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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A perigosa ideia de privatização do Maracanã


Por Erich Beting

O governo do Rio de Janeiro divulgou nesta segunda-feira alguns detalhes do edital para a privatização do estádio do Maracanã. E, ao que tudo indica, em tese aquela que tem tudo para ser uma das principais arenas do futebol brasileiro corre o risco de se tornar uma espécie de pesadelo para quem vier a ser o “dono” do Maracanã pelos próximos 35 anos.

O maior problema é no que se refere à concessão do estádio. Pelo edital, nenhum clube poderá se candidatar para assumir a gestão do Maracanã. Nas palavras do secretário da Casa Civil do Estado, Regis Fitchner, ao UOL: “Não queremos que o Maracanã seja de um clube A ou clube B. Não faz sentido que um clube tenha exclusividade sobre um estádio que é um templo do futebol”.

O pensamento de Fitchner é exatamente o início da sentença para que o templo do futebol transforme-se num lindo elefante branco no médio prazo. Ao vetar a participação de clubes na gestão do novo estádio, o governo do Rio pede para que o principal cliente do Maracanã passe a buscar uma alternativa mais rentável depois de certo tempo.

O fenômeno aconteceu na Alemanha cerca de cinco anos depois da Copa do Mundo e provocou, desde o lançamento da Amsterdam Arena, em 1996, um boom de construção de estádios pela Europa.

No caso da Alemanha, os clubes que tiveram estádios reformados por conta do Mundial passaram, com o tempo, a ter uma receita mais significativa vinda dos dias de jogos. Esse é o reflexo mais imediato da construção de novas arenas. O estádio passa a ser mais eficiente para levar o torcedor aos jogos. Consequentemente, esse torcedor passa a consumir mais e, no fim das contas, a gerar mais grana para o dono do estádio. Com isso, os times têm promovido reformas em suas arenas no futebol alemão.

Não é difícil de se prever que, pelos próximos 20 anos, o mercado de futebol no Brasil partirá para uma melhoria de infraestrutura provocada pela melhoria a partir da Copa do Mundo. Para equiparar-se aos concorrentes, os clubes vão começar a buscar estádios próprios e caminhos mais eficientes para a geração de receitas.

Ao vetar que o Maracanã tenha um único dono, o governo do Rio não resolve o problema de Flamengo e Fluminense, hoje os dois times que não possuem estádio na cidade. Eles terão de continuar a viver do aluguel para faturar. Naturalmente o Vasco deve, com o passar dos anos, reformar São Januário, aumentando a receita com o local. O Botafogo, apesar de todos os problemas estruturais do Engenhão, continuará a trabalhar para que seu estádio torne a experiência do torcedor melhor e, consequentemente, mais lucrativa para ele.

No fim das contas, o Maracanã pode se tornar o novo Wembley. O estádio da Federação Inglesa de futebol é o maior mico que existe. Lindo, moderno, multiuso, mas sem um dono fixo, que use o local pelo menos duas vezes por mês. Wembley, ainda hoje, é uma arena deficitária. Um dos maiores motivos para isso é o fato de que nenhum clube inglês é dono do local, reservado apenas para os jogos da seleção da Inglaterra.

Naturalmente Flamengo e Fluminense serão potenciais clientes do Maracanã. O problema é que, com a ideia de privatização que foi dada pelo governo do Rio, eles continuarão a viver do aluguel do espaço. E, num cenário de novo dono para o estádio, o aluguel será bem mais caro do que era na época da Suderj.

É possível prevermos, em 2020, o noticiário falando sobre a decisão de que o Maracanã passará a ser gerenciado por um clube de futebol. Ou, então, noticiarmos as construções das novas arenas de Flamengo e de Fluminense, menores que o Maracanã e muito mais adaptadas à realidade dos dois clubes. Tem sido assim no mundo todo.

Chega uma hora em que todo mundo se enche de viver de aluguel…

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/10/22/a-perigosa-ideia-de-privatizacao-do-maracana/

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Polêmico, Grego sonha com volta à CBB e promete gestão guiada pela “reflexão, modernização e transparência”


Candidato na eleições de 2013, ex-presidente concede entrevista exclusiva ao R7

Por Carolina Canossa

Atual presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), Carlos Nunes terá um único opositor nas próximas eleições da entidade, programada para março de 2012. Será Gerasime Bozikis, o Grego, ex-comandante da entidade e que, na maior parte dos anos de sua gestão, teve Nunes como seu aliado. 

VEJA MAIS: Candidato à reeleição, Nunes se diz tranquilo e projeta ouro para 2016

Nascido na Grécia e naturalizado brasileiro, o dirigente esteve à frente da CBB de 1997 a 2009. Durante este período, foi acusado de ter feito um péssimo trabalho. A seleção masculina, por exemplo, ficou fora das três Olimpíadas disputadas enquanto Grego esteve no cargo, mas, em entrevista exclusiva ao R7, ele alega que “por falta de uma melhor comunicação e de um fluxo contínuo de informações para a mídia e a comunidade do basquete, acabaram ganhando corpo várias críticas que na realidade não procediam”. 
Grego se defende lembrando que a seleção feminina foi bronze nos Jogos de Sidney, em 2000 e que boa parte da equipe masculina que se classificou para Londres 2012, esteve nos Pré-Olímpicos em que o Brasil fracassou. Ele afirma também que só não conseguiu fazer mais por falta de dinheiro. Dinheiro de um orçamento que, agora, diz ser três vezes mais que em seu tempo.

Depois de, em suas palavras, “refletir e repensar tudo que aconteceu nos últimos anos da minha gestão e da atual”, Grego decidiu tentar assumir o cargo novamente e avalia ter boas chances de vitória para, assim, poder fazer uma gestão cujo lema promete ser “reflexão, modernização e transparência”. 

Envolvido com a campanha, com o trabalho como presidente da Abasul (Confederação Sul-americana de Basquete) e suas atividades como empresário, por diversas vezes ele não conseguiu atender a reportagem do R7 por telefone. Topou então conceder a entrevista por e-mail, na qual pode ser lida na íntegra abaixo (as palavras em letras maiúsculas em determinadas frases, inclusive, são do próprio Grego). Confira: 

R7 - Quais os motivos que o levaram a se candidatar novamente à presidência da CBB? 

Gerasime Bozikis - Após praticamente 3,5 anos fora do dia a dia da CBB, tive a oportunidade de refletir e repensar tudo que aconteceu nos últimos anos da minha gestão e da atual. Eu gostaria de: 

- colocar em prática os programas que não aconteceram por falta de recursos; 
- desenvolver um novo projeto de gestão empresarial para a CBB com a participação dos Presidentes das Federações e de todos os segmentos da comunidade do Basquete, mostrando e ouvindo opiniões de pessoas de notoriedade no basquete nacional; 
- apoiar as Federações, economicamente na sua estruturação e dar o suporte necessário; - formar duas grandes seleções (FEM/MAS) para Rio 2016; 
- estruturar e dar grande atenção para as categorias de base em todo o Brasil, pois o basquete vai continuar após 2016; 
- Após estar presente em cinco Olimpíadas, poder participar a frente da CBB na organização dos jogos em nosso país; 
- Aproveitar para o bem do basquete toda minha experiência nacional e internacional e a minha paixão pelo nosso esporte. 

R7 - Como o senhor avalia a gestão do Carlos Nunes à frente da entidade? 
GB - Seria antiético falar da atual administração, porém toda a mídia tem veiculado notícias e informações destacando os problemas de planejamento e da própria execução de atividades na área técnica, além da gravíssima situação financeira da entidade, que ao final de 2011 já havia alcançado R$ 6,2 milhões de prejuízo, e segundo especialistas do mundo das finanças, estar em estado falimentar. Isto tudo apesar de estar trabalhando com um orçamento de R$ 25/30 MILHÕES anuais, o triplo da administração anterior. 

R7 - Durante o período no qual foi presidente da CBB, o senhor foi muito criticado, até pelo fato de o basquete masculino do Brasil ter ficado de fora das Olimpíadas estes anos. Como encara estas críticas? 

GB - Por falta de uma melhor comunicação e de um fluxo contínuo de informações para a mídia e a comunidade do basquete, acabaram ganhando corpo várias críticas que na realidade não procediam. 

Levamos a seleção feminina a todas as Olimpíadas e conquistamos uma medalha de BRONZE em Sidney 2000, porém, não tivemos a mesma performance com a seleção masculina, fato que felizmente aconteceu em Londres 2012. Mas, se prestarmos atenção, nas equipes brasileiras masculinas que disputaram os Pré Olímpicos de 2003/P.Rico e 2007/Las Vegas, onde enfrentamos os EUA (o que não aconteceu ano passado) e fomos eliminados, nove dos atletas que disputaram as Olimpíadas estavam lá, inclusive o Nenê. 

Além disso, recriamos os Campeonatos Brasileiros de Base com a participação de todos os 27 Estados e assinamos o 1° contrato de ciclo olímpico com a ELETROBRÁS (o maior patrocinador de basquetebol de todas as Américas / fora NBA). Também organizamos 2 mundiais FIBA no Brasil (S.Paulo e Natal) e criamos o Campeonato Feminino, a Escola Nacional de Treinadores, o Basquete do Futuro Eletrobrás. Vencemos vários PAN-AMERICANOS, COPAS AMÉRICAS, Sul-americanos nas diversas categorias Feminino e Masculino, 2° no Mundial Sub 21 Fem e 4° no Mundial Sub 19 Masc. 

Creio que o saldo é extremamente positivo. 

R7 - Falando em seleção masculina: se eleito, o senhor pretende manter Rubén Magnano como treinador? 

GB - Sim, Rubén é um grande treinador e está fazendo um bom trabalho. 

R7 - Qual será a sua proposta para o basquete feminino do Brasil, que vem acumulando resultados ruins no cenário internacional? 

GB - Fortalecer a LNB Feminino, repatriar atletas brasileiras e trazer atletas estrangeiras para completarem as equipes, através de um grande DRAFT. 

Organizar mais campeonatos de clubes em todo o Brasil nas categorias Adulto, Sub 15, Sub 17 e Sub 19 para surgimento de novos valores. 

R7 - Na sua opinião, o modelo da Novo Basquete Brasil (NBB), no qual os clubes organizam a disputa de forma independente, somente com a chancela da CBB, está funcionamento bem? 

GB - O campeonato Nacional de Basquete iniciou em 1995 com grande apoio do SPORTV e dos maiores e melhores clubes do Brasil. Durante a nossa gestão, organizamos, fortalecemos e profissionalizamos o Campeonato Nacional, iniciamos a estatística ao vivo, a memória de competição, criamos o comitê de clubes e passamos a direção para a LIGA NACIONAL de BASQUETE (LNB) no momento certo e de forma correta. 

Os resultados têm sido bastante positivos e a tendência é crescer ainda mais em importância e representatividade. 

R7 - Você tem mais alguma proposta que gostaria de ressaltar? 

GB - Estruturamos uma proposta que começa a ser discutida com os Presidentes das Federações Estaduais e com a comunidade do basquetebol e tem como foco oito macro ações que vão nortear todo o trabalho que vamos desenvolver nos próximos anos. 

Para cada uma destas ações, nós conseguimos a adesão de profissionais de reconhecida competência e experiência, que vão liderar a implementação destas iniciativas e na minha opinião o mais importante é que quase todos são ex-praticantes do nosso esporte. 

Esta proposta se tornará um Projeto de Gestão e será apresentado para os Presidentes das Federações, órgãos públicos, patrocinadores e mídia em geral, para ser acompanhado e avaliado por todos. 

O lema da futura gestão é REFLEXÃO, MODERNIZAÇÃO e TRANSPARÊNCIA. 

Pensar sobre o passado e identificar enganos, modernizar processos e estatutos e mostrar periodicamente todas as ações e resultados obtidos. 

R7 - Como avalia as suas chances de vencer a eleição? 

GB - Com o apoio dos Presidentes, das Federações Estaduais, grupos empresariais, e pessoas de notoriedade dentro do nosso esporte, formamos uma equipe forte que nos levará ao sucesso no próximo pleito da CBB em MARÇO 2013. 

Fonte: http://esportes.r7.com/esportes-olimpicos/noticias/polemico-grego-sonha-com-volta-a-cbb-e-promete-gestao-guiada-pela-reflexao-modernizacao-e-transparencia-20121009.html?question=0

sábado, 22 de setembro de 2012

Ary Graça é novo presidente da FIVB


Brasileiro vence eleição e é o segundo dirigente do país a assumir uma Federação Internacional. Comandante da CBV poderá acumular funções

Por Breno Dines

Ary Graça é o novo presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). No comando da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) desde 1997, o dirigente foi eleito para a entidade máxima da modalidade nesta sexta-feira, em congresso realizado em Anaheim, nos Estados Unidos. Na disputa, Ary deixou para trás o americano Doug Beal e o australiano Chris Schacht, presidentes das federações de seus países, com 103 dos 206 votos. O mandato tem duração de quatro anos e não há limite para reeleição, apenas para idade, de 75 anos.

- Sintam-se orgulhosos como brasileiros. Ficou provado que nós podemos chegar nos mais altos postos do mundo. Nós estamos desenvolvendo tecnologia. Temos um centro de pesquisa em Saquarema que ninguém tem no mundo. O Brasil é uma potência dentro e fora das quadras. O nosso lema é a transparência nas nossas contas. Há quinze anos fazemos uma sucessão de investimentos e nunca tivemos superavit. Porque todo o dinheiro que vem do esporte, volta pra ele - destacou Ary.

O dirigente brasileiro, de 69 anos, assume imediatamente o cargo, antes ocupado pelo chinês Jizhong Wei. São 220 federações ligadas à entidade, mas apenas 206 votaram nesta sexta. Neste sábado, comandará a primeira reunião à frente do Conselho de Administração da FIVB.

Ary, que assumiu a CBV em 1997, após a saída de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, é o segundo dirigente do país a assumir uma federação internacional. O primeiro foi João Havelange, que comandou a Fifa entre 1974 e 1998.
A eleição foi um pouco mais apertada do que Ary esperava. Com 103 votos, o dirigente brasileiro conseguiu uma folga na contagem apenas no fim. Doug Beal, técnico da seleção americana masculina na campanha do ouro olímpico nos Jogos de 1984, fechou com 86 votos. Schacht foi o menos votado, com 15. Dois foram invalidados por irregularidades.

Pelas normas da CBV, não há nada que impeça que Ary Graça acumule cargos e continue no comando da entidade ao mesmo tempo que exerça a presidência da FIVB. Caso desista da função à frente da confederação brasileira, poderá ser substituído por Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca, vice-presidente da CBV e presidente da Federação Alagoana de Vôlei.
Esta é considerada a primeira eleição democrática da história da FIVB. Nos pleitos anteriores, sempre houve apenas um candidato. Até hoje, a entidade teve apenas três presidentes: o francês Paul Libaud (1947 a 1984), o mexicano Rubén Acosta (1984 a 2008) e o chinês Jizhong Wei (desde 2008).
Logo após o anúncio, Nuzman parabenizou a vitória de Ary Graça. O presidente do COB enviou uma carta ao amigo, com trechos divulgados através de um comunicado à imprensa.
- Essa vitória é mais um importante reconhecimento à posição de destaque do Brasil no cenário esportivo internacional. É também, acima de tudo, a comprovação do excelente trabalho que você realizou a frente da Confederação Brasileira de Voleibol. Particularmente, sinto-me extremamente orgulhoso de ver que seu trabalho representa a continuidade de uma filosofia vitoriosa, que colocou o nosso esporte em patamares nunca antes alcançados. A presidência da FIVB é um cargo que exige imensa responsabilidade, mas, tendo em conta sua experiência ao longo destes anos, estou totalmente seguro de sua capacidade em realizar um magnífico trabalho visando o desenvolvimento do voleibol mundial. Esta é mais uma importante vitória do esporte brasileiro nos últimos anos. O Movimento Olímpico Brasileiro sai ainda mais fortalecido com esta conquista – afirmou Nuzman.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2012/09/ary-graca-e-o-novo-presidente-da-fivb.html

Ary Graça promete "explosão" do vôlei nos próximos quatro anos na FIVB


Brasileiro venceu a eleição para presidência da Federação Internacional e já fala em modernizar a entidade

Eleito presidente da FIVB (Federação Internacional de Voleibol) na sexta-feira, Ary Graça mostrou que tem grandes pretensões à frente do cargo. O dirigente brasileiro quer que a modalidade cresça ainda mais durante sua gestão, cuja duração é de quatro anos.

"Garanto que, em quatro anos, o vôlei vai explodir mundialmente. Vamos modernizar a gestão da FIVB e levar as oportunidades que o vôlei oferece a todo o mundo", projetou Graça. A eleição foi realizada durante o Congresso Mundial da FIVB, em Anaheim, nos Estados Unidos.

Dentre os pontos a serem trabalhados para o crescimento do vôlei, a modernização é de suma importância para o novo presidente da Federação. "Precisamos desenvolver o negócio do voleibol, buscar novas ideias. Vamos levar a FIVB a uma nova era, uma era moderna. Estamos aqui para trabalhar, e não para fazer política", ressaltou em seu discurso após a eleição.

Logo após sua nomeação, Ary Graça dirigiu a reunião para definição do novo Conselho de Administração e do Comitê Executivo da FIVB. Na manhã deste sábado, ele irá se encontrar com os novos membros para outra reunião.

"O voleibol é um esporte maravilhoso, mas que tem de melhorar. É um esporte emocionante, que possui milhões de fãs, mas que ainda precisa de um mercado. Temos de expandir o mercado do voleibol para que ele cresça ainda mais mundialmente", acrescentou.

Baseado em outras experiências de sucesso realizadas pela FIVB, o brasileiro explorar a força do voleibol. Um exemplo é a organização da Copa Continental, que envolveu 142 países e deu 14 vagas para os Jogos Olímpicos de Londres.

"O que fizemos com vôlei de praia na FIVB foi fantástico. Tivemos quase toda a África e a Ásia disputando a Continental Cup. O vôlei de praia levantou o voleibol sul-americano. Vamos explorar o potencial dessa modalidade", destacou, por fim.

Fonte: http://esporte.ig.com.br/volei/2012-09-22/ary-graca-promete-explosao-do-volei-nos-proximos-quatro-anos-na-fivb.html