mil, sejam vendidos na categoria 4, para qualquer pessoa. Nesse caso, porém, o valor subiria para US$ 50 (cerca de R$ 85).

Estudantes
A proposta afasta a incidência de outras leis federais ou estaduais que estabeleçam meia-entrada. Com isso, se for aprovado o Estatuto da Juventude, que prevê meia-entrada para estudantes de todo o país, a legislação não teria validade durante os jogos da Copa do Mundo.
O estatuto foi aprovado neste mês na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e ainda precisa passar por três comissões antes de ser apreciado em plenário.
"As disposições constantes de lei federal, estadual ou municipal referentes a descontos, gratuidades ou outras preferências aplicáveis aos ingressos ou outros tipos de entradas para atividades esportivas, artísticas ou culturais e de lazer não se aplicam aos eventos", destaca o texto atual da Lei Geral da Copa.
"Ao fazer parte da categoria 4, os estudantes acabam podendo pagar ingressos mais baratos do que a meia-entrada, a US$ 12. Estabelecemos uma meia-entrada especial para os estudantes", justificou o presidente da comissão especial, Renan Filho (PMDB-AL).

Indígenas
O texto de Vicente Cândido diz ainda que os "ingressos para indígenas e proprietários de armas de fogo" que aderirem a campanhas de desarmamento serão "objeto de acordo" com a Fifa.
Sindicalistas, liderados pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, defendem ingressos gratuitos para os trabalhadores que construíram os estádios da Copa. Apesar de essa previsão não constar no texto, Vicente Cândido disse que a Fifa se comprometeu a dar ingressos gratuitamente para essas categorias. Segundo ele, os operários terão direito a assistir gratuitamente pelo menos um jogo do campeonato.
A proposta aprovada na comissão especial também diz que "os entes federados e a Fifa poderão celebrar acordos para viabilizar o acesso e a venda de ingressos para pessoas portadoras de deficiência, considerada a existência de instalações adequadas e específicas nos locais oficiais de competição."
O texto prevê ainda a exigência de venda de ingressos da categoria 4 na Copa das Confederações. "A Fifa colocará à disposição, para as partidas da Copa das Confederações de 2013, no decurso das diversas fases de venda, ao menos, 50 mil ingressos da categoria 4", diz o texto.

Férias escolares
O texto aprovado pela comissão especial altera ainda o período de férias escolares em 2014 para que não haja aulas durante a Copa do Mundo.
"Em 2014, os sistemas de ensino deverão ajustar os calendários escolares de forma que as férias escolares decorrentes do encerramento das atividades letivas do primeiro semestre do ano, nos estabelecimentos de ensino das redes pública e privada, abranjam todo o período entre a abertura e o encerramento da Copa do Mundo Fifa 2014 de Futebol", diz a proposta.

Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/03/em-meio-crise-com-fifa-comissao-conclui-votacao-da-lei-da-copa.html