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sábado, 10 de novembro de 2012

O patrocínio de concorrentes aos atletas


Por Erich Beting

Paulo Henrique Ganso posta uma foto em seu perfil no Twitter com a camisa do São Paulo. Até aí, nada de errado em o atleta usar as mídias sociais para se promover. O detalhe é que, na camisa tricolor, as três letras garrafais que indicam o nome do patrocinador do clube estão em destaque. O STI, da Semp Toshiba, salta aos olhos de quem vê a imagem. E, ao mesmo tempo, chama a atenção o endereço de Ganso no Twitter: @SamsungPHGanso.

O caso do camisa 8 são-paulino é o que melhor evidencia uma realidade que começa a aparecer no mercado geral de patrocínio ao esporte no Brasil e que, antes, era restrita às marcas fabricantes de material esportivo. Os atletas começam a ter patrocinadores pessoais que são concorrentes às marcas que apoiam os clubes.

Ganso é patrocinado pela Samsung, mas quando estrear com a camisa do São Paulo, carregará a marca da Semp Toshiba. Já foi assim, em 2005, com Robinho, que anunciou as pilhas Rayovac enquanto a Panasonic vestia a camisa do Santos. Atualmente, Neymar também tem acordo com o Santander, enquanto ostenta a marca do BMG ao jogar pelo Santos, ou a do Itaú quando está na seleção brasileira.

O fato é que, com o crescimento do interesse das empresas pelo patrocínio esportivo, o mercado tende a crescer para os atletas. Antes, as marcas ficavam restritas aos clubes ou campeonatos, e o atleta era a última ponta a ser procurada. Agora, com o encarecimento das propriedades de maior visibilidade, com o aumento da profissionalização dos atletas e com o maior interesse em investir no esporte, as marcas veem diferentes alternativas para uma ação de patrocínio.

O limite para esse tipo de ação é, geralmente, a manutenção da transmissão da mensagem da forma mais verdadeira possível. Quando se torna muito artificial a forma como um atleta transmite a mensagem de seu patrocinador, ou mesmo como um clube comunica o seu patrocinador, a relação perde sentido para o consumidor. Quando há um respeito mútuo entre os patrocinadores, mesmo que concorrentes, o retorno que se tem com o patrocínio, para todos os lados é muito maior.

O mercado de fornecimento de material esportivo percebeu isso, tanto que a mensagem aos patrocinadores pessoais é sempre subliminar e, geralmente, acontecem fora do contexto da disputa esportiva. Agora é a hora de as marcas que não vivem do esporte aprenderem a fazer esse tipo de relação. Com os exemplos sendo cada vez melhores, a tendência é o patrocínio aos atletas aumentar.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/11/09/o-patrocinio-de-concorrentes-aos-atletas/

sábado, 8 de setembro de 2012

O mercado expandiu ou as pessoas mudaram de emprego?


Por Erich Beting

O São Paulo anunciou há pouco um acordo para que a Semp Toshiba seja a nova patrocinadora do clube até 2014. O negócio marca a volta da empresa de eletroeletrônico para o esporte (estava ausente desde que saiu do Santos, em 2009, e tinha feito um acordo pontual com o mesmo Santos neste ano) e, mais do que isso, dá fim a uma angústia que perdurava desde o início do ano no São Paulo, que não tinha um patrocinador principal na camisa.

Mas a pergunta subsequente ao anúncio é óbvia. O mercado de patrocínio esportivo voltou a viver um processo de expansão?

Para a Semp Toshiba o negócio é extremamente coerente. Perdendo espaço para as rivais de peso como Samsung, Sony, Panasonic e LG, a empresa brasileira explora exatamente a tática de seus rivais coreanos no passado. Patrocina o futebol para dar visibilidade à marca e, assim, aumentar a popularidade, o que pode vir a gerar mais vendas.

O problema é que o setor de eletrônicos, que é um dos principais investidores do esporte ao redor do mundo, está um tanto quanto estagnado por aqui, ainda mais depois das desastrosas saídas de LG e Samsung dos seus clubes patrocinados. Sim, as marcas seguem investindo, não mais em clubes, mas em campeonatos.

Por isso mesmo a volta da Semp para apoiar um time de grande visibilidade é um tanto quanto óbvia. Mas aí é outro ponto importante. Ela acontece não tanto pela decisão da empresa em adotar como filosofia investir no esporte, e sim pela presença de executivos que já tiveram, no passado, a experiência de usar o futebol para alavancar vendas e formar a marca da companhia.

Na segunda-feira, Eduardo Toni foi apresentado como diretor de marketing da empresa. Não à toa, Toni foi quem gerenciou boa parte do contrato São Paulo-LG, quando era o diretor de marketing da multinacional coreana. Ele já sabe o quanto dá retorno para uma marca injetar dinheiro no esporte. A decisão, aí, fica mais fácil de ser tomada, ainda mais quando o responsável por planejar a verba é o próprio executivo que tem o conhecimento prévio do negócio.

Para o São Paulo, sem dúvida o negócio é espetacular. E o clube terá de trabalhar para criar um relacionamento que dure novamente tanto tempo quanto foi o antigo acordo da LG. Mas, para o mercado, o questionamento permanece.

Será que o mercado aqueceu/expandiu ou os patrocinadores é que continuam a atuar conforme as pessoas que são responsáveis por ele mudam de emprego?

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/09/05/o-mercado-expandiu-ou-as-pessoas-mudaram-de-emprego/

Após acerto rápido com o SPFC, STI foca ativação


Por Guilherme Costa 

Anunciada oficialmente na última quarta-feira como nova patrocinadora máster do São Paulo, a Semp Toshiba ainda não montou um plano de ativação para o clube tricolor. A velocidade da negociação e a longa duração do acordo levaram a empresa a adiar a criação dessa estratégia.

“Em 15 dias, conseguimos chegar a um tom nas conversas com o São Paulo. Foi tudo muito rápido”, relatou Eduardo Toni, responsável pelas áreas de marketing e pós-venda da Semp Toshiba.

Toni é egresso da LG, empresa em que trabalhou de 2004 a 2011. Portanto, o executivo pegou grande parte da relação da companhia com o São Paulo – a marca foi cotista máster do time tricolor durante dez anos, até 2010.

O histórico pessoal do dirigente, que trabalha na Semp Toshiba desde junho deste ano, foi um dos fatores que aceleraram as negociações. “É claro que é importante conhecer as pessoas, saber os caminhos e ter uma noção do resultado que o São Paulo oferece”, explicou ele.

Outros fatores contribuíram para a negociação acelerada. A Semp Toshiba é uma empresa nacional e já tinha histórico de investimento no esporte – foi patrocinadora do Santos, clube em que a marca voltou a aparecer em ações pontuais neste ano.

No São Paulo, o principal objetivo da empresa é tornar mais conhecido o segmento de informática STI. O contrato com o clube do Morumbi tem validade até o fim de 2014, com investimento anual de R$ 23 milhões da companhia.

“Dentro dos objetivos quando eu assumi estava a ideia de transformar a STI em uma marca mais conhecida, de mais relevância”, confirmou Toni. “Ainda estamos nessa fase de construir a ativação. Temos muito trabalho pela frente”, completou.

A Semp Toshiba estreou na camisa do São Paulo na última quarta-feira. Momentos depois do anúncio, o time tricolor recebeu o Internacional no Morumbi em partida válida pelo Campeonato Brasileiro e empatou por 1 a 1.

Fonte:http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26696/Apos-acerto-rapido-com-o-SPFC-STI-foca-ativacao/index.php

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

AS RAZÕES POR TRÁS DO PATROCÍNIO DA SEMP TOSHIBA AO SÃO PAULO


COM INVESTIMENTO EM FUTEBOL, EMPRESA QUER DIVULGAR MELHOR A MARCA STI, FESTEJAR SEU ANIVERSÁRIO DE 70 ANOS E SE APROXIMAR DO TORCEDOR

por Rodrigo Capelo

A Semp Toshiba apresentou na noite da última quarta-feira (06/08) o patrocínio ao São Paulo, que já entrou em campo para enfrentar o Internacional com a marca da companhia no peito e nas costas da camisa, a área mais nobre do uniforme. Com o clube paulista, a empresa busca, em resumo, uma oportunidade para mostrar sua marca, festejar seu aniversário de 70 anos e se relacionar melhor com o consumidor.

A exposição da marca é a primeira justificativa do patrocínio. Ao escrever STI no peito da camisa e Semp Toshiba nas costas, a companhia tenta mostrar ao consumidor que são duas marcas da mesma companhia. "Nós temos a possibilidade de ao longo do contrato mudar as marcas, mas nesse primeiro momento a estratégia é mostrar que a STI é uma marca da Semp Toshiba", afirma Eduardo Toni, diretor de marketing.

Em segundo lugar, o São Paulo, diferentemente de clubes que também estão com a cota máster vaga, como Corinthians e Flamengo, oferece a oportunidade de realizar ações de ativação no estádio do Morumbi. Dentro dele, por exemplo, a Semp Toshiba irá instalar uma loja para vender seus produtos aos são-paulinos. Ela também terá um camarote para levar clientes e parceiros para relacionamento durante as partidas da equipe.

Toni antecipa que, além do patrocínio da camisa, para cada R$ 1 gasto na assinatura do contrato, outros R$ 3 serão investidos em ações de ativação, ou seja, campanhas e promoções que mostrem ao consumidor que a empresa está patrocinando o São Paulo e, por consequência, o futebol. As ações a serem realizadas ainda estão sendo estudadas, mas este não será um grande problema para o diretor de marketing.

Toni foi apresentado como diretor de marketing da Semp Toshiba nesta semana. Antes, ele havia sido diretor de marketing da concorrente LG entre 2004 e 2011, justamente o período em que a empresa de eletrônicos ganhou destaque por patrocinar de modo consistente o São Paulo. "Sem dúvida, eu sei do potencial que a parceria tem", afirma o executivo. O negócio com o clube, inclusive, foi fechado quase em tempo recorde: 15 dias. A proximidade anterior influenciou.

Por que o São Paulo?
O futebol brasileiro tem, hoje, grandes oportunidades ainda em aberto. Além das áreas nobres das camisas de Flamengo e Corinthians, apenas para citar os mais populares, também não há na seleção brasileira um patrocinador da área de tecnologia. Mas a Semp Toshiba preferiu recorrer ao São Paulo para buscar os objetivos citados, porque a equipe paulista une opções de ativação a, tradicionalmente, bons resultados em campo.

"Tem vários clubes sem patrocínio, mas nós entendemos que o São Paulo tem um leque maior de possíveis ações, então o retorno é melhor. É um time tradicional, um modelo de organização, e esses também são fatores que pesaram na escolha. O estádio e todas as possibilidades que ele traz, como fazer a loja e ter um camarote, também são um fator muito importante", diz Toni.

O retorno da tecnologia ao futebol
Não são poucas as empresas de tecnologia que exploraram o modelo de patrocínio de times de futebol. A LG, no São Paulo, talvez seja o melhor caso por ter feito um patrocínio que durou muitos anos e praticamente incorporou a marca da companhia ao uniforme são-paulino. Mas a Samsung já pôs sua marca nas camisas de Corinthians e Palmeiras, e a própria Semp Toshiba esteve no Santos entre 2007 e 2011.

No entanto, neste ano as empresas de tecnologia estavam mais distantes dos "gramados". Isso pode ser comprovado na Copa do Mundo e na seleção brasileira. Apenas a Sony possui um patrocínio assinado com a Fifa, dona do maior evento de futebol no mundo. O escrete brasileiro possui como patrocinadores cervejaria, operadora de telefonia, frigorífico, supermercado, lâmina de barbear, montadora de carros e até desodorante para os pés, mas não uma parceira tecnológica.

"Eu não posso responder pela indústria, dizer por que ela se distanciou, mas posso lembrar que a Semp Toshiba esteve até pouco tempo atrás em outro time. Ela patrocinou durante um grande período o Santos e tem dentro da companhia a tradição de se envolver com o esporte, usar no marketing esportivo. Sem dúvida, o futebol é uma das melhores plataformas para exposição de marca, além das ativações", afirma Toni.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2012/09/razoes-por-tras-do-patrocinio-da-semp-toshiba-ao-sao-paulo.html

São Paulo anuncia acordo com Semp Toshiba até 2014


A diretoria do São Paulo agendou para a noite da última quarta-feira, antes de o time encarar o Internacional pelo Campeonato Brasileiro, o anúncio de que o clube resolveu um problema que vinha se arrastando desde o fim da temporada passada. Após oito meses de estiagem, a equipe tricolor vendeu a cota máster para a Semp Toshiba.

A empresa de eletroeletrônicos será a maior patrocinadora do São Paulo até 2014. O negócio renderá R$ 23 milhões por ano aos cofres da equipe paulista.

A cota máster do São Paulo não tem um ocupante fixo desde o fim da temporada passada, quando acabou um vínculo entre o clube e o banco BMG.

Antes da instituição financeira, o São Paulo teve uma parceria de longo prazo com uma concorrente da Semp Toshiba. O time do Morumbi foi patrocinado por mais de uma década pela LG, que deixou a equipe em 2010 e se afastou do futebol brasileiro.

Nesta semana, a Semp Toshiba anunciou a contratação de Eduardo Toni, que foi diretor de marketing da LG entre 2004 e 2011 – portanto, em grande parte do período de relação entre a companhia e o São Paulo.

Toni, que também havia sido gerente de marketing da Gradiente, será responsável pelas áreas de marketing e pós-venda da Semp Toshiba. Fundada há 70 anos, a empresa tem 3.400 funcionários no Brasil.

A companhia encerrou 2010 com um faturamento bruto na casa dos R$ 2,2 bilhões no Brasil. O volume representou um crescimento de 15,9% em comparação com o ano anterior.

Até o momento, detalhes da parceria entre São Paulo e Semp Toshiba são mantidos em sigilo. O clube chegou a ter conflitos internos causados pela ausência de patrocínio máster. No primeiro semestre, a diretoria chegou a recorrer ao publicitário Roberto Justus, torcedor e membro do conselho consultivo da equipe, para tentar captar parceiros.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26666/Sao-Paulo-anuncia-acordo-com-Semp-Toshiba-ate-2014/index.php