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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Com 'Vila Olímpica' e 6 mil pessoas, são abertas as Olimpíadas Escolares


Delegações de 26 estados, além de Distrito Federal, Cuiabá e Reino Unido disputam o torneio, de 25 de novembro a 8 de dezembro, em Cuiabá (MT)

Por Ana Carolina Fontes

Celeiro de atletas, as Olimpíadas Escolares vão reunir cerca de seis mil alunos, treinadores, árbitros, voluntários e membros da organização para a maior edição da história do torneio, de 25 de novembro a 8 de dezembro, em Cuiabá (MT). A integração entre os jovens das diferentes delegações e a experiência do "espírito olímpico", com direito a um Centro de Convivência com clima de Vila Olímpica, prometem dar o tom da competição, que envolve esporte, educação e cultura. Os quatro mil estudantes, entre 15 e 17 anos, representam 1.217 escolas públicas e particulares de 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal e da cidade-sede na etapa nacional, com disputas em 13 modalidades: atletismo, basquete, ciclismo, futsal, ginástica rítmica, handebol, judô, natação, taekwondo, tênis de mesa, vôlei, xadrez e vôlei de praia, novidade no programa de atividades.
A cada edição, o evento envolve mais de um milhão de estudantes em todo o país nas etapas municipais, estaduais e nacional. Quem se destacar nas finais em Cuiabá, poderá ainda representar o Brasil no Festival Olimpico da Juventude da Austrália, que será realizado no Parque Olímpico de Sydney, de 16 a 20 de janeiro de 2013.
- As expectativas são as melhores. Este será o maior evento já realizado desde que iniciamos o projeto em 2005, com mais de seis mil pessoas, a presença de observadores de 15 países de quatro continentes, 16 embaixadores (atletas olímpicos e pan-americanos), a estreia do vôlei de praia e uma delegação do Reino Unido. Além disso, haverá um prêmio especial para alguns atletas de atletismo, judô e natação. Eles serão indicados para representar o Brasil no Festival Olímpico da Juventude da Austrália. Isso nos permite acreditar que estamos construindo um caminho sólido de transformação sócio-educacional usando o esporte como principal ferramenta - disse Edgar Hubner, diretor geral das Olimpíadas Escolares.
Organizado há sete anos pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em parceria com o Ministério do Esporte, o torneio estudantil completou nesta temporada o segundo ciclo olímpico como uma referência nacional. Nos Jogos de Londres, a delegação verde-amarela contou com 17 atletas que despontaram nas Olimpíadas Escolares. Entre as revelações, estão a campeã olímpica Sarah Menezes e Mayra Aguiar, medalhista de prata no judô, além das finalistas Ana Cláudia Lemos e Rosângela Santos no atletismo e do nadador Leonardo de Deus, semifinalista na capital britânica.
- As Olimpíadas Escolares foram uma das fases que tive que passar na minha carreira até integrar a seleção brasileira. Eu sempre gostei de competir, e vejo o torneio como uma boa preparação para os jovens. O esporte é saudável, tira muitas crianças da marginalidade, trazendo mais disciplina, responsabilidade e organização para quem pratica a atividade física - disse a judoca Sarah Menezes, dona de três títulos na competição estudantil.
A judoca de Teresina, no Piauí, será uma das 16 embaixadoras do torneio, ao lado de outros destaques olímpicos e pan-americanos. Os ídolos do esporte brasileiro irão trocar experiências com os atletas da nova geração e participar de uma série de atividades, como palestras, demonstrações e cerimônias de premiação. No elenco escolhido pelo COB, algumas das atrações são Arthur Zanetti, campeão olímpico na ginástica artística, Alison (vôlei de praia), Yane Marques (pentatlo modernos), Vanderlei Cordeiro (atletismo), Ana Sátila (canoagem slalom), Angelica Kvieczynski (ginástica rítmica), Diogo Silva (taekwondo) e Hugo Hoyama (tênis de mesa). 
Além das competições, outro destaque será a programação sócio-educativa e cultural, com atividades extracurriculares que têm como objetivo aproximar os estudantes aos valores olímpicos e conscientizá-los sobre a importância da prática esportiva. Consideradas um dos cinco maiores eventos escolares do mundo, as Olimpíadas Escolares irão receber observadores de comitês olímpicos e entidades de 15 países. Os representantes dos quatro continentes estarão em Cuiabá para conhecer os detalhes da organização em um programa que conta com a chancela do Comitê Olímpico Internacional (COI), através da Solidariedade Olímpica Internacional (SOI). Desde 2007, 60 visitantes estrangeiros visitaram o torneio estudantil.
A convite do COB, uma delegação de 20 atletas britânicos participará do evento como parte de um intercâmbio cultural entre a Inglaterra e o Brasil, nas modalidades de natação, vôlei e vôlei de praia. Após a boa atuação nas Olimpíadas Escolares do ano passado, alguns brasileiros foram escolhidos para representar o país nos Jogos Escolares do Reino Unido, em Londres, antes do início dos Jogos Olímpicos de 2012.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/esporte-estudantil/noticia/2012/11/com-vila-olimpica-e-6-mil-pessoas-sao-abertas-olimpiadas-escolares.html

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Vila dos Atletas terá fábrica de concreto para evitar vaivém de caminhões e caos no trânsito


Sem a fábrica, a previsão era de caos: 64 viagens diárias de veículos para o transporte do material, cerca de 37.500 até o fim da obra

Por Isabela Bastos

RIO - Tirar do chão 31 prédios de 17 andares sem provocar impacto no trânsito da Barra da Tijuca. A construção da Vila dos Atletas para os Jogos de 2016, com seus 3.604 apartamentos, é um senhor desafio. Para enfrentá-lo, a obra terá sua própria fábrica de concreto. Com dois módulos, ela já está sendo construída e começa a funcionar em outubro, com capacidade para produzir 300 mil metros cúbicos de massa (300 milhões de litros), suficientes para atender ao projeto nos próximos 4 anos. Ousadia e criatividade para evitar um verdadeiro cortejo de betoneiras durante a construção. Sem a fábrica, a previsão era de caos: 64 viagens diárias de caminhões para o transporte do material, cerca de 37.500 até o fim da obra. Uma sobrecarga fatal para vias já congestionadas como a Linha Amarela e as avenidas Ayrton Senna e Abelardo Bueno.
— Com a quantidade de concreto que será usada na obra, seria possível construir cinco Maracanãs — explica o presidente da empresa Ilha Pura, Carlos Armando Paschoal, responsável pelas obras, explicando que a grandiosidade da construção foi um dos motivos que o levou a optar por uma fábrica particular. — Mas também garantimos a qualidade do produto final e o prazo de entrega do concreto. Os caminhões poderiam ficar presos em congestionamentos. Seria um transtorno muito grande. Só dentro do canteiro há 12 caminhões circulando.

Movimento de cinco mil operários
Iniciadas em junho e orçadas em R$ 2 bilhões, as obras da Vila dos Atletas estão concentradas nas fundações de três dos sete condomínios que serão erguidos no terreno de 206 mil metros quadrados, próximo ao Riocentro. Segundo a Iha Pura, cada condomínio levará 21 meses para ficar pronto. Como a Vila dos Atletas tem que ser entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI) até 31 de dezembro de 2015, o cronograma prevê que, no ponto crítico dos trabalhos, 18 prédios estejam sendo construídos ao mesmo tempo. Para se ter uma ideia da dimensão da obra, cinco mil operários vão circular no canteiro. Como há previsão de trabalho noturno eventual, estuda-se a construção de alojamentos.
Nas próximas duas semanas, a Ilha Pura, que é formada pelas construtoras Carvalho Hosken e Odebrecht Realizações, finaliza o projeto das fachadas dos prédios, cujas unidades serão entregues aos compradores no segundo semestre de 2017. Ao fim dos Jogos, durante oito meses, os apartamentos serão renovados para serem entregues aos proprietários.
— A Rio 2016 fará uma série de adaptações, como a instalação de aparelhos de ar-condicionado, aquecedores de água, mobiliários e cortinas, para uso dos atletas. Quando devolverem as unidades, em novembro de 2016, precisaremos deixá-los no estado original para os donos. Em Londres, os apartamentos foram devolvidos em perfeitas condições — diz Paschoal.
Os apartamentos de 2, 3 e 4 quartos, o menor com 78 metros quadrados, começam a ser vendidos no segundo semestre de 2013. Durante os Jogos, eles vão abrigar 17.950 atletas e técnicos. A Vila dos Atletas terá ainda um parque público de 65 mil metros quadrados, projetado pelo escritório de paisagismo Burle Marx.

Londres: material levado por trilhos
O concreto utilizado nas Olimpíadas de Londres também teve a marca da sustentabilidade. Preocupados com os impactos da construção do Estádio Olímpico, principal palco do evento, os organizadores britânicos utilizaram uma área no perímetro do Parque Olímpico, junto a um ramal ferroviário, para instalar a fábrica do insumo. O objetivo era minimizar o impacto com transporte e garantir o cumprimento das metas ambientais.
O planejamento possibilitou que todo o material usado no estádio fosse entregue e transportado por trem, tirando milhares de caminhões do trânsito londrino e das rodovias, evitando congestionamentos e os efeitos da poluição. A criação de um espaço destinado ao material de construção permitiu também a redução no transporte de vários componentes importantes para o principal palco do evento.
— O desejo da nossa equipe era desenhar, em Londres, o mais sustentável estádio olímpico já construído e reduzir a quantidade de aço e concreto empregada — explicou Jeff Keas, diretor da Populous, empresa de arquitetura e design que também projetou os estádios da Luz e do Algarve, em Portugal; o Olímpico de Sydney, na Austrália; os de Wembley e do Arsenal, ambos em Londres; e o das Olimpíadas de Inverno-2014, em Sochi, na Rússia.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/vila-dos-atletas-tera-fabrica-de-concreto-para-evitar-vaivem-de-caminhoes-caos-no-transito-6206770#ixzz27iboWHie 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Com a cabeça em 2016


Projeto da Confederação Brasileira da modalidade nas Vilas Olímpicas da cidade pretende levar a modalidade a mais de 18 mil crianças de baixa renda

Por Lorrane Melo

Difícil acreditar, mas o que faz mesmo sucesso com as crianças e adolescentes das Vilas Olímpicas do Distrito Federal é o tênis — o esporte ganha até do futebol. Com a bolinha e a raquete na mão, eles sonham em ser o novo Gustavo Kuerten. As vagas para a modalidade, considerada de elite, acabam em poucas horas. Inspirada no sucesso do tênis, a Confederação Brasileira de Golfe (CBG) tentará implantar o esporte, pouco praticado no Brasil por conta dos altos custos, entre os jovens.

Um projeto que começou no início do ano com escolas de Curitiba e Porto Alegre, busca aumentar a base da modalidade no país. E criar ídolos não só para a volta do golfe às Olimpíadas, no Rio de Janeiro, em 2016, mas também para o futuro. De forma lúdica, com materiais de velcro, tacos de plástico e bolinhas de tênis, que proporcionam maior mobilidade aos pequenos, o golfe já foi apresentado a 1.050 crianças em cada uma das duas cidades. O projeto em Brasília, no entanto, será ainda maior.

Três professores de cada um dos nove centros olímpicos e dois profissionais do Clube de Golfe de Brasília foram capacitados para ensinar as tacadas. Ao todo, mais de 18 mil alunos de baixa renda serão introduzidos no esporte. O treinamento foi realizado na Vila Olímpica de São Sebastião, que fica mais perto do Clube de Golfe, localizado no Setor de Clubes Sul.

O processo para encontrar futuros talentos será feito em dois blocos. No primeiro, os professores serão treinados para introduzir os alunos no golfe com uma metodologia e treinamento adequados. As aulas, que foram ministradas durante dois dias pelos campeões brasileiros Nico Barcellos e Reginaldo Coelho misturaram teoria e prática — e para receberem o certificado tiveram até de fazer prova. Depois, os melhores alunos serão levados para um trabalho especial no Clube de Golfe. O material será todo doado pela confederação, que o compra a R$ 707 de uma empresa britânica com o 
dinheiro recebido da organização mundial.

“É claro que a entrada do golfe nas Olimpíadas deu um ponto de partida forte nesse processo, mas os golfistas já pediam uma popularização do esporte”, admite o diretor executivo da CBG, Márcio Galvão, acreditando que os valores do esporte só farão bem aos pequenos. “No golfe, se exercita a honestidade. Nele, você mesmo é o juiz. Também tem a parte da disciplina e concentração”, alega.

Fonte: http://www.superesportes.com.br/app/19,66/2012/09/24/noticia_maisesportes,36961/com-a-cabeca-em-2016.shtml

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Tribunal de Contas da União vê indício de superfaturamento em contrato dos Jogos Militares


Valores se aproximam de quase R$ 2,6 milhões. TCU vai convocar os citados para apresentar defesa ou devolver o que foi pago a mais

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO — O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou indícios de superfaturamento de quase R$ 2,6 milhões em um contrato firmado pelo Comitê Organizador dos Jogos Mundiais Militares de 2011 para o aluguel de mobiliário destinado às três vilas olímpicas construídas para hospedar atletas e outros participantes. O evento foi realizado no Rio, entre os dias 16 e 24 de julho do ano passado. Do total de verbas supostamente superfaturadas, mais de R$ 1,4 milhão chegou a ser pago. Quatro oficiais que trabalharam na organização da Rio 2011 e o fornecedor foram definidos como responsáveis solidários no voto do ministro Walton Alencar Rodrigues. O TCU convocará os citados para apresentar sua defesa ou devolver imediatamente o que foi pago a mais.

O superfaturamento teria ocorrido quando o Comitê Rio 2011 decidiu, no fim de 2010, alugar o mobiliário — camas, bebedouros, cestos de lixo, travesseiros, entre outros itens — em vez de comprá-lo. Os militares responsabilizados pelo TCU foram o general Jamid Megid Júnior (coordenador do Comitê de Planejamento da Rio 2011), o coronel Fernando Luiz Menna Barreto (membro do Comitê de Planejamento Operacional), o tenente-coronel José Augusto Moraes Lopis (membro da comissão de apoio ao Comitê) e o coronel Francisco Pinheiro Rodrigues Silva Netto (ordenador de despesas do evento). O TCU também determinou a manutenção do bloqueio de um saldo do contrato de pouco mais de R$ 1 milhão que ainda não havia sido pago à Mundmix Comércio e Serviços Ltda., fornecedora dos itens.
Em 2010, duas licitações foram feitas para as vilas. A primeira, que previa a compra do mobiliário, ofereceu, em outubro, preços mais em conta. Em dezembro, uma nova licitação, desta vez para o aluguel dos mesmos artigos, apresentou valores mais elevados. Apesar disso, o contrato foi fechado.
O valor original do contrato era de R$ 9,8 milhões, mas foi revisto para R$ 8,7 milhões, porque nem todos os materiais foram fornecidos, e o próprio Comitê Rio 2011 identificou itens com sobrepreço após a contratação. Se tivesse optado por comprar os mesmos produtos, o preço total teria sido de R$ 6,4 milhões.

Responsáveis culpam ‘burocracia’
Por ironia, parte do material não foi entregue por problemas identificados em relatórios anteriores do TCU. As obras nas vilas atrasaram. Duas delas foram inauguradas sem que todos os apartamentos estivessem prontos, reduzindo a necessidade de mobiliário. Na época, o TCU também questionou os preços para a construção da Vila da Aeronáutica, além de outros gastos como a contratação de três instituições ligadas às Forças Armadas para prestar serviços ao evento.
Na sexta-feira, O GLOBO procurou os oficiais por intermédio da assessoria de Comunicação do Ministério da Defesa, mas não eles foram localizados. O Ministério da Defesa, que coordenou os Jogos Militares, por sua vez, observou que ainda cabe recurso. E acrescentou que os órgãos de controle do ministério estão acompanhando o caso de perto.
Os militares tiveram direito a defesa prévia. Segundo o TCU, o general Jamil, por exemplo, culpou a “burocracia”. Disse que a demora da União para criar o Comitê Rio 2011 fez com que a entidade tivesse menos de dois anos (23 meses) para planejar e organizar o evento. A escolha do Brasil como país-sede dos Jogos Militares, porém, havia ocorrido em maio de 2007, mais de quatro anos antes. Jamil disse também que, como houve carência de pessoal — dos 1.500 cargos previstos, apenas 300 foram preenchidos —, o Comitê Organizador Rio 2011 buscou fornecedores com “alto grau de confiabilidade para desempenhar as tarefas”.
Além do aluguel dos materiais, o contrato previa que a empresa armazenasse os produtos e se responsabilizasse por sua montagem e desmontagem. No relatório, o TCU detalhou exemplos de sobrepreço. A diferença entre os artigos chegou a 219,2%, por exemplo, no que se refere ao fornecimento de 1.206 cestas de lixo com capacidade para 20 litros. O Comitê 2011 pagou aluguel de R$ 50 por cesta, quando tinha uma oferta para comprá-las por R$ 15,66. No caso dos bebedouros, 95 deles foram alugados por R$ 640 cada, quando o comitê poderia ter adquirido as mesmas unidades por R$ 401,90 cada (59,24% a menos). O mesmo modelo de varal de roupa que foi alugado por R$ 99,62 poderia ter sido comprado por R$ 48,29 (sobrepreço de 106,3%). Por travesseiros antialérgicos, pagou R$ 25 a unidade, quando o preço de compra era de R$ 9,99 (sobrepreço de 150,25%). Cada ferro de passar roupa custou R$ 100 ao Comitê Rio 2011, quando havia uma opção para comprar o artigo por R$ 34,59 (gastaria menos 89,10% ).
O TCU lembrou que a empresa contratada participou das duas licitações. E, na concorrência descartada que previa a compra dos itens, ofereceu preços menores O mesmo modelo de cama alugado por R$ 580 a unidade foi oferecido a R$ 315 para a compra.
Em seu relatório, o ministro Walton Rodrigues citou outra licitação com sobrepreço para complementar o mobiliário das vilas que favoreceu a Mundimix. Desta vez, a opção foi comprar 18 sofás por R$ 1.165,90 a unidade. Na licitação desprezada de outubro de 2010, modelo similar foi oferecido pela empresa por apenas R$ 378.
Os Jogos 2011 foram o primeiro de uma série de megaeventos que o Brasil promoverá nos próximos anos. Participaram 5.650 atletas de 88 países. Este ano houve a Rio+20. Em 2013 serão realizadas a Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações. Em 2014 é a vez da Copa do Mundo, e em 2016, dos Jogos Olímpicos. Muitos contratos relacionados a grandes eventos envolvem recursos fiscalizados pelo TCU.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tribunal-de-contas-da-uniao-ve-indicio-de-superfaturamento-em-contrato-dos-jogos-militares-5484570#ixzz20n5eS2FL

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Pronta, Vila Olímpica está só à espera dos atletas em Londres


Competidores terão a seu dispor quartos confortáveis, TV de plasma, jogos e internet gratuita

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES — Falta de conforto certamente será algo do qual 10.600 atletas e seis mil oficiais, entre dirigentes, técnicos e preparadores de 204 países, não poderão reclamar na Vila Olímpica de Londres. Que o diga o brasileiro Éverton Lopes, campeão mundial de boxe amador. O baiano, e seus outros seis companheiros de seleção, se hospedará no local a partir do próximo dia 29, mas já tem a cama pronta e o quarto B do apartamento 20 no sexto andar do Bloco D completamente arrumado.
No prédio de oito andares, tudo está definido, inclusive os nomes de quem ocupará cada um dos 44 apartamentos reservados para os 259 atletas do Brasil, sendo 136 homens e 123 mulheres de 32 modalidades. A primeira brasileira a morar na Vila será a canoísta slalom Ana Sátila Vargas, de apenas 16 anos. Ela é a mais jovem competidora da delegação nacional e também de seu esporte em Londres-2012.
— É a melhor Vila Olímpica das que frequento desde Montreal-1976 — elogia o ex-jogador de vôlei Bernard Rajzman, chefe de missão da delegação brasileira, que desde ontem já se hospeda na Vila. — É compacta, mas tem tudo, e facilita a integração dos atletas. Não é enorme, como Atenas-2004 e Pequim-2008, onde tudo era longe.

Cercas eletrificadas
Na unidade de quatro quartos que servirá aos sete boxeadores, é fácil perceber as novidades em relação a Olimpíadas anteriores. A primeira é o aparelho de TV LCD, com sinais abertos e a cabo, pela primeira vez disponíveis em cada um dos 2.818 apartamentos de uma Vila Olímpica. Para os brasileiros, será possível assistir às programações do Sportv e da Record. No circuito fechado, também dará para acompanhar cada competição dos 26 esportes olímpicos. Outro motivo de alegria é o inédito acesso a internet por Wi-Fi, com login e senha próprios para cada apartamento.
— Temos um programa de computador que nos ajuda a fazer as divisões dos quartos, pois a maioria será ocupada mais de uma vez, por equipes diferentes — diz Bernard, que divide um apartamento menor que o dos atletas, no segundo andar, com os subchefes de missão José Roberto Perilier e Jorge Bichara.
Nos quartos, cobertores e mantas com pictogramas dos esportes olímpicos embelezam as camas, com mesinhas de cabeceira e luminárias individuais, além de um armário em cada dormitório. Um sofá espaçoso, quatro pufes, ar condicionado, dois banheiros, sendo um, maior, com banheira, completam a relação de mimos para os atletas do mundo inteiro. No total, há 17.320 camas espalhadas pelos 2.818 apartamentos da Vila. Depois dos Jogos, ela será transformada num imenso condomínio residencial.
Um salão de jogos, com mesas de totó e de sinuca, modernos videogames, discoteca e bar com telões, sem dúvida será um dos pontos de convergência e de azaração da Vila. A segurança também está garantida. Em volta da Vila, cercas eletrificadas fazem parte de um conjunto de 17km de proteção na área do Parque Olímpico.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/pronta-vila-olimpica-esta-so-espera-dos-atletas-em-londres-5462896#ixzz20Y4yW6R0 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Barcelona lança projeto para crianças no Complexo do Alemão


Iniciativa deve atender 400 meninas e meninos na Vila Olímpica Carlos Castilho

Por Claudio Nogueira

RIO - Campeão europeu pelo Barcelona, em 2005/2006, quando foi o autor do gol do título nos 2 a 1 sobre o Arsenal, em Paris, o ex-lateral Belletti foi o padrinho do lançamento do Projeto Futbol Net, uma parceria entre a Fundação Barcelona, do clube catalão, a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o Banco Interamericano de Desenvolviment (BID) do Brasil e a Fundação Mapfre. A iniciativa, que visa a atender 400 meninos e meninas, terá lugar na Vila Olímpica Carlos Castilho, na Estrada do Itararé, no Complexo do Alemão.
De acordo com os idealizadores do projeto, este não visa a formar jogadores, mas sim, cidadãos. O Futbol Net já beneficia 4 mil crianças em 20 núcleos espalhados pela Catalunha. Esta é a primeira vez que a ação é realizada fora do território espanhol.
- O futebol oferece tudo isso. Cria oportunidades de diversas maneiras, de diversas formas e de diversos lugares. Com este projeto, o Barcelona, o melhor time do mundo, não quer revelar talentos, mas integrar as crianças. O futebol me ensinou a ter disciplina e respeito - disse Belletti. - O futebol une mundos diferentes, pode unir crianças de línguas diferentes, para se divertir. Estas crianças vão ter de escolher entre seguir uma vida boa ou outros caminhos. E o futebol vai ajudá-las a fazer a melhor escolha.
À inauguração, estiveram presentes a infanta Dona Elena de Bourbon, filha dos reis da Espanha e responsável pelos projetos culturais da Fundação Mapfre, além do secretário municipal de Esporte e Lazer, Romário Galvão. De acordo com o secretário, o projeto poderá ser estendido, ano que vem, a algumas das 18 vilas olímpicas do município.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/barcelona-lanca-projeto-para-criancas-no-complexo-do-alemao-5398683#ixzz1znc2YyDD 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

COI antecipa construção da Vila dos Atletas


Consórcio começa a obra do primeiro dos 31 prédios do complexo, cada um com 17 andares

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - A presença da comitiva do Comitê Olímpico Internacional (COI) no Rio serviu de pretexto nesta terça-feira para antecipar o cronograma de construção da Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca, previsto apenas para setembro. A presidente da Comissão de Inspeção do COI, Nawal El Motawakel, acionou as máquinas para cravar a primeira estaca que servirá de base para o primeiro prédio da vila. Os trabalhos nas fundações começaram com recursos próprios do Consórcio Ilha Pura (construtora Carvalho Hosken e Odebrecht Realizações Imobiliárias) porque o grupo ainda negocia os detalhes do financiamento do projeto.
A vila terá 3.604 apartamentos, com 31 prédios de 17 pavimentos, distribuídos por sete condomínios independentes. A versão final do plano de ocupação da Vila Olímpica, apresentada ontem à comitiva, difere do proposto inicialmente na candidatura. Antes, seriam 48 prédios com 2.880 apartamentos e 12 andares. A mudança no projeto atendeu a pesquisas de demanda feitas no mercado.
O consórcio planejou uma estratégia diferente para evitar o que aconteceu com a Vila Pan-Americana lançada pela construtora Agenco, em 2004. O condomínio do Pan foi um sucesso de vendas para o público, mas até hoje tem cerca de 40% dos imóveis vazios e enfrentou problemas de infraestrutura. Muitos compradores desistiram do negócio por não poder arcar com os juros após a entrega dos imóveis.
O grupo negocia não apenas as taxas de juros mas também pretende negociar os apartamentos aos poucos para evitar que haja mais imóveis à venda que o mercado poderá absorver. A previsão inicial é de que os primeiros apartamentos sejam oferecidos ao público em março de 2013. Mas a data poderá mudar se o cenário econômico não estiver favorável.
As obras serão aceleradas a partir do dia 13 de setembro, quando começará a construção de mais seis prédios e já deverá estar instalada a fábrica de concreto armado que o consórcio instalará no canteiro para reduzir as viagens dos caminhões de transporte do material. Ao todo, o condomínio terá 952 apartamentos prontos no dia 26 de maio de 2014. Mais dois condomínios começam este ano: nos dias 28 de outubro e 12 de dezembro (de seis prédios cada). Em 2013, apenas um condomínio (três prédios) entrará em obras. Em 2014, começarão as obras dos últimos três condomínios: 10 de fevereiro (dois prédios), 17 de março (cinco prédios) e 14 de abril (dois prédios). Em 28 de dezembro de 2015, todos os prédios serão entregues ao Comitê Organizador, que vai prepará-los para os mais de 16 mil atletas.
O projeto final manteve a chamada Rua Carioca: trata-se de um calçadão que vai conectar todos os prédios da Vila Olímpica. A área terá cafés, restaurantes, lojas de sucos e sorveterias. No total, haverá mil vagas de estacionamento para carros e ônibus das delegações. Também está prevista, para a entrada da Vila Olímpica, uma praça com as bandeiras de todos os países que terão atletas no evento e esculturas gigantes representando as logomarcas dos Jogos.
A Vila Olímpica fica instalada na Avenida Salvador Allende, na Ilha Pura, que serviu de área para da primeira edição do Rock In Rio, em 1985. Os preparativos para as Olimpíadas começaram em dezembro de 2010 com os trabalhos de terraplanagem.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/coi-antecipa-construcao-da-vila-dos-atletas-5130851#ixzz1x3MWnwl2